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Nº Páginas: 272
Sinopse:
"Ó dr. Ricardo, eu também lá vou fazer isso! Venha de onde vier esse dinheiro [da Espírito Santo Enterprises] certamente que o dr. Ricardo chegará mais depressa a essa informação. Na melhor das hipóteses preciso de 6 meses, mas não tenha a menor dúvida que vamos ver isso." Era preciso conhecer muito mal o procurador Rosário Teixeira para desvalorizar aquela promessa feita no dia 24 de julho de 2014 no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Com a sua pose grave, as perguntas sempre acutilantes e os olhos cerrados e focados nas respostas do seu interlocutor, o magistrado mais temido do Departamento Central de Investigação e Ação Penal estava a interrogar o banqueiro mais importante do país há 2 horas e 18 minutos no âmbito do processo Monte Branco. Por quatro vezes insistiu com Ricardo Salgado para desenvolver pormenores sobre a Espírito Santo (ES) Enterprises e por quatro vezes obteve respostas evasivas. "Preciso de ir pesquisar o que aconteceu na Enterprises", foi o máximo que Salgado disse. Através da pesquisa de centenas de documentos, de contactos com os ex-responsáveis do Grupo Espírito Santo (GES) e com base em todos os interrogatórios judiciais a que Ricardo Salgado foi sujeito durante as investigações dos casos da Operação Marquês, Universo Espírito Santo e Monte Branco, o jornalista Luís Rosa revela-lhe os segredos da ES Enterprises - o 'saco azul' do GES que está no centro da Operação Marquês pelas suspeitas de corrupção que têm origem nas transferências que foram ordenadas por Ricardo Salgado para o ex-primeiro-ministro José Sócrates e para Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, ex-líderes da Portugal Telecom. Descubra como a empresa secreta do GES ajudou Salgado a influenciar decisivamente os destinos da economia portuguesa durante o seu reinado de mais 20 anos como líder informal da família Espírito Santo. Conspiração dos Poderosos é um livro fundamental para descobrir o essencial dos inquéritos da Operação Marquês e do Universo Espírito Santo - os casos mais complexos da história do Ministério Público. E conhecer em pormenor os diálogos que Ricardo Salgado teve na Justiça com o juiz Carlos Alexandre e os procuradores Rosário Teixeira e José Ranito. Através de uma narrativa dinâmica e empolgante que tem a preocupação de contextualizar, traduzir e simplificar (sem perder o rigor) a linguagem judicial e financeira, o leitor irá conhecer os segredos, os bastidores e os protagonistas das investigações que levaram à detenção do banqueiro mais poderoso do país e de um ex-primeiro ministro.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Muitas pessoas acreditam que são livres de criar o próprio destino. Mas, e se o livre-arbítrio não existir? E se a nossa vida estiver em grande medida predeterminada, programada no nosso cérebro? E se as escolhas que fazemos do que comemos, de quem amamos ou mesmo daquilo em que acreditamos não forem de modo algum escolhas? A neurociência desafia tudo o que pensamos saber acerca de nós próprios e revela a maneira como tomamos decisões e criamos a nossa própria realidade, ignorando o papel da mente inconsciente. Saberá, por exemplo, que: é possível que as ansiedades e as fobias passem de geração em geração numa família? Os genes e os recetores do prazer e da recompensa do cérebro determinam quanto comemos? Conseguimos "farejar" o parceiro sexual ideal graças aos genes que dão à nossa prole a melhor probabilidade de sobrevivência?
