1636 produtos
Ordenar por:
1636 produtos
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: Uma história da vida noturna de Imogen Willetts Prefácio de Pedro Boucherie Mendes Há apenas quatro séculos, a música, a moda, o sexo, a arte e o álcool fundiram-se, pela primeira vez, para dar origem àquilo a que hoje chamamos vida noturna. Tudo começou por mais improvável que pareça numa zona pantanosa do Japão, nos arredores de Edo, atual Tóquio. Este antro de hedonismo e devassidão tornou-se um viveiro de novas ideias. Desde então, o mundo mudou drasticamente mas a vida noturna tem permanecido na vanguarda da inovação cultural. Sair à Noite é a história dessas noites. Quem inventou o jazz? Porque foi Detroit o berço do techno? O que se seguia ao crepúsculo na Paris dos anos vinte? De que nos privamos quando trocamos a luz da lua pelo brilho do ecrã? Percorrendo os últimos séculos e continentes, Imogen Willetts guia-nos pelos bastidores das noites mais desenfreadas da História.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 364
Sinopse: 25 de Novembro de 1975 50 Anos Depois inclui textos escritos por 18 atores e investigadores, a maioria conhecidos do público em geral. Os textos foram pensados e elaborados na sequência de conferências- debate organizadas pela Comissão para as comemorações dos 50 anos desta efeméride, liderada pelo Tenente-General Alípio Tomé Pinto. As conferências-debate tiveram lugar em diferentes cidades de Portugal, direta ou indiretamente ligadas ao 25 de Novembro de 1975, e o fruto da experiência, da investigação e das reflexões dos conferencistas está expresso nestas páginas. É o seu contributo e da Comissão para a divulgação, junto dos investigadores, professores, alunos e demais interessados, deste acontecimento que marcou, e continua a marcar, a História recente de Portugal. Cinquenta anos depois, a visão dos diferentes atores que contribuíram para consolidar a Democracia em Portugal é menos ideológica e mais inclusiva. Por outro lado, a visão dos investigadores sobre temas menos estudados
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 480
Sinopse: As Guerras Fernandinas constituem um dos períodos mais decisivos e menos estudados da História medieval portuguesa. Travadas entre 1369 e 1382, num contexto marcado pela Grande Crise do século XIV e pela Guerra dos Cem Anos, estas campanhas colocaram Portugal no centro de um conflito europeu que redeniu fronteiras, alianças e equilíbrios de poder. Neste livro, o historiador Miguel Gomes Martins oferece uma análise militar das guerras conduzidas pelo rei D. Fernando, acompanhando a preparação dos exércitos, os caminhos da guerra, as invasões castelhanas, as batalhas, as tréguas e as complexas negociações de paz. Através de uma leitura crítica das fontes e do diálogo com a historiograa mais recente, o autor questiona interpretações tradicionais e revisita o reinado de um monarca frequentemente julgado à luz dos acontecimentos que se seguiram. Um estudo rigoroso e acessível sobre um capítulo fundamental da História de Portugal. Indispensável para compreender as origens da crise de 1383-
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 544
Sinopse: O Médio Oriente foi, desde sempre, berço de religiões, cobiça de impérios, palco de con itos, fonte de radicalismos e epicentro de um mundo em permanente convulsão. Nenhuma outra região exerce um domínio tão forte sobre o nosso imaginário, nem revela uma capacidade tão grande para desencadear o caos. E, no entanto, poucos conhecem a sua verdadeira história; menos ainda compreendem a sua diversidade e o seu cosmopolitismo, a sua complexidade e as profundas ligações que unem os seus povos e países. Em O Caldeirão, Simon Sebag Monte ore apresenta uma história nova e singular de toda a região, em toda a sua diversidade, desde 1900 até aos nossos dias. Numa viagem extraordinária que nos conduz do sultanato otomano à presidência de Trump, de Marrocos ao Irão, este livro oferece um panorama fascinante de fé e fanatismo, criatividade e tolerância, ditadura e democracia, dando vida a um extraordinário elenco de reis, guerreiros, poetas, terroristas e paci cadores. Esta é a história essencial d
