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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Portugal adiado, de Arnaldo Madureira, analisa, de uma forma crítica e acessível, as estruturas políticas, económicas e culturais que moldaram a economia portuguesa ao longo do tempo, determinando o seu atraso em comparação com outros países. Longe de explicações simplistas ou fatalistas, a obra aborda como a ausência de uma visão estratégica, a gestão de curto prazo e a captura do Estado por interesses diversos comprometeram o desenvolvimento do país. Entre decisões adiadas, reformas incompletas e uma cultura política onde a expectativa frequentemente substituiu o planeamento, construiu-se um modelo de fragilidade persistente. A esta realidade juntaram-se condicionantes externas decisivas, com potências como a Espanha, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a influenciarem escolhas estratégicas fundamentais.
Edição: Out 2024
Nº Páginas: 432
Sinopse: Em 1941, o exército alemão marchava em direção a Moscovo, antecipando-se a iminente queda da União Soviética. No entanto, tal nunca chegou a acontecer e, em 1945, um Estaline triunfante assumia o papel do transformador de um país pobre numa superpotência vitoriosa. Ao longo desses quatro anos de guerra, por insistência de Churchill, Estaline aceitou que um grupo de jornalistas americanos e ingleses ficasse em Moscovo para cobrir a guerra na Frente Oriental. Hotel Vermelho, da autoria do jornalista Alan Philps, dá a conhecer a gaiola dourada que era o Hotel Metropol, onde o caviar não faltava e jovens mulheres serviam como tradutoras e companheiras de cama, mas também onde a intriga reinava: enquanto algumas tradutoras fizeram dos jornalistas meros transmissores da propaganda do Kremlin, outras eram dissidentes secretas que revelavam a dura realidade da vida soviética. Com recurso a informação inédita, o papel único das mulheres do Metropol é contado aqui pela primeira vez. Num claro sinal de que tudo se repete, a história do Metropol reflete as lutas da nossa era moderna, com o uso da desinformação como arma de guerra, a falsificação da história e a neutralização de Estados independentes.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 480
Sinopse: No seu auge, o Império Romano era o Estado mais rico e formidável que o mundo já tinha visto. Estendendo-se da Escócia à Arábia, geria os destinos de cerca de um quarto da humanidade. Começando no ano em que quatro Césares governaram sucessivamente o Império, e terminando cerca de sete décadas depois, com a morte de Adriano, Pax: Guerra e Paz na Idade de Ouro de Roma revela-nos a história deslumbrante de Roma no apogeu do seu poder. Tom Holland, reconhecido historiador e autor, apresenta um retrato vivo e entusiasmante dessa era de desenvolvimento: a Pax Romana - da destruição de Jerusalém e Pompeia, passando pela construção do Coliseu e da Muralha de Adriano e pelas conquistas de Trajano. E demonstra, ao mesmo tempo, como a paz romana foi fruto de uma violência militar sem precedentes.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: Figura de destaque do pensamento espiritual do início do século XX, William Walker Atkinson apresenta uma reflexão sobre o que poderá existir para lá do corpo físico. Esta obra intemporal desafia o medo do desconhecido e abre portas para uma nova compreensão da eternidade.
