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Nº Páginas: 136
Sinopse:
Tão perturbador e intenso como um sonho profético, Não É um Rio é um romance magistral sobre masculinidade, culpa e desejo irreprimível, mas também sobre o amor entre amigos e o amor dos ilhéus pelo seu rio e tudo o que nele vive. Enero e o Negro vão à pesca com Tilo - o filho adolescente de Eusébio, o amigo que morreu -, regressando à ilha onde costumam ir há anos, apesar da memória de um terrível acidente ali ocorrido. Enquanto bebem, cozinham, falam e dançam, lutam com os fantasmas do passado e do presente, que se confundem no ânimo alterado pelo vinho e pelo torpor. Uma rede mistura realidade e sonho, factos e conjeturas, ilhéus, água, noite, fogo, peixes, bichos. Os três são intrusos, e este momento íntimo e peculiar coloca-os em desacordo com os habitantes - humanos e não humanos - deste universo natural rodeado de água e regido pelas suas próprias leis. Há perdas, mortes prematuras… Mas há também a vitalidade obstinada da natureza. Quando a floresta se começar a fechar sobre eles, e a violência parecer inevitável, será que outra tragédia está destinada a ocorrer? Humano, mas ao mesmo tempo animal e vegetal, este romance flui como um rio, uma longa conversa ou o afeto entre seres que se amam: mães, filhos, irmãos, amigos, amantes, afilhados. Com a sua prosa precisa e económica, e a sua extraordinária sensibilidade, Selva Almada mostra novamente porque é considerada uma das vozes mais originais da atual literatura latino-americana
Nº Páginas: 272
Sinopse:
"Afinal, ninguém sabe nada sobre ninguém. E ainda por cima, do que menos se sabe é do amor." Em Tel Keidar, uma pequena cidade situada junto ao deserto do Neguev, a morte brutal de um jovem adolescente, possivelmente por overdose, vai interferir no equilíbrio íntimo do casal Theo e Noa, fragilizado pela diferença de idades, pela ausência de filhos, pelo tédio e pela incomunicabilidade. Com um virtuosismo inexcedível, Amos Oz faz alternar essas duas vozes narrativas, a de Theo e a de Noa, juntando-lhes ainda a do narrador, cronista anónimo que por vezes cede a palavra ao "coro" dos habitantes da cidade. Assim, como que reunindo progressivamente todas as peças de um puzzle, o autor revela-nos a intimidade mais profunda de dois seres, ao mesmo tempo que retrata as tensões de uma pequena comunidade, recheada de personagens excessivos e pitorescos. "Não Chames Noite à Noite" é uma preciosa sinfonia de humanidade em que Amos Oz explora com incomparável discernimento as possibilidades - e os limites - do amor e da tolerância.
Nº Páginas: 212
Sinopse:
Numa narrativa absolutamente envolvente, Nada mais ilusório fala das histórias que contamos, do papel da literatura e da linha subtil que separa a realidade da ficção. Num comboio noturno, Alicia viaja entre Londres e Edimburgo na companhia de dois desconhecidos – o escritor Terence Milton e o seu amigo Bou. Neste encontro fortuito, a conversa leva-os a desvendarem momentos do seu passado. Terence é autor de um romance inspirado na ambígua relação que manteve com um jovem. O sucesso do livro traz pesadas consequências, pairando sobre o escritor a acusação de traição a um amigo, cuja vida terá exposto sem pudor. Alicia partilha as suas próprias memórias enquanto se vê presa àquela história, ansiando saber o que realmente aconteceu. Naquele pequeno espaço partilhado cabem vários mundos, e histórias passadas em Nova Iorque, Londres, Madrid e na ilha de Socotra, no Iémen, aproximam três personagens em torno de traições, perdas e culpa.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
