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Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: Ninguém conseguia entender por que razão o doutor Mahé insistia em arrastar toda a família para a ilha de Porquerolles nas férias de Verão. A mulher reclamava da demasiada luz, do calor, da comida, e ele próprio sentia-se deslocado naquele mundo meridional que lhe era hostil. No entanto, o médico decide voltar uma segunda vez, e ainda uma terceira. Talvez porque estivesse obcecado por uma imagem irresistível: a de uma rapariga de vestido vermelho, a quem nunca tinha dirigido a palavra, e que era a negação de tudo o que fora a sua típica vida burguesa, talhada para ele como se vestisse a roupa de outra pessoa: a clientela, a casa cinzenta que um dia herdaria, os amigos, a pesca, o bridge, a mãe que ainda lhe preparava a roupa limpa e que até lhe tinha escolhido a profissão e a mulher... Drama existencial, relato do mal-estar, do alheamento progressivo, das pulsões reprimidas que irrompem sob a forma de uma obsessão, O Círculo dos Mahé, curto, denso, psicológico, é considerado um dos melhores romans durs de Simenon.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 504
Sinopse: Um disparo perfura a noite na serra de Sintra, durante um jantar da família Storm, e a matriarca sabe que perdeu um dos três filhos. O epicentro do colapso tem origem muitos anos antes, entre o fim da ditadura e os primeiros tempos da revolução. Maria Luísa, a filha mais velha, opositora clandestina do regime, é perseguida pela PIDE. Frederico, o filho mais novo, está obcecado em perder a virgindade antes de ser mobilizado para a guerra colonial. E Pureza, a filha do meio, vê os seus sonhos de uma perfeita família tradicional despedaçados pelo processo revolucionário em curso. Revolução acompanha a família Storm, do desmoronar do império ao despertar da democracia, ao longo dos rocambolescos e excessivos meses do PREC, quando a esperança e o medo dividem os portugueses, separando filhos e pais, colocando irmãos em lados opostos da barricada. Um romance, a tempos trágico, a tempos cómico, sobre a liberdade e as relações familiares, sobre as escolhas que nos definem e as omissões que nos revelam. Hugo Gonçalves vencedor do Prémio Literário Fernando Namora e nomeado para os prémios Oceanos e P.E.N. Clube cruza os destinos de uma família com a cronologia desenfreada de um país à beira da guerra civil, pintando um fresco magistral de uma época irrepetível.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 328
Sinopse: TUDO O QUE A ESQUERDA NÃO QUER DIZER E DIREITA NÃO QUER QUE ELA DIGA O mundo mudou e a Esquerda não notou. Precisa de ajuda. De autoajuda. Fazer companhia à psicologia barata e aos manuais sobre emagrecimento pode ser, para uma Esquerda elitista, uma forma de descer à terra. Presa na bolha da academia e das sedes partidárias, a Esquerda afastou-se do povo. O resultado está à vista. Para não morrer, a Esquerda tem de rebentar a bolha.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: A síntese que faltava sobre a história do 25 DE ABRIL A Revolução dos Cravos, desencadeada em Portugal pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974, constituiu um dos momentos mais singulares e fascinantes da história contemporânea europeia. Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime autoritário mais duradouro na Europa Ocidental do século xx e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, decorreram apenas dois anos, um período que transformou profundamente Portugal e ecoou internacionalmente. Este livro oferece uma síntese rigorosa e acessível da Revolução dos Cravos, dirigida a leitores de todo o mundo que, reconhecendo o 25 de Abril como símbolo maior da liberdade em Portugal, dispõem agora de uma visão de conjunto sobre a sequência dos acontecimentos, os seus protagonistas e o seu significado histórico.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: A síntese que faltava sobre a história do 25 DE ABRIL A Revolução dos Cravos, desencadeada em Portugal pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974, constituiu um dos momentos mais singulares e fascinantes da história contemporânea europeia. Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime autoritário mais duradouro na Europa Ocidental do século xx e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, decorreram apenas dois anos, um período que transformou profundamente Portugal e ecoou internacionalmente. Este livro oferece uma síntese rigorosa e acessível da Revolução dos Cravos, dirigida a leitores de todo o mundo que, reconhecendo o 25 de Abril como símbolo maior da liberdade em Portugal, dispõem agora de uma visão de conjunto sobre a sequência dos acontecimentos, os seus protagonistas e o seu significado histórico.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 608
