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Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: NOVO VOLUME DA COLECÇÃO PESSOA UM DOS MAIS CÉLEBRES CONTOS DE FERNANDO PESSOA E UM DOS POUCOS TEXTOS QUE PUBLICOU AINDA EM VIDA O paradigma da ficção em prosa de Pessoa AMÂNDIO REIS O Banqueiro Anarchista é um dos poucos textos que Fernando Pessoa publicou em vida e uma das suas obras literárias mais conhecidas, lidas e reeditadas. O conto, publicado em 1922 no número inaugural da revista Contemporanea, sintetiza o sentimento generalizado de cepticismo e pessimismo, bem como um fecundo ímpeto intelectual, do modernismo português. Esta «sátira dialéctica» ou «redução ao absurdo», como o conto tem sido descrito, assenta numa premissa simples: um homem procura convencer o amigo de que é simultaneamente banqueiro e anarquista. Se a intriga é de uma notável simplicidade, a argumentação é de grande complexidade. O leitor interrogar-se-á, vezes sem conta, sobre onde reside o logro. Talvez volte a ler o conto à procura de uma falha lógica no seu silogismo. Ou talvez se deixe arrastar pelo vértice deste percurso sinuoso à beira de um abismo: os limites escorregadios da linguagem. EDIÇÃO | NICOLÁS BARBOSA COORDENADOR DA COLECÇÃO | JERÓNIMO PIZARRO «O que quer o anarchista? A liberdade a liberdade para si e para os outros, para a humanidade inteira. Quer estar livre da influencia ou da pressão das ficções sociais.»
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 408
Sinopse: Entre a vida e a morte, talvez o maior perigo seja o amor. Hart é um marechal incumbido de patrulhar os selvagens e mágicos territórios de Tanria um trabalho exigente e solitário, que lhe deixa apenas tempo para refletir sobre a sua própria solidão. Mercy tem demasiado em mãos: a saúde do pai a piorar, a responsabilidade de manter de pé a funerária da família e uma clientela que nunca lhe dá tréguas. A última coisa de que precisa é de ter de lidar com o carrancudo Hart, que parece aparecer sempre quando menos convém. Cansado da solidão, Hart decide escrever uma carta a «Um Amigo». Para sua surpresa, recebe uma resposta anónima e assim começa uma amizade curiosa... o que Hart não imagina é que está a abrir o coração à pessoa que mais o irrita: Mercy. Conseguirão eles sobreviver a esta revelação quando a verdade vier à tona? Porque, em Tanria, até o verdadeiro amor pode ser letal.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: Peste, envenenamento e homicídio... Edema, tifo e sífilis Tuberculose e parto Trinta e quatro monarcas, trinta e quatro mortes tão diversas. Muitas estão devidamente atestadas, mas de algumas mal sabemos a causa. Uns morreram no aconchego mais ou menos pacato do seu leito; outros pereceram violentamente, sob as balas de um revólver assassino ou pelo gume de espadas e outras armas. Houve quem falecesse após agonia prolongada e, ainda, quem não desse por nada. Mas, mais interessante do que ver a causa dessas mortes, foram as circunstâncias, quase sempre invulgares, que as rodearam. Este livro aborda cada uma dessas trinta e quatro mortes, contextualizando-as nas respetivas vidas e sociedades, narrando-as com pormenor, explicando-as com rigor, avaliando-as com seriedade. Afinal, uma forma muito humana de conhecer os nossos monarcas.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 280
Sinopse: Era chamado o mago do Kremlin. O enigmático Vadim Baranov foi realizador e produtor de reality shows antes de se tornar a eminência parda de Putin, conhecido como o Czar. Desde que se demitira do cargo de conselheiro do Czar, as lendas a respeito dele, em vez de se extinguirem, tinham-se multiplicado, sem que ninguém fosse capaz de separar o falso do verdadeiro. Até que, uma noite, ele confiou a sua história a o narrador deste livro. Uma narrativa que nos mergulha no coração do poder russo, onde aduladores dos poderosos e oligarcas travam uma guerra constante. E onde Vadim se tornou arquitecto de propaganda do regime, transformando um país inteiro num teatro político, no qual uma única realidade é chamada à cena: a realização dos desejos do Czar. Ao contrário de muitos outros que actuam unicamente movidos pela ambição, Vadim, arrastado para os mistérios cada vez mais escuros do sistema que ajudou a construir, fará tudo para sair. Da guerra na Chechénia à crise ucraniana, passando pelos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, O Mago do Kremlin, de Giuliano da Empoli, é o grande romance da Rússia contemporânea. Revelando os bastidores da política da era Putin, oferece ao mesmo tempo uma reflexão sublime sobre o poder.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 584
