9025 produtos
Ordenar por:
9025 produtos
Nº Páginas: 840
Sinopse:
Um romance extraordinário sobre o conflito israelo-árabe retratando personagens inesquecíveis, cujas vidas se entrelaçam com os momentos-chave da história a partir do final do século XIX a meados do século XX, e recriando a vida em cidades emblemáticas como São Petersburgo, Paris e Jerusalém. Aqui Julia Navarro conduz o leitor através de relações duras de homens e mulheres que lutam por uma parcela de terra onde possam viver em paz.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Manuscrito inédito do Século XVIII Texto de autor ignorado, este Discurso em Honra e Favor da Cornudagem filia-se numa longa tradição subversiva que, para não ir mais longe no tempo, muito devemos literariamente à França de Seiscentos. Bastará aqui trazer à colação essa figura maior da cultura francesa, o comediógrafo Jean-Baptiste Poquelin, o famoso Molière, e o seu "Sagnarelle, ou le Cocu Imaginaire". Podemos, depois, acrescentar-lhe a extensa produção de temática paralela que se estenderá também pelo século XVIII e estaremos a enquadrar, no espírito e na letra, este nosso Discurso, talvez apenas uma muito fluente tradução de um texto redigido originalmente em língua francesa, em versão conservada e preservada na Biblioteca Nacional de Portugal. Um texto do Cavaleiro de Oliveira de temática idêntica e uma devota evocação do patrono S. Cornélio completam o córneo conjunto. Mais modesto, o poeta setecentista Lobo da Madragoa aproveita a deixa e contribui, em Apêndice, com cinco dos seus Sonetos, finalmente vertidos em letra de forma.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
De facto, não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrivelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império.
Nº Páginas: 450
Sinopse:
John Self é um realizador de filmes publicitários de estrondoso sucesso e que leva um estilo de vida hedonista e excessivo, totalmente desregrado: consome, com voracidade, pornografia, prostitutas, álcool e comida de plástico.A história que se conta em Money - que o Guardian considerou o grande romance inglês da década de oitenta - decorre entre Nova Iorque e Londres, nos tempos dos motins de Brixton e do casamento real. E é a história de John Self - o seu narrador e protagonista - um homem que personifica a ganância desses anos de ouro do capitalismo, em que o desprezo pelos valores sociais e humanos só conseguia ser suplantado pelo amor ao dinheiro - e a cegueira pelo dinheiro, por sua vez, pelo terror da falta dele.Mas será John Self um homem completamente mau? Afinal tem sentido de humor, traços de generosidade, e consegue que ora gostemos ora não gostemos dele.Trinta anos volvidos, e jazendo por terra os mitos financeiros e sociais que candidamente enformaram os anos 1980, esta comédia negra é, agora, mais atual do que nunca.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
A história das informações militares é uma história de sucesso. Entre 1974 e 1997, a DINFO foi fundamental na preservação da segurança nacional, tendo realizado várias missões e operações extremamente sensíveis que todos nós ignorávamos. Até agora: Fernando Cavaleiro Ângelo, militar que desempenhou diversas funções ao mais alto nível nos serviços de informações, releva-nos em primeira-mão muitos dos segredos destas actividades que alguém disse serem a mão invisível do Estado: - A constituição da DINFO no pós-25 de Abril e a sua reformulação resultante das realidades políticas saídas do 11 de Março e do 25 de Novembro; - Como ameaças reais internas à soberania nacional fizeram com que a DINFO deixasse de ser um gabinete de análise profunda do estado do país e passasse a focar-se na pesquisa de informações relacionadas com terrorismo e espionagem; - A evolução nos agentes das ameaças: do terrorismo de grupos da extrema-esquerda e da extrema-direita no pós-25 de Abril para a espionagem de potências estrangeiras, nomeadamente a União Soviética; - A acção decisiva da Repartição E: Operações Búfalo, Albatroz e Tentilhão, todas contra a espionagem soviética, nomeadamente o KGB. Estes são alguns dos temas e episódios que encontramos neste livro, escrito após uma grande investigação e com recurso a entrevistas e testemunhos de vários elementos que fizeram parte da DINFO. Fernando Cavaleiro Ângelo dá-nos a conhecer um dos lados mais inacessíveis do Estado português.
