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Nº Páginas: 488
Sinopse:
Não é à toa que cell (telemóvel) rima com hell (inferno)... Um de outubro. Está uma tarde de sol e Clayton Riddell caminha alegremente pela Boylston Street em Boston. A vida corre-lhe bem: acabou de assinar um contrato para a criação de um livro de banda desenhada. No entanto, tudo vai mudar muito rapidamente, quando uma explosão de energia transforma em máquinas assassinas todos aqueles que naquele preciso instante tinham um telemóvel encostado ao ouvido e todo o mundo mergulha num caos apocalíptico.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Phileas Fogg, um aristocrata inglês, faz uma aposta arrojada com os membros do seu clube em como dará a volta ao mundo em 80 dias. Parte então à aventura, acompanhado pelo seu criado. Para vencer o desafio, teria de estar de volta a Londres no dia 21 de Dezembro de 1872, às vinte horas e quarenta e cinco minutos. Porém, Fogg é acusado de estar por detrás do assalto ao Banco de Inglaterra, o que fará com que o detective Fix parta no seu encalço, perseguindo-o para onde quer que Fogg vá. Do Egipto à Índia, e depois para a China, Japão, Estados Unidos (São Francisco e Nova Iorque) e de volta a Inglaterra, somos levados numa viagem através de vários continentes, em diversos meios de transporte existentes na época - vapores, comboios, carruagens , e até mesmo elefante -, numa jornada emocionante que desperta o nosso espírito de aventura e nos leva de volta à infância.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Em "A Rapariga Que Inventou um Sonho" estão reunidos os vinte e quatro melhores contos de Haruki Murakami, escritos entre 1981 e 2005, onde a mestria do autor do best-seller Kafka à Beira-Mar envolve a fantasia com a mais natural das realidades. Do surreal ao mundano, estas histórias exibem a sua habilidade de transformar o curso da experiência humana na mais pura e surpreendente arte literária. Há corvos animados, macacos criminosos, um homem de gelo… Há sonhos que nos moldam e coisas que sempre sonhámos ter… Há reuniões em Itália, em exílio romântico na Grécia, umas férias no Havai… Há personagens que se confrontam com perdas dolorosas, outras que se deparam com distâncias inultrapassáveis entre os que querem estar o mais próximo possível. Quase todas as histórias são melancólicas, com personagens submersas pela solidão. Murakami junta os seus temas favoritos: os acontecimentos inexplicáveis (o tal toque de fantástico que provoca por vezes a sua inclusão na corrente do realismo fantástico), as coincidências, o jazz, os pássaros e os gatos. Tal como foi escrito no Los Angeles Times Book Review, "Murakami abraça o fantástico e o real, cada um com a mesma envolvência de intensidade e luminosidade."
Nº Páginas: 672
Sinopse:
Há dois anos que Lisey perdeu o marido, Scott Landon, um romancista premiado e bem-sucedido, mas com uma personalidade muito complicada. Logo no início da sua relação, descobriu que havia um sítio para onde Scott ia - um sítio que o aterrorizava e o regenerava ao mesmo tempo, um local que podia consumi-lo ou dar-lhe as ideias de que precisava para viver. Durante os vinte e cinco anos em que estiveram casados, Lisey conviveu com os fantasmas que o atormentavam mas, agora que o marido morreu, cabe-lhe a ela enfrentar os demónios de Scott. E o que começa por ser o esforço de uma viúva para organizar os trabalhos deixados pelo seu famoso marido depressa se transforma numa perigosa viagem às trevas em que ele vivia.
Nº Páginas: 576
Sinopse:
1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright. À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.
