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Nº Páginas: 528
Sinopse:
Como puderam os nazis cometer os crimes que cometeram? Por que razão comandantes de campos de concentração e de morte levaram a cabo com frequência - e, muitas vezes, entusiasticamente - assassínios em massa? Como puderam os alemães comuns tolerar as atrocidades que se perpetravam? Neste livro, o autor bestseller Laurence Rees combina testemunhos inéditos de ex-nazis e daqueles que cresceram no sistema nazi com a mais recente investigação psicológica em obediência e autoridade, para ajudar a responder a algumas das questões mais perturbadoras relativas à Segunda Guerra Mundial e ao Holocausto. Da política das franjas da década de 1920 ao triunfo eleitoral e à mobilização em massa da década de 1930, passando pelo Holocausto e pelo eventual desaparecimento do regime, Laurence Rees traça a ascensão e queda das mentalidades nazis - incluindo as condições que permitiram o florescimento de uma ideologia tão violenta e o sofisticado esforço de propaganda que a sustentou - pela lente de 12 Avisos, destacando os sinais a que devemos estar atentos nos atuais líderes.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
Quando o crime salta das páginas de um policial para a vida real, só uma pessoa pode desmascarar a mentirosa. Emilia Ward tem, finalmente, aquilo com que sonhou: vive nos subúrbios de Londres, com o marido e os dois filhos. É uma mulher como as outras, uma mãe dedicada, mas é também autora de policiais - a série bestseller da detetive Miranda Moody. Agora, Emilia está a escrever o décimo livro e - a verdade é esta - está a ser bem mais difícil do que ela se lembrava. Então, subitamente, sucede algo muito perturbador: um incidente que parece copiado da história de um dos seus policiais acontece na vida real. Coincidência? Não, não pode ser, porque acontece mais uma e outra vez. e repente, uma pessoa morre da mesma forma que a personagem - a vítima - do livro que ela ainda está a acabar de escrever. Quem pode estar por trás de tudo isto? Que podem fazer a seguir? Como sabem o que está a escrever? Não perca um dos thrillers mais bem engendrados e arrepiantes do ano, pela mão da autora bestseller internacional de O Segredo do N.º 9.
Nº Páginas: 424
Sinopse:
A quem pertencia e como fora lá parar? Estes eram dois dos muitos segredos bem guardados pelos residentes de Chicken Hill, o bairro decrépito onde viviam lado a lado imigrantes judeus e americanos africanos, partilhando ambições e desgostos. Chicken Hill era onde Moshe e Chona Ludlow viviam quando Moshe decidiu admitir negros na sua casa de espetáculos e onde Chona tinha a Mercearia Céu & Terra. A apreensão instala-se quando aparece um funcionário do estado em busca de um rapazinho surdo para o internar numa instituição. Chona e Nate Timblin, o empregado negro de Moshe e líder oficioso da comunidade negra de Chicken Hill, procuram, juntos, manter o rapaz a salvo. Por fim, é revelada a verdade sobre o sucedido em Chicken Hill e sobre a participação do poder instalado branco nos acontecimentos. Conforme as histórias destas personagens se vão sobrepondo e adensando, percebemos as dificuldades sentidas pelas pessoas que vivem à margem da América branca e cristã e o que elas têm de fazer para sobreviver. James McBride mostra-nos que, em tempos difíceis, é o amor e a comunidade — o céu e a terra — que servem de sustentação. Em A Mercearia Céu & Terra, um romance terno e imaginativo, James McBride prova uma vez mais a sua extraordinária qualidade de contador de histórias, ao mesmo tempo que reafirma a sua confiança imensa na humanidade.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 504