Sinopse: Uma releitura radical da história humana através do colapso das sociedades, desde os primórdios da nossa espécie até às ameaças do presente e do futuro. Durante os primeiros trezentos mil anos da história humana, o Homo sapiens viveu em civilizações fluidas e igualitárias, que impediam qualquer indivíduo ou grupo de governar permanentemente. Mas há cerca de doze mil anos, isso começou a mudar. Quando nos fomos reunindo nas primeiras cidades, passámos a depender de novos recursos saqueáveis, como cereais e peixe. E pequenos grupos começaram a tomar o controlo dessas mercadorias. Essa desigualdade de recursos transformou-se em desigualdade no poder, levando à adoção de formas de organização mais primárias e hierárquicas. O poder estava concentrado em reis, faraós e imperadores. Grandes Estados e impérios, com vastas burocracias e militares, dividiram e dominaram o globo. São aquilo a que o autor chama «Golias». O que os derrubou? Seja nas primeiras cidades de Cahokia, na América do Norte ou nos amplos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e das concentrações de poder que esvaziaram esses Golias, antes que um choque externo os derrubasse. Esses colapsos foram descritos como apocalípticos, mas, na verdade, terão sido na maioria dos casos, uma bênção para a população. Agora, vivemos num único Golias, global. Obcecadas pelo crescimento, instituições extrativas como a indústria dos combustíveis fósseis, as big techs e os complexos militares-industriais dominam o nosso mundo e produzem novas formas de aniquilar a nossa espécie, das alterações climáticas à guerra nuclear. Os nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interligados que um futuro colapso será provavelmente global, rápido e irreversível. Todos nós enfrentamos uma escolha: ou aprendemos a controlar democraticamente este Golias, ou o próximo colapso poderá ser o nosso último «Uma excelente viagem pela história humana através dos colapsos de reis, Estados e impérios semelhantes a Golias.» Observer «É como ler Thomas Piketty filtrado por Mad Max.» The New York Times «Aqui estão cinco mil anos de civilização, e é impressionante o que o autor consegue fazer. O nível de análise é épico.» Guardian «É refrescante voltar a olhar para a nossa história mundial e vê-la de outro modo. Este é o livro para tirar lições do passado e pensar o futuro doutro modo.» Kirkus Reviews «Absolutamente brilhante. Economista e geógrafo, Luke Kemp traz uma nova forma de olhar para o passado, o presente e o futuro.» Publishers Weekly «Que livro excecional. O colapso dos impérios e a previsível implosão da sociedade atual juntos, numa prosa tão boa quanto inesperada.» The Sunday Times
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: «Uma rapariga é um estado de espírito. Sofia buscava as sensações como um girassol seguindo o astro-rei. Para educar uma rapariga, seriam talvez necessárias várias mães: uma para a calçar, outra para a vestir; uma para a alimentar, outra para lhe apontar o bem e o mal; uma para lhe enxugar as lágrimas, outra para lhe afiar as unhas; e uma sétima para a preparar para a guerra.» De Ana Cláudia Santos pode dizer-se que é a mais clássica, a mais indisciplinada das escritoras portuguesas contemporâneas. Na linhagem de Lavores de Ana, este é um livro de histórias que dão voz a personagens em confronto consigo próprias, quase sempre com vidas em desajuste perante as memórias que guardam ou os desejos que atiçam. Histórias que traçam uma fronteira indefinível entre inocência e violência, em que a linguagem é parte do corpo habitado pelas personagens, e em que o corpo é voz de um tempo, de uma geografia, de inquietações públicas e privadas.