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Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 696
Sinopse: «Um livro de uma atualidade extraordinária» Andrew Roberts Aliados em Guerra é uma narrativa vibrante e envolvente que revela as tensões, os confrontos, as mentiras e as intrigas que moldaram a complexa rede de alianças contra Hitler. Esta nova obra de referência sobre os bastidores políticos da Segunda Guerra Mundial é assinada por Tim Bouverie, a mais recente estrela da historiografia britânica. LIVRO DO ANO THE ECONOMIST
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 456
Sinopse: Breve História da Cultura Ocidental é uma obra que abarca desde a Grécia Antiga à atualidade, apresentando a cultura não como uma sucessão de factos e datas, mas como a herança viva que molda a nossa forma de ser e de ver o mundo. Um guia indispensável para leitores curiosos que querem compreender, num só livro, séculos de criação e de pensamento.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 164
Sinopse: A HISTÓRIA SILENCIADA DA VIOLÊNCIA COLONIAL EM MOÇAMBIQUE ENCAPSULADA NUMA DÚZIA DE CAIXAS DE PAPELÃO. Um livro que reúne os artigos de investigação que desvendaram as provas documentais de homicídios, tortura, violações dos direitos humanos e crimes cometidos pela PIDE/DGS entre 1964 e 1974. Entre Maio e Agosto de 1974, uma comissão de inquérito criminal formada pelo exército português em Moçambique ouviu milhares de vítimas, testemunhas, funcionários da PIDE, da PSP e de vários órgãos da administração colonial sobre a violência sistemática e discricionária exercida pela polícia política contra civis na antiga colónia. Ao longo desses meses, a Comissão abriu inúmeros processoscrime por homicídio e ofensas corporais e comprovou a prática quotidiana de tortura, violações dos direitos humanos e crimes de guerra cometidos nas instalações da polícia e nas cadeias oficiais e clandestinas. Até que, em Setembro de 1974, os trabalhos foram abruptamente encerrados e os processos documentais tiveram destino incerto. O livro Casa dos Mortos, que nasceu como um conjunto de artigos de investigação jornalística e arquivística, desvenda pela primeira vez as provas documentais desta violência silenciada. Isso foi possível graças à descoberta, em finais de 2024, de uma Comissão de Verdade cuja existência nunca fora tornada pública e cujo trabalho estava guardado em 12 caixas no Arquivo PIDE/DGS, à guarda da Torre do Tombo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Depois de publicar os romances Baiôa sem Data para Morrer e Morro da Pena Ventosa, Rui Couceiro viajou pelo mundo para conhecer e contar histórias de pessoas que fizeram dos livros o centro das suas vidas. Um conjunto de textos e personagens reais que apaixonarão todos os que, como ele e os protagonistas de A Mais Bela Maldição, adoram os livros e a leitura.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 318
Sinopse: DIZ-SE QUE A VIDA NÃO TEM PREÇO. É MENTIRA! O custo de salvar uma vida, de criar uma vida ou de compensar uma vida tirada é diariamente calculado e posto em prática. Para filantropos, juízes, criminosos e profissionais de saúde, faz simplesmente parte do trabalho quotidiano. Numa série de encontros extraordinários com pessoas que fingiram a própria morte ou perderam um ente querido para o terrorismo, com assassinos a soldo e com escravos dos nossos dias Jenny Kleeman descobre mais perguntas do que respostas. Será que algumas vidas valem realmente mais do que outras? Num mundo apaixonado por dados, o que perdemos e o que ganhamos ao deixar para uma lógica fria e implacável os juízos que realmente importam? Este livro leva-nos a conhecer algumas das pessoas que decidem quanto valemos.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 336
Sinopse: É frequente pensar-se que a história de Tutankhamon terminou quando os milhares de objetos descobertos por Howard Carter e Lorde Carnarvon foram transportados para o Museu Egípcio no Cairo e colocados em exposição. Mas há muito mais para descobrir nesta história. Explorando os cem anos de pesquisa desde a descoberta do túmulo, os diversos objetos nele encontrados e as novas evidências sobre a morte do menino-rei, o autor leva-nos aos bastidores da investigação para revelar mais segredos do jovem faraó. Bob Brier demonstra igualmente o vasto impacto que a descoberta do túmulo teve em áreas que não se limitam à Egiptologia, examinando a sua infl uência na política egípcia, nas novas formas de fazer arqueologia e até na apresentação das exposições museológicas. Largamente documentado com as últimas descobertas e apresentado com vívidos detalhes, este livro é uma introdução irresistível a uma das grandes descobertas arqueológicas do mundo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: Esta é uma história épica de guerra, religião, dinheiro e poder, num enredo em que se opõem cristãos e muçulmanos, papas e imperadores, ricos e pobres, fiéis e infiéis, cujo desfecho surpreendente, em 1312, constitui um dos momentos mais fascinantes da época medieval, contribuindo para a lenda que perdura até aos nossos dias.
