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Nº Páginas: 288
Sinopse:
Mas porque é que não conseguimos lembrar-nos de tudo o que queremos? E porque é que nos lembramos das coisas e dos momentos mais aleatórios? Sabores, odores, imagens e sensações transportam-nos, mas será que podemos escolher que memórias manter no nosso cérebro? Neste livro, Meik Wiking, presidente do Happiness Research Institute em Copenhaga, explora as memórias e a forma como são criadas, através de estudos e histórias reais, e dá-nos as melhores dicas para conseguirmos criar momentos inesquecíveis e, sobretudo, felizes, que moldarão quem somos e seremos no futuro.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Bestseller internacional de novo conceito que vem revolucionar a vida dos portugueses. Da autoria do presidente do The Hapiness Research Institute, este livro apresenta o conceito de Hygge. O Hygge não se explica, sente-se, mas é a razão de a Dinamarca ser muitas vezes tida como o país mais feliz do Mundo.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
"Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam." Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos. O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo.
Nº Páginas: 364
Sinopse:
A minha (anterior) invocação de Descartes foi puramente emblemática de uma perspetiva sobre um problema científico e filosófico e pouco tinha a ver com o personagem histórico. A minha relação com Espinosa, porém, é inteiramente diferente. Espinosa é uma pessoa impar e as suas ideias e maneira de ser fundem-se com os problemas psicológicos que aborda e com a correspondente neurociência.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Baseado nas melhores práticas e evidência científica. Estas sensações são-lhe familiares? Palmas das mãos suadas, coração acelerado, tremores e músculos tensos. Se sofre de ansiedade, este livro prático é para si. Das fobias aos pensamentos obsessivos e dos ataques de pânico à hipocondria, aqui encontrará todas as respostas às suas perguntas – e exercícios práticos e simples que pode começar a usar já hoje. Escrito com clareza e sensibilidade por um psiquiatra e por um psicólogo, este livro vai ajudá-lo a gerir a sua ansiedade dia a dia. Aqui encontrará estratégias e guias passo a passo para superar os desafios que a ansiedade coloca no seu caminho, sentindo-se mais capaz de encarar os imprevistos e os obstáculos do quotidiano – tudo baseado nas melhores práticas clínicas e em técnicas terapêuticas comprovadas. Vamos começar!
Nº Páginas: 40
Sinopse:
Neste livro, o lobo decide deixar de andar. Para ele, andar a pé é aborrecido e cansativo! Porque não experimentar a bicicleta, os esquis ou a mota? Deve ser muito mais emocionante! Mas depressa ele percebe que, muitas vezes, aquilo que nos parece habitual é, afinal de contas, a melhor solução de todas! Uma coleção que fala de sentimentos e que convida a sonhar através do simples prazer da leitura.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Ele tinha por missão matar… Mas acabou por mudar o rumo da História. Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra prepara a defesa contra o Império Alemão. Ambos os oponentes precisam de se aliar à Rússia. O príncipe Orlof, sobrinho do czar Nicolau II, viaja para Londres, onde se encontra com Lorde Walden, casado com a sua tia Lydia. O anarquista russo Kschessinky segue-lhe no encalço. Nesta intrincada trama de interesses pessoais e políticos, ninguém prevê que Lydia reconheça Kschessinky, colocando em perigo a vida da sua filha Charlotte. Estas personagens jogam com o destino da Europa na antecâmara de um dos mais devastadores conflitos de sempre. Mais um romance empolgante de Ken Follett.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Depois de ter perdido mais de 20 kg seguindo um regime Paleo/Low Carb, Ana S. Guerreiro - autora do conhecido blogue Mamã Paleo - escreveu este livro repleto de receitas criativas, fáceis, rápidas, cheias de sabor e nutricionalmente densas. Todas as receitas são sem glúten e sem laticínios, feitas a pensar em toda a família. Podem ser feitas facilmente no dia-a-dia com os ingredientes que já temos em casa.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 1096
