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Sinopse:
Já se escreveram numerosos livros sobre a guerra, sobre táticas e operações militares, sobre o combate e os combatentes - obras escritas por homens e acerca de homens. As mulheres que vão para a guerra e que escolhem fazê-lo, como hoje acontece em países como a Ucrânia, onde dezenas de milhares pegam em armas para fazerem frente ao invasor, eram até há muito pouco tempo vistas como uma anomalia histórica. A verdade, porém, é que as mulheres combateram em mais épocas e mais civilizações do que é geralmente reconhecido. A primeira de que há registo data de 1200 AC, era uma marechal chinesa e chamava-se Fu Hao. Na Segunda Guerra Mundial, muitas fizeram parte da Resistência contra os nazis e morreram nos campos de batalha da Polónia, Jugoslávia, Grécia ou Dinamarca, sendo que só o Exército Vermelho terá contado com perto de um milhão nas suas fileiras. Mas, seja qual for a época e o conflito, quando os combates terminaram o contributo feminino foi frequentemente desvalorizado ou mesmo apagado da memória. Há muitas histórias de mulheres na guerra para contar. Este livro honra essas lutadoras tantas vezes esquecidas.
Sinopse:
Em "Liderança" Kissinger analisa as vidas de seis líderes extraordinários à luz das estratégias políticas distintas que ele considerava terem adotado. No pós-Segunda Guerra Mundial, Konrad Adenauer recuperou a Alemanha derrotada e moralmente falida para a comunidade internacional através da, nas palavras de Kissinger, estratégia da humildade. Charles de Gaulle integrou a França nas potências aliadas vitoriosas e renovou a sua grandeza histórica com a estratégia da vontade. Durante a Guerra Fria, Richard Nixon conseguiu dar vantagem geoestratégica aos Estados Unidos concebendo a estratégia do equilíbrio. Após vinte e cinco anos de conflito, Anwar Sadat criou um cenário de paz para o Médio Oriente com a estratégia de transcendência. Contra todas expetativas, Lee Kuan Yew criou uma poderosa cidade-estado, Singapura, seguindo a estratégia da excelência. Apesar do Reino Unido ser o homem doente da Europa, quando chegou ao poder, Margaret Thatcher renovou a posição moral e internacional do país seguindo a estratégia da convicção.
Sinopse:
"Ah! Porque não tinha eu vindo simplesmente como turista! Ou como naturalista, encantado por ali encontrar uma série de plantas novas, por reconhecer nos planaltos a escabiosa do Cáucaso do meu jardim... Mas não foi isso que vim procurar na URSS. O que me interessa é o homem, os homens, e o que pode ser feito com eles, o que tem sido feito com eles. A floresta que me atrai, terrivelmente densa, e onde me perco, é a das questões sociais. Na URSS estas questões interpelam-nos, pressionam-nos e oprimem-nos em toda a parte."
"Regresso da URSS", publicado pela primeira vez em 1936, e "Apontamentos" no ano seguinte, causaram sensação. Os dois livros mantêm-se um testemunho capital. As Publicações Dom Quixote recuperam-nos num único volume apresentado por Paulo Tunhas.
Sinopse:
Em 1942, numa pacata aldeia da região verdejante de Cotswolds, no centro de Inglaterra, uma mulher magra e elegante vivia numa pequena casa de campo com os três filhos e o marido, que trabalhava nas imediações como maquinista. Ursula Burton era afetuosa, mas reservada, e falava inglês com um ligeiro sotaque forasteiro. Parecia viver uma vida simples, humilde. Os vizinhos de aldeia sabiam pouco sobre ela. Não sabiam que, na verdade, era uma oficial de alta patente da espionagem soviética. Não sabiam que o marido também era espião, nem que ela comandava uma poderosa rede de agentes a operar na Europa. Por detrás da fachada da sua vida pitoresca, Burton era uma comunista convicta, uma coronel soviética, uma agente experiente que recolhia segredos científicos que permitiriam à União Soviética construir a bomba atómica. Esta história verdadeira, de espionagem, é uma obra-prima sobre a mulher com nome de código "Sonya". Ao longo da sua carreira foi perseguida pelos chineses, japoneses e nazis, pelo MI5, MI6 e o FBI, sem nunca ter sido apanhada. A sua história reflete o grande confronto ideológico do século XX entre o comunismo, o fascismo e a democracia ocidental, e lança uma nova luz sobre as lutas e as lealdades instáveis dos espiões no nosso tempo.
