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Nº Páginas: 128
Sinopse:
Lisboa e Fernando Pessoa são indissociáveis, como o demonstra Marina Tavares Dias, profunda conhecedora da cidade e também da vida e obra do poeta. Viagem única através de textos e de imagens inéditas da época, este passeio pela Lisboa pessoana remete-nos para uma Baixa Pombalina alegre e animada, muito diferente da actual, e para uma cidade em que bairros residenciais, como Campo de Ourique, eram ainda considerados pitorescos e muito longínquos do centro. Um passeio memorável e uma vivência ímpar de cenários que o poeta conheceu, tal como ele os conheceu. Eis o que Marina Tavares Dias nos oferece nestas páginas.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Este livro recorda uma Lisboa em parte desaparecida, que iniciou um movimento de cosmopolização no final dos anos 80. É a Lisboa das tascas e casas de pasto, do fecho dos cinemas históricos, do arranque da vida nocturna no Bairro Alto, da liberdade no mítico Frágil, das bandas rock portuguesas, dos encontros e desencontros na era das cabines telefónicas, do grande incêndio no Chiado, dos últimos alfaiates, das primeiras reconstruções urbanas preservando cirurgicamente as fachadas. Daniel Blaufuks recupera aqui uma Lisboa poética, que manteve sempre na mira da sua câmara, registando-a agora num livro único e irrepetível.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Condenação do fariseísmo social e da cegueira política patentes num dado instante (aliás temporal) da vida portuguesa (em que Lisboa aparece tão literalmente identificada como Pôncio Pilatos no Credo), a peça Jesus Cristo em Lisboa surge também como um Auto de Fé, com todos os respectivos ingredientes da acusação, do juízo e da sanção mortal — episódio do grande teatro do mundo. Nem lhe falta a moralidade conclusiva, a mensagem, por isso que, auto, é também moralidade, como se na peça se reunissem os dados peculiares a um auto sacramental de apologia do Amor. E, todavia, talvez escandalizados com a peça, continuaremos a crucificar Jesus com os pregos dos nossos pecados… Diremos então que, não sendo um discurso racionalista, ou dialéctico, ele aduz uma doutrina, como se a tragicomédia fosse algo que está para além do teatro, mas antes busca re-situar o querigma primeiro, a boa nova da alegria, na escuridão das trevas. Nem lhe falta a chave de ouro do maior dos mistérios: "Amai-vos uns aos outros" (Sétimo Quadro). João (15, 12) acrescentara, para haver modelo de referência: "como Eu vos amei".
Nº Páginas: 256
Sinopse:
A pandemia da covid-19 mudou as nossas vidas de forma repentina e, até hoje, nada voltou a ser o mesmo. Para quem viveu a pandemia por dentro, nos corredores da CHULC ou nas camas dos seus hospitais, a pandemia são mais do que números, são pessoas, são imagens, são fotografias de quem teve de lidar com o desconhecido, sem saber o que faria falta, o que uma estrutura hospitalar antiga poderia oferecer e como é que se podia dar conforto (físico e psicólogo) aos doentes e aos profissionais. Um livro sobre a resiliência de quem teve de criar um clima de trabalho agradável e sereno, de interajuda e de partilha de experiências ao mesmo tempo que teve de manter a sua saúde mental e física e a saúde dos (muitíssimos) doentes que estavam a seu cargo. Um livro sobre a resistência de quem se recusou a entregar-se ao desespero, à vontade de desistir e ao grande sofrimento que a doença infligiu no seu corpo. Todos tivemos covid-19 e estas são as "Imagens do Cuidar".
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Num tempo de grande incerteza e insatisfação para a sociedade portuguesa, o poeta e cantor José Afonso ousou anunciar a possibilidade de um mundo diferente, mais justo, fraterno e equilibrado. Fê-lo com inegável talento tanto na letra como na música, sem embarcar em linguagens simplistas nem em fórmula dogmáticas e assim cativou muitas atenções para lá do círculo restrito daqueles que com ele se podiam identifica r a um nível meramente político."
