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Edição: Set 2022
Nº Páginas: 480
Sinopse: Ao longo da História, a lei sempre foi utilizada para impor a ordem. No entanto, não é um mero instrumento de poder e de controlo social, é igualmente uma forma de as pessoas expressarem diferentes visões e contribuírem para um mundo melhor. Em O Poder da Lei, Fernanda Pirie apresenta a ascensão e queda dos sistemas jurídicos que sustentaram antigos impérios e tradições religiosas, ao mesmo tempo que mostra como assembleias tribais, mercadores e agricultores exigiram leis para definirem as suas comunidades, regularem o comércio e construírem civilizações. Apesar de os princípios jurídicos que tiveram origem na Europa nos séculos XVII a XIX dominarem o mundo, a diversidade de leis é tão grande quanto a das sociedades. Como a autora defende, o que verdadeiramente une os seres humanos é a crença de que as leis podem ser justas, combatem a opressão e criam ordem a partir do caos.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 336
Sinopse: É frequente pensar-se que a história de Tutankhamon terminou quando os milhares de objetos descobertos por Howard Carter e Lorde Carnarvon foram transportados para o Museu Egípcio no Cairo e colocados em exposição. Mas há muito mais para descobrir nesta história. Explorando os cem anos de pesquisa desde a descoberta do túmulo, os diversos objetos nele encontrados e as novas evidências sobre a morte do menino-rei, o autor leva-nos aos bastidores da investigação para revelar mais segredos do jovem faraó. Bob Brier demonstra igualmente o vasto impacto que a descoberta do túmulo teve em áreas que não se limitam à Egiptologia, examinando a sua infl uência na política egípcia, nas novas formas de fazer arqueologia e até na apresentação das exposições museológicas. Largamente documentado com as últimas descobertas e apresentado com vívidos detalhes, este livro é uma introdução irresistível a uma das grandes descobertas arqueológicas do mundo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: O que sabe o leitor sobre o romancista vitoriano que vendeu mais do que Charles Dickens? Ou sobre a mulher que se tornou na primeira poetisa publicada na América? E que ligação existe entre a Ilíada, de Homero e as Fábulas de Esopo? Em Biblioteca Secreta, Oliver Tearle reúne estas e outras histórias pouco conhecidas, colocando-as lado a lado com obras e autores que nos são familiares. Através de romances, peças de teatro, relatos de viagem, livros científicos, obras de humor e almanaques, o autor mostra como os livros acompanharam e muitas vezes influenciaram a História do mundo ocidental. Ao longo de mais de três mil anos, este percurso revela os múltiplos cruzamentos entre textos, ideias e épocas. Um tesouro de exemplos literários curiosos para descobrir como a nossa história e os livros estão profundamente ligados.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Em Minha Querida Mamã, A Mãe de Fernando Pessoa, João Pedro George toca um ponto sensível: o papel de Maria Madalena na vida do filho Fernando Pessoa nem sempre tem sido tido em devida conta pelos especialistas na obra do poeta. Graças à descoberta de um conjunto de poemas da mãe de Pessoa, que sobreviveram inéditos durante perto de 100 anos, este livro (que inclui outros poemas e excertos de cartas nunca publicados) vem resgatá-la dos porões do esquecimento, lançando uma luz poderosa, impregnada de um tom sépia, sobre a mulher mais importante da vida do artista que se desdobrou em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou Bernardo Soares. Organizada e apresentada pelo autor de O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, esta obra abre uma janela sobre o passado mais longínquo do genial poeta português, permitindo ao leitor ver a família de Pessoa através dos olhos da mãe.
