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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 476
Sinopse: Dedicado à imagem impressa e à cultura visual,este segundo volume de A Idade do Papel apresenta uma visão de conjunto sobre aqueles que criavam,editavam,comercializavam e consumiam estampas,no período de «emergência de uma nova cultura visual do Iluminismo» no nosso país.O estudo parte do ensino e da prática artística setecentista,observando depois os mecanismos de financiamento,distribuição e comércio de gravura,cartografando minuciosamente editores,distribuidores e comerciantes da estampa.Numa última parte,o autor conduz-nos pelo universo de consumo e usos da gravura,onde cabem a imagem avulsa e a edição ilustrada,bem como do funcionamento do mercado e das estratégias publicitárias.Um universo que é também o da literacia e da cultura visual,compreendendo o lugar da imagem em domínios como a pedagogia,o conhecimento científico,os lazeres ou mesmo as práticas interditas.
Edição: Abr 2029
Nº Páginas: 140
Sinopse: Helen McGill vive uma existência mundana numa quinta da Nova Inglaterra, dedicada à família e afastada dos seus próprios sonhos. Tudo muda quando aparece Parnaso, uma livraria ambulante rebocada por um cavalo, Pégaso, econduzida peloexcêntricolivreiroRoger Mifflin. Contra todas as expectativas, Helen compra a caravana e parte numa viagem improvável, levando livros e histórias a aldeias e leitores esquecidos. Pelo caminho, descobre a independência, o amor pela literatura como força transformadora e uma nova forma de olhar para a vida. O Parnaso sobre Rodas é um hino à leitura, à curiosidade e à coragem para recomeçar.
Edição: Mai 2021
Nº Páginas: 304
Sinopse: A Britânia está finalmente em paz. Sigtryggr, senhor da Nortúmbria, e a rainha Æthelflaed, senhora da Mércia, chegaram a um acordo e decretaram tréguas, com o apoio do maior guerreiro da época, Uhtred de Bebbanburg. Perante a inesperada calma, Uhtred vê então chegada a oportunidade de recuperar as suas terras, roubadas pelo seu tio muitos anos antes - e agora mantidas pelo seu ardiloso primo. No entanto, o destino é implacável. Há um novo inimigo a lutar pelos reinos de Inglaterra, o temível Constantin da Escócia, que aproveita o clima de incerteza para comandar o seu exército em direção a sul e conquistar as terras da Nortúmbria. Porém, Uhtred está determinado a alcançar o seu sonho, e nada, nem novos nem antigos inimigos, será capaz de o manter afastado do seu direito de nascimento.
Edição: Set 2022
Nº Páginas: 480
Sinopse: Ao longo da História, a lei sempre foi utilizada para impor a ordem. No entanto, não é um mero instrumento de poder e de controlo social, é igualmente uma forma de as pessoas expressarem diferentes visões e contribuírem para um mundo melhor. Em O Poder da Lei, Fernanda Pirie apresenta a ascensão e queda dos sistemas jurídicos que sustentaram antigos impérios e tradições religiosas, ao mesmo tempo que mostra como assembleias tribais, mercadores e agricultores exigiram leis para definirem as suas comunidades, regularem o comércio e construírem civilizações. Apesar de os princípios jurídicos que tiveram origem na Europa nos séculos XVII a XIX dominarem o mundo, a diversidade de leis é tão grande quanto a das sociedades. Como a autora defende, o que verdadeiramente une os seres humanos é a crença de que as leis podem ser justas, combatem a opressão e criam ordem a partir do caos.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 336
Sinopse: É frequente pensar-se que a história de Tutankhamon terminou quando os milhares de objetos descobertos por Howard Carter e Lorde Carnarvon foram transportados para o Museu Egípcio no Cairo e colocados em exposição. Mas há muito mais para descobrir nesta história. Explorando os cem anos de pesquisa desde a descoberta do túmulo, os diversos objetos nele encontrados e as novas evidências sobre a morte do menino-rei, o autor leva-nos aos bastidores da investigação para revelar mais segredos do jovem faraó. Bob Brier demonstra igualmente o vasto impacto que a descoberta do túmulo teve em áreas que não se limitam à Egiptologia, examinando a sua infl uência na política egípcia, nas novas formas de fazer arqueologia e até na apresentação das exposições museológicas. Largamente documentado com as últimas descobertas e apresentado com vívidos detalhes, este livro é uma introdução irresistível a uma das grandes descobertas arqueológicas do mundo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 264
