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Edição: Abr 2022
Nº Páginas: 312
Sinopse: «Pepper tinha ouvido os sinos a tocar nas muitas igrejas de Lisboa e sabia que o seu tempo com Finn estava quase a acabar, mas parecia não conseguir afastar-se nem dele nem da vista que se estendia lá em baixo.»Philippa Taylor, Pepper para os amigos, tem grandes sonhos. Quando fecha os olhos, consegue imaginar exatamente como gostaria que a sua vida fosse. O problema é que esta imagem está bem longe da sua vida real numa pequena cidade costeira, em Suffolk, Inglaterra. Quando a sua amiga mais velha, Josephine, a convida para a acompanhar numa viagem à Europa, ela aceita, entusiasmada por quebrar a sua rotina. E, quando choca, literalmente, com Finn, um atraente e alto alemão, nas ruas de Lisboa, parece que a jovem artista finalmente encontrou tudo o que andava à procura. Mas Pepper sabe por experiência própria que as coisas nem sempre são o que parecem. Ela guarda um segredo obscuro do passado da sua família, que a persegue. Será o amor capaz de vencer tudo?
Edição: Abr 2022
Nº Páginas: 632
Sinopse: «Os interessados em história da arquitetura, profissionais ou amadores, alunos ou professores, não possuíam à sua disposição uma síntese substancial apta a ser consultada para a recolha de informação essencial e até para conhecer problemáticas pendentes neste domínio.
Edição: Mar 2022
Nº Páginas: 352
Sinopse: Era uma vez um jovem empresário português que estava à beira da falência. Decidiu sentar-se diante da sua máquina de escrever a fim de engendrar um crime impossível. Às 23h30 finalizou as quatro páginas do documento que faria dele, no prazo de um ano, o homem mais rico de Portugal. Tinha, então, 28 anos de idade. UM DOS EPISÓDIOS MAIS ROCAMBOLESCOS E EXTRAORDINÁRIOS DE SEMPRE DA HISTÓRIA DE PORTUGAL Em novembro de 1924, Artur Virgílio Alves Reis, ou Alves dos Reis, como era mais conhecido, provocou o maior crime financeiro da História de Portugal. Sem recursos, exceto ousadia e audácia, adquiriu o poder de imprimir o dinheiro do seu país.
Edição: Mar 2022
Nº Páginas: 128
Sinopse: Cem anos depois da sua fundação, para onde caminha o PCP? Mais de um século após a Revolução Russa, qual o futuro do ideal comunista? Após um século de barbárie e esperança, de luta e derrota, será que o amanhã voltará a cantar? Domingos Lopes, comunista que abandonou o partido ao fim de 40 anos, espírito lúcido e combativo, analisa o percurso e o funcionamento pouco democrático do PCP, o último grande partido marxista-leninista da Europa. E fá-lo com conhecimento de causa, depois de décadas como dirigente do partido, conhecendo-o por dentro como poucos. Numa prosa incisiva e clara, percorre os grandes acontecimentos do movimento comunista internacional, as intervenções da União Soviética, a repressão, os privilégios dos funcionários. E fala de como o PCP viu tudo isso, olhando para o lado, e da ação de Álvaro Cunhal, cuja sombra ainda paira sobre partido, impedindo-o de avançar. Este é um texto de combate por um comunismo do futuro.
Edição: Fev 2022
Nº Páginas: 488
Sinopse: A extraordinária história da ascensão de Marta, uma serva órfã, pobre e analfabeta que se tornou na poderosa Catarina I, a primeira Imperatriz da Rússia. Catarina I foi a primeira mulher a governar a Rússia por direito próprio. Neste romance empolgante conhecemos a extraordinária história da serva que se tornou czarina. São Petersburgo, 1725. Pedro, o Grande, está a morrer no seu magnífico Palácio de Inverno. Sem um herdeiro, a Rússia corre o perigo de cair no caos. Mas Catarina, a sua segunda mulher, companheira de tantos anos, não pretende deixar que tal aconteça. Num jogo perigoso, decide esconder a morte do czar, enquanto planeia destruir os seus inimigos e tomar a coroa para si. Czarinaé a apaixonante história da ascensão ao poder de uma mulher astuta, ambiciosa e invulgar, que sobreviveu a inúmeros perigos, mas também um retrato vivo do nascimento da Rússia moderna, da brutalidade da guerra e de uma época onde a vida humana valia pouco.