Sinopse: Os diários de Vergílio Ferreira, agora publicados em 3 volumes, são um dos testemunhos mais impressionantes da literatura portuguesa do século xx. Este terceiro volume corresponde aos anos de 1989 a 1992. Os diários de Conta-Corrente constituem um dos documentos mais impressionantes da vida cultural dos anos setenta e oitenta (cobrindo os anos de 1969 a 1992). A importância documental e literária deve-se à qualidade dos textos do autor e à natureza das suas confissões e reflexões sendo uma extraordinária fonte de dados para o conhecimento da vida e história portuguesas desses anos. Tal como os grandes diários de autores como Franz Kafka, Lev Tolstoi, Raul Brandão, Miguel Torga, Thomas Mann ou Virginia Woolf, Conta Corrente não é importante apenas do ponto de vista literário. Pela abundância de pequenas histórias sobre o meio literário e político português da época, bem como pela acuidade, autenticidade e profundidade das suas opiniões, a obra constitui um enorme espólio de testemunhos sobre o seu tempo real. A sua leitura é uma extraordinária fonte documental para compreender um período tão importante como decisivo na vida da sociedade portuguesa, além de nos dar uma imagem pessoal e geracional de um dos maiores autores portugueses do século xx.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 600
Sinopse: A grande biografia de Camilo Castelo Branco, escrita por Aquilino Ribeiro, pela primeira vez num só volume. Aqui está o que pretendi fazer escrevendo O Romance de Camilo: procurar o homem picado do génio e das bexigas, que até à idade madura passou as passas do Algarve, foi pai de dois filhos loucos, brigou, confessando-se plebeu, a coroa de visconde, matrimoniou-se no tarde com a pobre matrona desencaminhada do lar, era desdenhado das mulheres, contemptor de Deus, e do seu semelhante, animal de nervos, irregular em tudo. Pela primeira vez publicada num só volume, aclamada pela crítica e pelos leitores de várias gerações, esta é a grande biografia de Camilo Castelo Branco, romanceada por Aquilino Ribeiro. Acontecimento literário que marcou a época da sua primeira edição pela Bertrand, em 1961, a existência deste texto prova-nos quão rara, raríssima é a boa sorte de vermos dois génios juntos num só livro. Dele, emerge um extraordinário e singular retrato de espírito, corpo e o mais que aqui não havemos de revelar de um dos nomes maiores da literatura portuguesa. «A prosa de Camilo, como a prosa de Aquilino, são as grandes criações destes dois génios típicos, destes dois grandes expoentes de uma nacionalidade que há-de subsistir.» João Gaspar Simões «E, na verdade, não só a sua obra no-lo impõe como o nosso primeiro prosador contemporâneo, como a sua indefesa aplicação à mesa de trabalho o tornou no homem de letras português que mais intimamente vive da pena e para a pena.» Vitorino Nemésio «Se muitos escritores são fiéis ao seu etos, nenhum o tem sido mais e melhor que Aquilino Ribeiro. Um dia, daqui a uma vintena de anos, quando o escritor já estiver adormecido, sob a lousa da glória como é rijo e fero pode dizer-se isto à vontade sem choque psicológico , ao relerem-se os milhares de laudas que vem escrevendo, encontrar-se-á vivo, nítido na sua corografia pitoresca, o retrato da nossa terra.» Artur Portela
Edição: Jun 2025
Nº Páginas: 160
Sinopse: Esta obra de Aquilino Ribeiro, prefaciada por D. Joaquim Proença Dionísio, Bispo Auxiliar do Porto, é constituída por catorze histórias que têm como elo o Menino-Deus e que capturam aspetos essenciais da cultura popular portuguesa. Numa fecunda análise etnográfica, que a história religiosa sugere, Aquilino não só reconstitui pormenorizadamente «A Legenda Bíblica» em torno do nascimento de Jesus, mas também nos introduz naquilo que o antecede e sucede, ou seja, na sua «Irradiação». Por ser uma narrativa aquiliniana em que o nascimento do Menino-Deus também perpassa, o editor entendeu apresentar nesta edição um conto que Aquilino Ribeiro escreveu autonomamente a propósito de um sonho de uma noite de Natal.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 96
