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Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 416
Sinopse: Durante nove anos, Sybil Delling serviu como Vidente na catedral de Aisling, recebendo em sonhos as revelações dos Oráculos seres sobrenaturais que lhe permitem prever desgraças antes de elas acontecerem. À medida que o fim do seu serviço se avizinha, um cavaleiro misterioso irrompe na catedral. Rodrick é rude, herético e perigosamente atraente e não demonstra qualquer respeito pelos Oráculos. Mas quando as outras Videntes começam a desaparecer, Sybil não tem alternativa senão pedir-lhe ajuda. Juntos, embarcam numa viagem por um mundo repleto de magia e segredos enterrados por deuses silenciosos. E quanto mais Sybil se aproxima da verdade, mais percebe que talvez nem os seus sonhos a possam salvar. O Cavaleiro e a Mariposa marca o início da nova duologia de Rachel Gillig. Uma história envolvente que combina mistério, romance, magia e segredos numa jornada eletrizante e viciante.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: NOVO VOLUME DA COLECÇÃO PESSOA UM DOS MAIS CÉLEBRES CONTOS DE FERNANDO PESSOA E UM DOS POUCOS TEXTOS QUE PUBLICOU AINDA EM VIDA O paradigma da ficção em prosa de Pessoa AMÂNDIO REIS O Banqueiro Anarchista é um dos poucos textos que Fernando Pessoa publicou em vida e uma das suas obras literárias mais conhecidas, lidas e reeditadas. O conto, publicado em 1922 no número inaugural da revista Contemporanea, sintetiza o sentimento generalizado de cepticismo e pessimismo, bem como um fecundo ímpeto intelectual, do modernismo português. Esta «sátira dialéctica» ou «redução ao absurdo», como o conto tem sido descrito, assenta numa premissa simples: um homem procura convencer o amigo de que é simultaneamente banqueiro e anarquista. Se a intriga é de uma notável simplicidade, a argumentação é de grande complexidade. O leitor interrogar-se-á, vezes sem conta, sobre onde reside o logro. Talvez volte a ler o conto à procura de uma falha lógica no seu silogismo. Ou talvez se deixe arrastar pelo vértice deste percurso sinuoso à beira de um abismo: os limites escorregadios da linguagem. EDIÇÃO | NICOLÁS BARBOSA COORDENADOR DA COLECÇÃO | JERÓNIMO PIZARRO «O que quer o anarchista? A liberdade a liberdade para si e para os outros, para a humanidade inteira. Quer estar livre da influencia ou da pressão das ficções sociais.»
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 408
Sinopse: Entre a vida e a morte, talvez o maior perigo seja o amor. Hart é um marechal incumbido de patrulhar os selvagens e mágicos territórios de Tanria um trabalho exigente e solitário, que lhe deixa apenas tempo para refletir sobre a sua própria solidão. Mercy tem demasiado em mãos: a saúde do pai a piorar, a responsabilidade de manter de pé a funerária da família e uma clientela que nunca lhe dá tréguas. A última coisa de que precisa é de ter de lidar com o carrancudo Hart, que parece aparecer sempre quando menos convém. Cansado da solidão, Hart decide escrever uma carta a «Um Amigo». Para sua surpresa, recebe uma resposta anónima e assim começa uma amizade curiosa... o que Hart não imagina é que está a abrir o coração à pessoa que mais o irrita: Mercy. Conseguirão eles sobreviver a esta revelação quando a verdade vier à tona? Porque, em Tanria, até o verdadeiro amor pode ser letal.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: Peste, envenenamento e homicídio... Edema, tifo e sífilis Tuberculose e parto Trinta e quatro monarcas, trinta e quatro mortes tão diversas. Muitas estão devidamente atestadas, mas de algumas mal sabemos a causa. Uns morreram no aconchego mais ou menos pacato do seu leito; outros pereceram violentamente, sob as balas de um revólver assassino ou pelo gume de espadas e outras armas. Houve quem falecesse após agonia prolongada e, ainda, quem não desse por nada. Mas, mais interessante do que ver a causa dessas mortes, foram as circunstâncias, quase sempre invulgares, que as rodearam. Este livro aborda cada uma dessas trinta e quatro mortes, contextualizando-as nas respetivas vidas e sociedades, narrando-as com pormenor, explicando-as com rigor, avaliando-as com seriedade. Afinal, uma forma muito humana de conhecer os nossos monarcas.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 280