Edição: Fev 2022
Nº Páginas: 392
Sinopse: A poderosa história das mulheres que usaram as suas técnicas de costura para sobreviver ao Holocausto, costurando roupas para a elite nazi, no salão de moda do campo de concentração de Auschwitz. No auge do Holocausto, 25 jovens prisioneiras do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau desenharam, cortaram e coseram elegantes peças de vestuário para as mulheres da alta sociedade nazi. Um trabalho que, esperavam, as salvaria das câmaras de gás. Este salão de moda, denominado Ateliê de Alta-Costura de Auschwitz, foi criado por Hedwig Höss, a mulher do comandante do campo e funcionava a poucos metros de distância do bloco de interrogatórios onde se torturavam prisioneiros. Das mãos destas 25 jovens saíram maravilhosas peças de roupa que fizeram brilhar as senhoras da elite nazi em Berlim. Quando a historiadora Lucy Adlington se encontrou pela primeira vez com Bracha Kohút, a última costureira sobrevivente, sentiu a história ganhar vida e expõe a ganância, crueldade e hipocrisia.
Edição: Dez 2021
Nº Páginas: 416
Sinopse: Uma narrativa arrebatadora do percurso da Europa Ocidental na sequência do colapso do Império Romano, produzindo ideias, livros, edifícios, obras de arte, gerando os grandes criadores e personagens marcantes da civilização europeia e, por
Edição: Nov 2021
Nº Páginas: 424
Sinopse: Na Lisboa do século XXI, José Filemom Marques, dono de uma loja de computadores antigos, recebe a visita de um americano com os gestos e a pose de Morgan Freeman. A estranha proposta que este lhe faz leva-o numa série de viagens entre a Europa e a América, e que vem a desembocar na pitoresca cidade da Horta, nos Açores, onde dormem agora os últimos sinais do grande vulcão.
Edição: Nov 2021
Nº Páginas: 408
Sinopse: Uma história de amor inesquecível que conquistou leitores em todo o mundo. Basta uma pessoa para mudar a nossa vida Mas como sabemos se ela é a tal? Letty e Alf são as únicas pessoas que falam inglês numa aula de italiano em Roma, onde descobrem q
Edição: Out 2021
Nº Páginas: 176
Sinopse: Autos-de-fé propõe um exercício prático: ver como livros essenciais para estabelecer a verdade foram torpedeados para evitar que as suas mensagens, verdadeiras, não chegassem ao seu destino. Pelos seus danos? Pela sua perigosidade? Pela s Autos-de-fé propõe um exercício prático: ver como livros essenciais para estabelecer a verdade foram torpedeados para evitar que as suas mensagens, verdadeiras, não chegassem ao seu destino. Pelos seus danos? Pela sua perigosidade? Pela sua toxicidade? Pela sua ameaça? Foram muitos os livros que se propuseram destruir as mitologias do momento. Mas é sabido: o primeiro a dizer a verdade tem de ser executado. Autos-de-fé é um livro que chama os bois pelos nomes: contra o decolonialismo, o neofeminismo, o racialismo, a teoria do género, o comunitarismo, que estão a formar um verdadeiro neofascismo de esquerda, com a cumplicidade activa de muitos intelectuais e universitários.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 288
Sinopse: A Construção da Democracia Portuguesa Muito se tem escrito sobre o 25 de Abril de 1974 e o nascimento da democracia portuguesa. No entanto, passados 50 anos, a memória da Revolução continua a suscitar debates intensos, entre celebrações entusiásticas, leituras críticas e até condenatórias, como o demonstra a recente controvérsia em torno do 25 de Novembro. Neste contexto, torna-se imperioso regressar à história, compreender o papel dos militares, dos políticos e da sociedade civil e revisitar as escolhas, os dilemas e as esperanças de um tempo decisivo. Este livro oferece ao leitor uma perspetiva rigorosa e acessível, revelando a complexidade do processo revolucionário e a riqueza de um legado que continua a marcar a vida democrática em Portugal.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 152
