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Nº Páginas: 328
Sinopse:
De bicicleta ou de Google Earth, dar voltas em Portugal constitui um modo de (re)conhecimento perfeito para preencher curiosidades ou estranhamentos acerca da exótica geografia da terra dos portugueses. Dizem-nos e demonstram-no de maneira variada que tal terra existe mesmo, que tem um certificado de nascimento, um corpo, uma alma, uma identidade. Não tem nem tem de ter. Muito se insistiu no Portugal dos marinheiros, dos fados ou da bola no jardim à beira mar plantado - um território, o nevoeiro dos antepassados, os mitos, o império, a língua, a saudade e a ruína, aquele que os deuses amam e visitam, o bom povo cosmopolita ou burro de trabalho repartido pelo mundo. Pode ser tudo isso e muito mais e mudar no dia a seguir ou perder-se no caminho; pode dar um execrável programa na televisão, um elaboradíssimo ensaio, um solene discurso patriótico ou uma frenética crepitação nas redes socias. Se existe, pode-se-lhe tirar o retrato, variar a pose e os humores do seu território, a sua casa comum. É um caleidoscópio dos cumes do Pico ou da Estrela até aos lodos da ria que é formosa. Não há como congelar tudo numa imagem e as palavras estão cheias de ecos. Não há um fio condutor, um roteiro. Vai-se pela terra fora. Convocam-se palavras de muitas vozes e tempos. Alguma lhe servirá melhor que outras.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Este livro funciona como um instrumento para repensar a nossa vida em tempos de crise do pós covid-19. Não se detém na análise da pandemia, nem se lamenta pela situação que atravessamos. Pelo contrário, olha em frente: convocando disciplinas como a neurociência ou a psicologia, mas também a obra de filósofos que se preocuparam em desenvolver o conceito de «alegria e serenidade apesar da adversidade» (de Buda a Montaigne, de Lucrécio a Nietzsche, passando pelo seu grande mestre, Espinosa), Frédéric Lenoir, o autor de O Milagre Espinosa, mostra como esta crise é uma oportunidade para mudar a visão de nós mesmos e de melhor nos relacionarmos com os outros e com o mundo em redor.
Nº Páginas: 0
Sinopse:
Vítor Gaspar fala pela primeira vez sobre os seus dois anos enquanto ministro das Finanças. O episódio da carta de demissão, as negociações à porta fechada com a Troika, as verdades desconhecidas sobre o PEC IV, o convite para ser ministro das Finanças, a relação com Paulo Portas, o presente e o futuro de Portugal, e muito mais, é pela primeira vez contado ao grande público. Um livro de entrevistas conduzido por Maria João Avillez, em que finalmente se fica a saber quem é Vítor Gaspar.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Este livro nasceu do sentimento de que, no contrato que estabelecemos com o Estado, somos nós, cidadãos, quem geralmente perde." Nestas páginas, Maria Filomena Mónica visita os lugares do poder, onde ele se exerce ou exibe - no Parlamento, nos tribunais, nas reuniões camarárias, nos congressos dos partidos, nas repartições ou na Igreja Católica. Vai como uma repórter, captando as palavras dos políticos e dos burocratas, mas também o de pessoas comuns que enfrentam o poder demolidor do Estado e das instituições que deviam servir os cidadãos e que, pelo contrário, são monstros inamovíveis. Complicam a nossa vida, isolam-se, tornam-se demasiado poderosos e, ao mesmo tempo, ridículos e enfadonhos, como acontece com os políticos: "Tão enfadonhos que cheguei a suspeitar que os seus discursos constituíam uma estratégia deliberada para adormecer o país, a fim de poderem atuar à vontade." A reedição deste livro prova a sua imensa atualidade.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Dos primeiros computadores às redes sociais: descubra quem sonhou revolucionar a nossa vida Quem foram os homens e as mulheres que nos últimos cem anos revolucionaram as tecnologias de informação? Visionários conta a história de cientistas, inventores e empresários cuja visão única do mundo mudou a nossa forma de comunicar, comprar, trabalhar e até de viver. Dos computadores da Segunda Guerra Mundial aos smartphones, da Inteligência Artificial ao turbilhão de likes das redes sociais, o mundo nunca mudou tão depressa e em tão pouco tempo. Por detrás desse turbilhão de imprevisibilidade e crescimento exponencial estão eles, os Visionários. Uns verdadeiramente visionários e geniais, outros mais oportunistas e astutos, todos nos sentimos fascinados por estas personagens, esquecendo, por vezes, o lado mais negro do mundo que ajudaram a criar.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