Sinopse: são 88 produtos que fazem parte da nossa vida e cuja história mostra como a globalizacão dos alimentos, dos sabores e da política é um corpo volátil, que tanto se explica como surpreende. o famoso «christmas pudding» inglês, por exemplo, é feito com rum jamaicano, passas da austrália, acúcar das índias ocidentais, canela do ceilão, cravo de zanzibar, especiarias da índia e aguardente do chipre. e se a popularidade do ramen não atinge ainda as proporcões do döner kebab ou do hambúrguer, já o azeite, a pizza, a pimenta, a margarina, o chá, o chili con carne, o sal, a vodca ou o acúcar e o champanhe fazem parte da história da humanidade como nós a conhecemos, a comer dim sum ou cuscuz, feijoada ou sardinhas de conserva, ostras ou corn flakes, mas também a beber gin ou whisky, laranjada ou cerveja. todas as primeiras frases de cada capítulo incluem uma data e um lugar: são o ponto de partida para fazer a história de cada um dos 88 produtos(molhos, bebidas, queijos, pratos tradicionais, ingredientes, frutos e sementes), que tempera, ilumina, alimenta ou satisfaz os apetites e as papilas de um mundo sem fronteiras, sempre desejoso de saborear e inventar. eis como mudámos o nosso mundo.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
A comida, assim como as suas histórias, ensinam-nos muito sobre a evolução humana. A formação das sociedades, os seus hábitos e as suas crenças, todos são moldados pela maneira como nos alimentamos. E vice-versa. "À Mesa Não Se Envelhece" aborda as origens de pratos icónicos, utensílios de mesa e costumes alimentares, explorando a sua evolução ao longo do tempo. Nestas páginas, descobrimos como as diferentes culturas influenciaram e foram influenciadas pela comida, desde as contribuições de Leonardo da Vinci para a cozinha moderna até aos paralelismos entre pratos portugueses e receitas de países distantes. São reveladas as histórias por trás de alimentos tão comuns como o arroz, o tomate e o bacalhau, pelos quais se travaram guerras e moldaram religiões. Como é que as pessoas viviam? · Como é que produziam e guardavam os seus alimentos? · Como é que o fizeram em momentos de guerra, doença ou catástrofes naturais? · Quem inventou o esparguete? · Onde nasceu a feijoada? · Porque usamos garfos e colheres? · Como surgiram as boas maneiras à mesa? · Onde foi o primeiro restaurante?
Nº Páginas: 328
Sinopse:
A Mesopotâmia é conhecida como o «berço da civilização» e da escrita. No auge da sua influência, a região entre os rios Tigre e Eufrates viu nascer as primeiras cidades do mundo, o primeiro sistema de escrita, os primeiros registos históricos, bem como os mitos, a medicina, a literatura, a astronomia e a religião que revolucionariam sociedades em grande parte do mundo. A historiadora Moudhy Al-Rashid aproxima-nos deste passado antigo e das vidas das pessoas que viveram nesta sociedade extraordinária. As centenas de milhares de tabuinhas de argila da Mesopotâmia antiga contam histórias com uma maravilhosa ressonância com o nosso quotidiano: um pai a tentar desesperadamente acalmar um bebé, um adolescente entediado a fazer rabiscos durante uma aula, um cervejeiro a recolher ingredientes para fazer cerveja ou um escravo a tentar negociar a sua liberdade. Através das peças de um museu com 2500 anos, colecionadas por uma princesa que viveu há mais de vinte e cinco séculos, Al-Rashid apresenta-nos diferentes períodos da história da Mesopotâmia, revelando aspetos da sociedade e da cultura que ainda nos nossos dias nos parecem familiares, como a guerra, a educação, a língua, os direitos das mulheres, a religião e o divino. Estes artefactos não só dão vida àquela região, como nos mostram que as pessoas que consideramos «antigas» tinham, de facto, um sentido altamente desenvolvido da sua própria história. Dando vida e cor a uma sociedade complexa e surpreendentemente moderna, este livro investiga o que a história significava naquela época, o que ela significa hoje e o que podemos aprender com o passado distante.
