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Nº Páginas: 472
Sinopse:
Nenhuma outra figura foi intelectualmente tão relevante para a afirmação da direita liberal em Portugal como Francisco Lucas Pires. Forjado numa família que reunia formação clássica e espírito de liberdade, tornou-se um constitucionalista inovador, um jurista criativo, um político de dimensão intelectual rara à escala nacional e europeia ¿ e, acima de tudo, um cidadão inconformado com o destino de Portugal.Em O PRÍNCIPE DA DEMOCRACIA, Nuno Gonçalo Poças reconstitui o percurso e as ideias deste homem invulgar, cujo legado permanece em grande parte por cumprir, e passa em revista os seus sucessos e fracassos. O resultado é um livro que, graças à absoluta contemporaneidade do pensamento do biografado, nos ajuda a compreender as grandes questões que o país e a Europa continuam a enfrentar, mostrando-nos, ao mesmo tempo, uma elegância política difícil de conceber quando olhamos hoje à nossa volta.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Autobiografia política«O testemunho de Carlos Moedas, estou certo, servirá para encorajar e até formar as próximas gerações de cidadãos que queiram fazer viver os seus ideais. Que retenham o sentido do compromisso e a união entre liberdade e dedicação, que marcam toda a trama desta obra. Lisboa, as nossas duas nações e toda a nossa Europa precisam mais do que nunca dessa audácia e dessa coragem.» Emmanuel Macron in Prefácio«O prémio da Capital Europeia da Inovação deste ano atribuído a Lisboa celebra a transformação extraordinária da cidade numa ¿Unicorn Capital¿. Aplaudo a visão estratégica de Lisboa em cruzar a tecnologia com a cultura, sustentabilidade e cidadania. A Fábrica de Unicórnios é um excelente exemplo desta inovação que desenvolve um ecossistema dinâmico capaz de atrair talento global e start-ups de todo o mundo. Esta metodologia pioneira de Lisboa é um exemplo para todas as cidades europeias mostrando como iniciativas locais podem ser forças de grande mudança a nível europeu.» Iliana Ivanova, Comissária Europeia da Inovação e Ciência
Nº Páginas: 728
Sinopse:
Nos 500 anos do nascimento de Camões, a mais completa e rigorosa abordagem à vida do poeta. Quem foi o homem antes da lenda? Que circunstâncias da sua vida levaram a que se tornasse um mito? Antes de ser convertido em símbolo da nacionalidade ou em paradigma do poeta genial, Luís Vaz de Camões foi quase tudo quanto um homem podia ser no tempo em que viveu. Um estudioso e um humanista. Um sedutor que perseguiu amores proibidos. Um cortesão e um boémio, movimentando-se entre as casas dos grandes senhores e as ruelas da cidade. Um desordeiro, frequentemente envolvido em arruaças, que se viu atirado para a prisão. Um soldado que combateu no Norte de África, de onde saiu mutilado, perdendo um olho, e depois na Ásia, onde passou dezassete anos, naufragou e escapou à morte. Um viajante deslumbrado com os mundos que as viagens marítimas revelaram ao Ocidente. Um escritor que renovou a língua portuguesa, publicando uma obra excecional e perdendo outra de igual valor. Nascido no apogeu do império, testemunhando-lhe os primeiros sinais de decadência e as consequências do desaparecimento de D. Sebastião, a quem dedicou o seu poema épico, morto no dealbar da dominação espanhola, Camões celebrou e contestou os feitos do peito ilustre lusitano e pôs em verso as contradições de uma vida pelo mundo em pedaços repartida. Morreu doente, pobre e desalentado. Coligindo e relacionando centenas de contributos, compulsando as fontes conhecidas, mas apresentando também dados novos, confrontando as lições adquiridas sobre a vida do autor de Os Lusíadas, Isabel Rio Novo reconstitui a época para reerguer o indivíduo, revelar aspetos escondidos durante séculos e assim restituir a história de uma personalidade extraordinária. 500 anos depois do nascimento de Luís Vaz de Camões, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte é um avanço decisivo no conhecimento da biografia do homem e do poeta, em que o rigor da pesquisa se alia ao registo inconfundível de umas das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