Edição: Nov 2023
Nº Páginas: 544
Sinopse: Em novembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, decorria a batalha de Estalinegrado, cujo desfecho mudou o rumo do conflito e condenou a Alemanha à derrota. Os factos históricos são bem conhecidos e documentados, mas como se vive nas entrelinhas da História? Recorrendo a cartas, diários e livros de memórias de 39 pessoas - como uma refugiada de 12 anos em Xangai, um piloto norte-americano em Guadalcanal ou uma jovem da Resistência em Munique -, Peter Englund traça um retrato do quotidiano em tempo de guerra. Ao longo de trinta dias, acompanhamos a inquietação, a preocupação, a perda de convicções de quem procura a normalidade em circunstâncias excecionais. Com empatia e precisão, Englund recentra um dos momentos mais violentos do século XX na experiência individual, criando uma narrativa única e emocionante, que nos faz questionar os limites da condição humana. «Um feito extraordinário.» Antony Beevor, autor de Estalinegrado e A Segunda Guerra Mundial Este relato emocionante e empolgante [] recria a incerteza diária durante a guerra, tal como foi vivida por pessoas normais com informação limitada e poucos recursos. É uma obra de História monumental. Publishers Weekly Uma crónica meticulosa de pessoas comuns em circunstâncias de guerra extremas. Kirkus Reviews Peter Englund consegue transformar narrativa de guerra em literatura. Corriere della Sera
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: Quando Marissa perde a mãe, aos seis anos, é levada pelo pai para viver numa pequena ilha tailandesa, no mar de Andamão. É aí que conhece Arielle e juntas tornam-se companheiras de exploração das maravilhas da natureza envolvente, feita de florestas, recifes e praias. Até que, a 26 de dezembro de 2004, um tsunâmi se ergue do oceano Índico...
Edição: Abr 2021
Nº Páginas: 208
Sinopse: Histórias de amores, intensos e verdadeiros, efémeros e volúveis, inesquecíveis e perdidos no tempo, narradas com a ternura e o humor que caracterizam Helena Sacadura Cabral. Retratos de mulheres inspiradoras que cumpriram o seu destino e nos dão um vislumbre da complexidade da alma e da força do caráter feminino. Amores imperfeitos apresenta várias histórias de vida. Umas são fruto da imaginação da autora. Outras aconteceram, de facto. E outras, ainda, conquistam-nos pela combinação entre ficção e realidade. Mas todas têm algo que aconteceu ou poderia ter acontecido. Profundamente humanas e inspiradoras, estas histórias abordam alguns dos temas mais sensíveis da sociedade, desde as grandes conquistas no feminino (nos mais variados campos), até questões fraturantes como o aborto, a violação ou a homossexualidade.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Fugindo ao destino que a mãe lhe traçara, Silvério deixou a aldeia de Pousaflores aos dezoito anos pela promessa de uma vida melhor em África; mas, à chegada, os primos trocaram-lhe as voltas e acabou entre soldados negros na campanha de pacificação de uma tribo violenta. Foi, mesmo assim, entre os derrotados que sobreviveu. Agora, quase quarenta anos volvidos, Silvério está de regresso a Pousaflores. A guerra civil eclodiu em Angola e, se o seu coração é negro, a sua pele não engana e ainda ontem lhe mataram o melhor amigo. Com três filhos mulatos pela mão - todos de mães diferentes -, resta-lhe na aldeia uma irmã amarga, beata e com reumatismo. Que futuro poderão esperar Justino, Belmira e Ercília num lugarejo onde são vistos como "os pretos de Pousaflores"? E a mulher que Silvério abandonou em Angola num pranto inconsolável, estará disposta a abdicar da filha para sempre? Com um leque de vozes admiravelmente distintas - ora hilariantes, ora comoventes e poéticas -, Aida Gomes narra em "Os Pretos de Pousaflores" a história de uma família marcada pelas circunstâncias, acompanhando a memória do passado colonial, o definhar do império, a guerra em Angola e o mundo de exclusão que tantos empurra para o abismo. Belo e profundo, com personagens apaixonantes e cenas inesquecíveis, este romance não deixará ninguém indiferente.