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Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: NENHUMA DOR É MAIOR DO QUE A VONTADE DE VOLTAR A SER FELIZ. HÁ HISTÓRIAS QUE NÃO TERMINAM, TRANSFORMAM-SE. A Laura tinha tudo, até que deixou de ter. A sua dor era tão intensa que se afastou de tudo e de todos os que a lembravam dos fantasmas do passado. Fez a sua vida em Coimbra, entre medos e traumas, mas no final da licenciatura parecia estar recuperada tanto quanto alguém poderia estar na sua situação. Decidiu, por isso, dar um novo rumo à sua vida e ir de férias com os amigos para Marbella. Só que, se a sua vida avançou muito devagarinho, a dos outros, nomeadamente a do seu ex-namorado e amor da sua vida, nem por isso. Não consegue evitar culpar-se por não ter regressado mais cedo. E, em Marbella, longe de tudo, finalmente a divertir-se, é obrigada a confrontar--se com o seu passado. Desta vez, Laura enche-se de coragem e entra numa batalha sem medo de perder. Afinal, na sua cabeça, já não tem nada a perder. Um Dia Direi Que Sim é uma história de segundas oportunidades e de amor, mas, mais importante, é uma história de vingança a vingança que, na vida real, está perto do impossível, mas que todas as vítimas mereciam ter.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: A primeira vez que falei com o Caine West foi num bar. Ele reparou que eu estava a olhar na sua direção e leu erradamente a minha expressão como se me estivesse a fazer a ele. Quando tentou falar comigo, mandei-o dar uma curva, dizendo-lhe o que achava da sua atitude arrogante, egoísta e mentirosa. É que, por muito atraente que fosse, aquele cretino tinha enganado a minha melhor amiga, seduzindo-a para a sua cama sem nunca lhe contar que era casado. E, por tudo isso, merecia todos os impropérios que me saíssem da boca! Mas quando ele exibiu aquele sorriso matreiro em resposta à minha diatribe, apercebi-me de que estava a insultar o homem errado. Envergonhada, fugi dali sem sequer me desculpar. Afinal, nunca mais na vida iria ver aquele estonteante desconhecido, pensava eu Até chegar atrasada à minha aula no dia seguinte e dar de caras com o Professor West - de quem eu iria ser assistente.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 318
Sinopse: DIZ-SE QUE A VIDA NÃO TEM PREÇO. É MENTIRA! O custo de salvar uma vida, de criar uma vida ou de compensar uma vida tirada é diariamente calculado e posto em prática. Para filantropos, juízes, criminosos e profissionais de saúde, faz simplesmente parte do trabalho quotidiano. Numa série de encontros extraordinários com pessoas que fingiram a própria morte ou perderam um ente querido para o terrorismo, com assassinos a soldo e com escravos dos nossos dias Jenny Kleeman descobre mais perguntas do que respostas. Será que algumas vidas valem realmente mais do que outras? Num mundo apaixonado por dados, o que perdemos e o que ganhamos ao deixar para uma lógica fria e implacável os juízos que realmente importam? Este livro leva-nos a conhecer algumas das pessoas que decidem quanto valemos.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Com a perda da melhor amiga, Lenny deixou de acreditar no amanhã. Mas, por vezes, basta o encontro com um desconhecido para nos recordar de que o mundo continua a girar. A vida de Lenny está um autêntico caos neste momento. Desde que o cancro lhe roubou a melhor amiga, ela sente-se completamente perdida. Evita os pais, que não escondem a preocupação; evita o apartamento que partilhava com a amiga; e evita, acima de tudo, a lista plastificada intitulada «Voltar a Viver» um conjunto de promessas que fez a si mesma para sobreviver ao luto. Lenny acredita que, se fingir que tem tudo sob controlo, ninguém notará que se está a desmoronar. Os únicos trabalhos que consegue aguentar são enquanto ama temporária e acaba de conseguir um excelente: ajudar Reese, uma mãe solteira sobrecarregada, e a sua filha, Ainsley. O único problema? Miles, o tio de Ainsley, parece estar sempre por perto e é uma espécie de versão humana do meme grumpy cat. Pior: ele parece conseguir ler-lhe a