A difusão de informação falsa ou enganadora não é um fenómeno novo. Mas o desenvolvimento tecnológico e a consagração das plataformas digitais como principal fonte de informação resultaram num agravamento do fenómeno, atingindo um nível de virulência que o transforma numa das mais prementes ameaças às sociedades livres, plurais e democráticas. Enfrentamos uma epidemia de fake news, parte integrante de uma mais ampla guerra da desinformação e cujos efeitos são evidentes: do Brexit e eleição de Donald Trump, ambos em 2016, à vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do Brasil em 2018, passando pelo crescimento de movimentos antivacinação, negacionistas das alterações climáticas ou vendedores de curas milagrosas, por entre inúmeras fraudes, mentiras e teorias de conspiração. A produção de fake news está a funcionar como uma indústria poluente, tão lucrativa para os que a exploram quanto nociva para os que a consomem. E a partir do momento em que é utilizada como instrumento de propaganda política, desinformação e manipulação da opinião pública, torna-se urgente a neutralização do vírus. Objectivo para o qual este livro, da autoria do director e do director-adjunto do Polígrafo (o primeiro jornal português de fact-checking), visa contribuir, explicando e reflectindo sobre o fenómeno e apresentando medidas de profilaxia eficazes que consistem na promoção da literacia mediática e da verificação de factos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Em 2013, Edward Snowden, aos 29 anos, surpreendeu o mundo quando trouxe à luz alguns dos segredos mais bem guardados da Inteligência americana, a deriva autoritária do Estado e a sua compilação, categorização e uso indiscriminado da informação privada dos cidadãos, incluindo chefes de Estado e de governo. “Vigilância Massiva, Registo Permanente” denuncia a colaboração entre a espionagem e as grandes multinacionais da era digital, que mostra como somos vigiados e se vende a nossa informação pessoal. Porque, como avisa, "a luta pelo direito à intimidade é a nova luta pela nossa liberdade". Um livro explosivo com o testemunho de uma das pessoas mais procuradas do mundo que irá abalar a geopolítica mundial e que irá fazer reflectir o leitor e mudar a sua perspectiva como utilizador da internet.
Nº Páginas: 580
Sinopse:
Há cerca de 4 mil milhões de anos a vida apareceu na Terra. Qual é a história da sua evolução? Seria inevitável a vida? E a espécie humana? Teria existido outro ser inteligente, se os humanos não tivessem surgido? Que padrões utiliza o mecanismo evolutivo? A evolução avançará como uma seta, para diante? A partir de perguntas como estas, e das diversas respostas científicas que lhes têm sido dadas ao longo dos anos, o autor traça uma verdadeira história da vida que culmina na mais antiga interrogação sobre o significado da humanidade: porque estamos aqui? A grandiosa viagem da vida, desde o seu aparecimento na Terra até hoje, contada por um dos seus maiores conhecedores.
Nº Páginas: 496
Sinopse:
Ao longo de pouco mais de uma década (1985-1996), Maria Filomena Mónica escreveu sobre as mudanças que se verificavam em Portugal - e deixou perguntas sobre elas. Sobre a vida moderna dos portugueses e do Estado, a política e a sexualidade, a burocracia e a universidade, as escolas públicas e as televisões privadas, a polícia e os partidos, as cirurgias estéticas e a televisão por cabo, os heterónimos de Marcelo Rebelo de Sousa e a força da inveja no nosso país, a importância do Natal e a banalização da cirurgia estética. São textos que deixaram marca na época - e que continuam a ser uma referência quando procu-ramos um retrato desses anos fatais da nossa memória. Vida Moderna foi escrito na primeira pessoa. A socióloga nunca desaparece e a mulher estrangeirada, culta e minuciosa nunca desiste de fazer o seu retrato de quem nós somos, do que nos falta ser e daquilo que mudou na sua vida - e na vida moderna.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
No início do século XIV, o rei D. Dinis e a rainha Santa Isabel deslocaram-se a Aragão para mediar um conflito que opunha este reino ao de Castela. Eram mais de mil os homens e mulheres que acompanhavam os soberanos portugueses por terras de Castela e Aragão, a maior comitiva que alguma vez se vira na Ibéria. Em 1425 seria a vez de o infante D. Pedro, filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, partir para uma viagem pela Europa que duraria 3 anos. Durante a sua estada em Inglaterra o príncipe português mediou um conflito entre o conde de Gloucester e o bispo de Beaufort, que poderia ter resultado numa guerra sangrenta. Em 1854 D. pedro V realizou um périplo pela Europa com o objectivo "de melhor me habilitar a dirigir depois os destinos do povo que eu devo reger", como escreveu no seu diário. Na bagagem trouxe ideias de desenvolvimento, nomeadamente o seu forte incentivo à proliferação da linha férrea em Portugal. D. Carlos, em 1901, viajou para Inglaterra para estar presente no funeral da rainha Vitória e, em 1907, o herdeiro do trono D. Luís Filipe viajou para África, naquela que foi a primeira viagem oficial de um membro da família real a este continente. Num momento em que Portugal