Sinopse: As quase três décadas de relacionamento entre a polícia política da ditadura portuguesa, entre 1945 e 1975, com os seus vários nomes de PIDE e DGS, e as polícias e serviços secretos de países ocidentais durante a Guerra Fria permitem retirar uma conclusão central. Ainda que vigorasse em Portugal uma ditadura colonial, tal não impediu que, no âmbito da NATO e da Interpol, as polícias e serviços secretos de informação de países «ocidentais» e democráticos colaborassem com a PIDE/DGS e trocassem informações entre si. A PIDE e depois a DGS era, tal como o KGB soviético, uma polícia que «zelava» pela segurança interna e externa do Estado. Nesta última qualidade, relacionou-se com a CIA norte-americana, a Seguridad espanhola, o BND alemão, bem como com os serviços policiais e de informação europeus e dos países da NATO, nomeadamente de França, da Bélgica e dos Países Baixos.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 96
Sinopse: Acordo do embalo de contos já olvidados, Penso então nos meus dias de pequenino, Os sinos dobram e, em sapatos prateados, Avança pela noite alva o Jesus Menino. Para o poeta Hermann Hesse, o Natal está sobretudo associado às memórias da infância. Mas, à medida que foi envelhecendo, Hesse começou, progressivamente, a distanciar-se do sentimentalismo comercial e pagão que passou a dominar a «festa do amor». As reflexões e os poemas sobre esta celebração reunidos neste pequeno livro, na sua maioria organizados pela ordem cronológica do seu surgimento, traduzem uma dicotomia de reverência e distanciamento trocista sobre esta «festa sempre maravilhosa, apesar de toda a vertigem». Ilustrado com aguarelas do autor.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 176
Sinopse: Depois da morte da mãe e com um pai quase sempre ausente, o pequeno Péter Simon é confiado aos avós. Os seus dias são passados a brincar aos pais e às mães com Gábor e Éva, os filhos dos vizinhos, no labiríntico jardim da casa do lado ou a ouvir as histórias que o avô lhe conta retiradas da Bíblia, do Talmude ou da imaginação. Aos seus olhos, o mundo misterioso dos adultos vai assumindo contornos irreais, à medida que imagens dolorosas e incompreensíveis se sucedem: a condenação do pai por traição, a morte dos avós, o desaparecimento inesperado dos vizinhos ou o seu ingresso numa instituição para filhos desviados do regime. Escrito em 1972, mas apenas publicado cinco anos depois, devido à censura do regime estalinista de Kádár, O Fim de um Romance Familiar é uma das obras mais famosas de Péter Nádas que o confirmou como um dos nomes cimeiros da literatura europeia.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 512
Sinopse: Hoje, a tecnologia ultrapassou a religião como influência dominante na vida e na comunidade do século XXI. Nesta obra, Greg M. Epstein, o influente capelão humanista da Universidade de Harvard e do MIT, explica-nos o que significa ter um pensamento crítico em relação a esta nova fé. O autor formula perguntas que colocam a humanidade no centro da tecnologia: quem beneficia de uma fé acrítica na tecnologia? Como podemos remediar os problemas gerados pela tecnologia sem desaproveitar os seus benefícios? Mostrando como o ceticismo esteve sempre ao serviço da humanidade, Epstein evoca os apóstatas, heréticos, místicos, videntes e denunciantes que corporizam a reforma da tecnologia de que desesperadamente precisamos.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 260
Sinopse: Quando um pequeno avião é sequestrado e se despenha no coração dos Himalaias, os passageiros entre eles Hugh Conway, um diplomata britânico acreditam estar condenados. No entanto, em vez da morte, os sobrevivente encontram refúgio em Shangri-La: um mosteiro secreto num vale intocado, onde reina uma serenidade imutável e a promessa de uma vida longa e plena. Mas conseguirá alguém abandonar esse refúgio idílico e regressar ao caos do mundo moderno?
