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Nº Páginas: 824
Sinopse:
Há textos escritos ao longo de doze anos, desde a época em que Sylvia Plath era estudante universitária até 1962, o ano anterior à sua morte. E também desenhos e poemas, testemunhando a vida e a obra de uma das principais poetas de língua inglesa do século xx, autora de Ariel e The Colossus. Revelando uma consciência precoce da sua vocação de poeta, Plath afirmava aos dezoito anos: “estou a dar uma justificação à minha vida, à minha viva emoção, aos meus sentimentos, ao transformar tudo isto em letra impressa”, organizando de forma provisória “o meu patético caos pessoal”.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga, no Ribatejo, e fez-se leitor na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa. Em 1947, publicou o seu primeiro livro, Terra do Pecado, e, em 1953, terminou o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte. Foi editor, tradutor, crítico literário e jornalista. E, apesar de ter regressado à escrita em 1966, com Os Poemas Possíveis, só em 1976 se instalou no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra e fazer nascer o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que passou a caracterizar a sua ficção e que hoje é conhecido em todo o mundo. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos como Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, ou A Viagem do Elefante. Recebeu o Prémio Camões em 1995 e, em 1998, tornou-se o único autor de língua portuguesa distinguido com o Prémio Nobel de Literatura. Repositório de frases marcantes e aforismos, mas também porta de entrada para a obra do escritor, este livro contém 640 citações de José Saramago, enquadradas em 280 temas, e ainda 20 textos breves.
Nº Páginas: 132
Sinopse:
Nalgum momento da nossa vida, o fracasso é inevitável, mas desistir é imperdoável. O presidente eleito Joseph R. Biden Jr. foi considerado, simultaneamente, o homem com mais sorte e o mais azarado - afortunado por ter cumprido uma carreira política de cinquenta anos que culmina no comando da Casa Branca, mas também marcada por profundas perdas pessoais e pelas deceções sofridas. No entanto, mesmo que a vida de Biden tenha sido moldada pela tragédia, também foi impulsionada por uma disposição, rara nos altos escalões da política, para enfrentar adversidades, equívocos e reveses da sorte. As provações criaram nele uma profunda empatia pelos outros, em dificuldades - uma qualidade essencial para conduzir a os Estados Unidos à recuperação e à renovação. Num tom jornalístico e abarcando um amplo contexto, Evan Osnos baseia-se em quase uma década de reportagem para a The New Yorker para revelar as personagens e o significado da extraordinária eleição presidencial de 2020. Parte ainda de longas entrevistas com Biden e revela conversas com mais de uma centena de outras pessoas, incluindo o presidente Barack Obama, Cory Booker, Amy Klobuchar, Pete Buttigieg e uma série de ativistas, conselheiros, oponentes e membros da família de Biden. Este retrato revela a longa e agitada carreira de Biden no Senado, os oito anos como vice-presidente de Obama, a sua travessia no deserto político depois de ser preterido por Hillary Clinton, em 2016, a decisão de desafiar Donald Trump e a escolha da senadora Kamala Harris como sua companheira de corrida. Evan Osnos pondera as dificuldades que Biden enfrenta no início da sua presidência e avalia como um país em mudança, um poço profundo de experiências e uma abordagem rigorosa das questões alteraram suas posições. Neste retrato cheio de nuances, Biden emerge como imperfeito, mas decidido, e temperado pela tragédia - um homem que pode ser inesperadamente adequado para o seu momento na história.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Eis as memórias, comoventes e divertidas, de Hans Rosling, génio sueco da estatística, extraordinário investigador e coautor do bestseller global Factfulness, com Ola Rosling e Anna Rosling Rönnlund. Foram os factos que o ajudaram a explicar a maneira como o mundo funciona. Mas foram a curiosidade e o empenho que fizeram de Hans Rosling (1948-2017) um dos mais populares investigadores do nosso tempo. "Como Aprendi a Compreender o Mundo" é a história, contada pelo próprio Hans Rosling, de como se tornou um pensador revolucionário. O seu relato transporta-nos do calor sufocante das urgências de um hospital em Moçambique ao Fórum Económico Mundial em Davos. Em colaboração com a jornalista sueca Fanny Härgestam, Hans Rosling escreveu esta memória com a mesma alegria do comunicador que fazia o mundo inteiro parar para o ouvir.