estava no centro da polémica por ainda praticar a escravatura nas suas colónias, apesar de aquela ter sido abolida em 1869, o príncipe partia com o intuito de apaziguar a contestação. Em 1909 o último rei de Portugal realizou a sua primeira viagem ao estrangeiro, com o propósito subliminar de encontrar uma noiva. Estas são apenas algumas das viagens da família real portuguesa retratadas neste livro inovador e único. Como viajavam os reis de Portugal, com que objectivo, por que meios, quem os acompanhava, qual a importância destas jornadas para a política, diplomacia, cultura e desenvolvimento do país? Se algumas viagens eram viagens de lazer, outras revestiam-se de um cariz diplomático e marcadamente político. O historiador Miguel Ribeiro Pedras, numa escrita fluída e recorrendo a mapas e ilustrações, leva-nos a viajar com os monarcas portugueses ao longo de seis séculos de História.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Um relógio oferecido a Idanha-a-Velha por Quinto Tálio, uma Agripina sem cabeça e uma cabeça sem corpo na cidade de Beja, as histórias de Labéria que morreu com 42 anos, de Lúcio Cecílo, Caio Cantio Modestino, da pequena Quintila, de Ânio Primitivo ou de Júlia Modesta. Estes são alguns dos personagens que povoam este livro que nos transporta para a época romana. A única diferença que existe em relação a milhares de outros habitantes destas terras que nós hoje habitamos é o facto de eles, ou outros por eles, terem gravado na pedra os seus nomes. Olhando para os vestígios que nos foram deixados pelos nossos antepassados é possível reconstituir a história da Lusitânia. De norte a sul do país e percorrendo também terras espanholas, este livro permite-nos quebrar o enorme silêncio que é o passado e abrir pequenas grandes frestas que nos desvendam a nossa história e os desejos e medos, as aspirações ou os modos de ser e formas de vida daqueles que habitavam a Lusitânia. A arqueóloga Lídia Fernandes dá-nos a conhecer algumas das maravilhas arqueológicas que o nosso país encerra e revela-nos o significado oculto de ruínas, locais escondidos e pedras que num primeiro momento podem não nos dizer nada, mas que têm tanto para contar sobre o nosso passado.
Nº Páginas: 258
Sinopse:
A conceituada "História de Portugal" de A.H. de Oliveira Marques, numa versão abreviada, há décadas ausente das livrarias. Edição simultânea em português, inglês e francês. A história de Portugal é longa e complexa, e por isso o próprio de Oliveira Marques começou por fixá-la em três volumes que se tornaram um clássico da historiografia nacional. Mas foi também ele, um dos mais eminentes historiadores portugueses, a preparar a partir daí esta versão brevíssima, com todas as linhas essenciais concentradas em apenas 250 páginas, num pequeno formato raro, há muito esgotado. Uma versão que conserva todo o rigor e alcance histórico das edições mais alargadas, privilegiando uma relação mais directa, clara e certeira com o leitor, útil tanto para estudiosos como para curiosos.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
O legado que os Romanos deixaram, assim como a sua influência, podem ainda ser sentidos à nossa volta - do nosso calendário às moedas, da nossa língua às leis - mas o que sabemos ao certo sobre eles?Este livro conta a fantástica, e muitas vezes surpreendente, história dos Romanos e do Império de maior duração da História."Abrange 1200 anos da história de Roma com entusiasmo sem paralelo." Sunday Times
Nº Páginas: 440
Sinopse:
Jan Morris é hoje o nome mais importante de entre os autores vivos de literatura de viagens. Nas palavras de Paul Theroux, outro dos grandes escritores viajantes do nosso tempo, é "um dos maiores escritores descritivos da língua inglesa". De hoje e de sempre, depreende-se. Por isso ele lhe chama também "um génio da viagem". O livro que tem nas mãos, caro leitor, é já um clássico. Publicado originalmente há meio século, é muitas vezes referido como o livro sobre Veneza. Nele, Jan Morris entrelaça o H grande da História com um apuradíssimo sentido de observação para o h pequeno das histórias do quotidiano. É assim - para dar apenas um exemplo comezinho - que ficamos a saber porque há tantos gatos e porque deixou de haver cavalos em Veneza. A autora, que publicou pela primeira vez este livro, em 1960, ainda com o nome de James Morris e cuja mudança de sexo na década seguinte acrescentou notoriedade à sua já famosa carreira jornalística, é uma figura extraordinária também por razões biográficas. É numa permanente inquietação da viagem que Jan Morris, percorrendo o mundo para o interpretar, tenta revelar o enigma dos lugares que visita tal como se propõe desvendar o seu próprio enigma interior. "Por vezes, rio abaixo, quase penso que o consigo; mas então a luz muda, o vento vira, uma nuvem atravessa-se à frente do sol e o significado de tudo isto volta uma vez mais a escapar-me."