Nº Páginas: 512
Sinopse:
O retrato da família que transformou o Império Romano para sempre Augusto • Tibério • Calígula • Cláudio • Nero Primeiro governada por reis, Roma tornar-se-ia uma república. Mas no fim, após conquistar o mundo, a república desmoronou-se. Roma afogou-se em sangue. As guerras civis foram tão terríveis, que o povo romano acolheu de bom grado o governo de um autocrata que lhes poderia dar a paz. "Augusto", o seu novo senhor, intitulava-se "O Divino Favorito". O fantástico esplendor da dinastia fundada por Augusto nunca esmoreceu. Nenhuma outra família se compara em fascínio com a sua galeria de personagens: Tibério, o grande general que acabou os seus dias como um recluso amargurado, célebre pelas suas perversões; Calígula, o mestre da crueldade e humilhação; Agripina, a mãe de Nero, cujas manobras levaram o filho ao poder, e que acabaria por morrer por ordem dele; Nero, que pontapeou a mulher grávida até à morte, que se casou com um eunuco, e que ergueu um palácio de prazer no centro dos escombros de uma Roma destruída pelo fogo.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Roma, século I a. C. Um homem. Os seus ideais. O fim de uma época. Houve um tempo em que Cícero dominava Júlio César. Mas agora é este quem comanda o império, e Cícero, o orador mais notável de Roma, é um homem destroçado. Destituído de poder, privado de todos os seus bens e afastado da mulher e dos filhos, encontra-se no exílio, acompanhado do seu fiel secretário Tirão, atormentado pelo sentimento de ter sacrificado o poder para fazer valer os seus princípios. Porém, quando tudo parece perdido, Cícero decide regressar a Roma e, com a astúcia, a coragem e a destreza que o caracterizam, reconquista o senado e volta a ser, por um breve e glorioso período, o senador mais importante do império romano. Mas nenhum homem de Estado, por muito inteligente e hábil que seja, está a salvo da ambição e corrupção daqueles que o rodeiam... Depois da publicação de Imperium e Lustrum, surge finalmente o muito aguardado Dictator, o último volume da trilogia de Robert Harris dedicada à figura de Cícero. Um grandioso romance histórico que nos dá a conhecer um homem brilhante e imperfeito, temeroso e corajoso, protagonista de um dos momentos mais conturbados da Roma antiga: o fim da República.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Adultério" significa relação sexual voluntária entre uma pessoa casada e alguém que não é o seu cônjuge - e é a principal causa de divórcio em todo o mundo (em Portugal há 89 casamentos e 82 divórcios por dia). Porém, a história do adultério passa também pelos grandes mitos e histórias consagradas pela literatura, pela religião, pelo cinema, pela música e pela pintura. Da Bíblia (Abraão trai Sara com Agar) às peças de Shakespeare, das cantigas medievais a Madame Bovary ou Os Maias, do Império Romano às tramas políticas da América contemporânea, das histórias dos nossos reis e rainhas aos escândalos de Hollywood e da cultura pop, do Ulisses a O Primo Basílio, das traições dos deuses gregos à vida dos nossos vizinhos - o adultério é um elemento decisivo da história sentimental da Humanidade. Tem a ver com a traição e com a paixão, a tentação ou a alquimia sexual, o prazer do risco e o desejo sem ordem nem lei - mas também com o amor. E com a sua natureza frágil. Este dicionário não faz "moral" nem "defende o adultério" - é um guia tão erudito como divertido da história do adultério ou das paixões e seus escândalos e transgressões.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: Na São Petersburgo do século xix, onde o frio parece infiltrar-se nas paredes e nos ossos, vivem aqueles que o mundo não vê. Em quartos exíguos e corredores sombrios, sobrevivem vidas frágeis, feitas de silêncio, vergonha e esperança contida. Makar Devushkin é um homem pequeno aos olhos da sociedade. Um funcionário pú blico apagado, pobre, ridicularizado, esmagado por uma existência sem brilho. Mas, no seu coração, arde uma necessidade imensa de amar, de proteger, de ser necessário a alguém. Esse alguém é Varvara Dobrosyolova. Jovem, órfã, vulnerável, presa a um destino in certo e cruel. Nas cartas que troca com Makar, encontra consolo, ternura e uma rara sensação de segurança, num mundo que a ameaça constantemente. Entre palavras simples e confidências dolorosas, nasce uma ligação profunda, feita de sacrifício silencioso, de generosidade quase desesperada, de um amor que cresce na sombra e que talvez nunca possa existir à luz do dia. Comovente, intenso e profundamente humano, este romance recorda-nos que, mes mo nos corações esmagados pela miséria, pode habitar uma grandeza silenciosa.
