8964 produtos
Ordenar por:
8964 produtos
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: Desejo avassalador, amor e traição num tenso e escaldante triângulo amoroso. Tudo começou com um encontrão desastroso e o sorriso irresistível de Alister Howl. No momento em que ele me sorriu, devia ter virado costas. Em vez disso, caí nos seus braços e ele partiu-me o coração. Um romance intenso, ardente e impossível de esquecer.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que acontece quando a política está em todo o lado, mas tudo parece ficar na mesma? Revisitando as ilusões da era pós-política que se seguiu ao fim da Guerra Fria, evidenciam-se os contornos da estranha vida pública contemporânea, construída em torno de protestos, indignações virais, guerras culturaise um sem-fim de causas que nascem e se eclipsam da noite para o dia. Tal desfile de urgências morais implementou-se, por sua vez, sobre as ruínas da antiga infraestruturade partidos, sindicatos e solidariedade cívica, hoje categoricamente esvaziada. Ao paradoxo das ondas de entusiasmo popular que raramente resultam em movimentos coletivos, da politização extrema que nunca se traduz em ações políticas concretas, Anton Jäger chamou «hiperpolítica». De Guy Debord e Wolfgang Tillmans às ficções desencantadas de Houellebecq, Hiperpolítica explora a fragmentação da ação coletiva e a fragilidade do tecido social para tentar compreender como uma época tão moralmente exigente é, ao mesmo tempo, tão inconsequente. Um mapa essencial para navegar as novas contradições da atualidade e um guia para a criação de uma politização que produza frutos duradouros.
Nº Páginas: 488
Sinopse:
Em Ninho de Víboras, de K. A. Knight, um dos maiores sucessos do BookTok, uma mulher cede aos seus desejos proibidos neste romance deliciosamente sombrio. Ryder, Garrett, Kenzo e Diesel são os Viper. Eles mandam na cidade e em todos os que nela vivem. Os seus acordos são tão sórdidos quanto os seus negócios e a sua reputação é o que basta para pôr um homem de joelhos a implorar por misericórdia. Não são pessoas com quem se brinque, mas foi exatamente isso que o meu pai fez: contraiu uma dívida e depois vendeu-me para a saldar. Sim, vendeu-me! Agora, sou propriedade deles, o seu brinquedo, dizem; eles só não sabem que tenciono gozar ao máximo a fome que vislumbro nos seus olhos. Se há coisa que nunca fui foi submissa ou dócil, e os Viper não fazem ideia com quem estão a lidar. Por isso, vou aproveitar que estamos fechados no seu apartamento de luxo para satisfazer todas as minhas fantasias mais sombrias, aquelas que nunca consegui realizar… até agora. Os Viper? Eles pensam que eu sou a sua presa, mas vou fazê-los arrependerem-se do dia em que me raptaram.
Nº Páginas: 472
Sinopse:
Num comboio nocturno para Roma, um antigo espião e antigo militar faz desfilar as suas memórias da zona onde exerceu as suas actividades - o contorno do Mediterrâneo: guerras balcânicas, violências na Argélia, guerras do Próximo Oriente... "Zona" compõe um palimpsesto ferroviário em vinte e quatro "cantos" conduzidos de um fôlego, e magistralmente orquestrados, como uma Ilíada do nosso tempo…
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1956, "Zama" é unanimemente considerado um dos grandes romances em língua espanhola do século XX. Don Diego de Zama, obscuro funcionário da coroa espanhola relegado para cumprir serviço na pequena cidade de Assunção, um canto remoto do império, na fronteira com a selva e nos confins da civilização, sonha com um cargo de prestígio na capital da colónia que resgate a sua vida. Longe da família, afastado dos centros de poder, aguardando por notícias que tardam em chegar, Zama cai vítima de uma espera interminável, em que o próprio significado da sua existência se vai diluindo entre o sonho e a realidade, em imagens cada vez mais visionárias e delirantes que o levam ao limiar da loucura. Romance de um exílio, que reconstrói o passado com uma linguagem intemporal e arcana, é um livro perfeito em que qualidade filosófica se entrecruza com uma prosa deslumbrante, na esteira de autores como Dino Buzzati ou Albert Camus.