Edição: Jun 2021
Nº Páginas: 340
Sinopse: O que está verdadeiramente em jogo na política? Nada menos do que o modo como devemos viver, enquanto indivíduos e enquanto comunidades. Este livro vai além dos cabeçalhos redutores, das fake news e da histeria e examina as questões intemporais formuladas e as respostas encontradas por um grupo diversificado de 30 grandes pensadores políticos da história. Seremos animais políticos, económicos ou religiosos? Deveremos viver em pequenas cidades-estados, em nações ou em impérios multinacionais? Que valores deverá promover a política? A riqueza deverá estar nas mãos de alguns ou ser propriedade de todos? Os animais também terão direitos? Nenhuma ideia é demasiado radical para este sortido global de pensadores, entre os quais se encontram Confúcio, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Burke, Wollstonecraft, Marx, Nietzsche, Gandhi, Qutb, Arendt, Nussbaum, Naess e Rawls.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Após a morte prematura dos pais num trágico acidente de viação, Bianca, pouco mais do que uma adolescente, entrega-se a uma existência apática, sem futuro nem esperança, juntamente com o seu irmão mais novo. Órfãos e sozinhos na cidade de Roma, sem dinheiro, ambos se vêem obrigados a abandonar a escola para irem trabalhar: ela num cabeleireiro, ele num ginásio onde conhece dois homens de reputação duvidosa, o bolonhês e o líbio, aos quais dá guarida em sua casa. Quando estes elaboram um plano criminoso visando um ex-culturista cego que permitirá aos quatro sair da pobreza, Bianca intui que a sua queda será ainda mais vertiginosa. Última obra publicada por Roberto Bolaño, posteriormente adaptada ao cinema, Um Pequeno Romance Lúmpen, inédito no nosso país, é uma narrativa fulgurante e inesquecível sobre a adolescência, a perda da inocência e a marginalidade, protagonizada por uma heroína que nada tem a perder.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: Em A Gravidade e a Graça, Simone Weil explora a interacção entre duas forças primordiais do universo: a gravidade, que molda as expectativas que temos dos outros e das interacções humanas, e a graça, uma intervenção sobrenatural que nos inspira a procurar um significado e um vínculo mais profundos. Fundindo filosofia, espiritualidade e reflexão pessoal, Weil mergulha na génese da condição humana, destacando a tensão entre a vida quotidiana e aquilo que nos pode elevar. Numa cativante recolha de aforismos, notas íntimas e reflexões filosóficas, A Gravidade e a Graça convida-nos a embarcar numa transformadora jornada interior sobre compaixão, busca pela verdade e divino.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 40
Sinopse: O único livro infantil escrito por Han Kang, vencedora do Prémio Nobel de Literatura No Reino do Céu, há muito que as fadas são responsáveis pelo tempo, sobretudo pela chuva. Mas fiar nuvens dia após dia não é tarefa fácil: as vestes com asas enrolam-se nos tornozelos, o cabelo preso no alto da cabeça pesa tanto que até segurar o pescoço se torna difícil e repetir sempre a mesma tarefa acaba por ser muito aborrecido. É então que duas fadinhas, fartas das roupas desconfortáveis e de estarem sempre a fazer a mesma coisa, resolvem largar as nuvens e partir numa viagem muito alegre pelo mundo! Mal imaginam elas que ver o mundo lá de cima não é bem o mesmo que estar cá em baixo... Uma história divertida e encantadora para descobrir que os relâmpagos e trovões podem, afinal, ser obra de duas fadinhas traquinas.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 64
Sinopse: Nesta biografia para os mais jovens, e também para todos os que queiram inteirar-se do percurso de Carlos Paredes, os episódios mais importantes da sua vida são preciosamente narrados por Rui Miguel Abreu e cinematograficamente ilustrados por Pedro Burgos. Desde a perseguição e prisão pela PIDE, o 25 de Abril de 1974, os primeiros discos, até aos encontros e amizades com Zeca Afonso, Manuel Alegre ou Amália Rodrigues, aqui temos a essência de Paredes, homem político, trabalhador e artista.