Sinopse: Sobre o sórdido caso Pelicot: uma reflexão urgente, perturbante e corajosa a que é impossível ficar indiferente. No Outono de 2024, meia centena de homens foram julgados num tribunal do sul de França por um crime que chocou a opinião pública. Gisèle Pelicot fora repetidamente sedada pelo marido ao longo de uma década e oferecida a desconhecidos recrutados na internet para a violarem. A filósofa Manon Garcia, evocando a memória de Hannah Arendt no julgamento de Eichmann, assistiu presencialmente às audiências em tribunal. Atormentada pelo caso, relata o processo e constata que ele revela, na tolerância com que pôde prolongar-se durante tanto tempo, um profundo problema masculino um profundo problema social.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: AVÉ GRANTA EM LÍNGUA PORTUGUESA, CHEIA DE «GRAÇA» O novo número da revista literária Granta tem como tema «Graça» divina, piada, nome, inspiração, trabalho e reúne textos originais em língua portuguesa de autores como Gregorio Duvivier ou Matilde Campilho, além de contributos de autores internacionais como Edmund White, Diane Williams ou Geoff Dyer. «Se o tema Graça, nestes treze textos, toca tanto Deus como a sexualidade, a violência, o preconceito ou as drogas, isso pode ter alguma coisa a ver com esta máxima de Weil: «O nosso objecto de demanda não deve ser o sobrenatural, mas o mundo. O sobrenatural é a luz; e apenas o rebaixamos quando fazemos dele o objecto.» A Graça, ou seja, a inspiração, o êxtase, a emoção, a inquietação, a lucidez, a certeza, seja o que for, é a luz destes textos; o seu objecto é o mundo. Não tema a teologia, leitor, ou pelo menos esta teologia mesmo para quem não gosta de teologia.» PEDRO MEXIA, director da revista REVISTA LITERÁRIA COM PUBLICAÇÃO SIMULTÂNEA EM PORTUGAL E NO BRASIL, COM DIRECÇÃO DE PEDRO MEXIA E DIRECÇÃO DE IMAGEM DE DANIEL BLAUFUKS. TEXTOS: Joaquim Arena, Matilde Campilho, Caryl Churchill, Clara Drummond, Gregorio Duvivier, Geoff Dyer, Manuel Fúria, Mary Gaitskill, A.M. Homes, Ana Cristina Leonardo, João Pedro Vala, Edmund White, Diane Williams ENSAIOS FOTOGRÁFICOS: Stefania Bril, Pauliana Valente Pimentel
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 232
Sinopse: «Cada um de nós imagina Jesus projetando nEle a sua própria vida. Mesmo assim, algo haverá sempre de misterioso, impenetrável e enigmático na maneira de refletir também a vida deste homem em nossas vidas.» Recriação da história de Jesus Cristo, Uma Vida de Jesus não é uma biografia, já que uma biografia, no sentido moderno do termo, seria impossível de escrever. Mas também não é um relato ficcionado: embora se sinta livre para especular sobre as motivações de Jesus e dos seus discípulos, Shusaku Endo não afirma nada além daquilo que os Evangelhos contêm. É precisamente aí, nesse exíguo espaço que a ficção rouba à «verdade» dos Textos Sagrados, que reside a força e o fascínio deste livro. Endo um dos mais destacados romancistas japoneses escreveu-o para os seus compatriotas não católicos, num esforço para explicar quem foi Jesus e dar a conhecer os ideais pelos quais se bateu. O resultado é uma obra que escapa aos limites das culturas e das línguas, uma história intemporal, tão estimulante para os leitores de hoje como o terá sido para aqueles que a ouviram nos tempos do Novo Testamento. «De facto, não há ninguém como Endo como a raridade que é enquanto católico japonês, encontrou um território limítrofe de choque cultural e psicológico que é todo seu.» The Observer «Endo conhece bem o seu espaço. As suas descrições da paisagem judaica e das pequenas cidades que a pontilham, e do incrível deserto desolado e vazio, estão entre as mais bonitas e poéticas que alguma vez li.» The Catholic Review
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 432