alma. Surpreendentemente, Miles percebe muito de luto e faz uma proposta a Lenny: ele ajuda-a a completar a lista «Voltar a Viver» se ela o ajudar a aproximar-se de Ainsley e a melhorar a relação complicada que tem com Reese. Lenny duvida que algo consiga preencher o vazio deixado pela melhor amiga, mas entre viagens de ferry ao luar, taças de ramen à meia-noite e um ombro sempre disponível, Miles não desiste dela. Afinal de contas, parece que, por vezes, a vida que conhecemos tem de terminar para que possamos encontrar um novo começo. A felicidade não é uma memória, é uma promessa. Um livro sobre a coragem de voltar a sorrir.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Cai, Bomba! é um romance de formação comovente e incisivo sobre a arrogância da juventude, o desejo de aventura, a perda da inocência e a assustadora realidade da guerra. Inspirado nas suas vivências durante a invasão alemã, Kouwenaar retrata a ocupação dos Países Baixos com uma honestidade pungente, numa obra que foi comparada à de Sartre e de Gide. Um clássico redescoberto e, ao mesmo tempo, uma narrativa empática e assustadoramente atual. Maio de 1940. Karel Ruis, de dezassete anos, dedica-se a devaneios para fugir à monotonia do seu quotidiano. Desde que a guerra assola a Europa, parece desejar o bombardeamento do seu país - para ele, qualquer coisa é melhor do que a existência estagnada dos pais. O seu desejo cumpre-se de forma brutal quando as tropas de Hitler invadem os Países Baixos, fazendo a guerra irromper no seu quotidiano e mudando violentamente a sua existência jovem e protegida. Depois de sobreviver a um ataque aéreo e completar uma missão secreta (a entrega de uma carta à amante judia do seu tio), Karel apaixona-se (pela filha dessa mulher). Mas a alegria desse amor é breve - perante o avanço nazi, mãe e filha veem-se forçadas a fugir - e o futuro parece reservar-lhe apenas perdas e solidão. O que começa como um relato de aventuras, transforma-se num livro antibélico inesquecível, onde o autor capta de forma brilhante os anseios ingénuos do seu jovem protagonista e mostra o que acontece quando um rapaz de dezassete anos é lançado para a cruel maturidade em poucos dias.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Passado e presente da palavra mais polémica da actualidade. Sobre o que falamos quando falamos de antissemitismo? Durante a maior parte da sua história, entendeu-se que era uma ameaça vinda da direita política, o território dos etnonativistas que se baseavam na longa desconfiança da Cristandade em relação à sua população judaica, infundindo-lhe pseudociência racista. No início do século XX, a maioria dos judeus do mundo vivia na Europa. Para eles, não havia dúvidas de quem os ameaçava com políticas antissemitas que culminaram no pesadelo da Alemanha nazi e do Holocausto. Agora, num livro brilhante que vai desde a invenção do termo, no final do século XIX, até ao presente, Mark Mazower argumenta que o panorama é diferente. Mais de quatro quintos dos judeus do mundo vivem em dois países, Israel e os Estados Unidos, e o domínio militar do primeiro na sua região é garantido pelo segundo. Antes da Segunda Guerra Mundial, os judeus eram uma minoria à parte e foram levados, pela oposição ao fascismo, a uma aliança com outros povos oprimidos. Hoje, pelo contrário, os judeus são considerados «brancos» e, para os atuais anticolonialistas, o tratamento dos palestinianos por parte de Israel tornou-se uma questão crítica. A velha solidariedade da esquerda terminou; de facto, as vozes mais sonoras a denunciar o antissemitismo vêm agora da esquerda. Mazower mostra-nos como chegámos até aqui, contando uma história que procura iluminar em vez de culpar. Demonstra como o surgimento de uma sensibilidade pessimista pós-Holocausto, juntamente com críticas internacionais crescentes a Israel, produziu uma gradual fusão entre os interesses dos judeus e os do Estado judaico. Há meio século, poucas pessoas consideravam que o antissemitismo estivesse relacionado com a hostilidade a Israel; hoje, muitas vozes judaicas equiparam ambas as coisas. A palavra continua a ser a mesma, mas o seu significado mudou. A tragédia, argumenta Mazower, é que o antissemitismo persiste. É veiculado pela extrema-esquerda, mas também continua bem presente nas forças da direita. Se permitirmos que a acusação de antissemitismo seja aplicada de forma demasiado vaga e ampla, para silenciar argumentos legítimos, estaremos a deslegitimar o termo e a ameaçar quebrar algo essencial no funcionamento das democracias. Antissemitismo é uma tentativa importante de traçar essa linha necessária.