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Na primavera de 1922, uma equipa de filmagens norte-americana vem de Hollywood para fazer um filme em Nahbès, uma pequena cidade no Magrebe. Este choque de modernidade aviva os conflitos entre os líderes tradicionais, os colonos franceses e os jovens nacionalistas apaixonados pela independência, apanhados então no vórtice de um mundo onde várias línguas, culturas diferentes e poderes antagónicos confluem. De entre os mais influentes, um grupo heterogéneo embarca posteriormente numa viagem que, no rescaldo da Grande Guerra, une Nahbès aos países do Velho Mundo. Todos, os que ficam e os que partem, tentam reinventar as suas vidas, através da adaptação ou da rebelião, chegando por vezes a encontrar o amor. Da Califórnia para a Europa, passando pelo Norte de África, as peripécias d’"Os Preponderantes" fazem-nos mergulhar na turbulência própria da década de 1920, quando a colisão dos diferentes modos de vida levou os seus protagonistas a confrontarem-se, a desejarem-se, a perseguirem-se, a mudar. Hédi Kaddour disseca essas vidas e esses destinos de uma forma atenta e precisa, que valeu a este livro, entre outras distinções, o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa em 2015.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
O primeiro romance publicado de Cortázar, até hoje inédito em Portugal, que antecipou "O Jogo do Mundo - Rayuela". Um grupo rumoroso e heterogéneo de personagens, espécie de catálogo representativo da sociedade de Buenos Aires da época, premiado na lotaria nacional com um bilhete para uma viagem luxuosa de cruzeiro, embarca no navio Malcolm, cheio de expectativas. Contudo, entre distrações e atrações iniciais, um clima de mistério faz crescer a tensão entre os passageiros e a tripulação: o navio é colocado em quarentena devido a uma inexplicável doença, a rota e o destino final da viagem são desconhecidos, o capitão não se apresenta e nenhum dos membros da tripulação fala espanhol e, sobretudo, o acesso à popa da embarcação está interdito aos passageiros. Todas estas absurdas circunstâncias constituirão um irresistível desafio para os hóspedes deste navio que os levará a um jogo cada vez mais perigoso e com um final surpreendente. O alternar entre narração e reflexão, a vivacidade dos diálogos, o absurdo e a comicidade das personagens, fazem de "Os Prémios" um romance desconcertante e uma leitura ímpar, inevitável antecâmara de toda a obra subsequente de Cortázar.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
"Este mundo não presta, venha outro. Já por tempo de mais aqui andamos A fingir de razões suficientes. Sejamos cães do cão: sabemos tudo De morder os mais fracos se mandamos, E de lamber as mãos, se dependentes." Na primeira obra poética de José Saramago descobre-se uma poesia de liberdade, de fraternidade e de luta. Uma luta disfarçada, por dentro das palavras. Pelo interior labiríntico de respiração que habitam todos estes poemas, publicados pela primeira vez em 1966. Digamos que eram os "poemas possíveis" da altura, quando a censura espiava a alma dos escritores. E no entanto, as convicções profundas de Saramago já são bem visíveis em poemas como "Criação": "Deus não existe ainda, nem sei quando Sequer o esboço, a cor se afirmará No desenho confuso da passagem De gerações inúmeras nesta esfera. Nenhum gesto se perde, nenhum traço, Que o sentido da vida é este só: Fazer da Terra um Deus que nos mereça, E dar ao Universo o Deus que espera." "Diário de Notícias", 9 de outubro de 1998 Caligrafia da capa por ALMEIDA FARIA