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Determinação, perseverança e paixão por aquilo que se faz são características comuns a todos os que vencem, construindo uma vida com significado, uma carreira, uma empresa. É a atitude do dia-a-dia que permite o alcance de resultados, sobretudo a médio e longo prazo, não obstante todos os obstáculos e imprevistos que enfrentem. Mas são infinitas as formas de se lá chegar, não existindo receitas infalíveis, pelo que toda uma perceção de oportunidades, conjugada com conhecimento e, sobretudo, criatividade, são essenciais. É sobre tudo isto esta coletânea de citações que, através de declarações de vencedores de todos os tempos em inúmeras áreas, com destaque para os protagonistas mais recentes, permite ao leitor ficar com um melhor conhecimento dos caminhos que levam à vitória e ao sucesso. São mais de 2000 frases inspiradoras e reveladoras que lemos ou ouvimos de figuras conhecidas do grande público que alcançaram o sucesso empresarial e pessoal, tais como Steve Jobs, Bill Gates ou Belmiro de Azevedo, entre muitos outros.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Este não é um livro de crónicas. É um livro de obsessões. As minhas, entre 2008 e 2015, devidamente exorcizadas nas folhas da "Folha de S. Paulo", às segundas ou terças, com maníaca pontualidade. A paleta cromática é ampla. Mas, no meio do colorido, percebo agora que as crónicas aqui escolhidas têm o mesmo vestuário. No tom, uma certa recusa em comentar a loucura do mundo com a loucura da seriedade. E se falamos dos temas, dos persecutórios temas, eles lidam precisamente com esta nova "era da brutalidade" - política, social, intelectual, estética - que emergiu quando a história não chegou ao fim. Os dois primeiros capítulos, na aparente diversidade de assuntos, recolhem e apresentam este novo estágio em que vivemos. Ao contrário do que sucede no célebre poema de Kavafys, os bárbaros não chegam porque eles já estão dentro da cidade. Mas se os bárbaros estão cá dentro, que podemos nós fazer? Denunciá-los e combatê-los, sem dúvidas. […] Os dois capítulos seguintes procuram realizar essa modesta e solitária tarefa."
