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Nº Páginas: 408
Sinopse:
"Não deveria contar nunca nada", começa por dizer o narrador desta história: Jaime ou Jacobo ou Jacques Deza. E, no entanto, a sua tarefa vai ser precisamente a de contar: contar tudo, até o que ainda não aconteceu. Entre a intimidade do casamento de Deza e as traições mortais da Guerra Civil Espanhola, Javier Marías tece uma história densa e apaixonante, que nada fica a dever aos melhores romances de espionagem. Pelo caminho, como no conjunto da sua obra, tece uma reflexão extraordinária sobre a natureza humana. Até que ponto podemos conhecer realmente os outros? E seremos capazes, nesse intento, de nos salvarmos da febre e da dor?
Nº Páginas: 360
Sinopse:
O segundo volume da obra-prima de Javier Marías um dos autores de língua espanhola mais consagrados e lidos em todo o mundo, já distinguido com mais de vinte prémios internacionais e apontado como um forte candidato ao Premio Nobel de Literatura. "Em Dança e sonho" Marías deslumbra-nos uma vez mais com a sua prosa inquietante e leva-nos a meditar sobre a natureza humana. Uma trama inteligentemente urdida, um mistério cirurgicamente manipulado, uma narrativa fascinante que é também um convite a olhar para dentro de nós.
Nº Páginas: 560
Sinopse:
Terceiro e último volume de o teu rosto amanhã, o grandioso romance de Javier Marías que a crítica literária assinalou como uma das obras mais importantes da literatura contemporânea. Saltando entre Londres, Madrid e Oxford, vivem-se neste volume momentos cruciais da jornada de Jaime Deza, rematando com um desfecho avassalador uma história que é muito mais do que uma narrativa apaixonante, construída com a mestria de um dos melhores romancistas contemporâneos, e certamente um dos mais profundos e desafiadores investigadores da alma humana.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Aleksy recorda o último verão que passou com a mãe, numa pequena vila costeira no Norte de França. Passaram-se muitos anos, mas o seu psiquiatra acredita que a única solução para curar o bloqueio criativo que enfrenta como pintor é reviver as emoções que o dominaram nesse tempo longínquo: ressentimento, tristeza, raiva, saudade, abandono. Como superar o desaparecimento da pequena irmã Mika? Como perdoar a mãe, que sempre o afastou? Como encarar a doença que o consome? Esta é a história de um irrepetível verão, três meses em que mãe e filho, empurrados pela iminência da morte, finalmente depõem armas e procuram a paz, entre si e dentro de si. Uma narrativa de uma intensidade inesquecível, tingida pela luz de um verão à beira-mar e pelas brumas da derradeira despedida. Nestas páginas, o sol aquece-nos a pele, respiramos o perfume das flores, mergulhamos no mar e emergimos reconfortados pelo amor que sempre existe entre mãe e filho.
Edição: Jul 2020
Nº Páginas: 352
Sinopse: Em Crosby, uma pacata povoação costeira no Maine, todos conhecem Olive Kitteridge, a temível professora de Matemática do liceu, agora reformada, e Henry, o seu marido, farmacêutico gentil. E talvez não haja ninguém que conheça tão bem quanto Olive os segredos e os dramas dos habitantes da vila: o desespero de um exaluno que perdeu a vontade de viver; uma pianista alcoólica vítima de uma mãe castradora; uma mãe destroçada pelo crime hediondo do filho; um homem que descobre a ferocidade e as consequências do amor; e a solidão da própria família de Olive, à mercê dos seus caprichos. Lamentando os ventos de mudança que varrem a sua vila e o mundo, sempre pronta a apontar um dedo crítico, Olive nem sempre dedica aos que a rodeiam a sensibilidade ou tolerância que mereceriam. Mas à medida que todas estas vidas se vão entrelaçando, Olive começa a conhecer-se melhor e a compaixão - pelos outros e por si própria - ganha terreno ao preconceito. Nas mãos de Elizabeth Strout - autora elogiada pelo olhar clínico sobre a condição humana - a sonolenta vila esquecida na margem do Atlântico torna-se o mundo inteiro, e os seus habitantes somos todos nós, enredados no drama e no milagre diários da vida, com os seus conflitos, tragédias, alegrias - e a coragem que viver sempre exige.