Edição: Nov 2023
Nº Páginas: 304
Sinopse: A história verdadeira e comovente de duas amigas separadas e reencontradas Em 1933, Hannah Pick-Goslar e sua família fugiram da Alemanha nazi acabando por ir viver para Amesterdão, onde ela estabeleceu uma estreita amizade com a sua vizinha, uma divertida jovem chamada Anne Frank. Durante vários anos, foram amigas inseparáveis desfrutando de uma infância despreocupada de brincadeiras, noites em casa uma da outra e guloseimas com as outras crianças no bairro de Rivierenbuurt. Mas, em 1942, a vida de Hannah e Anne mudou abruptamente para sempre. À medida que a ocupação nazi de Amesterdão avançava, Anne e a família Frank aparentemente desapareceram, deixando para trás camas desfeitas e pratos por lavar no lava-louças, mas nenhum vestígio do precioso diário de Anne. Separada, sem aviso prévio, da sua querida amiga, Hannah ficou atormentada com o destino de Anne, imaginando se ela, por algum milagre, teria conseguido escapar do perigo.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Na primeira pessoa, o relato da vida de uma das mais importantes mulheres da história recente. Quando Golda Meir nasceu, em Kiev, corria o ano de 1898, a humanidade estava longe de imaginar como o curso da História mudaria o mundo, em poucas décadas, e de que forma esta mulher seria uma peça central no cenário pós-Segunda Guerra Mundial. Filha de um carpinteiro pobre, a primeira memória da menina que viria a ser primeira-ministra de Israel é ver o pai entaipar a porta de casa, após ouvir rumores acerca de um iminente pogrom. Depois de emigrar para os EUA com a família, Golda Meir viu-se num ambiente completamente diferente: havia debates acesos sobre sionismo, o direito das mulheres ao voto
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Um novo emprego noutro país era a mudança de que Edith precisava após a morte da mãe. O que ela não esperava encontrar era uma padaria pitoresca onde os segredos são tão naturais como o cheiro a pão quente. Um caderno escondido sob as tábuas do soalho e uns ruídos inexplicáveis são apenas o ponto de partida para que Edith entre de cabeça numa vida nova... ou num avião de regresso à Irlanda e à sua vida monótona.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
O MUNDO É UM LUGAR DIFÍCIL PARA SE SER BOM Bunny Munro é vendedor de produtos de beleza e de esperança a donas de casa solitárias da costa sul de Inglaterra. Desorientado com a morte repentina da sua mulher e a lutar para manter o contacto com a realidade, decide fazer a única coisa que lhe parece possível: levar o seu filho nas suas viagens. Enquanto Bunny exerce o seu ofício e o seu carisma sexual de porta em porta, Bunny Júnior, de nove anos, senta-se pacientemente no carro a explorar o mundo através das páginas da sua enciclopédia. À medida que a sua viagem bizarra e cada vez mais frenética se aproxima do fim, Bunny Munro descobre que os fantasmas do seu mundo pais decrépitos, espíritos vingativos, maridos ciumentos e assassinos psicopatas com chifres emergiram das sombras e procuram cobrar o seu preço. Um retrato terno da relação entre pai e filho, A Morte de Bunny Munro é uma leitura elegante, furiosa e extremamente envolvente, repleta de humor e de mistério.
Sinopse:
Roach - livreira, solitária e fanática por true crime - não está interessada em fazer amigos. Tem toda a companhia de que precisa nos seus livros de serial killers, podcasts de homicídios e no seu caracol de estimação, Bleep. Assim é, até Laura entrar para a livraria. Com os seus bonitos sacos literários e o seu sorriso reconfortante, ela é a livreira preferida de todos. Mas, por baixo do verniz brilhante, Roach sente uma escuridão dentro de Laura, a mesma escuridão que ela própria possui. E quando a curiosidade se transforma em obsessão mórbida, Roach fica determinada a fazer parte da história de Laura - quer Laura a queira nela ou não.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 320
Sinopse: Laura Winters perdeu a memória. Não faz ideia do que aconteceu, ou do motivo pelo qual foi encontrada sozinha, coberta com o sangue de outra pessoa. A única certeza que tem é que eu sou a única psicóloga com quem está disposta a falar. Tenho apenas seis dias para a ajudar na recuperação e desvendar a verdade sobre o que se passou. O que terá ela esquecido? E o que estará a esconder? E como é que ela me conhece tão bem? Claustrofóbico e perturbante, este livro vai envolvê-lo numa teia de mistério e suspense que o fará virar página após página pela noite fora.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
"Nesta reveladora história da medicina, Karen Gevirtz desafia os mitos do triunfo da ciência e desvenda a fascinante verdade dos sistemas de saúde vigentes a nível global. Ao contrário do que se costuma dizer, a medicação não melhorou durante a Revolução Científica. No entanto, de alguma forma, entre 1650 e 1740, a mulher doméstica e o médico trocaram de lugar na consciência cultural: ela tornou-se a curandeira ineficaz e potencialmente perigosa; ele, o especialista conhecedor e fiável. Os profissionais normalizaram a ideia de as pessoas lhes pagarem por aquilo que já recebiam em casa gratuitamente, lançando as bases da chamada Big Pharma e do atual sistema global de medicamentos com fins lucrativos. Através de uma rigorosa investigação de arquivos, a autora analisa questões relacionadas com os cuidados de saúde globais, tanto no passado como no presente, abrangendo um vasto leque de lugares em todo o mundo."