Sinopse:
Um relato incisivo sobre a Turquia de Erdogan - mostrando como a sua perturbadora transformação pode durar pouco. Desde que chegou ao poder em 2002, Recep Tayyip Erdogan tem supervisionado uma transformação radical da Turquia. Outrora um pilar da aliança ocidental, o país embarcou numa política externa militarista, intervindo em pontos de fulgor regionais desde Nagorno-Karabakh até à Líbia. E a sua democracia, sustentada pela aspiração de aderir à União Europeia, deu lugar ao governo de um só homem. Dimitar Bechev traça a trajetória política do regime populista de Erdogan, desde a era das reformas e da prosperidade, nos anos 2000, até aos efeitos da guerra na vizinha Síria. Numa história de oportunidades perdidas, Bechev explora como a Turquia se afastou dos Estados Unidos e da Europa, abraçou a Rússia de Putin e outras potências revisionistas, e substituiu um regime democrático frágil por um regime autoritário. Apesar de tudo isto, Bechev argumenta que os instintos democráticos da Turquia são resistentes, os seus laços económicos com a Europa estão tão fortes como sempre, e que Erdogan falhará em alcançar um regime totalmente autocrático.
Sinopse:
Vivemos tempos em que o pasmo se torna rotina. Tomamos o pequeno-almoço com notícias que, não há muito, eram consideradas inverosímeis, política-ficção do pior gosto, que teria arruinado a carreira do mais reputado argumentista. Professores com processos disciplinares por ensinar que o sexo é determinado por um par de cromossomas, contas de Twitter suspensas por referirem que a relva é verde, violadores condenados que dizem ser mulheres para os transferirem para uma prisão feminina onde violam umas quantas reclusas, estátuas de São Junípero Serra derrubadas por justiceiros descendentes dos puritanos que massacraram os indígenas norte-americanos, mulheres desportistas que veem o seu lugar nas Olimpíadas ocupado por concorrentes com genitália masculina, filmes inocentes desqualificados como se fossem abominações horrendas (agora até o Dumbo é politicamente incorreto!), palavras de sempre que, de um dia para o outro, se transformam em termos proibidos que podem arruinar a nossa carreira ou mesmo a nossa vida… Palavras canceladas. Estátuas canceladas. Livros cancelados e, até, pessoas canceladas. Tudo deve ajustar-se aos moldes do politicamente correto. A pergunta é óbvia: enlouquecemos todos?
Sinopse:
Hjalmar Schacht é um dos protagonistas mais peculiares do nazismo. Foi graças a este génio financeiro que Adolf Hitler subiu ao poder e que as forças armadas do III Reich se tornaram as mais poderosas do mundo. Schacht esteve também ao serviço da perseguição aos judeus, depois conspirou contra o regime e foi encarcerado em cadeias e campos de concentração, num processo a que só milagrosamente escapou com vida. A traição a Hitler não evitou que viesse a ser julgado no pós-guerra, ao lado de Göring, Speer e outros acusados de crimes contra a humanidade, com os soviéticos a pedirem a sua condenação à morte. No entanto, o homem que por essa altura já salvara a Alemanha da ruína por três vezes - ao controlar a hiperinflação dos anos 20, ao neutralizar a pressão dos vencedores da I Grande Guerra para que o seu país pagasse as reparações exigidas pelo Tratado de Versalhes e, ainda, ao resolver o problema dos 7 milhões de desempregados herdados por Hitler - acabou por morrer tranquilamente na sua cama, aos 93 anos, já depois de trabalhar como conselheiro de várias economias emergentes do movimento dos não-alinhados. Esta é a história de um dos economistas mais brilhantes do século XX, uma personalidade altamente controversa, mas com muito para ensinar aos dirigentes da atualidade.
Sinopse:
"O propósito deste trabalho é o de apresentar uma visão de conjunto da diplomacia do Estado Novo no período entre a ascensão de Salazar à chefia do Governo, em julho de 1932, e a adesão de Portugal à Aliança Atlântica, em 1949. Mais do que uma interpretação das grandes linhas da política externa portuguesa nesses anos, este livro pretende ser uma crónica das múltiplas crises e desafios com que Portugal se viu confrontado e das respostas que o regime lhes deu, essencialmente no plano diplomático. O período em questão é notoriamente rico. Nele se destacam dois acontecimentos que tiveram um enorme impacto em Portugal: a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial. Para além das coleções documentais publicadas, numerosos estudos académicos debruçaram-se já, em pormenor, sobre variados aspetos da política de Salazar nessa época. Reunir numa obra de síntese, rigorosa mas acessível, o fruto desse imenso trabalho - acrescentando-lhe aqui e ali alguma investigação original - foi o que pretendi fazer."
