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Nº Páginas: 122
Sinopse:
O Primeiro Amor é uma narrativa sobre o amor adolescente. Voldemar, um jovem de dezasseis anos, apaixona-se pela filha do seu vizinho, a bela Zinaída, alguns anos mais velha que ele e a quem não faltam pretendentes. O leitor é arrastado pelas inconstantes emoções de Voldemar: exaltação, ciúme, desespero, ódio, renúncia e, de novo, devoção. No final, Voldemar sente-se destroçado ao descobrir a identidade do seu verdadeiro rival - uma revelação esmagadora, que, no entanto, lhe abre as portas para a compreensão dos abismos da paixão.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
"As irmãs Teixeiras, Assunta e Matilde, sobretudo, mesmo a resvalar, caminham direitas, sem a melancolia indolente da aristocracia falida, com a diligente prudência dos desiludidos. Aquele contínuo movimento esconde, para quem está de fora, o declínio, substituindo-o por uma aparência de estabilidade em que a decadência se torna imperceptível, a ponto de não parecer decadência, mas apenas o tempo a passar. São profetas da normalidade, gestoras da desilusão, do fracasso e da ruína. Contra a vida como “cerimonial da loucura”, que também as condiciona, proclamam o triunfo da normalidade: “Normais somos nós. Tudo nos vence e nada nos ilude.” Vence quem admite a inevitável derrota e, mesmo assim, opta pela recusa estóica da ilusão e das suas armadilhas. A decadência, que enfrentam com dignidade, refractárias à ilusão, ao ruído das revoluções exteriores, assenta-lhes bem." Do Prefácio de Bruno Vieira Amaral
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"A História de Job e da sua progenitura irrompe, de onde em onde, por entre lugares recônditos e as muitas personagens: o Porto, com a Ribeira, o Barredo, o Douro, desliza através do olhar de Lourença, das visões de Purinha, de Filipe e de uma memória que percorre gentes, pedras, cheiros, casas e se desdobra num pulsar profundo e secreto em luz, quase sempre coada, para que a cidade se nos descubra, em demora, como um palácio abandonado." [Do Prefácio]
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Passaram-se milénios em Arrakis, e o que antes era um planeta desértico é agora um local verdejante e repleto de vida. Leto Atreides, filho do salvador do mundo, o Imperador Paul Muad’Dib, ainda vive, mas está longe de ser humano. Para preservar o futuro da humanidade, ele sacrificou a própria humanidade, fundindo-se com um verme de areia e assim adquirindo uma quase imortalidade como Imperador Deus de Duna durante três mil e quinhentos anos. Mas o reinado de Leto não é benevolente. A sua transformação tornou-o não apenas fisicamente diferente, mas também imoral e inumano. Uma rebelião liderada por Siona, membro da família Atreides, ergueu-se como oposição ao governo despótico. Mas Siona não sabe que a visão de Leto de um Caminho Dourado para a humanidade exige que ela cumpra um destino que nunca quis.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
América, quinze anos após o final da Segunda Grande Guerra. As potências vencedoras dividiram as suas conquistas: os nazis controlam Nova Iorque e a Califórnia é controlada por Japoneses.Mas entre estes dois estados confrontados numa guerra fria existe uma zona neutra onde, dizem os rumores, reside o lendário autor Hawthorne Abendsen, que receia pela sua vida, pois escreveu em tempos um livro no qual os aliados venceram a Segunda Grande Guerra.
Nº Páginas: 354
Sinopse:
"O Homem e o Divino" é o mais importante livro de María Zambrano, pois como ela própria afirma poderia ser esse o título de tudo o que escreveu. E, como sempre acontece, são as obras escritas com menos preocupação de actualidade as que melhor permitem explicar os fenómenos actuais.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Em 1860, Benjamin Burton nasce velho e começa misteriosamente a ficar cada vez mais novo. No início estás murcho e desgastado, mas, à medida que o tempo passa, abraça a vida — vai para a guerra, gere um negócio, apaixona-se, tem filhos, vai para a faculdade, para a escola, e, como a sua mente começa a retroceder, frequenta o jardim de infância, acabando a ser cuidado por uma ama. Esta história estranha e assombrosa incorpora a perspicácia social que fez de Fitzgerald uma das grandes vozes da literatura norte-americana.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Tchékhov coloca em confronto, numa pequena cidade do Cáucaso, um funcionário e a sua jovem mulher, um médico militar, um zoólogo de ideias radicais e um diácono dado ao riso. É nesse ambiente que o ódio crescente entre o zoólogo e o funcionário culmina num duelo.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Nove Contos foi publicado pela primeira vez em Abril de 1953. Inclui alguns dos mais famosos contos do autor, nomeadamente «Um Dia Ideal para o Peixe-Banana», «Para Esmé – com Amor e Sordidez» e «Teddy».
