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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Martim Davies é um ex-comando do Exército português desesperado por concluir um negócio que lhe permita regressar a Portugal para reconstruir uma vida que só lhe trouxe desaires. Clô é uma mulher com um passado arrasador, que só se sente feliz quando sobrevoa as paisagens de tirar o fôlego da savana angolana aos comandos do seu Cessna Grand Caravan. O destino junta-os quando uma transação de diamantes corre mal e se vêm perseguidos por Moshe Berman, um milionário israelita psicopata que não hesita em usar todos os recursos ao seu alcance para remover qualquer obstáculo do seu caminho. Martim e Clô sabem que mais um dia de vida é algo que depende de tomarem a iniciativa para contrariar um destino fatal. Dos musseques de Luanda à vila mineira de Cafunfo, no Norte de Angola, passando pelas deslumbrantes quedas de água de Calandula, Regresso a Luanda é uma incrível jornada que revela todos os segredos do negócio sangrento dos diamantes africanos em Angola, na República Centro Africana e na República Democrática do Congo, onde políticos, generais e gangues de rua se confrontam pelas pedras preciosas que acabam à venda nas luxuosas ourivesarias de Antuérpia, Nova Iorque ou Dubai.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: ELAS TAMBÉM ESTIVERAM LÁ: A REVOLUÇÃO DE ABRIL ATRAVESSOU O PAÍS RURAL DANDO VOZ A MUITAS MULHERES QUE LUTARAM PELA TERRA, POR DIREITOS E POR VIDAS MAIS DIGNAS. Entre o latifúndio do Sul e a agricultura familiar do Norte, as mulheres rurais portuguesas organizaram-se, resistiram à ditadura, participaram na Reforma Agrária e transformaram as suas comunidades. Partindo do cruzamento entre fontes escritas e testemunhos orais, Mulheres, Terra e Revolução resgata histórias silenciadas e mostra como estas mulheres foram protagonistas activas do processo revolucionário. Através de uma perspectiva de género, o livro evidencia continuidades, rupturas e a construção das identidades políticas femininas, revelando que «elas também estiveram lá» e que o seu contributo é essencial para compreender a Revolução no mundo rural. «São estas `mulheres comuns que lutaram e se rebelaram por si próprias e pelas suas famílias, mas também participaram em lutas em que se defendiam valores cívicos da vida coletiva e interesses das comunidades em que residiam.» Fernando Oliveira Baptista, Prefácio
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 456
Sinopse: Alguns amores não se perdem nem se esquecem. Apenas ficam à espera. Há decisões capazes de alterar o curso de uma vida inteira. Num bairro de Xangai, na China da década de 1940 do século XX, Haiwen e Suchi, ainda adolescentes, descobrem o amor, crendo que foi o destino que os uniu assim logo desde a infância. Porém, quando Haiwen, em segredo, se alista no exército para poupar o irmão ao recrutamento, o futuro que imaginavam juntos desfaz-se num instante, deixando em ambos somente a memória de um amor interrompido. Durante décadas, os caminhos de Haiwen e Suchi seguem rumos opostos, cruzando-se apenas uma vez, por acaso, num barco em Hong Kong, em 1966 um encontro breve, mas inesquecível. Uma mão-cheia de décadas mais tarde, já em Los Angeles, nos EUA, Haiwen levanta a cabeça no supermercado onde trabalha e reencontra Suchi. À medida que recuperam a intimidade perdida, renasce a possibilidade de uma segunda vida aquela que sempre sentiram pertencer-lhes , ainda que o peso do passado nunca os deixe. Narrado em vozes alternadas, Eternamente a Caminho de Casa, da taiwanesa e norte-americana Karissa Chen, atravessa os períodos mais turbulentos da história moderna chinesa e segue estes amantes separados por Xangai, Hong Kong, Taiwan e Estados Unidos da América. Uma história sobre o amor, a perda, o destino e o poder transformador do reencontro.