Nº Páginas: 656
Sinopse:
Xanana Gusmão e os primeiros 10 anos da construção do Estado timorense é mais do que apenas um livro de discursos de Kay Rala Xanana Gusmão, é um testemunho importante, contado na primeira pessoa, de uma das figuras mais proeminentes do século XXI. Xanana Gusmão é um líder histórico da resistência pela independência de Timor-Leste, uma das mais jovens democracias do mundo. Foi o primeiro Presidente da República deste país, e neste momento, exerce as funções de Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança. Ao ler esta selecção de discursos, o leitor terá oportunidade de compreender as dificuldades e desafios que se colocam a uma jovem Nação, saída de uma situação de pós-conflito, na árdua tarefa de construção de um Estado de Direito democrático. O período abrangido por este livro corresponde aos momentos mais significativos vividos por Timor-Leste como Nação soberana e independente, sendo que os discursos versam, sobretudo, a visão do autor na construção do Estado, na promoção da paz e da reconciliação nacional, na procura da estabilidade e na consolidação das relações entre Timor-Leste e a comunidade internacional, com destaque para os seus vizinhos na região e os países amigos da CPLP.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Este livro nasceu do sentimento de que, no contrato que estabelecemos com o Estado, somos nós, cidadãos, quem geralmente perde." Nestas páginas, Maria Filomena Mónica visita os lugares do poder, onde ele se exerce ou exibe - no Parlamento, nos tribunais, nas reuniões camarárias, nos congressos dos partidos, nas repartições ou na Igreja Católica. Vai como uma repórter, captando as palavras dos políticos e dos burocratas, mas também o de pessoas comuns que enfrentam o poder demolidor do Estado e das instituições que deviam servir os cidadãos e que, pelo contrário, são monstros inamovíveis. Complicam a nossa vida, isolam-se, tornam-se demasiado poderosos e, ao mesmo tempo, ridículos e enfadonhos, como acontece com os políticos: "Tão enfadonhos que cheguei a suspeitar que os seus discursos constituíam uma estratégia deliberada para adormecer o país, a fim de poderem atuar à vontade." A reedição deste livro prova a sua imensa atualidade.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"O político em Espinosa é ainda e sempre um modo da natureza e, nessa medida, tanto o soberano como os súbditos, tanto o estado como os diversos grupos que se constituem no seu interior, afirmam a sua individualidade através da resistência a todos os que tentem subordiná-los à sua jurisdição. A actividade de cada ser constitui sempre um esforço de libertação, de redução da dependência. Não quer dizer que a única situação imaginável entre os indivíduos seja a de conflito. Os indivíduos, da mesma forma que podem entrar em guerra e, com isso, aumentar conjuntamente a impotência, podem igualmente encontrar modos de cooperação mutuamente vantajosa, não universal nem definitivamente, mas em agregados mais ou menos ocasionais, formados por situações ou desafios comuns que geram afectos igualmente comuns, de medo ou de esperança, superando assim as divergências e anulando, tendencial e provisoriamente, a instabilidade nas relações."
