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Nº Páginas: 284
Sinopse:
Amiga íntima do Duque e da Duquesa de Windsor, Diana Mitford era convidada habitual nas suas festas em Paris ou no Moulin em Orsay, onde eram vizinhos. Escrevendo com o seu estilo inimitável extremamente inteligente, divertido e observador, Diana Mitford pinta um extraordinário retrato da sua amiga, que é simultaneamente extremamente vívido e realista no que toca aos seus defeitos. O que é que cativou tão profundamente o Rei Eduardo VIII e o levou a abdicar, de modo a poder nunca se afastar dela?
Nº Páginas: 368
Sinopse:
No dia 1 de dezembro de 1640, por entre as armas dos fidalgos e a exaltação popular, a Duquesa de Mântua assoma corajosamente à varanda do Palácio Real, em Lisboa, tentando travar o golpe de Estado que estava em vias de pôr fim a seis décadas de domínio castelhano. Margarida de Mântua chegara a Lisboa em 1634, com a incumbência de governar o reino em nome de Filipe IV de Espanha. Nesse período conturbado, marcado por revoltas populares contra o aumento dos impostos e pelos constantes ataques ao império colonial português por parte dos inimigos da Monarquia Hispânica, Filipe IV e os seus conselheiros haviam decidido enviar para Lisboa alguém cuja lealdade não pudesse ser posta em causa: uma princesa de sangue real, prima do monarca e bisneta de duas infantas portuguesas, que crescera na corte de Saboia, embalada pelo mito do avô espanhol, o poderoso Filipe II, que reinara sobre o maior império que jamais existira. Em "A Duquesa de Mântua", Joana Bouza Serrano, historiadora e autora de As Avis, dá-nos a conhecer a vida atribulada desta altiva e determinada princesa que foi vice-rainha de Portugal.
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Estes cartazes e panfletos propagandísticos fazem parte de uma guerra - a guerra colonial entre as tropas portuguesas e os guerrilheiros da FRELIMO, no norte de Moçambique. Contam a história da multiplicidade étnica e linguística desse território, e ilustram a complexidade psicológica de um conflito de guerrilhas. Nesta guerra, como em todas as outras, houve vencedores e vencidos. Mas os homens e mulheres moçambicanos que passaram para o lado do ocupante fizeram a mais trágica e inglória das escolhas: na sua maioria foram presos, torturados ou executados. O objectivo deste livro é impedir que esta história caia no esquecimento.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
A China, somos recordados com frequência, é um milagre económico. Mesmo aqueles que duvidam de que a democracia possa surgir na esteira da prosperidade não têm como questionar o êxito do Partido Comunista na "abertura" do país, ao transformar uma economia asfixiada pelo planeamento estatal numa florescente economia de mercado em apenas uma geração. Mas que sabemos realmente sobre a China? Todas as informações são duvidosas, parciais ou distorcidas. A riqueza crescente da China não está em causa, mas raramente se dá a importância devida à vasta dívida acumulada que sustenta esse crescimento. Se a economia crescer mais depressa do que a dívida, esta será absorvida, mas a dívida continua a crescer mais depressa do que a economia. Estaremos perante um gigantesco esquema de Ponzi? Dikötter desmonta o mito do milagre económico da China. Uma investigação extensa e convincente de leitura obrigatória para todos os que se interessam pela China.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
A Chegada das Trevas é a história largamente desconhecida - e profundamente chocante - de como uma religião militante pôs deliberadamente fim aos ensinamentos do mundo clássico, abrindo caminho a séculos de adesão inquestionável à "única e verdadeira fé". O Império Romano foi generoso na aceitação e assimilação de novas crenças. Mas com a chegada do Cristianismo tudo mudou. Esta nova fé, apesar de pregar a paz, era violenta e intolerante. Assim que se tornou a religião do império, os zelosos cristãos deram início ao extermínio dos deuses antigos - os altares foram destruídos, os templos demolidos, as estátuas despedaçadas e os sacerdotes assassinados. Os livros, incluindo grandes obras de Filosofia e de Ciência, foram queimados na pira. Foi a aniquilação. Levando os leitores ao longo do Mediterrâneo - de Roma a Alexandria, da Bitínia, no norte da Turquia, a Alexandria, e pelos desertos da Síria até Atenas -, A Chegada das Trevas é um relato vívido e profundamente detalhado de séculos de destruição.
