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Nº Páginas: 336
Sinopse:
"A violência e a instabilidade do mundo atual não foram estranhas a Hannah Arendt. Tirania, invasões, desencanto, a política da pós-verdade, teorias da conspiração, racismo, migrações em massa, a banalização do mal: na sua vida assistiu a tudo isso. Nascida na primeira década do século XX, Hannah Arendt fugiu da Europa fascista para reconstruir a vida na América, onde se tornaria uma das intelectuais públicas mais influentes e controversas do mundo. Escreveu sobre o poder e o terror, o exílio e o amor, e acima de tudo sobre a liberdade. Questionar pensar era a sua principal defesa contra a tirania. Em vez das forças das trevas e da insanidade, propunha uma política de pluralidade, espontaneidade e desobediência. Amar o mundo, ensinava Arendt, significava ter a coragem de o proteger. Escrito com paixão e autoridade, este livro faz luz sobre a vida e a obra de Arendt e mostra porque têm as suas ideias uma atualidade perturbante. "
Nº Páginas: 272
Sinopse:
"Para Sven-Göran Eriksson, um dos treinadores de futebol mais venerados e respeitados do mundo, o jogo chegou ao fim. Nesta sua última obra deixa-nos reflexões de despedida, fazendo uma retrospetiva de tudo o que alcançou e o que aprendeu ao longo de uma vida ao serviço do desporto-rei, numa viagem que o levou de um pequeno clube sueco aos grandes palcos na cena futebolística mundial. No campo, conduziu alguns dos melhores desportistas do mundo a grandes vitórias e a desoladoras derrotas e, nesse processo, deixou a sua indelével marca. Este é o relato das vidas tocadas e ligações feitas na busca obstinada pela excelência. Mas, para Eriksson, o que aqui partilha verdadeiramente é o caminho que fez no seu interior para se tornar no homem que todos conhecemos. Um Jogo Bonito é muito mais do que a cronologia de um treinador de futebol de sucesso. É a história do maior jogo de todos: aquilo que faz uma vida boa. Uma história que perdura, muito depois do apito final."
Nº Páginas: 456
Sinopse:
No século XVIII, dois homens da mesma idade, mas com personalidades totalmente opostas, dedicaram as suas vidas a uma tarefa colossal: identificar e descrever todas as formas de vida na Terra. Carl Linnaeus, um médico sueco muito devoto e com dotes de comerciante, considerava que a classificação devia corresponder a categorias ordenadas e estáticas. Pelo contrário, Georges-Louis de Buffon, aristocrata, polímata e diretor do Jardin du Roi de França, via a vida como um turbilhão dinâmico e complexo. Cada um deles desenvolveu o seu trabalho ciente das dificuldades envolvidas, mas acreditando que era possível realizá-lo. Interrogavam-se: como podia o planeta albergar apenas alguns milhares de espécies? Após mais de uma década de investigação, Jason Roberts narra, com uma prosa ágil e elegante, uma inesquecível e sedutora história verídica que examina as vidas entrelaçadas e os legados científicos destes dois grandes pioneiros. Um livro que traça um arco de conhecimento e descoberta que se estende por três séculos até aos dias de hoje.