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Em Ínsula, uma ilha perdida algures no Mediterrâneo, os estrangeiros são inimigos, a procriação é uma missão patriótica (e, por isso, todas as mulheres são obrigadas a ter pelo menos dois filhos), a pena capital foi reinstaurada e a Internet foi substituída por uma Intranet insular. Naquele que parece ser um regime político verdadeiramente democrático, a vida do primeiro-ministro é acompanhada por câmaras 24 horas por dia, para garantir a total transparência do poder, e são os cidadãos que decidem o futuro do país, sentados no conforto do sofá, através de referendos online. Em 2034, está na mão dos eleitores dar luz verde à decisão de construir um muro e expulsar de vez todos os imigrantes. Só que o passado insiste em perseguir-nos e o desígnio traçado trinta anos antes por uma criança está prestes a cumprir-se: as pessoas estão a desaparecer e, para trás, deixam um único rasto, um pedaço de papel onde se lê "Parti para Zalatune". O que está a acontecer? Para onde vão as pessoas que desaparecem? Estará a existência de Ínsula condenada? Numa trama viciante, Nuno Gomes Garcia apresenta-nos uma história que combina mistério, conspiração política, ódio visceral e ainda um amor proibido entre duas pessoas que deveriam detestar-se.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Apresentamos neste volume uma seleção de contos de Voltaire, entre os quais se destacam "Zadig ou o Destino", com um subtítulo de História Oriental. Na realidade a sua leitura relembra a de "As Mil e Uma Noites", a sua poesia e extravagância porque o autor o apresenta como se fora um texto árabe ou persa. Mais seis contos completam este volume.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
"Concluí que, se tivesse de escolher um nome para nós, escolheria "os que trazemos a bomba dentro de nós", dado que a manhã em que um bombardeiro B-29 lançou o Little Boy em Hiroxima foi só o início da detonação. Noventa por cento de todo o mal que sofreríamos, nós, os sobreviventes, iria sendo doseado minuto a minuto, mês a mês, ano a ano, emprenhando-nos desse mal que, se fosse abortado, seria só para nos abortarmos com ele." Yoro é uma odisseia assombrosa pelos lugares mais profundos e negros da mente humana. Ecoando Dom Quixote, Wim Wenders e Herzog na sua tensão narrativa, este romance é a busca de uma mulher por identidade, justiça, compaixão e maternidade. H, a narradora e protagonista, confessa um crime nas primeiras páginas. E, em tom desafiante, continua, pedindo ao leitor que se atreva a ler a sua história, a sua confissão. H nasce em 1945, no momento da explosão da Little Boy sobre Hiroxima. Anos depois H conhece Jim, um soldado norte-americano que procura, desde a guerra, uma criança que lhe foi entregue e depois retirada: Yoro. Apaixonados, percorrem o mundo seguindo as mais ténues pistas, até que, na viagem final, a verdade — complexa e perturbadora — revela o crime de H e a sua razão. Torrencial, cru, pendendo entre polos opostos — amor e desespero, encontro e confusão, descoberta e prisão —, Yoro carrega nas suas páginas o caos pós-Segunda Guerra Mundial, o encontro frontal com a sexualidade e o mundo, a violência da linguagem e da lógica.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Muito mais do que um livro de viagens, Yoga para Pessoas Que não Estão para Fazer Yoga é uma viagem por paisagens reais - Amesterdão, Camboja, Roma, Indonésia, Nova Orleães, Líbia, deserto do Nevada - e oníricas, por histórias, ideias, poemas e todos os labirintos da imaginação. Numa prosa reverberante de inteligência, de graça e de uma imensa comicidade, Dyer explora a noção de que experiências em diferentes tempos e lugares ocorrem, de alguma forma, em simultâneo; de que cada uma delas é única, irrepetível, sem paralelo; observa os fenómenos (e as sensações) que suspendem distância e espaço, e as categorias de proximidade e distância. E, em busca de experiências exóticas e extremas, Dyer procura o momento e o lugar perfeitos.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Através da saga da família Semedo, "Yaka" constitui um testemunho abrangente dos acontecimentos que moldaram Angola de 1890 até 1975. Desde a colónia penal do século XIX, passando pela escravidão, as revoltas africanas e a expropriação de terras, culminando na conquista da independência, "Yaka" traça o mapa da formação de uma nação. Um romance sobre a história da colonização em Angola, e sobre a luta pela queda dessa mesma colonização, que dá voz ao que foi encoberto pela censura do Estado Novo e a historiografia oficial portuguesa.
