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Nº Páginas: 224
Sinopse:
A jovem professora Clare Bayes atrai o olhar de muitos colegas num jantar da universidade de Oxford. Entre os que a cobiçam está o nosso narrador sem nome, um professor espanhol desesperado por escapar ao tédio da conversa com um economista obeso. Clare e o nosso narrador não tardarão a explorar o fascínio mútuo em encontros furtivos em quartos de hotel, longe da vigilância do marido da amante. Nas horas deixadas vagas pelo pouco trabalho e pelo amor ilícito, o narrador vagueia pelas ruas de Oxford, cidade de abundantes vaidades inflamadas e de outras tantas almas perdidas. É na cidade dos pináculos que se cruza com o dramático destino do escritor John Gawsworth, enigmática figura saída de outros tempos. Recordando os tempos de Oxford já confortavelmente instalado numa vida normal em Madrid, com emprego, mulher e filho, o nosso narrador não pode deixar de se interrogar sobre qual das vidas é mais real, sobre qual dos tempos ficará para sempre gravado em si. Sexto romance de Javier Marías, publicado em 1989, "Todas as Almas" inspira-se nos dois anos que o autor viveu em Oxford como professor de Tradução. Nestas páginas, Marías exibe já esplendidamente a ironia fina e a aguçada capacidade de reflexão sobre o maior mistério de sempre: os outros.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 656
Sinopse: «Eu fui educado à antiga, e nunca achei que um dia me ordenassem que matasse uma mulher. Nas mulheres não se toca» Dois homens - um deles na ficção, o outro na vida real - tiveram oportunidade de assassinar Hitler antes que ele desencadeasse a Segunda Guerra Mundial. Um mal menor teria impedido um mal maior. Se é legítimo pensar que aqueles dois homens deveriam ter disparado sobre o Führer para evitar a morte de milhões, até que ponto podemos decidir quem merece viver ou morrer? Tomás Nevinson, marido de Berta Isla, cai na tentação de regressar aos Serviços Secretos após uma temporada de ausência. Estamos no ano de 1997. Tomás é incumbido de se deslocar a uma cidade no Noroeste de Espanha para identificar uma pessoa que dez anos antes participara em atentados do IRA e da ETA. A missão é-lhe atribuída pelo seu ex-chefe, Bertram Tupra, figura ambígua que já anteriormente lhe atrapalhara a vida. Ambos são «anjos desagradáveis», que devem velar pela tranquilidade dos demais. Feito espião que sonda a verdade, Javier Marías constrói uma intriga inquietante, uma reflexão profunda acerca do alcance e das consequências das nossas acções. Quão longe podemos ir para evitar o triunfo do mal? E, num mundo de claro-escuro, como podemos estar certos do que é o mal? Tomás Nevinson é o retrato do que acontece a alguém a quem já tudo aconteceu, o retrato de um homem que tenta intervir na História e acaba desterrado do mundo.