A memória é vívida, mas essa memória tingiu todas as outras imagens, todos os acontecimentos, a vida. Neige Sinno teria sete ou nove anos - a cronologia exata, essa, também está turva - quando o padrasto começou a abusar dela. No corpo de Neige, em tudo o que é matéria ou espírito da mulher que se tornou, a memória exata do abuso permanece. Calada, aos 19 anos, decide quebrar o silêncio, denuncia o agressor, passa pelo julgamento público, sai de França, depois da condenação. E, depois, há este livro, que não queria escrever. E, depois, há o passado que a alcança - e a certeza de que é preciso fazê-lo. Este livro não é a história de uma criança que foi abusada; é a procura incessante e obstinada de Neige para encontrar a verdade sem adornos, por conseguir ouvir a sua voz real, por no-la fazer escutar, sem esquecimento, sem perdão, sem resiliência. Neste lugar de intimidade, onde só ela e nós habitamos, não há Lolitas, não há reparação de danos, não há a retórica da vítima. Em Triste Tigre - que Annie Ernaux disse ser o livro mais poderoso e profundo que alguma vez leu sobre uma criança devastada por um adulto -, há palavras exatas, há ternura, há violência, há a urgência de testemunhar coletivamente. Porque, no silêncio e na solidão, o abuso acontece, mas o espaço físico que ocupa é o do resto da vida, e a sua dimensão negra torna-se um duplo que se sobrepõe a tudo. Dialogando com os grandes nomes da literatura que mergulharam nesta dimensão, Neige Sinno escreveu um dos mais extraordinários, inclassificáveis e premiados livros dos últimos anos.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Apesar do seu estatuto de destacados intelectuais do século xx, a colaboração artística e a intensa amizade entre John Berger e Susan Sontag permanece praticamente desconhecida. Pela primeira vez, Contar Uma História oferece um vislumbre da vida partilhada entre ambos ao longo de quase um quarto de século. A partir de fontes como o filme epónimo transmitido na televisão, cartas pessoais raras e gravações de arquivo, estes fragmentos constroem o retrato de uma relação viva, exigente e sempre afetuosa. As vozes de Berger e Sontag ecoam ao longo destas páginas, dialogando e reagindo uma à outra enquanto enfrentam as suas preocupações intelectuais. Acima de tudo, as suas conversas revelam uma profunda admiração recíproca e uma troca de ideias sobre a narrativa, o eu e a sociedade que marcou o trabalho de ambos.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: A mais completa e atual biografia de Nuno Álvares Pereira Todos conhecemos Nuno Álvares Pereira como o herói de Aljubarrota. Mas quem foi realmente o homem por detrás da lenda? Guerreiro genial, senhor feudal poderosíssimo, conselheiro régio influente e, por fim, santo. Poucas figuras marcaram tão profundamente a História de Portugal como Nuno Álvares Pereira. Nascido em 1360, o homem que garantiu a independência do reino na Batalha de Aljubarrota continua a ocupar um lugar único na memória coletiva portuguesa. Mas nem todos conhecem os múltiplos rostos do Condestável. Nesta biografia monumental, resultado de décadas de investigação, João Gouveia Monteiro acompanha o percurso daquele que liderou exércitos, acumulou um vastíssimo património senhorial, aconselhou reis e acabou por trocar o poder e a riqueza pela vida religiosa. A partir de uma releitura rigorosa das fontes medievais, emerge o retrato completo de uma das figuras mais fascinantes e decisivas da História de Portugal.
Pré-Lançamento: Dia oficial de lançamento 22 de setembro. Artigo pago no momento da confirmação da encomenda e entrega efetuada a partir do primeiro dia útil seguinte ao lançamento. Quaisquer outros artigos comprados em simultâneo serão entregues aquando da expedição do livro em pré-lançamento.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 368
Sinopse: Em setembro de 1997, na Abadia de Westminster, com os olhos do mundo postos em si, Charles Spencer partilhou a dor que sentia pela morte da sua querida irmã, Diana. Quase trinta anos depois, chegou o momento de contar a incrível história da vida que partilhou com Diana e a trágica semana da sua morte. Durante a infância, Charles e Diana, os membros mais jovens da família Spencer, tinham uma ligação profunda, tratando-se pelas alcunhas secretas Duch e Carlos. Confidentes e inseparáveis, exploravam juntos os limites da propriedade da família, suportaram internatos extremamente difíceis, sobreviveram a amas pavorosas e apoiaram-se mutuamente durante a agonia do divórcio dos pais. Tudo mudou, porém, quando Diana casou com o príncipe de Gales, atual rei Carlos III, e se tornou, de um momento para o outro, o rosto mais reconhecido do planeta. Charles viu a irmã mais velha socorrer os membros mais frágeis da sociedade e desfrutar da maternidade com os seus amados filhos. No entanto, perseguida pela imprensa bárbara durante o desmoronar do seu casamento, Diana achou-se abandonada à sua sorte. O irmão Charles sempre tentou estar a seu lado, até àquela fatídica noite de agosto, em 1997. Em O Canto do Cisne, Charles Spencer traça o retrato mais íntimo, honesto e afetuoso da sua irmã, a princesa Diana.