Casino Estoril - Maio 1941 O ambiente no casino estava ao rubro. Um misterioso jogador sérvio não dava qualquer hipótese aos seus adversários. Tratava-se de um agente duplo britânico, Dusko Popov, e o dinheiro que apostava pertencia aos súbditos de Sua Majestade. Ian Fleming, que alcançaria a fama enquanto escritor das aventuras do famoso agente secreto 007, assistia com interesse ao desenlace de tamanha proeza. Desde muito cedo, Popov destaca-se como um rebelde playboy. É expulso da escola preparatória de Londres e, mais tarde, preso e banido da Alemanha por fazer declarações desfavoráveis ao Terceiro Reich. Começa então a verdadeira aventura da sua vida ao transformar-se no mais charmoso e bem-sucedido dos espiões, servindo três poderosos mestres de guerra: Abwehr, MI5 e MI6 e FBI. A 10 de agosto de 1941, os alemães enviaram Popov aos EUA para construir uma rede de espionagem e reunir informações sobre Pearl Harbor. Desiludido com J. Edgar Hoover, que ignorou os seus avisos sobre o interesse dos japoneses em Pearl Harbor, regressou à sede dos serviços alemães em Lisboa. Mantendo o jogo duplo, conseguiu ajudar o MI5 a lograr a Abwehr sobre a invasão do Dia D. Sob a "máscara" de diplomata jugoslavo, viveu intensamente as mais perigosas aventuras e saiu ileso de todos os conflitos. Na Toca do Lobo é um relato incrível de espionagem, mentiras e altos riscos. É uma história de subterfúgios e sedução, patriotismo e coragem. É a história de Dusko Popov - a inspiração para James Bond.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
O mais recente romance de Andrés Barba, eleito pela revista Granta um dos melhores ficcionistas de língua espanhola da sua geração."Talvez fosse essa uma das piores tragédias do palhaço: a de que toda a gente desejasse constantemente que o palhaço fizesse de palhaço sem descanso, até ao fim dos tempos." O cientista Marcos Trelles prepara-se para publicar um artigo numa importante revista da especialidade, mas terá de anexar uma curta biografia de trezentas palavras. Nas duas semanas de que dispõe para a escrever, viaja com a esposa até à casa da sogra, falecida um ano antes, para resolver de vez o problema da herança. Na mesma altura, regressa a Espanha Abel, o cunhado, que pretende vender a casa da mãe e desfazer-se da última coisa que o liga ao país onde nasceu. Célebre comediante já reformado, foi ele quem, anos antes, empreendeu uma campanha política que elegesse um manequim para o Congresso, como forma de desmascarar o teatro político que nos subjuga.Quem sou eu? Esta interrogação desafia Marcos a encontrar, no caos do nosso quotidiano de austeridade e desemprego, uma possibilidade de ordem dentro de si, mas igualmente dentro de um país despedaçado. No mais recente romance de Andrés Barba, a prosa limpa esconde a navalha com que se escalpeliza o espetáculo da política.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
O amor está no ar na pequena cidade costeira de St. Carys, na Cornualha. Mas ninguém o diria... Clemency não está à procura de romance quando conhece Sam durante um voo de regresso a casa. Mas a química entre os dois é palpável. Quando aterram, Sam revela-lhe que é impossível ficarem juntos. Clemency fica magoada e nunca mais esquece aquele encontro mágico. Até que, três anos depois, Sam volta a entrar na sua vida… como namorado de outra pessoa. Ronan é um homem sedutor capaz de encantar qualquer mulher. Mas, no que toca a conquistar a mulher de quem gosta, o seu charme é inútil. Pela primeira vez, Ronan terá de se esforçar para conseguir o que deseja. Belle sempre quis uma vida perfeita. Namorados endinheirados, luxo e roupa dispendiosa foram sempre os seus objetivos. Mas agora que tem tudo na mão, há um segredo que esconde dos outros e até de si própria. Terá ela coragem para admiti-lo, destruindo a vida que idealizou? Num puzzle de personagens únicas e cenários idílicos, esta é uma história sobre as vontades do coração, que, através de encontros e desencontros, descobre sempre o seu caminho.