Nº Páginas: 169
Sinopse:
Prefácio de Paula Morão: É de 1887 a publicação de um dos mais belos e importantes livros de poesia em língua portuguesa. No ano anterior, 1886, morria, aos 31 anos, o seu autor, vítima de tuberculose e da maior incompreensão e desprezo dos seus pares. Cesário Verde, o homem que viu poesia na sujidade das ruas, no corpo doente da engomadeira, na azáfama dos trabalhadores, revolucionou o cânone e impôs uma nova forma de olhar o real, de o descrever e sentir. Entre a cidade e o campo, o caos e a liberdade, o idílio e a realidade, emerge em Cesário uma nova sensibilidade, transgressora, que privilegia os sentidos e as impressões do quotidiano em detrimento de um sentimentalismo exacerbado que sentia já distante, imposição de uma consciência social preconizadora de um final de século turbulento. Chegaria tarde demais para Cesário o reconhecimento do seu génio e do seu papel determinante na história da poesia portuguesa. Mas não seria tarde demais para quem, graças ao trabalho e dedicação do seu amigo Sousa Pinto, pôde ler os inigualáveis poemas de um dos maiores poetas de língua portuguesa e compreender o alcance da modernidade e inventividade dos versos daquele a quem Fernando Pessoa chamaria mestre.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 472
Sinopse: «Ela queria muito mais do que o amor de um ser humano - queria o mar e o céu.» Rachel Vinrace, nascida e criada na alta sociedade inglesa, embarca com os tios no Eufrósina, a caminho da América do Sul, onde se apaixona por Terence Hewet, aspirante a escritor. Nesta travessia, Rachel abandona o território previsível e inocente da adolescência e é confrontada com a inquietação da juventude, com o abismo intransponível entre o que se sente e o que se consegue expressar, e com a solidão que habita esse hiato. Publicado em 1915, o primeiro romance de Virginia Woolf antecipa alguns dos temas que viriam a pautar a sua obra - a denúncia arguta dos vícios da classe em que se movia e a indagação subtil da vida interior da mulher e do seu lugar no mundo -, uma das mais originais e marcantes da literatura do século XX.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 272
Sinopse: «Vingar-me-ei das injúrias que sofri: se não posso inspirar amor, causarei medo.» Em 1816, durante uma noite de verão invulgarmente tempestuosa, Lord Byron desafia os seus companheiros de férias a compor uma história assustadora. A jovem Mary Shelley, então com dezoito anos, imagina uma monstruosa criatura, fruto da obsessão de um cientista, Victor Frankenstein, em gerar vida a partir da morte. Horrorizado com o resultado da sua experiência, Frankenstein rejeita o monstro que, incapaz de encontrar a simpatia que procura, se decide a destruí-lo e condena ambos - criador e criatura - a uma existência de errância e solidão. Clássico pioneiro da ficção científica, Frankenstein convoca o fascínio da época pela eletricidade e pelas possibilidades que a ciência representava, oferecendo uma indagação pertinente e muitíssimo atual sobre os limites e as consequências da interferência humana na Natureza.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Uma fábula para todas as idades, uma reflexão sobre o consumismo e a degradação do meio ambiente. Numa montanha de África, habitam os lupis, uns estranhos seres cor de laranja que pensam, falam e trabalham, mas não são homens. Um dia, sem que nada o fizesse prever, o lupi-poeta descobre uma fonte de onde brota um líquido de cor lilás com um aroma muito doce, que se revela ter propriedades quase mágicas. Esta água perfumada cura diversas maleitas e influencia até o humor de quem entra em contacto com ela, e todos a querem. Começam então as disputas, desenvolve-se uma economia de mercado e, com ela, uma estratificação social e uma desigual distribuição da riqueza. Mas, a exploração da água lilás não vai apenas transformar a vida de todos os habitantes da montanha, vai também degradar o seu meio ambiente. A Montanha da Água Lilás é uma deliciosa alegoria política e social, uma crítica mordaz ao consumismo e à exploração não sustentável dos recursos naturais. Uma fábula para todas as idades que retrata como o que é, inicialmente, benéfico se pode tornar nocivo quando não se tem em vista o bem comum.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 112
Sinopse: Uma crítica clássica aos costumes do século XIX Esta é uma das primeiras e mais lidas obras de Machado de Assis, que tem marcado presença na biblioteca de várias gerações, um pouco por todo o mundo. A história de Simão Bacamarte, um psiquiatra que, motivado pelas suas viagens e pesquisas, institui um manicómio na sua cidade natal, em que interna todos aqueles que considera insanos, é uma sátira social celebrada pela crítica e pelos leitores. Até que ponto pode um homem impor a sua vontade em nome da razão?