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Se o leitor é propenso a estados melancólicos que têm origem num mal de amor, numa inquietação religiosa, num período de luto ou de perda, na sequência de uma doença ou de uma ameaça de depressão, Robert Burton tem uma palavra de ajuda, incluindo a descrição da bílis negra, ou conselhos de cozinha. Anatomia da Melancolia (1621) não é apenas um tratado médico, mas também um livro interminável marcado pela ironia, pela filosofia, pela poesia ou pela leitura de todos os livros da biblioteca de Oxford, onde trabalhava. O leitor reconhece nestas páginas cheias de compaixão muito do que sabe sobre a melancolia, que influenciou autores como Laurence Sterne, Samuel Johnson, Keats, J.L. Borges, Beckett, Virginia Woolf ou Nick Cave. É um livro sobre tudo; uma viagem na condição humana. Não é um romance, um tratado, um poema épico, uma obra histórica; é, de forma bastante consciente, o livro que põe fim a todos os livros do seu tempo. Compilado a partir de todos os livros existentes numa biblioteca do século XVII, foi concebido para explicar e dar conta de todas as emoções e pensamentos humanos. Não se restringe à melancolia, ou, como chamamos hoje, à depressão; mas um estudo aprofundado da obra teria de ser sobre tudo. É por isso que a edição completa tem 1500 páginas Burton nunca o terminou, estritamente falando: havia sempre algo mais para acrescentar. Este é um resumo perfeito dessa grande obra. «O melhor livro jamais escrito.» The Guardian «Não se trata apenas dos pensamentos de Burton sobre o tema da melancolia, mas dos pensamentos de todos os que já refletiram sobre ela, ou sobre outros assuntos, sejam eles duendes, beleza, a geografia da América, digestão, paixões, bebida, beijos, ciúme ou erudição.» The Guardian «A Anatomia da Melancolia é a revelação de uma personalidade: uma personalidade tão vívida e generosa, tão bem-humorada, tão humana, tão tolerante, excêntrica e sábia, tão repleta de conhecimento e tão rica em histórias absurdas e comoventes, que uma hora de leitura é um estímulo para a alma.» The Daily Telegraph «Uma obra-prima. É uma das mais belas obras em prosa da língua inglesa, divertida, de dar gargalhadas, que parece transmitir o carácter de seu autor com rara clareza. É uma ode à leitura.» The Guardian
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: «Abriu-lhe o seu coração. Trabalha consigo. É o candidato em quem vota nas eleições. É um psicopata, mas você não sabe. Quer aprender a identificá-lo, a lidar com ele e a defender-se?» O guia definitivo para detetar e para nos defendermos dos psicopatas que nos rodeiam. Estima-se que cerca de 1 % da população exiba altos níveis de psicopatia. Esta prevalência é ainda maior em posições de poder ou liderança, como gestores, executivos, diretores de corporações, organizações ou partidos políticos, tornando a psicopatia um dos desafios mais prementes para a humanidade. Nem todos estes indivíduos são assassinos, mas todos causam sofrimento sempre. Baseando-se em mais de vinte anos de investigação, Vicente Garrido, criminologista doutorado em Psicologia, desmonta mitos comuns e oferece uma análise clara e acessível dos «psicopatas integrados» aqueles que não cometem crimes violentos, mas que se misturam na sociedade, manipulam os outros e causam danos significativos na vida pessoal e social e nas instituições. Estas pessoas podem ser colegas de trabalho, chefes, amigos de infância, membros da família ou políticos que vemos com frequência na televisão. Como Detetar Um Psicopata dá aos leitores as ferramentas para identificar e proteger-se desses indivíduos. Apresentando os aspetos mais significativos da personalidade psicopática, as suas variedades e diferentes manifestações, explora as três áreas fundamentais nas quais estes indivíduos operam e causam grandes danos: a família, as empresas e as organizações políticas. «Os psicopatas mais assustadores não estão na prisão, mas andam entre nós. A análise do especialista Vicente Garrido é imperdível.» Jordi Wild, youtuber, podcaster e psicólogo «Útil, impressionante e esclarecedor. Um livro indispensável para aprender a desmascarar e lidar com os vampiros emocionais à nossa volta. Uma leitura que pode literalmente mudar a sua vida.» Carlos Quílez, jornalista e escritor «Este é um livro indispensável para nos protegermos das pessoas sem empatia, capazes de nos manipular e destruir sem remorsos. Existem em famílias, em grupos de conhecidos e empresas. Podem estar, e estão, em toda a parte.» Cristina López Schlichting, jornalista e apresentadora televisiva
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 416