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: «- Esmê, você acha que um dia minha mãe vai aparecer? - Não, Dora. Mas não precisa se preocupar com isso, porque eu já dei minha mãe pra ser sua mãe. A Inês também pode ser sua mãe, eu também posso ser, porque sou mais velha. Você pode ter quantas mães quiser, Dorinha. E nós vamos viver juntas, pra sempre juntas.» Numa pequena cidade do interior brasileiro, Dora cresce sem mãe e com um pai emocionalmente ausente. Dentro de si há uma fome, persistente e incurável, que a faz querer engolir o mundo - talvez antes que o mundo a engula a ela. Só Esmê parece capaz de conter essa insaciabilidade: unidas por uma ligação absoluta, as duas crescem como se fossem uma só. Contudo, a vida adulta revela-lhes uma brutal certeza e lança a pergunta: pode um amor nascido da fome saciar coisa alguma? Aclamado pelo público e pela crítica, O Amor e a Sua Fome foi finalista do Prémio Jabuti 2025 na categoria Romance de Entretenimento. Com uma linguagem que recusa delicadeza e exige confronto, Lorena Portela confirma-se como uma das vozes mais contundentes da ficção brasileira contemporânea, escrevendo sem concessões sobre uma verdade que tantos temem enfrentar: o mundo não se engole - e a fome não se cala.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Mais do que os vinte e três assassínios premeditados atribuídos a Idoia López Riaño e uma pena acumulada superior a mais de dois mil anos de prisão, foram o facto de ser mulher e a sua beleza gélida a atraírem a atenção da comunicação social. Apelidada de «Tigresa» e de «a etarra mais sanguinária», Idoia tornou-se uma celebridade e figura lendária do terrorismo da ETA. As suas ações e protagonismo no interior das células operacionais da organização estão ainda hoje envoltos em polémica. Entre o que se sabe e o que não foi ou nunca será esclarecido, este romance híbrido a várias vozes liga a sua história à vida de María Ortega, uma adolescente que procura o seu lugar no mundo, filha de um polícia pertencente aos não menos violentos Grupos Antiterroristas de Libertação. Escrito por uma das vozes mais originais e importantes da literatura espanhola e europeia, As Feras, último romance de Clara Usón, é um relato fascinante sobre a violência, o fanatismo e ainda sobre o machismo e a beleza como traço definidor da mulher, procurando um possível equilíbrio entre factos históricos e ficção, para iluminar um dos períodos mais traumáticos da História de Espanha: o dos anos de chumbo de 1980, marcados pela guerra suja travada entre o terrorismo da ETA e o terrorismo de Estado, pela política e sonhos de liberdade.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: Uma história poderosa que dá voz ao silêncio e afirma a liberdade de escolha. Depois de Rita ser encontrada morta na torre do sino da igreja que frequentava, a investigação oficial sobre o caso é rapidamente encerrada. A sua mãe é a única que não desiste de esclarecer o crime. No entanto, fragilizada pela doença, é também quem tem menos condições para liderar a busca pelo assassino. Uma difícil viagem pelos subúrbios da cidade, uma antiga dívida de gratidão e uma conversa reveladora compõem a trama de um romance íntimo e crítico, em que os segredos das personagens são desvendados a par das facetas ocultas do autoritarismo e da hipocrisia da nossa sociedade. Finalista do Booker Prize, Elena Sabe é uma obra única, que entrelaça histórias íntimas de moralidade com a procura da liberdade individual, escrita por uma das principais vozes contemporâneas da literatura latino-americana.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: Uma amizade inesperada e um último desejo que vai mudra tudo. Jesse, de quinze anos, vive há dois anos entre tratamentos, esperança e medo. Agora, com a doença a avançar, decide fazer um pedido especial: uma experiência imersiva que permita à sua família reviver momentos preciosos da vida que partilharam. Alex Daniels, um designer de realidade virtual brilhante, mas profundamente solitário, é chamado para concretizar este desejo extraordinário. O que começa como uma tarefa que ele considera impossível transforma-se num desafio que o obriga a confrontar o seu próprio passado, abrir-se aos outros e descobrir uma ligação inesperada com Jesse. Por entre laços que se criam onde menos se espera, memórias que ganham nova vida e a urgência de aproveitar todos os momentos, esta é uma história profundamente humana sobre amor, família e o poder das experiências que deixam marca. Comovente, íntima e luminosa, apesar do seu peso emocional, esta é uma leitura inesquecível sobre o que significa cuidar, recordar e não desistir da esperança.