Nº Páginas: 204
Sinopse:
Francisco Monteiro nasceu no Porto, em 1995, e ficou conhecido do grande público com a vitória no Big Brother em 2023. A sua participação no reality show foi uma surpresa para a família que, ainda assim, o apoiou semana após semana. O percurso de Zaza, como também é conhecido, nunca foi tradicional: em miúdo, era rebelde e inconformado; em adulto, recusou-se a seguir o caminho que outros tinham traçado para si. Deixou o curso de Gestão Desportiva e mudou-se para o Dubai, onde foi professor de padel. Anos depois, decidiu voltar a arriscar e enveredar por um caminho que ninguém esperava: entrou na casa mais famosa do país e saiu vencedor.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
«Sempre acreditei que escrevia sobre homens. Antes de me aperceber que só escrevo sobre mulheres. Sobre o facto de ser uma. Escrever acerca de prostitutas que são pagas para serem mulheres, que são, de facto, mulheres, que são tão-só isso; escrever sobre a nudez absoluta desta condição é como examinar o meu sexo ao microscópio. Sinto o mesmo fascínio que um laboratorista a contemplar as células essenciais a qualquer forma de vida.» Em A Casa, Emma Becker descreve a vida no bordel berlinense onde, durante dois anos e meio, sob o pseudónimo de Justine, nome da famosa personagem de Sade, decidiu vender o seu corpo para tentar compreender o mundo da prostituição, as mulheres que nele trabalham e os homens que a ele recorrem. Retrato da sua vida sexual e amorosa durante esta experiência, das suas companheiras e dos bastidores deste mundo proibido, A Casa é um romance que transborda as paredes do bordel. Mais do que uma história sobre as mulheres desta casa, é sobre o modo como estas veem o mundo, sobre os homens que pagam os seus serviços, sobre os seus desejos, os seus limites, as suas armadilhas, e, acima de tudo, sobre todos os desejos que nos fazem tremer.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"Jorge Costa viveu o ser sem-abrigo com total e contundente independência crítica. Mesmo quando conheceu a experiência de uma casa, estilo quase Housing First, manteve sempre a ligação à rua, a vivência da rua, a memória da rua. Daí a força do presente testemunho. Distanciado, na análise lúcida do seu percurso, no meio de tantos outros, tão diversos. Capaz de avaliar as fragilidades, mas também a coragem cívica de lutar, até ao fim, por uma causa que sabia coletiva."
Nº Páginas: 496
Sinopse:
Pio XII demonstrou ser o homem certo para conduzir a Igreja num período de grandes perturbações e conflitos. Durante os 19 anos do seu pontificado (1939-1958), manteve-a sempre do lado certo da História. E, no entanto, é acusado de não ter feito o suficiente: algumas vozes insistem que não se opôs ao Holocausto nem denunciou os horrores do regime nazi. Neste livro, o historiador José de Carvalho, especialista em assuntos político-religiosos contemporâneos, faz a defesa do Santo Padre. Recorrendo a extensa documentação, testemunhos e bibliografia disponível, demonstra que Eugenio Pacelli, enquanto encarregado da atividade política e diplomática da Santa Sé, e depois enquanto Papa Pio XII, censurou e actuou sempre com distanciamento face aos regimes nazi e comunista
Nº Páginas: 1168
Sinopse:
Com garantias de independência e acesso total, durante quase dez anos Blake Bailey passou a pente fino o vasto arquivo pessoal de Philip Roth, entrevistou amigos, amantes e colegas do escritor, e manteve com ele longas e exaustivas conversas de uma franqueza desconcertante. O resultado é um retrato inesquecível de um mestre americano e do panorama literário do pós-guerra. Bailey revela-nos como Roth, nascido em Newark no seio de uma modesta família judaica, chegou ao cume da fama literária, como um catastrófico primeiro casamento quase lhe arruinou prematuramente a carreira, como se empenhou na divulgação das obras de escritores dissidentes dos países da Cortina de Ferro - escritores da outra Europa. Explora as amizades e rivalidades de Roth com Saul Bellow, John Updike e William Styron, entre outros, e revela as verdades da sua profusa vida amorosa, que culminou na relação de vinte e um anos com a atriz Claire Bloom.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
"As portuguesas tricotam de forma magnífica e com grande rapidez
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Este livro começa na praia. Sebastian Junger tem 30 anos e está a surfar. É inverno, o mar comporta-se de outra maneira, mas ele não sabe. E só por milagre escapa a uma sucessão de ondas assassinas. Na casa onde vive, tem uma parede preenchida com recortes de tragédias marítimas e afogamentos. Estava a escrever então A Tempestade Perfeita, um bestseller que mais tarde viria a ser adaptado ao cinema, com George Clooney no papel principal. A morte rondava-o, mas Sebastian teimava em ignorar os sinais, os sonhos, as quedas, as balas que lhe rasavam a cabeça em cenários de guerra. Até que, aos 58 anos, sofreu uma raríssima rotura numa artéria pancreática. Na ambulância, a caminho do hospital, julgou que iria morrer. Mais tarde, na cama, viu o pai. o pai há muito falecido, o pai médico hiper racionalista, que lhe tinha legado o espírito dos céticos: acreditava apenas no que a ciência podia provar. O que se passou a seguir, na sala de cirurgia, alimenta este livro: um jornalista endurecido pela vida, um ex-repórter de guerra, um aventureiro confrontado com uma hipótese bizarra: talvez haja vida após a morte. Na Hora da Minha Morte é uma extraordinária narrativa polifónica. Como a onda com que abre o livro, o autor arrasta-nos num turbilhão, que inclui desde a história dos cateteres à física quântica. Nesse percurso, que parece abarcar o universo, conhecemos as suas filhas e o intenso amor que nutre por elas; testemunhamos o seu encontro com a hipótese da morte - que é também um (re)encontro com o pai, descrito em algumas das mais comoventes páginas da não-ficção contemporânea.