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: Coreia, 1930. Arisa Jo e Jun Seomoon estão numa encruzilhada. À medida que o passado de Arisa ressurge, seu espírito rebelde a leva a buscar refúgio em amores inesperados. Enquanto isso, a busca de Jun por significado o impulsiona em direção a ideias radicais. Ambos agora navegam por um mundo onde suas paixões podem muito bem levá-los por caminhos opostos. Nesta segunda parte da narrativa sobre os destinos entrelaçados de dois jovens na Coreia ocupada da década de 1930, Yudori revela gradualmente a tragédia por trás da atitude despreocupada.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que acontece quando a política está em todo o lado, mas tudo parece ficar na mesma? Revisitando as ilusões da era pós-política que se seguiu ao fim da Guerra Fria, evidenciam-se os contornos da estranha vida pública contemporânea, construída em torno de protestos, indignações virais, guerras culturaise um sem-fim de causas que nascem e se eclipsam da noite para o dia. Tal desfile de urgências morais implementou-se, por sua vez, sobre as ruínas da antiga infraestruturade partidos, sindicatos e solidariedade cívica, hoje categoricamente esvaziada. Ao paradoxo das ondas de entusiasmo popular que raramente resultam em movimentos coletivos, da politização extrema que nunca se traduz em ações políticas concretas, Anton Jäger chamou «hiperpolítica». De Guy Debord e Wolfgang Tillmans às ficções desencantadas de Houellebecq, Hiperpolítica explora a fragmentação da ação coletiva e a fragilidade do tecido social para tentar compreender como uma época tão moralmente exigente é, ao mesmo tempo, tão inconsequente. Um mapa essencial para navegar as novas contradições da atualidade e um guia para a criação de uma politização que produza frutos duradouros.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: AVANÇAR COM SEGURANÇA E CONHECIMENTO NO MUNDO CRIPTO A face mais visível do universo cripto é, sem dúvida, o advento das criptomoedas mas todo este ecossistema é muito mais do que isso: consiste num conjunto de ferramentas e instrumentos que cobrem cada vez mais áreas da nossa vida e que está assente em processos fidedignos e previsíveis que podem ser arriscados para quem não detiver os conhecimentos essenciais. Escrito por um especialista, este livro vem desvendar ao público não especialista, de todas as idades e profissões, este mundo de novos conceitos, riscos e oportunidades e facultar um conjunto de ferramentas e conhecimentos práticos para usufruir dele com mais conhecimento, confiança, segurança e fiabilidade.
Nº Páginas: 12
Sinopse:
O Homem-Aranha tem sítios para visitar, amigos para reencontrar e Supervilões para deter! Prime os botões enquanto lês e escuta as músicas e os sons mega incríveis.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: UMA CELEBRAÇÃO INTELIGENTE, SENSÍVEL E DIVERTIDA DA LÍNGUA PORTUGUESA COM GREGORIO DUVIVIER Livro feito a partir do espectáculo de sucesso O Céu da Língua, um encontro entre teatro, humor e literatura que já esgotou várias salas no Brasil e em Portugal, e que volta às salas portuguesas em Março. Depois do espectáculo, Gregorio Duvivier, membro da Porta dos Fundos e um dos mais importantes criadores contemporâneos de língua portuguesa, construiu o livro À Flor da Língua, uma nova forma inteligente, sensível e divertida de celebrar aquilo que nos une a capacidade de falar, de imaginar a partir das palavras e de contar histórias. Com palavras mais kiki (pontudas, divertidas) ou mais bouba (redondas, desenxabidas), entre portugueses que se esbardalham e brasileiros que se estabacam, em sambas que ganham significados ou nomes que perdem o R (como Guegóio), o actor e humorista salta de palavra em palavra com carinho e amor sinceros por cada uma delas até porque «o livro de uma vida» nasceu de uma «desconfiança em relação aos significantes» que surgiu logo com um ano de idade.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Reflexões pertinentes sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e esperança colectiva. Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do mundo actual e do talento colectivo de agir sobre ele. As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico mundial transforma-se a cada minuto obrigando as democracias a exercícios de prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais e coletivas.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 824