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: Outrora considerada exclusiva da língua portuguesa e intraduzível, a palavra «saudade» aponta para um estado de espírito ambíguo, onde a dor e a alegria se encontram num presente habitado pelas memórias do passado. Com a intensificação da emigração, a saudade tornou-se não apenas um sentimento universal, como a norma no nosso mundo globalizado. A viver há vinte e cinco anos no Brasil, Henrik Brandão Jönsson sabe o que é a saudade. Apaixonado pela língua portuguesa e pela sua história, viajou para junto das comunidades de emigrantes de língua portuguesa a fim de explorar a génese deste sentimento. Dos arquipélagos atlânticos dos Açores, Madeira e Cabo Verde para a América do Sul e do Norte, falou com as populações que deram o salto para escapar à pobreza, a vulcões, ou a um futuro sem esperança mas que nunca esqueceram as suas ilhas de origem. Começam, assim, duas viagens distintas: uma que cruza o Atlântico em várias direções, em busca de histórias de vivências desse sentimento; e outra, introspetiva, que mergulha o autor num oceano igualmente profundo, de recordações e afetos, para descobrir como é sonhar em português longe de casa e como se mata uma saudade sem fim.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Que qualidade mágica fará de algumas pessoas imediatamente estimadas e respeitadas, seja nos negócios ou nas relações pessoais? Qual será o truque, qual será o toque de Midas? Afinal, tudo parece resumir-se a um conjunto de técnicas que podem ser aprendidas, permitindo a qualquer um de nós desenvolver um sistema eficaz para se conectar com os outros. A autora Leil Lowndes fez carreira a ensinar os melhores métodos de comunicação em vários setores de atividade e ambientes diversos, desde primeiras reuniões individualizadas até sofisticadas técnicas para apresentações a grupos. Em Como Falar com Todos, encontrará: - 9 formas de garantir uma boa primeira impressão; - 14 formas de dominar conversas de circunstância e a linguagem corporal; - 14 formas de se comportar como uma celebridade; - 6 formas de se sentir incluído em qualquer grupo; - 7 formas de estabelecer ligações subliminares com alguém; - 9 formas de alimentar o ego de quem quer que seja (e de saber quando NÃO deve fazê-lo!); - 11 formas de transformar o seu telefone numa poderosa ferramenta de comunicação; - 15 formas de lidar com um grupo tal como um político o faz com uma sala cheia; - 7 formas de conversar com os tigres sem ser devorado.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: Talvez nenhum outro autor tenha visto a sua realidade tão invadida pela ficção como Javier Marías, nem tantas pessoas a comportarem-se como as personagens dos seus romances; talvez nenhum outro autor tenha também mergulhado tão intensamente nas páginas que escreveu. Neste livro a que chamou «falso romance», Marías revisitou Todas as Almas, publicado anos antes e que despertara nele um mundo adormecido onde tudo cabe: o acaso e a fatalidade, a fortuna e o infortúnio, uma bala perdida no México, uma maldição familiar em Havana, um rapaz surdo que escreve o nome de trás para a frente e até um piloto mercenário que engana a morte. Com a destreza de um cirurgião, o autor disseca as entranhas e revela os segredos da anatomia da sua obra. A voz do autor-narrador é como um barco à deriva entre o espaço e o tempo, entre a realidade vivida e a realidade sonhada, rumo à própria literatura. Em Negras costas do tempo, romance crucial na trajetória de Javier Marías e na história da literatura espanhola desde então, a voz do autor é mais ambiciosa do que nunca: «a voz do tempo, quando ainda não há passado».
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu em Santos, então vila do Brasil, em 1685, e faleceu em Toledo, aos 38 anos, quando protagonizava uma fuga das malhas punitivas do Tribunal do Santo Ofício. É comum afirmar-se que a sua obra se circunscreve à «Passarola», engenho aerostático que concebeu em 1709. Na verdade, estamos em presença de um autor polígrafo, que cultivou a poesia, a reflexão filosófica, a ciência, a oratória sacra, o ensaio histórico, a jurisprudência e a decifração de códigos secretos.Apesar de ser o inventor dos balões, 74 anos antes dos irmãos Montgolfier, o seu espólio foi queimado pela Inquisição, que impôs igualmente a proibição, durante um século, de ser sequer nomeado. A presente obra traz à colação múltiplos inéditos, exumados da poeira dos arquivos nacionais e estrangeiros.Faz-se, assim, justiça a um visionário, intelectualmultímodo, humanista e arauto do porvir.