Sinopse:
"A História Secreta dos Alimentos" é de leitura obrigatória para os verdadeiros amantes de comida, revelando factos improváveis e desconhecidos sobre tudo aquilo que consumimos. de forma divertida e controversa, Matt Siegel desvenda toda uma nova perspetiva sobre os alimentos, desmontando mitos e abordando histórias e tradições mal contadas. Será o azeite realmente italiano, ou estaremos a mergulhar o pão em óleo de candeeiro? Porque é que, de forma algo masoquista,nos sentimos atraídos por alimentos que nos podem fazer mal, como as malaguetas? Apesar de ser um clássico americano, será a tarte de maçã originalmente... inglesa? "Como espécie animal, estamos geneticamente programados para ser obcecados por comida", explica Matt Siegel enquanto revela o lado oculto de tudo aquilo que metemos nas bocas. Siegel explora várias temáticas: os mitos - e realidades - sobre uma fruta afrodisíaca, como uma das mais raras e exóticas especiarias do mundo (baunilha) passou a ser sinónimo de tendências sexuais inesperadas e qual o papel da comida nos contos populares. E ainda consegue argumentar como é que o gelado ajudou a derrotar os Nazis. "A História Secreta dos Alimentos" é uma rica e prazerosa exploração das subculturas históricas, culturais, científicas, sexuais, e, sim, culinárias, deste tão essencial reino que são os alimentos. Pode comparar-se a destreza culinária de Siegel à de Anthony Bourdain, pelo que, ao invés da faca de chef, surge equipado com um conhecimento gastronómico que foi beber a manuscritos medievais, pergaminhos chineses antigos e revistas obscuras de culinária. Divertido e fascinante, é um livro essencial para todos os foodies.
Sinopse:
"Imprevisível. Foi esta a palavra tantas vezes ouvida no início da invasão russa da Ucrânia e pelo tempo fora. A princípio duvidava. Será que iriamos mesmo entrar numa guerra? Parecia-me impossível que, em 2022, não existissem vias de entendimento suficientes para evitar um conflito de grandes proporções no continente europeu. Estava enganada. A 24 de fevereiro de 2022 eu e o repórter de imagem David Araújo encontrávamo-nos na cidade de Kiev, alvo prioritário da invasão russa de larga escala. A nossa missão era clara: dar testemunho, apesar de todas as limitações, do que estava a acontecer. Passámos por dias de grande incerteza, silêncio, amargura, medo, exaustão. Às vezes pequenas surpresas, breves alegrias. E depois aquela súbita vertigem de um míssil a mudar o correr das vidas. E os exemplos de resistência e resiliência de um país a ser interrompido e invadido - porém, insubmisso. Reunimos essa caminhada pelos primeiros meses de guerra, rente ao chão, onde estão sempre os civis em qualquer conflito." - Cândida Pinto
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Como governador do Banco de Portugal, Carlos Costa esteve no centro de alguns dos acontecimentos mais marcantes da história do País neste início de século: desde o pedido de intervenção da troika às negociações do programa de assistência, passando pela crise do sistema financeiro, que levou à queda do BES e do BANIF, e as consequências do Luanda Leaks. Reservado e de poucas palavras, foi alvo de numerosas críticas, mas preferiu o silêncio ao palco durante a época de convulsões inéditas que coincidiu com os seus dois mandatos à frente do Banco de Portugal. As suas impressões sobre esses tempos de agitação, incerteza e controvérsia (não apenas na banca como na política) eram, até agora desconhecidas, mas são finalmente partilhadas no presente livro, que é também um raríssimo exercício de memória e transparência por parte de um ex-titular de um alto cargo público. O Governador coloca-nos nos meandros das decisões mais dramáticas do Banco de Portugal ao longo da década de 2010-2020 e dá-nos a conhecer ao pormenor as guerras do líder do banco central com Ricardo Salgado, bem como as suas relações tensas com o poder político encabeçado por José Sócrates, António Costa e Mário Centeno. Resultado de várias entrevistas a Carlos Costa, conversas com figuras envolvidas nos temas aqui abordados e uma pesquisa exaustiva em arquivos, este é um documento fundamental para compreender um período particularmente importante da nossa história recente, a partir do olhar de um dos seus principais (e mais discretos) protagonistas.
