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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 368
Sinopse: Uma história sobre como a solidão pode desaparecer quando se estende uma mão Ou um de oito tentáculos Depois da morte do marido, Tova Sullivan começa a trabalhar à noite nas limpezas do Aquário de Sowell Bay. Manter-se ocupada já é há muito tempo o seu segredo para lidar com a dor, desde que o seu filho de 18 anos, Erik, desapareceu misteriosamente a bordo de um barco há mais de trinta anos. Enquanto trabalha, Tova aproxima-se do casmurro Marcellus, um polvo-gigante-do-pacífico que vive no aquário. Marcellus é bem mais inteligente do que as pessoas pensam e, por princípio, jamais ergueria nem que fosse um dos seus oito tentáculos para ajudar os seus captores humanos até formar uma extraordinária amizade com Tova, claro. Sendo a criatura tão inteligente que é, Marcellus percebe o que aconteceu na noite em que o filho de Tova desapareceu. E agora deverá recorrer a todos os truques que o seu corpo invertebrado lhe permite para lhe revelar a verdade, antes que seja tarde demais. Criaturas Extremamente Inteligentes, o romance de estreia de Shelby Van Pelt, é uma admirável viagem pela amizade, pelos caminhos da compaixão e da esperança, a prova de que um olhar corajoso para o passado pode abrir caminho a um futuro impensável.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 112
Sinopse: Nos turbulentos finais dos anos 50, quando Portugal fervilhava entre a miséria, a coragem e a repressão, um homem simples torna-se protagonista de uma das fugas mais audaciosas da história do regime salazarista. António Tereso, motorista da Carris e militante clandestino do PCP, é preso pela PIDE e, quebrado pela tortura, carrega uma culpa que o consome falou quando não devia. Agora, precisa de recuperar a honra perante a família, os companheiros e o próprio Partido. A Fuga revela o percurso íntimo e heróico de Tereso a vergonha, o isolamento entre os rachados, a humilhação e o plano impossível que aceita para se redimir organizar uma evasão da fortíssima cadeia de Caxias. Durante dois anos vive uma dupla identidade, conquista a confiança dos guardas e prepara, em segredo absoluto, uma operação digna de cinema. O resultado é uma fuga espetacular, um carro blindado oferecido por Hitler a Salazar, sete dos mais importantes dirigentes comunistas escondidos no seu interior e um homem determinado a recuperar a dignidade perdida custe o que custar.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: No momento em que Xuela Richardson abria os olhos para o mundo, a mãe despedia-se dele. Aproximando-se do fim da própria vida, Xuela rememora sem tabus a infância na ilha de Dominica, marcada a ferros pela ausência da mãe, pelo abandono de quem deveria zelar por ela, pelo desajuste com a autoridade e a discriminação. E pela solidão arrebatadora, que a transforma numa mulher incapaz de amar: a família, os homens, os colonizadores, os poderosos, os filhos que decide não ter. A cada novo passo, o seu caminho entrelaça-se irremediavelmente com o da progenitora. Jamaica Kincaid, excelsa representante da literatura caribenha, traça com inebriante lirismo o retrato de uma vida ensombrada pelo «vento negro e sombrio» dos fantasmas.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: O Ramo de Ouro marcou as Humanidades modernas com ampla influência nos estudos de religiões antigas, literatura e historiografia A Morte do Deus, segundo livro de O Ramo de Ouro, de Sir James George Frazer, gira em torno da ideia de que é preciso matar a figura terrestre de Deus para que tudo possa florescer e prosperar. Quando as sociedades começam a praticar a agricultura, começam também a venerar a divindade dos cereais, personificada numa pessoa ou animal que é quem proporciona o alimento. Acreditando que a força vital diminui com o tempo, estas divindades tinham de morrer na flor da idade, seguindo anualmente o ciclo das estações em antecipação da chegada da Primavera, época do renascimento. Entre outras divindades e seres mitológicos, Átis, Osíris, Ísis, Adónis e Dionísio morrem e renascem, símbolos do ciclo agrícola que perece no Inverno e ressurge renovado na Primavera.