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Diogo (o filho) e Luísa (a mãe) introduzem-nos no seu mundo muito próprio através de uma permuta de confidências para a qual, enquanto leitores, somos solicitados. Diogo nasce. Diogo cresce. Luísa observa-o, em permanente sobressalto. Diogo é diferente. Nas atitudes, nos gostos, na sensibilidade, nas amizades que procura. Sente-se perdido. Não pertence a nenhum lugar. Não se "identifica". Luísa apercebe-se do sofrimento e dos permanentes conflitos íntimos do filho. Mas tem relutância em admitir aquilo que, afinal, sabe. Sempre soube. O instinto de protecção que desenvolve cada vez com mais intensidade resulta num mundo a dois, isolado do restante núcleo familiar. Um mundo que ambos partilham e percorrem numa autêntica via dolorosa. No diálogo franco e livre que sempre mantiveram, só tardiamente as palavras cruamente descodificadoras de tanta amargura aconteceram (Mãe, sou homossexual). Diogo, que fazer quando nos sentimos diferentes? Luísa, como gerir a tua frustração, a dor infinita que te consome ao tomares consciência de que este filho tão amado não te dará nunca os netos que adorarias ter, e que cultural e socialmente sabes representarem o paradigma da continuidade da família? Será suficiente a tua quase inesgotável capacidade de compreensão, de paciência, de amor? Ler estas páginas é apreender uma experiência duríssima. É reflectir profundamente sobre "o outro". Porque ser diferente não é uma questão de escolha. Vagabundos de Nós aborda o que de melhor e de pior há em cada ser humano, deixando em aberto as pistas para a problemática da condição de não haver escolha. Basta, com a humildade que dignifica, querer seguir essas pistas.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Este livro não é sobre a maneira como estragámos tudo, mas sobre o tipo de mundo em que queremos viver agora. Em 2020, movimentos de protesto em todo o mundo revelaram as desigualdades incrustadas no tecido da sociedade. Os incêndios que devastaram a Austrália e a Califórnia tornaram claro que estamos no meio de uma catástrofe climática. A pandemia mostrou a todos a fragilidade da nossa economia e as teorias da conspiração que rodearam as eleições nos EUA demonstraram o mesmo em relação à democracia. Os governantes não têm respostas. Na realidade, os governantes são, muito frequentemente, o problema. A comentadora política Ece Temelkuran apresenta uma narrativa nova e convincente para o momento que atravessamos. Não para um futuro idealizado mas para o agora. E pede-nos que façamos uma escolha. Que escolhamos a determinação em vez da esperança; que enfrentemos o medo em vez de nos consolarmos com a ignorância; que poupemos a nossa energia para vigiarmos os que detêm o poder e os sistemas destrutivos por eles comandados, em vez de desperdiçarmos tempo a expelir fúria e insultos nas redes sociais.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
"Para a vida prosperar neste planeta, tem de existir uma imensa biodiversidade. Só quando milhares de milhões de organismos conseguem tirar o máximo partido de cada recurso e oportunidade que encontram, e só quando milhões de espécies vivem vidas que se interligam de modo a sustentarem-se umas às outras é que o planeta pode funcionar com eficiência. Quanto maior for a biodiversidade, mais segura será toda a vida na Terra, incluindo nós próprios. Contudo, o modo como nós, seres humanos, vivemos hoje na Terra está a colocar a biodiversidade em declínio. O mundo natural está a desaparecer aos poucos. As provas estão por toda a parte. Aconteceu durante a minha vida. Eu vi com os meus próprios olhos. E irá levar à nossa destruição. Contudo, ainda há tempo para desligar o reator. Existe uma boa alternativa. Este livro é a história de como chegámos aqui, do nosso grande erro e de como, se agirmos já, podemos corrigi-lo."
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Serão a violência, a corrupção ou a ineficiência de vários governos as principais ameaças da democracia? Daniel Innerarity, provando uma vez mais ser um dos maiores pensadores dos nossos tempos, defende que não: a grande ameaça é a simplicidade dos conceitos políticos que tomámos de empréstimo, ignorando a complexidade crescente em que a nossa organização social se desenvolveu. Já não se trata de enfrentar os desafios dos séculos XIX e XX, mas sim os do século XXI. Uma Teoria da Democracia Complexa dirige-se àqueles que não creem nas respostas simples, mas tão-pouco querem desesperar perante a complexidade dos problemas. Nele se formula uma proposta profundamente elucidativa, a partir do pressuposto de que a renovação mais prometedora das nossas democracias será o resultado de torná-las mais complexas.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Um lugarzinho de que nunca se ouviu falar" é o que meu pai costumava dizer quando lhe perguntavam quais eram as raízes da nossa família. Krakowiec é uma pequena cidade situada na atual fronteira entre a Ucrânia e a Polónia. Fica também no epicentro dos tumultuosos conflitos nacionais e ideológicos que moldaram o destino da Europa moderna. Este livro traça a história da cidade ao longo dos últimos seis séculos; analisa a transformação dos padrões da interação social entre as suas três comunidades, judeus, ucranianos (católicos ortodoxos) e polacos (católicos romanos); e recupera a história da relação íntima e torturada da minha família com um lugar a que outrora chamámos "a nossa terra"." - Bernard Wasserstein
Nº Páginas: 264