Sinopse: UMA PERTINENTE ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA GEOGRAFIA NA POLÍTICA POR UM DOS MAIS PRESTIGIADOS ANALISTAS DA ATUALIDADE. Baseando-se nos conhecimentos, descobertas e teorias de grandes geógrafos e pensadores políticos ao longo dos tempos, Kaplan demonstra a influência da geografia, para o bem e para o mal, na política e geoestratégia mundial.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA. Nasceu na Áustria, apaixonou-se em Portugal, morreu atrás de um sonho no México. A sua governação foi criticada pelos monárquicos que o haviam empurrado para a tragédia e pelos republicanos, que o viam como invasor e que o mandaram fuzilar em 1867. O seu final dramático suscitou múltiplos debates, originou mitos bizarros, serviu de inspiração a artistas, músicos, pintores e escritores.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 416
Sinopse: Nem a morte poderá separar-nos Sonya MacTavish fi ca espantada quando descobre que o seu falecido pai tinha um irmão gémeo, do qual nunca teve conhecimento, e que o seu recém-descoberto tio lhe deixou uma majestosa casa vitoriana na costa do Maine, com a condição de ela lá residir por, pelo menos, três anos. Com o fim recente do seu noivado, Sonya parte em busca de respostas: porque foram os rapazes separados à nascença? E porque tudo foi mantido em segredo? Trey, o jovem advogado que a recebe na mansão situada no topo de um penhasco, nota a inquietação de Sonya - e reconhece que, sim, a mansão está assombrada, mas apenas um bocadinho. Efetivamente, Sonya encontra objetos movidos e música a tocar do nada. Ela vê um quadro pintado pelo seu pai que está, inexplicavelmente, pendurado no escritório do seu falecido tio, e um retrato de uma mulher chamada Astrid, a quem o advogado se refere como «a primeira noiva perdida». Para Sonya, rapidamente se torna claro que ela herdou muito mais do que uma casa. Ela herdou uma maldição centenária e um enigma que tem de ser resolvido a todo o custo
Edição: Abr 026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Uma ode à alegria de colecionar livros. Para todos os que sabem que nunca se tem livros a mais. Estas páginas reúnem uma verdadeira celebração do fascínio de viver rodeado de livros: lidos, por ler, começados e recomeçados. Inspirado no termo japonês tsundoku, que descreve o ato de acumular livros com a melhor das intenções, o típico «depois leio», este livro transforma aquilo que muitos chamam desordem ou culpa numa filosofia de vida reconfortante e profundamente humana. Entre pilhas instáveis, estantes cheias até ao limite e o ritual de folhear páginas, descobrimos que os livros não são só objetos de leitura: são promessas, companheiros, refúgios. Aqui fala-se da felicidade de escolher e comprar livros, da rebeldia contra listas de leitura, das estratégias para organizar bibliotecas impossíveis, das desculpas engenhosas para justificar mais uma aquisição e do prazer de reler. Mas, acima de tudo, esta filosofia lembra-nos que não é obrigatório termos lido todos os livros que possuímos para os amarmos incondicionalmente. Os livros não lidos também nos falam, também nos levam em viagem, também cuidam da nossa alma. Basta tocá-los, cheirá-los, abri-los ao acaso ou simplesmente saber que estão ali.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 480
Sinopse: Pouco depois de fazer trinta anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que se supõe que uma mulher moderna deseja - um marido, uma casa de sonho, uma carreira de sucesso -, mas, em vez de se sentir feliz e realizada, era consumida pelo pânico e pela confusão, até perceber que estava na altura de seguir a sua própria jornada. Este livro sábio e inspirador é a história de como Elizabeth Gilbert deixou para trás aquilo que a definia como uma mulher de sucesso e decidiu explorar três aspetos diferentes da sua natureza, tendo como pano de fundo três culturas distintas: o prazer em Itália, a devoção na Índia e, na ilha indonésia de Bali, o equilíbrio entre os prazeres mundanos e a transcendência divina. É este o percurso inesquecível que faz deste livro um dos mais marcantes e transformadores das últimas décadas.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 504