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Por que é que a criminalidade em Nova Iorque caiu de repente em meados da década de 90? Como é que um escritor desconhecido acaba por se tornar um recorde de vendas? Por que é que o tabaco entre os adolescentes está fora de controlo, quando toda a gente sabe que fumar mata? O que é que faz com que programas de televisão como Rua Sésamo sejam tão eficazes a ensinar as crianças a ler? Neste livro brilhante e inovador, Malcolm Gladwell investiga porque é que grandes mudanças na sociedade acontecem tão de repente e tão inesperadamente. Ideias, comportamentos, mensagens e produtos muitas vezes espalham-se como surtos de uma doença contagiosa. Assim como uma única pessoa pode estar na origem de uma epidemia de gripe, também um cliente satisfeito consegue encher as mesas de um novo restaurante. Trata-se de epidemias sociais e o momento em que arrancam, quando atingem a massa crítica, é o "Ponto de Viragem". "A Chave do Sucesso" é uma aventura intelectual escrita com um entusiasmo contagioso pelo poder e alegria das ideias novas. Mas acima de tudo é um mapa rodoviário para a mudança, com uma mensagem profundamente esperançosa — uma pessoa imaginativa que coloque a alavanca no sítio certo pode mudar o mundo.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Ao longo dos catorze anos que A. E. Hotchner passou a viajar com Ernest Hemingway, coligiu um incalculável manancial de experiências, histórias e observações do escritor nas costas de carteiras de fósforos, guardanapos e pedaços de papel. Pronunciando-se sobre tudo, desde a guerra a mulheres e à escrita, as palavras de Hemingway são ao mesmo tempo engraçadas e pungentes, revelando um interessante retrato do gigante literário americano e do mundo que tomou de assalto. Com fotografias a preto e branco que abrangem quase duas décadas da vida do escritor, "A Boa Vida segundo Hemingway" é uma exuberante celebração do seu extraordinário génio e da aventura caótica da sua vida.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Um conjunto de crónicas de José Saramago, publicadas pela primeira vez no vespertino A Capital (1969) e no mítico Jornal do Fundão (1971-1972). Uma escrita fluida para falar de "foguetes e lágrimas" ou de "o melhor amigo do homem". E de "quando morri virado ao mar". Para nos contar o seu gosto pelos museus e as pedras velhas. Para nos dizer que "não há nada mais vivo do que a aguarela de Albrecht Dürer". Para responder que: "Se alguém me perguntar o que é o tempo, declaro logo a minha ignorância: não sei." São mais de 60 crónicas, pequenas histórias sobre temas variados e, na aparência, inocentes, já que a censura vigente não permitia grandes atrevimentos. Ainda que por entre as subtilezas de linguagem se possam encontrar alguma farpas." Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998 Caligrafia da capa por ADELINO GOMES
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Em "A Arte de Viajar", Alain de Botton fala dos prazeres e desilusões de viajar. Tratando, entre outras coisas, de aeroportos, tapetes exóticos, romances de férias e minibares de hotel, este livro cheio de humor, surpreendente e provocador, revela as motivações escondidas, expectativas e complicações das nossas viagens por esse mundo fora. Acompanhando-o nesta viagem encontram-se escritores, artistas e pensadores que foram inspirados pela viagem em todas as suas formas: Gustave Flaubert, Edward Hopper, Baudelaire, Wordsworth, Van Gogh, Ruskin – todos eles preparados para nos darem as suas visões sobre o curioso negócio de viajar. O antídoto perfeito para aqueles guias que nos dizem que fazer quando lá chegarmos, "A Arte de Viajar" tenta explicar porque é que escolhemos tal sítio em primeiro lugar – e sugere, modestamente, como podemos aprender a ser mais felizes nas nossas viagens.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
Especialmente destinado aos "tímidos de ambos os sexos" e escrito com uma razoável doze de humor, como convém nestas circunstâncias., este "Arte de Engatar", escrito em linguagem simples e acessível ao cidadão comum, é um manual de consulta fácil e (quase) obrigatória por parte daqueles que têm problemas comportamentais na área do relacionamento sexual.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
"Nenhuma pessoa sensata se interessa por moscas." Embora sejam elas o ponto de partida irónico utilizado pelo autor deste livro para observar o mundo com outros olhos. A meio caminho entre livro de memórias, lição de história natural e reflexão filosófica, "A Arte de Coleccionar Moscas" é uma surpreendente meditação sobre a felicidade: encantadora, contemplativa e cheia de humor. A partir da biografia do grande entomologista sueco René Malaise e da sua própria vida, Sjöberg fala da lentidão, da poesia da espera, do desejo de colecionar que compensa o caos da existência, do ambiente e de escritores como Chatwin, Kundera e D.H. Lawrence, também eles fascinados pelo colecionismo; porque, como acredita o autor, "no fundo, somos todos colecionadores de moscas, mesmo que não o saibamos".