Pré-Lançamento: Dia oficial de lançamento 21 de setembro. Artigo pago no momento da confirmação da encomenda e entrega efetuada a partir do primeiro dia útil seguinte ao lançamento. Quaisquer outros artigos comprados em simultâneo serão entregues aquando da expedição do livro em pré-lançamento.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Tudo aconteceu há exactamente cinco anos. Quando acordei, estava deitado sobre uma mão, sem sentir as pernas e sem sequer ter força para mexer o braço e tirá-lo debaixo de mim. Não foi a primeira vez que desmaiei, e percebi, naquele instante, o que me estava a acontecer: tinha acabado de fracturar a coluna. No entanto, a vida acabara de se esborrachar sobre a minha cabeça, comigo a processar tudo o que me estava a acontecer e a imaginar o depois do depois do depois de amanhã. Mais tarde percebi que, num hospital, o sofrimento nos transforma nas pessoas mais sós, mais desamparadas e mais vulneráveis do universo. Foi então, pela primeira vez na vida, que deixei de me sentir uma pessoa. E disse para comigo que era só uma partícula do cosmos, que, chatice das chatices todavia, pensava. Entre memória e reflexão, Um pássaro quando pousa nunca deixa de voar é um testemunho íntimo e profundamente humano sobre a fragilidade, a esperança, a paixão pela vida e a coragem para continuar quando tudo parece perdido.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 356
Sinopse: As minhas raízes, as minhas ideias de Giorgia Meloni Memórias pessoais e políticas da actual primeira-ministra italiana Neste livro, Giorgia Meloni fala pela primeira vez de si sem reservas. Das suas raízes, da infância e da relação com a mãe Anna, a irmã Arianna, os avós Maria e Gianni, e da dor causada pela ausência do pai; da paixão visceral pela política, que do seu bairro Garbatella, em Roma, a levou primeiro ao Governo italiano como ministra e depois ao topo do partido Fratelli dItalia e dos Conservadores europeus; da alegria de ser mãe da pequena Ginevra e da história de amor com Andrea; dos seus sonhos e do futuro que imagina para a Itália e para a Europa. Com a franqueza e a clareza que a caraterizam, aborda também temas complexos como a maternidade, a identidade e a fé. Um relato apaixonado e envolvente, Eu, Giorgia revela o passado, presente e futuro da líder política sobre quem recaem muitos olhares, em Itália e não só.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 264
Sinopse: Em setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polónia, Renee Salt era apenas uma criança. Nos anos que se seguiram, viu o seu mundo desmo- ronar-se. Foi separada da vida que conhecia, obrigada a viver em guetos e deportada para alguns dos mais temidos e mortíferos campos de concentração nazis, entre eles Auschwitz-Birkenau e Bergen-Belsen. Mas, no meio do horror, houve uma constante: a mão da sua mãe a segurar a sua. Durante quase seis anos, Renee e Sala enfrentaram juntas a fome, o medo, a violência e a incerteza. Quando tudo parecia perdido, foi a força do amor que as manteve vivas. Foram os gestos silenciosos de uma mãe, uma decisão tomada num instante, uma mentira para proteger a filha, uma coragem demonstrada nos momentos mais sombrios, que fizeram a diferença entre a vida e a morte. Enquanto milhões de vidas eram destruídas pela barbárie nazi, mãe e filha encontraram uma forma de preservar a esperança e a humanidade. Oitenta anos depois, Renee encontra finalmente a coragem para contar a sua história. Uma Promessa em Auschwitz é um testemunho extraordinário de sobre vivência, uma homenagem profundamente comovente ao amor maternal e uma poderosa lembrança de que, mesmo nos tempos mais sombrios, a esperança pode sobreviver.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: «O Marco Silva é um dos melhores treinadores que já defrontei.» Pep Guardiola, conferência de imprensa a 10 de fevereiro de 2026 | «Parabéns, Marco, por uma carreira bonita, alicerçada em talento, trabalho, seriedade e discrição. Subiste pelas escadas, onde muitos tiveram um elevador à sua disposição. Parabéns por uma carreira feita de resultados e não de perceções. Admiro e aplaudo.» José Mourinho, A Bola, 27 de março de 2025 | «O Marco tinha um grande potencial. Era um jogador aguerrido e cruzava bem, só que, infelizmente, o seu joelho não o permitiu ir mais longe na carreira.» Diogo Luís, CNN