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Há muitos livros sobre a pobreza: sobre as suas causas e sobre a forma de a combater. Alguns são certamente interessantes, mas não era sobre a pobreza em abstracto que a autora desejava escrever, mas sobre os pobres tais como ela os «descobrira», aos 16 anos, num bairro da lata onde as freiras do colégio que frequentava a levaram para que as meninas ricas, grupo a que pertencia, aprendessem a ser caritativas. O livro não se limita a falar dos pobres em Portugal. Outros países são referidos, tendo no final a autora concluído existirem quatro tradições no que a este problema diz respeito: a católica (Portugal), a jacobina (França), a aristocrática (Inglaterra) e a meritocrática (EUA). Apesar de baseada numa bibliografia longa, a obra tem um tom intimista, o que torna a sua leitura fascinante.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Em tempo de ditadura, reuniões secretas são um ato de coragem. Em democracia são um ato de cobardia.O clube mais poderoso do mundo alega total inocência e direito à privacidade.Mantém-se avesso a dar informações sobre os encontros que promove, mesmo quando para isso precisa do dinheiro dos contribuintes.Como atuam? O que os move? Que portugueses já passaram por lá? E com que implicações na sua vida pública e carreira?Saiba como Portugal se cruza com este corredor não oficial de poder. E como a História de Portugal poderia ter seguido um curso diferente se Bilderberg assim o entendesse.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
A estreia de um thriller psicológico sombrio e de leitura viciante, o primeiro numa série completamente nova, que dá o protagonismo a Nora Watts - uma personagem profundamente atormentada, complexa a nível emocional, e irresistivelmente convincente. O telefone toca passados apenas cinco minutos das cinco da manhã... "Nunca tinha ouvido falar do nome Everett Walsh antes, contudo, segundo a pessoa que me ligou, poderei saber alguma coisa sobre uma miúda desaparecida. Embora não me diga o quê. Ainda considero a hipótese de não me encontrar com ele, mas parecia desesperado e, se há coisa que me atrai mais numa pessoa do que a persistência, é o desespero. Apesar de encontrar pessoas fazer parte da forma como ganho a vida, o que poderia eu saber sobre uma miúda desaparecida que justificasse uma chamada a esta hora? Tudo começa com uma chamada telefónica que Nora Watts receou durante quinze anos - desde o dia em que deu a sua filha recém-nascida para adoção. Bonnie desapareceu. A polícia considera-a uma fugitiva crónica e não anda à procura dela, levando os pais adotivos a procurar, como última esperança, a mãe biológica. Resultado de uma relação multirracial e proveniente de instituições de acolhimento, transiente, sem-abrigo, apavorada pelo seu passado repleto de dor e violência, e amaldiçoada com uns intimidantes olhos escuros que absorvem toda a luz circundante - e com a capacidade de penetrar bem fundo na alma de uma pessoa - Nora sabe intimamente o que acontece a raparigas vulneráveis na rua...
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Uma saga familiar de três gerações que acompanha a história da Islândia do século XX. Após receber uma estranha carta do seu pai, que o faz suspeitar de que este estará em fim de vida, Ari regressa à sua terra natal, em Keflavik, na Islândia. Nesta pequena cidade cercada por campos de lava negra, sede de uma base militar norte-americana, Ari é inundado pelas memórias da sua juventude nos anos 70 e 80, ouvindo Pink Floyd e Beatles, assaltando camiões de abastecimento americanos, e correndo atrás de raparigas. A par da história de Ari, há também a do seu próprio pai e a de seus avós, Oddur e Margret, de como estes se estabeleceram num lugar ancestral e elementar, dos mais inóspitos do mundo, e de como o mar, agora interdito à pesca, foi, para uns, destino, para outros, solidão e medo.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
A Grã-Bretanha está na iminência de declarar guerra à Alemanha. Harry Clifton, na esperança de fugir às consequências de um escândalo familiar e percebendo que nunca poderá casar com Emma Barrington, alista-se na marinha mercante. Quando um submarino alemão afunda o seu navio, Harry e um punhado de marinheiros, entre eles um americano chamado Tom Bradshaw, são salvos pelo Kansas Star. Nessa noite, quando Bradshaw morre, Harry aproveita a oportunidade para enterrar o seu passado e assume a identidade do morto. Em 1939, Tom Bradshaw é preso por homicídio qualificado. É acusado de matar o irmão. Quando Sefton Jelks, um advogado de renome de Manhattan, lhe oferece os seus