Edição: Mai 2022
Nº Páginas: 352
Sinopse: Em Crosby, uma pacata povoação costeira no Maine, todos conhecem Olive Kitteridge, a temível professora de Matemática do liceu, agora reformada, e Henry, o seu marido, farmacêutico gentil. E talvez não haja ninguém que conheça tão bem quanto Olive os segredos e os dramas dos habitantes da vila: o desespero de um ex-aluno que perdeu a vontade de viver; uma pianista alcoólica vítima de uma mãe castradora; uma mãe destroçada pelo crime hediondo do filho; um homem que descobre a ferocidade e as consequências do amor; e a solidão da própria família de Olive, à mercê dos seus caprichos. Lamentando os ventos de mudança que varrem a sua vila e o mundo, sempre pronta a apontar um dedo crítico, Olive nem sempre dedica aos que a rodeiam a sensibilidade ou tolerância que mereceriam. Mas, à medida que todas estas vidas se vão entrelaçando, Olive começa a conhecer -se melhor, e a compaixão pelos outros e por si própria ganha terreno ao preconceito. Nas mãos de Elizabeth Strout autora elogiada pelo olhar clínico sobre a condição humana , a sonolenta vila esquecida na margem do Atlântico torna -se o mundo inteiro, e os seus habitantes somos todos nós, enredados no drama e no milagre diários da vida, com os seus conflitos, tragédias, alegrias e a coragem que viver sempre exige.
Nº Páginas: 380
Sinopse:
A antologia poética de Charles Bukowski que faltava em português, uma antologia que recupera a violência graciosa que apenas a poesia consegue concretizar. "Das muitas histórias de que se compõe a incrível biografia de Bukowski, só dez por cento são mentira, como diria Manoel de Barros. E Bukowski em nada contribuiu para desmistificar algumas delas. Pelo contrário. O que sempre lhe interessou foi o tom, a forma, e não a tão implacável como estéril adequação factual. E quando lemos os livros de Bukowski e a sua biografia nada parece inverosímil ou inadequado. Porque se não aconteceu, podia ter acontecido." "Valério Romão, in prefácio" Reunida a partir das várias dezenas de livros de poesia daquele que é considerado o poeta americano mais influente e imitado de sempre, esta antologia poética de Charles Bukowski hoje publicada pela Alfaguara foi seleccionada, organizada e prefaciada pelo escritor Valério Romão. O legado poético de Charles Bukowski, além de implacável, visceral e transgressor, é, antes do mais, incontornável. Em todos os seus escritos, o génio atormentado e marginal de Henry Charles Bukowski, gerador de alguma da poesia mais marcante da literatura contemporânea, comete a proeza de identificar e isolar pontos de luz indefectíveis nos quotidianos mais negros, nas experiências de vida mais sombrias. É inegável a sedução que a autenticidade dos seus poemas exerce sobre nós, leitores e espectadores das entranhas de uma vida como ela também pode ser, admiradores da força da vida, da morte, do sexo. Por isso, Charles Bukowski é, também, mais do que um fenómeno. Charles Bukowski é essencial.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
"Os Enamoramentos" foi eleito o melhor livro do ano pela imprensa literária espanhola, no mesmo ano em que Javier Marías recebeu o Prémio Literário Europeu, pelo conjunto da sua obra.