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 400
Sinopse: O número de mulheres combatentes no Exército Vermelho chegou quase a um milhão, mas a sua história nunca foi contada. Este livro apresenta testemunhos de mais de duzentas jovens russas que passaram de filhas, mães, irmãs e noivas a atiradoras, condutoras de tanques ou enfermeiras em hospitais de campanha. O seu relato não é uma história de combates, de vencedores ou de derrotados, de heróis e de proezas incríveis ou de generais; «a guerra feminina tem as suas cores, os seus cheiros, a sua iluminação e o seu espaço de sentimentos. Tem as suas palavras. Lá não são só elas, as pessoas, a sofrer, mas também a terra, os pássaros, as árvores». Em que pensavam? De que tinham medo? Como foi aprender a matar? É sobre isto que estas mulheres falam, mostrando uma faceta do conflito que a história, a ideologia, a «voz masculina», procurou apagar. A Guerra não Tem Rosto de Mulher, a marcante obra de estreia de Svetlana Alexievich, foi originalmente publicada em 1985, depois de quatro anos de pesquisa e entrevistas. Esta edição corresponde ao texto fixado em 2002, quando a autora, que se considera uma «historiadora de almas», reescreveu o livro e incluiu novos excertos com uma força que, até então, a censura não lhe tinha permitido mostrar. Tradução do russo por Galina Mitrakhovich
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 160
Sinopse: Na Casa dos Clavell, escondida nas altas montanhas dos Pirenéus catalães num lugar povoado por caçadores de lobos, bandidos, fantasmas, bruxas e demónios, a velha Bernadeta, cuja idade já ninguém sabe precisar, aguarda na cama a hora da sua morte. Uma roda de mulheres «sujas e desabridas, grotescas e ordinárias» prepara a festa para a receber. São as mulheres já mortas da sua família, almas condenadas, desde que Joana, a primeira da linhagem, fez e desfez um pacto com o diabo para arranjar marido - um homem inteiro e herdeiro. Enquanto o Sol nasce e se põe novamente, desfia-se o passar dos séculos e dos acontecimentos presentes e remotos, visíveis e invisíveis. Romance exuberante e magnético, inspirado na História, na geografia, nas tradições e no folclore da Catalunha, Dei-te Olhos e Viste as Trevas molda, com humor e ousadia, um lugar ancestral, caprichoso, inóspito; um purgatório para as almas femininas.
Edição: Jun 2025
Nº Páginas: 464
Sinopse: «Talvez Deus se juntasse a nós mais tarde, quando ficasse convencido de que estávamos do lado dos vencedores. Então, o Céu aprovaria uma lei sobre os direitos civis e todos os anjos seriam iguais e todos os filhos de Deus teriam sapatos.» Nova Iorque, 1960. No auge da sua carreira, aos 39 anos, o ator Leo Proudhammer sofre um ataque cardíaco em palco. Enquanto flutua entre a vida e a morte, desfilam, diante do leitor, as escolhas que o tornaram invejavelmente famoso e também terrivelmente vulnerável. Entre a infância nas ruas do Harlem e a chegada ao inebriante mundo do teatro, corre um deserto de desejo e perda, vergonha e raiva. De um lado, há a memória de Caleb, irmão mais velho adorado que sucumbiu na prisão. Do outro, uma vida amorosa complexa, os afetos de Leo divididos entre Barbara King, uma mulher branca com quem partilha o palco, e Black Christopher, um rapaz negro orgulhoso, ambos exigindo a sua lealdade incondicional. Avassaladora no dilema que apresenta e extravagante na intensidade dos sentimentos que a inflamam, Diz-me há quanto tempo partiu o comboio é uma obra fundamental da literatura norte-americana, talvez o romance mais terno de James Baldwin, e a sua personagem, a mais marcante: um homem em busca de si mesmo, tentando fazer as pazes com as suas muitas identidades. E com as marcas do amor, que «quase ninguém consegue suportar».