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Antes de 1490, navegadores portugueses visitaram e mapearam secretamente as penínsulas da Florida, Nova Escócia e Labrador, bem como a ilha da Terra Nova, tal como mostram os mapas de Henricus Martellus e de Cristóvão Colombo, de 1490. Antes de 1501, os portugueses também já tinham mapeado a costa leste dos atuais Estados Unidos da América, desde a foz do Rio Mississippi, no Golfo do México, até Cape Cod, no Massachusetts, como se pode verificar no mapa de Cantino e noutras cartas elaboradas nos anos seguintes com base neste planisfério inovador. Antes de 1504, os portugueses descobriram a ponta mais a sul do continente americano, o Cabo Horn, e a costa do Pacífico da América do Sul e Central, como revela o globo terrestre em casca de ovo de avestruz - o Ostrich Egg Globe - feito precisamente em 1504. Antes de 1507, toda a costa ocidental do México, dos Estados Unidos da América e uma parte da costa ocidental do Canadá estavam registadas em mapas secretos portugueses, que foram levados para os grandes centros de saber da Europa e serviram de base ao mapa-mundo de Martim Waldseemuller, datado desse ano. Neste livro surpreendente e elucidativo, em que as imagens desempenham um papel central, o jornalista José Gomes Ferreira recorre a documentos até agora pouco conhecidos do grande público, bem como ao trabalho de numerosos investigadores independentes, para nos revelar as provas da descoberta portuguesa das Américas, que a História oficial teima em ignorar.
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O "grande contador da história da Rússia" (Financial Times). Nenhum país está tão dividido sobre o seu passado quanto a Rússia. Nenhum outro tem alterado a sua história tão frequentemente. O que os russos dizem dela, e como a reinventam ao longo do tempo, é um aspeto fundamental da sua memória, cultura e crenças. De forma a compreender o que o futuro da Rússia reserva - descortinar o que o regime de Putin significa para o seu povo e para o mundo - primeiro temos de compreender as ideias e significados dessa história. Em "A História da Rússia", Orlando Figes põe em evidência as vibrantes personagens que integram o riquíssimo passado daquele país, e o que elas fizeram que permanece determinante para que a atual maior nação do mundo faça sentido - da coroação de Ivan, o Terrível aos 16 anos numa catedral iluminada à luz das velas, à surpreendente prisão por parte de Catarina a Grande do marido no palácio dele, e ao fim trágico dos Romanov.
Sinopse:
Portugal pode ser pequeno no território, mas é enorme no génio popular, e os nomes das nossas vilas, lugares e aldeias são um bom reflexo dessa imaginação e criatividade. Basta um rápido olhar pelo mapa para perceber que há palavras que falam por si, dispensando explicações, mas existem outras verdadeiramente intrigantes e que não lembram ao diabo. De norte a sul, encontramos nomes de terras de todos os géneros- e proveniências. Alguns são tão sombrios que convidam os forasteiros a inverter o sentido da marcha à primeira oportunidade, outros são aparentados com lendas perdidas nos confins da memória, outros ainda derivam das características da própria terra ou da paisagem, e ainda há aqueles que são verdadeiramente infelizes, motivo de sarcasmo e anedotas, tornando-se um fardo para quem lá mora...
Sinopse:
Alguém com a experiência do autor teria de passar em revista o que foi acontecendo ao longo de cinquenta anos no setor da saúde em Portugal, evidenciando o que se conseguiu no esforço reformador e o que ficou pelo caminho. O sistema de saúde português sofreu dois embates violentos na última dúzia de anos: o ajustamento financeiro por imposição externa e a crise da pandemia Covid-19. Não recuperou ainda a sua funcionalidade, revela cicatrizes que se perpetuam e encontra-se sob ataque, justo e injusto, de muitos setores. Este é um livro essencial para ajudar a entender os fatores do bloqueio e a procurar as suas portas de saída.