Sinopse: Desde a sua descoberta por Fernão de Magalhães, em 1520, a Patagónia era descrita como um país de neblinas negras e redemoinhos no fim do mundo. Este desconhecido e longínquo território fixou-se na imaginação europeia como uma metáfora para o limite, o fim de tudo, o abismo além do qual não se pode ir. Nestas páginas, Chatwin e Theroux exploram os momentos em que os «destinos finais do exílio» afetaram a imaginação literária sobre a Patagónia e para relembrar alguns dos seus viajantes extraordinários, passados e presentes de W.H. Hudson ao Capitão Joshua Slocum e Butch Cassidy. Trata-se de um pequeno e raro livro de culto onde se cruzam dois dos mais importantes autores de literatura de viagens. Bruce Chatwin escreveu a obra de referência Na Patagónia, que Theroux levava no espírito e na bagagem quando partiu para a viagem que deu origem a O Velho Expresso da Patagónia. Dois dos maiores escritores de viagens reunidos num pequeno e belo livro sobre a Patagónia. Uma visita ao fim do mundo.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 168
Sinopse: A 15 de fevereiro de 1937, Pascual Duarte, condenado à morte por matricídio, envia um manuscrito a um conhecido, relatando a sua vida e os seus feitos criminosos. Trata-se de uma confissão pública, mas, acima de tudo, uma tentativa de justificar tanta crueldade. As violências de Pascual Duarte foram, por ordem cronológica, o ter ferido Zacarias numa disputa, morto à navalhada a égua que arreou na sua própria mulher, morto a tiro a cadela Chispa porque incomodava a sua vista, morto «El Estirao» a golpes, morto a sua mãe à navalhada e assassinado o Conde de Torremejía. Pascual apenas se diz verdadeiramente culpado de dois destes crimes porque o que o enfurece verdadeiramente, diz, são as vicissitudes da vida e os infortúnios absurdos. Procura alguém a quem culpar, alguém em quem se possa vingar das injustiças do destino. Atormentado pelas mulheres que o rodeiam, Pascual não só demonstra intolerância quando a má sorte se revela de uma crueza extrema ao tirar-lhe os dois filhos, a primeira mulher e o irmão , como vê nos seus crimes uma forma de repor a ordem na vida. «Existe um espaço secreto para Cela no seu melhor, como um dos grandes estilistas da prosa plural de Espanha um homem que escreve perigosamente.» Roberto Bolaño «Se há algum romancista espanhol que merece o Prémio Nobel apenas pelo mérito da experimentação narrativa, é sem dúvida Camilo José Cela.» The Nation «Não é de admirar que a censura francesa desaprove os romances de Cela. As suas filiações literárias são as mais radicais; eles estão com Camus e Sartre, com Morávia, com Zola e o naturalismo francês.» Saul Bellow
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 1072
Sinopse: Os diários de Conta-Corrente constituem um dos documentos mais impressionantes da vida cultural dos anos setenta e oitenta (cobrindo os anos de 1969 a 1992). A importância documental e literária deve-se à qualidade dos textos do autor e à natureza das suas confissões e reflexões sendo uma extraordinária fonte de dados para o conhecimento da vida e da história portuguesas desses anos. Tal como os grandes diários de autores como Franz Kafka, Lev Tolstoi, Raul Brandão, Miguel Torga, Thomas Mann ou Virginia Woolf, Conta-Corrente não é importante apenas do ponto de vista literário. Pela abundância de pequenas histórias sobre o meio literário e político português da época, bem como pela acuidade, autenticidade e profundidade das suas opiniões, a obra constitui um enorme espólio de testemunhos sobre o seu tempo real. A sua leitura é uma extraordinária fonte documental para compreender um período tão importante quanto decisivo na vida da sociedade portuguesa, além de nos dar uma imagem pessoal e geracional de um dos maiores autores portugueses do século xx. Este segundo volume termina desta forma belíssima: «Creio que de tudo o que me fascinou nada me fascinou mais do que a vida, o seu mistério inesgotável, a sua inesgotável maravilha. Foi bom ter nascido. Foi bom não ter acabado ainda de nascer.»