Sinopse: OMNE TRIUM PERFECTUM. Vis Solum sobreviveu ao impossível, mas o preço foi mais alto do que alguma vez imaginou. Dividido entre mundos, sem saber em quem confiar, vê-se envolvido numa guerra antiga que os catenanos esqueceram e que está prestes a recomeçar. Enquanto a Hierarquia continua a moldar o império a seu favor, forças ocultas movem-se no silêncio. Há quem deseje impedir o próximo Cataclismo... e quem esteja a trabalhar para que ele aconteça. Para Vis, já não se trata apenas de vingança: é uma corrida contra o tempo para perceber a verdadeira extensão do inimigo e o papel que lhe foi imposto no destino de três mundos.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: N.º 1 top de vendas internacional A vida dos endinheirados brasileiros Há um traço comum a boa parte dos endinheirados brasileiros: eles não se consideram ricos. Por mais variados que sejam os costumes, a origem e a quantidade de dinheiro, o facto é que não existe um critério absoluto para a riqueza no Brasil. Por lá, ela é relacional. Haverá sempre alguém com mais dinheiro, mais pompa, mais património, mais próximo do topo da pirâmide. Logo, os ricos são sempre os outros. Com base nessa constatação, o antropólogo Michel Alcoforado faz um mergulho no mundo das elites brasileiras e destrincha tipos facilmente reconhecíveis: o casal emergente da Barra da Tijuca que vai a Miami comprar roupas de marca; a herdeira de um banqueiro que leva uma vida longe dos holofotes na Suíça; o embaixador carioca inconformado que o Itamaraty não é o mesmo desde o aumento de vagas para a carreira diplomática. Capaz de traduzir um vasto repertório antropológico numa descrição analítica e cheia de humor, Michel Alcoforado traz para este livro a experiência acumulada de anos a atuar como «antropólogo do luxo», condição que lhe franqueou acesso aos círculos mais restritos da elite brasileira. Durante a pesquisa, ficou claro que, a partir de certo patamar, aos ricos já não interessa o tamanho da conta bancária, mas os códigos que precisam de dominar para fazer parte das altas-rodas. Exibir marcas espalhafatosas faz sentido para os emergentes empenhados em ostentar a nova posição, porém é sinal de arrivismo aos olhos de um rico tradicional, que tende a optar por roupas discretas e só reconhecíveis por quem domina o mesmo repertório. O jogo de distinção está em toda a parte: na escolha dos bairros para morar, na arquitetura e na decoração das casas, nos destinos de viagem, nos estudos e na linguagem. Coisa de Rico examina as regras desse jogo. Com verve de comunicador tarimbado, acostumado ao léxico dos podcasts e das redes sociais, Michel Alcoforado faz um diagnóstico mordaz e preciso das contradições da elite brasileira.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: O trono exige um sacrifício. O império exige justiça. Tarisai exige sobreviver. Tarisai sempre sonhou com a união e a pertença, mas o preço da coroa de Aritsar é mais sangrento do que alguma vez imaginou. Agora, como Imperatriz Redentora, o seu destino está selado: para salvar o império e apaziguar os espíritos vingativos do passado, ela terá de descer ao Submundo. Um caminho sem retorno. Um sacrifício final. Mas enquanto o seu conselho vacila e as sombras de crianças mortas sussurram pecados antigos nos corredores do palácio, Tarisai enfrenta uma ameaça ainda mais próxima. Entre tentativas de assassínio e a chegada de um desconhecido cujo magnetismo é tão perigoso quanto os seus segredos, a Imperatriz terá de escolher o seu caminho. Num mundo onde a lealdade é uma arma e o amor uma fraqueza, conseguirá Tarisai reescrever as leis do destino? Ou será ela apenas mais uma vítima de um ciclo de atrocidades? A conclusão épica da duologia iniciada com Raybearer o fenómeno de vendas que conquistou a crítica e os leitores em todo o mundo.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 280