Nº Páginas: 344
Sinopse:
A jornalista Lo Blacklock recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para a jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu. Desesperada, denuncia o ocorrido ao responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão, pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
Ele pensa que é excelente a guardar segredos. Porém, ela há muito que descobriu a verdade... O meu marido é médico. É inteligente e encantador e todos confiam nele. Todos, menos eu. À primeira vista, parece que tenho tudo: o casamento perfeito, o marido perfeito, a vida perfeita. No entanto, a verdade é completamente diferente. O Dr. Drew Devlin não é a figura respeitável que finge ser. A necessidade de enterrar o passado foi o que nos levou a mudar para esta casa magnífica, com uma vista maravilhosa sobre o mar. Devia ter sido um recomeço para ambos. Porém, descobri que o meu marido me anda a mentir outra vez. Está a usar o seu estatuto para conseguir aquilo que quer, doa a quem doer. Só há um pormenor com o qual ele não contou: eu. Desta vez, tive todo o tempo do mundo para pensar sobre os erros dele e decidir que são imperdoáveis. Ele não imagina o que o espera...
Edição: Ago 2024
Nº Páginas: 256
Sinopse: um relato impressionante de sobrevivência e coragem edith hahn beer levava uma vida normal em viena, no seio de uma família judia. fora uma adolescente popular e tornara-se uma estudante de direito extremamente bem-sucedida. estava envolvida nos grandes movimentos sociais e políticos da época. o futuro desenrolava-se à sua frente como uma passadeira vermelha. e, de repente, tudo terminou. quando hitler invadiu a áustria em 1938, edith ficou sem futuro. a mulher do oficial nazi podia ser «apenas» um livro sobre o holocausto e a segunda guerra mundial, o que já seria notável. mas é, além disso, um relato verdadeiro, dramático e emocionante de uma mulher extraordinária. no coracão da alemanha nazi, escondendo a sua identidade em casa e no trabalho, edith vivia com o medo constante de ser descoberta. foi então que conheceu werner destacado membro do partido nazi que, apesar dos protestos de edith e até da sua confissão de que era judia, casou com ela, mantendo a sua identidade em segredo. a filha de ambos viria a ser considerada a única judia a nascer num hospital do reich em 1944. edith sobreviveu quando milhões de judeus foram exterminados. este livro conta a história de como conseguiu manter o seu disfarce e de como, gracas a uma sorte aleatória e à intervencão de algumas pessoas boas, foi diversas vezes resgatada da morte. «edith hahn beer conta a sua história com uma lucidez impressionante e comovente. a sua vida é um grande exemplo de coragem.» the times «um exemplo inspirador de perseveranca perante as mais terríveis adversidades.» publishers weekly em a mulher do oficial nazi, edith hahn beer narra, com pormenores impressionantes, a escalada do medo e as humilhacões sentidas por ela e por outros, bem como o desencadear do antissemitismo entre amigos e vizinhos. edith foi enviada para um campo de trabalho na alemanha. preocupada com a mãe, obteve autorizacão para regressar temporariamente a casa, descobrindo que esta tinha sido deportada para um destino desconhecido. desesperada e sentindo-se perseguida, decidiu arriscar a sorte e passar à clandestinidade. forjou uma identificacão e, com os documentos de uma amiga, escapou para munique. desistiu da sua verdadeira identidade, abandonou a esperanca de voltar a ver a família e passou a viver como uma mulher alemã de classe média, cuidando da filha recém-nascida, enquanto o marido servia de oficial do exército alemão na frente russa. para se entender o dramatismo da sua situacão, basta lembrar que, se ao seu redor alguém descobrisse a sua verdadeira identidade, ela morreria instantaneamente. edith não desejava ser um exemplo de coragem. queria apenas sobreviver.