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Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 448
Sinopse: Durante duas décadas, os Newmans reinaram na televisão como a família predileta da América, interpretando versões impecáveis de si mesmos. Mas agora, em plenos anos sessenta, a perfeição desta família parece desfasada da realidade. As audiências estão em queda livre, assim como os próprios Newmans. Quando Del Newman o criador do programa sofre um misterioso acidente, Dinah, a mulher, assume o controlo da situação e contrata Juliet Dunne, uma jovem repórter audaz, para a ajudar a escrever o episódio final. Mas Dinah e Juliet têm perspetivas diferentes sobre o que significa ser mulher e ser uma família em 1964, altura em que o país fervilha com mudanças sociais e em que o debate em torno da pílula põe em causa quem decide sobre o corpo das mulheres, a sua liberdade e o seu futuro. Entre o que se mostra ao mundo e o que se vive em privado, o contexto histórico entra pela sala de estar e transforma cada escolha num ato político. Conseguirão os Newmans reerguer-se para mudar a história da televisão? Ou serão cancelados antes de terem essa oportunidade?
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 336
Sinopse: LONDRES, 1895. Reféns de casamentos opressivos e expectativas sociais, três mulheres recebem um convite misterioso para se juntarem à solitária Lady Duxbury à hora do chá. Por detrás da fachada elegante de um encontro social, no entanto, esconde-se um clube secreto dedicado aos livros - um refúgio onde estas mulheres podem descobrir a liberdade, a irmandade e a coragem para reescrever as suas histórias. Eleanor Clarke, uma mãe dedicada que vive sufocada pela tirania do marido; Rose Wharton, uma abastada herdeira americana que luta por se adaptar à posição de esposa aristocrática; Lavinia Cavendish, uma jovem aspirante a artista assombrada por um perigoso segredo de família: três mulheres que se juntam à enigmática Lady Duxbury, por três vezes viúva, e cujas mortes dos maridos originaram boatos de homicídio. À medida que o grupo forma amizades profundas, vêm ao de cima segredos sobre os seus casamentos, os seus passados e os riscos que serão obrigadas a enfrentar. A coragem é a única arma que terão disponível contra o mundo repressivo que as mantém silenciadas; porém, quando os segredos são mortíferos, basta um passo em falso para que possam perder tudo o que têm.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: Uma nova voz da literatura de romance! Tudo se passa numa vila pitoresca, onde cabem o amor, o mar bravio, homens e mulheres errantes e a esperança na superação. AFASTADA DOS GRANDES CENTROS, EXISTE UMA VILA habitada por gente solitária, marinheiros, padres, músicos, mulheres desamparadas, crianças que teimosamente querem viver no mundo dos adultos e amantes que recomeçam ou desistem. Todos eles gente como nós, figuras aparentemente comuns e imperfeitas que pelas circunstâncias do coração, ocasionalmente se entrelaçam arriscando a felicidade. São aqui contadas a várias vozes as histórias da morte que estrebucha pelas esquinas, do amor que persiste e da saudade de garras afiadas. Falam-nos de um escritor e dos seus exorcismos, de Maria do Mar que da mágoa se dilui com o marido que o oceano engoliu, do homem que regressou para o funeral do seu pai e acabou a encontrarse, de Marco Marreco que lê poesia às pedras, do padre Dâmaso que em garrafas lança cartas às ondas.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 336
Sinopse: Somos realmente quem pensamos ser? Ninguém regressa igual de uma viagem a África. Laura é terapeuta. Pelo seu consultório passa uma galeria de personagens com os mesmos problemas que tantos de nós: mágoas, frustrações, traumas, abandonos. Afonso é um desses pacientes. Um acontecimento na infância impede-o de ser feliz, e é na vida a bordo do Nave que encontra a paz possível. Um dia, anuncia à terapeuta que vai partir mar adentro, sozinho, numa derradeira tentativa de encontrar a peça em falta no seu puzzle existencial. Laura, sem o saber, também irá embarcar numa viagem da qual não regressará a mesma. Pelo meio, há Portugal e África, como dois irmãos desavindos que não podem existir um sem o outro.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Este livro reúne a poesia de Paula Tavares publicada nos seus anteriores livros e acrescenta ainda um de originais: Água Selvagem. Curva a tua cabeça, irmã Sobre o horizonte que habitas andaste montes e vales para agora teres o rio só para ti Dorme então entre o som e o mistério.