Nº Páginas: 560
Sinopse:
Paul Theroux regressa aos seus temas clássicos, e pela porta grande: o México, a terra de todas as aventuras e de todos os sonhos. Na cultura ocidental, o México é a terra da liberdade - foi o país procurado pelos foragidos e pelos aventureiros, pelos escritores europeus e americanos e pelos viajantes em busca de exotismo, pacificação e turbulência. Da fronteira com os EUA até ao limite das grandes montanhas a sul, o México é o mapa da literatura, do cinema, da música e do gosto de viver e de viajar. Paul Theroux percorre toda a extensão da fronteira EUA-México (onde encontra emigrantes em busca de conforto) e depois mergulha profundamente no interior, nas estradas secundárias de Chiapas e Oaxaca, vai a Monterrey e a Veracruz para descobrir um mundo fascinante escondido por detrás da brutalidade e da violência das manchetes dos jornais e das histórias dos cartéis da droga. No deserto de Sonora ou nas grandes pirâmides das civilizações maia ou tolteca, nas cidades modernas ou nas que conservam a beleza da arquitetura colonial, Theroux redescobre para todos nós um país grandioso e cheio de história, que fascina várias gerações: as mais velhas, que relembram a música, a literatura e o gosto pela história; as mais jovens, que não perderam o gosto pela liberdade e pela aventura.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
À Berlim de 2009 chegam duas estudantes, vindas de Nova Iorque, ansiosas por deixar para trás os seus problemas e encontrar, naquela cidade, um palco para as suas novas vidas. Zoe ainda sofre com a morte da sua melhor amiga, assassinada meses antes na Florida. Hailey é rica, obcecada por Lindsay Lohan e Britney Spears, e quer tornar-se um ícone pop, à maneira de Warhol. Juntas, as amigas arrendam o magnífico apartamento - e com o seu quê de decadência trendy - de Beatrice Becks, uma excêntrica autora de romances policiais. Zoe e Hailey têm muito pouco com que ocupar o seu tempo: passam as noites na agitação de Berlim, deixando para a luz do dia as ressacas, mais ou menos monumentais. Porém, rapidamente começam a acontecer coisas inexplicáveis no apartamento, e as duas amigas suspeitam de que Beatrice as está a espiar. Convencidas de que a senhoria está a usar as suas vidas como inspiração para o seu próximo thriller, decidem virar o jogo contra a própria. Zoe e Hailey tornam-se, assim, anfitriãs de festas loucas no apartamento e, subitamente, toda a gente em Berlim quer ser convidada para aquele clube improvisado, a que as amigas deram o nome Beatrice. No entanto, perdem o controlo da história que estão a criar e a narrativa daquele "livro" resvala, em espiral, para um cenário muito obscuro... Que estão Zoe e Hailey a viver? A história que querem contar, a história que Beatrice quer escrever ou nenhuma delas? Que final as espera? "Na Pele dos Outros" é um romance em que a vertigem da amizade entre mulheres, a toxicidade das relações e o jogo de espelhos se interligam para nos mostrar não só um retrato de uma certa geração millennial, mas sobretudo até onde as pessoas estão dispostas a ir para enterrar a dor.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
No rescaldo da Segunda Guerra Mundial, o coronel americano Richard Cantwell aporta em Veneza - e é aí que viverá as suas últimas vinte e quatro horas. Entre o terror da memória e a debilidade provocada por uma saúde em declínio, surge inesperado um amor vertiginoso por uma jovem condessa italiana, um sentimento capaz de superar a razão, os medos, a implacabilidade do fim iminente. Uma homenagem ao amor espontâneo, à resiliência do espírito humano e à beleza da cidade que os inspira, Na Outra Margem, entre as Árvores surge como uma resposta de esperança e de afeto aos gestos de desumanização provocados pela guerra. Livro enternecedor e trágico, publicado em 1950, levou o escritor John O’Hara a considerar Ernest Hemingway «o mais importante autor desde Shakespeare».