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: «Mathilde envelhecera []. A pele do rosto, constantemente exposta ao sol e ao vento, parecia mais grossa. A testa e os cantos da boca estavam cobertos de rugas. Até o verde dos seus olhos perdera o brilho, como um vestido usado demasiadas vezes. Engordara. Para provocar o marido, num dia de calor abrasador, pegou na mangueira do jardim e, debaixo do nariz da criada e dos trabalhadores, regou-se da cabeça aos pés. As roupas colaram-se-lhe ao corpo, deixando ver os mamilos eretos e o velo púbico. Nesse dia, os trabalhadores rezaram ao Senhor, passando a língua entre os dentes enegrecidos, para que Amine não enlouquecesse.» 1968, Marrocos: Mathilde, alsaciana, e Amine, oficial do Exército marroquino, são um casal com uma longa história atrás de si e um incerto futuro pela frente, à imagem do país onde vivem. Esta é a história de uma família hesitante entre a tradição e a modernidade, protagonizada por uma mulher enredada entre duas culturas, sufocada pelo conservadorismo do país onde escolheu viver e pidida entre a dedicação à família e o amor à liberdade. É também a história de um país que acabou de conquistar a independência e que procura o seu lugar, entre o espartilho religioso e o fascínio pelo Ocidente, entre a repressão e o hedonismo. Leïla Slimani, uma das vozes mais importantes da literatura francesa, regressa à história da própria família para construir um romance cheio de personagens inesquecíveis e imagens fortes. Retratando um tempo e um lugar em que ressoam os ecos do Maio de 68 e as mulheres encetam o pedregoso caminho da emancipação, a escritora reafirma a sua impressionante destreza narrativa e o olhar clínico sobre a intimidade.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: No dia 2 de julho de 2022, um par de delinquentes prepara-se para assaltar uma grande joalharia na cidade de Genebra. O engenhoso plano em nada se parece com um roubo comum. Vinte dias antes, nas margens do Lago Léman, Sophie Braun está pronta para comemorar o seu quadragésimo aniversário. Tem uma vida de sonho: mora com a família numa mansão cercada pela floresta, num mundo idílico e aparentemente intocável. Contudo, os alicerces desta ilusão estão prestes a estremecer. O marido de Sophie oculta inexplicáveis segredos. O vizinho mais próximo, um agente da polícia de reputação impecável, torna-se obcecado por Sophie e espia todos os seus movimentos, até os mais íntimos. E um homem misterioso oferece-lhe um presente que colocará a vida de Sophie em perigo. Serão necessárias muitas viagens ao passado, longe de Genebra, para traçar as origens desta intriga diabólica, da qual ninguém escapará ileso. Nem sequer o leitor. Um thriller de tirar o fôlego, assinado pelo autor que, desde A verdade sobre o caso Harry Quebert, se tornou um fenómeno editorial sem par, capaz de agarrar e ludibriar até o mais cético ou engenhoso leitor.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 176
Sinopse: «O leitor urbano mal imagina como são estes pais e maridos rurais quando lhes morrem as filhas ou as mulheres.» Do fim trágico da história de amor entre Josefa da Lage e António Queirós que abre esta novela, nasce Maria Moisés, resgatada de uma cesta à deriva no rio Tâmega no mesmo dia em que a mãe é achada morta. Mas a violência do desfecho desta relação proibida no meio fechado e conservador do Minho do século XIX encontrará redenção na sua geração: a criança enjeitada, sem pai nem mãe, dedica a sua vida à salvação de outros que com ela partilharam a sorte do desamparo, contrariando assim um previsível destino literário de perdição moral. No conflito entre perdição e salvação, entre amor e abandono, Maria Moisés, uma das oito Novelas do Minho que Camilo Castelo Branco publicou entre 1875 e 1877, é o retrato realista de um país que o autor nunca cessou de descrever em todas as suas dimensões.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Os Crimes da Rua Morgue é considerado por muitos como a primeira obra policial de sempre. Mãe e filha são encontradas mortas num edifício situado na rua Morgue, uma artéria ficcional parisiense. As vítimas foram brutalmente assassinadas e a sala onde foram descobertos os cadáveres encontra-se trancada por dentro. Para adensar o mistério, os vizinhos alegam ter ouvido o assassino a falar numa língua estranha que ninguém consegue identificar. Quando um homem é acusado do crime, C. Auguste Dupin, um indivíduo solitário e de aguçada inteligência, oferece-se para ajudar a polícia de Paris a resolver este caso aparentemente sem solução e impedir que um homem inocente seja preso por um crime que Dupin acredita que ele não cometeu. Um pêlo encontrado junto dos corpos leva-o a crer que o assassino poderá não ser humano… Neste volume, incluem-se dois outros casos protagonizados por C. Auguste Dupin, O Mistério de Marie Rogêt e A Carta Roubada.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
"Abir Nasr é um adolescente que presencia, impotente, o assassínio da sua família durante uma missão do exército israelita no sul do Líbano. Junto aos corpos da mãe e da irmã, Abir jura que perseguirá os responsáveis até ao fim dos seus dias. Noite após noite, a ameaça de Abir invade os sonhos de Jacob Baudin, um dos soldados que participou na ofensiva israelita enquanto cumpria o serviço militar obrigatório e que se debate com o dilema de combater um inimigo que não escolheu. Jacob, filho de pais franceses, não deixa de se sentir um estranho em Israel e tenta reconciliar-se na identidade judia que permanece um mistério para si. Abir e Jacob voltarão a cruzar-se anos mais tarde, sob o fumo e os escombros das bombas com as quais o Círculo, uma organização terrorista islâmica, semeia o terror no coração da Europa e da Liberdade."