Sinopse: Era chamado o mago do Kremlin. O enigmático Vadim Baranov foi realizador e produtor de reality shows antes de se tornar a eminência parda de Putin, conhecido como o Czar. Desde que se demitira do cargo de conselheiro do Czar, as lendas a respeito dele, em vez de se extinguirem, tinham-se multiplicado, sem que ninguém fosse capaz de separar o falso do verdadeiro. Até que, uma noite, ele confiou a sua história a o narrador deste livro. Uma narrativa que nos mergulha no coração do poder russo, onde aduladores dos poderosos e oligarcas travam uma guerra constante. E onde Vadim se tornou arquitecto de propaganda do regime, transformando um país inteiro num teatro político, no qual uma única realidade é chamada à cena: a realização dos desejos do Czar. Ao contrário de muitos outros que actuam unicamente movidos pela ambição, Vadim, arrastado para os mistérios cada vez mais escuros do sistema que ajudou a construir, fará tudo para sair. Da guerra na Chechénia à crise ucraniana, passando pelos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, O Mago do Kremlin, de Giuliano da Empoli, é o grande romance da Rússia contemporânea. Revelando os bastidores da política da era Putin, oferece ao mesmo tempo uma reflexão sublime sobre o poder.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 480
Sinopse: Tudo o que Dusty quer é refugiar-se nos livros e na sua casa na montanha... Só que há algo à sua espera nas sombras da floresta. Um encontro casual com o misterioso Will desperta uma atração diferente de tudo o que ela já sentiu. Não é apenas a conexão emocional que faz o seu coração bater mais depressa - é uma sede. Forças sombrias apoderam-se das margens do Rio Negro e Dusty precisa de decifrar o mistério, ou corre o risco de perder todos os que ama. Atmosférica, sensual e cheia de suspense, esta história mistura drama familiar, thriller e um romance slow burn envolvente com um mistério que nos mantém presos até à última página.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 272
Sinopse: Numa noite de inverno, a autora bestseller de livros policiais, Elín S. Jónsdóttir, desaparece. Não há quaisquer pistas sobre o seu desaparecimento, e cabe ao jovem inspetor Helgi Reykdal desvendar o caso antes que este chegue às mãos da imprensa. Ao entrevistar as pessoas que lhe são mais próximas - uma editora, um contabilista, uma juíza reformada - percebe que a vida de Elín não era o que parecia. Na verdade, o seu passado é ainda mais estranho do que a sua ficção. À medida que o caso da escritora de policiais desaparecida se torna mais misterioso a cada hora que passa, Helgi tem de descobrir os segredos inesperados de uma vida, antes que seja tarde demais
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 480
Sinopse: Tornar-se o braço-direito do mais aterrador vilão do reino não fazia parte dos planos de Evie Sage. Mas a verdade é que, se no início estava apenas a candidatar-se a um cargo que prometia «pouca papelada e uma ou outra decapitação», passado pouco tempo já se encontrava totalmente imersa num caos de magia e de conspirações de assassinato e a sofrer de uma paixoneta completamente imprópria pelo seu chefe meditabundo e demasiado atraente. Agora, com o desenvolvimento de uma profecia mágica, o aparecimento de assassinos na sala de descanso e uma quantidade muito suspeita de sapos a ostentar coroas, Evie tem de perceber como sobreviver ao seu emprego sem pegar fogo ao reino - nem à sua dignidade, presa por um fi o incrivelmente sarcástico. Ser cúmplice do mal nunca fez parte do plano a cinco anos. Mas apaixonar-se pelo Vilão também não
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 504
Sinopse: COMO USAR ESTE ORÁCULO QUE NÃO QUER SABER DE TI PARA NADA 1. Inspira fundo. Imagina unicórnios fofinhos a correr por prados verdejantes e a espalhar poias mágicas. 2. Expira (senão morres). 3. Formula a tua pergunta. Podes gritá-la, para o Universo perceber a tua desgraça. 4. Encosta os dedos à lombada (de preferência lavados) e sente o chamamento. «Manel Maneeeeel...» 5. Abre a página que te chamou. Tens aí a resposta para a pergunta idiota que fizeste. 6. Não tens de quê. SE ESPERAVAS MOTIVAÇÃO, AZAR. HOJE, VAI CORRER MAL. AMANHÃ, TAMBÉM.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 368