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 352
Sinopse: Valéria é uma escritora de histórias de amor, tem três amigas, Nerea, Carmen e Lola, e vive em Madrid. Valéria ama Adrían até conhecer Víctor. Mas o sexo, o amor e os homens não são alvos fáceis. Valéria chora, Valéria ri, Valéria anda... Valéria é especial. Tal como tu.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
O primeiro romance de Saul Bellow com uma nova edição, para assinalar o centenário do seu nascimento. Escrita em forma de diário, a história centra-se na vida de um jovem desempregado de nome Joseph, na sua relação com a mulher e os amigos, e na frustração que sente em viver em Chicago e na espera da chamada para a guerra. Documento confessional e filosófico, este diário a súmula de todos os seus pensamentos, todas as suas reflexões. Termina com a convocação para a tropa, em plena Segunda Guerra Mundial, e com a expectativa de que a vida militar lhe venha a trazer algum alívio ao sofrimento. "Na Corda Bamba" (Dangling Man) é considerado o romance de aprendizagem de Saul Bellow, que veio a ser Prémio Nobel e unanimemente considerado uma dos grandes romancistas americanos de todos os tempos.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 336
Sinopse: Carmen Maria Machado irrompeu na cena literária norte-americana como um furacão, combinando a tradição folclórica com a modernidade, para sondar terrenos minados como a violência doméstica, o patriarcado e o amor tóxico. Se no elogiadíssimo volume de contos O corpo dela e outras partes o fez no campo da ficção, neste livro bastou-lhe escavar na memória. Partindo da experiência de uma relação asfixiante com uma mulher carismática, porém, volátil, a autora faz uma dissecação inédita dos mecanismos do abuso psicológico, analisando como ela própria se foi transformando nas garras da violência. E deixa um aviso: quem julga entrar na casa dos sonhos pode, afinal, estar a entrar numa casa assombrada. Da adolescência religiosa aos estereótipos dos relacionamentos lésbicos, dos cânones da sexualidade à violência das relações amorosas, esta narrativa pungente estilhaça todas as ideias sobre o que pode ser um livro de memórias. Com uma honestidade e humanidade desarmantes, Carmen Maria Machado desfia uma história que se entranha na nossa pele e passa a ser também a nossa.
Sinopse:
O princípio do fim: Hitler, as leis raciais de Nuremberga, a entrada da Itália fascista na Segunda Guerra Mundial. Neste terceiro volume da biografia ficcionada de Mussolini, chegamos aos anos cruciais da vida do ditador. Roma, 3 de maio de 1938. Mussolini aguarda na estação de Ostiense pela chegada do comboio que traz Hitler de visita a Itália. Semanas antes, o ditador alemão proclamara a anexação da Áustria. Também Mussolini tem ambições para Itália: retira-a da Liga das Nações e prepara-se para promulgar legislação racial de uma dureza sem precedentes. Ainda assim, há quem tenha esperança de que a sede de poder dos dois chefes de estado seja saciada sem mais derramamento de sangue. Antonio Scurati reconstrói com precisão o delírio de Mussolini, que julga poder influenciar as decisões do Führer. Desfeita a ilusão, e apesar de estar ciente da debilidade e do isolamento do seu país, das alturas da varanda do Palazzo Venezia, Il Duce declara ter chegado a hora das decisões irrevogáveis. A guerra começava. Neste terceiro volume do seu ambicioso projeto literário, Scurati debruça-se sobre o triénio fatal de 1938-40, o culminar da ilusão da Itália fascista, que se sujeita à aliança com a Alemanha nazi e à sua infame legislação racial. Traça os últimos dias de uma Europa abalada pela barbárie e incapaz de escapar aos males do totalitarismo.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Baseado na vida de Alan Turing, este romance ¿ em forma de diário e de cartas ¿ relata, na primeira pessoa, o período que se seguiu à prisão, julgamento e condenação do célebre matemático. Durante os tratamentos hormonais a que foi submetido (castração química) e as enormes transformações físicas e mentais por que passou, ao longo das sessões com o psiquiatra, nas cartas à amiga June ou nas anotações pessoais que redige («para se distrair do medo, como o próprio afirma), é como se nós, leitores, estivéssemos dentro do seu pensamento e da análise que faz da natureza da consciência humana.Grande criptologista (quebrou a cifra que permitiu localizar as tropas alemãs e planear a invasão da Normandia pelas tropas aliadas), precursor da revolução tecnológica e da inteligência artificial, Turing revela-nos os bastidores do seu castigo e o caminho de vergonha e exclusão que percorre, com dignidade, aceitação, e até generosidade. Suicidou-se com pouco mais de 40 anos, depois das perseguições por causa da sua homossexualidade ¿ mas há teorias que defendem que não se matou.