Nº Páginas: 608
Sinopse:
Chamaram-lhe cantora do regime. Acusada de servir a ditadura e colaborar com a polícia política (PIDE), foi perseguida e ostracizada após 25 de Abril de 1974, reconquistando depois a unanimidade enquanto voz de Portugal no Mundo. Esta é a história secreta da vida de Amália Rodrigues.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Ninguém jamais imagina que aos 16 anos alguém lhe vai dizer que tem cancro. Nuno não era exceção, quando em 2008, depois de uma tarde de surf, caiu e sentiu uma forte dor na anca. Começou aí a história que a irmã Raquel narra neste livro. O diagnóstico era de um cancro ósseo com 3% a 5% de possibilidade de sobrevivência. Foram centenas de exames, várias operações, tratamentos mais e menos evasivos, em que Nuno poucas vezes mostrou fragilidade, mas em que finalmente teve de revelar o cansaço e ir buscar forças a quem sempre o acompanhou neste caminho: a mãe e a irmã. E a tudo quanto o faz feliz. Unidos em cada etapa, sempre com a mesma dedicação, o mesmo amor e a certeza de que juntos venceriam o medo e que o final nunca seria trágico. "Vida Acrescentada" é uma história de vida contada nas primeiras pessoas. Quem foi diagnosticado com a doença e quem o acompanhou na luta diária e ainda o acompanha na superação. Raquel e Nuno são dois irmãos que, entre sorrisos e a forma positiva e aberta de ver a vida, representam uma luz de esperança para todos os que passam por uma experiência assim ou semelhante. Um livro que será uma inspiração para os leitores.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Em busca de novas experiências, Felipa Garnel decidiu ser motorista da Uber por uns tempos. Ao volante, quase sempre de óculos escuros, começava os dias às seis da manhã. Viu um pouco de tudo. Como a senhora que a meio da viagem começa num pranto ao recordar a inimaginável violência de um sequestro. Ou o casal de franceses que levou para dentro do carro a discussão que já vinha de fora - com consequências dramáticas. Felipa Garnel ouvia e registava todas as histórias. À noite, ao jantar, partilhava com o marido e com as filhas as peripécias do dia. Sabia sempre onde começavam as viagens, mas nunca como acabavam: algumas terminavam ainda antes de chegar ao destino
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Ser comissário de bordo não é fácil, mas comandante de aviões comerciais ainda menos. José Correia Guedes passou metade da sua vida a pilotar aviões. E aconteceu-lhe um pouco de tudo. À cabeça dos infortúnios, viu o avião que co-pilotava ser sequestrado - estávamos em 1980, Sá Carneiro era o então primeiro-ministro e a RTP o único canal de televisão. Houve outros problemas, claro. Aterradores para quem viaja de avião, mas quase corriqueiros para quem os pilota - desde o trem de aterragem encravado até "passageiros" clandestinos, passando por… partos improvisados a dez mil metros de altitude. E houve momentos gloriosos. Como o primeiro e único desfile de moda feito em pleno ar. Ou o voo dos campeões, que trouxe para Portugal um Mourinho vitorioso, com a taça da Liga dos Campões debaixo do braço. O autor recorda-nos as suas muitas aventuras, que começaram nos tempos (ainda) dourados da aviação comercial, quando voar era um luxo, e Nova Iorque quase tão remota como a Lua. De então para cá houve o atentado às Torres Gémeas, nasceram as lowcost, o mundo ficou mais pequeno - e as ex-colónias, para onde o Comandante tantas vezes voou, ficaram estranhamente mais longe, ou pelo menos na memória. Em "O Aviador" redescobrimos um Portugal em mudança, nas histórias ora divertidas, ora nostálgicas, de quem viu o nosso País lá de cima. E é um mundo à parte, onde o medo de voar ainda afecta muita gente. Este livro passa também por aí, mostrar aos leitores que não há nada a temer: o comandante tem tudo sob controlo.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