Nº Páginas: 76
Sinopse:
"Como se o mundo existisse, eu diria, dos livros de Ana Teresa Pereira, que os lemos ou nos lêem nesse limiar da morte e da infância de um desejo desde sempre recém-nascente, que — em branco, à tona do vazio sem data que se abre entre dois dias — repassa todo o tempo que passa do infinito do tempo que não passa, e é o nunca-sempre deste Neverness sem fim. Nunca-sempre do infinito do tempo, atravessando essa eternidade da charneca, cuja Neverland este Neverness transfigura, me aventuro agora a deixar que me leia assim: Neverness. A morte viera adormecê-los mas despertava-os Por isso agora no meio da urze e do nevoeiro um ao outro abraçados perdem-se e vagueiam na eternidade da charneca que clareia até que já não possam morrer sem acordar." - Miguel Serras Pereira
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Elena e Lila navegam agora ao ritmo agitado a que Elena Ferrante nos habituou, no mar alto dos anos 70, num cenário de esperança e incerteza, tensões e desafios até então impensáveis, unidas sempre com um vínculo fortíssimo, ambivalente, umas vezes subterrâneo, outras visível, com episódios violentos e reencontros que abrem perspetivas inesperadas.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Neste breve ensaio, Byung-Chul Han propõe-se refletir de modo filosófico sobre um objeto que não implica nenhuma filosofia em sentido estrito. Por isso procura fazer uma abordagem linguística a propósito do seu uso do silêncio e da linguagem enigmática.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Não significa tal que este livro não arda. O que acontece dentro é um desses fenómenos cuja potência afunda um continente ou levanta das cinzas uma ilha. " Do Prefácio de Hélia Correia
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Jack Taverner, apresentador de um programa televisivo mundialmente famoso e homem da cidade, acorda um dia e descobre que ninguém sabe quem ele é, nem sequer os vastos bancos de dados do governo. Numa sociedade em que a falta de identificação é crime, Taverner não tem escolha a não ser juntar-se a uma série de personagens obscuras, incluindo polícias desonestos e traficantes de droga. Mas eles sabem mais do que deixam entender. Como é que a identidade de uma pessoa pode ser apagada da noite para o dia?
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Em Busca do Tempo Perdido é um livro que tem, nas palavras do seu autor, "a forma do tempo". E, na verdade, o que distingue este romance é o reforço da sua concepção da memória como recriadora do passado. É isso que permite o misterioso encanto da narrativa e o tom de dolorosa nostalgia em que o passado envolve o presente. Mas o recurso à memória involuntária faz com que Proust nunca transmita uma realidade de que a sua imaginação esteja ausente. Ainda muito jovem, conhecia de cor todos os pormenores da vida das damas que tinham frequentado os salões de Paris desde o século xvii, como Madame La Sablière ou Madame de Staël. E foi precisamente a sensação da decepção em relação ao imaginado que ele sentiu nesses salões parisienses onde foi buscar muitos dos personagens que povoam o seu universo ficcional. É dessa desilusão, vivida nos salões de Madame Aubernon, Madame Arman de Caillavet ou da Condessa de Grefulhe, que nascem os personagens que frequentam os da senhora Verdurin e dos Guermantes de Em Busca do Tempo Perdido.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Para os Ocidentais, o mais importante aliado da beleza foi sempre a luz, a ausência de sombras. Para a estética tradicional japonesa, do rosto das mulheres às salas dos templos, o essencial está na sombra e nos seus efeitos.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Este é o diário que Gonçalo M. Tavares escreveu sobre a pandemia entre Março e Junho de 2020. Foi a partir de notícias, ou mesmo de experiências pessoais, ocorridas durante esta quarentena global inédita que Gonçalo M. Tavares elaborou uma crítica ética e política à sociedade actual cujos contornos se tornaram mais evidentes nesta fractura de «um século xxi partido em dois por um vírus».