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Um adolescente, fascinado pela leitura de Moby Dick, aproveita as férias de verão para embarcar num baleeiro e conhecer, nos confins austrais do continente americano, as terras onde o mundo termina. Muitos anos depois, já adulto, jornalista e membro ativo dos movimentos ecologistas, o acaso fá-lo regressar a essas paragens distantes por uma razão distinta mas talvez igualmente romântica: a fauna marítima que habita as águas gélidas e impolutas desse mundo do fim do mundo está a ser destruída pela ação criminosa de navios piratas. Partindo de um exercício ficcional de evocação da memória juvenil, impregnado de aventura e deslumbramento, Luis Sepúlveda traça um belíssimo roteiro do Chile Austral. Simultaneamente, põe a descoberto os obscuros interesses internacionais que sustentam a caça ilegal de espécies protegidas, aqueles que a praticam e aqueles que corajosamente a combatem, transformando a narrativa numa demanda pela salvação da vida do seu mar.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 568
Sinopse: única edicão completa em portugal: inclui as duas partes da obra, habitualmente publicadas como mulherzinhas e boas esposas. um grande clássico que transcende as fronteiras do tempo e da idade. um marco incontornável da literatura. as irmãs meg, jo, beth e amy passam por um período difícil depois de o pai partir para a guerra e de se confrontarem com problemas económicos inesperados. no entanto, a união familiar e o espírito lutador ajudam-nas a superar todas as dificuldades. quer em casa quer nas relacões com os amigos e vizinhos, conseguem surpreender e continuar fiéis aos seus sonhos, vivendo todos os dias com esperanca. uma história em que o amor e a coragem de quatro mulherzinhas, e da sua mãe, triunfam sobre as tristezas e os reveses da vida.
Nº Páginas: 624
Sinopse:
Ty Starbuck era um homem apaixonado e Asher Wolfe uma mulher com um controlo gélido, mas juntos tinham conseguido que o mundo explodisse em chamas. Asher ainda continuava a desejar Ty apesar dos anos que tinham passado separados, mas escondia segredos que não podia revelar a ninguém... SÓ TRABALHO O novo cliente da publicitária Juliet Trent, o famoso chef italiano Carlo Franconi, não era apenas um mestre na cozinha, mas também um autêntico sedutor com fama de mulherengo. Só uma mulher lhe resistia: a fria e esquiva Juliet, a sua relações públicas numa tournée promocional pelos Estados Unidos. Embora parecesse fascinante a Carlo, Juliet tinha por norma não misturar negócios com prazer... MAIS DO QUE RIVAIS Apesar de profissionalmente serem rivais, durante anos Matt Bates tinha desejado Laurel Armand, desde que a vira na fotografia emoldurada que Curt, o irmão dela, tinha na secretária do quarto que partilhavam na universidade. Mas quando os dois repórteres rivais souberam que deviam investigar um assassinato na calorosa cidade de Nova Orleães, Matt tomou a decisão de converter a sua lindíssima adversária numa companheira disposta a viver uma grande paixão... E para mergulhar numa vida de felicidade e êxtase constantes.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Na Miami do presente, Jeanette luta contra o vício. Filha de Carmen, uma imigrante cubana, está determinada em saber mais sobre a história da sua família e toma a decisão imprudente de acolher a filha de uma vizinha levada pelo Departamento de Imigração. Carmen, ainda a lutar com o trauma da mudança, tem de processar a relação difícil que tem com a sua própria mãe enquanto tenta criar uma Jeanette rebelde. Firme na sua busca por respostas, Jeanette viaja para Cuba para encontrar a avó e desvendar os segredos do passado. Desde as fábricas de tabaco do século XIX aos centros de detenção atuais, de Cuba ao México, Mulheres de Sal de Gabriela Garcia são um caleidoscópio de traições - pessoais e políticas, autoimpostas e infligidas por outros - que moldaram a vida destas mulheres extraordinárias. Uma reflexão assombrosa sobre as escolhas das mães, o legado das memórias que carregam e a tenacidade das mulheres que escolhem contar as suas histórias apesar de tentarem silenciá-las.