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 280
Sinopse: «Esta leitura de Marcel Proust parte do pressuposto de que, apesar de a sua obra se debruçar sobre uma vasta gama de tópicos (aristocracia, homossexualidade, judaísmo, guerra, sadomasoquismo, tempo, etc.), não precisamos nem devemos analisar cada um deles de uma perspectiva diferente, mas antes encará-los como variações de um único tema: Marcel Proust. Assim, embora cada capítulo possa ser lido isoladamente, a leitura integral do livro (seja por que ordem for) oferece uma perspectiva ao mesmo tempo unificada e caleidoscópica da vida e obra do é bom esclarecer isto ainda antes de passarem a porta meu escritor favorito. () Um livro que pudesse interessar a todas estas pessoas, permitindo a quem leu aprofundar a sua leitura e a quem nunca leu desejar fazê-lo e ficar com uma ideia mais ou menos clara da importância de Proust para a literatura e, mais importante, para o deciframento do enigma que é estarmos vivos.»
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 128
Sinopse: «Diante do génio camiliano não se pode ficar indiferente. Por isso, ao longo de século e meio, em diversos períodos e estilos de época, Camilo foi sendo, intensamente, evocado e revisto, homenageado e reinterpretado. Assim, a par da obra grandiosa que nos legou, pode dizer-se que Camilo também se mede pelo rasto de influência que deixou atrás de si. Essa é, seguramente, uma marca dos grandes clássicos. [...] Nestes Contos Camilianos somos confrontados com meia dúzia de recriações literárias de outros tantos autores, com estilísticas e mundividências próprias, para quem o incansável escritor de São Miguel de Seide tem o ambíguo fascínio do génio e da tragédia. Reunindo cinco criativas ficções breves de A. M. Pires Cabral, Ana Margarida de Carvalho, Mário Cláudio, Nardo Leandro e Teresa Martins Marques , perdura nestes Contos Camilianos uma ininterrupta admiração (não caindo, porém, na veneração acrítica) pela figura e obra de Camilo, num prolongado e expressivo exercício de recepção literária, que diz muito da aura do escritor de Seide e do seu lugar central no cânone literário português. [...] Uma original e sentida homenagem ao celebrado polígrafo português, cujas existência e vida literária encheram de forma muito marcante a segunda metade do século XIX português, com fecundos ecos literários até aos nossos dias.» Do Prefácio de José Cândido de Oliveira Martins.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: Julião Sarmento, artista plástico de renome internacional, morreu em 2021. Helena Vasconcelos, escritora, crítica literária e dinamizadora de comunidades de leitura, foi a sua companheira durante mais de uma década, nos anos em que a obra de Sarmento conquistava espaço e celebridade em Portugal, e dava os primeiros passos além-fronteiras. Esse foi também o período em que o nosso país se libertava dos espartilhos da ditadura a todos os níveis. Com a liberalização dos costumes, do pensamento e do gosto, este período entre 1974 e o fim dos anos 1980 foi particularmente prolífico nas artes, na cultura urbana e boémia. Além de uma história de amor e de comunhão de interesses, O Que Está Para Vir é um relato muito pessoal de uma época que ficou para a história como A Idade da Prata, o título do álbum fotográfico de Mário Cabrita Gil um tempo de mudança, descoberta e exploração: as pessoas, a sexualidade, os locais noturnos, a moda, as exposições, a música, em suma, a vida a organizar-se em torno de comunidades alternativas à estrutura familiar burguesa. Este é um relato sobre essa época.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 536
Sinopse: No Museu do Prado, um cientista contempla a escultura de Diadúmeno, de Policleto; na sua anatomia pode ler uma história evolutiva com sete milhões de anos. Na sala contígua há outra escultura, mais tardia, que mostra a figura nua da Vénus do Golfinho, o cânone helenístico da beleza feminina. O cientista aprecia as diferenças entre as duas e interroga-se sobre o significado delas. O Nosso Corpo é ilustrado magnificamente pela artista Susana Cid, com imagens conceptuais que realçam os pormenores anatómicos. Estas ilustrações foram inspiradas pelas mais variadas obras de arte, permitindo ao leitor aprender sobre o corpo humano através de representações escultóricas de Posídon ou de pinturas como As Três Graças, de Rubens, ou Adão e Eva, de Dürer.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 320
Sinopse: No seu segundo volume de Lendas e Narrativas, Alexandre Herculano apresenta-nos alguns dos seus textos mais representativos na área da ficção. Uma coletânea que revive lendas antigas envoltas em narrativas cativantes, onde se entrelaçam histórias de mistério e de heroísmo num ambiente matizado por tons que marcam o imaginário português. Textos emblemáticos como A Dama Pé de Cabra, O Bispo Negro ou A Morte do Lidador, destacam-se, mas a obra completa-se com outras narrativas tais como Destruição de Áuria, O Emprazado, O Mestre Assassinado, Mestre Gil, Três Meses em Calecut e O Cronista.