Sinopse: A paixão da tua infância tornou-se uma estrela de cinema. E agora vai interpretar o papel principal numa história que não sabe que escreveste sobre ele. Jason Thorn é um nome que toda a gente reconhece. Um ator famoso, com uma mansão, carros de luxo e reputação de mau rapaz a condizer. Mas a Olive conhece-o como o amigo de infância do irmão e o rapaz que lhe partiu o coração. Anos mais tarde, deveria ser fácil evitá-lo - mesmo que seja impossível ignorá-lo. Até que o primeiro romance da Olive se torna, de repente, um bestseller, e são vendidos os seus direitos para o cinema. Em pouco tempo, ela está sentada frente a frente com uma equipa de executivos e com o próprio Jason Thorn. O Jason mal regressara à vida da Olive e já ela se via a dar voltas pela cidade no carro da estrela de Hollywood e - inexplicavelmente - a aceitar participar num plano de namoro fictício para restaurar a reputação dele.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 584
Sinopse: As quase três décadas de relacionamento entre a polícia política da ditadura portuguesa, entre 1945 e 1975, com os seus vários nomes de PIDE e DGS, e as polícias e serviços secretos de países ocidentais durante a Guerra Fria permitem retirar uma conclusão central. Ainda que vigorasse em Portugal uma ditadura colonial, tal não impediu que, no âmbito da NATO e da Interpol, as polícias e serviços secretos de informação de países «ocidentais» e democráticos colaborassem com a PIDE/DGS e trocassem informações entre si. A PIDE e depois a DGS era, tal como o KGB soviético, uma polícia que «zelava» pela segurança interna e externa do Estado. Nesta última qualidade, relacionou-se com a CIA norte-americana, a Seguridad espanhola, o BND alemão, bem como com os serviços policiais e de informação europeus e dos países da NATO, nomeadamente de França, da Bélgica e dos Países Baixos.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 96
Sinopse: Acordo do embalo de contos já olvidados, Penso então nos meus dias de pequenino, Os sinos dobram e, em sapatos prateados, Avança pela noite alva o Jesus Menino. Para o poeta Hermann Hesse, o Natal está sobretudo associado às memórias da infância. Mas, à medida que foi envelhecendo, Hesse começou, progressivamente, a distanciar-se do sentimentalismo comercial e pagão que passou a dominar a «festa do amor». As reflexões e os poemas sobre esta celebração reunidos neste pequeno livro, na sua maioria organizados pela ordem cronológica do seu surgimento, traduzem uma dicotomia de reverência e distanciamento trocista sobre esta «festa sempre maravilhosa, apesar de toda a vertigem». Ilustrado com aguarelas do autor.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 176
Sinopse: Depois da morte da mãe e com um pai quase sempre ausente, o pequeno Péter Simon é confiado aos avós. Os seus dias são passados a brincar aos pais e às mães com Gábor e Éva, os filhos dos vizinhos, no labiríntico jardim da casa do lado ou a ouvir as histórias que o avô lhe conta retiradas da Bíblia, do Talmude ou da imaginação. Aos seus olhos, o mundo misterioso dos adultos vai assumindo contornos irreais, à medida que imagens dolorosas e incompreensíveis se sucedem: a condenação do pai por traição, a morte dos avós, o desaparecimento inesperado dos vizinhos ou o seu ingresso numa instituição para filhos desviados do regime. Escrito em 1972, mas apenas publicado cinco anos depois, devido à censura do regime estalinista de Kádár, O Fim de um Romance Familiar é uma das obras mais famosas de Péter Nádas que o confirmou como um dos nomes cimeiros da literatura europeia.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 376