Nº Páginas: 540
Sinopse:
Entre 1590 e 1600 completou-se a unificação do Império Nipónico. Ieyasu, o jogador, vai dominando o Japão tal como se ganha um jogo de go. Nesta década em que a guerra baixou de tom e em que tudo estava em aberto, o Cristianismo continuava a propagar-se pelo Japão apesar da rivalidade entre portugueses e castelhanos. Pedro e Ana predominam em Nagasáqui; os seus filhos crescem e começam a ganhar o mundo, tal como os filhos de Flávia, a bela romana. O irmão, Giuseppe, prossegue seus negócios com o auxílio de Manuol, o mirandês da ilha de Moçambique, enquanto Carlos, o samurai negro, e Ana continuam a lutar contra a paixão que sentem desde que se conheceram e quando ela afinal escolheu Pedro. Catarina, por sua vez, não esqueceu Pedro, nem Flávia e Giovanna esqueceram Roberto. Missionários, generais e navegadores, alcaides e pastores, bandidos e soldados, mais esbirros da Inquisição e mártires japoneses, ou mercadores de Macau e vendedores de relíquias cruzam-se a cada passo com os protagonistas que deambulam pelo mundo, do Japão a Jerusalém e a Roma, ou dos Açores à Índia e à China. E em Miranda do Douro um bispo torna-se santo, as bruxas bailam ao vento e há um mistério por resolver.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Xerazade - A Última Noite" leva-nos aos meandros de uma fascinante tapeçaria narrativa, onde podemos encontrar referências díspares, quer de mitos clássicos ou pré-clássicos, quer ainda de histórias de encantar, juntamente com "memórias" soltas como "um colar de pérolas" desatadas, que a narradora, Xerazade, tenta reconstruir para confortar o amante que, inconformado, se recusa a deixá-la ir embora.
Nº Páginas: 440
Sinopse:
A 18 de Dezembro de 1961, o Estado Português da Índia foi invadido e anexado em 36 horas, pela União Indiana, numa operação militar irreprimível. Pela lei do mais forte, foi assim posto fim ao conflito que desde 1947 minava a estrutura do Estado Novo e a política anticolonial da União Indiana."Xeque-Mate a Goa" dá-nos a conhecer a história de força controlada e da resistência possível de dois Estados, com desígnios opostos mas com o mesmo ponto de honra. Um Estado nasceu da resistência passiva, outro de um passado aventureiro e sangrento. O pacifista acabou por pegar em armas. O guerreiro já não as tinha."A autora oferece-nos uma excelente narrativa, enquadrando as peripécias do caso no ambiente político do Portugal da época e no sopro de mudança vindo de Moscovo e de Washington que iria desfazer os impérios coloniais europeus." José Cutileiro
Nº Páginas: 656
Sinopse:
Xanana Gusmão e os primeiros 10 anos da construção do Estado timorense é mais do que apenas um livro de discursos de Kay Rala Xanana Gusmão, é um testemunho importante, contado na primeira pessoa, de uma das figuras mais proeminentes do século XXI. Xanana Gusmão é um líder histórico da resistência pela independência de Timor-Leste, uma das mais jovens democracias do mundo. Foi o primeiro Presidente da República deste país, e neste momento, exerce as funções de Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança. Ao ler esta selecção de discursos, o leitor terá oportunidade de compreender as dificuldades e desafios que se colocam a uma jovem Nação, saída de uma situação de pós-conflito, na árdua tarefa de construção de um Estado de Direito democrático. O período abrangido por este livro corresponde aos momentos mais significativos vividos por Timor-Leste como Nação soberana e independente, sendo que os discursos versam, sobretudo, a visão do autor na construção do Estado, na promoção da paz e da reconciliação nacional, na procura da estabilidade e na consolidação das relações entre Timor-Leste e a comunidade internacional, com destaque para os seus vizinhos na região e os países amigos da CPLP.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
WOKE é o retrato do delírio que invadiu uma legião de activistas, que julga querer bater-se pela justiça social. Ricky Gervais afirmou tratar-se de uma "sátira maravilhosa". Quem é Titania McGrath, a sua autora? É uma "activista interseccional", seja lá o que isso for. Ela jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de "não binário", ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas. Mas será que Titania existe? Titania é a genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor de um livro que satiriza a loucura activista destes tempos. A loucura do fundamentalismo está presente em várias colorações da direita, como se viu com Trump, mas também tingiu fortemente uma certa visão da esquerda progressista que distorce o que é o progresso. A melhor forma de desconstruir o perigo do radicalismo é a sátira. Em WOKE assistimos à irrisão por absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, e das extravagâncias de género, da deposição de estátuas e do cancelamento da cultura. É um livro político? É, garantimos, o livro cómico mais sério do ano.