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O mundo é um lugar cada vez mais estranho. Todos os dias ocorrem mudanças que não conseguimos compreender e que nos confrontam com uma ideia preocupante de regressão civilizacional. As notícias falam de guerras inaceitáveis e brutais, cisões no plano geoestratégico, ameaças à economia global, escassez de recursos energéticos, catástrofes naturais, destruição galopante do planeta e novas e perigosas doenças, consolidando o medo generalizado dos cidadãos e fazendo crescer a suspeita de que caminhamos a passos largos para o mergulho no abismo. Na origem deste cenário negro, feito de perigos reais que pervertem a noção de progresso e colocam em causa a nossa sobrevivência e o futuro das próximas gerações, encontramos uma longa sucessão de forças na sombra que, agora como no passado, desprezam o bem-estar da Humanidade e são movidas por ambições inconfessáveis. Neste livro empolgante, simultaneamente um despertar de consciências e um desafio aos céticos, Frederico Duarte Carvalho leva-nos uma viagem pela história a esses múltiplos poderes obscuros e às conspirações por eles orquestradas - as quais moldaram, irremediavelmente, a realidade hostil em que vivemos hoje. Com base numa investigação sólida e aprofundada, a que o autor se dedicou ao longo de três décadas enquanto jornalista, As Conspirações Que Mudaram o Mundo explora as intrincadas formas de atuação de sociedades secretas, lobbies políticos, famílias influentes e indústrias tão poderosas como a do armamento, convocando para esta narrativa fluida e apaixonante dezenas de figuras controversas - de Napoleão Bonaparte a Richard Nixon e George Bush Sr., passando por Adolf Hitler, Rudolf Hess ou Vladimir Putin - e célebres vítimas de conspirações, como os irmãos John e Robert Kennedy, Martin Luther King, o Papa João Paulo I, a princesa Diana Spencer e os governantes portugueses Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Um livro inquietante, esclarecedor e especialmente oportuno, numa altura em que a possibilidade de uma III Guerra Mundial, até há pouco tempo encarada como absurda, volta a pairar no horizonte.
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A Crise dos Mísseis de Cuba foi o acontecimento mais perigoso da história, quando a humanidade se deparou com o iminente confronto nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética. Durante esses dias, o mundo poderia ter acabado. O historiador britânico Max Hastings conta com mestria e talento ímpares o que aconteceu a partir das perspetivas dos protagonistas - desde os líderes políticos e militares diretamente envolvidos, até aos camponeses cubanos e aos apologistas britânicos do desarmamento nuclear. Recorre a testemunhas oculares, arquivos, documentos e diários, gravações da Casa Branca, e à análise da intricada teia geopolítica gerada, para descrever o ambiente da Guerra Fria naquele início da década de 1960 protagonizada pela Cuba de Fidel Castro, pela Rússia de Nikita Khrushchev e pela América de Kennedy; depois, para retratar os angustiantes Treze Dias em que o Armagedão, mais que possível, foi provável. Hastings, o historiador inglês mais popular da atualidade, começou a investigação deste livro convencido de que ia contar a história da maior crise político-diplomática do passado século XX. Mas, refletindo sobre o desfecho destes acontecimentos dramáticos, revela como eles continuam a reverberar até aos nossos dias.
Sinopse:
"Diplomacia em Tempo de Troika" conta factos e episódios até agora desconhecidos e por si vividos directamente, e tece comentários e análises de grande alcance e pertinência acerca da acção diplomática então desenvolvida junto da sociedade e das autoridades alemãs. Um depoimento que se reveste de "uma muito invulgar importância histórica" e que é "um contributo precioso para a História Diplomática de Portugal no século XXI", este livro conta ainda com um muito relevante prefácio de Pedro Passos Coelho.
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10 de maio de 1940. O dia em que Churchill é nomeado primeiro-ministro, Adolf Hitler invade os Países Baixos e a Bélgica. Ao longo do ano seguinte, a Alemanha nazi bombardeia Inglaterra com uma intensidade inédita. Acossado, o "Velho Leão" tenta preservar, a todo o custo, o moral do seu povo… e convencer o presidente Roosevelt de que é do interesse dos Estados Unidos entrar na guerra. Se durante este período a vida pública de Churchill é simplesmente caótica, a sua vida privada não está melhor. Ele e Clementine, a sua mulher, confrontam-se com uma filha rebelde que não aceita a autoridade deles, e o filho, Randolph, debate-se com o adultério da mulher. A partir de numerosos documentos inéditos - dos diários íntimos dos protagonistas a documentos confidenciais recentemente desclassificados - Erik Larson devolve à política a sua dignidade, fazendo-nos viver ao lado de Churchill num ano absolutamente excecional. Seja no 10 de Downing Street ou na sua residência privada, este homem de recursos inesgotáveis, e sempre surpreendente, dará provas de liderança fora do comum, que lhe permitirá manter todo um país - e a sua uma família - unidos.