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: UMA CELEBRAÇÃO INTELIGENTE, SENSÍVEL E DIVERTIDA DA LÍNGUA PORTUGUESA COM GREGORIO DUVIVIER Livro feito a partir do espectáculo de sucesso O Céu da Língua, um encontro entre teatro, humor e literatura que já esgotou várias salas no Brasil e em Portugal, e que volta às salas portuguesas em Março. Depois do espectáculo, Gregorio Duvivier, membro da Porta dos Fundos e um dos mais importantes criadores contemporâneos de língua portuguesa, construiu o livro À Flor da Língua, uma nova forma inteligente, sensível e divertida de celebrar aquilo que nos une a capacidade de falar, de imaginar a partir das palavras e de contar histórias. Com palavras mais kiki (pontudas, divertidas) ou mais bouba (redondas, desenxabidas), entre portugueses que se esbardalham e brasileiros que se estabacam, em sambas que ganham significados ou nomes que perdem o R (como Guegóio), o actor e humorista salta de palavra em palavra com carinho e amor sinceros por cada uma delas até porque «o livro de uma vida» nasceu de uma «desconfiança em relação aos significantes» que surgiu logo com um ano de idade.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Reflexões pertinentes sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e esperança colectiva. Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do mundo actual e do talento colectivo de agir sobre ele. As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico mundial transforma-se a cada minuto obrigando as democracias a exercícios de prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais e coletivas.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: N.º 1 top de vendas internacional A vida dos endinheirados brasileiros Há um traço comum a boa parte dos endinheirados brasileiros: eles não se consideram ricos. Por mais variados que sejam os costumes, a origem e a quantidade de dinheiro, o facto é que não existe um critério absoluto para a riqueza no Brasil. Por lá, ela é relacional. Haverá sempre alguém com mais dinheiro, mais pompa, mais património, mais próximo do topo da pirâmide. Logo, os ricos são sempre os outros. Com base nessa constatação, o antropólogo Michel Alcoforado faz um mergulho no mundo das elites brasileiras e destrincha tipos facilmente reconhecíveis: o casal emergente da Barra da Tijuca que vai a Miami comprar roupas de marca; a herdeira de um banqueiro que leva uma vida longe dos holofotes na Suíça; o embaixador carioca inconformado que o Itamaraty não é o mesmo desde o aumento de vagas para a carreira diplomática. Capaz de traduzir um vasto repertório antropológico numa descrição analítica e cheia de humor, Michel Alcoforado traz para este livro a experiência acumulada de anos a atuar como «antropólogo do luxo», condição que lhe franqueou acesso aos círculos mais restritos da elite brasileira. Durante a pesquisa, ficou claro que, a partir de certo patamar, aos ricos já não interessa o tamanho da conta bancária, mas os códigos que precisam de dominar para fazer parte das altas-rodas. Exibir marcas espalhafatosas faz sentido para os emergentes empenhados em ostentar a nova posição, porém é sinal de arrivismo aos olhos de um rico tradicional, que tende a optar por roupas discretas e só reconhecíveis por quem domina o mesmo repertório. O jogo de distinção está em toda a parte: na escolha dos bairros para morar, na arquitetura e na decoração das casas, nos destinos de viagem, nos estudos e na linguagem. Coisa de Rico examina as regras desse jogo. Com verve de comunicador tarimbado, acostumado ao léxico dos podcasts e das redes sociais, Michel Alcoforado faz um diagnóstico mordaz e preciso das contradições da elite brasileira.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: O tempo reúne a família e prepara o almoço. O Arroz de Palma é um romance geracional que acompanha, numa escrita lírica e profundamente emocional, a saga de uma família de portugueses que deixa Viana do Castelo rumo ao Brasil no início do século XX. Levam consigo um punhado de arroz recolhido pela enigmática Tia Palma gesto simples que se transforma num símbolo mágico de união, prosperidade e memória. O tempo escolhe os lugares e põe a mesa. Muitas décadas depois, António, já idoso, o narrador, prepara um almoço para celebrar o centenário do casamento dos pais e revisita as histórias de quatro gerações, recordando vivências dos pais, dos irmãos, da mulher, dos filhos e dos netos, e a forma como foram vivendo alegrias e perdas, discussões e reencontros, como se foram abrasileirando e lidando com temas agitadores: traição, divórcio, a força ou a fragilidade das raízes, relações homoafetivas, casamentos interraciais, os significados do amor, o perdão. Entre o cativante realismo mágico e uma confortável poesia do quotidiano, O Arroz de Palma mostra-nos o essencial: «Família é prato difícil de preparar.»