Nº Páginas: 166
Sinopse:
A Arte da Fuga é um livro sobre a intimidade, experiência emocional só possível com proximidade face a outro, partilha de sentimentos entre duas pessoas e maturidade construída ao longo de uma viagem. Nesta obra fala-se de afectos positivos e negativos, de comunicação clara e paradoxal, de espaços privados e de serviços psiquiátricos públicos.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: Dos autores bestsellers Ezra Klein e Derek Thompson, Abundância oferece uma visão transformadora para enfrentar os grandes desafios do nosso tempo. Traçar a história global do século XXI até agora é traçar uma história de crescente inacessibilidade e escassez. Após anos a recusar-se a construir habitações suficientes, todo o país enfrenta uma crise habitacional nacional. Passados anos de cortes na imigração, não temos trabalhadores suficientes. Depois de décadas de deslocalização da produção industrial, temos escassez de chips para automóveis e computadores. Apesar de décadas de alertas sobre as consequências das alterações climáticas, não construímos nada que se aproxime da infraestrutura de energia limpa de que precisamos. A crise que agora está a ganhar destaque vem a acumular-se há anos porque não temos construído o suficiente. O progresso requer a capacidade de ver promessas, em vez de apenas perigos, na criação de novas ideias e projetos e um instinto para projetar sistemas e instituições que tornem a construção possível. Num livro que explora como podemos passar de um liberalismo que não apenas protege e preserva, mas também constrói, Klein e Thompson traçam as barreiras políticas, económicas e culturais ao progresso e como podemos adotar uma mentalidade voltada para a abundância, e não para a escassez, para superá-las.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
O momento crítico em que a inteligência artificial prevalecerá sobre a humana designa-se por "Singularidade tecnológica". Faz parte das novas buzzwords da futurologia contemporânea e a sua importância é sublinhada em numerosas previsões de gurus da tecnologia como Ray Kurzweil (chefe de projetos da Google) ou Nick Bostrom (da respeitável Universidade de Oxford). Alguns cientistas e investidores, como Stephen Hawking e Bill Gates, partilham estas perspetivas e manifestam a sua preocupação. Ameaça à humanidade e/ou promessa de uma "trans-humanidade", este novo milenarismo não para de se expandir. As máquinas irão tornar-se mais inteligentes e mais poderosas do que nós? Estará no nosso futuro uma cibersociedade de onde a humanidade será marginalizada? Ou conquistaremos uma forma de imortalidade transferindo o nosso espírito para supercomputadores?
Nº Páginas: 144
Sinopse:
"Esta é a memória que tenho de Francisco Sá Carneiro, como homem, no curto período de menos de dois anos em que tivemos contacto. A morte trágica que teve, as circunstâncias emocionais em que ocorreu, a coragem de enfrentar preconceitos por causa de uma paixão assumida com rigor e verdade, o combate pelo qual sacrificialmente deu a vida, tudo isso o agigantou aos meus olhos, fazendo-me até aderir ao PSD um ano a seguir à data da sua morte, como um gesto simbólico de continuidade do seu combate." - Nota do autor.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
A minha vida pessoal e o meu percurso profissional deram-me a possibilidade de analisar a sociedade portuguesa, a economia, a governação e a realidade europeia e mundial com algum grau de pormenor, permitindo-me sistematizar um conjunto interpretações sobre a complexa situação a que chegámos e formular um conjunto de propostas para a alterar, que tenho transmitido frequentemente em intervenções públicas, em televisão, em conferências ou debates. Não sou candidato a nada, nem sou político, sou jornalista, mas aqui está O Meu Programa de Governo - que é muito mais do que isso, é um conjunto de propostas de renovação da sociedade portuguesa, não certamente uma proposta exaustiva, mas com um grau de pormenor suficiente para convidar a reflectir quem tem os vários poderes de decisão, politico, económico, social, cultural e para promover as mudanças de fundo de que Portugal precisa. Se são propostas úteis ou não, será vosso o julgamento!