Nº Páginas: 48
Sinopse:
Há um livro infanto-juvenil chamado Sidewalk Flowers onde uma menina, a passear com o pai, vai recolhendo flores pelo caminho, para depois as distribuir e oferecer mais adiante. A história não tem palavras, nem precisa. Também através de imagens, e inspirado por esta atenção às pequenas coisas, aos pequenos gestos, ao dia-a-dia, Pedro Serpa, no seu primeiro livro de fotografia, apresenta uma visão muito pessoal sobre um mundo íntimo, mas um mundo íntimo que se partilha, imagem a imagem, num gesto que nasce de um instante mas depois se prolonga, e permanece, como as flores distribuídas pela menina do livro.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Ensaios sobre Fotografia" é um conjunto de ensaios em que Sontag examina uma série de problemas - a um só tempo estéticos e morais - levantados pela presença e autoridade da imagem fotografada nas nossas vidas. Uma obra de referência na discussão sobre o papel da fotografia entre a experiência e a realidade, "Ensaios sobre Fotografia" valeu a Susan Sontag a atribuição do prestigiado prémio do National Book Critics Circle.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Entrevista de José Jorge Letria a Eduardo Lourenço.Depois do livro de Urbano Tavares Rodrigues, o fio da memória, uma colecção da Sociedade Portuguesa de Autores e da Guerra e Paz Editores, apresenta agora Eduardo Lourenço:A História é a Suprema Ficção, um livro que dá voz, numa entrevista memória, a um dos maiores pensadores da cultura portuguesa dos séculos XX e XXI.
Nº Páginas: 0
Sinopse:
"Eça deQueiroz - Fotobiografia - Viagem pela Vida e Obra" alicerça-se numa ordenação cronológica, com capítulos temáticos específicos que enriquecem a informação que se pretende transmitir: as viagens, as relações comos editores, elementos autobiográficos, as dissimulações, o drama do dinheiro, o drama da doença, o casamento, o retrato que dele fizeram os contemporâneos, os prazeres da mesa, a vida diplomática, etc. Grande parte deste manancial fotográfico encontra-se no arquivo de Tormes, outros documentos pertencem à Biblioteca Nacional, sendo muitos outros do arquivo do autor.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Concebido e redigido durante a fase de gestação do imaginário da modernidade, "Do Espiritual na Arte" dá testemunho de um momento crucial de pesquisa estética de um novo sistema de representação, vivido na atmosfera eufórica da descoberta da Necessidade Interior, assente numa vontade de se assumir como principio da história ou de uma nova era, segundo uma intenção idêntica àquela que Marinetti, pouco tempo antes, havia alardeado para o seu Futurismo Total. E, contudo, à fisicidade imagística do Super-Homem socio-ideológico do escritor e teórico italiano, opôs Kandinsky a espiritualidade do Parsifal wagneriano, ainda que moldada na mesma crença modernista da fusão do individuo condutor da humanidade no mundo sobrerreal arquitectado.
Nº Páginas: 212
Sinopse:
Qual a diferença entre uma coluna dórica e uma coluna jónica? Como funciona um arcobotante? Quais os princípios orientadores da arquitectura moderna? De que forma difere o restauro da conservação? Se sempre desejou saber a resposta a estas perguntas - ou se se questionou sobre a diferença entre um mero edifício e uma obra de arte edificada -, este livro proporciona-lhe uma introdução perfeita ao mundo da arquitectura. Explorando a profusão de conceitos subjacentes às diversas formas e criações do ambiente edificado, Philip Wilkinson explica-nos de forma clara e concisa os principais conceitos e ideias da história da arquitectura. Com um discurso envolvente e conhecedor, Wilkinson sintetiza os movimentos arquitectónicos mais significativos, ilustrando-os com as mais importantes e representativas obras de grandes arquitectos. Este guia essencial oferece um novo entendimento da arquitectura, avaliando o seu profundo impacto no mundo em que vivemos através da análise documentada das raízes ancestrais da arquitectura da antiga Grécia, dos desenvolvimentos revolucionários de finais do século XIX, da qualidade escultural do Expressionismo, da forma depurada dos edifícios de betão e vidro e dos novos rumos traçados pela arquitectura verde.