Sinopse:
"Uma outra Memória" reúne textos de natureza variada que Manuel Alegre tem vindo a escrever e que, dada a sua natureza, se encontravam dispersos. Ao longo destas páginas encontramos uma visão poética do país e da História, o Poema e a Vida, os escritores e os poetas amigos, os músicos e os "camaradas dos sonhos", a política, Portugal e a Europa, a liberdade e o seu último discurso na Assembleia da República.Um livro que é uma longa declaração de amor. À escrita, aos amigos, a Portugal e à língua Portuguesa.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Depois de visitar inúmeras escolas e de entrevistar diversos professores e personalidades da educação, da cultura e da política - de Adriano Moreira a António Sampaio da Nóvoa ou Marcelo Rebelo de Sousa-, o Prof. Jorge Rio Cardoso não tem dúvidas: o grande desafio da nova escola será tornar o aluno e as suas aprendizagens no centro do processo educativo, dando-lhe a possibilidade de ser o próprio a construir o seu conhecimento. Mas, para além dos conteúdos, é essencial preparar para a vida; e as capacidades de pesquisa, análise e comunicação, as atitudes, o comportamento, o trabalho em grupo, a criatividade e a liderança são fundamentais. O autor defende uma escola que leve a realidade do mundo actual para as salas de aula, que propicie trabalho colaborativo e uma abertura ao exterior através da tecnologia. São essenciais conteúdos mais práticos e pluridisciplinares, analisados numa lógica de projecto, horários mais flexíveis e aprendizagens baseadas na aquisição de competências em final de ciclo. A sua voz é a de cada vez mais alunos, pais e professores: queremos uma escola que se reinvente em permanência, para responder aos constantes desafios com que é confrontada.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
A solidão é o mal do século: a epidemia da Covid-19 criou desertos de solidão quase intransponíveis. Com o acesso de cada vez mais pessoas às novas tecnologias podemos estar em contacto virtual com todo o mundo, sem estarmos realmente com alguém. É cada vez mais fácil passarmos longos períodos isolados. Mas o ser humano é um animal social. Impõe-se então perguntar: Sabemos lidar com a solidão? É possível estar só e ser-se feliz? Que prejuízo pode ter para o nosso bem-estar a falta de contacto com outras pessoas? O autor dá-nos a conhecer casos de experiências de isolamento sob matizes variados, quer de figuras heroicas, quer de pessoas anónimas, introvertidas e extrovertidas, alegres e tristes, enérgicas e calmas, mais fortes ou mais frágeis do ponto de vista psicológico, solitárias e sociáveis. Genuíno Madruga na sua volta ao mundo, João Garcia no topo do monte Evereste, Michael Collins a orbitar a Lua e tantos outros. Estes homens pioneiros e corajosos partilham uma capacidade incomum: a de estarem sozinhos consigo próprios sem sentirem solidão. Mas o que é afinal a solidão? Como é que ela se distingue de estarmos sós? Como evitar sofrer quando a solidão nos toca?
Nº Páginas: 416
Sinopse:
José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, é certamente o escritor português mais traduzido, e mais lido, no estrangeiro. E, no entanto, talvez não seja tão profundamente conhecido no seu próprio país como seria de esperar. Portugal reconhece-o pelos livros que escreveu e que surpreenderam muitos milhares de leitores, mas desconhece-o porventura em muito da sua intimidade e até do seu pensamento. Durante as dezenas de horas de conversas sem tabus de que resultou Uma Longa Viagem com José Saramago, procurou-se ir além de algumas verdades feitas sobre o autor que reinterpreta o Evangelho, que optou pelo exílio ou que profetiza a inevitabilidade da União Ibérica.As respostas de José Saramago foram analisadas por vinte e quatro outros entrevistados, que comentam as suas declarações e a sua prática da escrita, tudo isto num cenário de reportagem dos lugares por onde a sua vida passou e de investigação e análise da sua obra.Há palavras nunca ditas e outras reditas sob o olhar da atualidade. Sem reticências, como compete a quem durante tão grande conversa começou e acabou um novo livro, e a meio achou que não teria mais vida para terminar o desafio de se revelar num diálogo pouco habitual por tão extenso. Uma Longa Viagem com José Saramago será, a partir de agora, uma peça imprescindível para conhecer melhor a vida e a obra de um grande escritor português.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Sabia que o falsificador é o ladrão mais justo de todos? Ou que a propriedade privada foi inventada por monarcas corruptos para cobrar mais impostos? Que as sociedades anónimas foram criadas para esconder a identidade dos nobres agraciados pelos reis? Ou que devemos os seguros às pessoas que não são solidárias? Normalmente, vemos a História sob a lupa do sucesso, das guerras, das descobertas… No entanto, todas as invenções sociais resultaram dos nossos impulsos, instintos e emoções: desde o medo ao perdão, passando pela ambição, inveja, insatisfação, compaixão e desejo de poder. Estes e tantos outros factos explicam a forma como nos organizamos, como trabalhamos e como foram forjadas as nossas ambições, direitos e liberdades actuais. Em "Uma História Diferente do Mundo", Fernando Trías de Bes analisa a evolução das civilizações através dos seus comportamentos. O resultado é uma leitura surpreendente, divertida e inovadora, que desvenda as arquitecturas psicológicas e profundamente humanas que sustentam o nosso sistema social.