Nº Páginas: 292
Sinopse:
"Eu tinha 22 anos quando Salazar abandonou o governo, em 27 de Setembro de 1968, e 24 quando ele morreu, em 27 de Julho de 1970. (…) Na memória tenho aquela voz característica, com convicção mas ainda clerical e guardando sempre um fundo de pronúncia beirã." Durante 40 anos, António de Oliveira Salazar comandou os destinos de Portugal. Mais de três décadas após a sua morte, o seu nome continua a suscitar polémica. Defendido por uns, acusado por outros. Idolatrado ou odiado, símbolo de uma época de ouro recordada com saudade ou da estagnação e do "atraso português"? Jaime Nogueira Pinto apresenta-nos o outro retrato de António de Oliveira Salazar, pensador, político e homem de Estado. Restaurou as Finanças Públicas, substituiu a Ditadura Militar por um Estado constitucional autoritário, disciplinou os seus "amigos" e aliados de direita e conduziu uma arrojada e bem sucedida política externa na década de grandes conflitos europeus. Para Jaime Nogueira Pinto, quando Salazar abandona o poder, deixa um país mais desenvolvido, material e espiritualmente, do que aquele que encontrou em 1928.
Nº Páginas: 152
Sinopse:
Diz-se que António Variações era um artista à frente do seu tempo. Que era talvez demasiado moderno para um Portugal ainda tão cinzento e conservador, um país cujas aldeias perdidas no interior tinham parado no tempo e não tinham espaço para espíritos inquietos como o de António Joaquim Rodrigues Ribeiro. Variações, que assim decidiu chamar-se, fez-se sozinho. E quando conseguiu aquilo que sempre sonhou, quando todos na rua o cumprimentavam, quando a sua música explodiu nas rádios, morreu. Demasiado cedo, dizemos todos. Mas mesmo com pouco tempo de vida e música, deixou-nos a todos um legado único e extraordinário que ainda hoje inspira tantos músicos e artistas portugueses. Este livro é resultado dessa inspiração e também uma homenagem a um homem que nos deu tudo o que tinha para dar."Viveu sozinho, à sua maneira, muito incompreendido, se é que ele próprio se compreendeu. Exigente e dono da razão, exótico, louco, apontado, foi até ao fim o mesmo miúdo que chegou a Lisboa sem nada, que falava baixinho e tinha vergonha e por isso desejou tantas vezes regressar à origem: "Adeus que me embora vou/ Vou daqui prà minha terra/ Que eu desta terranão sou."
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Adolfo Kaminsky, judeu russo de nacionalidade argentina, tinha 17 anos quando foi despejado de casa, com a família, e enviado para o campo de concentração de Drancy. Os seus passaportes argentinos garantiriam à família Kaminsky a libertação deste campo, salvando-os, por uma questão de horas, da deportação para Auschwitz. Já com a fuga de França marcada, Kaminsky é recrutado pela 6ª, o braço secreto do UGIF, onde se tornaria o mais jovem falsificador ao serviço da Resistência francesa e onde o seu trabalho garantiria salvo-conduto a milhares de judeus nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial. Após a tomada de Paris, Kaminsky é recrutado pelos serviços secretos franceses, que abandona aquando da Guerra da Indochina. Regressado à clandestinidade, nas décadas seguintes viria a colaborar com a resistência antifranquista, com resistente gregos contra a ditadura dos coronéis, com antissalazaristas em Portugal, com a Frente Nacional de Libertação da Argélia, com objetores de consciência norte-americanos durante a Guerra do Vietname, com vários movimentos de esquerda na América do Sul e com diversos movimentos independentistas africanos (Guiné, Guiné-Bissau, Angola e África do Sul). Kaminsky nunca aceitou dinheiro pelo seu trabalho de falsificador, recusando tornar-se um mercenário e comprometer os ideais maiores de liberdade e dignidade humana que o guiavam. Esta é a história de um verdadeiro herói.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