No dia 10 de Julho de 2016. De Portugal a Timor, milhões de telespectadores veem e nem acreditam. Numa das mais dramáticas finais de campeonatos europeus, Eder dispara um tiraço monumental de fora da área. É golo, é o golo impossível, o golo por que esperávamos há décadas. Uma bomba, o país explode, é o delírio. E naquele momento nasce um novo herói, chama-se Ederzito, e é um gigante, a correr como louco pelo relvado… A página mais bonita da história do nosso futebol tinha acabado de ser escrita. O que ninguém viu, porém, foi a história por trás daquele golo enorme. E começa muitos anos antes, quando um menino franzino chega a Portugal, vindo da Guiné Bissau. Irá ser arrancado à mãe, ainda pequeno, andará por lares de acolhimento, assistirá de longe à prisão do pai, condenado por assassínio. Mas isso é só o início. Porque a vida nunca se cansará de lhe lançar barreiras pelo caminho… O que ninguém viu, também, foi o dia que marcou para sempre o destino de Eder, o dia em que conheceu Susana Torres. Porque Susana é coach de alta performance e ensinou ao jogador tudo o que sabia. Trabalhou com ele quase diariamente. Muniu-o de diferentes técnicas, ensinou-o a estar focado nos objetivos, a criar novos hábitos, a motivar-se. E despertou nele o imenso poder de sonhar.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Para o mundo ela era apenas uma freira. Mas para El Rei ela era uma rainha. Lisboa, início do século XVIII da Graça de El Rei D. João V. Paula, a filha pobre de um ourives, deixa a azáfama das ruas de Lisboa para ingressar no Mosteiro de São Dinis, em Odivelas. Não é Deus quem a chama, mas sim a necessidade de um pai que já não a pode sustentar. Quis o destino, porém, que aquela rapariga de pé descalço se viesse a tornar na mais conhecida freira da nossa história. E numa das mulheres mais poderosas de um reino que vivia no extravagante esplendor pago com os escravos de África, com o ouro do Brasil…Madre Paula é a história desse amor proibido, entre o Rei-Sol português, D. João V, e a famigerada freira de Odivelas. Um amor intenso, maior que tudo, que levou o rei a ignorar o bom senso e a tomar a freira como amante, confidente e conselheira. D. João V sempre teve uma predileção por mulheres bonitas, mas Paula foi o seu grande amor. Permaneceram juntos, secretamente, mais de uma década, e chegaram a ter um filho. A história entre um dos homens mais poderosos do mundo e a plebeia que a Deus traiu inscreve-se na categoria de mito, mas é bem real, nas páginas do romance de estreia de Patrícia Müller. Juntos enfrentaram intrigas palacianas, a ameaça do castigo divino, o ciúme e os jogos de poder. E a quase tudo resistiram – pois durante uma década, para D. João V, Madre Paula foi a sua única e verdadeira rainha.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Da Antártida à Oceânia, de Chamonix a Katmandu, João Garcia correu o mundo sempre à procura de chegar mais longe e mais alto, até onde fosse humanamente possível. "14 - Uma Vida nos Tectos do Mundo" é a sua história, uma vida de risco e sobrevivência, uma vida de aventuras. No dia 17 de Abril de 2010, no início da tarde, João Garcia pisou o cume do Annapurna. Estava de novo no tecto do mundo, a 8091 metros de altitude. Tinha escalado, em tempo recorde, a montanha mais mortífera do planeta. E, lá em cima, sentiu que se fechava um ciclo. Era o culminar de anos de trabalho até chegar ali e conquistar a última das 14 montanhas mais altas da Terra, sem recurso a oxigénio artificial - apenas dez alpinistas, em todo o planeta, tinham conseguido semelhante proeza, numa altura em que já doze astronautas tinham pisado a Lua. "14 - Uma Vida nos Tectos do Mundo" é a história de João Garcia, narrada pelo próprio. Fala das 14 montanhas, mas também de 14 pessoas importantes na sua progressão, das 14 competências necessárias para chegar ao topo, de 14 momentos e locais que o marcaram para sempre. Evoca ainda a sensação única de ver o planeta como poucos o viram, da liberdade que é olhar a 360 graus e saber que é impossível ir mais longe. Mas fala, sobretudo, desse modo de vida no limite, onde um passo em falso pode significar a morte. Lição de vida, fruto de muitas e dramáticas aventuras, 14 é uma leitura inspiradora para todos aqueles que sonham chegar mais alto, mas que ainda não tiveram a coragem de dar aquele primeiro passo.