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que faria para reescrever a sua história? Desde a morte da mãe, há sete anos, Jiwon sente que a sua vida se desfez. A culpa e a dor acompanham-na a cada passo, e o passado parece prendê-la, tornando impossível imaginar um futuro feliz. Numa noite chuvosa, enquanto vagueia sem rumo pelas ruas silenciosas da cidade, algo estranho chama-lhe a atenção: uma pequena livraria de aparência invulgar, escondida entre prédios antigos. Quando o passado se torna demasiado pesado, a Livraria das Memórias surge discretamente à espera de quem precisa, e Jiwon deixa-se guiar pela sua magia. As estantes parecem infinitas e os livros, estranhamente familiares. Cada exemplar contém fragmentos da sua própria vida. As regras são simples: três viagens ao passado para tentar mudar o futuro. Quando aceita a oportunidade de regressar a momentos do passado, Jiwon mergulha em capítulos há muito esquecidos e confronta-se com aquilo que perdeu, com o que podia ter sido e com o que ainda se pode tornar. Será possível reescrever o passado? Ou a verdadeira magia reside na capacidade de se perdoar e de reencontrar o caminho da vida?
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 624
Sinopse: Os contos de Roberto Bolaño, mestre na forma curta, condensam todo o universo literário do autor, um dos mais insurgentes e singulares das letras contemporâneas. São histórias povoadas por personagens em constante errância, das franjas da América Latina às cidades espectrais da Europa: poetas obscuros, criminosos moralmente ambíguos, mulheres enigmáticas, exilados em busca de um lugar só seu. Como num plano previamente desenhado pelo autor, um «campo minado» legado aos seus leitores, personagens e fios narrativos entrelaçam-se compondo uma espécie de ficção total, um organismo vivo, que abre incontáveis possibilidades de associação com as suas partes e o restante da sua obra, como são exemplo as aparições em vários destes textos dos famosos detectives selvagens Belano e Ulisses Lima, ou a ligação entre o primeiro e o último conto, jogos literários que somente uma leitura continuada, num único volume, pode proporcionar. Organizado por ordem cronológica, Contos Completos inclui todos os contos escritos por Bolaño: quer os volumes já publicados (Telefonemas e Putas Assassinas), agora em nova tradução, quer os inéditos em Portugal (O Gaúcho Insuportável, O Segredo do Mal e O Contorno do Olho), revelando a potência de uma voz que irrompeu como uma novidade e sacudiu o cânone literário tornando-se um fenómeno mundial.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: Quando a minha supervisora me encarregou de uma tarefa que envolvia conviver com o neto de um dos nossos residentes do lar, eu não estava à espera de que se tratasse do Troy Serrano, um homem que já não via há dez anos, desde que lhe tinha riscado o carro para vingar a minha melhor amiga. A verdade é que ele também não guardava as melhores recordações dos nossos tempos do secundário, por isso, o que me esperava eram quatro horas semanais de provocações mútuas. E foi o que aconteceu logo na primeira visita. Incapazes de deixarmos o passado para trás, a nossa tentativa de convivência revelou-se bastante complicada. No entanto, à medida que fomos passando mais tempo juntos, a implicação que sentíamos um pelo outro começou a dar lugar a algo mais com a preciosa ajuda do avô dele, é claro! Afinal, o Troy que eu tinha conhecido na escola era agora um homem diferente e talvez merecesse uma segunda oportunidade. Mas seríamos nós capazes de ignorar as mágoas do passado e seguir em frente?
