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Edição: Abr 2023
Nº Páginas: 496
Sinopse: Berta Isla e Tomás Nevinson conheceram-se muito jovens, em Madrid, e rapidamente decidiram passar o resto da vida juntos. Não podiam apinhar, enquanto estudantes no dealbar da idade adulta, que o futuro lhes reservava uma convivência intermitente, pontuada por um desaparecimento. Berta casou com Tomás pensando que o conhecia desde sempre, convencida de ter encontrado o seu destino. Mas, na realidade, não sabia nada verdadeiramente importante sobre ele. Tomás escondia-lhe algo que não podia partilhar com ninguém, nem mesmo com ela. No tempo em que fora estudante em Oxford, um acidente num «dia estúpido» mudou tudo e condicionou a sua vida para sempre, e a de Berta também. Berta Isla é a história de um homem que quer intervir na História, acabando desterrado do mundo. É a história de uma mulher que espera por uma vida completa e, nessa espera, se transforma. É sobretudo uma história da fragilidade e tenacidade de uma relação condenada ao segredo, ao fingimento, ao desencontro; uma história de amor em que lealdade e ressentimento se entrelaçam. «Cada coração palpitante é um segredo para o coração mais próximo, aquele que dormita e palpita ao seu lado», escreveu Dickens. E essa é a história de todas as relações de amor.
Nº Páginas: 496
Sinopse:
Berta Isla é a história de uma mulher que espera e se transforma. A história de um amor imperfeito, como o são todos.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Caracas, Venezuela: Num país que antes da crise era a terra dos sonhos, da beleza e da prosperidade e que agora está esgaçado pela corrupção, pela criminalidade e pela repressão, Adelaida procura apenas sobreviver. A sua mãe, professora, grande companheira de toda a vida, acaba de morrer de uma doença prolongada. Adelaida, de trinta e oito anos, fica sem nada, sem ninguém, à deriva numa cidade em que tudo falta, menos a violência e a extorsão. Poucos dias depois do funeral, Adelaida encontra a sua casa ocupada por um grupo de mulheres às ordens do regime. Decide procurar refúgio na casa da vizinha, mas quando bate à porta só recebe silêncio. Aurora Peralta, a quem todos chamam "a filha da espanhola", está morta no chão da sala. Em cima da mesa, está uma carta a informá-la da concessão do passaporte espanhol: um salvo-conduto para fugir do inferno. Para sobreviver, Adelaida terá de deixar de ser quem é. "Cai a Noite em Caracas" é o retrato de uma mulher que, frente a uma situação extrema, terá de transformar-se, renegar o pasado para se agarrar a uma nova vida. É a história de muitas outras mulheres, muitos outros homens, crianças, velhos, encurralados num país em que a violência, a miséria e a traição marcam o ritmo diário da existência. Um romance extraordinário, que anuncia uma grande promessa na literatura em espanhol.
Edição: Mar 2023
Nº Páginas: 216
Sinopse: Mãe de duas crianças pequenas, Myriam decide retomar a actividade profissional num escritório de advogados, apesar das reticências do marido. Depois do minucioso processo de selecção de uma ama, o casal escolhe Louise. A ama rapidamente conquista o coração dos pequenos Adam e Mila e a admiração dos pais, tornando-se uma figura imprescindível na casa da jovem família. O que Myriam e Paul não suspeitam - ou o que não querem ver - é que a sua pequena família é o único vínculo de Louise à normalidade. Pouco a pouco, o afecto e a atenção vão dando lugar a uma interdependência sufocante, com o cerco a apertar-se a cada dia, até desembocar num drama irremediável. Com um olhar incisivo sobre esta pequena família, Leïla Slimani aponta o foco para um palco maior: a sociedade moderna, com as suas debilidades e contradições. Com uma escrita cirúrgica e tensa, eivada de um lirismo enigmático, o mistério instala-se desde a primeira página, um mistério que é tanto sobre as razões do drama desta família como o das profundezas insondáveis da alma humana.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Mãe de duas crianças pequenas, Myriam decide retomar a actividade profissional num escritório de advogados, apesar das reticências do marido. Depois de um minucioso processo de selecção de uma ama, o casal escolhe Louise. A ama rapidamente conquista o coração dos pequenos Adam e Mila e a admiração dos pais, tornando-se uma figura imprescindível na casa da jovem família. O que Myriam e Paul não suspeitam - ou não querem ver - é que a sua pequena família é o único vínculo de Louise à normalidade. Pouco a pouco, o afecto e a atenção vão dando lugar a uma interdependência sufocante, com o cerco a apertar a cada dia, até desembocar num drama irremediável. Com um olhar incisivo sobre esta pequena família, Leila Slimani aponta o foco para um palco maior: a sociedade moderna, com as suas concepções de amor, educação e família, das relações de poder e dos preconceitos de classe. Com uma escrita cirúrgica e tensa, eivada de um lirismo enigmático, o mistério instala-se desde a primeira página, um mistério que é tanto sobre as razões do drama como o das profundezas insondáveis da alma humana. PRÉMIO GONCOURT 2016, o mais importante prémio literário francês.