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Amelia Barrett é a herdeira de Winterwood, uma magnífica propriedade situada numa charneca inglesa, que se encontra a cargo dos seus tios até Amelia se casar e poder herdá-la. Quando a sua grande amiga Katherine, que acabou de dar à luz e se encontra às portas da morte, lhe pede que crie a sua bebé, Lucy, Amelia promete-lhe que o fará. Determinada a manter a sua palavra, Amelia desafia as expetativas de todos e pede em casamento o pai da criança, o capitão Graham Sterling, para poder cuidar de Lucy e, ao mesmo tempo, herdar Winterwood. Só que Lucy desaparece subitamente, tendo o raptor deixado apenas um bilhete de resgate no seu lugar. Agora, Amelia e Graham têm de enfrentar uma luta contra o tempo para poderem salvar a criança que tanto amam.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
"What’s in a Name" - A estranheza do inglês no título expressa a ambivalência da relação, de que sempre a poesia viveu, entre a coisa (nossa, do mundo) e a sua nomeação, apontando para a multiplicidade de sentidos que há neste livro. Nele se cruzam, em cumplicidade, o quotidiano e o cósmico, o poético e o político, a comoção e a ironia, o espanto e a indignação - em suma, a palavra e a vida.
Nº Páginas: 300
Sinopse:
"Watt" marca o início da carreira literária de Samuel Becket no pós-guerra. É fruto dos anos de trabalho passados nas montanhas Vauclase, escondido da Gestapo, que viriam mais tarde a inspirar também "Waiting for Godot". Ao contrário da obra subsequente, "Watt" mantem-se, na sua essência, extremamente irlandês, sendo um romance filosófico pleno do humor sinistro que caracterizara as suas primeiras ficções, como "More Pricks Than Kicks" e "Murphy". As deambulações de Watt, especialmente em casa do excêntrico Mr. Knott, e as descrições lógicas para suscitar sentido contam-se certamente entre as invenções mais cómicas da literatura moderna. Publicado pela primeira vez pela libertina Olympia Press em 1953, "Watt" tornou-se um dos mais apreciados e citados romances de Beckett. As singularidades e omissões tipográficas foram mantidas tal como Beckett as deixou no texto.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Wasteband_(do inglês) - faixa de tempo perdido que dá forma aos dias, estendendo os momentos de espera em detrimento dos que exigem acão, criando assim uma maior probabilidade de acidentes e efeitos colaterais em vidas demasiado programadas. Waistband (do inglês) - faixa de tecido que dá forma à cintura de um vestido, de uma saia ou a um cós de umas calcas; elástico das cuecas. Uma Wasteband é como um Rolls Royce. Tudo é feito à mão. Helena Serra
Nº Páginas: 216
Sinopse:
"Quem quiser encontrar neste livro longas teorias científicas, revisões de literatura sobre o tema ou novas descobertas teóricas, deve fechá-lo imediatamente." É com estas palavras que o Professor Daniel Sampaio abre este seu novo livro - "Vozes e Ruídos. Diálogos com Adolescentes". Já o anterior - "Ninguém Morre Sozinho" - sendo embora uma tese de doutoramento, alcançou um enorme êxito junto dos leitores. O Professor Daniel Sampaio sabe aliar o rigor científico, que dá ao leitor a confiança no que lê, com a simplicidade da exposição, que fez do texto uma janela aberta, amplamente aberta. "Vozes e Ruídos. Diálogos com Adolescentes" é isso mesmo: uma janela aberta, sem cortinas, pela qual nos vemos a nós próprios, jovens ou adultos.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Editado em 2001, "A Memória dos Outros" depressa esgotou tendo recebido os prémios Prémio Jacinto Prado Coelho da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários e Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus. É agora reeditado com o título "Vozes e Percursos - A memória dos outros I". De Raymond Aron a Kissinger, de Matisse a Rothko, de Almada Negreiros a Miguel Torga e Vitorino Nemésio, de Woody Allen à Geração Perdida, sem esquecer a paixão pela diarística e o jogo de xadrez, reúnem-se aqui algumas dezenas de textos que, sob aparência diversa, exprimem uma visão rica de análises, comentários e interrogações que é também, como o título o indica, evocação e convívio. Conjunto que constitui afinal um património de encontros e afinidades, porquanto a memória dos outros é por igual parte da nossa. Referindo-se a este livro, à sua tonalidade e substância, Vasco Graça Moura dirá, em jeito de síntese, quando da entrega do prémio D. Dinis em 2002: "Há qualquer coisa da lição de Montaigne nessa ironia afável de lidar com o lido, com o visto e com o vivido, tão própria de quem se procura naquilo que procura". Em 2017, Marcello Duarte Mathias publicou novo livro de ensaios e crónicas com o título "Caminhos e Destinos - A Memória dos Outros II" onde, a par da limpidez da escrita, se evidencia na variedade dos temas abordados a mesma pertinência do olhar.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