Nº Páginas: 688
Sinopse:
O primeiro de dois volumes, À Beira do Abismo é a monumental nova história da Europa moderna e um dos maiores triunfos de Ian Kershaw. No Verão de 1914, a maior parte da Europa mergulhou numa guerra tão catastrófica que levou gerações a recuperar dela. O desastre aterrorizou os seus sobreviventes, chocados por a civilização que assumiam ser o modelo para o resto do mundo ter sucumbido à barbaridade. Em 1939, os europeus iniciariam um segundo conflito que provou ser ainda pior - uma guerra que tinha na morte de civis um objectivo central, e cujo fim não impediu que a violência continuasse, moldando um continente retalhado que emergia. "Um grande feito… Dificilmente existe um guia mais judicioso para esta terra sangrenta..." The Sunday Times
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Há sessenta e seis milhões de anos, os dinossauros, as mais temíveis feras que alguma vez habitaram a Terra, extinguiram-se quase de um momento para o outro. No entanto, ainda hoje exercem um enorme fascínio sobre nós, apesar de a sua existência permanecer um dos maiores mistérios do nosso planeta. Steve Brusatte, paleontólogo especializado em biologia evolutiva e uma das mais brilhantes figuras da paleontologia da atualidade, é responsável pela identificação de 15 novas espécies de dinossauros. As suas investigações científicas e no terreno que resultaram na descoberta de factos surpreendentes sobre estas fascinantes criaturas e deram origem a uma história completa, surpreendente e inovadora dos dinossauros. Recorrendo à ciência e a tecnologia de ponta para dar vida a este mundo perdido, Steve Brusatte lança uma nova luz sobre as suas origens enigmáticas, o seu desenvolvimento espetacular, a espantosa diversidade de espécies, a extinção cataclísmica que sofreram, mas também sobre o seu inquietante legado com que ainda convivemos atualmente. Contendo mais de setenta fotografias e ilustrações originais, A Ascensão e Queda dos Dinossauros — Uma Nova História de um Mundo Perdido leva-nos numa viagem que começa no início do período Triásico e se prolonga por 200 milhões de anos até ao apogeu dos dinossauros nos períodos Jurássico e Cretácico, quando os T. rex, os Triceratops, os Brontossaurus e outros dominavam a Terra. E, claro, sem esquecer também as teorias científicas relativas ao que provocou a extinção brutal e repentina que varreu os dinossauros do planeta. Escrita num estilo conciso e cativante, longe dos formalismos académicos, esta é uma obra acessível a todas as idades. Repleta de factos científicos, contém ainda histórias entusiasmantes e divertidas vividas pelo autor no seu trabalho de campo um pouco por todo o mundo, incluindo em Portugal. Com prefácio de Octávio Mateus
Nº Páginas: 240
Sinopse:
A guerra é intrínseca à condição humana. Sempre empreendida como método de conquista, dissuasão ou preponderância ideológica, os seus relatos e experiências ultrapassaram qualquer fronteira temporal. De todas as disciplinas que a estudaram, a literatura - de Sun Tzu a Clausewitz, de Vegécio a Maquiavel - tem sido a que legou as mais excecionais obras refletindo acerca dos conflitos, as suas dimensões e as consequências que ainda hoje podemos notar. O general Rafael Dávila Álvarez, com grande profundidade e dimensão intelectual, apresenta ao leitor esta nova arte da guerra moderna que não se centra apenas no próprio evento bélico, mas que também entra pelos seus ensinamentos e em todas as dimensões que convergem no seu desenvolvimento e na sua prática.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 176
Sinopse: Mais de 80 mapas e documentos, todos totalmente actualizados, lançam luz sobre as muitas origens da violência no Médio Oriente, uma entidade geopolítica que se estende da Turquia ao Iémen e do Egipto ao Irão: As raízes históricas dos conflitos actuais desde o colapso do Império Otomano. Os impasses políticos dos regimes autoritários e os excessos nacionalistas, islâmicos e sionistas. Petróleo, gás, água, terras: recursos estratégicos muito disputados. Os interesses e as estratégias das grandes potências da região. Nos conflitos do Médio Oriente, na Síria, no Iémen, no Iraque e em Israel-Palestina, está em jogo o destino de Estados, de povos e de sociedades civis, por vezes em frangalhos. Para que a estabilidade regional seja possível, é essencial compreender as origens da violência
Edição: Jun 2024
Nº Páginas: 152