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 416
Sinopse: A história de uma tradição reprimida de pensadores judeus que se opuseram ao sionismo. Em Antissionismo: uma história judaica, Benjamin Moser revela uma tradição silenciada que influenciou o pensamento judaico ao longo de gerações. Através de uma galeria de artistas, rabinos, poetas, advogados, ativistas, jornalistas e políticos de todo o mundo, Moser traça a trajetória de dissidentes judeus que pagaram com censura, exílio e morte a denúncia das implicações morais e políticas do sionismo. As vidas aqui descritas compõem uma narrativa global e abrangente que desmantela um mito poderoso: o da equivalência entre antissionismo e antissemitismo. Atravessando continentes e séculos, estas vozes divergem profundamente em crenças e origens, mas convergem no alerta comum sobre as consequências de um projeto nacionalista alicerçado na exclusão. A obra de Moser restaura a verdadeira dimensão e profundidade da imaginação ética judaica, afirmando que o judaísmo é mais antigo e mais vasto do que qualquer projeto político específico. Lúcido, incisivo e profundamente humano, Antissionismo consolida a posição de Moser como um dos escritores judeus mais importantes da atualidade.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: CHEGOU COMO HÓSPEDE, PARTIU COMO AMIGA. Quénia, maio de 1923. Da varanda da sua quinta, Karen Blixen, também conhecida por Tanne, contempla a deslumbrante paisagem e pensa em Denys, o homem que ama. Já estão separados há vários meses e a distância pesa-lhe cada vez mais. Na sua plantação de café vivem cerca de duzentas famílias, a casa está cheia do riso das crianças e, todos os dias, chegam pessoas à sua clínica improvisada em busca de ajuda. Quando um acidente quase termina em tragédia porque um jovem, que não sabe ler, confunde dois medicamentos, Tanne toma uma decisão: criar uma escola na quinta, para que as crianças tenham a possibilidade de construir um futuro diferente. A decisão, porém, desperta fortes resistências. Tanne encontra oposição e incompreensão, mas recusa-se a desistir. Está determinada a proteger aqueles que se tornaram parte da sua vida e a defender o lugar que aprendeu a amar como se fosse seu. Entre o amor por Denys, a dedicação às famílias que vivem na sua propriedade e a ligação cada vez mais profunda àquela terra, Karen Blixen começa a construir a história que a acompanhará para sempre. Inspirado em factos reais, este é o retrato de uma mulher extraordinária, da sua paixão por África e de uma experiência que viria a dar origem a África Minha, a obra que a tornou mundialmente célebre.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Uma análise brilhante da forma como estas pensadoras do século XX repensaram a liberdade e a justiça e como revolucionaram os fundamentos do pensamento político moderno. Numa perspicaz viagem histórica e filosófica, evidencia uma tradição intelectual que nos revela não apenas a capacidade das mulheres para o pensamento político, mas também o seu impacto na filosofia moderna. Mariana Dimópulos guia-nos pela vida e obra de sete pensadoras fundamentais do século XX que, tanto pelas suas experiências pessoais como pelo seu compromisso político e intelectual, fizeram ouvir a sua voz para questionar as formas de poder e os conceitos universais tradicionais. Combinando história, biografia e filosofia, revela-nos as contribuições decisivas destas mulheres que transformaram a filosofia política da sua época e apresenta-nos novos caminhos de reflexão sobre o presente. «Tão original quanto profunda, tão acessível quanto inspiradora, esta obra corajosa é, por si só, um sinal de esperança em tem