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Fiéis de outras religiões ou ateus, os Portugueses permanecem, em boa parte, filhos do Cristianismo. Portugal nasceu no contexto da Reconquista Cristã, com a ajuda de cruzados e templários. Teve por primeira bandeira uma cruz e por rei-fundador um homem que, por pouco, não foi considerado santo. No entanto, a história do Cristianismo no nosso país começa muito antes de Portugal e vai muito para lá da nação. Recua à Antiguidade e chega aos confins do mundo. Começa como desafio ao Império Romano e acaba seguida e perseguida na Índia ou no Japão. O Cristianismo contribuiu, como muito poucos factores, para fazer Portugal; os Portugueses contribuíram, como muito poucos povos, para espalhar a fé cristã. Aqui estão dezasseis histórias extraordinárias de homens e mulheres que foram considerados santos e de acontecimentos que foram entendidos como milagres. Une-as terem acontecido em Portugal, ou no território que um dia seria Portugal, ou serem protagonizadas por portugueses. Não importa como aconteceram; importa como as pessoas acreditaram terem acontecido e como isso influenciou e determinou o devir. Este não é, portanto, bem um livro sobre santos e milagres. É um livro sobre o país que lhes rezou.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Poder, Solidão, Amargura é um livro feito com as palavras de Salazar, da juventude até à morte. Vamos vê-lo no auge do poder, vamos entrar na solidão em que viveu, vamos, à beira do fim, tocar a sua amargura. Que Salazar nos mostram os discursos, entrevistas, confissões e os seus desabafos íntimos? Salazar foi pródigo nas palavras: falou com abundância e até com exuberância. Escreveu cuidadosamente, para o futuro e para o mito, discursos políticos, sociais, ideológicos e económicos. Revelou, em entrevistas rigorosamente controladas, um calculado lado humano. Uma ou outra vez, escapou-lhe o seu fundo íntimo, sobretudo nos momentos de fragilidade para que a velhice e a doença o empurraram. Este livro de citações de Salazar é original: o primeiro em que as citações surgem ano a ano, de 1926 a 1970, com indicação da data e da circunstância em que Salazar falou. E cada década é precedida de um contexto histórico, da autoria do organizador, Manuel S. Fonseca, permitindo ao leitor uma clara percepção das razões, conflitos e pressões que cercavam Salazar quando disse o que disse e este livro transcreve.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
HISTÓRIAS REAIS DO PORTUGAL RACISTA QUE AINDA VIVE NO MITO DO NÃO-RACISMO Um homem quer alugar uma casa, mas assim que diz o seu nome africano deixa de receber respostas. Uma avó da Cova da Moura é atirada ao chão por um polícia quando pergunta pelo neto. Uma mulher negra com formação superior vai ao hospital e perguntam-lhe se sabe ler as placas informativas. Por causa da cor da pele. Tudo isto acontece em Portugal, a portugueses negros, e é contado na primeira pessoa no livro No País dos Brancos Costumes, que dá continuidade à investigação de Racismo em Português. Assim se completa o retrato de um país que em 1982 deixou de atribuir a nacionalidade portuguesa aos filhos de imigrantes nascidos em Portugal, e onde ainda há quem encontre listas de escravos (com os respectivos preços) nos baús dos avós, entre outros brandos - brancos - costumes. "Vês casos de futebolistas que facilmente tiveram a nacionalidade, isso cria-te uma revolta. Vês alguns que chegam a Portugal e passados três anos têm a nacionalidade, e tu que nasceste cá... Não podes estudar, não podes jogar à bola, então o que podes fazer?" "Se a Câmara vier aqui pôr-me na rua, da maneira que eu vejo fazer, que vida é a minha? Para onde vou? Para debaixo da ponte? Sou negro, mas sou português de nascimento. Andei a dar a minha vida pela pátria portuguesa. E agora: sou um cão?" "Devíamos contar com a polícia. Mas eu quero é estar longe deles. Mesmo que fosse culpado, não deviam agir assim, eu não devia apanhar aquela porrada. Se fosse com um ‘tuga’ não tinha acontecido." "Quantos professores universitários negros existem nas universidades? Não é estranho num país que se orgulha da sua ‘experiência’ africana? Quantos deputados? Quantos directores de serviços públicos? Quantos ministros não-brancos teve este país?" Inclui dvd de oferta, com as reportagens feitas para o jornal Público.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