Nº Páginas: 244
Sinopse:
Em Julho de 1945, depois de sobreviver ao campo de concentração de Bergen-Belsen, Miklós, um jovem húngaro de vinte e cinco anos, é enviado para um campo de refugiados na Suécia. Pele e osso, desdentado, doente, o médico dá-lhe poucos meses de vida. Mas morrer depois de sobreviver a uma guerra não está nos planos de Miklós. Ele não se sente sozinho. Sabe que há 117 mulheres da sua terra a viver em campos de refugiados na Suécia. Ignorando a sentença de morte da febre que o atormenta todas as manhãs, envia uma carta a cada uma delas. Alguma haverá de sucumbir à sua veia poética e sedutora caligrafia. A centena de quilómetros, Lili responde. Assim começa uma história de amor redentora e inesquecível entre dois sobreviventes que eram também sonhadores. Baseada na história real dos pais do autor e narrada a partir das cartas trocadas entre os dois, o romance de Péter Gárdos relembra-nos que o amor é uma força de vida, capaz de vencer a própria morte.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Uma narrativa em que o mistério e a intriga concorrem para denunciar a hipocrisia e fragilidade da vida contemporânea.Marcado por uma ironia desarmante, o enredo negro e fortemente psicológico de Casa de férias com piscina proporciona uma leitura ávida, controversa e intrigante que confirma o incrível talento literário de Herman Koch no dissecar da farsa amoral de uma sociedade à deriva.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
Entre a ficção e a autobiografia, Cheio de Vida é contado na primeira pessoa por uma personagem chamada John Fante. É um livro cheio de vida: uma mistura de comédia e drama povoado por personagens fortíssimos, como Nick Fante, o pai, teimoso e terno, dedicado à família e ao seu ofício. E é ainda uma história forte e comovente sobre laços familiares que contribui de forma notável para a herança literária multiétnica dos Estados Unidos.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Paris, meados da década de 80: a jovem V. procura nas páginas dos livros algo que preencha o vazio de afecto deixado pelo divórcio dos pais. Com treze anos, num jantar, conhece G., escritor, figura da elite intelectual parisiense, semblante de monge budista e "olhos de um azul sobrenatural". Desconhece a reputação sulfurosa de que o escritor de cinquenta anos goza e desde o primeiro olhar é conquistada pelo magnetismo daquele homem, pelos olhares que lhe dedica. Depois de um meticuloso cortejo de algumas semanas, V.entrega-se a G. de corpo e alma. O idílio amoroso chega ao fim quando V. percebe, com uma terrível desilusão, que G. coleciona relações com adolescentes e que faz das sucessivas conquistas a matéria-prima da sua obra literária. Debaixo da aparência melíflua de homem de letras esconde-se um perigoso predador, enfeitiçado pela juventude das suas vítimas, encoberto por uma sociedade complacente. Mais de trinta anos volvidos sobre os factos, Vanessa Springora narra, de forma lúcida e fulgurante, esta história de amor e perversão. Uma história individual - a sua história com o escritor Gabriel Matzneff - que espelha tantas outras e que expõe as derivas de uma época deslumbrada pelo talento e pela celebridade. Corajoso e comovente, este romance autobiográfico incendiou o meio literário francês e reacendeu o debate sobre o consentimento um pouco por todo o mundo.