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: Como pôde um camponês quase analfabeto da Sibéria determinar o destino do mundo? Quando a Imperatriz Viúva da Rússia estava grávida do futuro czar Nicolau II, sonhou que um dia um camponês mataria o seu filho. A ideia aterrorizava-a, e pelo resto dos seus dias viveu sob o peso da profecia. Será que esta se tornou realidade com a chegada à corte de um misterioso mujique quase analfabeto da Sibéria, Grigory Rasputin? Neste retrato extraordinário de uma personagem enigmática, Antony Beevor aproxima os leitores da escandalosa vida de Rasputin e da sua morte. Embora não tivesse um cargo oficial na corte, o domínio de Rasputin sobre os Romanov tornou-se lendário. Acerca dele circulavam relatos exagerados de corrupção política e financeira, já para não falar das histórias da sua devassidão com a Imperatriz e até com as filhas dela. As consequências dos rumores e das teorias da conspiração foram devastadoras: quando a Revolução de Fevereiro eclodiu em 1917, quase nenhuma espada foi leva
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 466
Sinopse: Quem desconfiaria do discreto vizinho canadiano, do executivo afável, da agente imobiliária de sorriso fácil? Enquanto o Ocidente vigiava diplomatas e pessoal das embaixadas, Moscovo treinou ao longo de décadas cidadãos comuns para os tornar ocidentais perfeitos. Espiões sem rasto infiltraram-se numa sociedade estrangeira e ali construíam, ao longo de décadas, uma vida inteiramente falsa. Shaun Walker reconstitui um século deste programa de espionagem russo: dos primeiros clandestinos bolcheviques às purgas de Estaline, da Guerra Fria à invasão da Ucrânia por Putin. Uma história fascinante de lealdade e traição, e uma análise reveladora de como ela moldou tanto a Rússia como o Ocidente.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: Uma abordagem inovadora sobre a história do primeiro e um dos maiores impérios do mundo. Em O Império Português, o prestigiado Russell-Wood apresenta uma perspetiva inovadora centrada no mivimento de pessoas, bens e ideias que marcou os quatro séculos de expansão portuguesa.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: Lisboa, década de 1930, o Estado Novo está a nascer. As obras sucedem-se, dando à cidade uma dinâmica incomum. É o tempo de Duarte Pacheco, autarca, ministro, homem de ação, que renovou a cidade com equipamentos que faltavam. É o tempo de António Ferro e da Política do Espírito, forjadora de uma visão segundo os ditames do Estado Novo.
Nº Páginas: 416
Sinopse: Cosme é um velho desmemoriado, à deriva no tempo: o filho de colonos em Luanda, o alferes debaixo de fogo nas Terras do Fim do Mundo, o retornado na Lisboa revolucionária. Mouzinho, antigo guerrilheiro angolano, julga-se um homem resolvido, coleciona citações e ensina aos mais novos que a guerra colonial também foi de libertação. Cosme é branco. Mouzinho, negro. Em tempos amigos de infância e adolescentes apaixonados pela mesma mulher, vivem em lados opostos de uma mesma história de violência: o colonialismo, a guerra, a descolonização. Uma saga que reconfigurou vidas, famílias e sonhos; o fim de um império que, sendo ferida, ainda não é cicatriz. Depois de Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora), Hugo Gonçalves traz-nos um romance notável sobre a vida colonial e o seu colapso, desmistificando o passado na tentativa de questionar o presente.
Nº Páginas: 582
Sinopse:
Inspirado em testemunhos reais, No Tempo dos Girassóis oferece uma visão vívida e detalhada da experiência da Guerra Civil, desde as plantações bárbaras e desumanas, a uma cidade de Nova York devastada pela guerra e aos horrores do campo de batalha. É uma história arrebatadora de mulheres presas num país à beira do colapso, numa sociedade às voltas com o nacionalismo e a crueldade racial. Georgeanna «Georgy» Woolsey destoa do mundo das festas luxuosas e segue sua paixão pela enfermagem. No sul Jemma vive como escrava, mas a chegada do exército da União dá-lhe uma rara oportunidade de fuga. Mas se decidir fazê-lo, irá abandonar a família que tanto ama.