Nº Páginas: 146
Sinopse:
NOVO LIVRO DO FOTÓGRAFO JOÃO PINA, após o impacto político, social e comercial de CONDOR (Tinta-da-china, 2014). FOTOGRAFIAS VENCEDORAS DO GRANDE PRÉMIO ESTAÇÃO IMAGEM 2017. Enquanto o Rio de Janeiro se preparava para o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos de 2016, esperava-se que acontecesse uma imensa transformação na dita "Cidade Maravilhosa". 46750 é o número de homicídios que ocorreram na região metropolitana do Rio de Janeiro entre 2007 e 2016, durante essa tal transformação, e foi a partir desse número, e de tudo o que ele representa, que João Pina concebeu este livro. O fotógrafo percorreu a cidade ao longo de vários anos, e particularmente entre 2013 e 2016, documentando o Rio de Janeiro mais invisível nos anos de todas as promessas. Foi às favelas, aos estaleiros das imensas infra-estruturas construídas para os dois maiores eventos desportivos do mundo, esteve no centro das barricadas — físicas e simbólicas —, ouviu histórias de ambos os lados. Este livro retrata uma cidade em mutação, mas que apesar de disso não se livra da sua histórica violência, das clivagens sociais, do espírito de improvisação e de um quotidiano imprevisível.
Nº Páginas: 436
Sinopse:
Com textos originais de Carlos Matos Gomes, Adelino Gomes e Fernando Rosas, e intervenções de Vhils sobre imagens icónicas de Cunha - para a capa e separadores. No dia 25 de Abril de 1974 (uma quinta-feira, tal como voltará a acontecer em 2024), Alfredo Cunha estava em Lisboa e fotografou a revolução nos seus principais cenários, captando imagens icónicas que perduram até hoje associadas ao acontecimento que mudou a História de Portugal. Para celebrar os 50 anos de democracia, Alfredo Cunha concebeu, a partir das suas imagens, um livro em três partes: "Guerra" — com texto de Carlos Matos Gomes, militar de Abril e da guerra colonial; "Dia 25 de Abril" — com texto de Adelino Gomes, repórter que acompanhou os acontecimentos em Lisboa; "Depois de Abril" — com texto de Fernando Rosas, historiador e protagonista destes anos quentes.
"Este dia 25 de Abril não me pertence. É o 25 de Abril do Alfredo Cunha, então com 20 anos e que logo no início da carreira tem inesperadamente o dia mais importante da sua vida de fotógrafo. Uma dádiva e uma maldição. Há 50 anos que incansavelmente fotografa, expõe e publica como que para fugir e de novo voltar a esse dia. Quando me apresentou a maqueta deste livro, colocou-a em cima da mesa e disse: ‘Acabou. Está resolvido.’ Esta é uma obra monumental, histórica e teoricamente impossível. Meio século depois do 25 de Abril, consegue reunir o fotógrafo que esteve presente em quase todos os momentos do dia e dos meses que se seguiram; o olhar do militar no terreno, Carlos Matos Gomes, que pertenceu ao Movimento dos Capitães; o olhar do repórter suspenso, Adelino Gomes, que perante o desenrolar dos acontecimentos marca o momento em que nasce a liberdade de expressão, ao conseguir um microfone emprestado para colocar a revolução no ar; e o do ativista na clandestinidade, Fernando Rosas, hoje historiador jubilado. Pediram a Vhils para selar esta obra, como se se tratasse de uma cápsula feita para enviar para o futuro, para ser lida e vivida, dado ter sido escrita e fotografada por quem viveu apaixonadamente uma revolução, mas, 50 anos depois, se prestou a depositar aqui o seu testemunho analítico." - Luís Pedro Nunes, Prefácio