Sinopse: Do inventor da World Wide Web, eis toda a verdade por detrás da invenção mais influente do mundo moderno. Neste livro, Berners-Lee, reconhecido mundialmente com distinções como o Prémio Turing («Nobel» da Computação) e condecorado pela Rainha Isabel II, revela a história íntima e envolvente por trás da ferramenta que nos transformou na primeira espécie digital. Através de memórias pessoais pontuadas por anedotas e reflexões divertidas, recorda a génese da sua ideia espantosa no CERN, o seu objetivo inicial de fomentar a criatividade e colaboração universais, e como a Web, ao crescer, libertou também forças poderosas que hoje ameaçam a verdade, a privacidade e polarizam o debate público. Num momento em que o rápido desenvolvimento da inteligência artificial traz novos riscos e possibilidades, Isto É para Todos não é apenas a história fascinante da Internet, mas um guia essencial para as decisões que, como sociedade digital, enfrentamos. Berners-Lee apresenta um apelo urgente e uma proposta concreta de como podemos (e devemos) reengenhar as nossas vidas digitais para priorizar o florescimento humano, resgatando a promessa original da Web em vez de a deixar ser dominada pelo lucro e pelo poder. Uma leitura indispensável para qualquer pessoa que viva na era digital e se preocupe com o seu futuro, diretamente do homem que a tornou possível e que, ao contrário dos tecnólogos comuns, notavelmente partilhou a sua criação com o mundo sem qualquer recompensa comercial.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: O narrador, um jovem professor primário, está apaixonado por Sumire, uma rebelde que conheceu na universidade. Um dia, num casamento, Sumire conhece Miu, uma mulher fascinante e misteriosa, de meia-idade, por quem se apaixona loucamente, acabando por se transformar na sua secretária. Partem para a Europa, numa busca que as empurra para uma estranha e mútua descoberta, e também para um desenlace assombrado. Ensaio sobre o desejo humano e a especulação sobre o destino, o livro de Haruki Murakami é um exuberante exemplo da arte de um dos mais importantes escritores do Japão contemporâneo.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 272
Sinopse: Um Novo Mistério de Poirot O DETETIVE MAIS FAMOSO DO MUNDO ESTÁ DE VOLTA COM UM NOVO MISTÉRIO. Véspera de Ano Novo, 1932. Hercule Poirot e o Inspetor Edward Catchpool chegam à pequena ilha grega de Lamperos para celebrar a época festiva com um grupo de amigos bastante peculiar. Logo após o jantar, porém, uma atmosfera sombria abate-se sobre este refúgio paradisíaco. Os convivas estão divertidos com o jogo das resoluções de Ano Novo quando um dos papelinhos revela uma resolução sinistra: alguém no grupo está decidido a executar a última e a primeira morte do ano. Horas depois, um dos habitantes da casa é encontrado morto no terraço O mais famoso detetive de todos os tempos dá as boas-vindas ao Ano Novo com uma arrepiante investigação neste novo mistério festivo de Sophie Hannah.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 512
Sinopse: Hoje, a tecnologia ultrapassou a religião como influência dominante na vida e na comunidade do século XXI. Nesta obra, Greg M. Epstein, o influente capelão humanista da Universidade de Harvard e do MIT, explica-nos o que significa ter um pensamento crítico em relação a esta nova fé. O autor formula perguntas que colocam a humanidade no centro da tecnologia: quem beneficia de uma fé acrítica na tecnologia? Como podemos remediar os problemas gerados pela tecnologia sem desaproveitar os seus benefícios? Mostrando como o ceticismo esteve sempre ao serviço da humanidade, Epstein evoca os apóstatas, heréticos, místicos, videntes e denunciantes que corporizam a reforma da tecnologia de que desesperadamente precisamos.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 232
Sinopse: Quase vinte anos depois do confronto entre Fern e Alice, na Cornualha, a segunda continua a viver em Arberness, ao passo que Fern encontrou um refúgio certo numa aldeola francesa. Focadas no bem-estar das respetivas filhas, as duas mulheres têm, no entanto, relacionamentos muito diferentes com elas: enquanto Alice, sozinha, luta para conseguir que Evelyn sequer se digne a falar-lhe, Fern construiu uma família amorosa com Cecilia e Pierre, o novo médico com quem casou. Mas a chegada das duas jovens à idade adulta faz com que novos caminhos se abram, e a teia de mentiras e enganos que Fern urde há duas décadas acabará por colapsar.