Sinopse: Solidão de Israel, o mais pungente livro de Bernard-Henri Lévy, é um impressionante ensaio escrito com emoção, cólera e razão, uma dramática meditação sobre o destino dos judeus e de Israel. O que se passou no 7 de Outubro de 2023? Que choque sentiu a alma judia perante o mais bárbaro pogrom depois do Holocausto? Estaremos perante mais uma etapa na guerra mundial contra as democracias? E que ligação há entre o assalto terrorista do Hamas e a guerra da Ucrânia? O facto é que, por trás do terror do Hamas, está o rosto do Irão, da Turquia, da Rússia de Putin, da China e do islamismo sunita. Face a esse ataque tem ou não Israel o direito a defender-se? «Sim, mas» «Sim, mas o contexto», responderão muitos profissionais da desculpa e do esquecimento, curiosamente da extrema-direita à extrema-esquerda. E é a esses de Lévy responde, com veemência e claríssima argumentação, que se conclui numa cruel constatação: se Israel perder uma guerra essa s
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 176
Sinopse: Atlas das Religiões, de Frank Tétart, é uma fascinante incursão pelas diferentes crenças e pelas suas dinâmicas com a identidade individual, o poder e a geopolítica. Neste atlas, há chaves para poder compreender vários conflitos actuais, pois, e contrariando a aparente secularização em curso nas sociedades desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as religiões voltam a assumir um papel fundamental na identidade de muitos povos e indivíduos. Em bom rigor, o mundo é mais religioso em 2024 do que era em 1970. E a verdade é que as identidades religiosas são frequentemente mobilizadas pelos poderes políticos ou por grupos para acentuar quadros de conflito. Com mais de 120 mapas e infografias, o Atlas das Religiões, de Frank Tétart, analisa a génese das religiões e a geografia religiosa do mundo no século xxi, numa cartografia que realça a dimensão espacial dos fenómenos religiosos e dá sentido a acontecimentos recentes, como a expansão do islão jihadista
Edição: Nov 2024
Nº Páginas: 176
Sinopse: Este Atlas Histórico da Rússia leva-nos numa viagem que vai de Ivan III, «grão-príncipe de Moscovo e de toda a Rússia» no século XV,a Vladimir Putin,presidente cujo poder absoluto está a abalar a cena internacional. O leitor encontra aqui um balanço das transformações estruturais que a Rússia viveu e continua a viver.O Atlas Histórico da Rússia oferece-nos a história: Da Rússia imperial,uma potência em expansão desde o século XV, Da Rússia soviética,forjada sob uma imensa violência política e social,que ao mesmo tempo deu origem a um novo mundo urbano e industrial; Do período pós-soviético,que viu a Rússia,após um período de recuo e incerteza,tentar recuperar a sua antiga grandeza processo que continua até aos dias de hoje. O Atlas Histórico da Rússia,com mais de 90 mapas e infografias,apresenta a História da Rússia,com vários mapas revelando a projecção internacional da URSS nno quadro da divisão bipolar do mundo.No final, os
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 104
Sinopse: Elogio da Leitura é um ensaio intemporal sobre o valor de se ler reflectidamente e o papel transformador que os livros podem ter na nossa vida. Publicado na revista La Renaissance latine em 1905 e, em 1906, como prefácio para a tradução do próprio Proust de Sesame and Lilies, de John Ruskin, o texto descreve as alegrias e desafios que a literatura oferece, assim como o poder que folhear um livro, sentir o seu aroma e lê-lo com verdadeiro prazer tem de moldar a nossa visão de nós mesmos, dos outros e do mundo, de acender debates e paixões, e de nos oferecer consolo nos dias mais difíceis. Considerado um dos mais belos textos de Proust, o autor leva-nos até à sua infância, aos dias de férias passados a ler, a reflectir e a aceder a experiências e a pensamentos que não os seus, levado pela imaginação para um caminho de enriquecimento e desenvolvimento.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 0184