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Entre o final de 1963 e o início de 1964, quatro rapazes embarcaram numa viagem que os marcaria para sempre, e ao mundo, transformando-os num sucesso internacional e mudando o curso da história da música. Paul McCartney, um dos "Fab Four" de Liverpool, usa a sua máquina fotográfica de 35mm para fazer o registo desses dias passados em seis cidades – Liverpool, Londres, Paris, Nova Iorque, Washington, D.C., e Miami. Resgatadas ao acervo particular do autor, estas 275 fotografias que aqui se apresentam, muitas delas pela primeira vez, revelam-nos a essência dessa ocasião explosiva e mágica. "1964: Olhos da Tempestade" inclui ainda um prefácio pessoal, no qual McCartney relembra o pandemónio dos espetáculos na Grã-Bretanha, e a histeria com que a banda foi recebida na sua primeira visita aos Estados Unidos; e Beatlelândia, uma introdução da historiadora Jill Lepore, que descreve como os Beatles se tornaram o primeiro fenómeno verdadeiramente global da cultura de massas. Com um design elegante, este livro cria um registo intensamente dramático da primeira viagem transatlântica dos Beatles, documentando essa "abrupta alteração na juventude, que parece ter-se cristalizado em 1964".
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Um filme pode marcar-nos para sempre. Pode levar-nos a tomar decisões há muito adiadas ou a pôr em causa as nossas atitudes mais drásticas; a reconciliar-nos com a vida ou a confrontar-nos connosco próprios. Um filme pode ser uma pequena ou uma grande lição de vida. É isso que nos diz este livro. "100 Filmes que Podem Mudar a Sua Vida: o Livro de autoajuda de Hollywood" serve-se diretamente da inesgotável fonte de inspiração para a nossa existência que é o cinema e revela-nos, com convicção, paixão e humor, os ensinamentos que podemos retirar de uma centena de películas célebres produzidas por Hollywood desde os anos 80 até hoje.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
A Colecção José Santos Fernandes compõe-se maioritariamente de bilhetes-postais ilustrados do Concelho de Cascais. Não obstante, comporta, também, outras peças impressas e manuscritas, como brochuras, programas, cartões, circulares e recibos, para além de provas em papel fotográfico e de reproduções de imagens, de menor qualidade, mas cujo original se desconhece. Obra de grande qualidade e interesse histórico.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
Neste diário, em que as aventuras sentimentais dum azulejo branco serão narradas por ele mesmo, que cada dia tira uma foto do seu estado emocional e tenta traduzir em sensações as cores, as imagens, o brilho que esta arte portuguesa soube produzir.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Teimosia do ferro de um lado, velocidade orgulhosa do outro. Estas esculturas habitadas de Maria Leal da Costa são então também música em potência.Gonçalo M. TavaresMaria Leal Costa é a pessoa que encontra estas coisas dentro de outras, onde nós vemos terra informe, ela vê criação, criaturas, riscos de uma beleza insuspeitada.Afonso CruzÉ à natureza que Maria Leal da Costa pede emprestadas as matérias necessárias a uma alquimia de gestos, pessoalíssima e intransmissível, pela qual as obras que projecta encontram o seu apuro e o seu equilíbrio.Carlos BaptistaO meu trabalho é uma procura constante de Beleza, uma ferida que me empurra para a busca do infinito e do eterno que está dentro de mim. Percorrendo um caminho de felicidade.Maria Leal da Costa
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 280
Sinopse: Um manifesto romântico sobre os destroços do conceito de cidade que é também um apelo à sua reconstituição Talvez nunca se tenha falado tanto de cidade como hoje e, no entanto, ao longo da história multimilenar deste conceito, se calhar nunca estivemos tão distantes de o entender plenamente. É, por isso, imperioso tratar a cidade do ponto de vista ontológico. Contudo, perante algo tão concreto, há que ponderar o modo de nos reaproximarmos dessa materialidade. Aparentando ser um manifesto romântico sobre uma causa perdida, A Beleza de Um Corpo Nu avalia os destroços do conceito de cidade e apela às possibilidades concretas da sua reconstituição. Com esse intuito velado, o livro percorre mitos, ética, morte, arquitecturas, descendências suburbanas legítimas e ilegítimas e, por fim, a coisa política enquanto razão de ser.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: OS GRANDES ACONTECIMENTOS DO ANO NUM LUXUOSO ÁLBUM FOTOGRÁFICO PARA GUARDAR Os repórteres fotográficos da Agência Lusa estiveram nos grandes momentos nacionais e internacionais, e registaram em imagens memoráveis os aspectos mais significativos do ano. Neste álbum para coleccionadores, a memória de 2025 ganha as cores e a vivacidade de imagens que vão perdurar na nossa memória.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