Nº Páginas: 568
Sinopse:
Quando se pensa que já se leu tudo sobre a Segunda Guerra Mundial, chega um testemunho incrivelmente vívido de uma família que sobreviveu ao Holocausto. Esta é a história de uma vida maior que a vida, um retalho de História extraordinário. Quem nos conta a história é Angelika Schrobsdorff, importante escritora de origem alemã. Era filha de Else e demorou quinze anos a pôr no papel a história da mãe, sem sentimentalismos, mas com o amor e a admiração inevitáveis, criando um pedaço de grande literatura, um clássico do nosso tempo.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Depois do sucesso de O Meu Nome É Lucy Barton, Elizabeth Strout regressa com um mosaico delicado da vida de todos os dias, um retrato íntimo das pessoas comuns que tentam entender-se e entender os outros, esforçando-se por ultrapassar o sempre crescente abismo entre o desejar e o ter. Lançando um olhar sobre as ambiguidades e ambivalências da alma humana, Tudo É Possível é um hino à sensibilidade e à compaixão.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
«Na área de serviço da autoestrada entre Paris e Honfleur, ela beija-me como se fosse a primeira vez. Tudo isto é Sarah, imprevisível, ondulante, desconcertante, versátil, aterradora como uma borboleta noturna.» A história de uma paixão hipnótica, uma estreia literária fulgurante, a comparação aos grandes escritores: todos os ingredientes que fazem de Pauline Delabroy-Allard uma das grandes vozes da nova literatura francesa. Numa festa de fim de ano em Paris, duas mulheres conhecem-se. Uma é professora, mãe solteira, e sacode a rotina com uma relação passageira. A outra é violinista, excêntrica, caprichosa, com uma beleza fora do comum e uma joie de vivre contagiante, e entra na vida da professora como entrou na festa: ofegante, luminosa, falando e rindo demasiado. É Sarah. Sucedem-se encontros improvisados, almoços, concertos, teatro, cinema, o idílio da primavera em Paris ao som de Beethoven. Contra todas as expectativas, brota entre ambas uma paixão avassaladora, uma voragem que ora acelera ora distende as horas. É um caso de amour fou, uma tempestade que tudo arrasta, uma obsessão que tudo consome, até que uma inflexão leva a história de Sarah e da amante ao acorde final. É possível morrer de amor? E que restará da grande paixão? Mais do que memórias, feridas e vazio? Uma história carregada de beleza e tragédia, escrita com liberdade, ímpeto e poesia por Pauline Delabroy-Allard, que com este primeiro romance conquistou a crítica literária, foi comparada a Marguerite Duras e Annie Ernaux, e chegou às portas do Prémio Goncourt.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: «Escrever, ensinar, jardinar, ir ao supermercado, cozinhar, tratar da roupa são atividades que, situando-se no tempo, não rivalizam com os meus filhos, porque eles se tornaram intemporais.» Vincent morreu com 16 anos. James morreu com 19 anos. Num intervalo de sete anos, os dois filhos de Yiyun Li escolheram o suicídio, a meio caminho entre a escola e a casa de família. Tudo na natureza apenas continua é um testemunho delicado, revolucionário, que tem origem no «abismo», o novo habitat de uma escritora que escolhe professar a «aceitação radical» destas mortes trágicas. Indefetível na eterna condição de mãe, eternamente ligada aos seus filhos, Yiyun Li faz germinar neste livro uma gramática só sua: austera, íntima, capaz de descrever uma das mais extremas experiências humanas, no ponto exato em que a linguagem costuma falhar. Num exercício literário inigualável, Yiyun Li fixa para sempre o lugar dos seus filhos no mundo, porque «não há agora e outrora, agora e mais tarde; só agora e agora e agora e agora», mas somente agora e agora e agora e agora», como um tempo que nunca termina, apesar da tragédia.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: No dia 2 de julho de 2022, um par de delinquentes prepara-se para assaltar uma grande joalharia na cidade de Genebra. O engenhoso plano em nada se parece com um roubo comum. Vinte dias antes, nas margens do Lago Léman, Sophie Braun está pronta para comemorar o seu quadragésimo aniversário. Tem uma vida de sonho: mora com a família numa mansão cercada pela floresta, num mundo idílico e aparentemente intocável. Contudo, os alicerces desta ilusão estão prestes a estremecer. O marido de Sophie oculta inexplicáveis segredos. O vizinho mais próximo, um agente da polícia de reputação impecável, torna-se obcecado por Sophie e espia todos os seus movimentos, até os mais íntimos. E um homem misterioso oferece-lhe um presente que colocará a vida de Sophie em perigo. Serão necessárias muitas viagens ao passado, longe de Genebra, para traçar as origens desta intriga diabólica, da qual ninguém escapará ileso. Nem sequer o leitor. Um thriller de tirar o fôlego, assinado pelo autor que, desde A verdade sobre o caso Harry Quebert, se tornou um fenómeno editorial sem par, capaz de agarrar e ludibriar até o mais cético ou engenhoso leitor.
Edição: Maio 2024
Nº Páginas: 528
Sinopse:
No dia 2 de julho de 2022, um par de delinquentes prepara-se para assaltar uma grande joalharia na cidade de Genebra. O engenhoso plano em nada se parece com um roubo comum.