Nº Páginas: 376
Sinopse:
O novo romance de um dos mais importantes e respeitados escritores espanhóis. Com obra publicada em mais de 50 países, e mais de 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e distinguido com o Prémio Literário Europeu 2011."Os Enamoramentos" foi considerado o melhor romance do ano 2011 (eleito por um painel de 57 críticos literários espanhóis).O autor aborda o mistério em torno de uma morte acidental para reflectir sobre o estado do "enamoramento", considerado quase universalmente como algo positivo, quase redentor, que tanto justifica as acções nobres e desinteressadas, como as maiores tragédias e catástrofes.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
«Decidira riscar o passado […]. Construíra-me à sombra do meu pai e do mistério que o rodeava. Porém, aquele canto de sereia, sublime e luminoso, revelava-se mortífero e capaz de me engolir para todo o sempre.» Virginia nasceu no mar alto, a bordo de um veleiro construído pelo navegador Peter Tangvald. Este navegador era o seu pai, mas ela apenas viria a conhecê-lo através dos livros que ele publicou e das reportagens que protagonizou: Virginia era ainda bebé quando a sua mãe fugiu do marido e daquele barco a que chamavam casa. O lendário aventureiro norueguês viveria os seus dias vogando as ondas e desafiando convenções. Casou-se sete vezes e perdeu misteriosamente duas mulheres. Até que ele próprio morreu num naufrágio. Volvidas décadas sobre a morte do pai e impelida pela ânsia de conhecer a sua herança, Virginia decidiu empreender a viagem de uma vida: navegando por entre os enigmas de uma história de liberdade, errância e perda, vai reunindo peças espalhadas pelos quatro oceanos. Da ilha de Bonaire a Porto Rico, passando por Toronto e pela Noruega, esta é uma odisseia familiar para esconjurar o destino, preencher as lacunas e ancorar a identidade. Na tradição de autores como Melville, Defoe ou Baricco, a escritora — também música e cineasta — conduz o leitor numa viagem ao fundo de si.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: A família Burgess era perfeita, vivia numa casa amarela no topo de uma colina da pacata cidade de Shirley Falls, até o patriarca morrer num acidente de contornos bizarros. Assombrados pela tragédia, Jim e Bob Burgess abandonam a cidade natal assim que podem, para fazer vida em Nova Iorque. Jim, carismático e ambicioso, constrói uma carreira de sucesso como advogado corporativo, a passo que Bob, um bom coração ensombrado pelo remorso, tenta encontrar o seu lugar à sombra do irmão mais velho. Sem esquecer os traumas da infância, levam na cidade grande uma vida confortável, apenas ameaçada pela crise de meia-idade. Mas a ameaça chega de onde já não esperavam, quando a irmã Susan - a Burgess que ficou para trás, gémea de Bob - os chama de regresso a casa, para ajudar o filho Zach, um «mosquinha morta» acusado de um crime de ódio. No cenário da sua infância, as tensões, os silêncios e os ressentimentos ressurgem de formas inesperadas, comprometendo a difícil tarefa de se reconciliarem com o passado, antes que seja tarde demais. Elizabeth Strout retorna a Shirley Falls, a pacata cidade do Maine que simboliza tantas pequenas cidades americanas, para nos apresentar a Bob Burgess, irresistivelmente humano e imperfeito. Com a sensibilidade e delicadeza que a caracterizam, oferece-nos uma história inesquecível sobre o que significa pertencer: a uma família, a um lugar e a nós mesmos.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Nápoles, lugar de luz e sombra, cidade bela e terrível, o reino da Camorra. Um bando de rapazes sem rei nem roque cruza as ruas de Nápoles nas suas motorizadas. Chamam-se Maraja, Dentino, Lollipop, Drone. Os miúdos calçam sapatos de marca e trazem tatuados nos braços os nomes das suas "paranza", os seus gangues. Não querem ter de se levantar cedo todos os dias, como os pais, para ir ganhar algum. Querem mais, querem ter tudo. Em Nápoles, essa é uma possibilidade que está ao alcance daqueles que escolherem o lado certo da Camorra. E dos que não tiverem medo de matar. Ou de morrer. Nos telhados da cidade, os rapazes treinam com metralhadoras, fazem pontaria a contentores do lixo, disparam para janelas alheias. A vida de uma pessoa vale menos que uma palavra. Sentem-se imortais, até ao dia em que a sua própria vida fica no fio da navalha. Do autor de "Gomorra" - um dos mais corajosos e impactantes livros de investigação das últimas décadas - chega um grande romance, brutal na sua força, magistral no seu retrato de uma juventude perdida. Uma corajosa peça de ficção que se converte em crónica de uma cidade corrompida, corroída, em que o sangue se paga com sangue. Crónica de uma cidade que poderia ser muitas outras e de um tempo que requer uma urgente reflexão, "Os meninos da Camorra" é um romance imperdível.