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Johannes é um esteta que se empenha em criar uma possibilidade de sedução de uma jovem mulher. Persegue com dissimulação a inocente Cordelia, até ela ser completamente atraída por ele. Mas, quando ela está prestes a ceder à sedução, percebe que alguma coisa está errada. Através deste enredo literário, Kierkegaard reflecte sobre o homem estético: que é atraído pelo prazer sensual e deambula pela vida vitima dos seus instintos, vendo naquilo que o rodeia meios para realizar os seus desejos.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
""Nós devemos escrever sobre aquilo que conhecemos", foi sempre o conselho dado por Agustina aos que se iniciavam na escrita. e foi por onde também começou — pelo mundo rural que tão bem conhecia, a Casa do Paço, em Travanca, aquele mundo fechado que frequentara em criança e adolescente, onde o convívio com as tias Maria e Amélia, sobretudo Amélia (a Sibila), fora o exemplo para a sua vida, um legado de sabedoria transmitido como uma profecia. As duas últimas páginas d’A Sibila testemunham, numa linguagem oracular, como num transe arrepiante e comovente, pela revelação do profundo, a transmissão de um destino, que ela, Agustina, terá de continuar a cumprir, depois da morte da Sibila. "Deuses de Barro, se por um lado é um esboço para a descoberta dos mundos fechados que integram estes três romances iniciais, por outro, representa já um grito de liberdade, ousadia, revolta e desafio contra os deuses de barro que nos vigiam, nos tolhem, com quem somos obrigados a conviver e a venerar." Do Prefácio Escrito aos 19 anos por Agustina Bessa-Luís, Deuses de Barro permaneceu inédito até hoje.
Nº Páginas: 824
Sinopse:
Há textos escritos ao longo de doze anos, desde a época em que Sylvia Plath era estudante universitária até 1962, o ano anterior à sua morte. E também desenhos e poemas, testemunhando a vida e a obra de uma das principais poetas de língua inglesa do século xx, autora de Ariel e The Colossus. Revelando uma consciência precoce da sua vocação de poeta, Plath afirmava aos dezoito anos: “estou a dar uma justificação à minha vida, à minha viva emoção, aos meus sentimentos, ao transformar tudo isto em letra impressa”, organizando de forma provisória “o meu patético caos pessoal”.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Num jantar a 15 de Dezembro de 1922, Virginia Woolf conheceu a escritora e aristocrata Vita Sackville-West, que lhe haveria de inspirar mais tarde a personagem de Orlando. Virginia Woolf parece não ter apreciado particularmente as opiniões de Vita, mas a impressão que esta lhe causou foi intensa. Foi o início de uma relação amorosa, de amizade e colaboração literária. A correspondência entre elas prolongou-se por quase vinte anos, até ao suicídio de Virginia Woolf em 1941. Através desta antologia, conhecemos a evolução dessa relação sentimental.
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Estas abordagens do prazer de ler e escrever pronunciam-se em particular contra a língua má, historicamente alheia à verdade das mulheres, propondo uma nova expressão dos talentos de escrita femininos.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Tudo começa com algumas mortes num elegante hotel parisiense. Um dos assassinados é o multimilionário Rudolf Kesselbach, e as suspeitas incidem em Arsène Lupin, que nunca matou ninguém — mas alguma vez poderá ser a primeira, como diria Ganimard. Lupin vai encontrar um inimigo à sua altura, decidido, imprevisível e particularmente cruel. Um dos aspectos mais surpreendentes do enredo é o facto de Lupin se ter infiltrado nas forças policiais. A história tem que ver com um grão-ducado cuja restauração desperta a ambição de Arsène Lupin e também a do seu misterioso inimigo.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
O casamento de Vic e Melinda Van Allen é mantido através de um acordo precário, que, para evitar a confusão do divórcio, permite que Melinda tenha a quantidade de amantes que desejar desde que não abandone a família. Mas Vic deixa de ser capaz de conter os ciúmes e tenta reconquistar a esposa por meios que acabam por se tornar violentos. O livro será brevemente adaptado ao cinema por Adrian Lyne ("Atracção Fatal", "Lolita", "Proposta Indecente", "Infiel") e os protagonistas são representados por Ben Affleck e Ana de Armas.
Nº Páginas: 180
Sinopse:
Uma sátira mordaz sobre uma sociedade oprimida que caminha para o totalitarismo. Alegórico e intemporal, o livro de George Orwell, agora em romance gráfico, adaptado e ilustrado por Odyr.