O melhor de Portugal pouco aparece e não abre geralmente os noticiários.Mas existe e por ele mesmo continuamos nós a existir. Apesar de tudo, mas não apesar de nós. "Porquê e Para Quê? — Pensar com esperança o Portugal de hoje" reúne as principais intervenções de D. Manuel Clemente no campo plural que é o da cultura, entre 2009 e 2010. Conservam-se as referências temporais, mas não são elas a determinar a sequência. Antes, ousamos sublinhar afinidades e correspondências entre os textos, sem contudo forçar uma compartimentação. De facto, um traço maior do pensamento do actual Bispo do Porto é precisamente o contrário: ele coloca em relação passado e presente, comum e singular, religioso e profano, as verdades penúltimas que seguimos e aquelas que se desenham misteriosamente últimas. Neste tempo português carregado de incertezas, esta antologia pretende documentar a vivacidade de um pensamento rigoroso e polifónico que se abre, e nos abre, à esperança.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
Obra clássica sobre o pensamento e a natureza humana. Em 1931, o Instituto para a Cooperação Intelectual convidou Einstein, já então um físico reconhecido, para iniciar uma troca de ideias, sobre a natureza humana, política, guerra e paz, com alguém cuja dimensão intelectual e trabalho merecessem a admiração do próprio Einstein. O criador da teoria da relatividade, ainda que reticente acerca da psicanálise, escolheu Freud. O resultado está neste livro, que permite um lugar privilegiado para observar de perto o diálogo, os pensamentos e as argumentações de dois cérebros que marcaram a História e cujas ideias são ainda influentes no nosso tempo. Esse diálogo escrito, sobre os instintos violentos do homem, as enfermidades sociais ou os poderes do Estado, começaria com uma inquietação de Einstein: "Existe alguma forma de livrar a humanidade da ameaça da guerra?"
Nº Páginas: 512
Sinopse:
Tendo como pano de fundo as tensões políticas no dealbar da Guerra Fria, a Cidade Luz, foco geográfico onde estas tensões diplomáticas primeiro tomaram corpo, é aqui retratada de modo vívido em todas as suas vertentes: social, política, histórica. Paris entre 1944 e 1949 é uma cidade entregue a ajustes de contas de justiça duvidosa, a negociantes do mercado negro que enriquecem à custa de uma população miserável e, redentoramente, a um número crescente de intelectuais e artistas - incluindo Hemingway, Beckett, Camus, Sartre, Beauvoir, Cocteau e Picasso - que se revelar essenciais na sua revitalização e afirmação como capital cultural da Europa. Um retrato fascinante e muito bem documentado dos inúmeros mundos que Paris contém: dos bordéis aos clubes de jazz, dos tribunais aos vetustos castelos da vieille France no rescaldo da humilhação causada pela derrocada da França e pela Ocupação.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
"Alimentar-se é uma necessidade que transformámos num prazer, em torno da qual elaborámos rituais e que nos convida a todos a interrogarmo-nos e a tornarmo-nos um pouco filósofos". "À Mesa com os Filósofos" é dedicado às inúmeras ligações entre a comida e a filosofia. Bastante mais frequentado do que se possa pensar, este é um domínio de estudo dos mais apetecíveis. Na realidade, para pensar a alimentação, mobilizamos um grande número de disciplinas filosóficas, nomeadamente a ética (devemos comer carne de animais ou abster-nos de o fazer?), a estética (a culinária é uma arte ao mesmo nível que a pintura ou a música?), a epistemologia (os juízos de gosto são puramente subjetivos ou educáveis?) ou a política (devemos deixar impor-se o comércio alimentar mundial ou preferir, em seu lugar, o locavorismo?).