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Sou mãe solteira. Tenho dois rapazes. Jornalista por paixão. Freelancer por opção. Feliz por convicção. Acredito que viver com menos pode significar viver com mais. No meio das fraldas, roupa por passar, louça por lavar, banhos e trabalhos de casa. Com mimos, muitos mimos, birras e zangas. Entre contas para pagar, refeições por fazer e testes para ajudar a estudar. Enquanto ponho o mais novo a fazer a sesta e faço de taxista do mais velho há tempo para ser filha. Para os amigos que se vão tornando família. Para esquecer que já sou crescida e chorar de saudades do meu pai. Para me aninhar no sofá e aproveitar que isto de ser solteira oferece o monopólio do comando. E, algures, ter tempo para voltar a acreditar em histórias-de-amor.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Perder-se revela o diário íntimo mantido por Annie Ernaux durante o ano e meio em que viveu uma relação intensa e secreta com um diplomata russo, mais jovem, casado, que a deixou à beira da obsessão. Esta é a relação retratada em Uma Paixão Simples, aqui exposta através de apontamentos mais imediatos e sem artifícios.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Acabar permanentemente com quase todos os crimes em museus seria fácil: trancar as obras em cofres e contratar guardas armados. Claro que isso também significaria o fim dos museus. Passariam a chamar-se bancos. Stéphane Breitwieser era capaz de lhe roubar a carteira neste preciso momento. Enquanto lê este texto. Mas as suas mãos treinadas preferem outro tipo de riqueza: a inigualável beleza das obras de arte. Com a ajuda da sua namorada Anne-Catherine e de um canivete suíço, este Lupin da vida real roubou mais de trezentas peças de museus e igrejas na Europa. A fim de as vender no mercado… perdão, para tê-las simplesmente no sótão da sua mãe, numa província francesa, e poder olhá-las sempre que acordasse ao lado da sua adorada. São cerca de duzentos assaltos, em oito anos consecutivos, um rombo total de mais de dois mil milhões de euros. Este livro é a extraordinária história do maior ladrão de arte de todos os tempos, uma lenda do crime digna de uma série televisiva. Pelo sim, pelo não: verifique os bolsos antes de o comprar.
Nº Páginas: 88
Sinopse:
No verão de 1983, durante uma vaga de calor, a mãe de Annie Ernaux sentiu-se mal e foi hospitalizada. Pouco depois, foi diagnosticada com a doença de Alzheimer. «Não saí da minha noite» foi a última frase que escreveu, numa carta a uma amiga, quando já se encontrava a viver com a filha, que nos três anos seguintes manteve um diário.
Nº Páginas: 404
Sinopse:
Marie Sklodowska-Curie (1867–1934) foi a primeira cientista mulher a receber aclamação internacional e foi, de facto, um dos nomes cimeiros da investigação científica do século xx. Escrita por Ève Curie, sua filha e reconhecida ativista, esta biografia descreve as suas conquistas na ciência, os seus trabalhos pioneiros em torno da radioatividade e o modo como lhe valeram dois prémios Nobel, da Física em 1903 e da Química em 1911. Mas não se fica por aqui. Narrado de forma apaixonada, neste testemunho estão também as memórias da infância na Polónia, do casamento em Paris com Pierre Curie, seu companheiro de vida e de laboratório, e das polémicas que marcaram os seus últimos anos, antes de morrer vítima do elemento a que havia consagrado toda a vida. Uma história notável e inspiradora.