Sinopse: A brilhante continuação de Feliz ano velho e Ainda estou aqui onde o autor constrói uma narrativa envolvente e íntima sobre a paternidade, ao mesmo tempo que recria um momento desafiador da história recente do Brasil. Escritor, pai depois dos cinquenta anos, cadeirante e considerado inimigo pelo governo de Bolsonaro: assim se descreve Marcelo Rubens Paiva neste livro franco e emotivo, sequência autobiográfica de Feliz ano velho e de Ainda estou aqui. Nas obras anteriores, o autor fala sobre o acidente que o deixou numa cadeira de rodas aos vinte anos, o desaparecimento do pai, Rubens, durante a ditadura militar, e a luta da mãe, Eunice, para cuidar sozinha dos cinco filhos, se tornar uma defensora dos direitos indígenas e, por fim, enfrentar o Alzheimer. Desta vez, em O novo agora, é o próprio Marcelo quem está no papel de pai. Às vezes bem-humorado, outras melancólico, Marcelo mergulha nas agruras da paternidade, ao mesmo tempo que recorda períodos especialmente duros do país: primeiro, a guinada política à direita que atinge em cheio a sua família e os artistas brasileiros. Depois, a pandemia. E, no meio de tudo isto, a lenta fragmentação do seu casamento. A escrita avança e recua no tempo, retoma memórias de infância e relatos dos pais, incluindo cartas de Eunice, e, aos poucos, constrói um retrato complexo de uma família que atravessa crises de diferentes níveis, incerta quanto ao futuro, mas que, aos poucos, aprende a sobreviver e a sair do outro lado refeita.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Uma amizade improvável. Uma missão impossível. Um hino à humanidade e à Terra, que dá voz àqueles que são deixados para trás num mundo acelerado e de produtividade tóxica. Escondido num barracão, no meio de um ferro-velho, Coli espera pacientemente que alguém o encontre. Sentado no topo de uma pilha de lixo, contempla o céu e as suas maravilhosas tonalidades de azul. Coli é um robô especial. Possui uma poderosa capacidade de observação e algo que o distingue de todos os outros humanoides: a capacidade de sentir emoções. A sua solidão é interrompida pela chegada de uma jovem fascinada por robôs. Juntos, embarcam numa missão improvável: resgatar Today, uma égua de corrida que, esgotada por uma vida de sobrecarga e competição, está destinada ao matadouro. Para a fazer feliz novamente, traçam um plano extraordinário: inscrevê-la numa última corrida e treiná-la para alcançar o tempo mais lento da sua vida. Mas, no calor da competição, Coli percebe que Today está a correr demasiado depressa, em sofrimento, e prestes a lesionar-se gravemente. Para salvar a sua amada égua, Coli terá de cometer um último e derradeiro ato de coragem. Uma história luminosa e inesquecível, Mil Tons de Azul é um hino à nossa Terra e à nossa humanidade, dando voz àqueles que são deixados para trás num mundo acelerado e toxicamente competitivo. Transbordando de esperança e fúria, esta obra mostra-nos, com empatia e ternura, como a amizade, a comunidade e o sacrifício nos podem libertar.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Mais um romance notável de um dos vencedores do Prémio LeYa No final de 1980, em vésperas de eleições presidenciais, uma avioneta cai em Camarate logo após levantar voo. Nela seguiam, entre outros, o chefe do governo de Portugal e o seu ministro da Defesa, que morrem carbonizados. Com dez comissões parlamentares de inquérito, ainda hoje, volvidas mais de quatro décadas, não se sabe se foi acidente ou atentado, e ninguém foi a julgamento. Na mesma altura, um grupo de revolucionários radicais cria uma organização terrorista conhecida por FP-25, cuja missão é matar os «inimigos do povo». Setenta e três réus são julgados, mas apenas uns trinta condenados e entre amnistias e prescrições poucos cumprem prisão efectiva. Entretanto, numa aldeia às portas de Lisboa onde não se deixa que nasça nem mais uma criança, uma rapariga morrerá misteriosamente pouco depois de dar à luz. A menina recém-nascida acabará ao colo do mecânico da avioneta acidentada; e o seu pai biológico amigo do polícia que investiga os casos descritos procurará durante muitos anos essa filha que passará boa parte da infância em cima de um baloiço. Estas são as pontas que nunca se atam verdadeiramente em A Arte Pendular do Baloiço, um romance absolutamente fascinante no qual se afirma, não sem alguma razão, que em Portugal nunca há culpados.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 648