serviços a troco de nada, não resta grande alternativa a Tom, que não tem dinheiro a não ser aceitar a sua garantia de uma sentença mais ligeira. Depois de julgado e condenado, Jelks desaparece e a única maneira que Tom tem de provar a sua inocência é revelando a sua verdadeira identidade, algo que ele jurou nunca fazer de forma a proteger a mulher que ama. Entretanto, a jovem em questão viaja até Nova Iorque, deixando para trás, em Inglaterra, o filho de ambos. Recusa-se a acreditar que o homem com quem ia casar tenha morrido no mar e está decidida a fazer o que for preciso para o encontrar. A única prova que tem é uma carta, que ficou por abrir numa cornija de lareira em Bristol durante mais de um ano. Jeffrey Archer dá, assim, seguimento à saga dos Clifton com este romance épico.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Aparentemente um livro de contos, histórias de enredos simples, mas romanticamente transcendentes, representam os passos de um homem em torno da sua existência, sem respostas paradigmáticas, num vazio que se procura transformar em matéria. Sobeja-lhe o corpo, divino, prodigioso e redentor, onde regressa sempre. "Talvez pudesse ouvir passos junto à porta do quarto, passos leves que estacariam enquanto a minha vida, toda a vida, ficaria suspensa. Eu existiria então vagamente, alimentado pela violência de uma esperança, preso à obscura respiração dessa pessoa parada. Os comboios passariam sempre. E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que se pode dizer quando a extrema solidão nos dá um talento inconcebível. O meu talento seria o máximo talento de um homem e devia reter, apenas pela sua força silenciosa, essa pessoa defronte da porta, a poucos metros, à distância de um simples movimento caloroso. Mas nesse instante ser-me-ia revelada a essencial crueldade do espírito. Penso que desejaria somente a presença incógnita e solitária dessa pessoa atrás da porta."
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Quando a guerra foi declarada, Horace Greasley tinha apenas 20 anos. Depois de sete semanas de treino no Regimento Real de Leicestershire, Horace viu-se frente ao poderio do Exército Alemão num campo lamacento a sul de Cherbourg, no Norte de França, com apenas trinta balas no seu alforge de munições. A guerra de Horace não durou muito… a 25 de maio de 1940, foi capturado, começando assim a viagem terrível para um campo de prisioneiros de guerra na Polónia. Os que sobreviveram à dura marcha de dez semanas para o campo chegaram fracos e exaustos, e todas as hipóteses de fuga pareciam ter desaparecido. No entanto, quando Horace conheceu Rosa, a filha de um dos seus captores, a sua história mudou - parecia que o destino lhe lançara uma boia de salvação. Horace arriscou tudo fugindo do campo para ir ver a sua amada, trazendo de volta comida para os seus camaradas prisioneiros. Deste modo, deu esperança aos seus companheiros e desafiou um dos regimes mais brutais da história.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Certa manhã, Daphne du Maurier observou um homem a trabalhar o campo, enquanto gaivotas sobrevoavam a sua cabeça. Nesse momento, foi-lhe sugerida a imagem que inspiraria a escrita de Os Pássaros: um bando de aves, extremamente esfomeadas e motivadas por um inexplicável fenómeno macabro, ataca a população da Cornualha. Foi esta capacidade de ampliar o lado sombrio de situações quotidianas que tanto fascinou Alfred Hitchcock, impelindo-o a adaptar ao cinema o génio da autora inglesa. A esta história reúnem-se ainda cinco outros contos tenebrosos, onde Veneza, Creta, o lar doméstico, ou um hospital de cidade se tornam palco da tragédia. A singularidade da escrita de du Maurier confirmou o seu lugar ao lado dos maiores nomes da literatura gótica, como Edgar Allan Poe, Bram Stoker ou Henry James.