Edição: Abr 2014
Nº Páginas: 320
Sinopse:A experiência juntava dois grupos de pessoas: as primeiras tinham acabado
de comer, as outras estavam em jejum. Tinham de ler palavras em rápida
sucessão. Os resultados foram quase iguais. A não ser num ponto. Sempre
que as palavras tinham a ver com comida, quem estava em jejum conseguia
melhor pontuação.
A escassez aumentou a capacidade de foco dos participantes com fome (no
que diz respeito ao bem em falta) sem lhes prejudicar outras faculdades. Mas
o jejum era apenas temporário. Porque quando as privações são
prolongadas, a escassez apodera-se da mente. E o resultado pode ser
catastrófico. O bem em falta ganha uma importância desproporcionada. Se
temos pouco dinheiro, só pensamos nas contas por pagar, afunilamos a
perspetiva. Deixamos de conseguir planear a prazo, perdemos imaginação e
autocontrolo. As nossas capacidades cognitivas são abaladas a ponto de se
refletirem negativamente nos testes de QI. E a vida (ou parte importante dela)
passa-nos ao lado, tal como as oportunidades. Os pobres ficam mais pobres
e geram filhos pobres. O princípio aplica-se também às empresas,
organizações e culturas.
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