Edição: Mai 2021
Nº Páginas: 336
Sinopse: Durante um almoço de família, Teresa, acabada de regressar de lua-de-mel, vai à casa de banho, olha-se ao espelho, desabotoa a blusa e mata-se com um tiro no coração. Muitos anos depois, este segredo continua a fascinar Juan, cujo pai foi casado com Teresa antes de casar com a sua mãe. Jovem e recém-casado, e ainda pouco adaptado à mudança de estado civil, Juan procura descobrir o motivo por trás do suicídio de Teresa. Só uma pessoa sabe porque Teresa o fez, e guardou para si esse segredo obscuro durante muitos anos. À medida que procura saber mais, Juan sentirá um mal-estar crescente, uma sensação de «desastre iminente» em relação ao seu próprio casamento. A chave desse mal-estar, porém, pode estar no passado, uma vez que o pai haveria de se casar três vezes antes de ele poder nascer. Um romance hipnótico sobre o segredo, o dito e o não-dito, o casamento, a suspeita e a tentação. Uma história de corações brancos, que se vão tingindo e acabam por ser o que nunca quiseram ser.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Durante um almoço de família, Teresa, acabada de regressar de lua-de-mel, vai à casa de banho, olha-se ao espelho, desabotoa a blusa e mata-se com um tiro no coração. Muitos anos depois, este segredo continua a fascinar Juan, cujo pai foi casado com Teresa antes de casar com a sua mãe. Jovem e recém-casado, e ainda pouco adaptado à mudança de estado civil, Juan procura descobrir o motivo por trás do suicídio de Teresa. Só uma pessoa sabe porque Teresa o fez e guardou para si esse segredo obscuro durante muitos anos. À medida que procura saber mais, Juan sentirá um mal-estar crescente, uma sensação de "desastre iminente" em relação ao seu próprio casamento."Coração tão Branco", profusamente premiado e unanimemente aclamado pela crítica espanhola e internacional, é já um clássico da literatura contemporânea.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Ninguém é quem parece ser nesta incrível trama conduzida pelo poder da paixão e do dinheiro. Dívidas de jogo, cobiça, homicídio, sexo e chantagem são os ingredientes principais deste clássico policial. Dinheiro sujo revela-nos o verniz estalado da alta sociedade sul-californiana dos anos 60 através de uma linguagem cativante e de personagens eximiamente criados. Um clássico imperdível.
Edição: Jun 2025
Nº Páginas: 464
Sinopse: «Talvez Deus se juntasse a nós mais tarde, quando ficasse convencido de que estávamos do lado dos vencedores. Então, o Céu aprovaria uma lei sobre os direitos civis e todos os anjos seriam iguais e todos os filhos de Deus teriam sapatos.» Nova Iorque, 1960. No auge da sua carreira, aos 39 anos, o ator Leo Proudhammer sofre um ataque cardíaco em palco. Enquanto flutua entre a vida e a morte, desfilam, diante do leitor, as escolhas que o tornaram invejavelmente famoso e também terrivelmente vulnerável. Entre a infância nas ruas do Harlem e a chegada ao inebriante mundo do teatro, corre um deserto de desejo e perda, vergonha e raiva. De um lado, há a memória de Caleb, irmão mais velho adorado que sucumbiu na prisão. Do outro, uma vida amorosa complexa, os afetos de Leo divididos entre Barbara King, uma mulher branca com quem partilha o palco, e Black Christopher, um rapaz negro orgulhoso, ambos exigindo a sua lealdade incondicional. Avassaladora no dilema que apresenta e extravagante na intensidade dos sentimentos que a inflamam, Diz-me há quanto tempo partiu o comboio é uma obra fundamental da literatura norte-americana, talvez o romance mais terno de James Baldwin, e a sua personagem, a mais marcante: um homem em busca de si mesmo, tentando fazer as pazes com as suas muitas identidades. E com as marcas do amor, que «quase ninguém consegue suportar».