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 400
Sinopse: O número de mulheres combatentes no Exército Vermelho chegou quase a um milhão, mas a sua história nunca foi contada. Este livro apresenta testemunhos de mais de duzentas jovens russas que passaram de filhas, mães, irmãs e noivas a atiradoras, condutoras de tanques ou enfermeiras em hospitais de campanha. O seu relato não é uma história de combates, de vencedores ou de derrotados, de heróis e de proezas incríveis ou de generais; «a guerra feminina tem as suas cores, os seus cheiros, a sua iluminação e o seu espaço de sentimentos. Tem as suas palavras. Lá não são só elas, as pessoas, a sofrer, mas também a terra, os pássaros, as árvores». Em que pensavam? De que tinham medo? Como foi aprender a matar? É sobre isto que estas mulheres falam, mostrando uma faceta do conflito que a história, a ideologia, a «voz masculina», procurou apagar. A Guerra não Tem Rosto de Mulher, a marcante obra de estreia de Svetlana Alexievich, foi originalmente publicada em 1985, depois de quatro anos de pesquisa e entrevistas. Esta edição corresponde ao texto fixado em 2002, quando a autora, que se considera uma «historiadora de almas», reescreveu o livro e incluiu novos excertos com uma força que, até então, a censura não lhe tinha permitido mostrar. Tradução do russo por Galina Mitrakhovich
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 160
Sinopse: Na Casa dos Clavell, escondida nas altas montanhas dos Pirenéus catalães num lugar povoado por caçadores de lobos, bandidos, fantasmas, bruxas e demónios, a velha Bernadeta, cuja idade já ninguém sabe precisar, aguarda na cama a hora da sua morte. Uma roda de mulheres «sujas e desabridas, grotescas e ordinárias» prepara a festa para a receber. São as mulheres já mortas da sua família, almas condenadas, desde que Joana, a primeira da linhagem, fez e desfez um pacto com o diabo para arranjar marido - um homem inteiro e herdeiro. Enquanto o Sol nasce e se põe novamente, desfia-se o passar dos séculos e dos acontecimentos presentes e remotos, visíveis e invisíveis. Romance exuberante e magnético, inspirado na História, na geografia, nas tradições e no folclore da Catalunha, Dei-te Olhos e Viste as Trevas molda, com humor e ousadia, um lugar ancestral, caprichoso, inóspito; um purgatório para as almas femininas.
Edição: Jun 2025
Nº Páginas: 464
Sinopse: «Talvez Deus se juntasse a nós mais tarde, quando ficasse convencido de que estávamos do lado dos vencedores. Então, o Céu aprovaria uma lei sobre os direitos civis e todos os anjos seriam iguais e todos os filhos de Deus teriam sapatos.» Nova Iorque, 1960. No auge da sua carreira, aos 39 anos, o ator Leo Proudhammer sofre um ataque cardíaco em palco. Enquanto flutua entre a vida e a morte, desfilam, diante do leitor, as escolhas que o tornaram invejavelmente famoso e também terrivelmente vulnerável. Entre a infância nas ruas do Harlem e a chegada ao inebriante mundo do teatro, corre um deserto de desejo e perda, vergonha e raiva. De um lado, há a memória de Caleb, irmão mais velho adorado que sucumbiu na prisão. Do outro, uma vida amorosa complexa, os afetos de Leo divididos entre Barbara King, uma mulher branca com quem partilha o palco, e Black Christopher, um rapaz negro orgulhoso, ambos exigindo a sua lealdade incondicional. Avassaladora no dilema que apresenta e extravagante na intensidade dos sentimentos que a inflamam, Diz-me há quanto tempo partiu o comboio é uma obra fundamental da literatura norte-americana, talvez o romance mais terno de James Baldwin, e a sua personagem, a mais marcante: um homem em busca de si mesmo, tentando fazer as pazes com as suas muitas identidades. E com as marcas do amor, que «quase ninguém consegue suportar».