Sinopse: O Nome da Rosa, que revelou o génio narrativo de UmbertoEco, surge numa edição enriquecida com desenhos e notas do autor. Fenómeno editorial, traduzido em mais de 60 países e vencedor do Prémio Strega, este romance é um clássico que arrebata os leitores. Em 1327, numa abadia beneditina no norte de Itália, vários monges são encontrados mortos. Para pôr fim a estes desaparecimentos antes da chegada de uma importante delegação da Igreja, o franciscano Guilherme de Baskerville tenta levantar o véu de um mistério que desperta medo e superstição. Auxiliado pelo noviço Adso, o seu jovem aprendiz, Guilherme investiga os corredores sombrios da abadia. Mas, por detrás das paredes da biblioteca labiríntica, os enigmas adensam-se e as mortes acumulam-se. Enquanto Adso sucumbe a uma paixão que nem a fé contém, Guilherme depara-se com descobertas perturbadoras: envenenamentos, um espelho que não é só um espelho, e símbolos misteriosos. À medida que a Inquisição
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: O que sabe o leitor sobre o romancista vitoriano que vendeu mais do que Charles Dickens? Ou sobre a mulher que se tornou na primeira poetisa publicada na América? E que ligação existe entre a Ilíada, de Homero e as Fábulas de Esopo? Em Biblioteca Secreta, Oliver Tearle reúne estas e outras histórias pouco conhecidas, colocando-as lado a lado com obras e autores que nos são familiares. Através de romances, peças de teatro, relatos de viagem, livros científicos, obras de humor e almanaques, o autor mostra como os livros acompanharam e muitas vezes influenciaram a História do mundo ocidental. Ao longo de mais de três mil anos, este percurso revela os múltiplos cruzamentos entre textos, ideias e épocas. Um tesouro de exemplos literários curiosos para descobrir como a nossa história e os livros estão profundamente ligados.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Em Minha Querida Mamã, A Mãe de Fernando Pessoa, João Pedro George toca um ponto sensível: o papel de Maria Madalena na vida do filho Fernando Pessoa nem sempre tem sido tido em devida conta pelos especialistas na obra do poeta. Graças à descoberta de um conjunto de poemas da mãe de Pessoa, que sobreviveram inéditos durante perto de 100 anos, este livro (que inclui outros poemas e excertos de cartas nunca publicados) vem resgatá-la dos porões do esquecimento, lançando uma luz poderosa, impregnada de um tom sépia, sobre a mulher mais importante da vida do artista que se desdobrou em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou Bernardo Soares. Organizada e apresentada pelo autor de O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, esta obra abre uma janela sobre o passado mais longínquo do genial poeta português, permitindo ao leitor ver a família de Pessoa através dos olhos da mãe.
Edição: Jun 2021
Nº Páginas: 340
Sinopse: O que está verdadeiramente em jogo na política? Nada menos do que o modo como devemos viver, enquanto indivíduos e enquanto comunidades. Este livro vai além dos cabeçalhos redutores, das fake news e da histeria e examina as questões intemporais formuladas e as respostas encontradas por um grupo diversificado de 30 grandes pensadores políticos da história. Seremos animais políticos, económicos ou religiosos? Deveremos viver em pequenas cidades-estados, em nações ou em impérios multinacionais? Que valores deverá promover a política? A riqueza deverá estar nas mãos de alguns ou ser propriedade de todos? Os animais também terão direitos? Nenhuma ideia é demasiado radical para este sortido global de pensadores, entre os quais se encontram Confúcio, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Burke, Wollstonecraft, Marx, Nietzsche, Gandhi, Qutb, Arendt, Nussbaum, Naess e Rawls.