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Uma investigação séria e apaixonante sobre a história e os usos da canábis. Um guia sobre a erva mágica. Neste livro, o neurocientista Sidarta Ribeiro apresenta uma breve história da erva milenar e descreve como os feitos humanos coletivos conseguiram domesticar uma planta de incrível versatilidade, cuja história se confunde com a da nossa espécie. Fosse cânhamo para produtos navais na Europa e teares na China ou unguento medicinal na Índia e em África, a canábis esteve sempre presente na sociedade e evoluiu connosco, elevando a qualidade de vida da humanidade. Depois de inúmeros estudos e descobertas relativas ao tratamento da epilepsia, o uso medicinal da marijuana já não é questionado pela ciência. E ainda há muito a descobrir sobre as suas potencialidades: ansiedade, depressão, Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla são algumas das doenças que podem ser se não curadas, pelo menos mitigadas com o consumo desta planta. Indicada principalmente para pessoas adultas, vai muito além das múltiplas prescrições medicinais, podendo contribuir para o bem-estar geral, também pelo seu uso recreativo. As Flores do Bem propõe um diálogo contra a desinformação, recorrendo à história, à cultura e a testemunhos pessoais, sempre com rigor científico mencionando os benefícios do uso da canábis em muitos aspetos da vida: desporto, trabalho, estudo, sexo, sono, religião, além de grande aliado da criatividade e da ampliação dos sentidos.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Todos os dias ouvimos falar sobre a União Europeia, mas nunca foi tão importante sabermos o que a ela devemos e o quanto dela precisamos. A União Europeia ocupa um lugar fundamental no nosso quotidiano. Está nas grandes decisões estratégicas e nas discussões políticas sobre o futuro do nosso país, mas também, de forma mais mundana, no que comemos e vestimos. O seu passado, porém, continua relativamente desconhecido para o público português. Com uma linguagem clara e precisa, esta obra vem suprir essa lacuna. O seu autor, através de uma investigação rigorosa e ancorada historicamente, reconstrói o percurso desta organização incontornável e sui generis, as suas crises e as suas inovações. Essencial para compreender o presente e o futuro do nosso continente
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: (Da autora do bestseller que vendeu um milhão de exemplares O Que Procuras Está na Biblioteca) Sintam-se em casa no novo de livro de Michiko Aoyama, Uma Segunda-Feira com Sabor a Matcha. Não é o dia de sorte de Miho: despertador a tocar à hora errada, ketchup vertido na manga do casaco, o Café Marble fechado Mas não. Afinal está aberto. Parece é que mudou de nome, e hoje chama-se Café Matcha. Que estranho! Lá dentro, a ementa do dia só tem duas opções: matcha forte ou matcha suave. Miho não hesita, escolhe o chá mais intenso. E aos poucos descobre que o dia afinal não está a correr assim tão mal Retomando o cenário acolhedor de Chocolate Quente às Quintas- Feiras, em Tóquio, Michiko Aoyama traz um delicado romance sobre a beleza dos relacionamentos e os laços invisíveis que nos unem. Naquelas mesas já nossas conhecidas, encontramos uma vendedora em maré de azar, uma designer de moda a recuperar do fim do noivado, uma avó que se afastou da neta Essas e outras histórias cruzam-se subtilmente à medida que as estações transformam a paisagem. O café volta a encher-se de vida, de encontros insólitos, a oferecer segundas oportunidades a todos os que ali batem à porta.