Nº Páginas: 544
Sinopse:
No Dia de Todos os Santos, em 1755, um sismo abalou a terra, desde o fundo do oceano Atlântico até às costas ibérica e africana. No caminho estava Lisboa, então uma das cidades mais ricas do mundo e capital de um vasto império. Em minutos, parte da cidade transformou-se em ruínas. Mas isto foi apenas o começo. Meia hora depois, um maremoto originado pelo terramoto atingiu o litoral português, provocando uma enchente no rio Tejo, arrastando milhares de pessoas para o mar. No final do dia, ondas gigantes haviam feito vítimas em quatro continentes. Completando a destruição, uma tempestade de fogo engoliu quase tudo o que restava da cidade, atingindo os sobreviventes com temperaturas que excederam os 1000ºC. As chamas prolongaram-se por várias semanas. Tendo por base novas fontes, as últimas descobertas científicas e um profundo conhecimento da história da Europa, Mark Molesky dá-nos um relato do Grande Desastre de Lisboa e do seu impacto no Ocidente, em que se inclui a descrição do primeiro movimento de ajuda humanitária mundial, do aparecimento de uma ditadura em Portugal (que, apesar de tudo, serviu para modernizar o país) e do efeito da catástrofe no Iluminismo europeu. Muito mais do que uma crónica sobre destruição, "O Abismo de Fogo" é um emocionante drama humano onde surgem personagens inesquecíveis, como o marquês de Pombal, que encontra no caos o caminho para o poder, ou Gabriel Malagrida, o carismático jesuíta que acabou por ser morto devido à sua interpretação do terramoto como castigo divino. "As batalhas perenes da humanidade entre a fé e a razão sempre foram postas à prova nos momentos de calamidade. O terramoto de 1755 foi o primeiro e mais dramático desses momentos na era moderna, e aguardava pacientemente o seu historiador. Tem finalmente, em Mark Molesky, o seu brilhante analista." "Simon Schama"
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Quando os espetaculares avanços tecnológicos dos nossos dias nos facilitaram o acesso ao conhecimento como nunca antes, quando vivemos mais e melhor, quando o "terceiro mundo" se desenvolve... Quando, pela primeira vez, se poderia conduzir a humanidade a uma era de liberdade e progresso, o mundo parece seguir na direção oposta, rumo à destruição de tudo o que foi alcançado. Como chegámos aqui? Há alguns anos, Amin Maalouf disse que as nossas civilizações estão esgotadas e forneceu os motivos: desconfiança em relação ao "Outro", xenofobia, intolerância política e religiosa, populismo, individualismo e a insularidade do nacionalismo, racismo... Hoje em dia fala diretamente de "naufrágio iminente". Não há desejo de um passado melhor nas suas palavras, ele está apenas preocupado com o futuro desta "era desconcertante", o futuro das novas gerações, que possa desaparecer o que deu sentido à aventura humana. Tão-pouco se deixa levar pelo pessimismo ou prega o desânimo, apenas faz um apelo lúcido à responsabilidade coletiva, deixando a porta da esperança entreaberta para o mundo se reorientar, pois como escreveu: "Melhor enganar-se na esperança do que acertar no desespero". A América, embora ainda seja a única superpotência, está a perder toda a credibilidade moral. A Europa, que ofereceu ao seu povo e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e mais reconfortante do nosso tempo, está a fragmentar-se. O mundo árabe-muçulmano atravessa uma profunda crise que mergulha o seu povo no desespero e tem repercussões calamitosas em todo o mundo. Grandes nações "emergentes" ou "renascentes", como a China, a Índia ou a Rússia estão a surgir no cenário mundial num ambiente deletério, onde reina o cada um por si e a lei do mais forte. Uma nova corrida ao armamento parece inevitável. Sem mencionar as sérias ameaças (clima, meio ambiente, saúde) que estão a pesar no planeta e que só poderíamos