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: A dolorosa perda da mãe, um amante violento, as origens longínquas que seduzem como sereias. Estes são os temas deste romance de Tatiana Salem Levy, história de uma mulher do Rio de Janeiro, nascida em Lisboa e descendente de judeus sefarditas, cujo avô, antes de morrer, lhe dá a chave da sua antiga casa em Esmirna, na Turquia. Incitada a partir, a protagonista embarca numa peregrinação, numa jornada íntima de redescoberta das suas raízes e de reinvenção de si própria, porque esta mulher não é apenas uma mas muitas, é memória, dor e silêncio. Obra polifónica de cariz autobiográfico, que se insere na linhagem literária de Marguerite Duras, Virginia Woolf ou Clarice Lispector, A Chave de Casa, romance de estreia galardoado com o Prémio São Paulo de Literatura, consagrou Tatiana Salem Levy como uma das vozes mais singulares da literatura brasileira contemporânea. Há muito esgotado em Portugal, conhece agora uma nova edição revista pela autora.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 280
Sinopse: Uma reflexão necessária e urgente sobre a forma como o ambiente digital está a transformar as nossas vidas e a nossa relação com a leitura. Nenhum filósofo contemporâneo tem hoje tanta influência como um algoritmo. Somos a primeira geração de gente a quem é exigido que faça prova de pertencer à espécie humana. Por isso temos de declarar, frente a um computador, «não sou um robô». Já somos seres digitais. Que influência tem isso na nossa percepção da realidade? Que derivas políticas podem resultar desta revolução tecnológica? Qual o papel do livro e da leitura nesta nova era? Juan Villoro colocanos frente a questões como estas numa deambulação reflexiva em que se implica pessoalmente, implicandonos a todos.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 264
Sinopse: O Manifesto dos 50 foi lançado em maio de 2024, como apelo a um sobressalto cívico em favor da reforma da Justiça. Reuniu simbolicamente 50 nomes nos 50 anos do 25 de Abril. Congrega pessoas com diferentes experiências de serviço público, como antigos presidentes do Parlamento e do Tribunal Constitucional, ministros, provedores de Justiça, deputados, autarcas, dirigentes de fundações e outras organizações da sociedade civil, bem como dezenas e dezenas de profissionais das mais diversas áreas, como professores universitários, designadamente de Direito, advogados, jornalistas, economistas e gestores, artistas e escritores, cientistas. Este livro reúne escritos de participantes deste movimento cívico, coligidos pelos promotores do Manifesto dos 50, Augusto Santos Silva, Daniel Proença de Carvalho, David Justino, Eduardo Ferro Rodrigues, Maria Manuel Leitão Marques, Mónica Quintela, Maria de Lurdes Rodrigues, Paulo Mota Pinto, Rui Rio, Vital Moreira. Uma obra de leitura obrigatória para todos os que se preocupam com o estado deste pilar fundamental do Estado de direito, que é a Justiça.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 416
Sinopse: São coisas estranhas, os segredos. Todos temos segredos. Somos os seus guardiões ou os que deles são mantidos à parte. Ronan Lynch vivia rodeado por todos os tipos de segredos. Blue Sargent e os rapazes corvos Gansey, Adam, Noah e Ronan , continuam na sua aventura épica em busca do lendário rei galês Glendower. Mas agora, a linha ley, uma corrente de energia que podia guiá-los, está a enfraquecer; e a mística floresta Cabeswater, antes um refúgio e uma fonte de poder, desapareceu misteriosamente, expondo e desorientando Blue e os rapazes corvos. Ao mesmo tempo, a obsessão do enigmático Homem Cinzento pelo Greywaren, um artefacto com o poder de extrair objetos dos sonhos, aumenta os perigos, sobretudo para Ronan Lynch, o problemático rapaz com a habilidade de extrair objetos dos seus sonhos para a realidade um segredo que esconde dos outros, embora haja segredos que esconda de si mesmo... Blue e os rapazes têm de arriscar tudo para sobreviver e descobrir a verdade por detrás do desaparecimento da floresta, do poder do Greywaren e do papel de Ronan nesta teia de mistérios. Uma jornada que é uma perfeita prova de amizade, coragem e sacrifício contra forças sobrenaturais e contra os próprios destinos.