Sinopse:
Eram sete da tarde quando Jules Roth percorreu os corredores decadentes do reputado jornal Chicago Chronicle pronta a executar o seu plano: surpreender Dan Mansfield, o repórter de investigação mais temido da cidade, e conseguir um emprego. A redação já deserta revela ser o cenário ideal para impressionar o homem reconhecidamente esquivo e difícil que Jules tanto admira, pois ela consegue um lugar como jornalista e o seu primeiro trabalho de investigação: localizar uma peça de arte roubada pelos nazis há mais de 75 anos, o quadro Mulher em Chamas, a obra mais famosa do pintor Ernst Engel. Mas à medida que o tempo passa, Jules dá por si a acumular mais perguntas do que respostas. Porque é subitamente tão importante encontrar este quadro, tantos anos depois do Holocausto? Quem foi a mulher que posou para o artista? O que está por detrás desta desenfreada corrida contra o tempo? Por que razão lhe foi atribuída a ela, uma jornalista em início de carreira, uma missão tão complexa? Algo, porém, se torna cada vez mais claro: Mulher em Chamas, que resistiu à destruição da guerra, à avidez das paixões e à voracidade da História, não é apenas um quadro. Neste romance pleno de suspense sobre arte roubada, paixões furtivas e segredos bem guardados, será difícil encontrar pessoas inocentes. Como na vida - e na melhor arte - o essencial é invisível aos olhos.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
"Toda a vida escrevi sobre a Mulher de Porto Pim, livro de cabeceira e artefacto literário que contemplo como se fosse um Moby Dick em miniatura. As suas (…) páginas são um bom exemplo de "livro de fronteira", um mecanismo feito de contos breves, fragmentos de memórias, diários de viagens metafísicas, notas pessoais, biografia e suicídio de Antero de Quental, fragmentos de uma história ouvida na coberta de um navio, mapas, bibliografia, bizarros textos jurídicos, canções de amor: elementos que à primeira vista não têm nada a ver entre si, sobretudo com a literatura, mas que Antonio Tabucchi transformou em ficção pura. Um livro memorável." Enrique Vila-Matas
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Este Matt West nunca existiu. É apenas mais uma das invenções de Dinis Machado para ajudar a vender o cámone, e seu irmão gémeo, Dennis McShade. Contudo, e apesar desta credibilidade acrescida de um suposto crítico estrangeiro, a censura estranhou o assunto e a linguagem deste "Mulher e Arma Com Guitarra Espanhola". E foi preciso convencer, com um fabuloso passe de peito, o senhor Major da Censura Prévia que este era o último livro que tinham traduzido de um incomum autor americano de policiais de bolso. Aquele, parecendo levar à letra o culto sistemático do absurdo de que fala Dinis Machado na nota de editor introdutória, acreditou nesta improvisada patranha e o livro lá saiu sem rasuras nem cortes. Passava-se isto em 1968 e Dinis Machado, então director da colecção Rififi, não se coibiu de teorizar, na tal nota de editor - não falso, mas neste caso em causa própria - sobre este grande género menor que é o policial negro: As mortas e respeitáveis receitas são isso mesmo: mortas e estimáveis. Como se, inconsciente mas muito determinado,Dinis Machado soubesse que, se os dois primeiros eram o prelúdio domonumental "O Que Diz Molero", este "Mulher e Arma Com Guitarra Espanhola" seria a preparação para o seu ainda inédito testamento literário - o perturbante e visceral "Blackpot". Pequeno grande livro do grande Dennis McShade que a Assírio & Alvim embreve publicará. Para gaúdio dos grandes leitores de todas as literaturas menores.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Geralmente considerada uma das melhores comédias de Shakespeare, pensa-se que "Muito Barulho por Nada" terá sido escrita em 1598-1599. A presente edição publica pela primeira vez a tradução que Sophia de Mello Breyner Andresen dela fez, e que foi levada ao palco pelo Teatro da Cornucópia. Nas palavras de Luis Miguel Cintra, "À Sophia apaixonava-a um trabalho rigoroso das palavras mas sabia como ninguém que a língua é uma coisa viva, parte fundamental do pensamento e gostava que o trabalho de fazer os acertos na tradução permitissem conversas que as próprias palavras suscitavam. Para se perceber as suas escolhas de tradutora tem de se entender a sua ideia de tradução: uma verdadeira interiorização, até musical, do texto inglês e a resposta — como se fosse um eco que falasse português e que tantas vezes parecia tradução literal, sendo no entanto o resultado de uma escolha não a favor da fidelidade literal mas sim de outra fidelidade mais inteligentemente entendida, a fidelidade de encontrar em português uma linguagem teatral para um texto destinado a ser representado e a uma poética sua, fiel à de Shakespeare.".