Sinopse: Com uma imaginação criativa que não conhece limites, esta é uma história sobre dois homens, uma misteriosa mulher e o século XX, que consegue conter nas suas páginas a brutalidade, a beleza e a multiplicidade do mundo moderno. São três os protagonistas desta incrível e estranhamente vertiginosa aventura: Benny Profane, que, como nunca teve muito a perder, nunca procurou por nada; Herbert Stencil, que procura algo que acredita ter perdido; e V. Mas quem, onde ou o que é V.? V. é uma mulher, Vittoria, Veronica, Violet, Vera, mas é também todas as mulheres. V. é uma cidade, um reino imaginário, um clube de jazz, um rato nos esgotos de Nova Iorque. V. é a obsessão que atormenta os seres humanos do princípio ao fim dos tempos. V. é a réstia de luz para a qual devemos tender, num beco que parecia sem saída. V. é a árdua busca de si mesmo num mundo onde é cada vez mais difícil permanecer humano. E se V. não for, afinal, nada menos do que a chave para explicar o caos que todos conhecemos? «O que são as coxas abertas para o libertino, o que é o voo das aves migratórias para o ornitólogo, o que é a tenaz para o ferreiro, era isso a letra V para o jovem Stencil.» Abrangendo quase seis décadas, serpenteando por várias e maravilhosas paragens e repleto de personagens excêntricas, V. é o clássico contemporâneo abismal, irreverente e, a espaços, hilariante que apresentou ao mundo o génio ímpar de Thomas Pynchon. É um romance agudamente realista, surreal, feérico e nubloso, que desemboca num final de lucidez inigualável. Romance finalista do National Book Award «Pynchon é provavelmente o melhor de todos os grandes romancistas norte-americanos vivos.» Harold Bloom «Nestas páginas, nada parece ter sido incluído de forma arbitrária. O romance navega majestaticamente por lugares incomensuráveis para o ser humano. O que significa? Quem é, afinal, V.? Poucos livros nos assombram assim.» TIME
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Estamos em 2022 e Heron acaba de sair de um consultório médico. Aturdido pelo diagnóstico, decide cumprir a sua rotina das quintas-feiras e vai ao supermercado fazer as compras da semana. É nesse sítio tão familiar que fraqueja e faz o impensável entra numa arca congeladora e deita-se para pensar. Sabe que não é uma tragédia, já é velho, teve uma vida longa, mas tem de dar a notícia a Maggie, a sua única filha, e não consegue. Tal como não consegue revelar-lhe os segredos que oculta há já tantos anos. Em 1982, Dawn é uma jovem mãe ainda a adaptar-se ao casamento e à maternidade quando Hazel entra de rompante no seu pequeno mundo. A ligação entre ambas é imediata e torna a sua vida subitamente mais complicada e mais feliz do que alguma vez se atrevera a imaginar. Hazel é segura de si, um espírito livre. Dawn, porém, tem responsabilidades e compromissos. Dawn tem uma filha, Maggie.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 72
Sinopse: A Graça Magalhães é poeta. Na sua linguagem pensada, trabalhada, nas suas metáforas, subtis e delicadas, diretas e violentas, na convocação dos diferentes elementos da natureza, quer ao serviço da profunda componente visual da sua poesia, quer na exploração simbólica desses mesmos elementos de significado intemporal. A Graça Magalhães é poeta. Nos seus poemas, no seu intento da fixação do que é efémero, que toda a arte persegue.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Um romance moderno que carrega a voz intemporal do sofrimento amoroso e da devastação de uma mulher perante o abandono masculino. Um dos maiores sucessos de vendas no Brasil no ano da sua publicação original, abrindo um longo debate sobre o fenómeno do ghosting. Segundo livro de Natalia Timerman publicado em Portugal, depois de As Pequenas Chances. Mirela é uma mulher bem-sucedida, inteligente, tranquila, alegre na sua rotina dentro de uma grande cidade. Pelo menos até submergir quase por acaso numa relação de alguns meses com Pedro, um homem discreto, a fazer doutoramento, atraente mas algo inseguro. A partir da «felicidade insuportável» afirmada por Clarice Lispector, que seria um copo cheio, Copo Vazio atira-nos directamente para o desamparo. Na história de uma relação que ecoa modernidade encontro numa aplicação, ghosting , o livro carrega a voz intemporal de sentimentos tantas vezes dissecados e nunca resolvidos: o sofrimento amoroso, a devastação perante o abandono, a incompreensão de tudo o que continua a existir em redor, as perguntas sem resposta. É possível conhecer realmente outra pessoa? Dá para carregar sozinho o peso do fim de uma relação? E quando é que «uma história pode terminar em paz, tendo se cumprido?»