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Pedra Moura abrigou, por entre os pastos verdes e ventos secos, Diamantina e Mário. Ela foi a rapariga mais pura e bela que alguma vez aquela terra viu crescer. Tinha mais brilho que um diamante, era dotada como ninguém nas suas mãos de fada e no seu espírito imperturbável e astuto. Foi criada com Mário, que sempre considerou um irmão de alma, de apertos, um símbolo sempre presente, inquebrável, ao qual se segurava. No entanto, Mário, como tantos outros, sucumbiu àquela criatura que parecia ter vindo dos céus, amando-a cada dia, com um amor que sabia esperar, sofrer. Sabendo que Diamantina nunca olharia para ele senão com olhos de irmã, viveu toda a sua vida contentando-se em estar por perto. Das mãos dela saíam os mais belos pássaros de seda bordados em colchas que se tornaram famosas e tinham o dom de deixar boquiabertos quem quer que os visse. Depois de uma infância em Pedra Moura, a ouvir as histórias do tio Zebra e a apreciar os diversos manjares da mãe Margarida, seguiram- -se tempos conturbados e a vida de ambos seguiu rumos muito diferentes, mas Diamantina continuará a ser a protagonista da vida de Mário e, por isso, também deste livro, que ele escreve antes de morrer e lhe oferece.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Não é só a escrita de Rita Ferro que é imprevisível, a sua vida é um constante renovar de cenários e de forças. Quando a imaginávamos a viver serenamente na casa onde escreveu os diários anteriores, "Veneza Pode Esperar" e "Só Se Morre Uma Vez", troca as voltas ao destino e desafia-se de novo: vende o apartamento, faz as malas e regressa ao campo, desta vez ao berço dos seus bisavós maternos. Aparentemente, perde tudo o que tinha conseguido: a proximidade da família, dos amigos, dos programas culturais, dos desafios profissionais e dos apoios urbanos. O que perde e ganha? Quanto vale agora, sem os expedientes e as distracções da cidade? Tem 65 anos e vive sozinha - conseguirá manter a chama, a alegria, o arroubo criador? E como ficou a sua relação com o amor? A par dos romances que tem publicado, a escritora mantém a tradição de partilhar com os leitores a sua cronologia pessoal, através de diários que são também a sua forma de analisar os avanços e retrocessos do seu trajecto, as pulsões e contradições da sua alma. "Os Pássaros Cantam em Grego" é o terceiro volume do seu diário.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
Seria capaz de escolher que vida salvar? Num futuro próximo, em que os veículos sem condutor já são comuns e considerados muito seguros, um pirata informático apodera-se do sistema operativo de oito carros, altera o destino programado e avisa os seus passageiros de que irão morrer dentro de horas. A comissão constituída para avaliar acidentes com este tipo de veículos automáticos vê-se agora confrontada com uma missão muito mais difícil: seguindo as instruções do Hacker, terá de entrevistar cada um dos passageiros e decidir qual deles salvar. Câmaras ocultas nos carros asseguram uma transmissão mundial através das redes sociais e permitem acompanhar em direto o terror dos passageiros. O Hacker parece saber tudo sobre os intervenientes, e, à medida que mais informações são reveladas sobre cada um deles, esta decisão difícil parece tornar-se impossível. Afinal, até que ponto permitimos que as primeiras impressões determinem o que pensamos acerca de alguém?
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Todos os dias, às 8h05, Iona Iverson apanha o comboio para ir para o trabalho. Como passageira habitual, ela sabe que há regras que todos devem seguir: - É preciso ter um emprego para onde ir; - Nunca ingerir comida quente; - Estar sempre pronto para qualquer eventualidade; - Nunca ceder um lugar ocupado. Iona vê as mesmas pessoas todos os dias, faz suposições acerca delas e até lhes dá alcunhas. Certa manhã, o Elegante-Porém-Machista de Surbiton engasga-se com uma uva mesmo à sua frente. O Estranhamente-Simpático de New Malden aparece para ajudar e salva-lhe a vida, e este acontecimento desencadeia uma reação em cadeia. Com nada em comum a não ser o seu trajeto, um grupo eclético de pessoas descobre que as suas suposições uns sobre os outros não correspondem à realidade. Mas, quando a vida de Iona começa a desmoronar-se, será que os seus novos amigos estarão lá quando ela mais precisa?