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Desde o coração das suas memórias, um homem que arrasta tantos anos de passado como ilusões de futuro, recorre às suas recordações para iluminar a sua história. A história de um filho que tem de aprender a viver sem os pais, e de um pai que precisa de aceitar a viver mais longe dos filhos. Uma história que por vezes dói, mas que sempre acompanha. Neste romance, a meio caminho entre a ficção e a confissão, o protagonista viaja pelo mundo e pelas suas memórias. É uma viagem com duas faces: a face pública, em que o protagonista-autor encontra os seus leitores; e o lado íntimo, em que aproveita cada momento de solidão para procurar a sua verdade. Uma verdade que começa a despontar - dolorosa e inesperadamente - depois da morte dos pais, do divórcio, do afastamento do vício. Uma verdade que ganha novos matizes à medida que toma forma uma nova vida ao lado de um novo amor, uma vida em que os filhos se transformam na pedra angular sobre a qual gira a necessidade inadiável de encontrar a felicidade. Ou a alegria. Se "Em tudo havia beleza" procurava no passado o caminho para regressar ao presente, aqui Manuel Vilas escreve uma história que vai buscar ímpeto ao passado para se lançar para o futuro e tudo o que ele pode trazer de inesperado. Depois da dor do auto-conhecimento, esta é a história da busca esperançada da alegria, essa reivindicação de fé e coragem em tempos convulsos, essa força maior da vida, que, como a beleza, pode estar em qualquer lugar.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Impelido por esta convicção, Manuel Vilas compõe, com uma voz corajosa, desencantada, poética, o relato íntimo de uma vida e de um país. Simultaneamente filho e pai, autor e narrador, Vilas escava no passado, procurando recompor as peças, lutando para fazer presente quem já não está. Porque os laços com a família, com os que amamos, mesmo que distantes ou ausentes, são o que nos sustém, o que nos define. São esses mesmos laços que nos permitem ver, à distância do tempo, que a beleza está nos mais simples gestos quotidianos, no afecto contido, inconfessado, e até nas palavras não ditas. Falando desde as entranhas, Vilas revela a comovente debilidade humana, ao mesmo tempo que ilumina a força única da nossa condição, a inexaurível capacidade de nos levantarmos de novo e seguirmos em frente, mesmo quando não parece possível. É desenhando um caminho de regresso aos que amamos que o amor pode salvar-nos. Confessional, provocador, comovente, Em tudo havia beleza é uma admirável peça de literatura, em que se entrelaçam destino pessoal e colectivo, romance e autobiografia. Manuel Vilas criou um relato íntimo de perda e vida, de luto e dor, de afecto e pudor, único na sua capacidade de comover o leitor, de fazer da sua história a história de todos nós.
Edição: Mai 2022
Nº Páginas: 400
Sinopse: Manuel Vilas compõe, com uma voz corajosa, desencantada, poética, o relato íntimo de uma vida e de um país. Simultaneamente filho e pai, autor e narrador, Vilas escava no passado, procurando recompor as peças, lutando para fazer presente quem já não está. Porque os laços com a família, com os que amamos, mesmo que distantes ou ausentes, são o que nos sustém, o que nos define. São esses mesmos laços que nos permitem ver, à distância do tempo, que a beleza está nos mais simples gestos quotidianos, no afecto contido, inconfessado, e até nas palavras não ditas. Falando desde as entranhas, Vilas revela a comovente debilidade humana, ao mesmo tempo que ilumina a força única da nossa condição, a inexaurível capacidade de nos levantarmos de novo e seguirmos em frente, mesmo quando não parece possível. É desenhando um caminho de regresso aos que amamos que o amor pode salvar-nos. Confessional, provocador, comovente, Em tudo havia beleza é uma admirável peça de literatura, em que se entrelaçam destino pessoal e colectivo, romance e autobiografia. Manuel Vilas criou um relato íntimo de perda e vida, de luto e dor, de afecto e pudor, único na sua capacidade de comover o leitor, de fazer da sua história a história de todos nós.