Sinopse:
O mundo moderno é construído sobre matérias-primas - desde o combustível que alimenta os nossos carros até aos metais que permitem fazer as baterias dos nossos smartphones. Raramente paramos para pensar de onde é que eles vêm. Mas devíamos. Em "O Mundo à Venda", Javier Blas e Jack Farchy, dois jornalistas de renome levantam o véu sobre os cantos menos escrutinados da economia do mundo: o trabalho de negociantes de matérias-primas bilionários que compram, acumulam e vendem os recursos do planeta. É a história de como um grupo de homens de negócios aventureiros se tornou uma ferramenta indispensável nos mercados globais: permitindo uma enorme expansão no comércio internacional, e ligando países ricos em recursos - independentemente de serem corruptos ou estarem envoltos em guerras - com os centros financeiros de mundo. E é a história de como alguns comerciantes adquiriram poder político incalculável, mesmo debaixo do nariz de entidades reguladoras e de políticos - ajudando Saddam Hussein a vender o seu petróleo; alimentando o exército rebelde líbio durante a Primavera Árabe; e levando dinheiro ao Kremlin de Vladimir Putin, apesar das sanções ocidentais. O resultado é uma viagem esclarecedora através das fronteiras mais selvagens da economia global, assim como um guia revelador de como o capitalismo realmente funciona.
Sinopse:
"Desde o Ultimato de 1890, a defesa do Ultramar era uma constante da política portuguesa. Atravessara intacta as últimas décadas da monarquia e toda a época conturbada da Primeira República. Para os ideólogos do Estado Novo, formados no culto da Nação, proteger esse legado sagrado tornara-se a razão de ser do regime. Alienar qualquer parte do que consideravam ser o território nacional parecia-lhes um sacrilégio. Para esses, o regime representava a própria emanação da pátria e do seu destino histórico. Para os outros era apenas a situação, que garantia a tranquila existência das elites e a preservação dos seus privilégios. A defesa das colónias e a defesa do regime tornaram-se consubstanciais. Não era possível desistir de uma sem abandonar a outra. Para Salazar, abdicar de qualquer parcela do território nacional era impensável. Marcelo Caetano, quando chegou ao poder em 1968, teve a oportunidade de procurar uma saída para uma situação de impasse que já se tornara notória. Ainda hoje é difícil explicar porque não o tentou." - Bernardo Futscher Pereira
Sinopse:
Quando se consumou a independência do Brasil: em 1822, quando foi proclamada, ou em 1808, com a chegada da corte ao Rio de Janeiro? Como se pode explicar que o Brasil tenha nascido como uma monarquia constitucional no meio das recém-proclamadas repúblicas hispano-americanas? De que forma, nos planos político, ritual e simbólico, a legitimidade dinástica se combinou com o novo estatuto atribuído à nação nos dois lados do Atlântico? Qual o papel da imprensa e do publicismo nos anos de rutura? De que forma o liberalismo político pôde coexistir com a escravatura? Por que razão as diferentes capitanias do Brasil não se fragmentaram no processo de independência, como aconteceu nos territórios hispânicos vizinhos? Como surgiu a ideia do Brasil como uma unidade política e dos brasileiros como uma identidade e uma cidadania diferenciadas?
Sinopse:
Será possível alcançar a paz, mudando mentalidades, ordem geopolítica e crenças? Um livro mais atual que nunca! Publicado originalmente em 1940, A Nova Ordem Mundial, do prolífico e premiado autor H. G. Wells, trouxe à luz nessa altura, como o faz agora, várias questões geopolíticas, sociais e humanas. Neste livro encontramos as fascinantes reflexões de H. G. Wells sobre a Nova Ordem Mundial, abrindo a discussão sobre quais as condições para a alcançar, o que cada um de nós pode e deve fazer para que se concretize e o que realmente significa paz no mundo. Esta maravilhosa obra-prima da teoria especulativa vai atrair seguidores das obras seminais de Wells, bem como aqueles que se interessam pelas várias teorias sobre o futuro da humanidade. "A Nova Ordem Mundial" trata-se de uma cartilha sobre o mundo vindouro. Que pode seguir um caminho pacífico ou ser uma Nova Ordem Mundial como aquela imaginada por Napoleão, Adolf Hitler e tantos outros líderes totalitários. Segundo Wells a liberdade do mundo pode estar em perigo e os leitores precisam de estar conscientes destes movimentos históricos.