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Um conjunto de crónicas que, pela sua importância e pertinência, não podiam deixar de ser lidas pelos leitores portugueses. «Encaro o Mundo como um mistério por desvendar. Se escrevo romances é para imaginar que as personagens lançadas num palco, animadas de voz própria, dialogam de tal modo que chegam a conclusões que eu sozinha não alcançaria. Mas com as crónicas é diferente. Eu mesma sou personagem e promovo o inquérito a minhas próprias expensas. Ao publicá-las tenho a ideia de escrever cartas de desafio contra o que a História oculta. E assim, pelos enganos que ela comporta, nada de mais ambicioso e nada de mais humilde do que esta labuta com o tempo que passa e a verdade que voa.» Lídia Jorge Em Janeiro de 2024, Lídia Jorge iniciou uma colaboração regular nas páginas de opinião do jornal El País, espaço que partilha com os escritores Juan Gabriel Vásquez, Irene Vallejo e Leonardo Padura. O presente volume é uma recolha de trinta dessas crónicas, incluindo cinco das várias que foram sendo publicadas irregularmente, no mesmo periódico, desde 2020, sendo uma das primeiras aquela que dá o título a este livro. O Céu Cairá sobre Nós corresponde ao primeiro verso de uma canção popular afegã, mas ao ser transposto para título de um livro de crónicas o seu sentido alarga-se e globaliza-se. Ele corresponde ao espírito de ameaça do nosso tempo, e simultaneamente à força da resistência que a lucidez da análise dos factos permite. Lucidez e resistência, talvez sejam as duas palavras que emanam destas crónicas de carácter literário. E nada melhor o poderá confirmar do que o discurso proferido pela autora em Lagos, a 10 de Junho de 2025, aquando das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e que temos o gosto de incluir neste livro. Esse texto provocou uma polémica que de algum modo marca as contingências paradoxais do nosso tempo. Publicamo-lo para que não se esqueça.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Uma viagem de descoberta inspirada pela sabedoria japonesa. Haru convida-nos a abrir os olhos como quem descobre o mundo pela primeira vez. É mais do que uma história - é um espelho pousado diante da alma. Ao lê-la, não nos limitamos a percorrer palavras, deixamo-nos atravessar por elas. Haru tem quinze anos e perdeu a mãe. O seu pai está decidido a cumprir a última vontade da mulher que amou, mesmo que para isso tenha de destroçar o coração da filha. Pois pouco antes de morrer, Kumiko selou o pacto que agora obriga Haru a abandonar a casa onde nasceu e ir para um dojo, espaço de aprendizagem, disciplina e silêncio. Ela protesta, recusa-se a partir. Mas há promessas que não se quebram. No dojo, espera-a um caminho longo e exigente, sempre com o peito apertado pelas saudades da vida que ficou para trás. Encontra mestres exigentes e colegas com quem partilhar fracassos e triunfos. Treina o corpo até ao limite, mas também o pensamento e as emoções. E Haru cresce. Cai e levanta-se. Perde-se e reencontra-se. Descobre-se a si e ao mundo. A sua história é uma viagem interior feita de saudade, esforço e conquista. Ao honrar a promessa que a trouxe até ali, Haru descobre a liberdade de se tornar quem verdadeiramente é.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: A ameaça da extrema-direita nunca foi tão real. Continuaremos como se nada fosse? Caro leitor, o fascismo preocupa-o, mas duvida de que valha a pena votar nas próximas eleições? Observa com ceticismo as provocações da extrema-direita, mas não acredita que «os outros» estejam a fazer grande coisa? Tem a certeza de que não se está a tornar, um pouco, como eles? O sociólogo Mark Fortier coloca-se esta mesma questão e decide levá-la ao extremo: escreve o diário da sua «conversão» ao fascismo, que é, na verdade, uma corrosiva e lúcida sátira sobre o perigo do conformismo. Passo a passo, narra como se deixa fascinar pelo que antes abominava, para compreender o funcionamento da resignação e do neofascismo. Um alerta disfarçado de brincadeira que, provavelmente, deixará de parecer engraçado muito em breve.