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Esta é uma recolha e um resumo poético de algumas das vidas que Pitágoras viveu ao longo dos séculos, entretecendo várias das suas mais notáveis transmigrações, num caleidoscópio de personalidades, ângulos e cores, demonstrando que cada ser humano contém em si toda a humanidade.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
O novo volume da Enciclopédia da História Universal, série distinguida com o Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. Mais uma vez, Afonso Cruz volta a desafiar os géneros e escreve um volume de Enciclopédia que, afinal, é um romance em várias entradas: um conjunto de histórias interligadas entre si, todas elas sobre o MAR, o seu apelo, o seu fascínio. Histórias encantatórias a que não faltam personagens inesquecíveis, como a do homem que tem o céu tatuado na pele ou o músico que lança cartas de amor ao mar.O último romance de Afonso Cruz, "Para onde vão os guarda-chuvas", venceu o Prémio SPA - Sociedade Portuguesa de Autores, e é finalista dos Prémios APE - Associação Portuguesa de Escritores e Fernando Namora.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Um volume muito especial da Enciclopédia da Estória Universal, que inclui aforismos, dramas, apostas e considerações sobre temas tão importantes como Deus e a medida de uma cintura. Inclui também um texto perdido nos tempos: o relato de um pintor renascentista que se vê enredado numa guerra violenta e sanguinária entre duas cidadelas inimigas, governadas por irmãos desavindos, que encarnam a acesa disputa entre o aristotelismo e o platonismo, depois de mil anos de esquecimento.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Este volume da Enciclopédia da Estória Universal, entre várias citações, curiosidades, mitos e anedotas orientais, inclui ainda entradas sobre monges que vivem pendurados em enormes prateleiras de livros e que nunca tocam no chão; diz-nos que Alice no País das Maravilhas nasceu de uma enxaqueca; conta história do sultão Osman III, que abominava música e mulheres; e narra episódios da vida de Umt Arslan, o governador otomano que tinha fama de comer leões. Num tom, por vezes solene, outras irónico, mas sempre lúdico, esta enciclopédia revela-nos toda a História que a História esqueceu e ignorou. "O ócio não é o contrário de trabalho. A felicidade é que é o contrário de trabalho." Marian Bibin
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Neste novo volume da Enciclopédia da Estória Universal, obra fundamental do (des)conhecimento, descobrimos a inusitada semelhança entre o nosso cérebro e pinturas de Bosch e Miguel Ângelo, espreitamos excertos dos diários de uma actriz desaparecida e ficamos a conhecer um conjunto de negócios estranhos à volta do mundo: "Des-Sapataria" Espaço em Trieste, onde as pessoas simplesmente se descalçam e libertam os pés da tirania dos sapatos. "O Melhor descalçado Italiano", lê-se na montra.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Dando continuidade a uma das mais icónicas coleções da literatura portuguesa atual, Afonso Cruz traz-nos agora o volume 8, dedicado ao mais fraturante dos temas. No oitavo volume da Enciclopédia da Estória Universal - coleção que recolhe factos (reais ou não) esquecidos pela História -, encontramos uma quantidade considerável de verbetes sobre Deus e afins. Mais não são do que uma maneira de olhar o absoluto de uma perspectiva especulativa, filosófica e divertida, visão que pode acontecer a qualquer um que beba um copo de vinho a mais ou leia muito. "Cada pessoa, independentemente do lugar onde chega na vida, sabe que a morte não terá em consideração qualquer correspondência com a grandiosidade ou a pequenez experimentadas ao longo dos anos. Uma pessoa simples poderá ter uma morte grandiosa, e uma pessoa grandiosa poderá morrer engasgada com um caroço. É a lei da morte." "Se a verdade não existe, então, não pode ser verdade que ela não existe." Malgorzata Zajac
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: «Da minha mãe, só tenho duas fotografias a preto-e-branco. [] Escrevo este livro para que a minha mãe se torne real.» Mais de cinquenta anos depois de ter sido misteriosamente abandonada, Maria Grazia Calandrone parte em busca do seu passado. Percorre os lugares onde a mãe viveu, recolhe testemunhos, mergulha em arquivos, analisa fotografias, cartas, objetos. Reconstrói, assim, a vida de uma mulher ostracizada por se ter apaixonado por um homem a quem não estava destinada, numa época que condenou ambos à morte mais trágica. Lucia foi uma rapariga pobre, mas indomável, sem estudos, mas decidida, rejeitada pela família, mas amorosamente dedicada. Antes de morrer, cuidou para que a sua filha tivesse outra sorte. Como foi? Narrativa de rara beleza, Escrito com sangue na água é uma viagem a águas fundas: à condição indigna das mulheres do povo, às feridas do pós-guerra, aos dogmas do catolicismo e aos restos do fascismo, mas também ao território da paixão, da resistência, da memória e do amor materno. Uma viagem tão íntima quanto política, que revela uma história que primeiro se tornou notícia de jornal e, depois, literatura.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