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 288
Sinopse: A 8 de janeiro de 1982, a escultora colombiana Feliza Bursztyn morre num restaurante de Paris. Tinha quarenta e oito anos e, no momento da sua morte repentina, estava acompanhada pelo marido e quatro amigos. Um deles era o escritor Gabriel García Márquez, que, uns dias depois, publicou um artigo que incluía três palavras aparentemente simples, mas profundamente misteriosas: «Morreu de tristeza.» Juan Gabriel Vásquez parte deste enigma para investigar a vida secreta de Feliza Bursztyn: filha de um casal judeu expatriado na Colômbia, artista revolucionária em tempos de convulsão política, mulher de espírito livre num mundo que desconfiava da liberdade feminina. A vida de Feliza pôs a descoberto as grandes tensões do século xx e, acima de tudo, reivindicou o desejo de ser dona de si mesma. Neste livro, Juan Gabriel Vásquez entretece habilmente biografia, realidade e imaginação, entregando aos leitores uma ficção admirável sobre como a vida íntima de todos os seres humanos é inevitavelmente dominada pelas forças da História e da política.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
Colson Whitehead regressa com a história de dois amigos que lutam pela sobrevivência num reformatório para jovens, num país e num tempo em que a cor da pele determina demasiado. O seu destino acaba no reformatório Nickel, uma instituição que se vangloria de fazer dos seus rapazes "homens honrados e honestos". Mas por trás da fachada de rigor esconde-se uma câmara de horrores. Do aclamado autor de "A Estrada Subterrânea" chega-nos esta história baseada em factos reais, de dois amigos que lutam pela sobrevivência num reformatório para jovens onde, por trás da fachada, se esconde uma câmara de horrores. À medida que o cerco aperta no reformatório, parece haver apenas dois caminhos possíveis: fugir ou aceitar o cruel destino dos que ousam rebelar-se. Turner, o novo amigo de Elwood, está convicto de que a solução passa por repetir a crueldade dos opressores. Já Elwood acredita que é possível seguir o pacifismo que Luther King advogava. O cepticismo de um e o idealismo do outro levá-los-á a desembocarnuma decisão com repercussões inescapáveis. Baseada no caso real de um reformatório da Flórida que destruiu a vida de milhares de jovens, Os rapazes de Nickel é um romance de brutal impacto emocional. Uma obra literária que exibe a pujança de um escritor em plena forma, que explora a ferida aberta da segregação racial nos Estados Unidos e levanta uma poderosa voz contra a injustiça.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais. Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
Naquele que é amplamente considerado o melhor de todos os seus romances, Charles Bukowski descreve os longos e amargos anos de uma juventude vivida à margem, através da voz inconfundível de Henry Chinaski, o seu famoso alter-ego. Da infância triste e isolada na Alemanha, marcada por um pai violento, à adolescência embriagada por borbulhas, álcool, mulheres e literatura, Bukowski empresta a sua voz crua e impenitente para descrever como foi tornar-se adulto numa América marcada pelo desespero da Grande Depressão. Publicado pela primeira vez em 1982, o parcialmente autobiográfico mas absolutamente cómico, trágico e nostálgico Pão com fiambre tornou-se, quase de imediato, um clássico da literatura americana contemporânea.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Lisa, uma emigrante argentina que vive no interior de França, é acusada de violência doméstica agravada e perde a custódia dos seus dois filhos gémeos, fruto de um amor louco e violento. Incapaz de acatar as decisões do tribunal e de representar o papel de mãe que lhe é exigido, ela espia os filhos à distância e, nessa condição de marginalidade e desequilíbrio, faz o impensável: incendeia a casa onde eles vivem com o pai e os avós, rapta-os e foge numa viagem de carro sem regresso. Em Perder o Juízo, a celebrada autora Ariana Harwicz regressa aos temas da teatralidade da maternidade, do amor destrutivo e das profundezas do inferno doméstico, pondo no centro, numa linguagem que questiona o dicionário da nossa época, uma mulher incómoda à beira do abismo.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
O último romance de um dos mais conhecidos autores americanos contemporâneos.O romance conta as desventuras de Nick Belane, detetive particular em Los Angeles. A procura do escritor clássico francês, Céline, é a desculpa perfeita para o detetive privado percorrer os bares da cidade e saciar a sua sede de álcool. Uma espiral de personagens e aventuras que se misturam num cocktail de pesadelo existencial.Escrito enquanto Bukowski lutava contra a doença de que viria a morrer, "Pulp" é a despedida do autor aos seus leitores e um romance de corajosa autocrítica.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
O último romance de um dos mais conhecidos autores americanos contemporâneos numa edição limitada de capa dura. Escrito enquanto Bukowski lutava contra a doença de que viria a morrer, "Pulp" é a despedida do autor aos seus leitores e um romance de corajosa autocrítica.