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Toda a minha carreira se baseia no trabalho que desenvolvo com indivíduos que cometeram crimes graves e no apoio que presto às vítimas na sua tentativa de superar o trauma. Vítima ou criminoso, lido com seres humanos nos seus momentos de maior desespero." Bem-vindo ao quotidiano de uma psicóloga forense. Não há dois dias iguais. Não há pacientes previsíveis. O trabalho é muitas vezes perigoso e quase sempre inquietante. Kerry Daynes trabalha de perto com alguns dos criminosos mais violentos e desafiantes das prisões e hospitais psiquiátricos do Reino Unido - e também com as vítimas dos seus crimes. O seu dia é passado olhos nos olhos com o lado negro da mente humana, a tentar entender as ações brutais de homens e mulheres que foram condenados pelo sistema judicial e a ajudá-los a encetar o caminho para se tornarem cidadãos respeitadores da lei. Mas olhar para o abismo todos os dias tem os seus custos, e o testemunho lúcido e rico de Daynes mostra-nos os perigos pessoais e profissionais que ela incorre e as experiências e pessoas que mais a influenciaram como psicóloga forense. O Lado Negro da Mente é uma viagem inesquecível às causas do comportamento humano mais extremo e a um conjunto de sistemas mal adaptados para lidar com ele.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
O coronel Oleg Antonyevich Gordievsky do KGB estava no auge da sua carreira. Um prodígio dos serviços secretos soviéticos, tinha subido diligentemente nas fileiras, tendo servido na Escandinávia, em Moscovo e na Grã-Bretanha sem qualquer mancha na sua folha de serviços. Agora, com 46 anos, fora promovido a chefe do KGB na estação de Londres, um bom posto, e fora convidado a regressar ao quartel-general para ser formalmente consagrado pelo chefe do KGB. "Chegado a Moscovo, Gordievsky avançou confiante pelo meio da multidão no aeroporto. No seu íntimo, contudo, borbulhava um terror surdo. Porque Oleg Gordievsky, veterano do KGB, fiel servidor secreto da União Soviética, era um espião britânico."
Nº Páginas: 172
Sinopse:
A colaborar regularmente na imprensa há mais de 15 anos, Margarida Rebelo Pinto reúne neste livro crónicas e mini ficções publicadas no Jornal de Notícias. Nazarenas e Matrioskas , depois de Artista de Circo, traz-nos de volta um mundo povoado de muitos universos, entre desabafos e reflexões, revelando mais uma vez a sua já reconhecida capacidade de conquistar novos leitores através da agilidade narrativa e irreverência feminina. Nestas pequenas histórias, há devoradores de sonhos, mulheres sós, ilhas perfeitas, noivas russas, homens apaixonados, músicos rebeldes, videntes racionais e amigos para toda a vida. Personagens muito diferentes, mas semelhantes nos seus medos e desejos, que exprimem a mesma vontade de procurar o que nunca foi fácil: precisar de alguém. Margarida Rebelo Pinto tem a sua obra publicada em Espanha. Brasil, Holanda, Bélgica e Alemanha .Além de romancista e cronista, é também autora de guiões para cinema e peças de teatro. "São mulheres como tu que nos fazem, a nós homens, ter tanto medo das mulheres. Não "de" mulheres, mas de "algumas" mulheres, aquelas que o nosso entendimento sabe que nunca poderá alcançar, aquelas que possuem tanto de divino como de carnal, tanto de puro como de perverso, tanto de certo como de errado. Deve ser por isso que sempre que te vou visitar, no teu segundo andar, onde em cada divisão pintaste o mundo de cores diferentes, tenho tanto medo de lá ficar prisioneiro que fujo como um cão assustado, para mais tarde voltar, quando a carne me rebenta a pele e a minha boca só pensa na tua." Margarida Rebelo Pinto