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Se o leitor é propenso a estados melancólicos que têm origem num mal de amor, numa inquietação religiosa, num período de luto ou de perda, na sequência de uma doença ou de uma ameaça de depressão, Robert Burton tem uma palavra de ajuda, incluindo a descrição da bílis negra, ou conselhos de cozinha. Anatomia da Melancolia (1621) não é apenas um tratado médico, mas também um livro interminável marcado pela ironia, pela filosofia, pela poesia ou pela leitura de todos os livros da biblioteca de Oxford, onde trabalhava. O leitor reconhece nestas páginas cheias de compaixão muito do que sabe sobre a melancolia, que influenciou autores como Laurence Sterne, Samuel Johnson, Keats, J.L. Borges, Beckett, Virginia Woolf ou Nick Cave. É um livro sobre tudo; uma viagem na condição humana. Não é um romance, um tratado, um poema épico, uma obra histórica; é, de forma bastante consciente, o livro que põe fim a todos os livros do seu tempo. Compilado a partir de todos os livros existentes numa biblioteca do século XVII, foi concebido para explicar e dar conta de todas as emoções e pensamentos humanos. Não se restringe à melancolia, ou, como chamamos hoje, à depressão; mas um estudo aprofundado da obra teria de ser sobre tudo. É por isso que a edição completa tem 1500 páginas Burton nunca o terminou, estritamente falando: havia sempre algo mais para acrescentar. Este é um resumo perfeito dessa grande obra. «O melhor livro jamais escrito.» The Guardian «Não se trata apenas dos pensamentos de Burton sobre o tema da melancolia, mas dos pensamentos de todos os que já refletiram sobre ela, ou sobre outros assuntos, sejam eles duendes, beleza, a geografia da América, digestão, paixões, bebida, beijos, ciúme ou erudição.» The Guardian «A Anatomia da Melancolia é a revelação de uma personalidade: uma personalidade tão vívida e generosa, tão bem-humorada, tão humana, tão tolerante, excêntrica e sábia, tão repleta de conhecimento e tão rica em histórias absurdas e comoventes, que uma hora de leitura é um estímulo para a alma.» The Daily Telegraph «Uma obra-prima. É uma das mais belas obras em prosa da língua inglesa, divertida, de dar gargalhadas, que parece transmitir o carácter de seu autor com rara clareza. É uma ode à leitura.» The Guardian
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 80
Sinopse: Como ser um Epicurista é um manual de lucidez para quem procura paz num mundo inquieto, sem dogmas e sem promessas vãs. Esta obra é um dos guias filosóficos mais práticos para uma vida bem vivida.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Chiri e Dai são duas crianças órfãs que vivem num orfanato perto de uma floresta, onde descobrem um portal escondido que os transporta ao reino secreto de Puddin, um mundo mágico e sombrio, repleto de seres encantados mas que é atormentado por um vilão conhecido como o Rei Sombrio. Não tarda até Chiri e Dai se tornarem aliados de bruxas, bardos, ogres e feiticeiros na luta contra o mal. Será que os dois protagonistas conseguirão voltar para casa e acabar com a escuridão que despertou com a sua chegada? Vencedora do Prémio Waterstones Best Book For Younger Readers, esta é uma obra que já conquistou o coração de milhares de leitores por todo o mundo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 504
Sinopse: Com uma imaginação criativa que não conhece limites, esta é uma história sobre dois homens, uma misteriosa mulher e o século XX, que consegue conter nas suas páginas a brutalidade, a beleza e a multiplicidade do mundo moderno. São três os protagonistas desta incrível e estranhamente vertiginosa aventura: Benny Profane, que, como nunca teve muito a perder, nunca procurou por nada; Herbert Stencil, que procura algo que acredita ter perdido; e V. Mas quem, onde ou o que é V.? V. é uma mulher, Vittoria, Veronica, Violet, Vera, mas é também todas as mulheres. V. é uma cidade, um reino imaginário, um clube de jazz, um rato nos esgotos de Nova Iorque. V. é a obsessão que atormenta os seres humanos do princípio ao fim dos tempos. V. é a réstia de luz para a qual devemos tender, num beco que parecia sem saída. V. é a árdua busca de si mesmo num mundo onde é cada vez mais difícil permanecer humano. E se V. não for, afinal, nada menos do que a chave para explicar o caos que todos conhecemos? «O que são as coxas abertas para o libertino, o que é o voo das aves migratórias para o ornitólogo, o que é a tenaz para o ferreiro, era isso a letra V para o jovem Stencil.» Abrangendo quase seis décadas, serpenteando por várias e maravilhosas paragens e repleto de personagens excêntricas, V. é o clássico contemporâneo abismal, irreverente e, a espaços, hilariante que apresentou ao mundo o génio ímpar de Thomas Pynchon. É um romance agudamente realista, surreal, feérico e nubloso, que desemboca num final de lucidez inigualável. Romance finalista do National Book Award «Pynchon é provavelmente o melhor de todos os grandes romancistas norte-americanos vivos.» Harold Bloom «Nestas páginas, nada parece ter sido incluído de forma arbitrária. O romance navega majestaticamente por lugares incomensuráveis para o ser humano. O que significa? Quem é, afinal, V.? Poucos livros nos assombram assim.» TIME