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Num acto de rebeldia, Paulina Goya decide tomar as rédeas da sua vida e romper com as figuras masculinas das quais depende. Aos trinta e três anos, separa-se do marido e da família, abandona o amante e ruma a Madrid, onde, com um filho a seu cargo, se reconcilia com o seu passado e constrói para si uma vida nova. Torna-se ela mesma uma "mulher nova", que encontra na espiritualidade cristã um caminho para a sua emancipação e libertação, ao arrepio da sociedade espanhola conservadora da década de 1950. Publicado em 1955, uma década depois de Nada, que consagrou Carmen Laforet como a grande revelação da literatura espanhola do pós-guerra, A Mulher Nova - vencedor do Premio Nacional de Literatura de 1956 e do Premio Menorca de Novela de 1955 - constitui um romance pioneiro da literatura feminista, incompreendido à época, que retrata uma mulher em busca da sua liberdade, num mundo que, histórica e socialmente, sempre lha negou.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Organizar, um belo verbo para uso das mulheres, todas as revistas transbordam de conselhos, economizar tempo, faça isto e aquilo, a minha sogra, se fosse a ti para fazer mais depressa, na realidade truques para nos empanturrarmos com o máximo de trabalhos possível num tempo mínimo, sem dor nem depressão porque isso incomodaria os que estão à nossa volta. Ela é uma mulher de trinta anos, professora, casada e mãe de duas crianças. A sua casa é agradável e o quotidiano, seguro. Como tantas outras mulheres, também ela se vê atarefada entre a ida às compras, a preparação do jantar, o banho dos filhos, a organização do trabalho do dia seguinte - tudo num ciclo maquinal, sem curiosidade, excitação ou felicidade. Aquilo que aos olhos dos outros corresponde à vida normal de uma mulher está no entanto a corroê-la. Sente-se suspensa. Publicado originalmente em 1981, este é um romance de interrogação sobre o crescimento e o lugar social da mulher, que habilmente questiona a relação entre ascensão intelectual e económica e emancipação feminina. Um trabalho fundacional na obra de Annie Ernaux.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
A Musa de Camões recua até ao século xvi, para a Lisboa de onde partiam as caravelas que descobriam o mundo e chegavam as especiarias que maravilhavam a Europa. No paço real vive a mais bela e rica princesa da cristandade, a Infanta D. Maria. Nas ruelas tortuosas aventura-se o mais talentoso poeta da época, Luís de Camões. Mas Lisboa não tem só encantos. A Infanta, invulgarmente culta e graciosa, retratada por pintores e cantada por poetas, vive asfixiada por uma corte que conspira para que ela não case nem leve o dote mais cobiçado da Europa. E Camões, invejado pelo talento único e odiado por maridos cujas mulheres cantou e encantou, é um desafortunado que até El Rei pretende exilar para longe. Um dia os seus olhares cruzam-se. Tão diferentes de nascimento e posição, as suas almas desencantadas parecem gémeas. Uma deseja atenção, a outra anseia por uma musa, ambas encontram o amor. Trazendo à vida uma época gloriosa e personagens fascinantes, Maria Helena Ventura conta-nos a história de um amor único e impossível, que aos olhos da lei era crime e aos da Inquisição era pecado.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Anos 1970. Da Londres hippie à Factory de Warhol em Nova Iorque, a relutante aristocrata Loulou de la Falaise anseia por aventura. Tendo escapado de um casamento infeliz, chega a Paris, capital da moda, do glamour e dos excessos, onde a tradição e a disrupção competem pela supremacia. É aqui que conhece o príncipe da moda parisiense, o célebre e talentoso Yves Saint Laurent, cujos smokings femininos sensuais e boutiques Rive Gauche refletem o desejo das mulheres pela independência, desejo que Loulou bem conhece. O estilo boémio de Loulou rapidamente capta a atenção de Saint Laurent, e assim embarcam numa amizade profunda como artista e musa. Juntos, deleitam-se em festas decadentes e no hedonismo da alta sociedade, até que tudo deixa de correr como esperado. O percurso de Yves Saint Laurent colide com o do excêntrico Karl Lagerfeld, nascendo uma rivalidade profissional que divide a elite da moda de Paris. Enquanto Yves mergulha num caso secreto e perigoso com o enigmático jovem companheiro de Karl, e Loulou se apaixona pelo namorado da chefe do gabinete de imprensa da casa YSL, a fantasia e a traição quase os levam à ruína.