Nº Páginas: 376
Sinopse:
«Pilar del Río dá forma cintilante à épica quotidiana de Saramago em Lanzarote, enquanto compõe um hino à cultura da hospitalidade praticada em sua casa, onde o partilhar se cinzelou com os carateres de uma lei.» Fernando Gómez Aguilera Em A Intuição da Ilha. Os dias de José Saramago em Lanzarote, Pilar del Río constrói um mosaico de emoções, momentos passados e livros escritos sob a luz da ilha escolhida pelo escritor para viver. Uma forma de partilhar com os leitores acontecimentos singulares vividos n’A Casa e de contar como era a vida de José Saramago enquanto escrevia as suas obras: os passeios por Lanzarote; as ideias que davam origem aos romances; a convivência com os seus cães; os encontros na ilha com amigos como Carlos Fuentes, Ernesto Sábato, Susan Sontag ou Bertolucci; as experiências que trazia das viagens realizadas e as amizades entretanto nascidas. Um livro que procura dar a conhecer o ambiente d’A Casa e partilhá-la com os leitores.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
Este não é mais um livro sobre Auschwitz. É um relato na primeira pessoa. Lily Ebert esteve lá e sobreviveu para contar a história.
1944. É Dia do Perdão e Lily Ebert luta desesperadamente para se manter viva no campo de concentração nazi de Auschwitz. Lily quer sobreviver ao inferno para contar a sua história e ser a voz de todos os que não resistiram. Essa mulher notável resistiu e cumpriu esse desejo, contando ao mundo os detalhes das suas terríveis experiências. Lily recorda também de forma emotiva a sua infância feliz na Hungria, a morte da mãe e dos irmãos mais novos à chegada a Auschwitz e a sua determinação em manter vivas as outras duas irmãs. E mesmo tendo perdido tanto e vivido um terror inimaginável, Lily conseguiu recuperar e reconstruir uma nova vida para ela e para a família, sem amargura, antes com o coração cheio de esperança e compaixão.
"Se alguém nos tivesse dito o que estava prestes a acontecer, tê-lo-íamos julgado louco. Não fazíamos a mínima ideia de onde estávamos. Não conseguíamos imaginar que um local como aquele pudesse sequer existir no mundo." - Lily Ebert
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Em fevereiro de 2020, Daniel Mordzinski despediu-se de Luis Sepúlveda com um abraço apertado e as palavras "até breve, irmão". Estavam no festival literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e – sem que o soubessem – a pandemia dava os primeiros passos em Portugal. Lucho e Daniel não voltaram a ver-se. Na memória ficavam trinta anos de amizade, de histórias, de viagens. E, na gaveta, um sem-número de fotografias. "Mundo Sepúlveda" é mais do que uma homenagem. Nele, as fotografias de Mordzinski juntam-se às palavras de Sepúlveda, em textos maioritariamente inéditos, num diálogo entre artes que permite conhecer melhor o autor chileno e os lugares que deram sentido aos seus dias.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
No ano em que se celebra o centenário do nascimento do autor, a Porto Editora e a Fundação José Saramago apresentam Saramago, os seus nomes, um álbum biográfico que revisita os lugares, as pessoas e os acontecimentos mais importantes da vida do único Nobel da Literatura de língua portuguesa. Uma edição da autoria de Ricardo Viel e Alejandro García Schnetzer, com prefácio de António Guterres. "É importante continuar a revisitar a consciência ética presente na obra de José Saramago. Essa consciência mantém, hoje, a sua acuidade, tanto na condenação da exclusão e das desigualdades como na importante mensagem sobre a necessidade de “reivindicarmos o dever” de defender e fazer cumprir os direitos que a todos e cada um são conferidos. Esta fotobiografia contribuirá, confio, para que mais leitores relembrem ou descubram a exortação a que “os cidadãos comuns tomem a palavra e a iniciativa” – e não prescindam nunca desse direito." António Guterres.