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Um romance moderno que carrega a voz intemporal do sofrimento amoroso e da devastação de uma mulher perante o abandono masculino. Um dos maiores sucessos de vendas no Brasil no ano da sua publicação original, abrindo um longo debate sobre o fenómeno do ghosting. Segundo livro de Natalia Timerman publicado em Portugal, depois de As Pequenas Chances. Mirela é uma mulher bem-sucedida, inteligente, tranquila, alegre na sua rotina dentro de uma grande cidade. Pelo menos até submergir quase por acaso numa relação de alguns meses com Pedro, um homem discreto, a fazer doutoramento, atraente mas algo inseguro. A partir da «felicidade insuportável» afirmada por Clarice Lispector, que seria um copo cheio, Copo Vazio atira-nos directamente para o desamparo. Na história de uma relação que ecoa modernidade encontro numa aplicação, ghosting , o livro carrega a voz intemporal de sentimentos tantas vezes dissecados e nunca resolvidos: o sofrimento amoroso, a devastação perante o abandono, a incompreensão de tudo o que continua a existir em redor, as perguntas sem resposta. É possível conhecer realmente outra pessoa? Dá para carregar sozinho o peso do fim de uma relação? E quando é que «uma história pode terminar em paz, tendo se cumprido?»
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Agustina escreve sobre o Apocalipse cum figuris de Dürer, um conjunto de imagens em que pulsa o assombro e a angústia, porventura o terrível «silêncio do céu» perante o turbilhão dos conflitos da terra, turbilhão em que o temor da invasão otomana da Europa e da consequente devastação e catástrofe eram medos primordiais. «Divide-se o texto em quinze capítulos, e cada gravura é comentada por Agustina, contextualizando a época e os seus intervenientes, revelando um conhecimento profundo da História e da Alma. É impressionante o número de grandes textos lidos e anotados por Agustina, em que estuda as épocas que em todos os aspectos influem para o aparecimento desta linguagem de fábula.» Mónica Baldaque
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 152
Sinopse: Como a maioria dos mestres, Huang-Po passava os seus conhecimentos por meio de parábolas em sermões, anedotas e diálogos proferidos ante multidões. Esta obra é uma compilação feita pelo influente estadista Pei Hsiu, seu discípulo devoto, que permite ao leitor ocidental compreender o zen a partir da fonte original. Sintetizando os ensinamentos fundamentais do zen, centrado na mente, no despertar repentino e no não dualismo, Ensinamentos Zen do Mestre Huang-Po divulga a mensagem do mestre sobre a doutrina da Mente Única, a qual nos diz que todos os seres vivos e Buda nada mais são do que a mesma e única mente, sem necessidade de se recorrer a métodos complexos para se atingir o estado de Buda. Obra notável pela pureza de pensamento e de linguagem, Ensinamentos Zen do Mestre Huang-Po combina retórica coloquial com sofisticação doutrinária, tornando os ensinamentos acessíveis e permitindo ao leitor ter uma visão profunda, e muitas vezes surpreendente, sobre as
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 48
Sinopse: Ainda na pista do assassino, Wild Bill, Calamity Jane e Charlie Utter descobrem que o misterioso assassino, quando criança, foi provavelmente escalpelado por nativos americanos que também assassinaram os seus pais. Enquanto isso, Graham, o empregador do trio e chefe da Union Pacific, acolhe os Soldados Búfalo, soldados negros que contratou para proteger a ferrovia dos ataques indígenas. Uma minoria oprimida para subjugar nativos americanos? A América, a terra da liberdade, não trata todos os seus filhos de forma igual... Mas a situação irá tornar-se ainda mais complexa quando os trabalhadores da via férrea dinamitarem um cemitério sagrado indígena... Entre ficção, história e uma exploração intransigente do mito americano, a conclusão do incrível segundo díptico do Velho Oeste, carregado por um conjunto de personagens lendários.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 120