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: A dolorosa perda da mãe, um amante violento, as origens longínquas que seduzem como sereias. Estes são os temas deste romance de Tatiana Salem Levy, história de uma mulher do Rio de Janeiro, nascida em Lisboa e descendente de judeus sefarditas, cujo avô, antes de morrer, lhe dá a chave da sua antiga casa em Esmirna, na Turquia. Incitada a partir, a protagonista embarca numa peregrinação, numa jornada íntima de redescoberta das suas raízes e de reinvenção de si própria, porque esta mulher não é apenas uma mas muitas, é memória, dor e silêncio. Obra polifónica de cariz autobiográfico, que se insere na linhagem literária de Marguerite Duras, Virginia Woolf ou Clarice Lispector, A Chave de Casa, romance de estreia galardoado com o Prémio São Paulo de Literatura, consagrou Tatiana Salem Levy como uma das vozes mais singulares da literatura brasileira contemporânea. Há muito esgotado em Portugal, conhece agora uma nova edição revista pela autora.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 280
Sinopse: Uma reflexão necessária e urgente sobre a forma como o ambiente digital está a transformar as nossas vidas e a nossa relação com a leitura. Nenhum filósofo contemporâneo tem hoje tanta influência como um algoritmo. Somos a primeira geração de gente a quem é exigido que faça prova de pertencer à espécie humana. Por isso temos de declarar, frente a um computador, «não sou um robô». Já somos seres digitais. Que influência tem isso na nossa percepção da realidade? Que derivas políticas podem resultar desta revolução tecnológica? Qual o papel do livro e da leitura nesta nova era? Juan Villoro colocanos frente a questões como estas numa deambulação reflexiva em que se implica pessoalmente, implicandonos a todos.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 264
Sinopse: O Manifesto dos 50 foi lançado em maio de 2024, como apelo a um sobressalto cívico em favor da reforma da Justiça. Reuniu simbolicamente 50 nomes nos 50 anos do 25 de Abril. Congrega pessoas com diferentes experiências de serviço público, como antigos presidentes do Parlamento e do Tribunal Constitucional, ministros, provedores de Justiça, deputados, autarcas, dirigentes de fundações e outras organizações da sociedade civil, bem como dezenas e dezenas de profissionais das mais diversas áreas, como professores universitários, designadamente de Direito, advogados, jornalistas, economistas e gestores, artistas e escritores, cientistas. Este livro reúne escritos de participantes deste movimento cívico, coligidos pelos promotores do Manifesto dos 50, Augusto Santos Silva, Daniel Proença de Carvalho, David Justino, Eduardo Ferro Rodrigues, Maria Manuel Leitão Marques, Mónica Quintela, Maria de Lurdes Rodrigues, Paulo Mota Pinto, Rui Rio, Vital Moreira. Uma obra de leitura obrigatória para todos os que se preocupam com o estado deste pilar fundamental do Estado de direito, que é a Justiça.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 392
Sinopse: VENCEDOR 2023 BEST INDIE BOOK AWARD FINALISTA DO INDEPENDENT PUBLISHER BOOK AWARDS 2024 SELEÇÃO PRÉMIO VCU CABELL FIRST NOVELIST AWARD Um romance tocante e repleto de nuances, que traça o destino de três homens surpreendidos por uma rusga policial num bar clandestino de Nova Iorque nos anos 60. Roger é um banqueiro de Wall Street e um homem de família com um segredo muito bem guardado. Quando se vê confrontado com o alarido e o brilho das lanternas policiais, a vida que ele tão cuidadosamente criou ao longo dos anos um