Edição: Ago 2025
Nº Páginas: 496
Sinopse: Para enfrentarem realidades cada vez mais complexas, as crianças precisam de se conhecer a si próprias e ao mundo em que vivem. Nessas descobertas, os contos de fadas são um instrumento importante porque prendem a atenção dos mais jovens enquanto os divertem e lhes transmitem ensinamentos. São narrativas que usam uma linguagem simbólica, própria da infância, na sua abordagem dos medos, desejos e dilemas universais. O mesmo acontece com as figuras arquetípicas, que, respeitando e dialogando com a visão mágica infantil, propõem soluções exemplares que ajudam a lidar com as ansiedades, a enfrentar inseguranças e a assumir responsabilidades. Esta obra, que integra literatura, mitologia, psicologia infantil e psicanálise, destaca o valor atemporal dos contos de fadas e incentiva os adultos, especialmente os pais e os educadores, a reconhecerem o seu papel essencial no desenvolvimento emocional e moral das crianças.
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 224
Sinopse: Talvez um dia, nos manuais e tratados de história da cultura e da literatura portuguesas, exista um espaço consagrado aos editores ou seja, aos que dedicaram a sua vida à vida dos livros e à sua relação com os autores. As suas memórias são raramente reunidas, mas, quando isso acontece, resultam num misterioso e fascinante encontro em que participam todos eles e se fazem revelações deliciosas que tanto divertem como comovem os amantes de livros. Em textos curtos, de fácil leitura (publicados anteriormente no semanário Expresso), Manuel Alberto Valente fala desses encontros com livros e autores como John Le Carré e Lobo Antunes, Milan Kundera e Paul Auster, José Saramago e Isabel Allende, Alona Kimchi ou Manuel Vilas, Pérez-Reverte e Svetlana Aleksievitch, Lídia Jorge e Luis Sepúlveda, Luísa Costa Gomes, Lygia Fagundes Telles e Erik Orsenna, Maria Velho da Costa, Mário Cláudio, Mário de Carvalho ou Javier Cercas. «A vida de um editor faz-se sempre desse duplo movimento: o luto por aqueles que partiram e a alegria por receber os novos, os que começam, carregados de sonhos que muitas vezes não se chegam a cumprir, ou que se cumprem já noutro lado, quando, por um qualquer (humano) desentendimento, as partes se separam e o autor escolhe outro catálogo para se acolher.»