"O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma. Confrontados com a ausência de tudo, os homens abstêm-se do sonho, desarmando-se do desejo de serem outros. Existe no nada essa ilusão de plenitude que faz parar a vida e anoitecer as vozes. Estas estórias desadormeceram em mim sempre a partir de qualquer coisa acontecida de verdade mas que me foi contada como se tivesse ocorrido na outra margem do mundo. Na travessia dessa fronteira de sombra escutei vozes que vazaram o sol. Outras foram asas do meu voo de escrever. A umas e a outras dedico este desejo de contar e de inventar. "
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Em "Correio do Sul", às memórias do aviador, anotadas com uma cativante precisão, misturava-se uma intriga sentimental que aproximava de nós o herói. Tão suscetível de ternura, ah! que o sentíamos humano, vulnerável. O herói de "Voo Noturno" eleva-se a uma virtude sobre-humana. Julgo que o que mais me agrada neste relato vibrante é a nobreza. As fraquezas, os abandonos, as insuficiências humanas, essas conhecemo-las nós de sobra, e a literatura dos nossos dias sabe até bem de mais como denunciá-las; mas este ultrapassar de si mesmo conseguido por uma vontade inquebrantável, isso sim, é o que temos sobretudo necessidade que nos mostrem. Tivemos numerosos relatos de guerra ou de aventuras imaginárias em que o autor revela por vezes um subtil talento, mas que fazem sorrir os verdadeiros aventureiros ou combatentes que os lêem. Estes relatos, de que admiro em igual medida o valor literário, têm, além disso, o valor de um documento, e estas duas qualidades, tão inesperadamente unidas, conferem a estes textos a sua excepcional importância.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Há uma escola pública portuguesa - a Escola da Ponte - que ensina diferente há 40 anos e é conhecida e estudada em todo o mundo. A educação do seu filho é a sua maior preocupação? É professor e tem dúvidas em relação ao sistema de ensino tradicional? Imagine uma escola em que: - os alunos debatem e decidem tudo o que nela se passa; - cada criança define o respetivo plano de aprendizagem; - os professores trabalham em equipa dentro dos diferentes espaços. Imagine agora que essa escola é pública e que: - não se organiza por turmas ou anos escolares; - não divide o tempo em aulas desta ou daquela disciplinas; - não tem campainha para assinalar a entrada e a saída. Imagine ainda que essa escola pública se situa em Portugal e que: - já foi objeto de estudo de mais de 40 teses académicas de vários países; - tem um modelo que é copiado internacionalmente; - é visitada por centenas de especialistas estrangeiros todos os anos (622 em 2016). Saiba, por fim, que essa escola existe e é conhecida como Escola da Ponte. Como funciona? Quais as diferenças no método de ensino? Há estudos sobre os resultados? Quem são os professores? Como atuam no espaço de aula? Aliás, porque é que são espaços e não salas de aula? E porque é que são orientadores educativos em vez de professores? E os alunos fazem o que querem? E como resolvem os conflitos? E, já agora, aprende-se o quê na Escola da Ponte? O romancista e ex-jornalista Paulo M. Morais protagonizou uma longa imersão na escola mais democrática do país e relata de forma magistral as certezas e as dúvidas em torno de uma escola única.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
Vale a pena dar uma segunda oportunidade ao amor?Beth Lawrence tem vinte e nove anos e a vida encarrilada. Um emprego que adora, um marido rico e uma bela casa estão muito distantes da tragédia que a atingiu quando tinha dezanove anos. Mas agora que o passado parece ter ficado para trás, um antigo amor entra de novo na sua vida. E traz recordações dolorosas de uma época que se esforçou muito para esquecer, reanimando uma paixão que tentou enterrar anos antes.Niall Joseph é um artista em ascensão, regressado do seu sucesso na América. Tendo-se voluntariado para ensinar numa clínica para toxicodependentes de bairros problemáticos, a última pessoa que está à espera de encontrar é a rapariga que lhe destroçou o coração há nove anos. Trabalhar juntos permite-lhes sarar feridas antigas e forjar uma ligação mais profunda.Uma ligação que começa lentamente a inflamar-se. Ao mesmo tempo que se envolve com uma criança negligenciada e a sua mãe toxicodependente, Beth sente-se atraída por Niall. Mas nenhum deles pode prever como é difícil trilhar a ténue fronteira entre amizade e desejo. Um coração destroçado pode reaprender a amar?