Portugal, 3 de junho de 2026 | «Como capitão, queria que ele ficasse, e nós, como equipa, queríamos que ele ficasse.» Rui Patrício, Sport TV, 17 de maio de 2015 | «O Marco ajudou-me, e a verdade é que, depois de 17 anos de carreira, ainda aprendi com o meu último treinador.» Hugo Leal, Record, 7 de fevereiro de 2015 | «Acho que evoluí muito ao trabalhar com ele, sou-lhe totalmente grato.» Richarlison de Andrade, Eleven Sports, 19 de outubro de 2022 | «Ele é excelente em tudo tática, gestão de grupo, etc. , tem uma visão muito clara do futebol.» Aleksandar Mitrovic, Flashscore, 5 de novembro de 2025 | «O Marco Silva emana aquilo que tem sido o legado técnico do futebol português nos últimos anos, que, aliás, se tem expressado ao mais alto nível. () O êxito e o sucesso que tem vindo a alcançar merece o aplauso de todos nós.» Carlos Queiroz, O Gaiense, 20 de março de 2025
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: Conhecemos Andrew Leland enquanto ele se encontra suspenso no estado liminar de quem está prestes a ficar cego. Ele cresceu com visão total, mas, a partir da adolescência, a sua visão começou a degradar-se da periferia para o centro. Em breve - embora sem saber exatamente quando - é provável que não lhe reste qualquer visão. Repleto de apreensão, mas também de uma curiosidade persistente, Leland embarca numa exploração abrangente do estado de ser que o espera: não apenas a experiência física da cegueira, mas também a sua linguagem, política e costumes. Ele gere as mudanças nas relações com a sua mulher e o seu filho, e com o seu próprio sentido de identidade, à medida que transita de uma vida dita comum para uma vida com deficiência. O autor encontra grandes surpresas pelo caminho ele e quem está à sua volta.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: Uma mulher que toda a vida sonhou viajar arrisca-se a fazê-lo finalmente depois dos 50. E descobre-se completamente invisível Criada com dificuldades e habituada a férias de campismo, Ana sonhou toda a vida com viagens a sério; mas as ocupações que escolheu, o casamento, os filhos, o trabalho irregular, não lhe facilitaram a vida. Na verdade, foi só depois dos cinquenta que conseguiu respirar fundo, tirar um mês sem facturar, dispor de um pé-de-meia, fazer a mala e arriscar na aventura de um Interrail, tal como os estudantes no fim do Secundário. Esta é, pois, a história de uma senhora de certa idade que resolveu controlar a ansiedade e os nervos, pôr uma mochila às costas, meter-se em vários comboios e testar as rodas do seu trólei nas lajes da Antiguidade e da modernidade de Itália. Não esperou por ninguém e partiu, ainda que com receio de se fartar de si própria (mesmo que para os outros fosse paradoxalmente quase invisível). Não orou nem amou, mas comeu, bebeu e olhou com avidez tudo o que lhe apareceu pela frente, coisas e pessoas. Teve contratempos, claro, mas não chorou sobre o leite derramado até porque os aperitivos que experimentou eram bem coloridos e estimulantes. Apaixonou-se todos os dias, e todos os dias se exasperou com paixão. Andou muito. Escreveu muito. Cansou-se muito. e voltaria já amanhã. Testemunho incrivelmente sincero e genuíno, A Turista Invisível não é só o relato de uma viagem há muito desejada, mas sobretudo uma jornada ao mais fundo de si que um ser humano pode fazer. E, ainda por cima, com um belo cenário.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Arquiteto de Sonhos Entrevista de vida desta «figura universal da História da Arquitectura» Grande entrevista de vida do arquitecto Álvaro Siza Vieira, conduzida pela jornalista Fátima Campos Ferreira. Inclui um prefácio de Eduardo Souto de Moura, ilustrações de Álvaro Siza Vieira e caderno fotográfico. «O diálogo é sempre essencial e espartano como a obra. Um dia o arquiteto Souto Moura comparou-o a uma leoa da savana, pela insistência de observação e o cuidado no resguardo das crias. Siza encolhe os ombros e segue o caminho. Os cigarros, ou o que resta deles, encheram o cinzeiro e o ar está saturado pelo tabaco. Vive por todos e por si, e parece pouco preocupado com a felicidade por saber que tal como sonhada não passa de uma miríade de ilusão. A vida é outra coisa. É dignidade e integridade. É o cuidado com o outro, é a Arte. E claro o sonho, sempre o sonho, ou não fosse Álvaro Siza Vieira um arquiteto de sonhos!»