Sinopse: «Que um só homem oprima cem mil e os prive da sua liberdade - quem o poderia crer, se apenas o ouvisse contar e não o visse?» Em 1539, Francisco I de França ordena a extensão de um imposto sobre sal à região de Bordéus. A reação dos habitantes não se fez esperar e, ao longo dos anos seguintes e por toda a região, sublevações populares tentavam fazer reverter a ordem monárquica. Em 1548, a guarda real esmagou com brutalidade inédita esta revolta, numa demonstração de violência que impressionou a elite intelectual da época. Movido por estes acontecimentos, o jovem Étienne de la Boétie reflete, neste importante texto de filosofia política, sobre a tirania enquanto ideia e sistema de poder. Apelo vigoroso à humanidade e ao pensamento crítico de todos os concidadãos, Discurso sobre a Servidão Voluntária denuncia a resignação e a alienação que sustenta a autoridade de poucos, e apela à resistência organizada dos muitos, rumo à liberdade.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Abril de 1942: Depois de ser desmobilizado, Antoine de Saint-Exupéry viveu exilado em Nova Iorque. Deprimido, o escritor-aviador sonha apenas com o regresso ao combate para defender a França ocupada. É nesse contexto que o seu editor canadiano o convida para uma digressão promocional pelo Canadá. Sain-Exupéry desembarca em Montreal com a mulher, no momento em que o Canadá, que estava em guerra com a Alemanha, ordena o encerramento de todas as embaixadas francesas no seu território. Resultado, o escritor fica encurralado no Quebeque. Então, começa uma temporada cheia de surpresas: entre as cidades e o campo, o escritor encontra uma menina que desenha carneiros, um acendedor de candeeiros e um rapazinho de olhos claros, que faz muitas perguntas
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: A expansão portuguesa constituiu um fenómeno histórico de grande diversidade e de muito maior heterogeneidade do que a espanhola. Estendeu-se por três oceanos e três continentes, atravessando mundos de condições geográficas, sociais, económicas e políticas radicalmente distintas. Desta experiência nasceu um império singular não um território contínuo, mas uma vasta rede marítima e comercial. Porém, esta história foi muito além das conquistas militares e da acção da Coroa, fez-se também da actividade de mercadores, aventureiros e comunidades dispersas, cuja iniciativa foi decisiva para a presença portuguesa no mundo. Neste livro, Luís Filipe Thomaz oferece uma visão abrangente e cativante, que desmonta ideias feitas e revela toda a riqueza deste momento histórico. Fruto de uma conferência proferida na Universidad de los Andes, esta é uma obra essencial para compreender um dos capítulos mais fascinantes da História portuguesa.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Uma bd indispensável a todos os fãs da maior saga de ficção científica de todos os tempos. A continuação da premiada série As Guerras de Lucas Após a estreia do primeiro filme de Star Wars, o jovem George Lucas deixou de ser o sonhador excêntrico que ninguém levava a sério. Elevado ao sucesso de bilheteira e rico em milhões, detinha as chaves para decidir o seu futuro. Determinado a libertar-se de uma vez por todas da ditadura dos estúdios, fez a ousada aposta de arriscar tudo o que possuía para financiar sozinho o seu próximo filme. Uma decisão que teria consequências a longo prazo Com base no segundo filme da trilogia Star Wars, este volume conta a história esquecida da verdadeira provação que foi a produção de O Império Contra-Ataca. Drama, conflito e acidentes improváveis atormentaram as filmagens, quase fazendo esquecer os contratempos encontrados no primeiro filme... Uma descida ao inferno que por pouco não destruiu Lucas, mas que, no final, deu origem a um filme hoje considerado a obraprima da saga. Uma novela gráfica envolvente, repleta de revelações, que nos convida e transporta também para a história da criação de Indiana Jones. Meticulosamente documentado, cheio de revelações e curiosidades, num estilo gráfico dinâmico e empolgante, este livro é essencial tanto para os fãs de Star Wars como para os entusiastas do cinema. Publicado em Outubro de 2023, e com edições em mais de duas dezenas de países, o primeiro volume da série As Guerras de Lucas vendeu mais de 100.000 exemplares em França e recebeu dois prestigiados prémios: o Prémio Prix BD Fnac France Inter 2024 e o Prémio Prix BD France Info et Reportage 2024. Fãs assumidos do universo de Star Wars, Laurent Hopman e Renaud Roche assinam uma obra notável que mais do que uma porta para os bastidores de uma das sagas mais importantes da história do cinema é, simultaneamente, uma história de perseverança e de superação que, mais uma vez, prende o leitor até à última vinheta.