Nº Páginas: 128
Sinopse:
""Sempre acreditámos que mudar de ideias é uma melhoria, trazendo maior autenticidade às nossas relações com o mundo e com as outras pessoas. Põe fim à vacilação, à incerteza, à fraqueza de espírito. Parece que nos torna mais fortes e maduros. Será assim?"" Este livro recolhe um conjunto de ensaios e pequenas palestras inicialmente pensadas para uma emissão de rádio. O resultado é um objeto literário brevíssimo e muito belo, uma seleção de cinco ensaios sobre o tema ""mudar de ideias"". Ao longo destas páginas, Barnes interroga-se sobre as implicações da mudança de ideias e das razões por que pensamos que mudámos; como muda a nossa linguagem; como viu a política ao longo dos últimos cinquenta anos (e o que o levou a votar em seis partidos diferentes); como relê e reavalia alguns dos livros da sua vida; e, finalmente, o tempo: como o pensamos, e como enfrentamos a sua natureza mutável ao longo de várias décadas.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Um relato viciante e brutal na primeira pessoa sobre a importância de mudar de ideias em relação a assuntos pertinentes na atualidade e na própria vida. Um livro fundamental. Prestes a completar trinta anos, Aixa de la Cruz começa a escrever um livro que aborda alguns dos momentos mais significativos da sua vida, desde o dia em que uma das suas melhores amigas quase morreu num acidente de viação até ao seu próprio divórcio, passando pela ressaca de escrever uma tese de doutoramento e pelos seus relacionamentos sexuais com homens e mulheres; um relato desassombrado que começa na infância sem «pai biológico» e vai até à sua descoberta do feminismo, em que se confronta com casos polémicos de violência contra as mulheres. Mudar de Ideias é percorrido por uma escrita hipnótica que é muito mais do que uma simples narrativa confessional: serve para transmitir reflexões acutilantes sobre vários temas de importância social e para desenvolver um estilo literário rico e combativo, que posiciona Aixa de la Cruz não só como uma das melhores escritoras da sua geração, mas também e acima de tudo como uma pensadora absolutamente brilhante.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
"Tinha doze anos quando caminhei sobre as águas pela primeira vez." Assim começa a história de Walter Claireborne Rawley, conhecido em toda a América como o Rapaz Prodígio. Estamos no final dos anos 20, a era de Al Capone, Charles Lindbergh e Babe Ruth. Walter é um órfão resgatado das ruas pelo misterioso Mestre Yehudi, que o alicia com a promessa de o ensinar a voar. Um desafio às leis da Natureza que os coloca numa situação peculiar perante o Homem, Deus e o Universo. Unidos por tão bizarra combinação de espiritualidade e mundanismo, mestre e discípulo percorrerão uma vasta e vibrante América, onde se cruzam com pecadores, ladrões e vilões, desde o Ku Klux Klan do Kansas até à máfia de Chicago. A ascensão de Walt à fama e à fortuna espelha, em última instância, a passagem da América à maioridade; a capacidade de adaptação e resistência de ambos é constantemente posta à prova, numa história que podia ser a de cada um de nós. Num romance que contempla com naturalidade o lado mágico e improvável da vida, é-nos revelado um segredo: voar, afinal, é fácil.