A estreia literária de David Borges, "Amor Eterno", cruza uma história ficcionada vivida pelas suas netas num futuro ainda distante, com as memórias verdadeiras do conhecido jornalista e da sua mulher passadas entre África e Portugal ao longo de mais de quatro décadas.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Susan Sontag, Dorothy Parker, Hannah Arendt, Rebecca West, Joan Didion, Mary McCarthy ou Nora Ephron, entre outras, o que têm estas mulheres em comum? O talento, a argúcia, a precisão do pensamento, o brilhantismo e o arrojo das opiniões que defenderam desassombradamente. São os nomes de mulheres que (cada uma à sua maneira) correram riscos, defrontaram preconceitos, desafiaram o poder masculino na imprensa e na cultura dominante, e moldaram a história cultural e intelectual do século XX, pelo que escreveram, pelo que viveram e pelo extraordinário legado que devemos partilhar.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Sir David Attenborough, lenda viva e apresentador da série da BBC Planeta Terra, conta-nos nas suas próprias palavras a história dos primórdios da sua carreira como naturalista e personalidade televisiva. Em 1954, David Attenborough, um jovem apresentador de televisão, foi presenteado com uma oportunidade única: viajar pelo mundo em busca de animais raros e desconhecidos para a coleção do Jardim Zoológico de Londres, e filmar a expedição para um novo programa da BBC intitulado Zoo Quest. Esta é a história dessas viagens. Escrito com a sagacidade e o charme característicos de David Attenborough, este livro não é apenas a história de uma aventura notável. É a história do homem que nos fez apaixonar pelo mundo natural e nos ensinou a importância de o proteger, e que ainda hoje o faz.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
A 22 de junho de 1941, a Alemanha nazi invade a União Soviética, quebrando o pacto de não-agressão celebrado entre as duas nações e dando início ao que ficaria conhecido do lado russo como a Grande Guerra Patriótica. No final do conflito, em 1945, tinham morrido cerca de três milhões de crianças e, só na Bielorrússia, vinte e sete mil viviam em orfanatos. Os relatos destes órfãos foram recolhidos, passados mais de quarenta anos, por Svetlana Alexievich. O resultado é uma visão única da guerra, testemunhada pelas crianças e não por soldados, políticos ou historiadores — os narradores mais sinceros e, simultaneamente, mais injustiçados. Uma obra importante, composta por relatos impressionantes, profundamente comovedores e autênticos, em que o conflito e a tragédia se transformam em acontecimento pessoal, em fascinante e pungente memorial vivo de guerra.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Álvaro Cunhal tinha saído algemado da casa clandestina do Luso em 1949. Agora, em 3 de Janeiro de 1960, estava livre mas continuava perseguido e entra de novo na clandestinidade. Tinham-se passado quase onze anos de prisão, uma das penas políticas mais longas do século XX português. Tem quarenta e seis anos, a sua vida pessoal mudaria significativamente a muito curto prazo e a sua acção política torná-lo-á de novo o dirigente máximo do PCP. Depois de uma atribulada estadia no interior de Portugal, sai para a URSS e depois para França, de onde só regressa em 1974. Na década de sessenta, terá uma afirmação indiscutível, como um dos grandes dirigentes comunistas mundiais, internacionalmente reconhecido. O seu pensamento e a sua acção nestes anos moldaram a história de Portugal e das colónias portuguesas até aos dias de hoje.