escritório com vista para a Broadway, uma casa em Beechmont Woods, uma mulher e dois filhos está prestes a desmoronar-se. Julian, professor de literatura na Universidade de Columbia, vive uma vida tranquila até à sua primeira relação séria, que o leva ao limite. Como poderá ele explicar ao seu amante, Gus, um jovem artista destemido, que não pode estar com ele no fim de semana porque tecnicamente ainda está comprometido e a sua noiva vem de visita? Mas, quando Gus é ferozmente atingido pela polícia na mesma rusga policial, Julian esquece tudo para ir em seu auxílio, mesmo que isso signifique deitar tudo a perder. Para Danny, um despreocupado e atrevido católico irlandês que vive no Bronx, a rusga policial é um momento galvânico de máxima exaltação. O rapaz pouco tem a perder, já que a família acabou de o deserdar, mas assim que o seu nome aparece no jornal associado à obscuridade dos bares gay, é despedido do seu emprego como gerente de supermercado. É aqui que se dá o início da sua viagem descendente de promessas e juras de vingança. Com um ritmo acelerado e totalmente absorvente, Cahill mantém-nos ansiosos por saber o que vem a seguir, conduzindo o leitor a uma tensão crescente, confinada aos limites do medo, do amor e da vergonha. «UMA PROSA EXTRAVAGANTE E SEDUTORA. UM TRIUNFO ABSOLUTO!» Amber Dermont «A NOVA IORQUE DE MEADOS DO SÉCULO XX NUNCA FOI TÃO ASSUSTADORA NEM TÃO BELA.» Benjamin Nugent
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 120
Sinopse: Bohumil Hrabal dividia o tempo entre Praga e uma casa de campo que elegeu como refúgio, em Kersko. Era aí que escrevia e foi aí que passou a cuidar de uma colónia de gatos selvagens. A relação do escritor com os gatos foi-se tornando progressivamente mais profunda e complexa. Todos os Meus Gatos é o relato perturbante do encontro do autor com a natureza, e de uma necessidade de redenção que assume formas improváveis e que pode chegar sem aviso prévio. Escrito em 1983, depois um grave acidente de viação, este é um livro confessional e comovente; o mais pessoal deste notável autor checo.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 208
Sinopse: Um escritor parte para Goa à procura de uma lenda o comandante Maciel, de seu verdadeiro nome Plácido Afonso Domingo, antigo comandante de guerrilhas, em Angola, ou, segundo outras versões, um agente infiltrado da polícia política portuguesa. O que encontra é uma lenda maior, e muitíssimo mais fascinante. Um Estranho em Goa é o roteiro de um território antiquíssimo, onde a realidade e a magia se passeiam de mãos dadas. «O Diabo nunca anda muito longe do Paraíso» lembra uma das personagens. Neste maravilhoso romance que é, também, uma biografia do Diabo , ele pode estar em toda a parte. O que une, afinal, um traficante de relíquias religiosas, uma bela e misteriosa historiadora de arte, especializada na recuperação de livros antigos, e um sedutor empresário neopagão? E quem é Plácido Domingo? «Tal como o escritor português Fernando Pessoa e o argentino Jorge Luis Borges, o escritor luso-angolano José Eduardo Agualusa é um malandro literário que deslumbra com as suas criações ficcionais artificiais. Agualusa é um mestre na estrutura de géneros variados e diverte-se muito ao passar do romance de espionagem à narrativa pastoral ou à reflexão interior porque o seu coração está profundamente comprometido com as suas personagens, e a história de cada indivíduo fica gravada no leitor para nos fazer reconsiderar a nossa capacidade de empatia e compreensão.» Minneapolis Star Tribune «Um mestre contador de histórias. É uma homenagem à narrativa de Agualusa que a redenção agridoce encontrada pelas suas personagens pareça autêntica; ele e elas mereceram-na.» Washington Review of Books «Cada página está repleta de imaginação.» The Irish Independent «Engenhoso, consistentemente tenso e espirituoso.» The Times Literary Supplement «Uma obra de feroz originalidade.» The Independent