Nº Páginas: 328
Sinopse:
De bicicleta ou de Google Earth, dar voltas em Portugal constitui um modo de (re)conhecimento perfeito para preencher curiosidades ou estranhamentos acerca da exótica geografia da terra dos portugueses. Dizem-nos e demonstram-no de maneira variada que tal terra existe mesmo, que tem um certificado de nascimento, um corpo, uma alma, uma identidade. Não tem nem tem de ter. Muito se insistiu no Portugal dos marinheiros, dos fados ou da bola no jardim à beira mar plantado - um território, o nevoeiro dos antepassados, os mitos, o império, a língua, a saudade e a ruína, aquele que os deuses amam e visitam, o bom povo cosmopolita ou burro de trabalho repartido pelo mundo. Pode ser tudo isso e muito mais e mudar no dia a seguir ou perder-se no caminho; pode dar um execrável programa na televisão, um elaboradíssimo ensaio, um solene discurso patriótico ou uma frenética crepitação nas redes socias. Se existe, pode-se-lhe tirar o retrato, variar a pose e os humores do seu território, a sua casa comum. É um caleidoscópio dos cumes do Pico ou da Estrela até aos lodos da ria que é formosa. Não há como congelar tudo numa imagem e as palavras estão cheias de ecos. Não há um fio condutor, um roteiro. Vai-se pela terra fora. Convocam-se palavras de muitas vozes e tempos. Alguma lhe servirá melhor que outras.
Nº Páginas: 324
Sinopse:
Este livro é uma biografia rigorosa e provocadora do universo desde o seu nascimento até aos dias de hoje. Uma narrativa exploratória de todas as grandezas, dimensões e realidades que estão irradiadas num lugar que é tudo e ao mesmo tempo não é nada. O autor demonstra que a ciência avança afastando a humanidade do centro da atenção cósmica, mas o universo reage colocando-nos de novo lá.
Nº Páginas: 590
Sinopse:
"Viver para Contá-la" é uma obra apaixonante de Gabriel García Márquez que nos oferece a memória dos seus anos de infância e juventude nos quais se fundaria o imaginário que, com o tempo, daria lugar a alguns dos contos e romances fundamentais da literatura em línguas espanhola do século XX. Este primeiro e único volume da autobiografia do grande escritor converte-se também num guia de literatura para toda a obra de García Márquez, um acompanhante imprescindível para iluminar passagens inesquecíveis que, depois da leitura destas memórias, adquirem uma nova perspectiva. O romance de uma vida.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Este livro funciona como um instrumento para repensar a nossa vida em tempos de crise do pós covid-19. Não se detém na análise da pandemia, nem se lamenta pela situação que atravessamos. Pelo contrário, olha em frente: convocando disciplinas como a neurociência ou a psicologia, mas também a obra de filósofos que se preocuparam em desenvolver o conceito de «alegria e serenidade apesar da adversidade» (de Buda a Montaigne, de Lucrécio a Nietzsche, passando pelo seu grande mestre, Espinosa), Frédéric Lenoir, o autor de O Milagre Espinosa, mostra como esta crise é uma oportunidade para mudar a visão de nós mesmos e de melhor nos relacionarmos com os outros e com o mundo em redor.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Uma travessia transformadora por um país tão arcaico quanto futuro, que entra na pele e comove desde o primeiro dia. Alexandra Lucas Coelho encontra migrantes clandestinos e crentes na Virgem, sobreviventes dos cartéis e zapatistas, rappers feministas e travestis, operárias e botânicos, arqueólogos e mágicos. Livro Finalista do Prémio Portugal Telecom de Literatura.