Nº Páginas: 128
Sinopse:
"Há poucas outras histórias na Bíblia com tanto drama e ação, tanto fogo de artifício narrativo e emoção pura, como os que encontramos no conto de Sansão: a batalha com o leão; as trezentas raposas a arder; as mulheres com quem dormiu, e a única que amou; a traição por parte de todas as mulheres da sua vida, desde a sua mãe Dalila; e, no final, o seu suicídio homicida, quando fez desabar a casa sobre si próprio e três mil filisteus. Contudo, para além da fera impulsividade, do caos e do barulho, podemos entrever uma história de vida que é, no fundo, a viagem atormentada de uma alma isolada, solitária e turbulenta, que nunca encontrou, em lado algum, um verdadeiro lar no mundo, cujo corpo era ele próprio um duro lugar de exílio." Em "O Mel do Leão", David Grossman escolhe um dos mais vivos e controversos personagens da Bíblia. Ao revisitar a famosa luta de Sansão com o Leão, as suas muitas mulheres e a traição de todas elas - incluindo a única que ele amou - Grossman dá-nos uma provocatória visão da história e do seu clímax, a última ação mortal de Sansão quando faz ruir um templo sobre ele próprio e milhares de filisteus. Numa prosa extremamente lúcida, Grossman revela-nos a vida de uma alma só e torturada, que nunca encontrou uma verdadeira casa no mundo, que nunca se sentiu bem no seu corpo e que, poderão dizer alguns, foi o percursor dos modernos bombistas suicidas. Uma viagem fascinante e controversa pela história e psicologia de uma das personagens mais significativas da Bíblia, que lança um novo olhar sobre o passado, projetando-o no mundo de hoje.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Do grande autor de O Que Diz Molero, um pessoalíssimo conjunto de textos para os amantes de cinema - e não só. "O Lugar das Fitas é um livro de cinema. De cinema, de fitas, de personagens, de géneros e estilos, de cineastas, de salas de cinema, de atores e de crónicas e críticas que dão conta, numa cronologia com a configuração da memória, de uma espécie de história pessoal de Dinis Machado com o cinema." (Da nota introdutória)
Nº Páginas: 288
Sinopse:
EUROPA, SÉCULO XXI: UM RETRATO POLÍTICO E SOCIAL Bernardo Pires de Lima, um dos mais consistentes comentadores da actualidade política internacional, viajou pelas 28 capitais da Europa ao longo de um ano. O resultado é um mapa das mudanças e dos desafios que o Velho Continente enfrenta no novo século, numa viagem que transporta o leitor para o quotidiano destas cidades. "Entre Janeiro e Novembro de 2017, percorri todas as 28 capitais da União Europeia. Ao longo de 11 meses, fiz 54 viagens de avião, quatro de comboio, duas de autocarro e 563 quilómetros a pé. O objectivo era perspectivar a Europa através de uma grande angular, num ano crucial, e registar o momento geopolítico decisivo que o continente enfrenta a partir de cada uma das suas capitais, abordando alguns dos principais debates internos, testemunhando as decisões mais importantes, e entrevistando líderes nacionais nos mais variados sectores da sociedade."