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: O último livro de Nuno Júdice, o que o poeta tinha preparado para publicação no ano em que nos deixou. Conforme nos conta Manuela Júdice na introdução deste livro, Nuno Júdice morre em Março de 2024 deixando três pastas com poemas para o livro que dizia estar preparando. Saem dessas pastas os poemas para este livro, Primeiro Poema, o título que ele revelara ao Ricardo Marques. O trabalho de completar o «livro incompleto» foi feito pelo Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta e seu amigo, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda a vida. E, neste Primeiro Poema, voltamos a ouvir a voz de Nuno Júdice, os seus temas, a sua poesia.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: A literatura colonial, para muitos uma pseudo-literatura ou uma literatura imoral, possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade os helénicos e os bárbaros, os cristãos e os pagãos, os muçulmanos e os infiéis, os civilizados e os primitivos ou selvagens, os desenvolvidos e os subdesenvolvidos. mpério, Mito e Miopia - Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial não é esse o objetivo , mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 476
Sinopse: Dedicado à imagem impressa e à cultura visual,este segundo volume de A Idade do Papel apresenta uma visão de conjunto sobre aqueles que criavam,editavam,comercializavam e consumiam estampas,no período de «emergência de uma nova cultura visual do Iluminismo» no nosso país.O estudo parte do ensino e da prática artística setecentista,observando depois os mecanismos de financiamento,distribuição e comércio de gravura,cartografando minuciosamente editores,distribuidores e comerciantes da estampa.Numa última parte,o autor conduz-nos pelo universo de consumo e usos da gravura,onde cabem a imagem avulsa e a edição ilustrada,bem como do funcionamento do mercado e das estratégias publicitárias.Um universo que é também o da literacia e da cultura visual,compreendendo o lugar da imagem em domínios como a pedagogia,o conhecimento científico,os lazeres ou mesmo as práticas interditas.
Edição: Abr 2029
Nº Páginas: 140
Sinopse: Helen McGill vive uma existência mundana numa quinta da Nova Inglaterra, dedicada à família e afastada dos seus próprios sonhos. Tudo muda quando aparece Parnaso, uma livraria ambulante rebocada por um cavalo, Pégaso, econduzida peloexcêntricolivreiroRoger Mifflin. Contra todas as expectativas, Helen compra a caravana e parte numa viagem improvável, levando livros e histórias a aldeias e leitores esquecidos. Pelo caminho, descobre a independência, o amor pela literatura como força transformadora e uma nova forma de olhar para a vida. O Parnaso sobre Rodas é um hino à leitura, à curiosidade e à coragem para recomeçar.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: Eis a jornada de Inácio, um jovem que decide deixar a sua vida em Lisboa em suspenso e embarcar numa viagem pela Europa, mas um estranho apelo acaba por o levar bem mais longe. Esta é a peregrinação de um homem atormentado pela culpa, que foge de um passado sombrio. Procura respostas, talvez a redenção. Na Côte dAzur, Inácio recorda a vida com Graça e a amizade com Simão, acabando por se confrontar com as suas ilusões e delírios. Na Índia, mergulha no caos de Mumbai e na espiritualidade de Varanasi. É uma jornada em que encontra figuras marcantes, como Alice, uma voluntária altruísta, e Sudhir, um monge com segredos perturbadores, que o levam a questionar a sua moralidade e a fragilidade da existência humana. O destino de Alice e a sua visão da morte põem Inácio perante uma escolha impossível, culminando num desfecho arrebatador. Uma história profunda e poética sobre os dilemas da vida, os ecos do amor e a inevitabilidade da morte.
Edição: Mai 2021
Nº Páginas: 304
Sinopse: A Britânia está finalmente em paz. Sigtryggr, senhor da Nortúmbria, e a rainha Æthelflaed, senhora da Mércia, chegaram a um acordo e decretaram tréguas, com o apoio do maior guerreiro da época, Uhtred de Bebbanburg. Perante a inesperada calma, Uhtred vê então chegada a oportunidade de recuperar as suas terras, roubadas pelo seu tio muitos anos antes - e agora mantidas pelo seu ardiloso primo. No entanto, o destino é implacável. Há um novo inimigo a lutar pelos reinos de Inglaterra, o temível Constantin da Escócia, que aproveita o clima de incerteza para comandar o seu exército em direção a sul e conquistar as terras da Nortúmbria. Porém, Uhtred está determinado a alcançar o seu sonho, e nada, nem novos nem antigos inimigos, será capaz de o manter afastado do seu direito de nascimento.