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Envelhecer não é uma escolha. A partir de uma determinada altura das nossas vidas, perdemos independência e ficamos entregues a uma sociedade que pode não estar à altura de nos acolher. No entanto, Joana Subtil, directora do lar Belmonte, acredita que pode existir uma resposta mais humanizada e empática por parte de todos: não só das instituições, mas também das próprias famílias e cuidadores informais. Através de um testemunho muito pessoal, que passa pela dificílima época da covid-19, a autora explica-nos como os lares são geridos e como as famílias reagem à velhice, fala-nos da sexualidade na terceira idade e da importância da individualidade. Também os conselhos práticos para as famílias, cuidadores e profissionais não ficam esquecidos e enriquecem cada capítulo deste livro. Joana Subtil recorda-nos de algo imprescindível: "Os Outros de Alguém são daqueles e para aqueles que um dia serão os nossos! Esses Outros de Alguém que um dia seremos nós!"
Nº Páginas: 576
Sinopse:
Numa tarde de novembro de 1985, um grupo de amigos reúne-se em Chicago. Bebem cubas-libres ao som de "Fly Me to the Moon" num ambiente de celebração forçada. Pois Nico morreu. Nico era brilhante e belo. Flores e lágrimas não lhe farão justiça. A missa fúnebre decorre numa igreja a trinta quilómetros de distância. Apenas a família - que o abandonara anos antes - está presente. É uma cerimónia breve marcada pelo constrangimento. Jovem e gay, Nico é uma das primeiras vítimas que o vírus da SIDA faz no seu círculo de amigos. Um dos mais próximos, Yale Tishman, acompanhou-o até ao fim e vive agora entre o medo da doença e a urgência de construir um futuro. Mas enquanto a sua carreira floresce, a sua vida pessoal vai ficando cada vez mais limitada. Um a um, Tishman vê os amigos perderem a vida. Até restar apenas Fiona, irmã mais nova de Nico. Trinta anos mais tarde, reencontramos Fiona, agora em Paris. Alojada em casa de um velho amigo, Richard Campo, um fotógrafo que documentou de perto a epidemia de Chicago, Fiona relembra a sua juventude. A sua capacidade de amar - a filha que entretanto teve, o marido que abandonou, os amigos que sobreviveram - foi modelada por esses anos. Todos se afastaram, deixando-a só para enfrentar as consequências de três décadas ensombradas pela perda.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
1830. Na Academia de West Point, a tranquilidade é perturbada pela descoberta do corpo de um jovem cadete enforcado junto ao recinto da formatura. Na manhã seguinte, constata-se que alguém assaltou o quarto onde o cadáver repousava e levou o coração. Desesperada para evitar publicidade negativa, a academia contrata os serviços de Augustus Landor, ex-detetive de renome. Nos interrogatórios iniciais, Landor fica impressionado com os astutos poderes de observação de Edgar Allan Poe, um caprichoso e curioso jovem cadete com propensão para a bebida e um passado sombrio. Trabalhando em estrita colaboração, os dois homens desenvolvem um relacionamento profundo à medida que a investigação os conduz a um mundo oculto de sociedades secretas, rituais de sacrifício e mais cadáveres. Porém, os macabros homicídios e o passado secreto de Landor ameaçam afastar os dois e terminar com a sua recente amizade.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Há um ano, Christina Evans perdeu o filho, Danny, num trágico acidente nas montanhas geladas do Estado do Nevada. Desde então ela tenta, com dificuldade, reconstruir a sua vida. A sua carreira como encenadora musical começa a vingar e ela acaba de conhecer Elliot Stryker, um advogado com quem rapidamente estabelece uma relação próxima. Mas eis que um dia uma frase surge no quadro de giz do quarto do filho: "Não morri" Será uma piada de mau gosto? Ou a prova de que o seu inconsciente vive atormentado? Quando surgem novas mensagens, Christina começa a acreditar que o filho está, afinal, vivo. Enquanto procura por respostas, a vida de Christina começa a ser alvo de ameaças. Ao tentar escapar, ela descobre que o acontecimento brutal que alegadamente teria vitimado o filho está relacionado com um projeto altamente secreto chamado "Pandora". Mesmo correndo perigo, Christina irá até ao fim para voltar a encontrar Danny, ainda que isso implique revelar uma verdade tão grave e poderosa que irá pôr em causa o mundo como o conhecemos.