Sinopse: Ponto de chegada e ponto de partida da história recente de Portugal, o acontecimento-chave de 25 de Abril de 1974 teve autores, mas não pode nem deve ter donos, porque tanto mergulha nos sinais, energias e vozes que impulsionaram a rutura revolucionária no final do Estado Novo, como se prolonga no que projetou o país para lá de 1976 e abriu caminho a uma democracia consolidada e europeizada. Este livro oferece um olhar histórico sintético sobre Portugal nos 25 anos que decorreram entre o início das guerras de África, em 1961, e a entrada na CEE, em 1986, a partir de diferentes focos: a política, a sociedade, a economia, a cultura, os media, as mentalidades ou a posição no mundo. A complexidade da revolução de Abril justifica esta contextualização, importante para compreender os 50 anos de existência democrática e a situação atual do país.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Martin Puchner conduz-nos numa viagem maravilhosa através dos tempos e à volta do globo, para nos revelar como a invenção da escrita, as histórias e a literatura moldaram o mundo atual. Analisando dezasseis textos fundamentais, selecionados a partir de um universo de mais de 4000 anos de literatura, da Ilíada a Harry Potter, demonstra-nos como a escrita conduziu à ascensão e queda de impérios e nações, ao surgimento de ideias filosóficas e políticas, e ao nascimento de crenças religiosas. Descobrimos Murasaki, uma japonesa do século XI que escreveu o primeiro grande romance da literatura mundial, O Romance do Genji, seguimos as aventuras de Miguel de Cervantes quando combate os piratas do mar e da literatura, acompanhamos Goethe na sua descoberta da literatura universal, na Sicília, e assistimos à influência crescente de O Manifesto Comunista. Puchner leva-nos a Troia, Pérgamo e à China, fala com o Prémio Nobel Derek Walcott nas Caraíbas e com Orhan Pamuk em Istambul, e apresenta-nos os artesãos da epopeia de tradição oral Sunjata, na África ocidental. Esta deliciosa narrativa também descreve os inventos — as técnicas de escrita, a prensa, o objeto livro — que moldaram povos, comércio e história. Martin Puchner mostra-nos como a escrita transformou o nosso planeta no mundo da literatura.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Há 40.000 anos, não éramos a única espécie humana no mundo. Existiam igualmente os Hobbits (Homo floresiensis) na ilha das Flores, na Indonésia; os Denisovanos na Sibéria; o Homo luzonensis nas Filipinas; e o Neandertal no que é agora a Europa e partes da Eurásia. Neste livro, Tom Higham apresenta-nos a mais recente investigação científica que permitiu transformar o nosso conhecimento sobre a história humana. Aliando investigação arqueológica e novos métodos laboratoriais, o autor desvenda as mais recentes descobertas sobre estas espécies humanas e explora o que poderemos descobrir das suas ligações genéticas. Um relato envolvente do nosso conhecimento atual sobre as origens humanas que levanta novas e interessantes possibilidades - particularmente no que diz respeito ao contacto (se existiu) que estas outras espécies podem ter tido connosco antes da sua extinção.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Este livro é uma viagem ao Movimento que preparou e concretizou os eventos da madrugada do 25 de Abril, destinada aos que a viveram e aos que ainda não eram nascidos. Os autores ficaram conhecidos como "os cronistas da Revolução", com uma trilogia de livros sobre o Processo Revolucionário em Curso (PREC). Quatro décadas mais tarde, tanto a matéria registada nesta obra como o percurso dos seus autores merecem renovada atenção, reflexão e leitura. Por isso, o editor entendeu obrigatória a reedição desta já clássica - e, como tal, fatalmente actual - crónica da Revolução dos Cravos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
"Na manhã de 16 de Dezembro de 1972, tropas coloniais portuguesas reuniram os habitantes de Wiriamu, incluindo mulheres e crianças, no largo principal da povoação e ordenaram-lhes que batessem palmas e que cantassem para se despedirem da vida. Em seguida, os soldados abriram fogo. Os que escaparam às balas foram mortos por granadas. Incitados pelo brado 'Matem-nos a todos', os militares estenderam o morticínio a quatro povoações vizinhas ao longo do Rio Zambeze. No final do dia, perto de 400 aldeãos tinham sido mortos, e os seus corpos foram lentamente consumidos pelas chamas em piras funerárias ateadas pelos soldados com o capim que cobria as palhotas." Mustafah Dhada, embora moçambicano, só tomou conhecimento deste massacre ocorrido no seu país ao ler por acaso um jornal inglês, quando já vivia em Oxford. A descoberta do que se tinha passado e a ausência continuada de admissão dos acontecimentos por parte do governo português - tanto antes como após a revolução - levaram-no a iniciar no terreno, em 1994, um trabalho de investigação de proporções épicas, reunindo uma equipa local que entrevistou centenas de testemunhas da chacina, e consultando toda a literatura existente sobre os acontecimentos de Wiriamu. Essa investigação acabou por durar 20 anos, e culminou na escrita deste livro.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