enfrentar com uma solidariedade global que precisamente nos falta. Há mais de meio século que o autor observa o mundo e o percorre. Estava em Saigão no final da Guerra do Vietname, em Teerão durante o advento da República Islâmica. Neste livro poderoso e abrangente, faz de espectador engajado e pensador, misturando histórias e reflexões, às vezes contando grandes eventos de que foi uma das poucas testemunhas oculares, e depois elevando-se ao papel de historiador acima da sua própria experiência para nos explicar por que sucessivos desvios a humanidade passou para se encontrar assim no limiar do naufrágio.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Porque estamos aqui?O que ocorre após a morte? Por que razão alguns indivíduos sofrem mais do que outros durante a vida? Milhares de milhões de pessoas em todo o mundo encontram respostas a essas perguntas na religião. Mas quais são as ideias que sustentam tais convicções e como se desenvolveram ao longo dos séculos?Numa linguagem simples e acessível, "O Livro das Religiões" traz explicações breves mas precisas sobre os diversos tipos de fé, esquemas que explicam conceitos essenciais e ilustrações espirituosas que desafiam a nossa compreensão sobre o tema. Seja qual for o seu entendimento sobre a diversidade das religiões e das noções que as unem, neste livro encontrará informações intrigantes que esclarecerão as suas dúvidas mais profundas.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Os acontecimentos que levaram Voltaire a escrever o seu "Tratado Sobre a Tolerância" poderiam ter passado quase despercebidos aos seus contemporâneos. Tratava-se de um abuso judicial de uma extrema crueldade, mas nada de muito estranho aos hábitos da monarquia absoluta do Século das Luzes. Há um jovem huguenote que se suicida e uma multidão que se dispõe a linchar o pai, que acusa de ter assassinado o filho porque este se tornara católico. Não há provas nem indícios nesse sentido. Pelo contrário, Jean Calas é considerado um bom pai e tolerante em relação à orientação religiosa do filho. Mas o poder judicial cede ao fanatismo popular e Jean Calas é executado. O génio de Voltaire consegue extrair do episódio ilações cuja validade permanece até aos nossos dias.
Nº Páginas: 88
Sinopse:
Neste livro, Hans Magnus Enzensberger critica abertamente a União Europeia. Será uma provocação da parte de um europeu convicto em relação à distante opacidade de Bruxelas? Mais do que isso, é uma denúncia da burocracia que a pretexto de harmonizar vai destruindo o ideal que presidiu à construção da União Europeia. Que fazem os nossos tutores, desconhecidos de quase todos, por trás das fachadas brilhantes e dos gabinetes quase sempre fechados? Qual a legitimidade das suas acções? Enzensberger pensa que a evidente ausência de democracia, a multiplicação dos organismos, a linguagem esclerosada dos funcionários da UE contribuem hoje para a ruína da Europa.
Nº Páginas: 270
Sinopse:
A cozinha portuguesa encontrou-se com a Especiaria nos séculos XV e XVI, e então perfumou-se como uma grande cortesã, cobriu-se de canelas, pimentas e frutas tropicais. No século XVIII, antes de o terramoto ter acabado com o optimismo, a cozinha lisboeta foi uma cozinha abundante e ilustre. Conheceu os maiores requintes, que são os que aqui se pormenorizam. (...) Os gastrónomos portugueses sempre pretenderam que fosse concedido aos linguados lisboetas a primazia sobre todos os linguados de todos os mares do Mundo. Uno a minha voz à deles. São uns linguados que ultrapassaram essa cortês secura do linguado, como se a sua carne ficasse entremeada de manteiga, de uma manteiga perfumada de recônditos aromas marinhos. Há um molho lisboeta para o linguado com salsa, pão ralado, patas de caranguejo e um cálice de vinho do Porto. Em Setúbal fazem-no maravilhosamente, e na Trafaria...