Sinopse: Autor de 0 Mestre da Fuga Quando o mundo inteiro está a mentir, alguém tem de dizer a verdade. O Círculo dos Traidores de Hitler conta a história verdadeira, mas praticamente desconhecida, de um grupo secreto de rebeldes que se uniram contra Hitler. Oriundos da alta sociedade de Berlim, o grupo incluía oficiais do Exército, funcionários do Governo, duas condessas, a viúva de um embaixador e uma ex-modelo, reunindo-se nas sombras, escondendo e resgatando judeus ou conspirando por uma Alemanha libertada do regime nazi. Um dia, em setembro de 1943, reúnem-se para um faustoso lanche à inglesa, sem saberem que um deles está prestes a traí-los a todos e a entregá-los à Gestapo. Mas quem é o traidor do círculo que um dos regimes mais cruéis da história designaria como «dos traidores»? Em mais uma obra de não ficção que se lê como um thriller, Jonathan Freedland, aclamado autor de O Mestre da Fuga, lança luz sobre um dos episódios mais dramáticos da Segunda Guerra Mundial, contando uma história de coragem, resistência e traição que tem profunda ressonância moral com o nosso tempo, «Neste excelente novo livro, Jonathan Freedland conta uma história emocionante, mas também faz uma pergunta oportuna: por que razão algumas pessoas colaboram com os regimes autocráticos? Por que motivo outras lutam contra os tiranos? O Círculo dos Traidores de Hitler é história e parábola, leitura perfeita para estes tempos.» Anne Applebaum, autora de Autocracia Inc. «O Círculo de Traidores de Hitler não é apenas um relato emocionante, humano e profundamente comovente de heroísmo, espionagem e traição no Terceiro Reich é o melhor tipo de história, cujos ricos personagens dão vida e perspetiva à nossa circunstância atual. Assombroso e imperdível.» David McCloskey, autor bestseller do Sunday Times de O Sétimo Andar
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 256
Sinopse: Em 2023, a recuperar ainda de uma cirurgia cardíaca, Faciolince aceitou o convite para participar numa feira do livro na Ucrânia. Cumpridos os compromissos literários, o grupo com que seguia decidiu deslocar-se a uma das cidades mais próximas da linha da frente, para testemunhar em primeira mão os horrores da invasão russa. Não imaginavam, então, quão de perto iriam viver a tragédia da guerra. Na véspera do regresso, num restaurante em Kramatorsk, Faciolince e os seus companheiros de viagem sofreram um golpe inominável: um míssil russo com seiscentos quilos de explosivos caiu no centro da cidade, matando treze pessoas e ferindo mais de sessenta. Uma das vítimas mortais foi a escritora ucraniana Victoria Amélina, guia e companheira da incursão ucraniana que terminou em tragédia. Minutos antes, Faciolince acabara de trocar de lugar à mesa com ela. Este livro é o relato dessa história, no tom pungente e brutalmente honesto que caracteriza o melhor da literatura deste autor: a indignação diante da morte de um inocente; a culpa e o espanto dos sobreviventes; e o incómodo e fortuito acaso de escapar à morte uma vez mais. Um relato que se transforma numa reflexão desarmante sobre a fragilidade da vida.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 256
Sinopse: Para compreender melhor quem somos hoje, é essencial olharmos para a nossa História com espírito crítico e os olhos bem abertos, sobretudo numa época em que os debates públicos são muitas vezes superficiais ou ideologicamente enviesados. É este o desafio de Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho, autores do podcast do Expresso que dá título a este livro: A História Repete-Se. A partir de vinte temas fundamentais, os autores traçam uma viagem esclarecedora pela História de Portugal, desde o tempo dos lusitanos até ao Portugal democrático do século XX. Cruzando conhecimento histórico com uma análise independente, nesta obra, os autores desmontam mitos e abordam com rigor e clareza momentos da História que continuam a ter reflexo na atualidade. O PASSADO É IMUTÁVEL, MAS A HISTÓRIA ESTÁ EM CONSTANTE MUDANÇA.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 272
Sinopse: A Chefe dos Maus é uma viagem pelo submundo de Shinjuku, onde o autor de Tóquio vive longe da Terra revela outra face de uma cidade tão fascinante como ambígua.