Edição: Mar 2025
Nº Páginas: 200
Sinopse: Provavelmente, muitos portugueses associam o nome de Elvira Fortunato ao cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que desempenhou entre 2022 e 2024. Mas a Professora Elvira Fortunato é, acima de tudo, uma mulher dedicada à investigação e à ciência, à inovação e à procura constante de soluções e de aplicações para as descobertas que vai desenvolvendo com as equipas que lidera. É pioneira mundial na eletrónica de papel, sendo a criadora do transístor de papel, e especialista em transístores, memórias, baterias, ecrãs transparentes, antenas e painéis solares leves, flexíveis e portáteis. Sendo amplamente reconhecida pelos seus pares à escala mundial, falta, talvez, dar a conhecer o seu trabalho aos portugueses. Por tudo o que já alcançou, chegou a altura de escrever a sua história. Num estilo direto, contando com o testemunho de quem com ela convive e trabalha, o jornalista Virgílio Azevedo conta-nos esta história de sucesso que pode ser inspiradora para os jovens, em especial as jovens estudantes, e para as mulheres em geral apostarem na carreira científica. Elvira Fortunato é a prova de que uma mulher em Portugal pode alcançar uma carreira científica brilhante, mesmo em áreas como a microeletrónica, em que o nosso país estava pouco desenvolvido. E é também um caso exemplar de uma menina nascida numa família modesta que conseguiu chegar muito longe em termos profissionais e sociais. Como a própria Elvira Fortunato afirma com frequência: «Nunca digam que é impossível!»
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 392
Sinopse: VENCEDOR 2023 BEST INDIE BOOK AWARD FINALISTA DO INDEPENDENT PUBLISHER BOOK AWARDS 2024 SELEÇÃO PRÉMIO VCU CABELL FIRST NOVELIST AWARD Um romance tocante e repleto de nuances, que traça o destino de três homens surpreendidos por uma rusga policial num bar clandestino de Nova Iorque nos anos 60. Roger é um banqueiro de Wall Street e um homem de família com um segredo muito bem guardado. Quando se vê confrontado com o alarido e o brilho das lanternas policiais, a vida que ele tão cuidadosamente criou ao longo dos anos um escritório com vista para a Broadway, uma casa em Beechmont Woods, uma mulher e dois filhos está prestes a desmoronar-se. Julian, professor de literatura na Universidade de Columbia, vive uma vida tranquila até à sua primeira relação séria, que o leva ao limite. Como poderá ele explicar ao seu amante, Gus, um jovem artista destemido, que não pode estar com ele no fim de semana porque tecnicamente ainda está comprometido e a sua noiva vem de visita? Mas, quando Gus é ferozmente atingido pela polícia na mesma rusga policial, Julian esquece tudo para ir em seu auxílio, mesmo que isso signifique deitar tudo a perder. Para Danny, um despreocupado e atrevido católico irlandês que vive no Bronx, a rusga policial é um momento galvânico de máxima exaltação. O rapaz pouco tem a perder, já que a família acabou de o deserdar, mas assim que o seu nome aparece no jornal associado à obscuridade dos bares gay, é despedido do seu emprego como gerente de supermercado. É aqui que se dá o início da sua viagem descendente de promessas e juras de vingança. Com um ritmo acelerado e totalmente absorvente, Cahill mantém-nos ansiosos por saber o que vem a seguir, conduzindo o leitor a uma tensão crescente, confinada aos limites do medo, do amor e da vergonha. «UMA PROSA EXTRAVAGANTE E SEDUTORA. UM TRIUNFO ABSOLUTO!» Amber Dermont «A NOVA IORQUE DE MEADOS DO SÉCULO XX NUNCA FOI TÃO ASSUSTADORA NEM TÃO BELA.» Benjamin Nugent
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 224