Edição: Nov 2024
Nº Páginas: 200
Sinopse: Há pessoas que são uma chamada de atenção do universo, o despertador num ano de erros, o antídoto contra um veneno que teima em aniquilar o saber viver. Quando Inês, numa noite como qualquer outra, decide abrir a porta de casa a Raquel, sua paciente, estava longe de imaginar que a sua vida iria mudar para sempre. Uma história que começa em Lisboa mas que nos faz viajar até Valpaços, no Norte de Portugal e até Angola. Um livro que convida à reflexão, onde vamos encontrar pedaços de nós em todas as personagens, em todo o enredo da história de Inês e Raquel. Este livro fala-nos de humanização, de luto, de superação, de pessoas tão diferentes e que se amam. É um convite a aceitar que nem todos temos de seguir o mesmo caminho, que a felicidade mora em pedaços de estórias e que às vezes o que parece ser muito estranho é o caminho certo.
Edição: Set 2024
Nº Páginas: 552
Sinopse: nova edicão com nova capa na turbulenta barcelona dos anos de 1920, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe a proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu, em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais. com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de a sombra do vento transporta-nos de novo à barcelona de o cemitério dos livros esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.
Edição: Set 2024
Nº Páginas: 400
Sinopse: nova edicão com nova capa barcelona, 1957. daniel sempere e o amigo fermín, os heróis de a sombra do vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. quando tudo lhes comecava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de sempere e ameaca revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. ao conhecer a verdade, daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si. transbordante de intriga e de emocão, o prisioneiro do céué um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de a sombra do vento e de o jogo do anjo convergem através do feitico da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coracão de o cemitério dos livros esquecidos. o romance de carlos ruiz zafón que é uma verdadeira promessa de felicidade.
Edição: Ago 2024
Nº Páginas: 88
Sinopse: sob o título pai contra mãe, conto maior de machado de assis, este livro reúne as mais importantes ficcões e crónicas em que o autor aborda a escravidão.em dois contos crudelíssimos, «pai contra mãe» e «o caso da vara», o autor mostra-nos os dilemas que o ser humano enfrenta na eterna luta entre o egoísmo e as mais sinceras veleidades compassivas. a estes dois contos, seguem-se três crónicas sobre a alforria e o abolicionismo, tal qual o autor as viveu no seu tempo, complementados por dois pequenos excertos dos grandes romances memórias póstumas de brás cubas e quincas borba de machado de assis. com um excelente prefácio do romancista e ensaísta brasileiro paulo nogueira, este livro oferece-nos uma visão holística da história da abolicão da escravatura, mostrando-nos, como nos diz o prefaciador, que «estamos condenados achapinhar nos nossos ciclos de angústia e arrependimento, pela simples razão deque o que menos percebemos na vida somos nós próprios.»