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: (Os bastidores de uma vida de filme) Depois de décadas agarrado a vícios de todos os tipos, do crack à tequila, passando pelos cremes de testosterona, Charlie Sheen ficou finalmente sóbrio em 2015. A estrela do filme Platoon e da série Dois Homens e Meio decidiu então ser um homem diferente e, três anos depois, como parte da recuperação, lançou-se na escrita de O Livro de Sheen. Recusando a ajuda de escritores-fantasmas, é pela sua própria voz sem filtros ou embelezamentos literários que nos narra uma vida extraordinária. A começar pelo nascimento, em que quase morreu estrangulado pelo cordão umbilical, e pela infância, vivida sempre em movimento: o pai, Martin Sheen, arrastou consigo a família a cada novo filme, de modo que o jovem Charlie cresceu em cenários de Hollywood (ou em sets como o de Apocalypse Now, nas Filipinas) e rodeado de amigos, como os irmãos Sean e Chris Penn, que, tal como ele, viriam a tornar-se estrelas mundiais. Sheen teve uma carreira estratosférica e chegou a ser o ator de televisão mais bem pago do mundo, quando protagonizou Dois Homens e Meio. Mas foi ainda durante a rodagem dessa série que tudo começou a descambar as adições e os escândalos conduziram-no a uma longa travessia no deserto. Esse percurso está todo aqui, os altos e baixos, desde as memórias de jogar pingue-pongue com O. J. Simpson, a perder a virgindade com uma profissional, passando pela overdose de cocaína a que sobreviveu por pouco. É tudo inacreditável e é tudo verdade. Com uma voz única, um humor cortante e um estilo coloquial, quase cru, o autor oferece-nos um livre-trânsito de acesso aos bastidores do filme da sua própria vida.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Elogiada pelo Vaticano, acolhida pelo mundo da moda e adorada a nível global, Rosalía está a redefinir a música pop a um ritmo surpreendente e arrebatador. Desde os primeiros tempos a estudar o cante tradicional na Catalunha até ao impacto revolucionário de El Mal Querer, MOTOMAMI e agora o deslumbrante e ambicioso LUX, Rosalía reescreveu as regras do que um artista espanhol pode ser. Rosalía - De aprendiz de flamenco a visionária da pop é a primeira grande biografia (não autorizada) da artista que transformou o género ao fundir religião, romance, R&B, música clássica e muito mais. Num mergulho profundo para lá dos êxitos, expõe os riscos criativos, as batalhas culturais e as reinvenções pessoais que marcaram a sua ascensão meteórica, elevando Rosalía a um estatuto de ícone incomparável na sua geração. Com uma belíssima secção fotográfica e acompanhando o seu percurso desde os palcos catalães ao topo das tabelas mundiais, este é o retrato de uma artista cuja visão e entrega é tão destemida quanto a sua voz.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: «Os cães mudam a nossa vida para caótica, mas, na verdade, é um caos que deixa saudades. Pensando bem, não é isso que todos procuramos? Eu quero lembrar-me de cada um dos meus cães, para sempre.» Markus Zusak, autor bestseller de A Rapariga Que Roubava Livros, abre-nos as portas de sua casa para contar como a sua família teve a brilhante, ou talvez absolutamente louca, ideia de adotar três cães abandonados. Reuben, que mais parece um lobo do que um cão; Archer, especialista em destruir o tapete mais bonito e depois olhar com ar inocente, como quem diz: «A culpa é tua»; e Frosty, que arrasa a casa e, logo a seguir, se aninha ao nosso lado com a maior ternura, enquanto se liga ao carpinteiro a pedir um orçamento. O resultado? Caos total. Entre gargalhadas, imprevistos e danos irreversíveis no jardim, a catástrofe parece inevitável. Mas é precisamente nessa desordem que algo extraordinário acontece. Os erros transformam-se em aprendizagens, o caos torna-se espaço de crescimento e, acima de tudo, nasce um amor tão intenso que se torna impossível imaginar a vida sem ele. Este é um testemunho arrebatador, cru e profundamente humano, que retrata o caos, os laços que nos transformam e essa beleza desordenada que só um animal pode trazer à nossa vida. Uma história de amor corajosa e inesperada sobre como até os animais mais indomáveis se tornam parte da família.
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 504
Sinopse: A vida que mudou uma nação e inspirou o mundo. Percorrendo as memórias da infância até 1921, Mahatma Gandhi revela dúvidas, falhas e descobertas pessoais, enquanto acompanha o nascimento do pensamento que o tornaria uma figura universal na luta contra a violência, o racismo e o colonialismo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Vivemos numa época de manchetes e slogans em que a história foi substituída por narrativas tendenciosas e feitas à medida. Por isso, é difícil encontrar um empreendimento mais quixotesco do que escrever uma biografia intimista de Miguel de Cervantes. Se, além disso, se basear em fontes históricas e bibliográficas da época e dedicar as suas páginas a despojar o génio literário de todos os lugares-comuns que, durante séculos, revestiram a sua ilustre figura com as mais variadas vestes, a audácia é muito maior. José Manuel Lucía Megías, professor da Universidade Complutense de Madrid e um dos mais respeitados estudiosos de Cervantes da atualidade, leva-nos numa viagem fascinante e divertida que visa despojar o mito de todas as restrições impostas à sua vida: desde