Sinopse: Um mistério irresistível inspirado em Sherlock Holmes ideal para fãs de Freida McFadden, Nita Prose e Richard Osman. Londres, 1932. Uma jovem criada é despedida e desaparece sem deixar rasto. Sem saber a quem recorrer, a família da rapariga escreve ao único homem que acredita ser capaz de ajudar: Sherlock Holmes. Infelizmente, Holmes é apenas uma personagem de ficção. Contudo, uma resposta inesperada chega do número 221B de Baker Street. Harriet White sabe que responder à carta pode colocá-la em apuros, mas a curiosidade é mais forte do que o medo. Depois de rejeitar os avanços do seu chefe, Harriet foi despromovida para o departamento de correspondência da instituição bancária onde trabalha. A sua tarefa? Responder mecanicamente às cartas destinadas ao famoso detetive com a mesma mensagem: «O Sr. Holmes aposentou-se.» No entanto, esta carta, que descreve o desaparecimento de uma jovem criada em circunstâncias suspeitas, desperta algo em Harriet. Guiada pela sua paixão pelos contos de Conan Doyle, ela decide assumir o papel de assistente de Sherlock Holmes e investigar o caso. Com coragem, inteligência e apenas os seus instintos a ajudá-la, Harriet mergulha num mundo de mistérios perigosos. Mas conseguirá encontrar a verdade antes que o preço a pagar seja demasiado elevado? Pleno de suspense, humor e reviravoltas inesperadas, O Mistério da Criada é uma aventura brilhante e emocionante com uma heroína inesquecível no centro da ação.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 120
Sinopse: Bohumil Hrabal dividia o tempo entre Praga e uma casa de campo que elegeu como refúgio, em Kersko. Era aí que escrevia e foi aí que passou a cuidar de uma colónia de gatos selvagens. A relação do escritor com os gatos foi-se tornando progressivamente mais profunda e complexa. Todos os Meus Gatos é o relato perturbante do encontro do autor com a natureza, e de uma necessidade de redenção que assume formas improváveis e que pode chegar sem aviso prévio. Escrito em 1983, depois um grave acidente de viação, este é um livro confessional e comovente; o mais pessoal deste notável autor checo.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 208
Sinopse: Um escritor parte para Goa à procura de uma lenda o comandante Maciel, de seu verdadeiro nome Plácido Afonso Domingo, antigo comandante de guerrilhas, em Angola, ou, segundo outras versões, um agente infiltrado da polícia política portuguesa. O que encontra é uma lenda maior, e muitíssimo mais fascinante. Um Estranho em Goa é o roteiro de um território antiquíssimo, onde a realidade e a magia se passeiam de mãos dadas. «O Diabo nunca anda muito longe do Paraíso» lembra uma das personagens. Neste maravilhoso romance que é, também, uma biografia do Diabo , ele pode estar em toda a parte. O que une, afinal, um traficante de relíquias religiosas, uma bela e misteriosa historiadora de arte, especializada na recuperação de livros antigos, e um sedutor empresário neopagão? E quem é Plácido Domingo? «Tal como o escritor português Fernando Pessoa e o argentino Jorge Luis Borges, o escritor luso-angolano José Eduardo Agualusa é um malandro literário que deslumbra com as suas criações ficcionais artificiais. Agualusa é um mestre na estrutura de géneros variados e diverte-se muito ao passar do romance de espionagem à narrativa pastoral ou à reflexão interior porque o seu coração está profundamente comprometido com as suas personagens, e a história de cada indivíduo fica gravada no leitor para nos fazer reconsiderar a nossa capacidade de empatia e compreensão.» Minneapolis Star Tribune «Um mestre contador de histórias. É uma homenagem à narrativa de Agualusa que a redenção agridoce encontrada pelas suas personagens pareça autêntica; ele e elas mereceram-na.» Washington Review of Books «Cada página está repleta de imaginação.» The Irish Independent «Engenhoso, consistentemente tenso e espirituoso.» The Times Literary Supplement «Uma obra de feroz originalidade.» The Independent