Edição: Jul 2024
Nº Páginas: 424
Sinopse: em 1742, uma embarcacão rudimentar com trinta homens à beira da morte deu à costa no litoral do brasil. eram sobreviventes do wager, um navio britânico que deixara a inglaterra em 1740, parte de uma esquadra de navios de guerra com 2000 homens e uma missão secreta: perseguir e capturar um galeão espanhol cheio de tesouros. porém, o wager acaba por naufragar numa ilha na costa da patagónia. seis meses depois, outra embarcacão ainda mais decrépita deu à costa chilena com três náufragos que contavam uma história muito diferente: os trinta marinheiros que haviam desembarcado no brasil não eram heróis eram amotinados. entre acusacões de traicão, rebeldia, assassínio, tirania, quebra de autoridade, o almirantado queria saber quem dizia a verdade e enforcar os culpados. a narrativa de david grann não explora apenas os perigos e a crueldade da vida no mar, desafiando o escorbuto, a violência e a morte: mostra como a cobica e a ganância se desenvolveram no gene da humanidade e relata o custo físico e psicológico dessas campanhas imperiais. depois de, em a cidade perdida de z, contar a história da busca de uma civilizacão perdida, de em assassinos da lua das flores escrever sobre a tribo osage cujos membros foram assassinados por causa do petróleo, e de em a escuridão branca descrever a solidão e a coragem de um homem atravessando a antártica, neste livro, david grann coloca o destino humano entre moby dick e robinson crusoe, em aventuras coloniais que glorificavam a violência, a exploracão e a mentira. mais do que uma história de motins, é uma história da humanidade.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 464
Sinopse: um novo olhar sobre o império romano mary beard regressa à roma antiga para nos contar a história dos imperadores que governaram o império romano. comecando por júlio césar(assassinado em 44 a.c.)levando-nos ao longo de cerca de três séculos e quase 30 imperadores até alexandre severo(assassinado em 235 d.c.). mas esta não é uma cronologia dos imperadores de roma o louco calígula, o monstruoso nero e o filósofo marco aurélio , pelo contrário, mary beard coloca questões diferentes, mais vastas e mais profundas: que poder tinham de facto os imperadores? o palácio romano estava realmente tão manchado de sangue? que tipo de piadas contava augusto? o que realmente aconteceu, por exemplo, entre o imperador adriano e o seu amado antínoo? neste extraordinário livro, com base em mais de trinta anos de ensino e escrita, mary beard oferece um relato da história de roma, desde a sua fundacão até à sua queda, como nunca antes foi apresentado.
Edição: Abr 2024
Nº Páginas: 248
Sinopse: o nosso modo de vida está a matar-nos. com tanta comida, conforto e medicamentos que temos atualmente ao nosso dispor, por que razão estamos cada vez mais doentes e os custos com a saúde não param de aumentar? para jean-david zeitoun, médico e investigador em políticas de saúde públicas, a resposta é clara: nos dias de hoje, as principais causas de doenca e de morte derivam do crescimento económico ou dos seus efeitos. duas delas, a poluicão e a obesidade, são no seu conjunto diretamente responsáveis por 14 milhões de mortes anuais em todo o mundo. mas será que nos expomos a esses perigos livre e conscientemente enquanto indivíduos? ou seremos levados a isso pela mão das grandes empresas e do poder político que, em nome do lucro, permitem e incentivam um modo de vida que nos faz adoecer e mata? - num círculo vicioso, geramos cada vez mais doencas que nos obrigam a gastar mais e mais dinheiro. por que razão adotamos um comportamento tão contraditório? - porque insistimos num modelo económico que obriga a um investimento muitíssimo superior aos ganhos que gera para resolver os problemas de saúde - e não só - que ele próprio cria? - de que forma podemos, enquanto indivíduos, travar esta imparável corrida para o abismo? escrito numa linguagem acessível e concisa e apoiado por uma sólida investigacão científica, o suicídio da espécie mostra-nos como a atividade humana está a pôr em risco as nossas vidas, e o que podemos fazer para reverter a situacão.
Edição: Abr 2024
Nº Páginas: 128
Sinopse: Um professor condenado a tudo reaprender. O reputado professor Penedo Quental é diagnosticado com a doença de Alzheimer pouco tempo depois de perder a esposa. Como homem habituado a rotinas, incluindo a ambição pela escrita, vê-se obrigado a mudar de casa e de ritmos, a adotar um cão e a lidar com uma cuidadora problemática. Na primeira pessoa, descreve os duelos da enfermidade com um olhar sarcástico e em estado de negação. Mas, ao experimentar uma cama de rede que surge misteriosamente no próprio quintal, viaja para o passado e revive as memórias que tem horror de perder. Ou será que não são memórias? A Força das Sentenças é um olhar descontraído sobre o fardo do diagnóstico e dos seus rótulos na sociedade atual. Sugere uma profunda reflexão sobre a importância da memória na nossa definição de individualidade. Vencedor do Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes.