Através deste guia didáctico, o leitor poderá esclarecer questões cromáticas, aprender truques básicos, recorrer a conselhos úteis e praticar alguns exercícios que lhe são propostos, podendo sempre recorrer ao apoio da imagem.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 280
Sinopse: AS EXPOSIÇÕES POLÍTICAS ATRAVÉS DAS QUAIS O ESTADO NOVO ENCENOU O PODER E CONSTRUIU UMA NARRATIVA DE PROPAGANDA Combinando história, arte e arquitetura efémera, as exposições políticas celebraram o sistema vigente. Foram sempre pensadas como espaços sedutores, espetáculos urbanos onde se encenava o poder para alcançar resultados políticos muito claros. Por detrás do brilho, das luzes e das cenografias, com recurso a uma base documental ampla (e até inédita), revela-se um trabalho nem sempre linear, marcado por debates, tentativas, erros e ensaios de propaganda, um percurso que coloca Portugal num lugar de destaque no grande palco político dos anos 30. Este livro, tal como a mostra homónima que esteve patente no Padrão dos Descobrimentos, propõe uma viagem através das exposições políticas realizadas em e por Portugal entre 1934 e 1940, incluindo os pavilhões portugueses apresentados nos certames internacionais de Paris (1937) e Nova Iorque (1939), culminando na Exposição do Mundo Português de 1940.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: UMA HISTÓRIA VERTIGINOSA E EMBRIAGANTE DO CAIS DO SODRÉ NOCTÍVAGO UM LIVRO QUE COMEÇA NA IDADE MÉDIA E SÓ ACABA NA MADRUGADA DO PRÓXIMO SÁBADO. Nascido fora das muralhas de Lisboa em bairros de operários navais, marinheiros, mercadores e muita gente suspeita, o Cais do Sodré foi sempre uma espécie de cidade-livre dentro da cidade. Um dos modos de o narrar é entrar na sua noite. Nela descodificam-se as marginalidades e identificam-se mutações sociais, hedonísticas, culturais e políticas, todas conectadas, que continuam a fazer do Sodré um lugar único. Esta é uma obra de história, tão concisa quanto fragmentária, porque o Cais é um caleidoscópio desde o começo. Como chegou ao estatuto infame de red light district? Como se rejuvenesceu nos anos 1980-90? Como alcançou o sucesso turístico no século XXI? A verdade é que, ainda hoje, o Sodré não pára de se reinventar. Um livro de João Macdonald (coordenação e texto), Guiomar Belo Marques (texto), Carlos Machete Ramadinha (produção) e Luís Carlos Amaro (design).
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 144
Sinopse: O registo em livro da notável obra arquitectónica de Norte Júnior Livro feito a partir da exposição que lhe foi dedicada em 2024 no MU.SA/Museu das Artes de Sintra. A partir da exposição sobre a obra arquitectónica de Norte Júnior organizada pela Câmara Municipal de Sintra, e da comemoração dos cem anos do antigo Casino de Sintra, actual MU.SA/ Museu das Artes de Sintra, que decorreu entre Junho e Setembro de 2024 neste mesmo edifício, tornavase imperativo transpor para livro os conteúdos daquela mostra, por forma a deixar para o conhecimento futuro o conjunto dos elementos e documentos desenhos, fotografias e textos coligidos, criados e/ou desenvolvidos nesse quadro. O arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior (18781962) foi dos mais significativos autores de Arquitectura Ecléctica em Portugal, criador de extensa obra que atravessou um tempo longo, com trabalhos notáveis realizados em fases estilísticas diversas, desde a época da Arte Nova e da «Casa Portuguesa» (19001920) até ao Modernismo e à Arquitectura do Estado Novo (19301950).