Nº Páginas: 336
Sinopse:
""Tolstoi ou Dostoievski" procura mostrar que a estatura destes dois romancistas é inseparável do seu compromisso teológico. Se "Anna Karénina" é, como Henry James viu, uma "coisa tão maior" até mesmo que "Madame Bovary", se "Os Irmãos Karamázov" supera tão formidavelmente Balzac ou Dickens, a razão é a centralidade para Tolstoi e Dostoievski da questão de Deus. Por sua vez, o que faz legitimar as afinidades de Tolstoi com Homero e as de Dostoievski com Shakespeare é uma comunicação partilhada das realidades, individuais e colectivas, físicas e históricas, além do alcance do empírico. Para ambos os mestres russos, como para Pasternak e para Soljenítsin depois deles, o pressuposto de D. H. Lawrence de que, para ser um escritor ou artista maior, há que enfrentar "nu os fogos de Deus" (ou o não-ser de Deus) era por si mesmo evidente. O constante recurso de Tolstoi ao mistério da ressurreição, as figurações de Dostoievski de um niilismo apocalíptico, são simultaneamente actos incomparáveis de realização narrativa-dramática e de pensamento religioso. Este livro invoca as afinidades profundas que se encontram entre a realização russa e a do cenário teológico em Hawthorne e Melville." Do Prefácio
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Acusado de participação na revolta dos militares em Lourenço Marques, e já o segundo-sargento António d’Araújo seria julgado e condenado a 10 anos de prisão, em 1889, castigo a ser cumprido em Angola, para onde foi degredado e chegaria em 1892. (...) Ao longo das páginas do manuscrito fica patente (…) uma imensidão de informações relevantes para quantos queiram conhecer Angola nesse declinar do século XIX. (...) Orgulha-se a Academia Portuguesa da História por se poder associar a esta publicação, manifestando igualmente o seu profundo apreço pelo académico Adriano Parreira, graças a quem podemos passar a dispor de um texto riquíssimo para quantos desejem conhecer as vivências quotidianas de um jovem que, como tantos outros, foi atirado para uma terra desconhecida, num ambiente de esperança, mas também de medo."Prof.ª Doutora Manuela MendonçaPresidente da Academia Portuguesa da História
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Dez Césares - Volume II: De Adriano a Constantino narra 220 anos de história, dando especial enfoque aos períodos dos imperadores Adriano, sucessor de Trajano, Marco Aurélio, o imperador-filósofo, Sétimo Severo, Diocleciano e Constantino, o primeiro imperador cristão e o segundo "fundador" do império. Este é um período de batalhas e de alianças estratégicas - com os homens e com os deuses -, de perseguições atrozes e de grandes convulsões religiosas. Narrado com toda a mestria de um grande professor da história antiga e um olhar teatral sobre as contradições humanas, este livro traz à vida as grandes figuras da história e narra um período instável, transformador do império a todos os níveis.
Nº Páginas: 387
Sinopse:
Das antigas cidades de Pompeia e Herculano ao labirinto do Minotauro, às Pirâmides e ao Vale dos Reis, passando por Nínive e pelos deuses alados da Assíria, pela Torre de Babel e pelo tesouro de Montezuma: eis um livro que a cada capítulo promete uma nova aventura. C. W. Ceram, exímio narrador e divulgador de ciência, relata neste livro, por intermédio dos próprios protagonistas, as entusiasmantes descobertas dos pioneiros da arqueologia. Alguns destes - como o alemão Schliemann, que pela primeira vez provou ao mundo a existência da antiga cidade de Tróia - assemelhavam-se mais a ambiciosos caçadores de tesouros do que a cientistas; mas o que hoje perdura das suas biografias é a obstinação de desvendarem os segredos da História Antiga e de trazerem à luz dos nossos dias grandes civilizações desaparecidas.