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: Quando a confiança se quebra, a tentação cresce e o irmão errado pode ser o homem certo. O romance de estreia picante da estrela do Booktok. Um noivado quebrado, um desejo intenso e um amor proibido. Tudo o que sempre quis foi um amor como o dos meus pais profundo, eterno e avassalador. O tipo de amor que se vê nos filmes. Eu pensei que tinha encontrado isso com Lucas, o meu noivo. Tínhamos tudo: a casa, o gato e a promessa de um futuro incrível. Até que tudo se desmoronou. Descobri o segredo dele e não o consigo perdoar. Com o coração partido, convenci-me de que nunca voltaria a sentir nada parecido com o que eu e Lucas partilhámos. Ele era tudo para mim. Então, uma noite, encontrei o seu irmão mais novo, James. Ele é músico complicado, intenso e nada parecido com Lucas. E, ainda assim, não posso negar o que sinto quando estamos juntos. Sinto-me atraída por ele de maneiras que não consigo explicar. Abrir o meu coração a alguém tão próximo do homem que o destruiu parece ridículo. Mas é inegável, e não consigo resistir. Tentar ficar longe só piora as coisas. Eu quero-o. Estou a apaixonar-me pela única pessoa por quem não deveria. Estou a apaixonar-me pelo outro irmão. O romance de estreia da divertida estrela do TikTok. Para os fãs de O Verão em que Me Apaixonei e Daisy Jones & The Six.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 280
Sinopse: A história de uma amizade extraordinária, uma viagem ao passado para melhor compreender o presente da Europa Na Roménia comunista com o seu legado multiétnico, cuja diversidade é uma riqueza silenciada, o destino aproxima Lev um rapaz acamado de Kato, uma rapariga que gosta de desenhar e veste demasiado cedo o casaco da solidão. Kato vai ajudar Lev com a matéria das aulas, mas o que começa como um gesto imposto pela escola torna se, para ambos, uma amizade inesperada que devolve a Lev a saúde e oferece a Kato um lugar onde finalmente pode repousar. Anos depois, já adultos, os caminhos de sempre continuam a chamar por Lev, como um pássaro que não tem coragem de sair da gaiola mesmo com esta aberta, enquanto Kato voou e partiu para o Ocidente, à procura de um horizonte mais vasto. O que os une agora são apenas os postais que ela lhe envia pequenas janelas para vidas que poderiam ter sido partilhadas. Até ao dia em que chega um postal de Zurique, com uma pergunta simples e desarmante: «Quando vens?» E então reabre-se a porta para o passado, vivo, íntimo, incontornável. Este é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar se e transformar se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem até cada clareira na floresta transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Um romance sobre o que se cala, sobre o que permanece, e sobre as chaves que abrem as portas da memória e da dor. de Margarida Fonseca Santos Livro vencedor do Prémio Literário João Gaspar Simões atribuído pela Câmara da Figueira da Foz Neste livro vivem as portas que a memória não fecha. Este é um romance de vozes entrelaçadas em torno de Deolinda, a criada-menina que acompanha uma família ao longo de toda a sua vida. Como tantas crianças-mulheres da história portuguesa, foi arrancada cedo à infância para servir, crescer depressa e aprender o silêncio. Ficou, assim, inscrita na intimidade das casas e das memórias, presença discreta e indelével. À volta de Deolinda gravitam histórias marcadas pela violência dos afetos e dos tratos, atravessando famílias ricas e pobres, e deixando feridas que o tempo não apaga. O romance revela como essa violência molda destinos, contamina futuros e se perpetua, invisível, geração após geração. As três personagens encontram-se na escrita. Escritor e editora confundem-se, fundem-se, e é desse encontro que nasce a vertigem do sofrimento dita, escrita, finalmente escutada. Obra distinguida por unanimidade pelo júri do Prémio Literário João Gaspar Simões, que destacou «a qualidade da estrutura formal», «a inteligência da estratégia narrativa» e «a dimensão sociológica da obra, que problematiza a relação entre indivíduo, memória e comunidade».