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 440
Sinopse: 2014: Num jantar para amigos e colegas próximos, o conceituado poeta Francis Blundy presta homenagem à sua mulher, no aniversário dela, lendo em voz alta um novo poema que lhe dedica: «Uma Coroa para Vivien». Mal sabem os convidados que depois daquele jantar serão várias as gerações a especular sobre a mensagem daquele poema, cujo registo original nunca foi encontrado, permanecendo um mistério. 2119: Pouco mais de cem anos depois, grande parte do mundo ocidental está submersa pela subida do nível do mar após um acidente nuclear catastrófico. No sul inundado do que costumava ser a Inglaterra, Thomas Metcalfe, um solitário investigador, idealiza o início do século XXI enquanto persegue o fantasma de um poema. O Que Podemos Saber é uma obra-prima, um tour de force filosófico, uma história de amor sobre pessoas e as palavras que elas deixam para trás, um enredo detectivesco que resgata a nossa actual sensação de catástrofe iminente e imagina um mundo onde nem
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 272
Sinopse: Um dos grandes cultores da língua portuguesa, Daniel Jonas estreia-se na prosa com uma «quase-ficção». Encontramos aqui uma peculiar forma de pensar o mundo e a linguagem, figuras com quem já nos cruzámos, obsessões comuns. Misturando biobiologia e astrologia, fala-se de Dante e Rui Reininho como de Camões e Teena Marie, viaja-se de Paris a Massamá ao cemitério, discorre-se sobre conselhos vínicos ou champignons. A justa desproporção atravessa o cinema, a música e a literatura, e faz paragens em Shakespeare, Dylan, Beckett, Buñuel, Truffaut: todos lhe servem para partilhar intuições sobre descobertas contraceptivas, os programas da tarde na televisão e certas expressões de despedida. Entre a tudologia, a hipocondria e as saudades de sítios aonde nunca fomos, há lugar para os grandes temas amizade, morte, humor e para se reflectir sobre a inesperada relação de causalidade entre fins trágicos e más interpretações.