O grande terramoto de 1755, em Lisboa, não alterou apenas a aparência da, à época, capital do império português. Este fenómeno brutal da natureza alterou, também, a natureza e a dimensão da relação do homem com o Céu e a Terra. Mais, expôs impiedosamente as tensões que, à vez, alimentavam e minavam a sociedade portuguesa da altura. O fatídico 1. º de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, constitui um dos mais terríficos e fascinantes acontecimentos de todo o século XVIII. A devastação da cidade de Lisboa, a perda de incontáveis vidas, a surpresa e o horror da destruição pelo abalo, primeiro, pela água, depois, e, por fim, pelo fogo, impuseram a subversão da ordem vigente e abriram a porta a fantasmas que povoavam os imaginários mais apocalípticos da época, a começar pela mudança. Com efeito, depois do terramoto, muito, se não tudo, mudaria. Se Voltaire e Kant dedicaram parte do seu pensamento e escritos a este acontecimento, tal não é menos verdade para inúmeros outros, mais ou menos anónimos, que, tendo vivido o horror e o trauma in loco e sobrevivido para contar, deixaram o seu testemunho sob a forma de cartas, poemas e memórias. Foram estes os documentos que Mary del Priore, reputada historiadora brasileira, leu e releu, analisou e esmiuçou, na bem-sucedida empresa de reconstituir a sociedade, a economia e a geografia lisboeta antes, durante e depois do terramoto.
Nº Páginas: 85
Sinopse:
No início... houve um macaco espertalhão que desceu da árvore para comer frutos caídos no chão, mais maduros, logo, mais doces, logo, mais fermentados, isto é, com um leve cheirinho a álcool. Outros macacos se lhe seguiram e, com o aumento das calorias consumidas, foi um passo até que lhes crescesse o cérebro, a coluna se endireitasse e as mãos se libertassem. Mais um passo... e estávamos a ir à ópera. A teoria que coloca o álcool na origem da evolução humana justifica a nossa insaciabilidade milenar. É dela que parte o escritor Afonso Cruz para este retrato inusitado da civilização acumuladora, gananciosa e um tanto louca na qual desembocámos. Do macaco original à criação da cerveja, que impulsionou a sedentarização e cativou Jesus Cristo, assistimos ao desenrolar das consequências do consumo de álcool. Da embriaguez à civilização, a nossa história nunca foi contada assim.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Em 1883, Moses Wilhelm Shapira chegou sem aviso prévio a Londres afirmando ter descoberto a Bíblia mais antiga do mundo numa gruta do deserto a leste do Mar Morto. Com este achado fenomenal, Shapira depressa se tornou famoso em todo o mundo - mas não tardou que a sua descoberta fosse desmascarada como uma falsificação bem feita. Todavia, o achado dos Manuscritos do Mar Morto em 1947, com os quais os rolos de pergaminho de Shapira possuíam uma estranha semelhança, levou os investigadores a reabrir o caso, interrogando-se se Shapira teria, de facto, descoberto o primeiro manuscrito do Mar Morto, sete décadas antes dos restantes. Neste livro, o jornalista premiado Chanan Tigay descreve a sua demanda dos rolos perdidos e da verdade sobre a culpa ou a inocência de Shapira.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Páginas que ardem de amor e desejo. Incendeiam este livro histórias de amores arrebatadores como os de D. Pedro I e D. Inês de Castro, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Almeida Garrett e a viscondessa da Luz, Ava Gardner e Frank Sinatra, Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas, John Lennon e Yoko Ono, Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro. Afinal, como escreveu Luís de Camões, o amor é fogo que arde sem se ver. O fogo que arde neste livro pode não se ver, mas queima. Os grandes amores desafiam as barreiras do tempo e do espaço e, muitas vezes, é a sua dimensão trágica que os mitifica e eterniza. Nestas páginas há histórias de amor heterossexual e homossexual, antigas e modernas, famosas e menos conhecidas, mas todas elas capazes de nos fazer suster a respiração.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