Nº Páginas: 864
Sinopse:
"Tal como em "A Morte em Veneza", o protagonista de "A Montanha Mágica" empreende uma viagem que acaba por o levar para fora do espaço e do tempo da existência burguesa. Não por acaso, contrariando planos anteriores em que o romance abria com a explanação da biografia de Hans, depois remetida para o segundo capítulo, o primeiro capítulo centra-se na viagem e no primeiro momento de confronto com o mundo fechado do sanatório, o início do longo percurso de iniciação que irá constituir o fulcro da narrativa. O herói do romance, como surge repetidamente sublinhado, nada tem de excepcional, pelo contrário, a própria mediania da personagem constitui uma forma de acentuar de que modo ela representa paradigmaticamente a normalidade social. O fulcro do romance, está, justamente, no facto de essa normalidade ser totalmente posta à prova e problematizada nos seus fundamentos pelo confronto com o microcosmo do sanatório." Do Prefácio
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Estamos em 1918. A Revolução Russa terminou, mas a Ucrânia está em plena guerra civil e, em Kiev, os irmãos Turbin preparam-se para lutar pela Guarda Branca depois da morte da mãe. Nas ruas, há uma atmosfera de inebriante caos, bebe-se vodca, toca-se guitarra, as pessoas apaixonam-se. Mas o novo regime prepara-se para vencer e o seu triunfo será a destruição dos Turbin e do seu mundo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: «Circunstâncias, nem as suas capacidades, mas estar preso a um mito, a uma ideia errada?» Virgínia cresceu rodeada de mulheres fortes e de uma família que é o centro da sua história. Com uma carreira de sucesso, amigas que são como irmãs e a certeza de saber de onde vem - e para onde quer ir -, tem tudo sob controlo. Até conhecer Henrí. Sedutor, magnético e imprevisível, o ator argentino entra, de repente, na vida de Virgínia e depressa se torna o eixo de tudo. A atração é avassaladora. Infelizmente, o que começa como desejo transforma-se lentamente numa relação marcada pelo controlo. Pela manipulação. Por uma violência que se infiltra nos gestos mais íntimos. Uma das estreias mais empolgantes da ficção brasileira, Virgínia Mordida é um romance feroz sobre desejo, abuso e libertação e sobre a força das alianças entre mulheres quando chega o momento de quebrar um ciclo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: Bem-vindos à Pastelaria da Meia-Noite onde cada doce não só delicia o paladar, como aquece a alma. Aos vinte e sete anos, Yeon-hwa herda a pastelaria de bairro da sua avó. O testamento deixa duas condições inesperadas: manter a loja aberta pelo menos durante mais um mês e atender clientes apenas entre as 22 horas e a meia-noite. Hesitante, Yeon-hwa aceita, na esperança de que gerir a pastelaria a ajude a encontrar um propósito e a compreender melhor a avó que mal conheceu. Mas, quando um dos clientes mais assíduos aparece, percebe rapidamente que aquela não é uma pastelaria como as outras e que os seus visitantes nem sempre estão vivos. A cada noite, Yeon-hwa mergulha nas memórias dos clientes, transformando a pequena loja num espaço de despedidas, reconciliações e segundas oportunidades. Enquanto prepara doces tradicionais coreanos, Yeon-hwa ajuda almas perdidas a encontrar paz e talvez descubra como curar o seu próprio coração.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 504
Sinopse: «Lyra: o que farás quando encontrares este lugar no deserto, esta abertura para o mundo das rosas? - Defendê-lo - disse Lyra. - Morrer a defendê-lo.» Quando os leitores deixaram Lyra em A Aliança Secreta, ela estava sozinha, nas ruínas de uma cidade abandonada. Pantalaimon tinha fugido em busca da imaginação que acreditava ter perdido. Desde então, Lyra atravessou o mundo a partir de Oxford, determinada a reencontrar o seu daimon. E Malcolm, sempre fiel, partiu também numa longa jornada, seguindo as Rotas da Seda em busca dela. Em O Campo de Rosas, as suas buscas convergem da forma mais perigosa. Eles terão de recrutar a ajuda de espiões e ladrões, grifos e bruxas, velhos e novos amigos, para desvendarem as verdades profundas e surpreendentes do aletiómetro. À sua volta, o mundo arde, dominado pelo medo, pelo poder e pela ganância. Lyra e Malcolm viajam para este, em direção ao edifício vermelho, onde se voltarão a encontrar e, com sorte, obterão respostas sobre o Pó, sobre as rosas especiais e sobre a imaginação. Contudo, à medida que se aproximam do seu objetivo, aproximam-se também do poderoso Magisterium, que ameaça destruir tudo o que Lyra ama. Trinta anos depois de o mundo conhecer Lyra Belacqua, este é o desfecho grandioso de O Livro do Pó e de um dos universos mais marcantes da literatura contemporânea.