Nº Páginas: 672
Sinopse:
Este livro não é uma história exaustiva da Maçonaria em Portugal, mas sim um contributo para uma melhor compreensão da vida dessa organização entre nós durante quase trezentos anos. As balizas temporais justificam-se, a primeira - 1727 -, pelo início da Maçonaria em Portugal, ainda que sem a participação de portugueses. A última - 1986 - constitui o momento em que se consumou a primeira cisão na Maçonaria Portuguesa depois de Abril de 1974, multiplicando-se, a partir de então, o aparecimento de novas Obediências.
Conteúdo da obra:
I - Entre Luzes e Sombras (1727-1797)
II - Entre Cila e Caríbdis - A Maçonaria Portuguesa entre 1797 e 1819
III Esperanças, Desafios e Ilusões (1820-1834)
IV - A Tentação Política - Entre a Dispersão e a Busca de Unidade (1834-1868)
V Maçonaria à Margem da Política
VI - O Grande Oriente Lusitano Unido (GOLU) - Supremo Conselho da Maçonaria Portuguesa (1869-1879)
VII - Tempos de Incerteza (1880-1899)
VIII - O Lento Caminho da Republicanização (1900-1910)
IX - O Período Áureo (1910-1914)
X - A Cisão de 1914 e o Grémio Luso-Escocês
XI - Anos Tempestuosos (1915-1925)
XII - República e (ou) Ditadura (1926-1929)
XIII - O Grão-Mestrado do General Norton de Matos (1930-1935)
XIV - Mas Há sempre Uma Candeia… (1935-1974)
XV - Quem Quis sempre Pôde - O Reavivar das Luzes (1974-1986)
Nº Páginas: 808
Sinopse:
"Conscientes da importância do conhecimento das nossas origens e do nosso desenvolvimento enquanto povo independente que, conservando as mais antigas e estáveis fronteiras da Europa teve períodos de esplendor e conseguiu ultrapassar crises mais ou menos profundas e dificuldades diversas, procurámos narrar uma história de Portugal que possa ser facilmente consultada pelos estudantes e por todos os que, não sendo especialistas, se interessam pela forma como temos evoluído como nação e pelos fenómenos que têm constituído as alavancas do devir histórico do nosso país." A presente edição segue o texto da obra da autora, História de Portugal, em 7 volumes ilustrados, publicada pelo Círculo de Leitores, a que se fizeram as necessárias adaptações.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Os factos e os dados objetivos apresentados neste livro demonstram bem que a única experiência governativa portuguesa de aplicação de um conjunto coerente de princípios da social-democracia que até hoje existiu foi altamente benéfica para Portugal e para os Portugueses. Os valores da social-democracia moderna, com destaque para a dignidade da pessoa humana, a democracia pluralista, a justiça social, a igualdade de oportunidades, o acesso aos cuidados de saúde, a difusão cultural, a defesa do ambiente, a economia de mercado e a livre iniciativa privada como fonte primária do crescimento económico, a concertação social e o reformismo, continuam a ser desafios para os governos da atualidade. Estou firmemente convencido de que a repetição de uma experiência de social-democracia, adaptada aos tempos do século XXI, produziria resultados igualmente positivos."
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Nesta obra, são alvo de análise os diversos aspectos do actual puzzle geopolítico, económico e social do continente africano, nomeadamente: a criação e desenvolvimento de instituições eficazes e transparentes, o investimento na educação, a renovação de estruturas de diversificação da economia, os dilemas da industrialização e a imperiosa necessidade de dar e ouvir a voz da sociedade civil.