Nº Páginas: 260
Sinopse:
Durante a Ocupação, Frank Friedmaier, um jovem de dezanove anos, cínico, insolente e misógino, leva uma vida de ócio e delinquência. Vive com a mãe num apartamento que é também um bordel, com mesa farta e casa aquecida. Lá fora, a cidade está sob o jugo do frio e da miséria, da sordidez e da traição. Certo dia, decidido a desafiar o destino, Frank mata um homem pela primeira vez. A única testemunha será o vizinho Gerhardt Holst com cuja filha Frank estabelecerá uma estranha e obsessiva relação, que o acompanhará na sua inexorável descida ao abismo. Publicado em 1948, A Neve Estava Suja é o romance existencialista por excelência de Georges Simenon. Reflexão intemporal sobre a banalidade do mal e a possibilidade de redenção, eis um roman dur psicológico, negro, com uma atmosfera asfixiante.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Sofia não é a mesma desde que Vicente morreu. Desesperada por se agarrar à memória do irmão, muda-se para a casa de férias em Santa Cruz, onde ele se isolava do mundo e revia incansavelmente os casos que não conseguiu resolver na Polícia Judiciária. Só que a casa não esconde apenas casos antigos. Após uma noite de tempestade, que Sofia passa com David, um amigo do seu irmão que se revela um inesperado porto de abrigo, acorda com a notícia de que um corpo foi encontrado junto à casa de Vicente. Os inspetores César Delgado e Rodrigo Gonçalves, com quem Sofia também tem uma relação complexa, são chamados a conduzir a investigação, que trará consigo uma vaga de mentiras e segredos capaz de arrasar a ideia que Sofia tinha de Vicente - e de si própria. Perseguir a verdade sempre lhes esteve no sangue, e apesar de defender que o tempo em que a sua vida pessoal e profissional se fundiam acabou, Sofia não vai conseguir virar costas ao caso de Liliana Ribeiro nem a Santa Cruz, onde está disposta a ficar até ao fecho da investigação… mesmo que esta coloque a sua vida em perigo.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 256
Sinopse: Em 2023, a recuperar ainda de uma cirurgia cardíaca, Faciolince aceitou o convite para participar numa feira do livro na Ucrânia. Cumpridos os compromissos literários, o grupo com que seguia decidiu deslocar-se a uma das cidades mais próximas da linha da frente, para testemunhar em primeira mão os horrores da invasão russa. Não imaginavam, então, quão de perto iriam viver a tragédia da guerra. Na véspera do regresso, num restaurante em Kramatorsk, Faciolince e os seus companheiros de viagem sofreram um golpe inominável: um míssil russo com seiscentos quilos de explosivos caiu no centro da cidade, matando treze pessoas e ferindo mais de sessenta. Uma das vítimas mortais foi a escritora ucraniana Victoria Amélina, guia e companheira da incursão ucraniana que terminou em tragédia. Minutos antes, Faciolince acabara de trocar de lugar à mesa com ela. Este livro é o relato dessa história, no tom pungente e brutalmente honesto que caracteriza o melhor da literatura deste autor: a indignação diante da morte de um inocente; a culpa e o espanto dos sobreviventes; e o incómodo e fortuito acaso de escapar à morte uma vez mais. Um relato que se transforma numa reflexão desarmante sobre a fragilidade da vida.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 480
Sinopse: baseando-se em material de arquivos recém-descoberto na grã-bretanha e em itália, grande parte dele traduzido pela primeira vez, a ordem do capital faz um relato novo, lúcido e muito crítico, da promocão da austeridade ¿ e do sistema económico moderno ¿ enquanto alavanca do poder político contemporâneo. ao longo de mais de um século, os governos que enfrentavam crises financeiras recorreram a políticas económicas de austeridade ¿ cortes nos salários, nas despesas fiscais e nos benefícios públicos ¿ para garantirem a solvência. ainda que estas políticas tenham sido bem-sucedidas no apaziguamento dos interesses estrangeiros, tiveram impactes devastadores nas condicões sociais e económicas de países de todo o mundo. atualmente, embora a política da austeridade continue a ser favorecida pelos estados em dificuldades, uma questão importante permanece sem resposta: e se a solvência nunca foi o verdadeiro objetivo da austeridade?