Nº Páginas: 624
Sinopse:
"Por mais ultrajados, por mais destroçados, eles sobrevivem, renascem das cinzas, voltam. Não, Flamur, nenhuma história será esquecida. Como um vírus, uma praga, uma semente, voltam sempre. Nenhuma história está terminada." O terrorismo, o Estado Islâmico, a guerra na Síria, a crise dos refugiados. Como chegámos até aqui? O que nos trouxe até esta tempestade perfeita? Com a queda do muro de Berlim, começou um novo ciclo. O comunismo saiu de cena, entrou o Islão. Se, como escreveu Fukuyama, este momento marcou o Fim da História, como compreender o que se seguiu? Paulo Moura, um dos mais premiados repórteres portugueses, testemunhou todos os momentos decisivos dos últimos 25 anos. Assistiu, em 1991, à emergência dos primeiros jovens fundamentalistas islâmicos, durante a crise na Argélia. Nas décadas seguintes, viu crescer a sua influência na Tchetchénia, em Caxemira, no Kosovo, no Afeganistão, no Iraque, no Sudão e nas capitais europeias. Esteve nas praças ocupadas durante as Primaveras Árabes, em 2011. Acompanhou, no Egipto e na Líbia, em 2013, os refugiados sírios que tentavam alcançar a Europa através da Turquia. Partindo dos seus diários pessoais de guerra, escritos no epicentro dos acontecimentos, Depois do Fim é a crónica do nosso tempo. Mais que narrativa histórica, é um livro sobre as pessoas que viveram a História, que nos ajuda a compreender este quarto de século de conflitos, idealismos e decepções, invasões, migrações forçadas e extremismos.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Uma investigação meticulosa que expõe uma perspetiva surpreendente da Segunda Guerra Mundial: a elevada dependência de drogas da Alemanha nazi. O regime nazi pregava uma ideologia de pureza física, mental e moral. Mas, como Norman Ohler revela nesta envolvente história baseada em fontes até agora inéditas, o Terceiro Reich estava saturado de drogas: cocaína, opiáceos e, sobretudo, metanfetaminas, usadas por toda a gente — de operários fabris a donas de casa — e vitais para a resistência das tropas, explicando, em parte, o rápido avanço e a vitória alemã em 1940. O uso promíscuo de drogas, inclusive ao mais alto nível, também afetou a tomada de decisões, com Hitler e o seu séquito a refugiarem-se em cocktails de estimulantes potencialmente letais, administrados pelo médico Theo Morell, incapazes de reverter o curso da guerra, que se virava contra a Alemanha. Embora as drogas por si só não possam explicar as tóxicas teorias raciais dos nazis ou os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, esta descoberta leva-nos a ver os crimes de guerra cometidos contra a humanidade a uma nova luz. "Delírio Total" é, assim, uma peça crucial para entendermos a História mundial.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
9 de abril de 1918 foi um dos dias mais mortíferos na história militar de Portugal. Numa só manhã, perto de 400 portugueses morreram, muitos mais foram feridos e o número de prisioneiros rondou os 6600. O Corpo Expedicionário Português (CEP), símbolo máximo do esforço de guerra nacional durante a Primeira Guerra Mundial, desapareceu dos campos de batalha franceses enquanto unidade organizada. A jovem República apostara forte na constituição do CEP e seu envio para a Frente Ocidental, e perdera. Neste volume Filipe Ribeiro de Meneses regressa ao tema da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, propondo uma nova interpretação das causas e das consequências do desastre sofrido em La Lys.
Nº Páginas: 472
Sinopse:
Dividido em dez partes, representativas das dez fases da nossa evolução política, este livro acompanha o desenvolvimento de Portugal de condado a nação e a país integrante da União Europeia, da OTAN e da ONU. Escrita num tom acessível e direto e filtrada pelo olhar singular e pela experiência incomparável de Diogo Freitas do Amaral, esta obra é essencial para quem quer conhecer o passado de Portugal e entender os porquês políticos e estratégicos das decisões que mudaram o nosso país.