Edição: Set 2022
Nº Páginas: 480
Sinopse: Ao longo da História, a lei sempre foi utilizada para impor a ordem. No entanto, não é um mero instrumento de poder e de controlo social, é igualmente uma forma de as pessoas expressarem diferentes visões e contribuírem para um mundo melhor. Em O Poder da Lei, Fernanda Pirie apresenta a ascensão e queda dos sistemas jurídicos que sustentaram antigos impérios e tradições religiosas, ao mesmo tempo que mostra como assembleias tribais, mercadores e agricultores exigiram leis para definirem as suas comunidades, regularem o comércio e construírem civilizações. Apesar de os princípios jurídicos que tiveram origem na Europa nos séculos XVII a XIX dominarem o mundo, a diversidade de leis é tão grande quanto a das sociedades. Como a autora defende, o que verdadeiramente une os seres humanos é a crença de que as leis podem ser justas, combatem a opressão e criam ordem a partir do caos.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 336
Sinopse: É frequente pensar-se que a história de Tutankhamon terminou quando os milhares de objetos descobertos por Howard Carter e Lorde Carnarvon foram transportados para o Museu Egípcio no Cairo e colocados em exposição. Mas há muito mais para descobrir nesta história. Explorando os cem anos de pesquisa desde a descoberta do túmulo, os diversos objetos nele encontrados e as novas evidências sobre a morte do menino-rei, o autor leva-nos aos bastidores da investigação para revelar mais segredos do jovem faraó. Bob Brier demonstra igualmente o vasto impacto que a descoberta do túmulo teve em áreas que não se limitam à Egiptologia, examinando a sua infl uência na política egípcia, nas novas formas de fazer arqueologia e até na apresentação das exposições museológicas. Largamente documentado com as últimas descobertas e apresentado com vívidos detalhes, este livro é uma introdução irresistível a uma das grandes descobertas arqueológicas do mundo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 264
Sinopse: A brilhante continuação de Feliz ano velho e Ainda estou aqui onde o autor constrói uma narrativa envolvente e íntima sobre a paternidade, ao mesmo tempo que recria um momento desafiador da história recente do Brasil. Escritor, pai depois dos cinquenta anos, cadeirante e considerado inimigo pelo governo de Bolsonaro: assim se descreve Marcelo Rubens Paiva neste livro franco e emotivo, sequência autobiográfica de Feliz ano velho e de Ainda estou aqui. Nas obras anteriores, o autor fala sobre o acidente que o deixou numa cadeira de rodas aos vinte anos, o desaparecimento do pai, Rubens, durante a ditadura militar, e a luta da mãe, Eunice, para cuidar sozinha dos cinco filhos, se tornar uma defensora dos direitos indígenas e, por fim, enfrentar o Alzheimer. Desta vez, em O novo agora, é o próprio Marcelo quem está no papel de pai. Às vezes bem-humorado, outras melancólico, Marcelo mergulha nas agruras da paternidade, ao mesmo tempo que recorda períodos especialmente duros do país: primeiro, a guinada política à direita que atinge em cheio a sua família e os artistas brasileiros. Depois, a pandemia. E, no meio de tudo isto, a lenta fragmentação do seu casamento. A escrita avança e recua no tempo, retoma memórias de infância e relatos dos pais, incluindo cartas de Eunice, e, aos poucos, constrói um retrato complexo de uma família que atravessa crises de diferentes níveis, incerta quanto ao futuro, mas que, aos poucos, aprende a sobreviver e a sair do outro lado refeita.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Uma amizade improvável. Uma missão impossível. Um hino à humanidade e à Terra, que dá voz àqueles que são deixados para trás num mundo acelerado e de produtividade tóxica. Escondido num barracão, no meio de um ferro-velho, Coli espera pacientemente que alguém o encontre. Sentado no topo de uma pilha de lixo, contempla o céu e as suas maravilhosas tonalidades de azul. Coli é um robô especial. Possui uma poderosa capacidade de observação e algo que o distingue de todos os outros humanoides: a capacidade de sentir emoções. A sua solidão é interrompida pela chegada de uma jovem fascinada por robôs. Juntos, embarcam numa missão improvável: resgatar Today, uma égua de corrida que, esgotada por uma vida de sobrecarga e competição, está destinada ao matadouro. Para a fazer feliz novamente, traçam um plano extraordinário: inscrevê-la numa última corrida e treiná-la para alcançar o tempo mais lento da sua vida. Mas, no calor da competição, Coli percebe que Today está a correr demasiado depressa, em sofrimento, e prestes a lesionar-se gravemente. Para salvar a sua amada égua, Coli terá de cometer um último e derradeiro ato de coragem. Uma história luminosa e inesquecível, Mil Tons de Azul é um hino à nossa Terra e à nossa humanidade, dando voz àqueles que são deixados para trás num mundo acelerado e toxicamente competitivo. Transbordando de esperança e fúria, esta obra mostra-nos, com empatia e ternura, como a amizade, a comunidade e o sacrifício nos podem libertar.