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: A expansão portuguesa constituiu um fenómeno histórico de grande diversidade e de muito maior heterogeneidade do que a espanhola. Estendeu-se por três oceanos e três continentes, atravessando mundos de condições geográficas, sociais, económicas e políticas radicalmente distintas. Desta experiência nasceu um império singular não um território contínuo, mas uma vasta rede marítima e comercial. Porém, esta história foi muito além das conquistas militares e da acção da Coroa, fez-se também da actividade de mercadores, aventureiros e comunidades dispersas, cuja iniciativa foi decisiva para a presença portuguesa no mundo. Neste livro, Luís Filipe Thomaz oferece uma visão abrangente e cativante, que desmonta ideias feitas e revela toda a riqueza deste momento histórico. Fruto de uma conferência proferida na Universidad de los Andes, esta é uma obra essencial para compreender um dos capítulos mais fascinantes da História portuguesa.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 404
Sinopse: Mais agonizante do que um amor perdido, é um amor propositadamente desperdiçado. Durante gerações, a família de Soline Roussel criou os vestidos de noiva mais cobiçados de Paris. Dizia-se que quem os usasse teria a garantia de uma vida feliz. Com a chegada dos alemães à capital francesa, tudo mudou. Paris transformou-se num lugar de medo, escassez e incerteza. Entre perdas, escolhas difíceis e um quotidiano marcado pela necessidade de sobreviver, os sonhos de Soline desmoronaram-se. Antes de fugir para os Estados Unidos, guardou as recordações numa caixa, juntamente com tudo o que ficou por viver.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 120
Sinopse: DUAS PEÇAS DE TEATRO DE VICTOR DE OLIVEIRA QUE SÃO CRONOLOGIAS ÍNTIMAS SOBRE MOÇAMBIQUE, PORTUGAL, HISTÓRIA, MEMÓRIA E COLONIALISMO Há demasiado tempo paralisado num Limbo, Victor de Oliveira criou um mosaico narrativo que percorre a história íntima de um homem mestiço que nasceu em Moçambique e cresceu em Portugal. Entre a autoficção e a ficção social, em diálogo com o pai e com o passado, questiona as razões do negacionismo histórico, as disputas da memória colectiva, as experiências de crescer na indefinição. Kumina é uma reflexão sobre o desenraizamento e a relação complexa entre os continentes africano e europeu. Puxando o fio da infância e, de novo, da autoficção, Victor de Oliveira fala de exílio, colonização, desalento e repetições da história, ao mesmo tempo que, numa cronologia íntima, liga o tráfico transatlântico à tragédia mais recente dos naufrágios no Mar Mediterrâneo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: ISTO NÃO É UM LIVRO DE AUTO-AJUDA A `vida boa, aquela que vale a pena ser vivida, é uma antiquíssima interrogação filosófica. «O título pode soar a `auto-ajuda, mas não se espere isso de Phillips, extraordinário ensaísta e psicanalista céptico (céptico mesmo quanto à psicanálise, que vê como uma proposta intelectual fascinante e um método terapêutico hipotético). A Vida que Queremos corresponde a uma pergunta fundamental, ou a várias: vivemos para fazer o quê, que faremos com a nossa vida, que quer dizer `querer quando dizemos que queremos determinada vida?» Pedro Mexia, Expresso
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: A Lisboa em que tudo é possível A Expo `98, o fim do Cavaquismo, «Tou Xim» na televisão, as raves, uma nova «Rapública», a maior catedral do consumo e os sucessivos escândalos no poder. Entre o otimismo desenfreado e os choques de realidade, na década de 90 vive-se ao limite, sem pensar no que virá depois. Guiados por protagonistas, cronistas e preciosistas, esta cápsula do tempo leva-nos a um país de ideais das lutas estudantis a uma missão impossível. Quinto álbum da série «LX», reúne memórias, confronta factos, resgata tendências, aventuras e anti-heróis. Para conhecer o passado, navegar o presente e o que aí vem.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Uma antologia que reúne um poema de cada um dos poetas publicados na Dom Quixote ao longo dos seus 60 anos de livros. Projectada no âmbito das comemorações do 60.º aniversário das Publicações Dom Quixote, a presente antologia não pretende ser outra coisa senão a demonstração viva de como, desde a sua fundação por Snu Abecassis, em 1965, até ao presente, a Editora tem permanentemente demonstrado um empenhamento sério na divulgação da poesia. No tempo de Snu (com a ajuda «invisível» de Fernando Assis Pacheco), os Cadernos de Poesia marcaram uma época da edição portuguesa, tendo neles sido publicados poetas como Carlos de Oliveira, Alexandre ONeill, Armando Silva Carvalho, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, Egito Gonçalves, Natália Correia, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner, Maria Teresa Horta, Herberto Helder, Gastão Cruz ou Nuno Júdice, com a particularidade de este último, com A Noção de Poema, ter aí feito a sua estreia poética. Mas mesmo depois, ao longo das sucessivas alterações de propriedade, nunca a Dom Quixote deixou de parte a poesia; pelo contrário, foi sempre enriquecendo o seu catálogo, que conta hoje, além de alguns clássicos, com «autores residentes» como Manuel Alegre, Fernando Pinto do Amaral ou Nuno Júdice. E com o nome deste último criou, em 2025, um Prémio de Poesia que homenageia um poeta que «nasceu» na casa e que, muitos anos depois, fez dela o seu definitivo «porto de abrigo».