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Após a morte prematura dos pais num trágico acidente de viação, Bianca, pouco mais do que uma adolescente, entrega-se a uma existência apática, sem futuro nem esperança, juntamente com o seu irmão mais novo. Órfãos e sozinhos na cidade de Roma, sem dinheiro, ambos se vêem obrigados a abandonar a escola para irem trabalhar: ela num cabeleireiro, ele num ginásio onde conhece dois homens de reputação duvidosa, o bolonhês e o líbio, aos quais dá guarida em sua casa. Quando estes elaboram um plano criminoso visando um ex-culturista cego que permitirá aos quatro sair da pobreza, Bianca intui que a sua queda será ainda mais vertiginosa. Última obra publicada por Roberto Bolaño, posteriormente adaptada ao cinema, Um Pequeno Romance Lúmpen, inédito no nosso país, é uma narrativa fulgurante e inesquecível sobre a adolescência, a perda da inocência e a marginalidade, protagonizada por uma heroína que nada tem a perder.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Da Declaração de Independência ao MAGA: 250 Anos de Convulsões, Conquistas e Recuos. Nunca o mundo esteve tão atento à realidade norte-americana. Para a compreender, é necessário conhecer o seu passado. 250 anos dos EUA assinalam-se a 4 de Julho 2026 Os Estados Unidos da América nasceram a 4 de julho de 1776, quando 13 colónias declararam independência da Grã-Bretanha. Nos séculos seguintes, o seu poder e prosperidade cresceram de modo formidável, mas não sem sobressaltos ou menos violência. Nesta obra perspicaz, Don Watson destaca os homens e as mulheres que, nos corredores do poder e nas ruas, nas cidades e nos desertos, nas ciências e nas artes, construíram os Estados Unidos da América e deram forma ao seu lendário espírito indomável. Ao mesmo tempo, o historiador revela como confrontos centrais sobre religião, raça e capitalismo foram determinantes para moldar uma nação que, no século xix, ainda sarava as feridas de uma sangrenta guerra civil e, décadas depois, se afirmava como líder do «mundo livre». Passado um longo período com esse estatuto, e após uma transformação tão veloz quanto radical, os Estados Unidos são hoje promotores de divisões e incerteza à escala planetária. Um relato histórico que não poderia ser mais atual.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que acontece quando a política está em todo o lado, mas tudo parece ficar na mesma? Revisitando as ilusões da era pós-política que se seguiu ao fim da Guerra Fria, evidenciam-se os contornos da estranha vida pública contemporânea, construída em torno de protestos, indignações virais, guerras culturaise um sem-fim de causas que nascem e se eclipsam da noite para o dia. Tal desfile de urgências morais implementou-se, por sua vez, sobre as ruínas da antiga infraestruturade partidos, sindicatos e solidariedade cívica, hoje categoricamente esvaziada. Ao paradoxo das ondas de entusiasmo popular que raramente resultam em movimentos coletivos, da politização extrema que nunca se traduz em ações políticas concretas, Anton Jäger chamou «hiperpolítica». De Guy Debord e Wolfgang Tillmans às ficções desencantadas de Houellebecq, Hiperpolítica explora a fragmentação da ação coletiva e a fragilidade do tecido social para tentar compreender como uma época tão moralmente exigente é, ao mesmo tempo, tão inconsequente. Um mapa essencial para navegar as novas contradições da atualidade e um guia para a criação de uma politização que produza frutos duradouros.
Nº Páginas: 488
Sinopse:
Em Ninho de Víboras, de K. A. Knight, um dos maiores sucessos do BookTok, uma mulher cede aos seus desejos proibidos neste romance deliciosamente sombrio. Ryder, Garrett, Kenzo e Diesel são os Viper. Eles mandam na cidade e em todos os que nela vivem. Os seus acordos são tão sórdidos quanto os seus negócios e a sua reputação é o que basta para pôr um homem de joelhos a implorar por misericórdia. Não são pessoas com quem se brinque, mas foi exatamente isso que o meu pai fez: contraiu uma dívida e depois vendeu-me para a saldar. Sim, vendeu-me! Agora, sou propriedade deles, o seu brinquedo, dizem; eles só não sabem que tenciono gozar ao máximo a fome que vislumbro nos seus olhos. Se há coisa que nunca fui foi submissa ou dócil, e os Viper não fazem ideia com quem estão a lidar. Por isso, vou aproveitar que estamos fechados no seu apartamento de luxo para satisfazer todas as minhas fantasias mais sombrias, aquelas que nunca consegui realizar… até agora. Os Viper? Eles pensam que eu sou a sua presa, mas vou fazê-los arrependerem-se do dia em que me raptaram.