O Livro do Soldado do III Reich é um retrato abrangente e apaixonante dos três ramos das forças armadas alemãs num dos períodos mais marcantes da história militar universal: 1935-1945. O Heer (Exército), a Luftwaffe (Aviação) e a Kriegsmarine (Armada) são aqui desdobrados nas suas várias unidades de elite. A chamada Wermacht foi uma das estruturas militares mais temidas e destrutivas de sempre, uma vez que a sua existência coincide com o tempo em que Adolf Hitler dirigiu o Estado alemão. Este relato único é feito através de ilustrações altamente pormenorizadas que são acompanhadas por um texto de grande rigor histórico e científico, mas fácil de compreender. O livro debruça-se sobre a estrutura, os uniformes, as armas e as grandes batalhas em que as forças de combate de Hitler se envolveram durante a Segunda Guerra Mundial. Todas as ilustrações são coloridas e dão uma visão altamente realista sobre as unidades mais emblemáticas da Wehrmacht. Um livro para os apaixonados pela história e a iconografia da Segunda Guerra Mundial.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"Durante o período em que Napoleão conservou o poder, prestaram serviço no exército para cima de 1 600 000 franceses. Vesti-los, ou conseguir abastecê-los com armas, víveres e sapatos não foi uma tarefa fácil. Os uniformes caros que faziam brilhar os regimentos desempenhavam duas funções, para além da de vestirem os homens: permitir que os soldados reconhecessem o inimigo e levá-los a crer que eram maiores e mais fortes do que na realidade eram. Os altos capacetes e gorros de pele aumentavam essa impressão de maior tamanho, e as dragonas alargavam as costas. Tudo isso era magnífico nos desfiles, quando os estados-maiores se apresentavam refulgentes de plumas, aço e ouro, mas as coisas eram muito diferentes no campo de batalha. Encharcada pela chuva, a roupa não secava nunca e tornava-se pesada, enchia-se de lama e, à medida que os combates se sucediam, era praticamente impossível limpá-la do sangue dos companheiros ou dos inimigos." O Livro do Soldado de Napoleão apresenta-nos uma nova e interessante visão sobre os exércitos do imperador francês através de 30 ilustrações originais e dos conhecimentos notáveis de um dos maiores especialistas neste período: Miguel Del Rey. Esta obra explora não apenas as formas de combate e as estratégias nos campos de batalha como analisa detalhadamente as armas, as unidades mais emblemáticas e os uniformes. Um livro essencial para perceber não só a História da Europa, mas também a História de Portugal durante o período das invasões francesas.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
O que torna algo uma obra de arte? De que modo os antigos gregos deram forma ao ideal de beleza? Será que a cor exerce uma influência direta na alma? Este livro analisa estas e outras questões, explorando os principais movimentos, temas e estilos da história da arte através de mais de duzentas obras de uma ampla variedade de meios de comunicação. Escrito numa linguagem simples, "O Livro da Arte" traduz o jargão da história e teoria da arte e está repleto de imagens das grandes obras de arte mundiais e de infográficos engenhosos que exploram as ideias por detrás delas. Das imagens pré-históricas que simbolizam a fertilidade às videoinstalações contemporâneas, este é o livro perfeito para a introdução ao mundo da arte.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Este livro é um contributo que nos permite saber como foi feita a cobertura jornalística da Guerra Colonial pelos jornalistas portugueses da Metrópole (Portugal) e das províncias ultramarinas envolvidas no conflito - Angola, Guiné (actual Guiné-Bissau) e Moçambique.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
O ataque ao semanário Charlie Hebdo, em 7 de Janeiro de 2015, moveu e comoveu mais os europeus do que as mulheres escravizadas ou massacradas do Boko Haram na Nigéria, do que os egípcios coptas decapitados ritualmente, do que os cristãos crucificados às centenas no Iraque e na Síria. De onde vem toda esta desalmada violência, esta orgia de sangue e exibicionismo, a lembrar cenas da Antiguidade, limites da perversidade humana? Quem são os seus autores? Em que acreditam, o que querem e a que reagem? Alguém os comanda? De que fundas histórias e raízes vêm tão complexas divisões e seitas? Onde está a realidade e onde está o mito? Onde está a verdade e onde está o cliché?