Sinopse:
Em 1968, o chancelar alemão Kurt Georg Kiesinger foi esbofeteado em público, perante as câmaras de televisão, por uma jovem e atraente caçadora de nazis chamada Beate Klarsfeld. O momento seria o princípio do fim da carreira de um dos muitos cúmplices de Adolf Hitler que, apesar do seu currículo maldito, triunfaram de forma retumbante no pós-guerra. Mas ao contrário de Kiesinger, denunciado nesse instante de vergonha pelos seus antecedentes sombrios, muitos outros destacados nazis mantiveram-se impunes e não encontraram obstáculos à sua ascensão, fosse na própria Alemanha, fosse em países vencedores do conflito como os Estados Unidos. Reinhard Gehlen, criminoso de guerra e responsável pela inteligência militar na frente leste, fundou e dirigiu os serviços secretos da República Federal Alemã. Adolf Heusinger, chefe de operações no alto comando das forças armadas de Hitler, alcançou a presidência do comité militar da NATO. Ernst Achenbach, grande angariador de fundos para o Partido Nacional Socialista e organizador do saque à economia da França sob ocupação, esteve à frente da comissão dos Negócios Estrangeiros do parlamento germânico e chegou até a ser indicado para comissário europeu. Rudolf Diels, primeiro chefe da Gestapo, membro das SS e figura envolvida no incêndio do Reichstag em 1933, acontecimento decisivo para consolidar o poder nazi, foi contratado pela CIA como caçador de comunistas. Otto Skorzeny, protagonista de numerosas operações especiais rocambolescas, entre as quais o rapto de Mussolini de uma fortaleza inexpugnável, tornou-se espião ao serviço de Israel, personificando uma das reviravoltas mais insólitas e irónicas deste conjunto de figuras. E há ainda os casos de Albert Speer, Wernher von Braun e Friedrich Paulus, entre outros militares, políticos e espiões que ocultaram o seu currículo manchado de sangue para renascer das cinzas do Terceiro Reich ou que, bem pelo contrário, se serviram precisamente da experiência adquirida no regime nazi para triunfar num tempo que estende os seus tentáculos até aos dias hoje, de forma frequentemente inesperada… Éric Branca, jornalista e historiador francês, desmonta de forma implacável o percurso de uma galeria de personagens negras nesta saga que se lê com sofreguidão.
Sinopse:
À medida que avançamos pelo século asiático adentro, prestamos cada vez mais atenção à China - a superpotência económica, a sociedade em rapidíssima modernização, o jogador geopolítico crescentemente assertivo. Para irmos além dos chavões sobre esta antiga e prestigiada nação, devemos conhecer o seu passado vibrante e tumultuoso - uma história repleta de personagens fascinantes, de celeumas filosóficas e de golpes palacianos, de conflitos militares e de tumultos sociais, invenções artísticas e inovações tecnológicas. "A Mais Breve História da China" conta o caminho percorrido por este país, desde as suas origens tribais e eras imperiais até ao Partido Comunista liderado no presente por Xi Jinping - incluindo as pouco conhecidas histórias das mulheres chinesas que se distinguiram, e os espetros da corrupção e da desunião que continuam, ainda hoje, a ensombrar a República Popular. Uma talentosa escritora e historiadora rigorosa, a sinóloga Linda Jaivin resume, de forma magistral, o percurso desta civilização e o seu presente poder global num livro de leitura indispensável.
Sinopse:
Na Primavera de 1839, o Reino Unido invadiu o Afeganistão pela primeira vez. Aproximadamente 20000 soldados submeteram o país e repuseram Shah Shuja ul-Mulk no trono. Mas, passados dois anos da ocupação, o povo afegão aderiu à chamada para a jihad e rebelou-se com grande violência. As tropas britânicas recuaram para as montanhas enfrentando ventos gelados e foram derrotados pelas tribos afegãs - foi a maior humilhação militar britânica do século XIX. Recorrendo a uma série de fontes históricas afegãs e indianas esquecidas, a magistral narração de William Dalrymple do maior desastre imperial britânico é uma poderosa parábola da ambição colonial e de choque cultural, de loucura e de húbris. "O Regresso de um Rei" é história na sua forma mais urgente e importante.