a tentação de ler as suas obras do ponto de vista biográfico à construção de imagens heroicas baseadas no seu papel na Batalha de Lepanto ou no seu cativeiro em Argel, até às muitas especulações sobre a sua vida romântica e sexual. Esta viagem leva-nos para longe do terreno pantanoso dos estereótipos consagrados por séculos de crítica e abre-nos as portas para um labirinto onde temos de caminhar sem preconceitos, para banir estes retratos incompletos e nos ajudar a descobrir o homem que Miguel de Cervantes foi. «O livro de José Manuel Lucía é um grande retrato da complexa sexualidade de Cervantes.» The Objective «Cervantes Íntimo: um documentário sobre o autor do Quixote, emblema do castelhano.» La Nación «A obra traduziu o olhar de Cervantes até ao presente, registando que o seu génio nasceu também do conflito, da dúvida e da paixão humana.» Alejandro Amenábar «O livro que se consolidou como referente contemporâneo na análise da literatura espanhola.» El Diario de Madrid «Clássicos como Cervantes estão sempre na moda: claro, D. Quixote é o Livro com L maiúsculo da tradição ocidental e há alguns outros textos notáveis, mas a vida de Cervantes interessa-nos muito.» ABC
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: Sobre a escrita do autor: «Um talento aforístico de primeira água.» David Mourão-Ferreira «Um prosador de excepção.» Paula Morão «Duas ou três penadas caracterizam uma figura, duas ou três observações apontam as notas fundamentais de uma obra, dois ou três parágrafos situam os problemas, as épocas, os contextos, os ambientes.» Vasco Graça Moura «É difícil, deste diário, dizer o que tem de melhor, tal a profusão da riqueza, na variedade, que o alimenta. Mas eu seria fortemente tentado a sublinhar a força mortífera e audaz de certos aforismos. Como este (e é só um exemplo): Ser governo é estar de má-fé.» Eugénio Lisboa «...sem esquecer os famosos dias nacionais deste embaixador Marcello Duarte Mathias, no seu livro Diário da Índia, oferece um olhar ternamente cáustico que Lawrence Durrell não desdenharia.» José Paulouro das Neve
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 152
Sinopse: Queria-te com esse teu cheiro, com defeitos, com aquela vulnerabilidade que só existe quando duas pessoas se aproximam o suficiente para se magoarem. Queria-te num mundo onde ainda se sente vergonha, e ciúme, e desejo, e medo. Queria-te onde se ouve o som da respiração e onde o silêncio tem peso. Um lugar sem Wi-Fi, sem ghosting, sem o botão de desligar a conversa. A vertigem da paixão, a dor da perda, a reconciliação e o medo do fim prendem-nos numa história envolvente que nos leva a mergulhar no mundo emocional de um homem intenso que não deixa ninguém indiferente. Em Tudo o que nunca te disse, meu amor, a Contraponto revela o talento de João Mota, uma nova voz na literatura romântica, capaz de tocar pessoas de todas as idades e de fazê-las acreditar que o amor pode mesmo salvar os dias.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: ENSAIO BIOGRÁFICO SOBRE VASCO GONÇALVES, UMA FIGURA CENTRAL E POLARIZADORA DA REVOLUÇÃO E DA DEMOCRACIA Entre 1974 e 1975, Vasco dos Santos Gonçalves afirmou-se como uma das figuras mais controversas da nossa história recente. Enquanto militar do MFA, liderou quatro dos seis governos provisórios durante o processo revolucionário português, tendo sido primeiro-ministro entre julho de 1974 e setembro de 1975. O contexto desse período moldou tanto a sua ação governativa como os seus gestos discursivos, que permaneceram latentes na memória coletiva portuguesa e suscitaram reações profundamente contraditórias. «Não Pode Haver Neutros!» é um ensaio biográfico que recentra criticamente a figura de Vasco Gonçalves no quadro da Revolução portuguesa, analisando os seus discursos e as «articulações políticas» que estabeleceu com o MFA e as classes trabalhadoras com o devido contexto histórico e procurando ultrapassar leituras polarizadas. «Por emergir nos anos da Revolução portuguesa com uma aura simbolicamente `messiânica e com a espessura de um sujeito (político) irredutível, a maior parte das abordagens sobre a persona de Vasco Gonçalves ainda se encontra fatalmente capturada por uma espécie de `moralismo sentimentalista ora de contornos nostálgicos, ora de contornos revanchistas.»
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: A história do rapaz-fenómeno que virou do avesso o mercado imobiliário. (Se vender casas fosse fácil, todos nós o fazíamos.) Ninguém tão novo tem uma biografia. Mas também ninguém com 21 anos tinha sucesso a vender casas até surgir o Lucas. Aos 20 anos, trocou a praia e o surf por uma decisão improvável: vender imóveis. Três anos depois, Lucas Valente da Silva tornou-se o consultor imobiliário n.º 1 da Europa com menos de 30 anos na sua rede com uma faturação superior a um milhão de euros, algo inédito para alguém tão novo. Desde então, ganha prémios, ganha dinheiro, ganha seguidores até haters. Já vendeu mais de mil casas. E não mostra sinais de abrandar. Mas esta não é a história que se vê no Instagram ou no TikTok. Este livro revela o que quase ninguém sabe: as escolhas, os métodos, as paixões e as tensões por trás de um percurso que parecia impossível até acontecer. Quem é, afinal, o Lucas O que fez de diferente? E talvez a questão mais intrigante: como é que alguém tão novo conseguiu tanto sucesso onde tantos falharam?