Nº Páginas: 464
Sinopse:
A biografia que conquistou a Apple. E todos aqueles que realmente conheceram Steve Jobs. Steve Jobs é um nome global - publicaram-se centenas de livros sobre ele mas poucos penetraram no âmago da verdadeira questão: como é que um jovem tão arrogante, a ponto de ter sido exilado da própria empresa que fundou, se tornou no visionário mais bem-sucedido do mundo dos negócios? Como foi Steve? Era o génio em carne e osso ou um pragmático criador de tendências? Exigente e tirano com os funcionários, ou perfeccionista e amável com quem trabalhava? Uma névoa de mitos urbanos gira em torno de Steve Jobs, mas este livro fugiu da versão convencional da sua história - aquela que o lembra como meio genial, meio cretino - e oferece um relato brilhante, empolgante e exaustivo da vida, carreira e caráter do diretor-geral e cofundador da Apple. A partir de entrevistas ao círculo privado de Steve Jobs - familiares, amigos e rivais - os jornalistas Brent Schlender e Rick Tetzeli desenham um retrato verdadeiro e íntimo de uma das personagens mais carismáticas de sempre. Este é o livro que os funcionários da Apple escolheram para lembrar Steve Jobs e que a Apple desejaria ter oficializado.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
É a doença das incertezas. Não se sabe exactamente por que aparece, nunca se sabe exactamente se desapareceu de vez. Talvez seja das doenças mais democráticas – não escolhe idade ou género, ricos ou pobres. Não há quem não conheça alguém com cancro, seja na família, entre os amigos ou colegas de trabalho. Chega quase sempre de repente e, nesse mesmo instante, tira o chão debaixo dos pés – de quem o sofre na pele e de quem está à volta. O cancro mata muitas pessoas, sim, mas há outras que lhe sobrevivem ou, no mínimo, lhe dão luta. Este é o relato de vinte pessoas que o enfrentaram, que o combateram com todas as forças que tinham e, ainda, com aquelas que desconheciam ter. Choraram, sofreram mas também sorriram a cada vitória. Coube-lhes a bênção, a sorte ou a felicidade de o ultrapassar, de vencer uma ou várias batalhas desta guerra. Um livro sobre determinação, amor e esperança.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
A maioria dos portugueses retém de Álvaro Cunhal, chefe histórico do PCP, a dimensão épica de um percurso de vida, a entrega do seu destino a uma causa, a ética de uma resistência estóica e irredutível (que incluía as vicissitudes da clandestinidade, o silêncio perante a tortura policial, a fleuma dos anos de isolamento carcerário ou a fuga da prisão em circunstâncias dignas dos melhores romances de aventuras), a fidelidade a um conjunto de valores tidos por invioláveis e inamovíveis, em suma, uma lógica de antes-quebrar-que-torcer.Este livro procura ir ao encontro da figura para lá dessa visão mítica, desvendando o eterno praticante da ortodoxia do pensamento, o defensor do seu partido como objeto sagrado, o líder dividido entre o impulso revolucionário e o racionalismo institucional ou o protagonista de uma turbulenta vida sentimental que sempre preferiu manter oculta.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Figura incontornável do século XX português, Álvaro Cunhal deixou no país a memória de um político combativo, de carácter recto e fiel aos seus princípios. Ficou para a História o seu compromisso na luta contra a ditadura e a sua dedicação ao Partido Comunista Português. Todos recordam o seu porte sério e reservado. Mas muito poucos conhecem o homem por trás do político. Pela mão de Judite Sousa, um dos mais prestigiados rostos do jornalismo português, conhecemos o homem que foi Álvaro Cunhal. E descobrimos que, afinal, para lá do semblante sério, escondia-se um homem afável, com sentido de humor e muito dedicado à família. Um homem como os outros. Lançando luz sobre duas das mulheres mais importantes da sua vida — a irmã Eugénia e a filha Ana —, este livro traça um retrato íntimo do grande líder comunista, um documento a não perder, no ano em que se cumprem cem anos do nascimento de Álvaro Cunhal.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"Pensas que nunca te vai acontecer, que não te pode acontecer, que és a única pessoa no mundo a quem essas coisas nunca irão acontecer, e depois, uma a uma, todas elas começam a acontecer-te, como acontecem a toda a gente." Paul Auster, incansável criador de ficções e de personagens inesquecíveis, vira agora o olhar para si próprio e para o sentido da sua vida. As descobertas da infância e as experiências da adolescência, o compromisso com a escrita - que marcou a sua entrada para a idade adulta -, as viagens, o casamento, a paternidade, a morte dos pais... Uma vida que transborda das páginas deste "Diário de Inverno", um definitivo autoretrato construído com a paixão e a transbordante criatividade literária que são as marcas distintivas da identidade deste escritor amado pelos leitores e admirado pela crítica.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