Nº Páginas: 560
Sinopse:
O inspector Harry Hole é incumbido de vigiar Sverre Olsen, um neonazi corrupto que escapou à prisão devido a um pormenor técnico. Mas o que começa por ser uma missão com o intuito de colocar Olsen atrás das grades, rapidamente se transforma numa corrida contra o tempo para impedir um homicídio. Enquanto Hole se esforça para permanecer um passo à frente de Olsen e do seu gangue de skinheads, Nesbø transporta o leitor para a Segunda Guerra Mundial, onde os noruegueses que lutam na Frente Oriental a favor de Hitler tentam evitar a derrota. Quando, por fim, as duas linhas de acção se cruzam, Hole tem de travar um homem decidido a executar um plano letal elaborado há meio século nas trincheiras de Leninegrado.
Nº Páginas: 656
Sinopse:
Perturbado com os acontecimentos que levaram à detenção do Boneco de Neve, o inspetor Harry Hole refugia-se em Hong Kong, onde as únicas regras a que obedece são as que lhe são impostas na sordidez das salas de ópio. Enquanto isso, em Oslo, num inverno excecionalmente ameno, a polícia depara-se com o brutal assassínio de duas mulheres. Sem pistas, sem se perceber que arma seria capaz de provocar os ferimentos que as vítimas apresentam, e com a investigação num impasse, só resta encontrar Harry Hole e convencê-lo a colaborar. Com o pai gravemente doente no hospital, Harry Hole acaba por regressar à Noruega. Não tenciona trabalhar na investigação, mas o instinto leva a melhor quando a polícia encontra uma terceira vítima, violentamente assassinada, num parque da cidade. Quando consegue desvendar a ligação entre as vítimas, Harry Hole percebe que está a lidar com um psicopata que, tal como o Boneco de Neve, vai desafiá-lo até ao limite das suas capacidades. "O Leopardo" leva-nos de Hong Kong a Oslo, da Suíça à República Democrática do Congo, da brancura gelada de uma avalanche ao inferno escaldante de um vulcão. É nestes cenários que Harry Hole enfrenta os demónios mais sinistros da Noruega e, pior do que isso, os que se debatem dentro de si próprio.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Sofie Lund está pronta para um novo começo quando se muda com a filha pequena para a casa que herdou do avô. Sofie tem lembranças tão dolorosas da sua infância que decide livrar-se de todos os vestígios do Velhote, todos os vestígios exceto um cofre trancado que está preso ao chão da cave. Dentro do cofre, Sofie encontra algo chocante que se irá tornar uma prova crucial num caso que tem atormentado o inspetor William Wisting há demasiado tempo, e levantar dúvidas sobre o real culpado de outro caso de homicídio que está prestes a ser julgado. No entanto, para seguir essa pista, Wisting terá de pôr em causa lealdades importantes e abalar a confiança dos cidadãos nas forças policiais.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
A Tia Julia e o Escrevedor é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Conta a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos cinquenta, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até ao dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e a tia Julia é descoberto pela família. Ironia e romance em doses perfeitas, memórias autobiográficas e criação literária magistral fazem deste livro um clássico da literatura contemporânea.