Edição: Fev 2024
Nº Páginas: 272
Sinopse: O amor de uma mãe não tem limites¿ Londres, 1754. Seis anos depois de deixar Clara, a filha ilegítima, no Hospital dos Expostos, Bess regressa para recuperar a criança. Receando o pior ¿ que Clara tenha falecido ¿, a última coisa que espera é que lhe digam que a criança foi resgatada¿ pela mãe! A vida de Bess fica de pernas para o ar enquanto tenta descobrir quem se fez passar por ela¿ e porquê! Numa casa sombria afastada da cidade, uma jovem viúva não sai da sua residência há mais de uma década. Quando um amigo próximo, médico no Hospital dos Expostos, lhe sugere a contratação de uma ama para a filha, a jovem hesita em acolher uma pessoa desconhecida no seu lar. Mas o seu passado, cheio de segredos, está prestes a regressar, ameaçando destruir o mundo que ela cuidadosamente construiu. Tendo como cenário a vibrante Londres georgiana, A Órfã Perdida explora de forma brilhante segredos familiares, o poder das classes sociais, da igualdade e do significado de maternidade.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Que papel desempenhou a música em Auschwitz? Qual o seu efeito sobre estas mulheres que deviam a sua sobrevivência à participação num projeto de propaganda nazi? Qual foi a sensação de serem forçadas a dar consolo aos perpetradores de um genocídio que ceifou a vida da sua família e amigos? A aclamada historiadora Anne Sebba traz à luz do dia a extraordinária história da Orquestra Feminina de Auschwitz, com base numa investigação meticulosa e em relatos exclusivos. Em 1943, os oficiais alemães das SS, responsáveis por Auschwitz-Birkenau, ordenaram a formação de uma orquestra entre as prisioneiras. Foram reunidas cerca de cinquenta mulheres e raparigas de onze países para tocar música para os outros prisioneiros - que partiam todas as manhãs para trabalhar e regressavam, ao fim do dia, exaustos e sem esperança - e, semanalmente, faziam concertos para os oficiais nazis. Por vezes, algumas destas mulheres eram convocadas para tocarem sozinhas a música preferida de um oficial. Esta era a única orquestra inteiramente feminina em qualquer um dos campos de concentração nazis e, para quase todas as prisioneiras escolhidas para participar, fazer parte da orquestra significava salvar a sua vida. De Alma Rosé, a principal maestrina da orquestra, sobrinha de Gustav Mahler e uma formidável violinista célebre do pré-guerra, a Anita Lasker-Wallfisch, a violoncelista adolescente e última sobrevivente, Anne Sebba baseia-se numa meticulosa pesquisa de arquivos e em relatos exclusivos, em primeira mão, para contar, pela primeira vez, a surpreendente história desta orquestra, dos seus membros e da reação de outros prisioneiros.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
Em 2010, Annie Ernaux recebeu um convite da editora NiL para participar na coleção Les Affranchis, construída a partir de um desafio aos autores: escrever uma carta a alguém a quem nunca se escreveu. Annie regressa então a um domingo de agosto de 1950, em Yvetot, quando, aos dez anos, ouve uma conversa entre a mãe e uma cliente e, em choque, fica a saber que, antes do seu nascimento, os pais haviam tido uma outra filha. A menina morreu aos seis anos, de difteria, e os pais nunca falaram dela a Annie – nem Annie alguma vez mencionou aos pais ter conhecimento da sua existência. É a ela, a essa irmã com quem nunca brincou ou discutiu, que dirige este texto. Reflexão sobre silêncios e expectativas, sobre a construção da identidade e os significados das memórias, sobre linguagem, A Outra Filha é um impressionante jogo de espelhos.