O primeiro romance de Houellebecq acompanha a odisseia desencantada de um informático de meia-idade, cujo papel é o de observador dos movimentos humanos e das banalidades que se dizem à volta das máquinas de café. Um romance que faz uma análise - dura e irónica, ao melhor estilo de Houellebecq - do vazio da vida contemporânea
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Uma cerveja, um engate. Mais um copo, mais uma mulher. Aventuroso e obsceno, divertido e desesperado, desbocado e ao mesmo tempo lírico, Factótum é o segundo romance do grande Charles Bukowski, nunca antes publicado em Portugal. Uma espécie de retrato do artista enquanto jovem, este é decididamente um dos melhores e mais marcantes escritos do autor americano.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Bukowski nunca teve grande consideração pela indústria do cinema, mas quando foi convidado a escrever um guião para um filme sobre si próprio percebeu que a realidade era muito mais terrível do que alguma vez poderia ter imaginado. Charles Bukowski dizia que escrevia quando se sentia zangado. Hollywood é, pelas suas palavras, um romance de indignação. Edição limitada em capa dura
Nº Páginas: 335
Sinopse:
"Abusaram de mim aos seis anos. Internaram-me num hospital psiquiátrico. Fui viciado em drogas e álcool. Tentei suicidar-me cinco vezes. Separaram-me do meu filho. Mas não vou falar disso. Vou falar de música. Porque Bach salvou-me a vida. e eu amo a vida." "Instrumental" é um testemunho apaixonado e apaixonante, negro e luminoso sobre o poder terapêutico da música e a sua capacidade de transformar as nossas vidas, mas também, e sobretudo, sobre a nossa própria capacidade de reinvenção.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Um romance que conquistou a crítica e os prémios: Prémio Llibreter, Prémio Documenta, Prémio Cálamo, Prémio Ojo Crítico "É mais fácil chegar ao Árctico do que a certas regiões de si mesmo." Num romance lírico e comovente que desafia todos os géneros, Alicia Kopf traça a ténue linha de separação entre dois mundos — o da realidade e o do desejo; o do afecto e o da distância — para pôr a nu o abismo entre o que somos e a marca que deixamos no mundo.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 416
Sinopse: «Trinta anos mais tarde, ainda se censuraria por ter mostrado a Ladivine, nas primeiras semanas da sua existência, a inquietante figura da melancolia.» Todos os meses, há um dia em que Clarisse Rivière ¿ ou melhor, Malinka ¿ deixa o marido e a filha, apanha um comboio em segredo e vai visitar a mãe ¿ Ladivine ¿, que a criou sozinha, na periferia de Paris, quando não estava a trabalhar nas limpezas. Anos antes, Malinka mudara de cidade e de nome e, durante muito tempo, manteve um jogo duplo: a sua nova família desconhecia a existência de Ladivine. Até que, abandonada pelo marido, Malinka/Clarisse procura conforto num homem perigoso, que precipitará uma tragédia. Será a filha de Clarisse ¿ de nome Ladivine ¿ quem virá juntar os despojos destas muitas vidas. Sobre ela, contudo, paira também um mistério, talvez uma maldição. De férias num país longínquo, é confundida, na rua, com outra mulher. Sucedem-se episódios violentos, inverosímeis. Haverá redenção para os fantasmas do passado? Narrativa magistral sobre um legado de vergonha transmitido entre mulheres da mesma desafortunada família, a malha apertada de Ladivine oscila entre uma realidade crua e um plano quase mitológico, profundamente inquietante. ROMANCE FINALISTA DO BOOKER PRIZE E DO INTERNATIONAL DUBLIN LITERARY AWARD AUTORA VENCEDORA DO PRÉMIO GONCOURT
Nº Páginas: 104
Sinopse:
"Podemos muito bem viver sem esperar nada da vida; até é o que acontece mais frequentemente. De uma maneira geral, as pessoas ficam em casa, contentes por o seu telefone nunca tocar; e, quando o telefone toca, deixam o atendedor automático ligado. Não haver notícias é uma boa notícia. De uma maneira geral, é assim que as pessoas são. E eu também." Antevendo um final de ano a tender para o miserável, o nosso narrador - um alter-ego desencantado de Michel Houellebecq - decide começar o novo ano com umas férias na ilha de Lanzarote, um lugar árido e inóspito, que o receberá, e à sua ironia e acidez, de braços abertos. Na companhia de um inspector de polícia luxemburguês taciturno e deprimido e com a ajuda de duas joviais alemãs adeptas do nudismo e das carícias sem pudor na praia, o nosso cínico em fuga dá largas ao seu hedonismo e analisa o espécime turista em acção numa paisagem tão agreste quanto as suas observações clínicas.