Nº Páginas: 592
Sinopse:
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, e Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos. Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Trata-se de uma clássica e extravagante história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo. LIVROS QUE SÃO MELHORES COM MÚSICA Descubra a banda sonora perfeita para este livro. Ouça aqui!
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte. Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso… de uma maneira a todos os títulos surpreendente!
Nº Páginas: 656
Sinopse:
Na madrugada de uma manhã de inverno, um avião explode a grande altitude sobre o canal da Mancha. No meio dos restos de corpos, dos destroços dos carros de bebidas, de cobertores e máscaras de oxigénio, duas pessoas precipitam-se sem paraquedas em direção ao mar. Agarrados um ao outro durante a sua longa queda, entoam canções rivais até abrandarem a velocidade da descida, flutuando com leveza antes de atingirem a superfície das águas, por sobre a qual caminham depois para finalmente serem descobertos vivos numa praia inglesa. Gibreel e Saladin foram escolhidos (por quem?) para protagonizar a eterna luta entre o Bem e o Mal. Na grande roda deste livro, em que o passado e o futuro se perseguem furiosamente, Salman Rushdie arrasta os leitores ao longo de uma jornada épica, feita de risos e de lágrimas, de histórias maravilhosas e espantosos rasgos de imaginação, de uma jornada para o mal e para o bem que habitam juntos no coração de cada mulher e de cada homem.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918. Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. Os resultados são inesperados e é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
É ela quem durante uma noite, depois de ter recebido uma manta de soldado, relíquia de Walter Dias, seu pai, clama pela sua figura, reconstitui a sua vida de trotamundos, reabilitando a sua imagem de banido em herói e transformando-a, através de um discurso poético dramatizado. Custódio Dias, o tio coxo que lhe serviu de pai, Francisco Dias, o avô, ou a mãe, Maria Ema, entre outras personagens, compõem um romance de família construído através de cem longos parágrafos, correspondendo cada um deles a uma evocação especial. a figura de Walter Dias tem sido apontada como uma personagem fortemente representativa da diáspora portuguesa e europeia do século XX. O Vale da Paixão obteve o Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Clube Português de Ficção, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prix Jean Monnet de Littérature Européenne.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Devin Jones, estudante universitário, aceitou o trabalho de verão em Joyland na esperança de esquecer a rapariga que lhe partiu o coração. Mas acaba por se deparar com algo muito mais terrível: o legado de um homicídio perverso, o destino de uma criança moribunda e verdades obscuras acerca da vida, e do que se lhe segue, que irão mudar para sempre a sua vida. Uma história intensa de amor e perda, acerca de crescer e de envelhecer - e daqueles que não chegam a ter tempo para uma coisa nem para outra por serem ceifados pela morte antes disso. Com todo o impacto emocional das grandes obras de Stephen King, Bem-vindos a Joyland ao mesmo tempo um policial, uma história de terror e um romance de formação que deixará o leitor profundamente comovido.
Edição: Jul 2021
Nº Páginas: 280
Sinopse: Florent-Claude Labrouste tem quarenta e seis anos, é funcionário do Ministério da Agricultura e detesta o seu nome. Divide o apartamento na periferia de Paris com Yuzu, a namorada japonesa, muitos anos mais jovem. Cínico, profundamente desesperançado e intimamente só, tudo lhe parece insuportável: a França está à beira do precipício, a Europa ameaça ruir, a sua vida é um beco sem saída. A descoberta de uns vídeos comprometedores da namorada, que ele planeava há muito abandonar, leva-o a despedir-se de muito mais: deixa o emprego, a namorada e a casa, e aluga um quarto de hotel. Dedica os dias a pagar e deambular pelos bares, restaurantes e lojas da cidade. E descobre Captorix, um antidepressivo que liberta serotonina e lhe devolve a possibilidade de aguentar o dia-a-dia mas lhe rouba aquilo que poucos homens estariam dispostos a perder. Aproveita a ruptura radical para rememorar o passado: as aspirações e ideais de jovem agrónomo; as relações amorosas, de fim desastroso; a nostalgia de um amor perdido; e o reencontro com um velho amigo aristocrata, que o ensina a manusear uma espingarda. Entre passado e futuro, é-lhe forçoso contemplar, com uma feroz acidez, um mundo sem bondade, desumanizado, atingido por mutações irreversíveis. Com Serotonina, romance-profecia de um futuro pouco perfeito, Houellebecq reafirma-se uma vez mais como um cronista impiedoso da decadência da sociedade ocidental, um escritor indómito, incómodo e por isso imprescindível.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 192