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: A aclamada obra de um dos autores mais notáveis da nova geração, três vezes nomeado para o Booker Prize. Quando o avô de Jay morre, o adolescente viaja com os pais e as duas irmãs até à propriedade que lhes coube em herança. A quinta, porém, está em ruínas, as árvores estão doentes e os campos áridos devido à seca. Ainda assim, o pai obriga-o a trabalhar na terra. A seu lado está Chuan, o filho do caseiro. Ao longo desses dias de verão, na vastidão dos campos e pelas ruas serpenteantes da cidade, a atração entre os rapazes intensifica-se. No interior da casa decadente, os outros membros da família debatem-se com os seus próprios fantasmas. Os mais jovens sonham com a promessa de liberdade que Singapura oferece. Os mais velhos, tal como a terra que os rodeia, parecem impotentes para resistir às forças naturais e humanas que ameaçam tornar o seu modo de vida obsoleto. Pela mão de Tash Aw, um dos autores mais aclamados da nova geração, três vezes nomeado para o Booker Prize, O Sul é um romance tenso e melancólico sobre desejo e família, modernidade e tradição.
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Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: NENHUMA DOR É MAIOR DO QUE A VONTADE DE VOLTAR A SER FELIZ. HÁ HISTÓRIAS QUE NÃO TERMINAM, TRANSFORMAM-SE. A Laura tinha tudo, até que deixou de ter. A sua dor era tão intensa que se afastou de tudo e de todos os que a lembravam dos fantasmas do passado. Fez a sua vida em Coimbra, entre medos e traumas, mas no final da licenciatura parecia estar recuperada tanto quanto alguém poderia estar na sua situação. Decidiu, por isso, dar um novo rumo à sua vida e ir de férias com os amigos para Marbella. Só que, se a sua vida avançou muito devagarinho, a dos outros, nomeadamente a do seu ex-namorado e amor da sua vida, nem por isso. Não consegue evitar culpar-se por não ter regressado mais cedo. E, em Marbella, longe de tudo, finalmente a divertir-se, é obrigada a confrontar--se com o seu passado. Desta vez, Laura enche-se de coragem e entra numa batalha sem medo de perder. Afinal, na sua cabeça, já não tem nada a perder. Um Dia Direi Que Sim é uma história de segundas oportunidades e de amor, mas, mais importante, é uma história de vingança a vingança que, na vida real, está perto do impossível, mas que todas as vítimas mereciam ter.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Com a perda da melhor amiga, Lenny deixou de acreditar no amanhã. Mas, por vezes, basta o encontro com um desconhecido para nos recordar de que o mundo continua a girar. A vida de Lenny está um autêntico caos neste momento. Desde que o cancro lhe roubou a melhor amiga, ela sente-se completamente perdida. Evita os pais, que não escondem a preocupação; evita o apartamento que partilhava com a amiga; e evita, acima de tudo, a lista plastificada intitulada «Voltar a Viver» um conjunto de promessas que fez a si mesma para sobreviver ao luto. Lenny acredita que, se fingir que tem tudo sob controlo, ninguém notará que se está a desmoronar. Os únicos trabalhos que consegue aguentar são enquanto ama temporária e acaba de conseguir um excelente: ajudar Reese, uma mãe solteira sobrecarregada, e a sua filha, Ainsley. O único problema? Miles, o tio de Ainsley, parece estar sempre por perto e é uma espécie de versão humana do meme grumpy cat. Pior: ele parece conseguir ler-lhe a alma. Surpreendentemente, Miles percebe muito de luto e faz uma proposta a Lenny: ele ajuda-a a completar a lista «Voltar a Viver» se ela o ajudar a aproximar-se de Ainsley e a melhorar a relação complicada que tem com Reese. Lenny duvida que algo consiga preencher o vazio deixado pela melhor amiga, mas entre viagens de ferry ao luar, taças de ramen à meia-noite e um ombro sempre disponível, Miles não desiste dela. Afinal de contas, parece que, por vezes, a vida que conhecemos tem de terminar para que possamos encontrar um novo começo. A felicidade não é uma memória, é uma promessa. Um livro sobre a coragem de voltar a sorrir.