Nº Páginas: 600
Sinopse:
O seu destino estava marcado por uma palavra mágica e poderosa, gritada ao vento e escrita num pergaminho virgem, com pena de pato macho: anisisapta. Esta é a sua história. A história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo e de Afonso VI de Leão e Castela. Filha de um imperador, dele herdou o feitio temperamental e a paixão pelo poder. Viúva aos vinte e cinco anos do conde D. Henrique de Borgonha, regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o papa Pascoal II chamava-lhe rainha. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações. Pelo seu Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival rainha Urraca de Castela, o pai, a Igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o próprio filho D. Afonso Henriques. A cavalo, de espada em riste, enfrentou-o na lendária Batalha de São Mamede, em 1128. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado com tanta esperança, tantos sonhos, via-se obrigada a fugir, derrotada pelo seu próprio sangue, traída…O seu único consolo era ter ao lado o seu amor Fernão Peres de Trava e a certeza de que em Sahagún, Alberto, fiel amigo, escreveria com verdade a sua história. Imortalizada.
Nº Páginas: 692
Sinopse:
"D. Sebastião e o Vidente" narra a história do décimo sexto rei de Portugal, o Desejado, desde o seu nascimento, em 1554, até ao seu fulgurante ocaso, nas planícies de Alcácer Quibir, em 1578.Encarnando as esperanças da nação, D. Sebastião é, todavia, um órfão privado de afectos, criado e educado por velhos, como a avó, a rainha D. Catarina, e o tio, o cardeal D. Henrique.Aclamado rei aos três anos, vai crescer, caprichoso e atormentado pelos seus traumas e complexos de adolescente, sublimados nos sonhos de glória de mancebo visionário.Senhor de um poder absoluto (alimentado pela corrupção dos cortesãos e dos políticos), assume-se como o Capitão de Deus, numa cruzada contra os mouros, que vai conduzir Portugal ao desastre, profetizado pelas visões de Miguel Leitão de Andrada, um fidalgo de Pedrógão Grande, com fumos de vidente, cuja vida se entrelaça com a do rei, num binómio de idealismo-materialismo posteriormente imortalizado em D. Quixote e Sancho Pança.O Desejado, graças à sua personalidade problemática e fascinante, fez-se mito (o Sebastianismo), amado e odiado ao longo dos séculos, tendo o desastre de Alcácer Quibir deixado no esquecimento a melhor parte do seu reinado: as reformas políticas, administrativas e militares.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
D. Maria I foi a primeira mulher a governar Portugal e ficou conhecida para a história como a "Rainha Louca". Mãe de D. João VI e avó do primeiro imperador do Brasil, teve um longo reinado de 38 anos - marcado por intensa atividade governativa, pela ação social e pelo desenvolvimento das artes e das ciências - e, no entanto, a sua vida conta com aspetos muito importantes não esclarecidos. Se era mentalmente instável, o que a levou a isso? E seria realmente louca, ou antes incompreendida? Que impacto tiveram nela as mortes do marido e do filho primogénito? A fim de lançar uma nova luz sobre esta figura marcante da história de Portugal, a historiadora Mary del Priore investigou a fundo a sua vida. Neste livro, Del Priore conta a história da monarca de uma perspectiva inédita e intimista, e revela que o seu estado mental era provavelmente fruto das muitas tristezas e contratempos que sofreu ao longo da vida, numa época em que a depressão e a melancolia eram confundidas com insanidade - e até mesmo consideradas obras do demónio. Abordando a vida de D. Maria I desde o seu nascimento em Lisboa, em Dezembro de 1734, até à sua morte no Brasil, para onde foi em 1808, passando pela sua devoção ao catolicismo, a coroação como primeira rainha portuguesa, o conflito com o Marquês de Pombal e o aparecimento dos primeiros sintomas de doença, esta obra faz justiça a uma mulher que conseguiu sobreviver a tempos e circunstâncias que lhe foram muito adversos