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 128
Sinopse: «Em 1951, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Licínio Presa, aprova a demolição do Palácio de Cristal, para dar espaço à construção de um novo edifício o Pavilhão dos Desportos , com arranque previsto para o ano seguinte, a tempo de acolher o Campeonato Mundial de Hóquei em Patins. E o jovem arquiteto José Carlos Loureiro seria o eleito para tomar as rédeas deste projeto. Palco de múltiplos eventos desportivos, comícios democráticos e de várias edições da Feira do Livro, o pavilhão que em 1991 tomou o nome da campeã olímpica Rosa Mota entrou, contudo, num processo acelerado de deterioração a que urgia pôr fim.» DE PALÁCIO DE CRISTAL A SALA DE ESPECTÁCULOS COM JARDIM dois novos volumes da colecção «fazer cidade», dedicada ao porto vol. 4 coordenação Vasco Ribeiro (dir.), Ricardo Gomes, João Oliveira autoria Elisabete Felismino A COLECÇÃO «FAZER CIDADE»
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 176
Sinopse: «A história do Mercado do Bolhão começa muito antes da construção das suas paredes ou de desenhados os contornos de um edifício que viria a tornar-se símbolo da Baixa do Porto. De terrenos agrícolas se fizeram ruas; de um lameiro nasceria uma praça cuja alma se manteve até aos dias de hoje. Ainda antes dos pregões e das bancas coloridas e perfumadas com centenas de produtos frescos, foi necessário abrir as primeiras ruas. Volvidos quase cem anos sobre a sua construção, o Bolhão acusava o peso da idade, remediado por pouco mais do que soluções de curto prazo algumas aplicadas ao arrepio do projeto de Correia da Silva. Uma recuperação do Bolhão teria, por isso, de incidir, em simultâneo, na reabilitação do edifício e da `leitura de conjunto perdida e na sua adaptação ao conceito de um mercado de frescos para o nosso tempo e para o vindouro.» UM MERCADO DE FRESCOS ANTIGO QUE ENUNCIA O SEU FUTURO dois novos volumes da colecção «fazer cidade», dedicada ao porto vol. 3: coordenação Vasco Ribeiro (dir.), Ricardo Gomes, João Oliveira Autoria: Cláudia Coutinho de Sousa, Maria João Leite, Olga Teixeira, Rui Ochôa A COLECÇÃO «FAZER CIDADE» Ao longo dos últimos dez anos, o Porto conheceu profundas transformações urbanas e humanas. Reconhecidamente, a cidade apresenta hoje melhor qualidade de vida e mais coesão social. Tem uma vida cultural vibrante e cosmopolita. Está mais moderna, competitiva e sustentável. Goza de maior projecção nacional e internacional. A sua população é multicultural e socialmente diversa. «Fazer Cidade» é o que podemos chamar ao processo transformativo em curso no Porto. Um processo complexo e multifacetado que, numa organização temática, damos a conhecer nesta colecção de livros.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 424
Sinopse: O PRIMEIRO GRANDE ESTUDO DA «OBRA EM REVOLUÇÃO» DE JOÃO ABEL MANTA, REUNINDO A MAIS VASTA AMOSTRA DE UM TRABALHO GRÁFICO VIVO, QUE É TAMBÉM O SÍMBOLO DE UMA ÉPOCA. «Cinco da manhã. Deram¿me logo o alarme, liguei o rádio e pus¿me à escuta. (¿) Fiquei tão entusiasmado que nunca mais parei ¿ comecei, nesse mesmo dia, a fazer tantos bonecos que até sobravam para o dia seguinte!» ¿ João Abel Manta Em Abril de 1974, João Abel Manta tinha já feito uma revolução no cartoon nacional. No ano e meio que se seguiu, juntou essa revolução nas folhas de jornal à que corria pelas ruas, onde o seu cartaz «MFA, POVO» se tornou num símbolo desses dias. Passado o tempo das utopias, ainda regressou para nos lembrar dos anos de Salazar e avisar da importância de combater