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 288
Sinopse: A 8 de janeiro de 1982, a escultora colombiana Feliza Bursztyn morre num restaurante de Paris. Tinha quarenta e oito anos e, no momento da sua morte repentina, estava acompanhada pelo marido e quatro amigos. Um deles era o escritor Gabriel García Márquez, que, uns dias depois, publicou um artigo que incluía três palavras aparentemente simples, mas profundamente misteriosas: «Morreu de tristeza.» Juan Gabriel Vásquez parte deste enigma para investigar a vida secreta de Feliza Bursztyn: filha de um casal judeu expatriado na Colômbia, artista revolucionária em tempos de convulsão política, mulher de espírito livre num mundo que desconfiava da liberdade feminina. A vida de Feliza pôs a descoberto as grandes tensões do século xx e, acima de tudo, reivindicou o desejo de ser dona de si mesma. Neste livro, Juan Gabriel Vásquez entretece habilmente biografia, realidade e imaginação, entregando aos leitores uma ficção admirável sobre como a vida íntima de todos os seres humanos é inevitavelmente dominada pelas forças da História e da política.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 272
Sinopse: Em 2009, a ex-professora de Harvard e Oxford C. L. Skach viajou para o Iraque para colaborar na revisão da constituição do país. Sobreviveu a um ataque de mísseis na Zona Verde um episódio que se revelou um ponto de rutura no pensamento sobre constituições. Em suma: na prática as constituições não funcionam. Na presente obra, Skach apela a que avancemos para além das constituições. Defende que, tal como os sistemas naturais complexos geram espontaneamente ordem, também nós o podemos fazer. Recorrendo a exemplos como o dos jardins de infância da cidade italiana de Reggio-Emilia, ela propõe não a governação pela força, mas uma sociedade que seja local, cultivada e verdadeira. Baseando-se em seis princípios tão simples como passar tempo num banco de jardim, este livro mostra como os espaços comunitários, a educação e os mercados podem ser remodelados para alimentar a cooperação e promover a prosperidade. Pessoal, filosófico e prático em partes iguais, Como Exercer a Cidadania convida-nos a ver a sociedade não como algo imposto pela lei, mas antes como algo que criamos em conjunto.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 264
Sinopse: Finalista dos Lambda Literary Awards Nomeado para o Story Prize «Lírico e intransigentemente honesto.» Kirkus Reviews «UMA VULNERABILIDADE ARREBATADORA TECIDA NUMA ESCRITA INCANDESCENTE.» Mesha Maren, autora Ambientado entre a Virgínia Ocidental e a cidade de Nova Iorque, Já Não És Meu Filho é uma obra extraordinária e deslumbrante sobre a relação desoladora entre um filho homossexual e a mãe, que o renegou. Nascido e criado na zona rural de uma pequena cidade, Jonathan é o mais novo, e o único rapaz, de três filhos. A mãe, uma mulher tradicional, evangélica e insular, era frequentemente a sua única aliada. Mãe e filho partilhavam então um laço aparentemente inquebrável. Juntos, navegavam uma vida doméstica tensa, dominada por um pai distante e problemático. Quando Jonathan saiu de casa para a universidade, desenhou-se lentamente um fosso entre a educação que teve e aquela nova realidade. À medida que os seus horizontes e experiências se iam expandindo, foi criando laços além dos de sangue e conheceu o homem por quem se viria a apaixonar. Através da dor, da raiva, do questionamento e do crescimento, Jonathan Corcoran explora as histórias e as identidades entrelaçadas, mas separadas, dele próprio e da mãe, e ainda o distanciamento geográfi¬co das árvores, das montanhas e dos riachos que foram, outrora, o seu direito de nascença, debruçando-se sobre as relações perdidas com amigos e familiares e a sensação de lar que lhe foi retirada. «Uma escrita perspicaz, feroz e terna sobre o que significa estar simultaneamente afastado de uma família e ligado a ela, sentir-se amado e rejeitado, sofrer e perdoar.» Carter Sickels, autor «És gay?» Lembro-me disto como se tudo se tivesse levantado de uma vez só. O peso libertou-se dos meus ombros e partiu-se a concha que tinha protegido o meu frágil interior, voando até àquelas estrelas. E as lágrimas que chorei saíram acompanhadas por palavras. «E se for?», questionei. «E se for gay?» Ouvimos a respiração um do outro durante um momento, até que a dela parou, para que pronunciasse aquilo que tinha de dizer. «Já não és meu filho.» Desligou o telefone e eu desabei sobre a calçada daquela entrada de garagem.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 280