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: ISTO NÃO É UM LIVRO DE AUTO-AJUDA A `vida boa, aquela que vale a pena ser vivida, é uma antiquíssima interrogação filosófica. «O título pode soar a `auto-ajuda, mas não se espere isso de Phillips, extraordinário ensaísta e psicanalista céptico (céptico mesmo quanto à psicanálise, que vê como uma proposta intelectual fascinante e um método terapêutico hipotético). A Vida que Queremos corresponde a uma pergunta fundamental, ou a várias: vivemos para fazer o quê, que faremos com a nossa vida, que quer dizer `querer quando dizemos que queremos determinada vida?» Pedro Mexia, Expresso
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Uma antologia que reúne um poema de cada um dos poetas publicados na Dom Quixote ao longo dos seus 60 anos de livros. Projectada no âmbito das comemorações do 60.º aniversário das Publicações Dom Quixote, a presente antologia não pretende ser outra coisa senão a demonstração viva de como, desde a sua fundação por Snu Abecassis, em 1965, até ao presente, a Editora tem permanentemente demonstrado um empenhamento sério na divulgação da poesia. No tempo de Snu (com a ajuda «invisível» de Fernando Assis Pacheco), os Cadernos de Poesia marcaram uma época da edição portuguesa, tendo neles sido publicados poetas como Carlos de Oliveira, Alexandre ONeill, Armando Silva Carvalho, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, Egito Gonçalves, Natália Correia, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner, Maria Teresa Horta, Herberto Helder, Gastão Cruz ou Nuno Júdice, com a particularidade de este último, com A Noção de Poema, ter aí feito a sua estreia poética. Mas mesmo depois, ao longo das sucessivas alterações de propriedade, nunca a Dom Quixote deixou de parte a poesia; pelo contrário, foi sempre enriquecendo o seu catálogo, que conta hoje, além de alguns clássicos, com «autores residentes» como Manuel Alegre, Fernando Pinto do Amaral ou Nuno Júdice. E com o nome deste último criou, em 2025, um Prémio de Poesia que homenageia um poeta que «nasceu» na casa e que, muitos anos depois, fez dela o seu definitivo «porto de abrigo».
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: Chegou o décimo oitavo volume do fenómeno manhwa que tem milhões de leitores em todo o mundo! Depois de sacrificar tudo para restaurar a linha temporal, Seong Jinu vive agora como um vigilante silencioso num mundo sem portais. A paz, porém, é apenas uma ilusão para quem carrega o fardo do Monarca das Sombras. Enquanto reencontra rostos familiares que já não o reconhecem, Jinu vê o seu legado renascer no próprio filho. Mais uma vez, o destino da humanidade cruza-se com o seu: a lenda não termina, apenas se transforma. Chegou uma nova etapa eletrizante desta saga lendária, que desafia os poderes e limites da humanidade, repleta de ação, enigmas, batalhas e revelações que antecipam confrontos ainda mais grandiosos.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 72
Sinopse: Após O Burlão nas Índias, Alain Ayroles volta a repetir a proeza com elegância! Dando continuidade à tradição epistolar de Ligações Perigosas, orquestra um vertiginoso jogo de vigarices, num século XVIII brilhantemente retratado pelo desenhador Guérineau. Ayroles e Guérineau continuam a pintar com desenvoltura o retrato aterrorizante de um libertino do século XVIII. As reviravoltas prosseguem nas terras exóticas da Nova França, onde o selvagem não é quem pensamos que seja. Ladeado pelo iroquês Adario e o seu criado filósofo, Saint-Sauveur chega à Nova França, onde uma nova aposta lhe permitirá exibir os seus talentos mortais. Mas não se pode brincar com os corações impunemente, e as maquinações do libertino vão transformar-se em catástrofe. Trocando as meias de seda por perneiras de pele de veado, o cavaleiro terá que vagar pelas florestas e afastar os seus preconceitos: os selvagens têm inteligência! A série A Sombra das Luzes, de que a Ala dos Livros apresenta agora aos leitores portugueses o segundo tomo, está prevista para 3 volumes.