Sinopse:
Num Mundo onde as sociedades apregoam, cada vez mais, a igualdade social, a Europa alberga dez monarquias, cujos chefes de Estado são soberanos hereditários. Ontem como hoje, o fascínio pelo universo dos reis e das rainhas, dos príncipes e das princesas continua bem vivo e as novas tecnologias vieram, ainda mais, incrementar o seu mediatismo. As casas reais souberam acompanhar a evolução dos tempos e aderiram às redes sociais, promovendo o seu trabalho (e o seu glamour). Paralelamente, os fãs desta instituição e destas personalidades também criaram perfis para enaltecer os royals. Quer isto dizer que o imaginário do sonho e dos contos de fadas continua, paradoxalmente, a existir hoje, porque a realeza é uma simbiose de passado e presente, de tradição e atualidade. "As Dez Monarquias da Europa" pretende dar a conhecer melhor os chefes de Estado destas casas reais e a forma como estas funcionam atualmente é o magno objetivo desta obra, pretendendo-se ainda traçar as crónicas de vida dos soberanos; as suas histórias de amor e casamentos; as suas coroações e investiduras no papel de soberanos; e, não menos importante, abordando também os filhos, que representam, afinal, a continuidade de uma instituição tão milenar quanto fascinante. Quem escolhe o monarca? Como funciona a instituição monárquica? Que está por trás deste fascínio pelo mais antigo e exclusivo clube do Mundo, ao qual só se pertence por nascimento ou casamento? Que alterações trouxe a chegada de uma nova geração de plebeus às cortes europeias? O que significa ser rei hoje? São algumas das questões a que esta obra pretende responder.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: Neste segundo volume, encontramos Kvothe no exílio, sem dinheiro e isolado, envolvido em intrigas políticas, aventuras, amor e magia. O mais poderoso mago da sua época prossegue o caminho como um herói e descobre a dura realidade de se tornar uma lenda. Patrick Rothfuss regressa com um livro arrebatador que aprofunda ainda mais o universo fascinante das Crónicas do Regicida. Com uma narrativa intensa e repleta de mistério, este segundo volume oferece aos leitores uma jornada emocionante e imprevisível, em que os limites entre a lenda e a realidade se tornam cada vez mais ténues. A continuação de uma das maiores obras-primas da fantasia contemporânea. Uma leitura arrebatadora.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 424
Sinopse: UMA PROFECIA MARCADA PELA MORTE. UMA ARMA FORJADA NA ESPERANÇA. UM AMOR QUE PODE SER O SACRÍFICIO FINAL. Depois da devastadora batalha na Baía da Sereia, Arwen Valondale ruma ao misterioso Reino de Citrine. De coração despedaçado pela perda da mãe e abalada pelos poderes que mal começou a compreender, Arwen só consegue focar-se numa coisa: a traição de Kane Ravenwood, o homem que quebrou a sua confiança e o seu coração. Kane lidera agora a perigosa missão para encontrar a Lâmina do Sol, a única arma capaz de destruir o tirano Rei Fae, Lazarus. A tensão entre eles é palpável, a trégua frágil... e os sentimentos que Arwen tenta reprimir ameaçam consumir tudo. Kane está disposto a mergulhar nas trevas para a proteger. Mas a que custo? O destino de Arwen está selado por uma profecia e falhar não significa apenas a sua queda, mas a destruição de todos os que ama.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 576
Sinopse: Mische fez o derradeiro sacrifício para salvar aqueles que ama e mergulhou o mundo numa noite eterna. Agora, Asar, aprisionado pelos deuses e obcecado pela ideia de vingança, está desesperado por reencontrá-la. Quando uma deusa lhes oferece um caminho para a redenção e o regresso um ao outro Asar e Mische embarcam numa missão extraordinária. Juntos, devem tomar o poder do deus da morte para que Asar possa realizar o impossível: ascender à verdadeira divindade. A viagem levá-los-á por reinos mortais e imortais, ao lado de velhos amigos e inimigos implacáveis. Mas, enquanto o submundo oscila à beira do colapso e os deuses se preparam para a guerra, Asar e Mische têm de decidir o que estão dispostos a sacrificar pelo poder de desafiar a morte. Num jogo de deuses vingativos e traições ancestrais, existem algumas dívidas que nem o amor consegue pagar.