Vinte dias antes, nas margens do Lago Léman, Sophie Braun está pronta para comemorar o seu quadragésimo aniversário. Tem uma vida de sonho: mora com a família numa mansão cercada pela floresta, num mundo idílico e aparentemente intocável. Contudo, os alicerces desta ilusão estão prestes a estremecer.
O marido de Sophie oculta inexplicáveis segredos. O vizinho mais próximo, um agente da polícia de reputação impecável, torna-se obcecado por Sophie e espia todos os seus movimentos, até os mais íntimos. E um homem misterioso oferece-lhe um presente que colocará a vida de Sophie em perigo. Serão necessárias muitas viagens ao passado, longe de Genebra, para traçar as origens desta intriga diabólica, da qual ninguém escapará ileso. Nem sequer o leitor.
Um thriller de tirar o fôlego, assinado pelo autor que, desde A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, se tornou um fenómeno editorial sem par, capaz de agarrar e ludibriar até o mais cético ou engenhoso leitor.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
«Na pequena cidade onde cresci, as pessoas ficaram marcadas, durante muitos anos, pelos acontecimentos ocorridos no jardim zoológico numa sexta-feira de dezembro, a poucos dias do Natal. E durante todos esses anos ninguém soube o que verdadeiramente se passou. Até este livro.» O Natal está à porta. Para assinalar o fim das aulas, a turma de Joséphine faz uma visita de estudo ao jardim zoológico. Porém, o passeio, que tinha tudo para ser divertido, rapidamente se precipita numa catástrofe. Que aconteceu ao certo? Porque se revestem todos os acontecimentos de um secretismo absoluto? Os pais de Joséphine, que parece saber muita coisa, não desistirão enquanto não descobrirem a verdade. E perceberão, pelo caminho, que uma catástrofe nunca vem só, que as aparências iludem e que qualquer história pode tomar rumos imprevisíveis. Vários anos mais tarde, Joséphine, já adulta, decide contar tudo num livro. Com o mistério a manter o leitor em tensão da primeira à última linha, Uma catastrófica visita ao zoo é um romance comovente e cheio de humor, que aborda temas universais como a democracia, a inclusão e as relações entre pais, professores e jovens, urdido com a mestria e a precisão narrativa a que Joël Dicker nos habituou, desta vez com ingredientes que podem seduzir leitores de todas as idades.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: «Mathilde envelhecera []. A pele do rosto, constantemente exposta ao sol e ao vento, parecia mais grossa. A testa e os cantos da boca estavam cobertos de rugas. Até o verde dos seus olhos perdera o brilho, como um vestido usado demasiadas vezes. Engordara. Para provocar o marido, num dia de calor abrasador, pegou na mangueira do jardim e, debaixo do nariz da criada e dos trabalhadores, regou-se da cabeça aos pés. As roupas colaram-se-lhe ao corpo, deixando ver os mamilos eretos e o velo púbico. Nesse dia, os trabalhadores rezaram ao Senhor, passando a língua entre os dentes enegrecidos, para que Amine não enlouquecesse.» 1968, Marrocos: Mathilde, alsaciana, e Amine, oficial do Exército marroquino, são um casal com uma longa história atrás de si e um incerto futuro pela frente, à imagem do país onde vivem. Esta é a história de uma família hesitante entre a tradição e a modernidade, protagonizada por uma mulher enredada entre duas culturas, sufocada pelo conservadorismo do país onde escolheu viver e pidida entre a dedicação à família e o amor à liberdade. É também a história de um país que acabou de conquistar a independência e que procura o seu lugar, entre o espartilho religioso e o fascínio pelo Ocidente, entre a repressão e o hedonismo. Leïla Slimani, uma das vozes mais importantes da literatura francesa, regressa à história da própria família para construir um romance cheio de personagens inesquecíveis e imagens fortes. Retratando um tempo e um lugar em que ressoam os ecos do Maio de 68 e as mulheres encetam o pedregoso caminho da emancipação, a escritora reafirma a sua impressionante destreza narrativa e o olhar clínico sobre a intimidade.