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Mais um romance notável de um dos vencedores do Prémio LeYa No final de 1980, em vésperas de eleições presidenciais, uma avioneta cai em Camarate logo após levantar voo. Nela seguiam, entre outros, o chefe do governo de Portugal e o seu ministro da Defesa, que morrem carbonizados. Com dez comissões parlamentares de inquérito, ainda hoje, volvidas mais de quatro décadas, não se sabe se foi acidente ou atentado, e ninguém foi a julgamento. Na mesma altura, um grupo de revolucionários radicais cria uma organização terrorista conhecida por FP-25, cuja missão é matar os «inimigos do povo». Setenta e três réus são julgados, mas apenas uns trinta condenados e entre amnistias e prescrições poucos cumprem prisão efectiva. Entretanto, numa aldeia às portas de Lisboa onde não se deixa que nasça nem mais uma criança, uma rapariga morrerá misteriosamente pouco depois de dar à luz. A menina recém-nascida acabará ao colo do mecânico da avioneta acidentada; e o seu pai biológico amigo do polícia que investiga os casos descritos procurará durante muitos anos essa filha que passará boa parte da infância em cima de um baloiço. Estas são as pontas que nunca se atam verdadeiramente em A Arte Pendular do Baloiço, um romance absolutamente fascinante no qual se afirma, não sem alguma razão, que em Portugal nunca há culpados.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 648
Sinopse: O Nome da Rosa, que revelou o génio narrativo de UmbertoEco, surge numa edição enriquecida com desenhos e notas do autor. Fenómeno editorial, traduzido em mais de 60 países e vencedor do Prémio Strega, este romance é um clássico que arrebata os leitores. Em 1327, numa abadia beneditina no norte de Itália, vários monges são encontrados mortos. Para pôr fim a estes desaparecimentos antes da chegada de uma importante delegação da Igreja, o franciscano Guilherme de Baskerville tenta levantar o véu de um mistério que desperta medo e superstição. Auxiliado pelo noviço Adso, o seu jovem aprendiz, Guilherme investiga os corredores sombrios da abadia. Mas, por detrás das paredes da biblioteca labiríntica, os enigmas adensam-se e as mortes acumulam-se. Enquanto Adso sucumbe a uma paixão que nem a fé contém, Guilherme depara-se com descobertas perturbadoras: envenenamentos, um espelho que não é só um espelho, e símbolos misteriosos. À medida que a Inquisição
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: O que sabe o leitor sobre o romancista vitoriano que vendeu mais do que Charles Dickens? Ou sobre a mulher que se tornou na primeira poetisa publicada na América? E que ligação existe entre a Ilíada, de Homero e as Fábulas de Esopo? Em Biblioteca Secreta, Oliver Tearle reúne estas e outras histórias pouco conhecidas, colocando-as lado a lado com obras e autores que nos são familiares. Através de romances, peças de teatro, relatos de viagem, livros científicos, obras de humor e almanaques, o autor mostra como os livros acompanharam e muitas vezes influenciaram a História do mundo ocidental. Ao longo de mais de três mil anos, este percurso revela os múltiplos cruzamentos entre textos, ideias e épocas. Um tesouro de exemplos literários curiosos para descobrir como a nossa história e os livros estão profundamente ligados.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Em Minha Querida Mamã, A Mãe de Fernando Pessoa, João Pedro George toca um ponto sensível: o papel de Maria Madalena na vida do filho Fernando Pessoa nem sempre tem sido tido em devida conta pelos especialistas na obra do poeta. Graças à descoberta de um conjunto de poemas da mãe de Pessoa, que sobreviveram inéditos durante perto de 100 anos, este livro (que inclui outros poemas e excertos de cartas nunca publicados) vem resgatá-la dos porões do esquecimento, lançando uma luz poderosa, impregnada de um tom sépia, sobre a mulher mais importante da vida do artista que se desdobrou em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou Bernardo Soares. Organizada e apresentada pelo autor de O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, esta obra abre uma janela sobre o passado mais longínquo do genial poeta português, permitindo ao leitor ver a família de Pessoa através dos olhos da mãe.