Edição: Mar 2025
Nº Páginas: 264
Sinopse: As personagens a que se refere o título deste livro são pessoas reais com que o autor contactou como leitor, cidadão ou militar na «Metrópole» e na Guiné: Luís de Sttau Monteiro, do domínio da literatura e também da política; Santos Simões, da política mas também da cultura; Mário de Oliveira, da religião mas também da política; e Carlos Fabião, da área militar e política, que o autor seguiu nos caminhos infindáveis da Descolonização e da construção da Democracia. São personalidades por vezes esquecidas ou só episodicamente lembradas, porque acompanharam a vitória de Abril, mas também foram, de modo diferente em cada caso, vencidas, pelos princípios que assumiram, pelo seu carácter e temperamento, pelas circunstâncias e pelo tempo.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 624
Sinopse: Estendendo-se da Idade do Bronze à Era da Exploração, este livro apresenta uma narrativa nova: a que reconstitui os milénios de encontros e trocas globais que construíram aquilo a que chamamos Ocidente, conforme as sociedades se conheciam, enredavam e, por vezes, se afastaram. Da criação do alfabeto por trabalhadores levantinos no Egito, que em terra estranha foram levados a escrever na sua língua pela primeira vez, à chegada de artigos indianos à Europa por intermédio do mundo árabe, Quinn demonstra que interpretar as sociedades como ilhas isoladas está desatualizada duzentos anos, além de estar comprovada e historicamente errado. O contacto e as conexões, e não as civilizações solitárias, impulsionam a mudança histórica. Não são os povos que fazem a história, mas as pessoas e as ligações que criam umas com as outras. «Uma argumentação deslumbrante, arrebatadora e inovadora de uma historiadora preparada para causar polémica.» Lucy Worsley, historiadora «Ousado, muito bem escrito e repleto de ideias, este livro exige que desafiemos as visões tradicionais sobre o passado. Um feito extraordinário.» Peter Frankopan, historiador, Universidade de Oxford «Só Josephine Quinn poderia ter escrito um livro como este: um livro de tremenda erudição e curiosidade; um livro que nos ensina algo novo em quase todas as páginas.» Merve Emre, autora e crítica literária
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 288
Sinopse: O inglês Geoffrey Braithwaite - médico reformado e viúvo - atravessa o canal da Mancha e dirige-se a Rouen, a terra natal de Gustave Flaubert. A intenção é ver o papagaio embalsamado que serviu de modelo a Flaubert durante a escrita de um dos seus livros. Mas o que é apenas uma viagem transforma-se, lentamente, numa lição maravilhosa e genial sobre o autor de Madame Bovary o seu talento indiscutível, mas também os seus defeitos, manias, tiques insuportáveis, vaidades e medos , sobre literatura, sobre o amor (entre Braithwaite e a mulher Helen, que morreu recentemente; entre Flaubert e Louise Colet), sobre o que falha e o que não tem sentido na vida, sobre os segredos que a rodeiam e lhe dão sentido. Tudo para concluir que a vida verdadeira é a vida que vem nos livros. Porque é a única que se pode interrogar. «Astuto, bastante espirituoso e muito inteligente: uma meditação elegante sobre os mistérios da Arte e da Vida.» Kirkus Review «Esplêndido híbrido de um romance, parte biografia, parte ficção, parte crítica literária o todo realizado com grande brio. É um grande divertimento literário.» The New York Times «Este é o livro que realmente fez o nome de Barnes uma mistura incrivelmente imaginativa de factos e invenções, a história inventada de um médico obcecado por Flaubert e um emaranhado de trechos da vida do grande escritor francês.» The Guardian «É um livro humano e generoso, cheio de sensibilidade e sagacidade, rico e pródigo em inventividade verbal. Um livro que Flaubert teria recusado escrever. Um livro que valeu a pena ser escrito.» The New York Times
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 96
Sinopse: Acordo do embalo de contos já olvidados, Penso então nos meus dias de pequenino, Os sinos dobram e, em sapatos prateados, Avança pela noite alva o Jesus Menino. Para o poeta Hermann Hesse, o Natal está sobretudo associado às memórias da infância. Mas, à medida que foi envelhecendo, Hesse começou, progressivamente, a distanciar-se do sentimentalismo comercial e pagão que passou a dominar a «festa do amor». As reflexões e os poemas sobre esta celebração reunidos neste pequeno livro, na sua maioria organizados pela ordem cronológica do seu surgimento, traduzem uma dicotomia de reverência e distanciamento trocista sobre esta «festa sempre maravilhosa, apesar de toda a vertigem». Ilustrado com aguarelas do autor.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 32