Nº Páginas: 424
Sinopse:
Em 1941, numa Estónia dominada pelo comunismo e devastada pela Guerra, dois homens desertam do Exército Vermelho que luta contra a ocupação nazi do território. Roland e Edgar, primos, não podiam ser mais diferentes um do outro: o primeiro, homem de fortes princípios, age em nome da liberdade por que luta incansavelmente; o segundo, fraco mas enigmático, representa a incrível capacidade de adaptação do ser humano a situações limite.
Nº Páginas: 140
Sinopse:
A Senhorinha Jessie Walcott, filha do fazendeiro norte-americano em Cuba Steven Walcott, está noiva do romancista Harry Price, mas é cobiçada pelo rico cubano Juan Navarros. Na viagem pelo Atlântico em busca de assunto para novo romance, Price naufraga e desaparece na escuridão da noite. A partir de então, as peripécias rocambolescas e perigos por que Jessie passa sucedem-se, marcadas pelo talento narrativo de Fernando Campos. Entra então em cena misterioso cavalheiro que surge no ultimo momento e que dá nome ao romance: Sir Ravengar.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Se esta rua falasse, esta seria a história que contaria: Tish, 19 anos, apaixona-se por Fonny, que conhece desde criança. Fazem juras de amor e conjuram sonhos para a vida a dois. Sensual, violento e profundamente comovente, este romance é uma bela canção de blues, de toada doce-amarga, com notas de raiva e ainda assim cheia de esperança. Publicado pela primeira vez em 1974, Se esta rua falasse é o quinto romance de James Baldwin, um dos nomes maiores da literatura americana do século XX e uma das vozes mais influentes do activismo pelos direitos civis. Um romance manifesto contra a injustiça da justiça e uma história de amor intemporal, é hoje tão pertinente e tão comovente quanto no dia da sua publicação.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: «Eu ia para o meu quarto e depositava o saque no tapete. Era cada vez mais difícil encontrar espaços livres para guardar as lembranças que me trazias []. Havia-as de todos os países, de todos os cantos do planeta, no meu quarto, que, viagem após viagem, se tornava o mapa-múndi da tua ausência diária.» Em Bucareste, um filho e uma mãe há muito distantes reencontram-se. Um reencontro que não chega a sê-lo, porque a mãe acaba de morrer. De Itália até à Roménia, Lorenzo refaz o caminho que levou Lula para longe. Observando as mesmas paisagens e ocupando os lugares onde ela viveu durante os longos anos em que estiveram separados, Lorenzo leva a cabo o seu solitário trabalho de memória: tenta reconstituir o rosto de uma mulher cujo retrato se foi tornando cada vez mais fugidio, e analisa impiedosamente as fundas cicatrizes do seu próprio abandono. Se guardasses os nossos pecados é uma comovente carta da mais longa despedida. Mestre de uma escrita hipnótica, Andrea Bajani constrói uma narrativa tensa e sublime, situada na intersecção de ilusões desfeitas, possibilidades de recomeço e um amor incondicional. Uma elegia, um réquiem, um acerto de contas um romance precioso.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Romance lírico, irónico, cruel, cirúrgico e profético, "Serotonina" é uma radiografia do futuro que nos espera, atravessada pelo olhar sempre provocador de Michel Houellebecq. Florent-Claude Labrouste tem quarenta e seis anos, é funcionário do Ministério da Agricultura e detesta o seu nome. Divide o apartamento na periferia de Paris com Yuzu, a namorada japonesa, muitos anos mais jovem. Cínico, profundamente desesperançado e intimamente só, tudo lhe parece insuportável: a França está à beira do precipício, a Europa ameaça ruir, a sua vida é um beco sem saída. A descoberta de uns vídeos comprometedores da namorada, que ele planeava há muito abandonar, leva-o a despedir-se de muito mais: deixa o emprego, a namorada e a casa, e aluga um quarto de hotel. Dedica os dias a divagar e deambular pelos bares, restaurantes e lojas da cidade. E descobre Captorix, um antidepressivo que liberta serotonina e lhe devolve a possibilidade de aguentar o dia-a-dia mas lhe rouba aquilo que poucos homens estariam dispostos a perder. Aproveita a ruptura radical para rememorar o passado: as aspirações e ideais de jovem agrónomo; as relações amorosas, de fim desastroso; a nostalgia de um amor perdido; e o reencontro com um velho amigo aristocrata, que o ensina a manusear uma espingarda. Entre passado e futuro, é-lhe forçoso contemplar, com uma feroz acidez, um mundo sem bondade, desumanizado, atingido por mutações irreversíveis. Com Serotonina, romance-profecia de um futuro pouco perfeito, Houellebecq reafirma-se uma vez mais como um cronista impiedoso da decadência da sociedade ocidental, um escritor indómito, incómodo e por isso imprescindível.