esse fantasma, combate que ele começara ainda na adolescência. Essa obra em revolução ¿ uma das mais importantes no século XX português ¿ continua viva e tem aqui o seu primeiro estudo. JOÃO ABEL MANTA nasceu em Lisboa, em 1928, filho dos pintores Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura Manta. Foi arquitecto, desenhador, gravador, ilustrador de livros, cartoonista, cenógrafo e figurinista de teatro, criador de painéis de azulejos e tapeçarias, designer de selos, moedas e cartazes e pintor. Expôs em Portugal e, lá fora, em São Paulo, Lugano, Madrid, Medellín, Tóquio, Leipzig, Berlim e Londres, onde chegou a viver e trabalhar. Foi duas vezes premiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. De 1969 a 1979, foi o mais importante cartoonista português em três jornais de referência, sem cobrar um centavo. Tem obra pública de azulejaria e calçada portuguesa em Lisboa e Coimbra. Desde 1982 que se dedica quase exclusivamente à pintura.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 672
Sinopse: Reunião das entrevistas para a imprensa de um dos mais destacados músicos e compositores de Portugal. «O artista não é o autor do futuro, é um resultado do futuro.» José Mário Branco Reunindo 119 entrevistas para a imprensa, esta obra torna acessível a invulgar dimensão autorreflexiva de José Mário Branco ao longo de 49 dos mais de 50 anos de actividade musical. Nestas conversas, aqui organizadas cronologicamente (1970-2019), percorrem-se vários temas essenciais no percurso de um dos mais destacados músicos e compositores de Portugal: desde questões mais especificamente musicais, como as transformações estilísticas dos repertórios musicais, o universo da gravação fonográfica e a reflexão sobre as funções sociais da canção, a outras mais abrangentes, como a actividade política, os sucessos e os fracassos das várias esquerdas, os vários obstáculos ao longo do percurso e o enveredar por outras áreas artísticas, com destaque para o teatro e o cinema.
Edição: Mar 2025
Nº Páginas: 128
Sinopse: Um livro / disco com histórias e canções de amor à Liberdade Neste livro conta-se e canta-se a história de mulheres e homens que lutaram pela Liberdade, mas cujo nome pouco dirá à maior parte dos portugueses. A ideia nasceu em homenagem a Celeste Rodrigues, a mulher anónima, que trabalhava num restaurante, e que num gesto ímpar deu cravos à Revolução oferecendo-lhe assim a designação de Revolução dos Cravos. Como Celeste Rodrigues muitas outras figuras abriram caminho à Liberdade na luta contra a ditadura muitas vezes pagando essa coragem com a própria vida. Os Anónimos de Abril aqui reunidos são os protagonistas das canções a que serviram de inspiração e que podem ser ouvidas por intermédio de um QR Code. Por isso, este livro é também um disco.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Junte-se ao melhor amigo do homem num passeio pela história da arte. Desde bustos egípcios antigos a serigrafi as da década de 1960, o retrato é uma forma de arte histórica adorada por pintores, escultores e fotógrafos. A História do Retrato em 21 Cães é um guia divertido, com 21 das obras-primas mais importantes com temas caninos arrojados. Cada obra de arte reimaginada é acompanhada de informações sobre o artista e o retrato original, bem como de uma descrição de todos os elementos-chave da peça. Perfeito para os amantes de cães e de arte, História do Retrato em 21 Cães é ilustrado pela amante de arte e entusiasta de animais Nia Gould e é o companheiro ideal para o felino História da Arte em 21 Gatos.