Sinopse: «Não existe felicidade na igualdade e na monotonia. As famílias felizes terão de ser imperfeitas, é impossível ser feliz sem dor.» Um pai que se dirige à filha e lhe conta a sua história, que é a história de ambos, revelando distâncias e aproximando-se por causa disso, numa entrega sincera e emocional. Uma viagem até aos confins do mundo, até ao Vietname e Camboja, até ao território que antigamente se designava como Cochinchina, para encontrar e perceber aquilo que está mais perto de nós, aquilo que nos habita. Um pai que ergue muros de silêncio, uma mãe que revela as costuras do Mundo, uma criada velhíssima, um amigo que quer ser campeão de luta, uma amante que carrega sabores e perfumes proibidos. São estas algumas das inesquecíveis personagens que rodeiam este homem que se dirige à filha, que testemunham - ou dificultam - essa procura do amor mais incondicional. Uma busca que nos leva a todos a chegar tão longe, para lá de longe, para nos depararmos connosco, com as nossas relações mais próximas, com os nossos erros, com as nossas paixões, com as nossas dores e, ao somar tudo isto, entre sofrimento e júbilo, encontrar talvez felicidade.
Edição: Mai 2022
Nº Páginas: 352
Sinopse: Em Crosby, uma pacata povoação costeira no Maine, todos conhecem Olive Kitteridge, a temível professora de Matemática do liceu, agora reformada, e Henry, o seu marido, farmacêutico gentil. E talvez não haja ninguém que conheça tão bem quanto Olive os segredos e os dramas dos habitantes da vila: o desespero de um ex-aluno que perdeu a vontade de viver; uma pianista alcoólica vítima de uma mãe castradora; uma mãe destroçada pelo crime hediondo do filho; um homem que descobre a ferocidade e as consequências do amor; e a solidão da própria família de Olive, à mercê dos seus caprichos. Lamentando os ventos de mudança que varrem a sua vila e o mundo, sempre pronta a apontar um dedo crítico, Olive nem sempre dedica aos que a rodeiam a sensibilidade ou tolerância que mereceriam. Mas, à medida que todas estas vidas se vão entrelaçando, Olive começa a conhecer -se melhor, e a compaixão pelos outros e por si própria ganha terreno ao preconceito. Nas mãos de Elizabeth Strout autora elogiada pelo olhar clínico sobre a condição humana , a sonolenta vila esquecida na margem do Atlântico torna -se o mundo inteiro, e os seus habitantes somos todos nós, enredados no drama e no milagre diários da vida, com os seus conflitos, tragédias, alegrias e a coragem que viver sempre exige.
Edição: Abr 2023
Nº Páginas: 192
Sinopse: David, um jovem nova-iorquino, vive ao sabor dos dias em Paris, cidade onde procura tomas rédeas da vida enquanto a noiva passa uma temporada em Espanha. Numa noite de farra num bar clandestino, David conhece Giovanni, um barman italiano, luminoso, sedutor, impertinente, e sente-se irremediavelmente atraído. Os dois homens entregam-se a uma relação intensa, confinada ao quarto de Giovanni, com a nuvem do retorno iminente de Hella a pairar sobre os amantes. Um postal anuncia o inevitável: a noiva estará de volta a Paris. O regresso exige que David escolha entre a normalidade de uma vida segura com Hella e a incerteza de um futuro ao lado de Giovanni, todo ele coração, força e instinto. A decisão do americano culminará numa tragédia inimaginável. Impregnada de paixão, arrependimento e desejo, esta é a história de um trágico triângulo amoroso. E uma obra de culto merecido, que questiona a identidade de vários ângulos. Ao publicá-la em 1956, Baldwin quebrou mais do que um tabu: era um escritor negro a escrever sobre o amor entre dois homens brancos. O seu editor aconselhou-o a queimar o manuscrito, mas volvido este tempo O quarto de Giovanni é uma das obras mais célebres de Baldwin.