Edição: Jun 2021
Nº Páginas: 340
Sinopse: O que está verdadeiramente em jogo na política? Nada menos do que o modo como devemos viver, enquanto indivíduos e enquanto comunidades. Este livro vai além dos cabeçalhos redutores, das fake news e da histeria e examina as questões intemporais formuladas e as respostas encontradas por um grupo diversificado de 30 grandes pensadores políticos da história. Seremos animais políticos, económicos ou religiosos? Deveremos viver em pequenas cidades-estados, em nações ou em impérios multinacionais? Que valores deverá promover a política? A riqueza deverá estar nas mãos de alguns ou ser propriedade de todos? Os animais também terão direitos? Nenhuma ideia é demasiado radical para este sortido global de pensadores, entre os quais se encontram Confúcio, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Burke, Wollstonecraft, Marx, Nietzsche, Gandhi, Qutb, Arendt, Nussbaum, Naess e Rawls.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Um conjunto de crónicas que, pela sua importância e pertinência, não podiam deixar de ser lidas pelos leitores portugueses. «Encaro o Mundo como um mistério por desvendar. Se escrevo romances é para imaginar que as personagens lançadas num palco, animadas de voz própria, dialogam de tal modo que chegam a conclusões que eu sozinha não alcançaria. Mas com as crónicas é diferente. Eu mesma sou personagem e promovo o inquérito a minhas próprias expensas. Ao publicá-las tenho a ideia de escrever cartas de desafio contra o que a História oculta. E assim, pelos enganos que ela comporta, nada de mais ambicioso e nada de mais humilde do que esta labuta com o tempo que passa e a verdade que voa.» Lídia Jorge Em Janeiro de 2024, Lídia Jorge iniciou uma colaboração regular nas páginas de opinião do jornal El País, espaço que partilha com os escritores Juan Gabriel Vásquez, Irene Vallejo e Leonardo Padura. O presente volume é uma recolha de trinta dessas crónicas, incluindo cinco das várias que foram sendo publicadas irregularmente, no mesmo periódico, desde 2020, sendo uma das primeiras aquela que dá o título a este livro. O Céu Cairá sobre Nós corresponde ao primeiro verso de uma canção popular afegã, mas ao ser transposto para título de um livro de crónicas o seu sentido alarga-se e globaliza-se. Ele corresponde ao espírito de ameaça do nosso tempo, e simultaneamente à força da resistência que a lucidez da análise dos factos permite. Lucidez e resistência, talvez sejam as duas palavras que emanam destas crónicas de carácter literário. E nada melhor o poderá confirmar do que o discurso proferido pela autora em Lagos, a 10 de Junho de 2025, aquando das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e que temos o gosto de incluir neste livro. Esse texto provocou uma polémica que de algum modo marca as contingências paradoxais do nosso tempo. Publicamo-lo para que não se esqueça.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Uma viagem de descoberta inspirada pela sabedoria japonesa. Haru convida-nos a abrir os olhos como quem descobre o mundo pela primeira vez. É mais do que uma história - é um espelho pousado diante da alma. Ao lê-la, não nos limitamos a percorrer palavras, deixamo-nos atravessar por elas. Haru tem quinze anos e perdeu a mãe. O seu pai está decidido a cumprir a última vontade da mulher que amou, mesmo que para isso tenha de destroçar o coração da filha. Pois pouco antes de morrer, Kumiko selou o pacto que agora obriga Haru a abandonar a casa onde nasceu e ir para um dojo, espaço de aprendizagem, disciplina e silêncio. Ela protesta, recusa-se a partir. Mas há promessas que não se quebram. No dojo, espera-a um caminho longo e exigente, sempre com o peito apertado pelas saudades da vida que ficou para trás. Encontra mestres exigentes e colegas com quem partilhar fracassos e triunfos. Treina o corpo até ao limite, mas também o pensamento e as emoções. E Haru cresce. Cai e levanta-se. Perde-se e reencontra-se. Descobre-se a si e ao mundo. A sua história é uma viagem interior feita de saudade, esforço e conquista. Ao honrar a promessa que a trouxe até ali, Haru descobre a liberdade de se tornar quem verdadeiramente é.