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Somos, enfim, quem sempre quisemos ser. E todavia, não estando já na África, nem na Europa, onde nunca seremos o que sonhámos, emigrámos todos, colectivamente, para Timor. É lá que brilha, segundo a nova ideologia nacional veiculada noite e dia pela nossa televisão, o último raio do império que durante séculos nos deu a ilusão de estarmos no centro do mundo. E, se calhar, é verdade.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Uma viagem de pai e filho ao Japão, país da manga e do anime, relatada por um dos poucos escritores a ter vencido o prestigiado Booker Prize por duas vezes.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"O Dr. Soares diz que quer parar, mas não para. Nunca vai parar. Não lhe peçam que descanse da política, porque ele não irá cumprir." "Só já depois do Dr. Mário Soares ter saído do Poder comecei a conviver mais de perto com ele. Não me posso esquecer da sua participação na campanha eleitoral de 2009, num comício no Porto. Estava um calor terrível, uma multidão arrasadora, e eu não consegui encontrar outro sítio para trabalhar que não fosse no palco. O discurso do Dr. Mário Soares foi simplesmente arrebatador. Enquanto eu quase desmaiava sentada no palco sob aquele sol demente, o Dr. Soares estava fresco e mostrava toda a sua energia. Ele come, bebe, alimenta-se, respira política. Sempre foi assim e sempre assim será. Arrisco dizer que é uma coisa física - nunca vi ninguém assim."
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Neste livro reúnem-se textos de José Tolentino Mendonça que exploram a relação entre cristianismo e cultura, dos tempos bíblicos até aos mais recentes acontecimentos na sociedade portuguesa. Um livro notável para se ler de um fôlego, nestes tempos conturbados em que a sociedade vive a um ritmo alucinante, quase sempre sem disponibilidade para olhar além do seu lado materialista.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
A decisão política é cada vez mais complexa e é de esperar que vários grupos de interesse procurem influenciar os decisores. Neste livro descobrimos quem influencia, e como, os políticos e altos funcionários do Estado português. Descrevem-se alguns exemplos de influência em políticas públicas e definem-se alguns conceitos que tentam esclarecer o leitor sobre a diferença entre lóbi e tráfico de influências.
Nº Páginas: 800
Sinopse:
Os evangelistas da evolução humana encontram a sua oposição na épica análise Mathew White dos 100 acontecimentos mais violentos da história, ou, nas palavras do autor, "os números que as pessoas desejam debater". Recuando até à II Guerra Pérsia, em 480 a.C., o autor avança cronologicamente pela história até à guerra do Congo neste século, dedicando capítulos a cada acontecimento, onde junta os factos (tempo e local) a apartes sucintos (quem é normalmente culpado?) e a vívidas histórias militares, sociais e políticas. Com o olhar de um experiente estatístico, O autor atribui a cada entrada uma posição de acordo com a contagem de mortos, e, ao fazê-lo, dá voz ao sofrimento das pessoas comuns que, inexoravelmente, definiram cada época histórica. Jocoso, perspicaz e claro, este livro oferece aos leitores a oportunidade de tirar as suas próprias conclusões, ao mesmo tempo que providencia uma severa lembrança da escuridão do coração humano.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
É preciso mudar a relação arraigada entre a indústria de consultadoria e a forma como as empresas e os governos são atualmente geridos. Mariana Mazzucato e Rosie Collington mostram que a dependência das nossas economias em relação a companhias como a McKinsey & Company, Boston Consulting Group, Bain & Company, PwC, Deloitte, KPMG e EY impede a inovação, obscurece a responsabilidade corporativa e política e dificulta a nossa missão política de travar o desastre climático. O Grande Engano analisa um conjunto de casos importantes em que as consultoras assumiram o poder com resultados desastrosos, como por exemplo no fracasso da resposta dos governos à pandemia de covid-19. O resultado é uma viagem empolgante ao coração da economia moderna. Com a sabedoria que uma investigação original proporciona, as autoras advogam a construção de um novo sistema em que os sectores público e privado colaboram de maneira inovadora para o bem comum.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
A investigação mais completa e exaustiva alguma vez publicada sobre a presença e participação de Portugal e de portugueses no clube dos "Senhores do Mundo". Um livro fundamental e incontornável para quem quiser saber mais, ou aprofundar, a história, a influência e a responsabilidade do Clube Bilderberg no rumo que o mundo leva e tem levado. Inclui em anexo datas e locais de todos os encontros Bilderberg, desde 1954 até à actualidade e um elenco de todos os participantes portugueses desde 1956, com Rui Ennes Ulrich, até 2016, com Maria Luís Albuquerque e Carlos Gomes da Silva.