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: Depois de ter vendido mais de 350 milhões de exemplares em todo o mundo, Stephen King partilha as experiências e as histórias que moldaram a sua vida e a sua escrita. «Se quer ser escritor, há duas coisas que tem de fazer acima de tudo: ler muito e escrever muito.» Misturando episódios das suas memórias com uma incrível masterclass sobre escrita, Stephen King partilha histórias da sua vida enquanto escritor e oferece conselhos a todos quantos querem sentar-se em frente a uma folha branca e começar a escrever. Rico em exemplos e referências - do desenvolvimento do enredo à criação de personagens, dos bons hábitos profissionais aos maus, e muito mais -, King desmistifica as ideias e preconceitos associados à escrita como ninguém. Numa viagem que vai desde a infância até ao seu despertar como escritor, passando pelo início de carreira difícil e pelo acidente que quase lhe roubou a vida em 1999, um dos escritores mais lidos da atualidade conta-nos como a ligação absolutamente indissociável entre escrever e viver motivou a sua recuperação. É que, para o autor de The Shining e Misery, não há diferença entre a história pessoal e a história profissional: viver e escrever são uma e a mesma coisa. Excecionalmente inspirador, este livro é, em igual medida, um retrato na primeira pessoa de um grande escritor e um guia único para quem quer escrever.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: Em 2026 assinalam-se os 800 anos da morte de São Francisco, um dos santos mais populares da Igreja Católica. Este livro é a sua mais completa biografia Com o rigor de um historiador e o talento de um contador de histórias, Barbero revela a complexa, multifacetada e, por vezes, contraditória história de Francisco, o santo que todos julgamos conhecer. As primeiras biografias de Francisco foram escritas por frades que o conheceram de perto. Poderíamos acreditar tratar-se de biografias fiáveis. Mas não é bem assim: autores e leitores não gostavam de recordar que Francisco era um homem cheio de dificuldades e contradições, que tinha experimentado desilusões e derrotas; queriam um santo perfeito em todos os sentidos, livre de dúvidas e amargura e, em última análise, semelhante a Cristo. Esta necessidade de um santo acima de todas as suspeitas levou a que 40 anos após a sua morte, a Ordem Franciscana mandasse destruir todas as biografias existentes e substituí-las por uma «definitiva», a Legenda Maior, escrita por S. Boaventura. Os livros sobre a vida do santo foram retirados das bibliotecas e dados como desaparecidos. Só séculos mais tarde começaram a ressurgir do esquecimento graças a descobertas fortuitas, revelando um Francisco muito diferente, não o santo sempre alegre que falava com os pássaros, retratado nos frescos de Giotto em Assis, o santo que domesticava lobos, o precursor do ambientalismo moderno, que conversava amigavelmente com os muçulmanos, o precursor do pacifismo e do ecumenismo. O Francisco que emerge das suas memórias é um homem atormentado e austero, capaz tanto de gestos gentis como de uma inesperada aspereza. Mas, acima de tudo, não contam a história de apenas um Francisco, porque cada um se lembrava dele à sua maneira. Quem foi realmente este homem extraordinário? Este é o livro que fala desse homem desconhecido.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 680
Sinopse: Como é que uma das maiores escritoras dos nossos dias conta a sua própria vida? Estas são as muito aguardadas memórias de uma das figuras culturais mais elogiadas e influentes do mundo. Visionária. Irreverente. Livre. Nestas páginas, Margaret Atwood escreve a sua história. Criada por pais com mentalidade científica e espírito independente, Margaret Atwood passou grande parte da sua infância nas florestas remotas do norte de Quebeque, longe das convenções sociais. Essa infância nómada e sem amarras marcou o início de um caminho fora do comum, que ela mesma narra com lucidez, ironia e génio, entrelaçando os momentos decisivos da sua vida com as obras que transformaram a literatura contemporânea, de A História de Uma Serva a Chamavam-lhe Grace, de O Assassino Cego a Os Testamentos. Com a mordacidade e lucidez que lhe são características, Atwood levanta o véu que cobre a experiência e a criação, a realidade e a palavra escrita. E abre também uma janela íntima para a relação com o seu companheiro Graeme Gibson e para as paisagens emocionais que alimentaram os seus livros. Luminoso, revelador e profundamente humano, O Livro das Minhas Vidas não é apenas a crónica de um caminho sem igual, é também uma reflexão brilhante sobre o que significa escrever, recordar e transformar a experiência em literatura. Um testemunho fascinante de uma das vozes mais influentes do nosso tempo, que satisfará a curiosidade do leitor, abrindo a porta da mente de uma escritora que nunca deixou de se deslumbrar por todas as facetas, tanto claras quanto escuras, do ser humano. «Uma tremenda demonstração da sabedoria e talento da autora.» The Guardian «Margaret Atwood mostra-nos agora, pela primeira vez, tudo o que pulsava por baixo das suas ficções.» La Vanguardia «A Atwood aqui apresentada, tão incisiva como sempre, é mais emocional, com uma sagacidade mais madura e benévola, como se estivesse a contar a sua vida a velhos amigos.» The Times Literary Supplement