Edição: Out 2023
Nº Páginas: 1128
Sinopse: Um livro monumental e enciclopédico que se afigura imprescindível para compreender o pensamento, a arte e a cultura dominantes do século XX. Escrito como um romance com centenas de personagens, O Mundo Livre descreve e analisa as causas da afirmação dos Estados Unidos no panorama cultural do Ocidente, do final da Segunda Grande Guerra até ao desfecho da Guerra do Vietname, período que ficou conhecido como Guerra Fria. Da literatura, da música, das artes plásticas e performativas, das ciências ao cinema, de James Baldwin, John Cage, Andy Warhol, Elvis Presley, Susan Sontag e Hannah Arendt a Hollywood, nenhuma personagem ou tema, facto ou curiosidade escapam à narrativa lúcida e envolvente de Menand, neste livro saudado pela crítica internacional como «uma lufada de ar fresco» e uma obra «brilhante, absolutamente original e bem escrita» que oferece ao leitor o mosaico completo do pensamento e da arte do Ocidente no século XX.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Portugal adiado, de Arnaldo Madureira, analisa, de uma forma crítica e acessível, as estruturas políticas, económicas e culturais que moldaram a economia portuguesa ao longo do tempo, determinando o seu atraso em comparação com outros países. Longe de explicações simplistas ou fatalistas, a obra aborda como a ausência de uma visão estratégica, a gestão de curto prazo e a captura do Estado por interesses diversos comprometeram o desenvolvimento do país. Entre decisões adiadas, reformas incompletas e uma cultura política onde a expectativa frequentemente substituiu o planeamento, construiu-se um modelo de fragilidade persistente. A esta realidade juntaram-se condicionantes externas decisivas, com potências como a Espanha, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a influenciarem escolhas estratégicas fundamentais.
Edição: Out 2024
Nº Páginas: 432
Sinopse: Em 1941, o exército alemão marchava em direção a Moscovo, antecipando-se a iminente queda da União Soviética. No entanto, tal nunca chegou a acontecer e, em 1945, um Estaline triunfante assumia o papel do transformador de um país pobre numa superpotência vitoriosa. Ao longo desses quatro anos de guerra, por insistência de Churchill, Estaline aceitou que um grupo de jornalistas americanos e ingleses ficasse em Moscovo para cobrir a guerra na Frente Oriental. Hotel Vermelho, da autoria do jornalista Alan Philps, dá a conhecer a gaiola dourada que era o Hotel Metropol, onde o caviar não faltava e jovens mulheres serviam como tradutoras e companheiras de cama, mas também onde a intriga reinava: enquanto algumas tradutoras fizeram dos jornalistas meros transmissores da propaganda do Kremlin, outras eram dissidentes secretas que revelavam a dura realidade da vida soviética. Com recurso a informação inédita, o papel único das mulheres do Metropol é contado aqui pela primeira vez. Num claro sinal de que tudo se repete, a história do Metropol reflete as lutas da nossa era moderna, com o uso da desinformação como arma de guerra, a falsificação da história e a neutralização de Estados independentes.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 480
Sinopse: No seu auge, o Império Romano era o Estado mais rico e formidável que o mundo já tinha visto. Estendendo-se da Escócia à Arábia, geria os destinos de cerca de um quarto da humanidade. Começando no ano em que quatro Césares governaram sucessivamente o Império, e terminando cerca de sete décadas depois, com a morte de Adriano, Pax: Guerra e Paz na Idade de Ouro de Roma revela-nos a história deslumbrante de Roma no apogeu do seu poder. Tom Holland, reconhecido historiador e autor, apresenta um retrato vivo e entusiasmante dessa era de desenvolvimento: a Pax Romana - da destruição de Jerusalém e Pompeia, passando pela construção do Coliseu e da Muralha de Adriano e pelas conquistas de Trajano. E demonstra, ao mesmo tempo, como a paz romana foi fruto de uma violência militar sem precedentes.
Edição: Nov 2023
Nº Páginas: 544
Sinopse: Em novembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, decorria a batalha de Estalinegrado, cujo desfecho mudou o rumo do conflito e condenou a Alemanha à derrota. Os factos históricos são bem conhecidos e documentados, mas como se vive nas entrelinhas da História? Recorrendo a cartas, diários e livros de memórias de 39 pessoas - como uma refugiada de 12 anos em Xangai, um piloto norte-americano em Guadalcanal ou uma jovem da Resistência em Munique -, Peter Englund traça um retrato do quotidiano em tempo de guerra. Ao longo de trinta dias, acompanhamos a inquietação, a preocupação, a perda de convicções de quem procura a normalidade em circunstâncias excecionais. Com empatia e precisão, Englund recentra um dos momentos mais violentos do século XX na experiência individual, criando uma narrativa única e emocionante, que nos faz questionar os limites da condição humana. «Um feito extraordinário.» Antony Beevor, autor de Estalinegrado e A Segunda Guerra Mundial Este relato emocionante e empolgante [] recria a incerteza diária durante a guerra, tal como foi vivida por pessoas normais com informação limitada e poucos recursos. É uma obra de História monumental. Publishers Weekly Uma crónica meticulosa de pessoas comuns em circunstâncias de guerra extremas. Kirkus Reviews Peter Englund consegue transformar narrativa de guerra em literatura. Corriere della Sera
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: Quando Marissa perde a mãe, aos seis anos, é levada pelo pai para viver numa pequena ilha tailandesa, no mar de Andamão. É aí que conhece Arielle e juntas tornam-se companheiras de exploração das maravilhas da natureza envolvente, feita de florestas, recifes e praias. Até que, a 26 de dezembro de 2004, um tsunâmi se ergue do oceano Índico...