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Cai, Bomba! é um romance de formação comovente e incisivo sobre a arrogância da juventude, o desejo de aventura, a perda da inocência e a assustadora realidade da guerra. Inspirado nas suas vivências durante a invasão alemã, Kouwenaar retrata a ocupação dos Países Baixos com uma honestidade pungente, numa obra que foi comparada à de Sartre e de Gide. Um clássico redescoberto e, ao mesmo tempo, uma narrativa empática e assustadoramente atual. Maio de 1940. Karel Ruis, de dezassete anos, dedica-se a devaneios para fugir à monotonia do seu quotidiano. Desde que a guerra assola a Europa, parece desejar o bombardeamento do seu país - para ele, qualquer coisa é melhor do que a existência estagnada dos pais. O seu desejo cumpre-se de forma brutal quando as tropas de Hitler invadem os Países Baixos, fazendo a guerra irromper no seu quotidiano e mudando violentamente a sua existência jovem e protegida. Depois de sobreviver a um ataque aéreo e completar uma missão secreta (a entrega de uma carta à amante judia do seu tio), Karel apaixona-se (pela filha dessa mulher). Mas a alegria desse amor é breve - perante o avanço nazi, mãe e filha veem-se forçadas a fugir - e o futuro parece reservar-lhe apenas perdas e solidão. O que começa como um relato de aventuras, transforma-se num livro antibélico inesquecível, onde o autor capta de forma brilhante os anseios ingénuos do seu jovem protagonista e mostra o que acontece quando um rapaz de dezassete anos é lançado para a cruel maturidade em poucos dias.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Passado e presente da palavra mais polémica da actualidade. Sobre o que falamos quando falamos de antissemitismo? Durante a maior parte da sua história, entendeu-se que era uma ameaça vinda da direita política, o território dos etnonativistas que se baseavam na longa desconfiança da Cristandade em relação à sua população judaica, infundindo-lhe pseudociência racista. No início do século XX, a maioria dos judeus do mundo vivia na Europa. Para eles, não havia dúvidas de quem os ameaçava com políticas antissemitas que culminaram no pesadelo da Alemanha nazi e do Holocausto. Agora, num livro brilhante que vai desde a invenção do termo, no final do século XIX, até ao presente, Mark Mazower argumenta que o panorama é diferente. Mais de quatro quintos dos judeus do mundo vivem em dois países, Israel e os Estados Unidos, e o domínio militar do primeiro na sua região é garantido pelo segundo. Antes da Segunda Guerra Mundial, os judeus eram uma minoria à parte e foram levados, pela oposição ao fascismo, a uma aliança com outros povos oprimidos. Hoje, pelo contrário, os judeus são considerados «brancos» e, para os atuais anticolonialistas, o tratamento dos palestinianos por parte de Israel tornou-se uma questão crítica. A velha solidariedade da esquerda terminou; de facto, as vozes mais sonoras a denunciar o antissemitismo vêm agora da esquerda. Mazower mostra-nos como chegámos até aqui, contando uma história que procura iluminar em vez de culpar. Demonstra como o surgimento de uma sensibilidade pessimista pós-Holocausto, juntamente com críticas internacionais crescentes a Israel, produziu uma gradual fusão entre os interesses dos judeus e os do Estado judaico. Há meio século, poucas pessoas consideravam que o antissemitismo estivesse relacionado com a hostilidade a Israel; hoje, muitas vozes judaicas equiparam ambas as coisas. A palavra continua a ser a mesma, mas o seu significado mudou. A tragédia, argumenta Mazower, é que o antissemitismo persiste. É veiculado pela extrema-esquerda, mas também continua bem presente nas forças da direita. Se permitirmos que a acusação de antissemitismo seja aplicada de forma demasiado vaga e ampla, para silenciar argumentos legítimos, estaremos a deslegitimar o termo e a ameaçar quebrar algo essencial no funcionamento das democracias. Antissemitismo é uma tentativa importante de traçar essa linha necessária.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que faria para reescrever a sua história? Desde a morte da mãe, há sete anos, Jiwon sente que a sua vida se desfez. A culpa e a dor acompanham-na a cada passo, e o passado parece prendê-la, tornando impossível imaginar um futuro feliz. Numa noite chuvosa, enquanto vagueia sem rumo pelas ruas silenciosas da cidade, algo estranho chama-lhe a atenção: uma pequena livraria de aparência invulgar, escondida entre prédios antigos. Quando o passado se torna demasiado pesado, a Livraria das Memórias surge discretamente à espera de quem precisa, e Jiwon deixa-se guiar pela sua magia. As estantes parecem infinitas e os livros, estranhamente familiares. Cada exemplar contém fragmentos da sua própria vida. As regras são simples: três viagens ao passado para tentar mudar o futuro. Quando aceita a oportunidade de regressar a momentos do passado, Jiwon mergulha em capítulos há muito esquecidos e confronta-se com aquilo que perdeu, com o que podia ter sido e com o que ainda se pode tornar. Será possível reescrever o passado? Ou a verdadeira magia reside na capacidade de se perdoar e de reencontrar o caminho da vida?