Nº Páginas: 104
Sinopse:
Poderá ser muito cedo para tirar conclusões definitivas acerca das reais consequências da pandemia do novo coronavírus que ainda atravessamos. Este acontecimento à escala global que, apesar de previsível e expectável, apanhou o mundo de surpresa, impôs transformações drásticas no modo de vida de alguns e expôs a necessidade absoluta de mudança para muitos mais. Além do medo, que gera desconfiança, ostracização, insegurança, clausura e outras formas quejandas de violência, a pandemia e a ameaça à segurança individual que ela representa forçaram alguns Estados a tomar acções urgentes e emergentes que, pela sua natureza de excepção, iluminaram contradições sociais, económicas e políticas latentes nas sociedades actuais. Neste ensaio de assinalável lucidez, Ivan Krastev, um dos mais conceituados analistas políticos da actualidade, expõe alguns paradoxos desconcertantes deixados a descoberto pela crise pandémica e analisa o impacto profundo que esta terá sobre a globalização, a cooperação internacional e a coesão nacional, o advento de novos autoritarismos, e o projecto europeu
Nº Páginas: 216
Sinopse:
"Todo o futuro é fabuloso", escreve Alejo Carpentier. Será? E será uma fábula feliz ou uma efabulação quimérica? A resposta está no presente, aquele que hoje vivemos, que é o de uma sociedade de medo. Foi isto que desaprendemos com a pandemia: o medo dos outros ou de nós próprios fechou-nos numa vida em zapping, mergulhou-nos em identidades ilusórias no Facebook, avassalou-nos com imagens dominadas pelo tribalismo - seja de religiões fanatizadoras, seja de supremacismo agressivo. O nosso mundo está a mudar e ressurgem fantasmas do passado, a necropolítica, que usa a destruição como normalização, e a bufonaria, que eleva títeres ao poder fazendo com que, como adivinhava Foucault, "o grotesco seja um dos procedimentos essenciais da soberania arbitrária". O Futuro Já Não É o Que Nunca Foi discute esta modernidade destroçada. Mostra como o predomínio da intoxicação nas redes sociais constitui uma tecnologia da razão sonâmbula, com um regime de avalancha que esgota a informação e que se constitui como arma do capitalismo tardio, com a plataformização do trabalho e a vigilância dos dados da nossa vida. Tornámo-nos cobaias do maior espaço social que existe, sem regras que não sejam as da privatização por um mercado totalitário, e é nele que nasce a agressividade da extrema-direita trumpista, ou da multidão dos seus seguidores. A resposta, urgente, é a luta pela democracia como força emancipatória e como responsabilidade social. Este livro propõe-lhe que nem espere nem desespere: é no presente que definimos a nossa vida.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Este livro é interdito aos que desistiram de Portugal! A não ser que queiram rever a sua posição. Nesse caso, tem em mãos a ferramenta certa para se reencontrar com o País que os autores mais amam. Ajudar na construção de um Portugal melhor para todos. Valorizar Portugal, aliando a qualidade à inovação. Fazer o que há muito se sabe que tem de ser feito. Posicionar Portugal entre os melhores em algumas áreas e sectores. Dar tudo por um Portugal melhor! Aqui encontra propostas concretas para mudanças efectivas e soluções exequíveis para reformas verdadeiramente transformadoras.