Nº Páginas: 260
Sinopse:
UM ROMANCE OUSADO SOBRE UMA DAS FIGURAS MAIS MISTERIOSAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL A Paixão do Infante é um fascinante ponto de encontro entre lendas, relatos históricos e a imaginação do seu autor, o jornalista João Fernando Ramos, que transporta os leitores a um passado longínquo e glorioso. Terá sido o Infante D. Henrique o religioso, casto e celibatário, que ficou para a História? Que paixão inconfessável e arrebatadora levou o grande impulsionador dos Descobrimentos a recusar várias pretendentes, desiludindo o pai, D. João I, que sonhava com um casamento feliz para o filho predileto? Que amor foi esse que impôs barreiras intransponíveis a Henrique e moldou os destinos do reino de Portugal? O Infante de Sagres é uma das personagens mais importantes da nossa História, mas faltam registos sobre a sua vida que não se prendam com intrigas na corte ou os planos de expansão marítima que o imortalizaram. Pouco sabemos sobre os amores de Henrique, é certo, mas a promoção de Leonor de Aragão ao estatuto de rainha de Portugal, através do matrimónio com o irmão do Infante, D. Duarte, esconde um mistério sobre o qual este romance tenta trazer alguma luzUm relato apaixonante sobre uma das maiores figuras do passado português e a mitologia de uma nação.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 208
Sinopse:
«Vida e morte foram minhas, e eu fui monstruosa. […] Durante as horas de perdição tive a coragem de não compor nem organizar. E sobretudo a de não prever. Até então eu não tivera a coragem de me deixar guiar pelo que não conheço e em direção ao que não conheço […]. Minhas previsões me fechavam o mundo. » Conhecemo-la pelas enigmáticas iniciais – o nome, nunca chegaremos a descobrir. G.H., independente e segura das suas escolhas, é uma escultora bem relacionada nos círculos do Rio de Janeiro. Numa manhã igual a outras, o seu mundo vai expandir-se depois de se pulverizar. Primeiro, a sua empregada despede-se; em seguida, G.H. decide limpar o quarto que ela habitava: um espaço vazio e imaculado. É aí que acontece um encontro epifânico com uma barata que rasteja de dentro de um armário. Perante a visão do inseto, G.H. submerge num questionamento existencial agudo, rasga fronteiras, põe em causa o seu lugar no universo e, num sentido mais extremo, a sua própria humanidade. Tendo como núcleo uma experiência-limite e como clímax um episódio chocante, A paixão segundo G.H. é o teatro anatómico da condição humana: disseca pulsões primordiais (desejo, medo, transgressão), ao mesmo tempo que convida o leitor à travessia de um mundo oculto. Depois da descida ao inferno, e por entre as ruínas daquilo em que antes acreditava, irrompe, afinal, o gesto humano mais elementar: o combate pela vida. Um dos mais célebres romances de Clarice Lispector, A paixão segundo G.H. é um prodígio da imaginação e do engenho literário. Uma história tão inquietante quanto luminosa.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Um dos romaces japoneses mais surpreendentes e tocantes. Atsuya, Shota e Kohei acabam de assaltar uma casa e, em fuga, procuram refúgio no Bazar Namiya, uma pequena loja que parece abandonada. Assim de repente, parece-lhes o esconderijo perfeito, mas subitamente, alguém deixa uma carta na caixa de correio, a meio da noite. Quando abrem o envelope, a surpresa não podia ser maior: a carta é um pedido de ajuda endereçado ao proprietário da loja que, ao que parece, é famoso por dar conselhos e ajudar a resolver problemas de todo o tipo. Ora, não deve ser assim tão difícil serem agora eles a tomar o seu lugar. Pegam na caneta e começam a tratar do assunto, deixando depois a carta de resposta do lado de fora da loja, na palete de leite. Porém, quando voltam à conversa sobre como sair dali, chega uma nova carta, e, para espanto geral, percebem que a pessoa que a enviou está em 1979, que é, como quem diz, quase trinta anos atrás no tempo. Os envelopes continuam a cair na caixa de correio, e estes três rapazes vão começar a perceber que ajudar outras pessoas pode ser a melhor forma de se ajudarem a si mesmos. Numa noite mágica que desafia as barreiras do espaço e do tempo, este romance promete mudar a vida das suas personagens e as de milhões de pessoas que já o leram, em todo o mundo.