Sinopse: Ter 20 anos em Paris, em 1871, significa ter vivido os terríveis combates da Semana Sangrenta e os massacres ordenados por Adolphe Thiers. Mais de 15.000 homens, mulheres e crianças foram mortos pelas balas e baionetas das tropas do executivo. Os Versalhes precisaram de sete dias, de 21 a 28 de maio, para reconquistar Paris e pôr fim à Comuna. No dia 27 de maio de 1871, penúltimo dia da insurreição, os comunistas foram encurralados no nordeste de Paris e desencadearamse terríveis combates no cemitério de PèreLachaise. Os combates são ferozes, com facas e combates corpo a corpo entre os túmulos. No final do dia, os Versalhes tomaram o controlo do PèreLachaise e mataram 147 federais contra o muro do cemitério, que hoje tem o seu nome e se tornará o local emblemático da celebração da Comuna.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 96
Sinopse: César é um escritor que ganha (mal) a vida a fazer traduções e, secretamente, um cientista louco. Pouco depois de resolver um enigma secular e de deitar as mãos a um antigo tesouro de piratas que o torna rico e famoso, César parte para um congresso de literatura na pequena cidade de Mérida, na Venezuela. Aí, disfarçado de inofensivo escritor, pretende levar a cabo um plano diabólico e delirante para dominar o mundo: clonar Carlos Fuentes e criar um exército imbatível de génios intelectuais. Mas, por obra do destino - ou do azar -, esse plano abre caminho a uma catástrofe de dimensões inesperadas... Divertimento, sonho infantil, jogo literário que funde cultura popular e ars narrativa, no qual há lugar para instrumentos de clonagem, antigos amores, teatro, filosofia, teoria da literatura ou colossais lagartas azuis, O Congresso de Literatura constitui umas das obras mais lidas e celebradas do «laboratório» César Aira.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 176
Sinopse: Depois da morte da mãe e com um pai quase sempre ausente, o pequeno Péter Simon é confiado aos avós. Os seus dias são passados a brincar aos pais e às mães com Gábor e Éva, os filhos dos vizinhos, no labiríntico jardim da casa do lado ou a ouvir as histórias que o avô lhe conta retiradas da Bíblia, do Talmude ou da imaginação. Aos seus olhos, o mundo misterioso dos adultos vai assumindo contornos irreais, à medida que imagens dolorosas e incompreensíveis se sucedem: a condenação do pai por traição, a morte dos avós, o desaparecimento inesperado dos vizinhos ou o seu ingresso numa instituição para filhos desviados do regime. Escrito em 1972, mas apenas publicado cinco anos depois, devido à censura do regime estalinista de Kádár, O Fim de um Romance Familiar é uma das obras mais famosas de Péter Nádas que o confirmou como um dos nomes cimeiros da literatura europeia.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 256
Sinopse: António Prata é um presidente da câmara pequenino, com uma voz fininha, que quer vender Lisboa aos ricos. O seu sonho são unicórnios e estacionamento privado em Campo de Ourique. Soa-vos familiar? Neste cenário que todos conhecemos bem, é-nos apresentado um novo reality show, Capital da Arte, que quer eleger o melhor artista português, premiando-o com um dos ateliês dos Coruchéus, em Alvalade, que deviam ser do povo mas não são. Na verdade, este reality show esconde uma realidade muito mais sinistra que assenta na especulação imobiliária e na perda da essência artística. Escrito com humor, irreverência, asneiras e calão, como o autor já nos habituou, este livro é uma ode e, simultaneamente, uma crítica a Lisboa e à forma como tem vindo a tratar os seus habitantes.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 208
Sinopse: «Porque noutros lados, sempre que se fala do interesse público, é do privado que cuidam. Aqui, onde nada é privado, conduzem com seriedade os assuntos públicos.» No início do século XVI, em Antuérpia, Thomas More é apresentado ao navegador português Rafael Hitlodeu, que lhe relata a existência de um lugar extraordinário: uma ilha - Utopia - onde impera a ordem e a justiça, onde a propriedade é comum e os cidadãos coabitam em harmonia. Partindo da noção platónica de uma cidade dirigida por filósofos - e, portanto, pela razão -, More descreve este mundo ideal, conferindo-lhe leis, uma organização social, política e religiosa e até um alfabeto próprio, e tece uma crítica velada à ambição e corrupção da classe dirigente da época e dos valores que a orientavam. Publicado em 1516, Utopia constitui um dos textos fundacionais do pensamento político moderno e do humanismo, assinalando o momento em que, livre da conceção medieval de um Deus todo-poderoso, o Homem toma consciência de que é dono e senhor do seu destino.