Nº Páginas: 292
Sinopse:
O capitalismo deixou de funcionar. A expectativa de qualidade de vida das novas gerações é de que viverão em piores condições que os seus pais viveram; os trabalhadores receiam que as suas capacidades sejam desvalorizadas; as populações rurais ressentem-se do crescente fosso que as afasta das metrópoles. Fundamentalmente, o capitalismo perdeu a sua orientação moral. As sociedades estão a polarizar-se em antigas identidades antagónicas, como o nacionalismo e o marxismo, contra uma nova elite globalizada. Necessitamos de reinventar o capitalismo. "O Futuro do Capitalismo" apresenta propostas concretas que respondem as estas preocupações e anseios. Dirigido ao leitor comum, as ideias que apresenta assentam nas pesquisas mais recentes de economistas de renome internacional. Paul Collier demonstra como se podem construir identidades nacionais inclusivas apesar do enorme fluxo de migrantes existente; de que forma se podem redesenhar empresas com propósitos que vão além do mero lucro; como se pode tornar mais comum o trabalho com significado; e como uma emergente subclasse de famílias destruturadas pode ser tratada através do "maternalismo social". Em "O Futuro do Capitalismo" o economista de renome mundial Paul Collier apresenta um diagnóstico das falhas do capitalismo e uma visão pragmática e realista de como o podemos reparar, de forma a diminuir as divisões económicas, sociais e culturais do mundo de hoje. Demonstra como podemos salvar o capitalismo de si próprio.
Nº Páginas: 388
Sinopse:
No Opus Dei, muitos membros entram com apenas 15 anos e comprometem-se a nunca casar nem ter filhos. Alguns usam uma corrente de arame com espigões à volta da coxa durante duas horas por dia e aos sábados açoitam-se com um chicote de corda. Dão o seu ordenado à organização e ao fim de seis anos e meio fazem um testamento a deixar tudo a entidades ligadas ao movimento. Os numerários, como Mota Amaral, são obrigados a tirar cursos iguais aos dos padres. O Ministério das Finanças de Maria Luís Albuquerque tinha vários colaboradores formados nas escolas do Opus Dei e um dos seus secretários de Estado era cooperador da Obra. Já a Maçonaria recruta muitos dos seus membros nas juventudes partidárias do PS e do PSD. Algumas lojas realizam rituais com caveiras e caixões e por vezes há documentos que são assinados com sangue. Nas reuniões é comum circular um saco preto de onde se pode tirar dinheiro discretamente. Uma das lojas do Grande Oriente Lusitano tem conseguido ter sempre entre os seus membros um elemento próximo dos vários primeiros-ministros. Estas são apenas algumas das revelações feitas pela jornalista Catarina Guerreiro, que ao longo de três anos de pesquisa entrevistou dezenas de membros e ex-membros destas sociedades secretas. De forma surpreendente e polémica, "O Fim dos Segredos" compara o Opus Dei e a Maçonaria e permite-nos conhecer o outro lado destas organizações sempre envoltas num manto de mistério. Onde e como recrutam? Quem pode entrar? Quais os rituais que praticam? Como é o dia-a-dia e a vida social dos seus membros? Qual o papel das mulheres? Como se organizam? Que tipo de relações mantêm com a Igreja? Quem manda nestas instituições? Como chegaram a Portugal? Que património possuem? Qual o seu verdadeiro poder político e económico?
Nº Páginas: 372
Sinopse:
Ninguém é realmente livre se a liberdade não for para todos. "O Fim do Armário "é uma crónica notável das mudanças experimentadas por lésbicas, gays, bissexuais e trans no século XXI, mas não foi escrito apenas para eles. É um livro para leitores de todas as orientações e identidades de género, que conta uma série de histórias e explica coisas que a maioria dos leitores desconhece. Avanços e retrocessos, mitos e preconceitos, alegrias e tristezas, tudo interessa a Bruno Bimbi, que integra, nesta narrativa corajosa, histórias pessoais e coletivas de todo o mundo. O livro fala de homofobia e transfobia, mas também de racismo e antissemitismo. Desfilam pelas suas páginas o papa Francisco, os pastores evangélicos brasileiros, Jair Bolsonaro, Nicolás Maduro, os clérigos iranianos e a extrema-direita espanhola, mas também Alan Turing, Pedro Zerolo, Laverne Cox, Rosa Parks e as travestis rebeldes de Stonewall. "O Fim do Armário" é o segundo livro de Bruno Bimbi, já publicado na Argentina, no Brasil, no Peru, em Espanha e no México. Atualizada pelo autor, esta edição portuguesa contém um novo capítulo sobre Jair Bolsonaro e a extrema-direita europeia e fala também sobre o perigo representado pelo fundamentalismo religioso em todo o mundo.