Edição: Abr 2024
Nº Páginas: 720
Sinopse: as guerras não são coisa do passado. e está na hora de comecarmos a compreender como acontecem e porque acontecem. como dizia benjamin franklin: nunca houve uma guerra boa ou uma paz má. mas então como se define se escolhemos a guerra ou a paz? o premiado sociólogo michael mann explica neste livro, toda a lógica por trás das guerras. afinal de contas, como é que um conjunto de líderes políticos - pessoas com emocões e ideologias, condicionadas por culturas e instituicões herdadas - tomam essas decisões e geralmente escolhem irracionalmente a guerra, raramente alcancando os resultados desejados.se as guerras são o ato menos racional da humanidade porque existiram tantas por todo mundo, em todas as eras?ao contrário do que pensamos, as guerras estão cada vez mais violentas, mais mortais, mais organizadas e mais legitimadas. são comecadas por todas as vertentes políticas, incluíndo as democracias. as guerras civis não se reduziram e os poderes
Edição: Abr 2024
Nº Páginas: 416
Sinopse: elas não se conhecem, mas terão de se unir para enfrentar um inimigo que ameaca destruí-las quando jack mercy morreu, deixou um rancho no valor de muitos milhões de dólares. agora, as suas três filhas cada uma nascida no seio de um casamento diferente e sem ligacão com as irmãs reúnem-se para ouvirem a leitura do testamento. mas as jovens fi cam chocadas ao descobrirem que, antes de qualquer uma delas poder herdar a sua parte, terão de viver em conjunto no rancho durante um ano. para tess, uma argumentista que só quer receber o seu quinhão e regressar a hollywood, é um pesadelo. para lily, em fuga do ex-marido abusivo, é um refúgio. e para willa, que cresceu no rancho, é uma intromissão no que é seu por direito. apesar de serem irmãs, elas são completas estranhas. contudo, rapidamente terão de decidir se aceitam o desafi o de pôr de lado o azedume e as feridas antigas para viverem como uma família. porque, ao herdarem o rancho, também herdaram um problema um inimigo impiedoso que ameaca destruí-las.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 568
Sinopse: única edicão completa em portugal: inclui as duas partes da obra, habitualmente publicadas como mulherzinhas e boas esposas. um grande clássico que transcende as fronteiras do tempo e da idade. um marco incontornável da literatura. as irmãs meg, jo, beth e amy passam por um período difícil depois de o pai partir para a guerra e de se confrontarem com problemas económicos inesperados. no entanto, a união familiar e o espírito lutador ajudam-nas a superar todas as dificuldades. quer em casa quer nas relacões com os amigos e vizinhos, conseguem surpreender e continuar fiéis aos seus sonhos, vivendo todos os dias com esperanca. uma história em que o amor e a coragem de quatro mulherzinhas, e da sua mãe, triunfam sobre as tristezas e os reveses da vida.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 352
Sinopse: voltar às raízes pode ser o recomeco de que ela precisa flora tem a certeza de que fugir da pacata ilha escocesa onde cresceu para o rebulico de londres foi a escolha certa. o que é que mure lhe poderia oferecer? é um local onde toda a gente a conhece e onde ninguém a deixará esquecer o passado. na cidade, ela pode permanecer anónima e deixar-se envolver na desesperada paixão por joel, o atraente chefe. no entanto, quando um novo cliente exige a presenca de flora em mure, ela é subitamente arrastada de volta para a vida com os irmãos e o pai. entre o caos do reencontro, flora entrega-se à recém-descoberta paixão pela cozinha enquanto recupera uma loja abandonada no porto: o café junto ao mar. neste regresso forcado às origens, flora encontra um novo sentido para a sua vida. no entanto, para tudo ser perfeito, terá de enfrentar os erros do passado e procurar o perdão que sempre se recusou a aceitar