Nº Páginas: 472
Sinopse:
Num comboio nocturno para Roma, um antigo espião e antigo militar faz desfilar as suas memórias da zona onde exerceu as suas actividades - o contorno do Mediterrâneo: guerras balcânicas, violências na Argélia, guerras do Próximo Oriente... "Zona" compõe um palimpsesto ferroviário em vinte e quatro "cantos" conduzidos de um fôlego, e magistralmente orquestrados, como uma Ilíada do nosso tempo…
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1956, "Zama" é unanimemente considerado um dos grandes romances em língua espanhola do século XX. Don Diego de Zama, obscuro funcionário da coroa espanhola relegado para cumprir serviço na pequena cidade de Assunção, um canto remoto do império, na fronteira com a selva e nos confins da civilização, sonha com um cargo de prestígio na capital da colónia que resgate a sua vida. Longe da família, afastado dos centros de poder, aguardando por notícias que tardam em chegar, Zama cai vítima de uma espera interminável, em que o próprio significado da sua existência se vai diluindo entre o sonho e a realidade, em imagens cada vez mais visionárias e delirantes que o levam ao limiar da loucura. Romance de um exílio, que reconstrói o passado com uma linguagem intemporal e arcana, é um livro perfeito em que qualidade filosófica se entrecruza com uma prosa deslumbrante, na esteira de autores como Dino Buzzati ou Albert Camus.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Em Ínsula, uma ilha perdida algures no Mediterrâneo, os estrangeiros são inimigos, a procriação é uma missão patriótica (e, por isso, todas as mulheres são obrigadas a ter pelo menos dois filhos), a pena capital foi reinstaurada e a Internet foi substituída por uma Intranet insular. Naquele que parece ser um regime político verdadeiramente democrático, a vida do primeiro-ministro é acompanhada por câmaras 24 horas por dia, para garantir a total transparência do poder, e são os cidadãos que decidem o futuro do país, sentados no conforto do sofá, através de referendos online. Em 2034, está na mão dos eleitores dar luz verde à decisão de construir um muro e expulsar de vez todos os imigrantes. Só que o passado insiste em perseguir-nos e o desígnio traçado trinta anos antes por uma criança está prestes a cumprir-se: as pessoas estão a desaparecer e, para trás, deixam um único rasto, um pedaço de papel onde se lê "Parti para Zalatune". O que está a acontecer? Para onde vão as pessoas que desaparecem? Estará a existência de Ínsula condenada? Numa trama viciante, Nuno Gomes Garcia apresenta-nos uma história que combina mistério, conspiração política, ódio visceral e ainda um amor proibido entre duas pessoas que deveriam detestar-se.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Apresentamos neste volume uma seleção de contos de Voltaire, entre os quais se destacam "Zadig ou o Destino", com um subtítulo de História Oriental. Na realidade a sua leitura relembra a de "As Mil e Uma Noites", a sua poesia e extravagância porque o autor o apresenta como se fora um texto árabe ou persa. Mais seis contos completam este volume.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
"Concluí que, se tivesse de escolher um nome para nós, escolheria "os que trazemos a bomba dentro de nós", dado que a manhã em que um bombardeiro B-29 lançou o Little Boy em Hiroxima foi só o início da detonação. Noventa por cento de todo o mal que sofreríamos, nós, os sobreviventes, iria sendo doseado minuto a minuto, mês a mês, ano a ano, emprenhando-nos desse mal que, se fosse abortado, seria só para nos abortarmos com ele." Yoro é uma odisseia assombrosa pelos lugares mais profundos e negros da mente humana. Ecoando Dom Quixote, Wim Wenders e Herzog na sua tensão narrativa, este romance é a busca de uma mulher por identidade, justiça, compaixão e maternidade. H, a narradora e protagonista, confessa um crime nas primeiras páginas. E, em tom desafiante, continua, pedindo ao leitor que se atreva a ler a sua história, a sua confissão. H nasce em 1945, no momento da explosão da Little Boy sobre Hiroxima. Anos depois H conhece Jim, um soldado norte-americano que procura, desde a guerra, uma criança que lhe foi entregue e depois retirada: Yoro. Apaixonados, percorrem o mundo seguindo as mais ténues pistas, até que, na viagem final, a verdade — complexa e perturbadora — revela o crime de H e a sua razão. Torrencial, cru, pendendo entre polos opostos — amor e desespero, encontro e confusão, descoberta e prisão —, Yoro carrega nas suas páginas o caos pós-Segunda Guerra Mundial, o encontro frontal com a sexualidade e o mundo, a violência da linguagem e da lógica.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Muito mais do que um livro de viagens, Yoga para Pessoas Que não Estão para Fazer Yoga é uma viagem por paisagens reais - Amesterdão, Camboja, Roma, Indonésia, Nova Orleães, Líbia, deserto do Nevada - e oníricas, por histórias, ideias, poemas e todos os labirintos da imaginação. Numa prosa reverberante de inteligência, de graça e de uma imensa comicidade, Dyer explora a noção de que experiências em diferentes tempos e lugares ocorrem, de alguma forma, em simultâneo; de que cada uma delas é única, irrepetível, sem paralelo; observa os fenómenos (e as sensações) que suspendem distância e espaço, e as categorias de proximidade e distância. E, em busca de experiências exóticas e extremas, Dyer procura o momento e o lugar perfeitos.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Através da saga da família Semedo, "Yaka" constitui um testemunho abrangente dos acontecimentos que moldaram Angola de 1890 até 1975. Desde a colónia penal do século XIX, passando pela escravidão, as revoltas africanas e a expropriação de terras, culminando na conquista da independência, "Yaka" traça o mapa da formação de uma nação. Um romance sobre a história da colonização em Angola, e sobre a luta pela queda dessa mesma colonização, que dá voz ao que foi encoberto pela censura do Estado Novo e a historiografia oficial portuguesa.