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"A minha relação com a Psicologia é uma história de amor. Confesso que, quando concluí a licenciatura em 1992, não acreditava muito no poder da Psicologia para promover a mudança. Só uns anos mais tarde, ao voltar a estudar o trabalho do célebre psicólogo Albert Ellis, é que comecei a compreender o impacto que o próprio pensamento pode exercer sobre a mente das pessoas. Pude comprová-lo por experiência própria e, com um pouco de trabalho mental, consegui condicionar as minhas emoções. A Psicologia funcionava! Mais tarde, na qualidade de terapeuta, tive a oportunidade de presenciar mudanças muito mais radicais nos meus pacientes. Este livro pretende torná-lo uma pessoa muito mais forte e feliz. Reúne todos os mecanismos de que a Psicologia dispõe para nos transformar. Pessoalmente, não sou fã dos livros de autoajuda, exceção feita aos que se baseiam em provas dadas. Ao longo destas páginas, limito-me a apresentar-lhe ferramentas psicológicas de eficácia comprovada e posso assegurar-lhe que 80% dos pacientes que seguiram as minhas indicações terapêuticas conseguiram deixar completamente para trás a depressão, a ansiedade, as obsessões e as fobias.
Nº Páginas: 260
Sinopse:
"Dos óculos que se tornaram icónicos à máquina de escrever, da famosa cómoda sobre a qual escrevia de pé à estante que o acompanhou sempre, passando por blocos de notas, cartões de visita (seus, de Alexander Search e de Álvaro de Campos), documentos e as omnipresentes cigarreiras, indispensáveis ao grande fumador que era. Fernando Pessoa não nos deixou muitos objectos - o que faz com que cada um destes objectos seja especial. O rasto material de um homem que nunca se concentrou na matéria, porque vivia - vive ainda - no futuro." (Inês Pedrosa, Directora da Casa Fernando Pessoa) Este é o segundo de três livros que apresentam o espólio da Casa Fernando Pessoa. Primeiro, a biblioteca particular, dada a sua magnitude e o facto de ter sido digitalizada para possibilitar a sua consulta on-line; segundo, os objetos que pertenceram ao escritor e que ainda evocam a sua figura; e, terceiro e último, a coleção de arte que conserva a Casa-Museu destinada a homenagear Fernando Pessoa.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Kyle Gray comunica com os anjos desde criança e, hoje em dia, é um dos autores e médiuns de maior sucesso em Inglaterra. Recentemente, descobriu uma nova forma que os anjos têm de nos comunicar as suas mensagens de conforto e orientação: através dos números. Já lhe aconteceu ver, de relance, a mesma sequência de números repetidamente - num relógio digital, num número de porta ou na matrícula de um carro, por exemplo? Pode ser o seu anjo da guarda a tentar enviar-lhe uma mensagem. No seu novo livro, Kyle Gray explica como podemos encontrar tais mensagens não só nestes números que surgem à nossa volta, em momentos de sincronicidade, mas nos números das nossas vidas, como datas marcantes ou a transcrição de nomes. Use este livro como oráculo e guia para decifrar as mensagens que os seus anjos lhe querem fazer chegar através d’ Os Números dos Anjos. "Desde que descobri o poder e a beleza dos anjos, sempre soube que queria trabalhar para eles. Ainda era novo e já sentia um chamamento interior, como se a minha vida tivesse um propósito maior, mas não sabia o quê nem como o descobrir. Sabia que trabalhar nos domínios da espiritualidade seria uma viagem emocional e que encontraria obstáculos pelo meio, mas, mesmo assim, não estava preparado nem para metade das experiências que vivi desde então."