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Lisboa, cidade banhada por uma luz mágica, tão clara e tão límpida. Todos conhecem esta faceta da cidade, poucos conhecem as sombras misteriosas que essa luz projeta. As histórias que aqui vai encontrar iluminam um pouco dessas sombras que escondem episódios por vezes rocambolescos, outros de um realismo cru, outros ainda envoltos numa ironia hilariante e ainda alguns que lhe poderão causar arrepios. Múmias conservadas em criptas, cidades sepultadas, freiras que viveram como princesas, museus esquecidos no tempo, estátuas que não ficam quietas, um enigmático castelo, serpentes que guardam o futuro rei… são apenas alguns dos episódios escolhidos ao acaso das muitas histórias misteriosas que se poderiam contar sobre Lisboa. É uma Lisboa desconhecida e insólita aquela que o leitor irá descobrir nas páginas deste livro.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável." Em 2015, esta afirmação do professor Carlos Neto tornou-se viral e fez o país acordar para a situação dramática das crianças de hoje. Em Portugal, escola e modelo de aprendizagem estão ultrapassados há muito, mas é lá que as crianças passam a maior parte do dia, fechadas dentro das salas de aula. Os períodos de recreio são cada vez mais curtos e os espaços de brincadeira padronizados, aborrecidos e pouco desafiantes. O trajeto casa-escola-casa, que antes era feito a pé juntamente com os colegas, passou a ser feito de carro. Os nossos filhos quase nem têm tempo para brincar, apenas aqueles minutos que se conseguem encaixar na agenda, por entre as inúmeras atividades extracurriculares. Fora da escola, não os deixamos brincar ao ar livre e fechamo-los em casa, numa redoma almofadada dominada pelo poder sedutor e anestesiante dos ecrãs. A rua, que desempenhou um papel determinante nas nossas infâncias e na nossa formação como adultos, tornou-se território proibido para os nossos filhos. Crianças de 3 anos queixam-se de que estão cansadas ao fim de vinte minutos de brincadeira. Outras, aos 7 anos, são capazes de programar em computador mas não sabem atar os sapatos. Quase metade das crianças do 2º ano do 1º ciclo não consegue dar uma cambalhota. É inegável: as nossas crianças brincam e mexem-se cada vez menos. O analfabetismo motor tornou-se um problema gravíssimo. Ao queremos superprotegê-las daquilo que entendemos ser perigoso, estamos a comprometer o seu desenvolvimento e a impedi-las de se tornarem adultos funcionais, tanto em termos físicos, como cognitivos. "A rua está em vias de extinção. Olhamos para a cidade e já não vemos crianças a brincar. Passeiam-se mais os cães do que as crianças."
Nº Páginas: 248
Sinopse:
A "História do Português Desde O Big Bang" visita a mais remota história da língua, muito antes do latim: mostra a origem das línguas da Europa, como se desenvolveu o português na Península, quem deu nome à língua, o que aconteceu no Brasil e como o português se transformou noutras línguas, os crioulos, que revelam muito mais sobre a humanidade do que pensamos. No final, o livro também imagina como será a língua daqui a 500 anos, quando "Os Lusíadas" fizerem mil anos. Que língua se falará então? Este livro baseia-se em ciências como a física e a biologia para contar a história da nossa língua. Só compreenderemos a origem do português se compreendermos a origem da humanidade e só compreenderemos o funcionamento da língua se compreendermos o cérebro humano e o Universo em que se insere. A "História do Português desde o Big Bang" tem uma visão original da humanidade, plasmada numa ideia, a do círculo da traduzibilidade. O filho de qualquer ser humano pode aprender qualquer língua humana — e não aprende nenhuma linguagem animal, por mais que tente. Tudo o que um ser humano diz ou escreve pode ser traduzido para todas as línguas da humanidade, por qualquer pessoa, independentemente da raça ou do sexo. No entanto, a humanidade nunca poderia falar uma só língua. Estamos condenados a traduzir. Também por isso, a ideia da intraduzibilidade é profundamente contrária à ideia de humanidade. Um livro que muda a nossa visão da língua e do mundo.