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Lisa, uma emigrante argentina que vive no interior de França, é acusada de violência doméstica agravada e perde a custódia dos seus dois filhos gémeos, fruto de um amor louco e violento. Incapaz de acatar as decisões do tribunal e de representar o papel de mãe que lhe é exigido, ela espia os filhos à distância e, nessa condição de marginalidade e desequilíbrio, faz o impensável: incendeia a casa onde eles vivem com o pai e os avós, rapta-os e foge numa viagem de carro sem regresso. Em Perder o Juízo, a celebrada autora Ariana Harwicz regressa aos temas da teatralidade da maternidade, do amor destrutivo e das profundezas do inferno doméstico, pondo no centro, numa linguagem que questiona o dicionário da nossa época, uma mulher incómoda à beira do abismo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 624
Sinopse: Os contos de Roberto Bolaño, mestre na forma curta, condensam todo o universo literário do autor, um dos mais insurgentes e singulares das letras contemporâneas. São histórias povoadas por personagens em constante errância, das franjas da América Latina às cidades espectrais da Europa: poetas obscuros, criminosos moralmente ambíguos, mulheres enigmáticas, exilados em busca de um lugar só seu. Como num plano previamente desenhado pelo autor, um «campo minado» legado aos seus leitores, personagens e fios narrativos entrelaçam-se compondo uma espécie de ficção total, um organismo vivo, que abre incontáveis possibilidades de associação com as suas partes e o restante da sua obra, como são exemplo as aparições em vários destes textos dos famosos detectives selvagens Belano e Ulisses Lima, ou a ligação entre o primeiro e o último conto, jogos literários que somente uma leitura continuada, num único volume, pode proporcionar. Organizado por ordem cronológica, Contos Completos inclui todos os contos escritos por Bolaño: quer os volumes já publicados (Telefonemas e Putas Assassinas), agora em nova tradução, quer os inéditos em Portugal (O Gaúcho Insuportável, O Segredo do Mal e O Contorno do Olho), revelando a potência de uma voz que irrompeu como uma novidade e sacudiu o cânone literário tornando-se um fenómeno mundial.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Todas as economias seriam mais vibrantes e competitivas se as vidas das mulheres se parecessem mais com as dos homens, afirmava um preeminente economista dinamarquês em 2020. Emma Holten discorda naturalmente desta afirmação e explica porquê. Em todos os modelos económicos modernos, as mulheres são descartadas como «défice». O tempo e energia exigidos pelo trabalho de cuidado aos outros às crianças, aos mais velhos, aos doentes, à manutenção do lar e da família, da estrutura que assegura as condições para o trabalho produtivo, portanto são considerados um dreno para a economia, por se considerar que não geram riqueza. Contudo, ao contrário do que preconizam os economistas, o seu valor é bastante mensurável e oneroso, em particular para as mulheres, que tradicionalmente o cumprem sem qualquer compensação. A riqueza monetária sem precedentes que observamos no mundo fez-se à custa de danos sociais profundos que nos lesam a todos. Neste livro, Emma Holten perpassa várias correntes de pensamento económico para mostrar como as conceções de valor dominantes ignoraram deliberadamente o trabalho de reprodução social, por não conseguirem integrá-lo numa lógica de produtividade. Sem este labor, a sociedade colapsaria. Se lhe atribuirmos o devido valor, porém, toda a teoria económica terá de ser revista. Descobrir a grande falácia nos modelos económicos tem o potencial de gerar a maior e mais inesperada revolução.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: «Tudo aquilo que é grande nasce como um desafio: nasce apesar de preocupações e sofrimento, pobreza, abandono, fraqueza do corpo, vícios, paixão e tantos outros obstáculos.» Numa das suas obras mais emblemáticas, Thomas Mann, prémio Nobel da Literatura em 1929, assume um tom confessional para relatar a paixão platónica e obsessiva de um celebrado escritor alemão, Gustav von Aschenbach, por um jovem turista polaco. Tadzio, de uma beleza inspiradora, desperta no protagonista sentimentos que desafiam a contenção e disciplina que lhe são características e que Mann manipula com mestria para explorar os limites teóricos da arte, do desejo e da moralidade. Considerada uma das novelas mais marcantes do século XX ocidental, A Morte em Veneza, a que o próprio escritor chamou «a tragédia de uma humilhação», cruza referências clássicas e contemporâneas numa reflexão profunda e envolvente sobre o encontro inevitável do Homem com a decadência.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 64