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 624
Sinopse: Os contos de Roberto Bolaño, mestre na forma curta, condensam todo o universo literário do autor, um dos mais insurgentes e singulares das letras contemporâneas. São histórias povoadas por personagens em constante errância, das franjas da América Latina às cidades espectrais da Europa: poetas obscuros, criminosos moralmente ambíguos, mulheres enigmáticas, exilados em busca de um lugar só seu. Como num plano previamente desenhado pelo autor, um «campo minado» legado aos seus leitores, personagens e fios narrativos entrelaçam-se compondo uma espécie de ficção total, um organismo vivo, que abre incontáveis possibilidades de associação com as suas partes e o restante da sua obra, como são exemplo as aparições em vários destes textos dos famosos detectives selvagens Belano e Ulisses Lima, ou a ligação entre o primeiro e o último conto, jogos literários que somente uma leitura continuada, num único volume, pode proporcionar. Organizado por ordem cronológica, Contos Completos inclui todos os contos escritos por Bolaño: quer os volumes já publicados (Telefonemas e Putas Assassinas), agora em nova tradução, quer os inéditos em Portugal (O Gaúcho Insuportável, O Segredo do Mal e O Contorno do Olho), revelando a potência de uma voz que irrompeu como uma novidade e sacudiu o cânone literário tornando-se um fenómeno mundial.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: Quando a minha supervisora me encarregou de uma tarefa que envolvia conviver com o neto de um dos nossos residentes do lar, eu não estava à espera de que se tratasse do Troy Serrano, um homem que já não via há dez anos, desde que lhe tinha riscado o carro para vingar a minha melhor amiga. A verdade é que ele também não guardava as melhores recordações dos nossos tempos do secundário, por isso, o que me esperava eram quatro horas semanais de provocações mútuas. E foi o que aconteceu logo na primeira visita. Incapazes de deixarmos o passado para trás, a nossa tentativa de convivência revelou-se bastante complicada. No entanto, à medida que fomos passando mais tempo juntos, a implicação que sentíamos um pelo outro começou a dar lugar a algo mais com a preciosa ajuda do avô dele, é claro! Afinal, o Troy que eu tinha conhecido na escola era agora um homem diferente e talvez merecesse uma segunda oportunidade. Mas seríamos nós capazes de ignorar as mágoas do passado e seguir em frente?
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: O último livro de Nuno Júdice, o que o poeta tinha preparado para publicação no ano em que nos deixou. Conforme nos conta Manuela Júdice na introdução deste livro, Nuno Júdice morre em Março de 2024 deixando três pastas com poemas para o livro que dizia estar preparando. Saem dessas pastas os poemas para este livro, Primeiro Poema, o título que ele revelara ao Ricardo Marques. O trabalho de completar o «livro incompleto» foi feito pelo Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta e seu amigo, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda a vida. E, neste Primeiro Poema, voltamos a ouvir a voz de Nuno Júdice, os seus temas, a sua poesia.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: A literatura colonial, para muitos uma pseudo-literatura ou uma literatura imoral, possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade os helénicos e os bárbaros, os cristãos e os pagãos, os muçulmanos e os infiéis, os civilizados e os primitivos ou selvagens, os desenvolvidos e os subdesenvolvidos. mpério, Mito e Miopia - Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial não é esse o objetivo , mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