Sinopse: A história de uma amizade extraordinária, uma viagem ao passado para melhor compreender o presente da Europa Na Roménia comunista com o seu legado multiétnico, cuja diversidade é uma riqueza silenciada, o destino aproxima Lev um rapaz acamado de Kato, uma rapariga que gosta de desenhar e veste demasiado cedo o casaco da solidão. Kato vai ajudar Lev com a matéria das aulas, mas o que começa como um gesto imposto pela escola torna se, para ambos, uma amizade inesperada que devolve a Lev a saúde e oferece a Kato um lugar onde finalmente pode repousar. Anos depois, já adultos, os caminhos de sempre continuam a chamar por Lev, como um pássaro que não tem coragem de sair da gaiola mesmo com esta aberta, enquanto Kato voou e partiu para o Ocidente, à procura de um horizonte mais vasto. O que os une agora são apenas os postais que ela lhe envia pequenas janelas para vidas que poderiam ter sido partilhadas. Até ao dia em que chega um postal de Zurique, com uma pergunta simples e desarmante: «Quando vens?» E então reabre-se a porta para o passado, vivo, íntimo, incontornável. Este é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar se e transformar se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem até cada clareira na floresta transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: «Mathilde envelhecera []. A pele do rosto, constantemente exposta ao sol e ao vento, parecia mais grossa. A testa e os cantos da boca estavam cobertos de rugas. Até o verde dos seus olhos perdera o brilho, como um vestido usado demasiadas vezes. Engordara. Para provocar o marido, num dia de calor abrasador, pegou na mangueira do jardim e, debaixo do nariz da criada e dos trabalhadores, regou-se da cabeça aos pés. As roupas colaram-se-lhe ao corpo, deixando ver os mamilos eretos e o velo púbico. Nesse dia, os trabalhadores rezaram ao Senhor, passando a língua entre os dentes enegrecidos, para que Amine não enlouquecesse.» 1968, Marrocos: Mathilde, alsaciana, e Amine, oficial do Exército marroquino, são um casal com uma longa história atrás de si e um incerto futuro pela frente, à imagem do país onde vivem. Esta é a história de uma família hesitante entre a tradição e a modernidade, protagonizada por uma mulher enredada entre duas culturas, sufocada pelo conservadorismo do país onde escolheu viver e pidida entre a dedicação à família e o amor à liberdade. É também a história de um país que acabou de conquistar a independência e que procura o seu lugar, entre o espartilho religioso e o fascínio pelo Ocidente, entre a repressão e o hedonismo. Leïla Slimani, uma das vozes mais importantes da literatura francesa, regressa à história da própria família para construir um romance cheio de personagens inesquecíveis e imagens fortes. Retratando um tempo e um lugar em que ressoam os ecos do Maio de 68 e as mulheres encetam o pedregoso caminho da emancipação, a escritora reafirma a sua impressionante destreza narrativa e o olhar clínico sobre a intimidade.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 560
Sinopse: Fevereiro de 2013: um acidente na neve precipita uma cadeia de acontecimentos que culminam no primeiro caso de investigação que cai nas mãos de Pilar Benamor. Quando o compositor Flores Baltazar regressa, com o filho e a mulher, de umas malogradas férias de esqui, apodera-se da família um mal-estar existencial. Tudo se agrava certa tarde, quando, à porta da escola do filho, Baltazar se envolve num confronto com o pai de outro aluno. Os polícias chamados ao local são os agentes Costa e Benamor. Serão também eles a encontrar, dias depois, o cadáver de uma mulher num clube nocturno. Os contornos macabros do crime remetem Pilar Benamor para o célebre caso do Embalsamador, um psicopata que aterrorizou Lisboa e conduziu o seu pai ao desespero. Ao longo da investigação, Pilar levanta o véu de uma rede de tráfico humano e enreda-se num perigoso feudo familiar. Quando um segundo cadáver embalsamado aparece com um recado sinistro para a agente, instala-se a certeza de que o caso do Embalsamador não ficou resolvido. Os dias contados retrata o embate de Pilar Benamor com as várias faces do horror, pondo a descoberto os danos irreversíveis das falhas humanas.