Edição: Jul 2021
Nº Páginas: 280
Sinopse: Florent-Claude Labrouste tem quarenta e seis anos, é funcionário do Ministério da Agricultura e detesta o seu nome. Divide o apartamento na periferia de Paris com Yuzu, a namorada japonesa, muitos anos mais jovem. Cínico, profundamente desesperançado e intimamente só, tudo lhe parece insuportável: a França está à beira do precipício, a Europa ameaça ruir, a sua vida é um beco sem saída. A descoberta de uns vídeos comprometedores da namorada, que ele planeava há muito abandonar, leva-o a despedir-se de muito mais: deixa o emprego, a namorada e a casa, e aluga um quarto de hotel. Dedica os dias a pagar e deambular pelos bares, restaurantes e lojas da cidade. E descobre Captorix, um antidepressivo que liberta serotonina e lhe devolve a possibilidade de aguentar o dia-a-dia mas lhe rouba aquilo que poucos homens estariam dispostos a perder. Aproveita a ruptura radical para rememorar o passado: as aspirações e ideais de jovem agrónomo; as relações amorosas, de fim desastroso; a nostalgia de um amor perdido; e o reencontro com um velho amigo aristocrata, que o ensina a manusear uma espingarda. Entre passado e futuro, é-lhe forçoso contemplar, com uma feroz acidez, um mundo sem bondade, desumanizado, atingido por mutações irreversíveis. Com Serotonina, romance-profecia de um futuro pouco perfeito, Houellebecq reafirma-se uma vez mais como um cronista impiedoso da decadência da sociedade ocidental, um escritor indómito, incómodo e por isso imprescindível.
Nº Páginas: 496
Sinopse:
1981, Glasgow. A Outrora Próspera Cidade Mineira Sufoca Sob O Jugo Férreo Das Políticas De Margaret Thatcher, Lançando Milhares De Famílias Para A Miséria. A Epidemia Do Álcool E Das Drogas Aproveita Para Capturar Os Mais Vulneráveis. Agnes Bain Esperava Mais Da Vida. Sonha Com Uma Casa Só Sua E Folheia Catálogos De Compras A Crédito, Na Vã Tentativa De Alegrar A Existência Precária A Que Fica Condenada Quando O Marido, Um Taxista Mulherengo, A Abandona, Sem Emprego E Com Três Filhos. Com Cabelos Negros Sedosos E Ondulados, Maquilhagem Esmerada E Dentes Falsos Perfeitos, Parece A Elizabeth Taylor De Glasgow, Mas, Por Baixo Da Aparência Orgulhosa, As Malhas Do Vício Enredam Agnes, Que Mês Após Mês Gasta O Abono De Família Em Latas De Cerveja E Maços De Tabaco. Os Filhos Fazem O Melhor Que Podem Para Cuidar De Si E Da Mãe, Mas, Um A Um, Vêem-Se Obrigados A Abandonar A Casa Materna, Para Tentar Pelo Menos Salvar-Se.Fica Shuggie, O Mais Novo, Que Adora A Mãe E Não Perde A Esperança De A Salvar. Mas, Aos Oito Anos, O Rapaz Tem A Sua Própria Luta Pessoal Para Travar: Delicado, Sensível, Comporta-Se Como Um Príncipe E Destoa Da Dureza Da Escola E Das Ruas Devassadas Pela Pobreza. Anseia Apenas Ser Normal E Encaixar, Mas É O Último A Perceber Que Carrega Um Segredo E Nunca Poderá Ser Igual Aos Outros. Com Ecos De Autores Como Frank Mccourt, D. H. Lawrence E James Joyce, Shuggie Bain É Um Magnífico Romance De Estreia De Um Autor Que Tem Uma História Importante Para Contar, Inspirada Na Sua Própria. Uma História Dilacerante De Dependência, Carência E Afecto, Um Retrato Épico De Uma Cidade, Um Quadro Íntimo De Uma Família Destroçada E, Sobretudo, Uma Extraordinária História De Amor