Nº Páginas: 540
Sinopse:
Entre 1590 e 1600 completou-se a unificação do Império Nipónico. Ieyasu, o jogador, vai dominando o Japão tal como se ganha um jogo de go. Nesta década em que a guerra baixou de tom e em que tudo estava em aberto, o Cristianismo continuava a propagar-se pelo Japão apesar da rivalidade entre portugueses e castelhanos. Pedro e Ana predominam em Nagasáqui; os seus filhos crescem e começam a ganhar o mundo, tal como os filhos de Flávia, a bela romana. O irmão, Giuseppe, prossegue seus negócios com o auxílio de Manuol, o mirandês da ilha de Moçambique, enquanto Carlos, o samurai negro, e Ana continuam a lutar contra a paixão que sentem desde que se conheceram e quando ela afinal escolheu Pedro. Catarina, por sua vez, não esqueceu Pedro, nem Flávia e Giovanna esqueceram Roberto. Missionários, generais e navegadores, alcaides e pastores, bandidos e soldados, mais esbirros da Inquisição e mártires japoneses, ou mercadores de Macau e vendedores de relíquias cruzam-se a cada passo com os protagonistas que deambulam pelo mundo, do Japão a Jerusalém e a Roma, ou dos Açores à Índia e à China. E em Miranda do Douro um bispo torna-se santo, as bruxas bailam ao vento e há um mistério por resolver.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Xerazade - A Última Noite" leva-nos aos meandros de uma fascinante tapeçaria narrativa, onde podemos encontrar referências díspares, quer de mitos clássicos ou pré-clássicos, quer ainda de histórias de encantar, juntamente com "memórias" soltas como "um colar de pérolas" desatadas, que a narradora, Xerazade, tenta reconstruir para confortar o amante que, inconformado, se recusa a deixá-la ir embora.
Nº Páginas: 440
Sinopse:
A 18 de Dezembro de 1961, o Estado Português da Índia foi invadido e anexado em 36 horas, pela União Indiana, numa operação militar irreprimível. Pela lei do mais forte, foi assim posto fim ao conflito que desde 1947 minava a estrutura do Estado Novo e a política anticolonial da União Indiana."Xeque-Mate a Goa" dá-nos a conhecer a história de força controlada e da resistência possível de dois Estados, com desígnios opostos mas com o mesmo ponto de honra. Um Estado nasceu da resistência passiva, outro de um passado aventureiro e sangrento. O pacifista acabou por pegar em armas. O guerreiro já não as tinha."A autora oferece-nos uma excelente narrativa, enquadrando as peripécias do caso no ambiente político do Portugal da época e no sopro de mudança vindo de Moscovo e de Washington que iria desfazer os impérios coloniais europeus." José Cutileiro
Nº Páginas: 136
Sinopse:
WOKE é o retrato do delírio que invadiu uma legião de activistas, que julga querer bater-se pela justiça social. Ricky Gervais afirmou tratar-se de uma "sátira maravilhosa". Quem é Titania McGrath, a sua autora? É uma "activista interseccional", seja lá o que isso for. Ela jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de "não binário", ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas. Mas será que Titania existe? Titania é a genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor de um livro que satiriza a loucura activista destes tempos. A loucura do fundamentalismo está presente em várias colorações da direita, como se viu com Trump, mas também tingiu fortemente uma certa visão da esquerda progressista que distorce o que é o progresso. A melhor forma de desconstruir o perigo do radicalismo é a sátira. Em WOKE assistimos à irrisão por absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, e das extravagâncias de género, da deposição de estátuas e do cancelamento da cultura. É um livro político? É, garantimos, o livro cómico mais sério do ano.