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Ele tem um passatempo pouco comum: assistir a funerais de desconhecidos. Primeiro, de forma discreta, nos cemitérios. Depois, online, onde a morte se transforma numa espécie de espetáculo silencioso. Até que, entre coroas de flores e rostos tristes, ele repara nela - uma mulher mais velha, sempre presente, tão misteriosa quanto ele.A partir desse encontro, a sua vida começa a desmoronar-se. Em terapia, tenta compreender o vazio que o consome, a fome constante e a incapacidade de amar. Até que descobre a verdade que sempre o acompanhou: nasceu morto. E foi deixado sozinho, num hospital, durante os primeiros dias da vida que quase não teve. Anos depois, a história muda de voz. Conhecemos essa mulher - uma enfermeira pediátrica que já amou demais e nunca mais voltou a amar. Dedicou-se aos bebés abandonados na maternidade, como uma forma de curar a própria ferida. No fim, quando o homem cai ao chão, vítima de um coração doente, é ela quem o segura. E é nesse instante - entre o último suspiro e a memória - que ele a reconhece: o primeiro colo que o recebeu no mundo.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: No dia 2 de julho de 2022, um par de delinquentes prepara-se para assaltar uma grande joalharia na cidade de Genebra. O engenhoso plano em nada se parece com um roubo comum. Vinte dias antes, nas margens do Lago Léman, Sophie Braun está pronta para comemorar o seu quadragésimo aniversário. Tem uma vida de sonho: mora com a família numa mansão cercada pela floresta, num mundo idílico e aparentemente intocável. Contudo, os alicerces desta ilusão estão prestes a estremecer. O marido de Sophie oculta inexplicáveis segredos. O vizinho mais próximo, um agente da polícia de reputação impecável, torna-se obcecado por Sophie e espia todos os seus movimentos, até os mais íntimos. E um homem misterioso oferece-lhe um presente que colocará a vida de Sophie em perigo. Serão necessárias muitas viagens ao passado, longe de Genebra, para traçar as origens desta intriga diabólica, da qual ninguém escapará ileso. Nem sequer o leitor. Um thriller de tirar o fôlego, assinado pelo autor que, desde A verdade sobre o caso Harry Quebert, se tornou um fenómeno editorial sem par, capaz de agarrar e ludibriar até o mais cético ou engenhoso leitor.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 656
Sinopse: «Eu fui educado à antiga, e nunca achei que um dia me ordenassem que matasse uma mulher. Nas mulheres não se toca» Dois homens - um deles na ficção, o outro na vida real - tiveram oportunidade de assassinar Hitler antes que ele desencadeasse a Segunda Guerra Mundial. Um mal menor teria impedido um mal maior. Se é legítimo pensar que aqueles dois homens deveriam ter disparado sobre o Führer para evitar a morte de milhões, até que ponto podemos decidir quem merece viver ou morrer? Tomás Nevinson, marido de Berta Isla, cai na tentação de regressar aos Serviços Secretos após uma temporada de ausência. Estamos no ano de 1997. Tomás é incumbido de se deslocar a uma cidade no Noroeste de Espanha para identificar uma pessoa que dez anos antes participara em atentados do IRA e da ETA. A missão é-lhe atribuída pelo seu ex-chefe, Bertram Tupra, figura ambígua que já anteriormente lhe atrapalhara a vida. Ambos são «anjos desagradáveis», que devem velar pela tranquilidade dos demais. Feito espião que sonda a verdade, Javier Marías constrói uma intriga inquietante, uma reflexão profunda acerca do alcance e das consequências das nossas acções. Quão longe podemos ir para evitar o triunfo do mal? E, num mundo de claro-escuro, como podemos estar certos do que é o mal? Tomás Nevinson é o retrato do que acontece a alguém a quem já tudo aconteceu, o retrato de um homem que tenta intervir na História e acaba desterrado do mundo.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: «Enquanto a guerra é uma tragédia, a maior de todas, o amor é uma felicidade, a maior de todas, mas há algo em comum: quando se ausentam, qualquer um deles, deixam uma ferida eterna na proporção da perda que proporcionam.» Theobald Thomas e Bluma Baumann estão fadados a ficar juntos desde que vêm ao mundo. Os livros são o seu ponto de encontro. Mas a Berlim do pós-guerra, uma cidade enlutada e dividida, haverá de contrariar o que o destino parecia ter escrito. Numa noite de Agosto, sem aviso, o chão de Berlim é rasgado pelos alicerces de um muro o mais famoso da História , adiando a promessa do primeiro beijo. Este romance de Afonso Cruz parte de uma trama real em que o amor e a guerra se entrelaçam para questionar certos limites, encontrando no fado individual de dois amantes uma pergunta universal: que seríamos capazes de fazer por paixão, que barreiras ultrapassaríamos? Pode o amor saltar muros sem que alguém se magoe? Sinopse de amor e guerra é o segundo romance de Afonso Cruz na colecção Geografias, depois de Princípio de Karenina: narrativas que partem de uma viagem ou de um lugar.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 296