A Casa Pia viu destruída uma imagem enraizada desde 1780. Aqueles que foram considerados suspeitos de pedofilia nunca mais refizeram as suas vidas. As alegadas vítimas procuraram um recomeço, dentro ou fora do país. Mas nenhuma destas pessoas voltou a ser a mesma — e todas elas têm família e amigos que sofreram com o que estava a acontecer. Neste livro pretende-se tornar público o sofrimento vivido ao longo destes oito anos pelas pessoas ligadas a Carlos Cruz, um dos principais arguidos do processo Casa Pia, pelo simples facto de fazerem parte da sua vida e de nunca terem deixado de acreditar na sua inocência."(Esta) obra é um quadro pintado com cores fortes, verdadeiras, sem meias-tintas, onde se lê, em cada pincelada, uma emoção, 0um sentimento, um manual de valores de um conjunto de personagens vivas, sérias, lutadoras, conscientes, intocáveis pela mentira, incorruptíveis pela propaganda. E isso transforma este livro num exemplo. [...]Este não é um livro de ficção. As personagens são pessoas reais. Exprimem sentimentos reais. Revelam emoções reais. Essa é uma das suas riquezas. E aqui ficam escritas, arquivadas, as palavras, filhas do que é sentido e humano, para uma verdadeira memória futura, que bem necessária será um dia.""in" prefácio de Carlos Cruz
Edição: Nov 2016
Nº Páginas: 644
Sinopse: Biografia sobre Putin que permite compreender de que modo o presidente da Rússia se tornou uma das ameaças mais graves para a segurança americana. O seu percurso épico desde a obscuridade da espionagem até ao poder revela as origens de pobreza extrema em Leninegrado, a sua ascensão no KGB, a sua consolidação política e a sua posição nos acontecimentos mais marcantes - o 11 de setembro, a guerra da Rússia na Geórgia em 2008, bem como a anexação da Crimeia e o conflito em curso na Ucrânia. Apesar do apoio do povo russo, o novo czar é tão temido quanto detestado a nível internacional
Edição: Out 2022
Nº Páginas: 236
Sinopse: Músico, romancista, poeta, ator: Nick Cave é o verdadeiro homem da Renascença. A sua vasta produção artística, sempre intransigente, hipnótica e intensa, define-se no essencial por um extraordinário dom para a narrativa. Empregando um elenco de personagens inspirados na música e na escrita de Cave, a novela gráfica de Reinhard Kleist pinta um expressivo e cativante retrato de um artista incomparável.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: Não Morre Quem Ama Assim, de Rui Fidalgo, é um livro de memórias afectivas em que cada capítulo é uma história autónoma, mas unida ao todo por um fio comum: a família, a terra e a identidade emocional de quem cresceu numa aldeia transmontana. Neste conjunto de narrativas íntimas, contadas com humor, ternura e alguma nostalgia, o autor oferece-nos retratos vivos da vida rural, de viagens de comboio que abrem horizontes, de acidentes que quase mudam destinos, de personagens excêntricas e de episódios que oscilam entre o cómico e o profundamente comovente, revelando um pedaço de um mundo simples, mas cheio de intensidade emocional. Mais do que lembranças, estas histórias são homenagens discretas, gestos de amor dirigidos às pessoas que moldaram o autor, com um olhar crítico sobre o que se perde quando crescemos e sobre o que permanece, mesmo quando o mundo se torna maior do que a aldeia onde tudo começou. Não Morre Quem Ama Assim é uma celebração da memória, dos
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: Relato biográfico de Siri Hustvedt, inclui o esboço da última obra de Paul Auster. Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024. Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster o inacabado Cartas a Miles dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024. Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 560
Sinopse: Comia três frangos ao pequeno-almoço, adorava música sacra, acompanhava os avanços científicos - vacinou a família e os seus súbditos contra a varíola - e era conhecido como o Clemente, por salvar condenados à morte. Perante as invasões francesas, tornou-se no primeiro - e único - chefe de estado a mudar o centro do poder para o Brasil e a manter a sua coroa quando tantos outros monarcas a perderam, humilhados por Napoleão. Nesta biografia, que vai contra os preconceitos de que era fraco, percebemos como D. João VI foi responsável por desenvolver a indústria e a imprensa do Brasil e de como foi um dos últimos representantes do absolutismo. Descobrimos ainda, na obra do investigador Paulo Rezzutti, um rei que queria ouvir todos nas audiências, que navegou as traições familiares - muitas delas da mulher, D. Carlota Joaquina - e que, nas palavras do seu filho, D. Pedro IV, era um amigo da paz.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
A 24 de fevereiro de 2022, o presidente russo lançou aquilo a que chamou uma "operação militar" para invadir a Ucrânia. O objetivo era que a invasão se concretizasse rapidamente e sem oposição. No entanto, interpondo-se firme no seu caminho, encontrou Volodymyr Zelensky, o popular comediante que se tornara o presidente improvável da Ucrânia apenas três anos antes. As ofertas para abandonar o seu país foram céleres, mas ao contrário do que muitos esperariam deu uma resposta que perdurará no tempo: "Preciso de munições, não de uma boleia." Zelensky é atualmente o líder inesperado de uma geração, cuja força reuniu cidadãos comuns para defenderem as suas casas, saírem para a rua e lutarem pela sua independência. Mas quem é ele? Como adquiriu as suas capacidades de liderança? Porque é que entrou na política? Que ideologia defende? E como é que se transformou no grande herói do nosso tempo?