Nº Páginas: 350
Sinopse:
Um monarca maldito. Uma traição entre irmãos. Uma revelação que pode abalar o reino. Em finais do século XVII, um sacerdote português a viver em Roma recebe uma carta a pedir o seu regresso urgente, mas discreto, a Portugal. À chegada a Lisboa, o padre Bartolomeu é confrontado com uma informação espantosa - a de que D. Afonso VI, o rei destituído que morrera após um longo e penoso cativeiro, afinal, talvez tenha deixado descendência. A hipótese ameaça seriamente a estabilidade do reino. Se a alegada impotência de Afonso VI fora determinante na anulação do seu casamento com Maria Francisca de Sabóia, agora mulher do atual rei, a possibilidade de existir um descendente coloca em causa não só o processo de destituição de Afonso como também a legitimidade do poder de D. Pedro II. Urge por isso apurar a verdade. E agir. Figura controversa, Afonso não nascera para governar. Mas a morte de Teodósio, o filho varão de D. João IV, levá-lo-ia a iniciar um reinado que teria como coroa de glória as vitórias na guerra da Independência, mas terminaria na mais profunda vergonha, com uma conjura liderada pelo próprio irmão, D. Pedro, a pretexto da vida boémia de Afonso e do seu desinteresse pelos desígnios do País. Apesar do cognome, O Vitorioso ficaria com a sua reputação denegrida para sempre. Entre investigações, pistas ténues e viagens inesperadas, o padre Bartolomeu, que em tempos acompanhara o monarca deposto no seu cativeiro, mergulha numa espiral de segredos impenetráveis em busca de uma resposta difícil de encontrar - mas não duvidando nunca de que, para o regime D. Pedro, e tal como Afonso VI, o eventual e misterioso descendente seria um indesejado…
Nº Páginas: 240
Sinopse:
1384. Os exércitos de Castela sitiam Lisboa e começa o mais famoso cerco da História de Portugal. Mas na margem oposta do Tejo, um cerco que hoje poucos recordam vai revelar-se ainda mais terrível e cruel: o da vila de Almada. João Galo, filho do regedor de Almada, perde o pai nos primeiros dias do cerco. Ao ver-se subitamente no papel de chefe de família e com a responsabilidade de proteger a casa e as irmãs, terá de encontrar coragem para participar nos ataques de D. Nuno Álvares Pereira aos castelhanos e força para resistir à paixão pela prostituta Rosa. Num ambiente de guerra civil, esta é a história de heróis, mas também do povo anónimo que, à revelia da nobreza portuguesa, toma os castelos do Reino e os entrega a D. João I, Mestre de Avis. Uma saga de heroísmo, traição e superação que só terminará com a mais épica batalha da nossa História: Aljubarrota.
Nº Páginas: 388
Sinopse:
Esta obra reúne Histórias inéditas escritas pelo autor português mais credenciado para escrever sobre espionagem; Do mesmo autor do Diário que Salazar não leu, na altura da segunda grande guerra mundial este livro desvenda a actuação dos serviços secretos estrangeiros em Portugal e nas colónias. A neutralidade colaborante de Salazar não impediu os agentes alemães, italianos, britânicos e norte-americanos de conspirarem contra o regime e de conduzirem operações bélicas no nosso país, quer em Portugal continental, quer em Goa, Guiné ou Moçambique. Acedendo a inúmeros documentos classificados, incluindo de arquivos militares estrangeiros, Rui Araújo revela ao leitor histórias impensáveis, personalidades surpreendentes e casos inéditos, tornando O Império dos Espiões numa obra obrigatória para conhecer melhor um período único da História de Portugal.