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Charles Bukowski foi um dos mais iconoclastas autores do século XX, e os seus poemas, contos e ficções deixaram uma marca indelével na cultura contemporânea. Nesta coletânea de correspondência — cartas a editores, tradutores, críticos e outros escritores, como Henry Miller ou Lawrence Ferlinghetti —, ganhamos um precioso vislumbre sobre o Bukowski para lá da lenda: o artista que concebe o seu edifício literário, o escritor obsessivamente dedicado ao seu ofício, o homem preocupado com o estado do mundo no pós-guerra. Conhecemos também a bagagem de leituras de Bukowski, assim como os seus ódios literários de estimação — a geração Beat, Hemingway e até Shakespeare — e aqueles que considerava seus mestres — Dostoiévski, Knut Hamsun, Céline ou John Fante. O volume inédito, que abre em 1945 e fecha poucos meses antes da sua morte, em 1993, é um compêndio de reflexões sagazes, farpas afiadas e tiradas memoráveis de um dos grandes ícones da contracultura americana, que retratou como ninguém os devassos e os oprimidos. Um documento extraordinário sobre a arte da escrita.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Haverá pior escritor do que Charles Bukowski para escrever sobre o amor? E, em simultâneo, haverá melhor escritor para o fazer? Nestas páginas vemos o poeta debater-se com as complicações e complexidades do amor, o sentimento que a todos toca. Alternando entre a amargura e a ternura, o romantismo e o desbragamento, Bukowski expõe as várias faces do amor, em todo o seu espectro de sentimentos e manifestações: a entrega e o egoísmo, a abnegação e o narcisismo, a miséria e a redenção, acima de tudo o seu mistério. Compilados por Abel Debritto, biógrafo do autor, estes poemas revelam um Bukowski brilhante, mordaz, brincalhão, metafísico, até sentimental. O amor é o prisma pelo qual o grande poeta americano observa o mundo e o partilha connosco: uma observação por vezes doce, por vezes ácida, sobre esse sentimento tão inescapável quanto fugidio, tão belo quanto cruel.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Submissão convida a uma reflexão sobre o convívio e conflito entre culturas e religiões, sobre a relação entre Ocidente e Oriente, sobre a relação entre cidadãos e instituições. Um romance que, como é habitual na obra do autor, adianta-se ao seu tempo e coloca questões prementes, hoje mais relevantes do que nunca. Uma fábula política e moral surpreendente, Submissão é o romance mais visionário e simultaneamente mais realista de Michel Houellebecq
Nº Páginas: 310
Sinopse:
Paris, 2022: François, investigador universitário, cumpre desapaixonadamente o ofício do ensino enquanto leva uma vida calma e impermeável a grandes dramas, uma rotina de quarentão apenas ocasionalmente inflamada pelos relacionamentos passageiros com mulheres cada vez mais jovens. É também com indiferença que vai acompanhando os acontecimentos políticos do seu país. Às portas das eleições presidenciais, a França está dividida. O recém-criado partido da Fraternidade Muçulmana conquista cada vez mais simpatizantes, graças ao seu carismático líder, numa disputa directa com a Frente Nacional. O país obcecado por reality shows e celebridades acorda por fim e toma de assalto as ruas de Paris: somam-se os tumultos, os carros incendiados, as mesas de voto destruídas. Afastado da universidade pela nova direcção, deprimido, François retira-se no campo, onde espera deixar de sentir as ondas de choque da capital. Regressa a Paris poucos dias depois do desfecho eleitoral e encontra um país que já não reconhece. É tempo de questionar-se sobre se deve e pode submeter-se à nova ordem. "Submissão" convida a uma reflexão sobre o convívio e conflito entre culturas e religiões, sobre a relação entre Ocidente e Oriente, sobre a relação entre cidadãos e instituições. Um romance que, como é habitual na obra do autor, adianta-se ao seu tempo e coloca questões prementes, hoje mais relevantes do que nunca. Michel Houellebecq confirma-se nestas páginas como um pensador temerário, capaz de detectar as grandes tensões do nosso tempo, interpretando-as com lúcida ironia. Uma fábula política e moral surpreendente, "Submissão" é o romance mais visionário e simultaneamente mais realista de Michel Houellebecq.