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: A ameaça da extrema-direita nunca foi tão real. Continuaremos como se nada fosse? Caro leitor, o fascismo preocupa-o, mas duvida de que valha a pena votar nas próximas eleições? Observa com ceticismo as provocações da extrema-direita, mas não acredita que «os outros» estejam a fazer grande coisa? Tem a certeza de que não se está a tornar, um pouco, como eles? O sociólogo Mark Fortier coloca-se esta mesma questão e decide levá-la ao extremo: escreve o diário da sua «conversão» ao fascismo, que é, na verdade, uma corrosiva e lúcida sátira sobre o perigo do conformismo. Passo a passo, narra como se deixa fascinar pelo que antes abominava, para compreender o funcionamento da resignação e do neofascismo. Um alerta disfarçado de brincadeira que, provavelmente, deixará de parecer engraçado muito em breve.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: Esta é uma história épica de guerra, religião, dinheiro e poder, num enredo em que se opõem cristãos e muçulmanos, papas e imperadores, ricos e pobres, fiéis e infiéis, cujo desfecho surpreendente, em 1312, constitui um dos momentos mais fascinantes da época medieval, contribuindo para a lenda que perdura até aos nossos dias.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Após a morte prematura dos pais num trágico acidente de viação, Bianca, pouco mais do que uma adolescente, entrega-se a uma existência apática, sem futuro nem esperança, juntamente com o seu irmão mais novo. Órfãos e sozinhos na cidade de Roma, sem dinheiro, ambos se vêem obrigados a abandonar a escola para irem trabalhar: ela num cabeleireiro, ele num ginásio onde conhece dois homens de reputação duvidosa, o bolonhês e o líbio, aos quais dá guarida em sua casa. Quando estes elaboram um plano criminoso visando um ex-culturista cego que permitirá aos quatro sair da pobreza, Bianca intui que a sua queda será ainda mais vertiginosa. Última obra publicada por Roberto Bolaño, posteriormente adaptada ao cinema, Um Pequeno Romance Lúmpen, inédito no nosso país, é uma narrativa fulgurante e inesquecível sobre a adolescência, a perda da inocência e a marginalidade, protagonizada por uma heroína que nada tem a perder.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Da Declaração de Independência ao MAGA: 250 Anos de Convulsões, Conquistas e Recuos. Nunca o mundo esteve tão atento à realidade norte-americana. Para a compreender, é necessário conhecer o seu passado. 250 anos dos EUA assinalam-se a 4 de Julho 2026 Os Estados Unidos da América nasceram a 4 de julho de 1776, quando 13 colónias declararam independência da Grã-Bretanha. Nos séculos seguintes, o seu poder e prosperidade cresceram de modo formidável, mas não sem sobressaltos ou menos violência. Nesta obra perspicaz, Don Watson destaca os homens e as mulheres que, nos corredores do poder e nas ruas, nas cidades e nos desertos, nas ciências e nas artes, construíram os Estados Unidos da América e deram forma ao seu lendário espírito indomável. Ao mesmo tempo, o historiador revela como confrontos centrais sobre religião, raça e capitalismo foram determinantes para moldar uma nação que, no século xix, ainda sarava as feridas de uma sangrenta guerra civil e, décadas depois, se afirmava como líder do «mundo livre». Passado um longo período com esse estatuto, e após uma transformação tão veloz quanto radical, os Estados Unidos são hoje promotores de divisões e incerteza à escala planetária. Um relato histórico que não poderia ser mais atual.