Nº Páginas: 1044
Sinopse:
Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro, professores universitários da nova geração de historiadores, apresentam a História de Portugal num só volume, da Idade Média ao século XXI. Numa narrativa clara e rigorosa, os autores abordam os nove séculos da nossa História através da suas dimensões política, económica, social e cultural, dando uma visão integrada de cada época e momento histórico, colocando, ao mesmo tempo, a História de Portugal no contexto da História da Europa e do Mundo. Com ilustrações a cores, mapas, cronologias e lista de chefes de Estado e governantes, trata-se de uma obra de referência fundamental para compreender o passado e o presente num momento de grandes decisões e escolhas para o futuro de Portugal.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Em ensaio admirável que devolve à humanidade a história das suas origens e a possibilidade de enfrentar o futuro. No princípio, era o caos. Talvez os gregos tivessem razão, já que muitas observações da física moderna parecem confirmá-lo. Mas o que aconteceu realmente nos primeiros instantes da vida do universo? Do caos descrito por Hesíodo ao bosão de Higgs, Guido Tonelli, renomado físico do CERN e professor na universidade de Pisa, emula a estrutura narrativa bíblica da criação do mundo em sete dias para relatar, em sete capítulos e assinalável fascínio, a estranha singularidade que permitiu a formação do universo e a sopa primordial de onde surgiu a Vida. Com inesperada simplicidade e incontestável poesia, Tonelli segue o fio condutor da consciência para responder à sempiterna pergunta: De onde vem tudo isto? A narração de como tudo começou, da formação das partículas, da matéria, das estrelas, dos humanos e do seu pensamento simbólico, de tudo quanto existe, portanto, é acompanhada pela recuperação dos mitos ancestrais criados e transmitidos de geração em geração em torno da origem do universo, bem como do relato de histórias fascinantes de cientistas que dedicaram a vida à investigação do enigma da origem, de Galileu a Stephen Hawking, com os seus momentos Eureka! e as histórias anedócticas que entraram para a história da ciência e do mundo.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
A comemorar os 25 anos de vida literária do escritor António Lobo Antunes, um dos nossos maiores romancistas contemporâneos e dos autores mais traduzidos no estrangeiro, chega-nos esta Fotobiografia, organizada por Tereza Coelho, em estreita colaboração com o escritor. Como a própria explicou ao JL (15/9/04) "é uma fotobiografia literária", realçando-se no entanto que, dado o cariz muitas vezes autobiográfico da obra de Lobo Antunes, "o livro terá bastante de pessoal". Foi um trabalho intenso de pesquisa, que levou três anos a realizar (diz Teresa Coelho que o escritor tem por hábito "deitar tudo fora" e muita da recolha de documentos e fotografias foi feito a partir da generosa colaboração de amigos). Há uma abundante documentação sobre as casas onde o escritor viveu e escreveu, fala-se dos hospitais onde Lobo Antunes, também médico psiquiatra, exerceu, dos pais e irmãos, dos seus editores (o português e os estrangeiros) e da vasta repercussão internacional da sua obra.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Os alicerces da construção de Díli espelham-se neste livro numa vasta tela da memória que se estende desde tempos imemoriais à modernidade. De pequena aldeia piscatória a cidade cosmopolita, esta narrativa acompanha de perto o caminho percorrido ao longo de 150 anos pela primeira e única cidade de Timor-Leste. Nestas páginas testemunha-se também o silêncio das ruínas que, longe de perpetuarem o fim, anunciam a revelação do início da cidade que não era. Dom Carlos Filipe Ximenes Belo, SDB