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 280
Sinopse: UMA HISTÓRIA IMPRESSIONANTE DE RESISTÊNCIA, FORÇA E SOLIDARIEDADE, QUE MOSTRA COMO, MESMO NOS MOMENTOS MAIS TERRÍVEIS, A HUMANIDADE PODE RESISTIR. Janeiro de 1945. A guerra aproxima-se do fim, mas para milhares de prisioneiros dos campos de concentração nazis o pesadelo está longe de terminar. Quando Moshe Kessler, de apenas 14 anos, desce de um comboio no campo de Buchenwald, já sobreviveu ao inimaginável. Passou pelo inferno de Auschwitz-Birkenau, perdeu o contacto com toda a família e resistiu a uma brutal marcha da morte através do inverno gelado. Exausto, faminto e sozinho, Moshe sabe que cada dia pode ser o último. Para ele, chegar ao Bloco 66 pode significar a diferença entre a vida e a morte. Baseado numa extraordinária história real, O Rapaz do Bloco 66 revela um dos episódios mais impressionantes de coragem e resistência dentro dos campos de concentração.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Memória dos anos 60 e 70, do rock e da cultura pop, da paixão pela literatura e das mudanças sociais e culturais que nos fizeram ser quem somos. Filho único de uma cozinheira e de um operário, Geoff Dyer cresceu num mundo moldado pelo rasto da Grande Depressão e da II Guerra Mundial. E, depois de se ter dedicado a escrever sobre «os últimos dias» dos grandes criadores, decide visitar a sua própria memória. Para isso, recua à escola primária e às possibilidades transformadoras do ensino pré-universitário, antes de chegar a Oxford. Um dos felizes vencedores, Dyer atravessa as atribulações do desporto adolescente, concertos e rock em geral, acidentes românticos, cenas de pugilato e outras desventuras, a partir das quais desenvolve o seu amor pela literatura (além de pela cerveja e pelo rock progressivo). No limiar da universidade, Dyer começa a perceber o que pode e não pode mudar a sua vida. E escolhe mudar. Ao visitar as raízes dessa memória, acaba por fazer um retrato de conjunto da sociedade e da classe trabalhadora britânicas, a história dos anos 60 e 70 sem nunca perder o seu estilo cómico e erudito, profundo e vivo, colocando-nos questões sobre a alegria e a desilusão, a infância e a adolescência. Ou seja, mostrando como se começa a viver e como se podem aproveitar as grandes transformações do nosso mundo. «Dyer é aquele tipo raro de escritor criativo de não-ficção que consegue pegar em quase qualquer assunto (jazz, ioga, D.H. Lawrence) e torná-lo seu.» Booklist «O ecletismo de Geoff Dyer é para admirar. Os seus livros são reviravoltas de festa, cada um diferente do anterior, mas todos com a sua assinatura endiabrada.» Financial Times «Ler Dyer é semelhante à alegria e ao otimismo súbito que se sente quando se faz um novo amigo, alguém tão tonto como nós, mas mais inteligente, em cuja companhia se sabe que se vai viajar pela vida de forma mais livre, intensa e alegre.» The Daily Telegraph «Um tesouro nacional.» Zadie Smith «Dyer nunca deixa de surpreender, perturbar e encantar.» William Boyd
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: «A história da humanidade é também a história das suas viagens e dos seus viajantes. Ando há trinta anos a percorrer os lugares mais significativos dessa história. Este livro conta duas viagens paralelas: a história da humanidade em viagem; e a minha viagem em busca dessa história.» Mais além Uma história sentimental da viagem e dos viajantes é o aguardado regresso aos originais de Gonçalo Cadilhe, o primeiro grande viajante português, que ao longo das últimas décadas tem vindo a deslumbrar milhares de leitores. Nesta obra, escrita num tom literário, mas sem nunca perder a precisão