Sinopse:
"Tinha doze anos quando caminhei sobre as águas pela primeira vez." Assim começa a história de Walter Claireborne Rawley, conhecido em toda a América como o Rapaz Prodígio. Estamos no final dos anos 20, a era de Al Capone, Charles Lindbergh e Babe Ruth. Walter é um órfão resgatado das ruas pelo misterioso Mestre Yehudi, que o alicia com a promessa de o ensinar a voar. Um desafio às leis da Natureza que os coloca numa situação peculiar perante o Homem, Deus e o Universo. Unidos por tão bizarra combinação de espiritualidade e mundanismo, mestre e discípulo percorrerão uma vasta e vibrante América, onde se cruzam com pecadores, ladrões e vilões, desde o Ku Klux Klan do Kansas até à máfia de Chicago. A ascensão de Walt à fama e à fortuna espelha, em última instância, a passagem da América à maioridade; a capacidade de adaptação e resistência de ambos é constantemente posta à prova, numa história que podia ser a de cada um de nós.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
""Morte na Pérsia", livro escrito na primeira metade dos anos 30 mas que se manteria inédito até 1995, é um relato de viagens como nenhum outro. Annemarie parte para tentar escapar à ascensão alarmante do nazismo na Europa mas também à família, à infelicidade amorosa e à sua própria depressão. Empreende assim uma viagem em que se depara com a impossibilidade radical de fugir de si mesma. As paisagens persas adquirem as tonalidades da melancolia e da angústia da escritora. É esta viagem, simultaneamente por estrada e pelos atalhos mais recônditos da alma humana, que faz de "Morte na Pérsia" um livro comovente." "Carlos Vaz Marques"
Nº Páginas: 424
Sinopse:
"Morreria por ti" é um acontecimento literário: reúne dezoito textos inéditos - até agora, perdidos ou esquecidos - do grande F. Scott Fitzgerald, autor do clássico incontornável "O grande Gatsby". Com a beleza e a genialidade que lhe são características, Fitzgerald explora temas familiares com uma frescura surpreendente. Constitui ainda um olhar revelador e íntimo sobre o processo criativo de um escritor que trabalhava na vanguarda da literatura moderna.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
O dilema de dois homens, cujos espíritos brilhantes não os salvam dos erros que todos nós conhecemos, é o pano de fundo para um dos grandes romances de Saul Bellow, Prémio Nobel da Literatura. Por que será que as pessoas inteligentes e dotadas se encontram invariavelmente atoladas numa vida sentimental miserável? E por que será que os sobredotados, os intuitivos, os que são capazes de ler no livro dos mistérios da natureza são tão incautos e tolos? Kenneth Trachtenberg, o narrador desta história, é um especialista em literatura russa, que deixa Paris rumo à América ao encontro do tio, Benn Crader, um botânico famoso. Benn, depois de um casamento falhado, sucessivas experiências e uma longa demanda erótica, acaba por assentar, casando-se com a belíssima Matilda Layamon – às escondidas do sobrinho. Matilda é filha de uma família abastada do Midwest, é muito ambiciosa, e tem metade da idade de Benn. E este casamento, ao invés das cândidas expectativas de Benn, vai trazer-lhe grandes dissabores e ainda maiores sofrimentos. As histórias amorosas de um e de outro, as muitas facetas da relação entre tio e sobrinho, as longas discussões que mantêm sobre os desígnios do amor e do desejo dão corpo a uma narrativa cheia de humor, inteligência e sabedoria. "Morrem Mais de Mágoa" tem o humor ágil da farsa, mas são inseparáveis do seu enredo tragicómico as análises engenhosas do autor sobre a vida moderna e o dilema de dois homens cujos espíritos brilhantes não os salvam dos erros que todos nós conhecemos - e frequentemente cometemos.
Sinopse:
Em pleno período de transformação pessoal e literária, o narrador deste romance começa a observar sinais em portas e em quartos contíguos, símbolos que estabelecem comunicação entre Paris e Cascais, Montevideu, Reiquiavique, St. Gallen e Bogotá, e que o vão devolvendo silenciosamente à literatura, ao desejo de transformar em estampas de vida certas experiências que, no mínimo, pedem aos gritos para serem narradas. "Converteste-te nos últimos tempos num escritor ao qual as coisas acontecem de verdade. Oxalá compreendas que o teu destino é o de um homem que deveria estar já a desejar elevar-se, renascer, voltar a ser. Repito-te: elevar-se. Nas tuas mãos está o teu destino, a chave da porta nova". "Montevideu" é uma ficção verdadeira, um grande tratado sobre a ambiguidade do mundo como traço característico do nosso tempo, um romance em que o melhor Vila-Matas encontra a forma de nomear novamente as coisas quando parece que tudo já foi dito; façanha tanto mais admirável porque o núcleo central da sua obra não é outro senão a modernidade do romance.