Sinopse: Francisco Sá Carneiro: Solidão e Poder Quarenta e cinco anos depois, Francisco Sá Carneiro Solidão e Poder continua a ser o melhor retrato do homem e do político, um livro essencial também para conhecer e compreender o Portugal que despontava no pós-25 de Abril. Uma vida breve, um percurso interrompido, um homem de vontade férrea e a cena política onde interveio fazem de Francisco Sá Carneiro a figura incontornável que aqui se dá a conhecer, através da prosa escorreita de Maria João Avillez, que um ano após a morte de Sá Carneiro empreendeu, com brio, a enorme tarefa de o biografar. Por isso, agora, esta reedição: para os que conheceram Francisco Sá Carneiro e para os que vão agora passar a conhecê-lo.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 200
Sinopse: A batalha Toman vs. Valhalla começa, naquele que será o «Halloween Sangrento»! Os principais membros de ambos os gangues entram em combate repentinamente - Mikey x Kazutora, Draken x Hanma! No presente, Takemichi descobre uma verdade chocante: Mikey mata Kazutora nesta luta. Mas será que desta vez Takemichi conseguirá mudar o passado?!
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 64
Sinopse: ¿Sou o Lórax. Venho aqui falar em nome das árvores.¿ Esta história ensina as crianças a tratar o planeta com bondade e a defender os outros. Fala-nos da beleza das Trufleiras e do perigo de tomar o nosso planeta por garantido, numa história oportuna, divertida e cheia de esperança, que nas últimas páginas nos mostra como uma pequena semente ¿ ou uma criança ¿ pode fazer a diferença. É o presente perfeito para qualquer criança ¿ ou adulto com alma de criança ¿ com interesse em reciclagem e no meio ambiente, ou que simplesmente ame a natureza e goste de brincar ao ar livre.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Takemichi, que já foi um delinquente e hoje é um loser, recua doze anos no tempo, regressando ao 8.º ano da escola, para salvar a ex-namorada, Tachibana Hinata, assassinada no presente por um gangue de rua, o Tokyo Manjikai. Takemichi faz amizade com Mikey, o líder do gangue, e consegue infiltrar-se no grupo. Quando volta ao presente, descobre as consequências inesperadas das suas movimentações no passado!
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Lugar mítico da infância, mas também da loucura. Arquivo misterioso da nossa história, e da sua efabulação. Abrigo ingénuo, ou esconderijo de fantasmas e fantasias. Quantas vidas cabem num sótão? Entre o pó e os ruídos da madeira, Madalena Sá Fernandes revisita episódios íntimos, memórias de violência e relações que deixaram marcas, balança entre a aprendizagem da autonomia e a ternura da maternidade, mostra como o corpo aprende a adaptar-se à solidão. Espaço inclinado entre o chão e o céu, é no sótão que se acumulam objetos sem uso, histórias que ninguém conhece, fotografias por arrumar, medos que persistem. Mergulhando neste lugar de clausura e de criação, de vigilância e de liberdade, a autora interroga a própria ideia de casa: abrigo, prisão, promessa, ficção. Madalena Sá Fernandes testa a resistência de soalhos e vigas como se fossem a engrenagem da memória, espreita da janela alta as copas das árvores para derrotar o medo, entrega-se ao silêncio para que se escute a sua escrita. Um sótão, afinal, nunca está vazio. Arquitetado sobre a ideia de um movimento perpétuo entre passado e futuro - entre as casas que herdamos, as que tentamos construir e a possibilidade, sempre incerta, de encontrarmos um lugar onde por fim possamos ficar -, Sótão inscreve-se na tradição das narrativas que são uma chave para o presente que partilhamos.