dos destinos ou evitar as encruzilhadas que aparecem no caminho, confluem, afinal, duas viagens. Uma temporal, através dos milénios, onde Gonçalo Cadilhe revisita as grandes rotas que marcaram o percurso da humanidade; e a outra, efetiva, a que o escritor fez pelos cinco continentes para reunir os momentos, personagens e itinerários que contam as histórias do Homem enquanto viajante. Naquela que é, porventura, a mais longa viagem de Gonçalo Cadilhe, cabem muitas outras viagens, ansiadas por aqueles que sonham conhecer o mundo e pelos que já o conhecem. Um livro que é uma surpresa, página após página. Quer ficar no mesmo sítio ou ir «mais além»?
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Ter estado vivo é imprescindível para ser objeto de um obituário. Morrer é só o momento em que a história de uma pessoa acaba e recomeça para ser contada. Prefácio de Miguel Esteves Cardoso. Um obituário é o resumo de uma vida que merece ser contada. Isso acontece com o último chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luis Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a pioneira economista Teodora Cardoso, entre muitos outros. Todos eles têm em comum não serem personagens de ficção, mas pessoas de carne e osso que tiveram vidas que merecem ser publicadas numa página de jornal. Algumas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros. Foram «Vidas Perfeitas», nome da coluna de obituários do semanário Expresso, que Carla Quevedo agora transforma em livro.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 368
Sinopse: A autora de Livre regressa com uma investigação extraordinária sobre a injustiça histórica, dignidade, verdade e imaginação. Quando Lea Ypi descobre uma fotografia da sua avó Leman em lua de mel nos Alpes, em 1941, publicada por um desconhecido nas redes sociais, vê-se confrontada com questões perturbadoras. Ao crescer, fora-lhe dito que todos os registos da juventude da avó tinham sido destruídos nos primeiros dias da instauração do regime comunista na Albânia. No entanto, ali estava Leman com o marido, Asllan: recém-casados e a celebrar a ocasião, enquanto a Segunda Guerra Mundial devastava a Europa. O que se segue à descoberta de Ypi é uma «reimaginação» empolgante do passado, que nos proporciona uma viagem pelo mundo desaparecido da aristocracia otomana, pela formação da Grécia e da Albânia modernas, pelos horrores da guerra e pelo eclodir do comunismo nos Balcãs. Ao investigar a verdade sobre a sua família, Ypi debate-se com a incerteza: Quem foi, afinal, a verdadeira Leman Ypi? Épico, íntimo, profundo e envolvente, Indignidade mostra-nos o que significa e implica fazer escolhas contra a corrente da própria História, enquanto revela a fragilidade da verdade coletiva e pessoal. Através de relatórios da polícia secreta sobre espiões comunistas, de depoimentos judiciais e das memórias de Ypi sobre a avó, os leitores movem-se entre o presente e o passado, e entre o arquivo e a imaginação. Com que autoridade moral julgamos os atos das gerações anteriores? E o que sabemos, realmente, sobre as pessoas que nos são mais próximas?
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 64
Sinopse: Nesta biografia para os mais jovens, e também para todos os que queiram inteirar-se do percurso de Carlos Paredes, os episódios mais importantes da sua vida são preciosamente narrados por Rui Miguel Abreu e cinematograficamente ilustrados por Pedro Burgos. Desde a perseguição e prisão pela PIDE, o 25 de Abril de 1974, os primeiros discos, até aos encontros e amizades com Zeca Afonso, Manuel Alegre ou Amália Rodrigues, aqui temos a essência de Paredes, homem político, trabalhador e artista.