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Luis Osório abre sem reservas o seu álbum de família. Numa relação convulsa e intimista, folha a folha, conta-nos pormenores de vivências extremas que nos emocionam devastadoramente e nos confrontam com a terrível complexidade das relações familiares. Ousadas, pungentes, ternas, estas são as recordações de um homem que confessa ter medo, muito medo de voltar a perder alguém, medo de morrer porque gosta muito de viver. Um relato emotivo de um filho, que decide abrir o baú das suas memórias, de onde surgem personagens que podiam ser de ficção, mas são reais.Ficam as questões: Um dia prometes-me que lês? Consegues ler onde estás?» Que mais pode ele desejar? Continua comigo, mãe.» Depois de A Queda de Um Homem, seu primeiro romance, que seduziu a crítica, Luís Osório refirma, neste seu novo livro, um ponto-chave da sua escrita, o da literatura como valor absoluto. Mãe, Promete-me que Lês é a literatura a entrar pelos territórios da realidade, a contaminá-la, a torná-la mais suportável.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Al Pacino é um dos mais importantes atores da atualidade, uma figura incontornável para várias gerações. Agora, pela primeira vez, conta-nos a sua história, que é, ela mesma, a história de várias décadas de cinema e de cultura. Mais do que isso: é um retrato singular e irrepetível do mundo. Al Pacino surgiu, aos olhos do grande público, como uma supernova. O seu primeiro papel, em 1971, em Pânico em Needle Park, foi a rampa de lançamento. Em 1975, já tinha participado em quatro filmes icónicos: O Padrinho, O Padrinho - Parte II, Serpico e Um Dia de Cão. A forma como estes papéis marcaram imediatamente o panorama cultural só encontra paralelo em Marlon Brando e James Dean, na década de 1950. Porém, nessa época, Pacino já vivera várias vidas. Boémio encartado, trabalhara em todo o tipo de coisas para conseguir estudar Teatro. Criado por uma mãe que o amava acima de tudo mas mentalmente desequilibrada, cresceu também com os avós maternos, depois de o pai os ter deixado, a ele e à mãe. Na verdade, Pacino cresceu nas ruas do South Bronx, rodeado por um grupo de amigos aventureiros que nunca esqueceria. Foi neste contexto que, certo dia, um professor viu nele o talento que nós veríamos anos mais tarde, e o encaminhou para a High School of Performing Arts, em Nova Iorque. Os dados estavam lançados: nos bons e maus momentos, na pobreza e na riqueza - e na pobreza mais uma e outra vez -, na dor e na felicidade, representar era o seu caminho e aquela seria a sua tribo. "Sonny Boy" são as memórias de um homem que não tem mais nada a temer ou a esconder. Todos os grandes papéis que desempenhou e as relações que marcaram a sua vida pública e privada encontram aqui um relato completo, assim como a sempre difícil relação de equilíbrio entre dinheiro e criatividade. Porque, mais do que tudo, o homem com quem nos surpreendemos, rimos e comovemos é alguém que amou primeiro e profundamente a arte de representar, antes de ver as luzes da ribalta. Por isso, e por tanto mais do seu percurso único e irrepetível, este livro é um voo picado, um dia de vendaval, um golpe de asa, sincronia, comunidade, amor, alegria, choro, vida.
Nº Páginas: 656
Sinopse:
Lou Reed foi coroado"O Rei de Nova Iorque» por David Bowie, quando o britânico festejou os seus cinquenta anos em palco e teve o norte-americano como convidado especial. Tantas vezes apregoada, a admiração de Bowie por Reed é apenas um sintoma da influência decisiva do autor de "Sweet Jane" e "Walk on The Wild Side" em muita da melhor música das últimas cinco décadas. Sem Lou Reed e os Velvet Underground, o punk e a música dita alternativa ou independente não teriam tido os mesmos contornos.
Nº Páginas: 1032
Sinopse:
Napoleão Bonaparte teve uma das vidas mais extraordinárias de sempre. Em apenas vinte anos - de outubro de 1795, quando era um jovem capitão de artilharia e retirou os insurretos das ruas de Paris, até à sua derrota definitiva na batalha de Waterloo, em junho de 1815 -, transformou a França e a Europa. Após ter tomado o poder através de um golpe de Estado, pôs fim à corrupção e à incompetência em que a Revolução tinha caído. Numa série de batalhas arrebatadoras reinventou a arte da guerra