Sinopse: O que haverá de mais belo que um encontro de almas em vida de tal forma profundo e recíproco que um se acha no outro? Michel de Montaigne escreveu sobre a amizade, evocando o sentimento que o unia ao escritor e filósofo Étienne de la Boétie, autor de Discurso Sobre a Servidão Voluntária. Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: A literatura colonial, para muitos uma pseudo-literatura ou uma literatura imoral, possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade os helénicos e os bárbaros, os cristãos e os pagãos, os muçulmanos e os infiéis, os civilizados e os primitivos ou selvagens, os desenvolvidos e os subdesenvolvidos. mpério, Mito e Miopia - Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial não é esse o objetivo , mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 476
Sinopse: Dedicado à imagem impressa e à cultura visual,este segundo volume de A Idade do Papel apresenta uma visão de conjunto sobre aqueles que criavam,editavam,comercializavam e consumiam estampas,no período de «emergência de uma nova cultura visual do Iluminismo» no nosso país.O estudo parte do ensino e da prática artística setecentista,observando depois os mecanismos de financiamento,distribuição e comércio de gravura,cartografando minuciosamente editores,distribuidores e comerciantes da estampa.Numa última parte,o autor conduz-nos pelo universo de consumo e usos da gravura,onde cabem a imagem avulsa e a edição ilustrada,bem como do funcionamento do mercado e das estratégias publicitárias.Um universo que é também o da literacia e da cultura visual,compreendendo o lugar da imagem em domínios como a pedagogia,o conhecimento científico,os lazeres ou mesmo as práticas interditas.
Edição: Abr 2029
Nº Páginas: 140
Sinopse: Helen McGill vive uma existência mundana numa quinta da Nova Inglaterra, dedicada à família e afastada dos seus próprios sonhos. Tudo muda quando aparece Parnaso, uma livraria ambulante rebocada por um cavalo, Pégaso, econduzida peloexcêntricolivreiroRoger Mifflin. Contra todas as expectativas, Helen compra a caravana e parte numa viagem improvável, levando livros e histórias a aldeias e leitores esquecidos. Pelo caminho, descobre a independência, o amor pela literatura como força transformadora e uma nova forma de olhar para a vida. O Parnaso sobre Rodas é um hino à leitura, à curiosidade e à coragem para recomeçar.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: Eis a jornada de Inácio, um jovem que decide deixar a sua vida em Lisboa em suspenso e embarcar numa viagem pela Europa, mas um estranho apelo acaba por o levar bem mais longe. Esta é a peregrinação de um homem atormentado pela culpa, que foge de um passado sombrio. Procura respostas, talvez a redenção. Na Côte dAzur, Inácio recorda a vida com Graça e a amizade com Simão, acabando por se confrontar com as suas ilusões e delírios. Na Índia, mergulha no caos de Mumbai e na espiritualidade de Varanasi. É uma jornada em que encontra figuras marcantes, como Alice, uma voluntária altruísta, e Sudhir, um monge com segredos perturbadores, que o levam a questionar a sua moralidade e a fragilidade da existência humana. O destino de Alice e a sua visão da morte põem Inácio perante uma escolha impossível, culminando num desfecho arrebatador. Uma história profunda e poética sobre os dilemas da vida, os ecos do amor e a inevitabilidade da morte.
Edição: Mai 2021
Nº Páginas: 304
Sinopse: A Britânia está finalmente em paz. Sigtryggr, senhor da Nortúmbria, e a rainha Æthelflaed, senhora da Mércia, chegaram a um acordo e decretaram tréguas, com o apoio do maior guerreiro da época, Uhtred de Bebbanburg. Perante a inesperada calma, Uhtred vê então chegada a oportunidade de recuperar as suas terras, roubadas pelo seu tio muitos anos antes - e agora mantidas pelo seu ardiloso primo. No entanto, o destino é implacável. Há um novo inimigo a lutar pelos reinos de Inglaterra, o temível Constantin da Escócia, que aproveita o clima de incerteza para comandar o seu exército em direção a sul e conquistar as terras da Nortúmbria. Porém, Uhtred está determinado a alcançar o seu sonho, e nada, nem novos nem antigos inimigos, será capaz de o manter afastado do seu direito de nascimento.