Sinopse: ALICUDI, UMA ILHA REMOTA E SELVAGEM, HABITADA POR AGRICULTORES E PESCADORES, GUARDA SEGREDOS QUE REMONTAM A TEMPOS ANCESTRAIS. Entre 1903 e 1905, o centeio da ilha de Alicudi foi contaminado por fungos e adquiriu propriedades alucinogénias. Esse centeio foi abundantemente utilizado para fazer pão, a base da alimentação na época. Por causa disso, os habitantes da ilha acabaram por ser involuntariamente submetidos a uma experiência psicadélica coletiva, comprovada por vários estudos. Ainda hoje se contam histórias lendárias em torno da Ilha onde as Mulheres Voam. «Uma história mágica e delicada, que aborda temas diversos como a pobreza, a ignorância, a fome e a luta de classes, mas sobretudo a descoberta do corpo feminino, o papel da mulher e os seus limites numa sociedade fortemente patriarcal.» Goodreads Caterina olha para o corpo inerte e duro de Maria, a sua irmã gémea, e sabe que a sua vida vai mudar para sempre. Embora tenha ficado com mais espaço no quarto, a mãe dá-lhe agora mais trabalho nos campos, a entregar anchovas e nas tarefas domésticas, enquanto espera pelo seu dia preferido: quando todos se reúnem para amassar o pão. Aquele pão, agora negro e amargo, é tudo o que lhes resta. Nesses pedaços de alimento está a chave para Caterina escapar a um presente cada vez mais solitário e penoso, vislumbrando mulheres mágicas que pairam no céu soturno da ilha e logo se desvanecem na bruma. O que ela não sabe é que os cenários dessas visões extraordinárias são comuns a todos os outros habitantes. E que, para ela, e para todos, chegará o momento de escolher entre a realidade e o sonho. COM UMA NARRATIVA NO LIMIAR DO ETÉREO, MARTA LAMALFA TRAZ À LUZ FACTOS ESQUECIDOS E TRANSPORTA-NOS POR UMA ESCRITA RADIANTE E ONÍRICA, ENTRE A REALIDADE E O SONHO. «Neste romance, as relações de poder entre mulheres são muito importantes, mas também o são as relações entre homens e mulheres. Espero e é uma esperança para a literatura escrita por mulheres em geral que consiga ser apreciado por todos, transpondo distinções que deveriam estar ultrapassadas num mundo onde a fluidez começa finalmente a ser aceite.» Marta Lamalfa
Edição: Nov 2024
Nº Páginas: 288
Sinopse: Quem foram os outros Jesus da História? Contrariamente aos atuais ensinamentos da Igreja, nos primeiros séculos do Cristianismo não existia consenso sobre quem era Jesus ou porque era tão importante. Pelo contrário, existiam muitos Jesus diferentes, entre eles o Jesus agressivo que desprezou os seus pais e matou aqueles que se lhe opunham, o Jesus que vendeu o seu gémeo como escravo e o Jesus que crucifi cou alguém no seu lugar. Porque é que sabemos tão pouco sobre estas versões primitivas de Cristo? Porque, desde o século IV, a forma ortodoxa de Cristianismo que se destacou dedicou-se a erradicar sistematicamente todas as outras variações, denunciando os seus evangelhos como apócrifos e os seus seguidores como hereges. Estes desafortunados cristãos perderam os seus direitos, as suas propriedades e as suas igrejas e, em alguns casos, até as suas vidas. Heresia desvenda as diferentes versões de Cristo que existiram nas mentes dos primeiros cristãos e o processo de evolução e de eliminação através do qual Jesus se tornou na figura singular que conhecemos atualmente.
Edição: Nov 2024
Nº Páginas: 216
Sinopse: Gabriela Lopes troca a sua pacata vila em Portugal pela emocionante cidade de Londres para perseguir a sua paixão pela fotografia. De câmara na mão e com o coração cheio de esperança, o seu caminho cruza-se com a sua celebrity crush de longa data, Oliver Scott, um talentoso e, claro, charmoso ator conhecido do pequeno ecrã. Com o destino a reservar-lhe mais do que um encontro casual com o homem dos seus sonhos, Gabriela vê a sua vida tornar-se num sonho surreal tornado realidade. Mas, muito mais do que uma paixoneta fugaz, a relação com Oliver traz a Gabriela novas e inimagináveis experiências e dilemas, que a obrigam a perder-se para se encontrar a si mesma. Será que também vai encontrar o amor?