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: Será que conhecemos quem se senta connosco à mesa todos os dias? Ao fim do dia, um casal senta-se à conversa «Não me valido pelo olhar que os outros lançam sobre mim, o medo vem sempre do que os outros pensam e não há maior prisão. Mas a maior lição que aprendi com as minhas fraquezas foi que o mais trágico no amor não é perceber que nos enganaram, mas sim que nos enganámos.» Tozé «No amor não me enganei, só naqueles fogachos que também nos tiram o sono e acicatam o entusiasmo. Um dia fiz o exercício de pensar a que pessoas tinha dito «amote», para perceber se não tinha gastado o verbo em vão, e, na verdade, só o disse a quem realmente valeu a pena. Isto não é uma taça ou uma medalha na vitrina cá de casa, mas sou vaidosa com os amores; gosto de me orgulhar deles; o amor não acaba porque o tempo já é outro.» Inês Inês Meneses e Tozé Brito são marido e mulher. Durante vários meses, ao fim do dia, decidiram partilhar reflexões, histórias e confidências, contando-se um ao outro, sem subterfúgios ou receios. Num exercício intimista, revisitam tempos em que as paixões e os sonhos eram outros e mostram como se encontraram num presente a dois que os deixa com vontade de chegar ao futuro. Do Porto a Londres, de Lisboa a Mindelo, os autores abrem-nos a porta do mundo da música, da rádio, da escrita, das relações fugazes e dos amores duradouros, atravessando o passar dos anos, onde cabem tantas pessoas e sentimentos.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
A extraordinária vida de um dos mais acarinhados artistas de Portugal Poucas vezes, ou talvez nunca, um artista português terá sido admirado de forma tão transversal. Entre jovens e mais velhos, do Norte ao Sul, em Portugal e nas comunidades emigrantes, na descontração das festas de verão ou na formalidade dos salões, com música tradicional ou em jazz, da rádio à televisão, Toy construiu uma marca que assenta em duas linguagens: a música e a sinceridade. Coração não Tem Idade conta a vida de Toy, na primeira pessoa. Sem filtros, viaja pela fidelidade a Setúbal, pelas raízes familiares que o ligam ao Norte e à Andaluzia espanhola e pelos despertares para o canto e para os instrumentos musicais. Revisita dramas de adolescência, amores profundos, paixões intensas, incríveis exageros ou a dureza implacável da vida a trabalhar como torneiro mecânico emigrado na Alemanha, para depois se aventurar pela impressionante agilidade do seu processo criativo. Incluindo dezenas de fotografias pessoais, letras manuscritas das canções mais celebradas e emocionantes testemunhos de familiares e amigos, a autobiografia de Toy é uma obra inspiradora, um exemplo de criatividade e persistência.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: Provocador e profundamente tocante, um livro que é uma ode à amizade, ao amor e à vida urbana. Finalista do National Book Critics Circle Award, na categoria de Autobiografia. Tendo como cenário Nova Iorque, A Mulher Singular e a Cidade explora os ritmos, os encontros fortuitos e as relações em constante mutação, tudo aquilo que moldou a sensibilidade de uma mulher ferozmente independente que deu corpo aos seus conflitos, não às suas fantasias, numa cidade que fez o mesmo. A percorrer ininterruptamente o livro está a relação agitada de mais de vinte anos de Vivian Gornick com o seu melhor amigo Leonard, um homossexual sofisticado no que à sua infelicidade diz respeito, cuja amizade «lançou mais luz sobre a natureza misteriosa das relações humanas comuns do que qualquer outra forma de intimidade» por ela conhecida. A relação entre Vivian e Leonard atua como um coro grego em relação à ação principal - o contacto contínuo da narradora com merceeiros, indigentes e porteiros, passageiros de autocarro, travestis e numerosos conhecidos. em Leonard, ela vê-se refletida sem artifícios; na rua, extrai sentido do que vê. Nestas memórias, redigidas sob a forma de uma colagem narrativa que inclui excertos meditativos sobre o que constitui uma feminista moderna, o papel do flâneur na literatura urbana e a evolução da amizade ao longo dos últimos dois séculos, é-nos dada a ver a relação fecunda de Vivian Gornick com a cidade por excelência.