Nº Páginas: 320
Sinopse:
A 26 de abril de 1821, uma esquadra de 12 navios chefiada pela nau D. João VI partia do Rio de Janeiro, com três a quatro mil pessoas a bordo, rumo a Portugal. Era o regresso do monarca a Lisboa depois de quase 14 anos de ausência no Brasil. Partia em lágrimas, ali vivera os dias mais felizes da sua vida. Para trás deixava o filho D. Pedro dizendo: "Antevejo que o Brasil não tardará a separar-se de Portugal. Neste caso, antes quero que tomes a coroa para ti do que vê-la passar da Casa de Bragança para as mãos de algum aventureiro." Se a dramática partida da corte para o Brasil em 1807 é amplamente conhecida, pouco sabemos sobre esta viagem de regresso. O jornalista Armando Seixas Ferreira consultou diários de bordo, documentos da época e fontes inéditas, para nos trazer um relato empolgante sobre a vida da corte em terras de Vera Cruz, esta viagem náutica de 68 dias, e traçar um retrato de todo este período épico da nossa História que culmina com a Independência do Brasil, em 1822. A 3 de julho de 1821, D. João VI chega finalmente a Lisboa. Visivelmente emocionado, vestido de gala, é recebido com entusiasmo e aplausos pelo povo e pelos deputados que lhe oferecem um exemplar da Constituição. Portugal tinha mudado, no horizonte aproximava-se a guerra civil e D. João VI não voltaria a encontrar a paz e tranquilidade que sentiu no Brasil.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Descubra uma homenagem cheia de amor e ternura aos animais. Um livro único, pela mão de uma das autoras mais lidas em Portugal. Todos os que vivem ou viveram com um cão sabem que a sua presença ilumina os seus dias e os enche de felicidade. Amigos fiéis, carinhosos e inteligentes, cada momento ao seu lado é uma lição sobre tudo o que vale a pena aprender. É possível rastrear o vínculo especial entre cães e humanos desde o início dos tempos, mas um dos exemplos mais belos e comoventes pode ser encontrado na Odisseia de Homero. Quando Ulisses alcança por fim a costa de Ítaca, exausto após longos anos de peregrinação no mar, o único que o reconhece é Argos, o seu cão leal, que durante todo aquele tempo o guardou na memória e esperou pelo seu último reencontro. Julia Navarro também teve de se despedir do seu inseparável Argos, o pastor alemão com quem partilhou alegrias e horas de escrita. Muito mais do que um livro sobre o luto, Quando Eles Partem é a homenagem justa e enternecedora que Julia Navarro presta através da literatura, da arte, do cinema e da história a estes companheiros generosos que cuidam, amam e nos protegem durante toda a sua vida.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
Mergulhando nas diferentes formas de afetos a partir de dados da biologia, da química, da neurociência, da psicologia e da sociologia, Anna Machin procura, numa prosa envolvente e acessível, uma resposta tão inclusiva quanto o possível. Indo muito além do estudo sobre o amor romântico, a autora investiga também a amizade, a família, as relações poliamorosas, as famílias «escolhidas», o amor gay, o amor que sentimos por animais de estimação, por celebridades e por divindades. Mas a autora analisa também as consequências mais sombrias do amor - a sua natureza viciante que nos pode levar a sermos manipulados, coagidos e até vítimas de violência. O seu objetivo é expandir a nossa compreensão e revigorar o nosso espanto perante as complexidades do coração humano. Baseando-se na tradição de escritores como Esther Perel, Alain de Botton, Erich Fromm ou Helen Fisher, a profundidade da investigação e a capacidade de empatia de Anna Machin representa um grande salto no eterno projeto de compreensão de nós mesmos.