Edição: Nov 2024
Nº Páginas: 200
Sinopse: Quando a minha filha mais velha fez 18 anos, escrevi-lhe uma carta. Voltei a fazê-lo três anos depois, para o meu segundo filho. A ideia não foi dar lições de vida nem doutrinar: quis simplesmente partilhar experiências, perplexidades, falhanços e algumas, poucas, conclusões. Se há privilégio que vem com a idade é o de saber questionar mais e concluir menos. Pretendi também registar o ar dos tempos, refletir sobre o que andamos por estes dias aqui a fazer e como podemos ser pessoas melhores e mais felizes. Esbocei um pequeno manual sobre como não ser um imbecil. Tive uma ideia aglutinadora em mente: a decência. É que sempre que penso naquilo a que aspiro para os meus filhos, costumo dizer que quero sobretudo que sejam «seres humanos decentes». Este é um conceito volátil, que a Internet e as suas bolhas ajudaram, nos últimos anos, a relativizar. As redes sociais sem rostos, sem moderação e sem pudor são o faroeste da indecência. Para um jovem que nasceu ou cresceu neste milénio, com o mundo envolto numa bruma que mistura medo, ressentimento e estupidez, estão reunidas as condições para que tudo possa ser muito confuso. Este livro parte desta ideia e amplia-a. É um modestíssimo contributo para a (re)construção de uma ideia de decência, a pensar sobretudo nos jovens, mas também nos pais, avós, educadores, e em todos os que se interessam pela vida pública. E inclui também no prefácio as lições de vida de vinte notáveis portugueses. Escrevi-o como se fosse para os meus filhos. E por isso uma bizarria em tempos de ódio está também carregado de amor.
Edição: Out 2024
Nº Páginas: 216
Sinopse: «Brincar aos escritórios é fácil se soubermos como. O trabalho é apenas um papel que é preciso interpretar. Aprendi a dominá-lo na perfeição: domino as piadas que funcionam sempre para quebrar o gelo. Sei o que tenho de perguntar para parecer atenta e interessada. E sei o que tenho de dizer para que o tempo flua mais rápido sem fazer realmente nada até às seis da tarde.» Marisa está na casa dos trinta anos e fartinha do seu emprego. A única forma de lidar com as provações e aflições da vida numa agência de publicidade é visitar o Prado depois de almoço, e também entorpecer os sentidos com um cocktail de ansiolíticos e vídeos intermináveis nas redes. Uma das razões pelas quais aparece no escritório é para poupar dinheiro em ar condicionado no calor sufocante de agosto em Madrid. Marisa detesta trabalhar, mas o emprego é a única coisa que lhe garante um ordenado para pagar a renda e comprar todas as coisas bonitas a que não resiste. Durante a semana que antecede uma viagem «inesquecível» de team building organizada pela empresa, a ansiedade de Marisa dispara. Conceber passar um fim de semana inteiro com os seus colegas de trabalho é uma ideia insuportável, desencadeando a memória soterrada de um acontecimento traumático no escritório. Com o passar dos dias, a sua máscara social, incólume e polida ao longo dos anos, vai-se quebrando até rebentar com estrondo, ameaçando pôr toda a sua vida em desatino. Este romance de pena afiada e humor na dose certa é uma seta que se espeta no leitor a cada palavra é a nossa vida, enfim. Uma radiografia magistral das crises vividas por qualquer trabalhador, da solidão, da necessidade de relações e conexões humanas para encontrar uma luz de esperança que nos dê força para não nos atirarmos para a frente de um autocarro sempre que chega a segunda-feira de manhã.