Edição: Abr 2021
Nº Páginas: 208
Sinopse: Histórias de amores, intensos e verdadeiros, efémeros e volúveis, inesquecíveis e perdidos no tempo, narradas com a ternura e o humor que caracterizam Helena Sacadura Cabral. Retratos de mulheres inspiradoras que cumpriram o seu destino e nos dão um vislumbre da complexidade da alma e da força do caráter feminino. Amores imperfeitos apresenta várias histórias de vida. Umas são fruto da imaginação da autora. Outras aconteceram, de facto. E outras, ainda, conquistam-nos pela combinação entre ficção e realidade. Mas todas têm algo que aconteceu ou poderia ter acontecido. Profundamente humanas e inspiradoras, estas histórias abordam alguns dos temas mais sensíveis da sociedade, desde as grandes conquistas no feminino (nos mais variados campos), até questões fraturantes como o aborto, a violação ou a homossexualidade.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Fugindo ao destino que a mãe lhe traçara, Silvério deixou a aldeia de Pousaflores aos dezoito anos pela promessa de uma vida melhor em África; mas, à chegada, os primos trocaram-lhe as voltas e acabou entre soldados negros na campanha de pacificação de uma tribo violenta. Foi, mesmo assim, entre os derrotados que sobreviveu. Agora, quase quarenta anos volvidos, Silvério está de regresso a Pousaflores. A guerra civil eclodiu em Angola e, se o seu coração é negro, a sua pele não engana e ainda ontem lhe mataram o melhor amigo. Com três filhos mulatos pela mão - todos de mães diferentes -, resta-lhe na aldeia uma irmã amarga, beata e com reumatismo. Que futuro poderão esperar Justino, Belmira e Ercília num lugarejo onde são vistos como "os pretos de Pousaflores"? E a mulher que Silvério abandonou em Angola num pranto inconsolável, estará disposta a abdicar da filha para sempre? Com um leque de vozes admiravelmente distintas - ora hilariantes, ora comoventes e poéticas -, Aida Gomes narra em "Os Pretos de Pousaflores" a história de uma família marcada pelas circunstâncias, acompanhando a memória do passado colonial, o definhar do império, a guerra em Angola e o mundo de exclusão que tantos empurra para o abismo. Belo e profundo, com personagens apaixonantes e cenas inesquecíveis, este romance não deixará ninguém indiferente.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Na primavera de 1922, uma equipa de filmagens norte-americana vem de Hollywood para fazer um filme em Nahbès, uma pequena cidade no Magrebe. Este choque de modernidade aviva os conflitos entre os líderes tradicionais, os colonos franceses e os jovens nacionalistas apaixonados pela independência, apanhados então no vórtice de um mundo onde várias línguas, culturas diferentes e poderes antagónicos confluem. De entre os mais influentes, um grupo heterogéneo embarca posteriormente numa viagem que, no rescaldo da Grande Guerra, une Nahbès aos países do Velho Mundo. Todos, os que ficam e os que partem, tentam reinventar as suas vidas, através da adaptação ou da rebelião, chegando por vezes a encontrar o amor. Da Califórnia para a Europa, passando pelo Norte de África, as peripécias d’"Os Preponderantes" fazem-nos mergulhar na turbulência própria da década de 1920, quando a colisão dos diferentes modos de vida levou os seus protagonistas a confrontarem-se, a desejarem-se, a perseguirem-se, a mudar. Hédi Kaddour disseca essas vidas e esses destinos de uma forma atenta e precisa, que valeu a este livro, entre outras distinções, o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa em 2015.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
O primeiro romance publicado de Cortázar, até hoje inédito em Portugal, que antecipou "O Jogo do Mundo - Rayuela". Um grupo rumoroso e heterogéneo de personagens, espécie de catálogo representativo da sociedade de Buenos Aires da época, premiado na lotaria nacional com um bilhete para uma viagem luxuosa de cruzeiro, embarca no navio Malcolm, cheio de expectativas. Contudo, entre distrações e atrações iniciais, um clima de mistério faz crescer a tensão entre os passageiros e a tripulação: o navio é colocado em quarentena devido a uma inexplicável doença, a rota e o destino final da viagem são desconhecidos, o capitão não se apresenta e nenhum dos membros da tripulação fala espanhol e, sobretudo, o acesso à popa da embarcação está interdito aos passageiros. Todas estas absurdas circunstâncias constituirão um irresistível desafio para os hóspedes deste navio que os levará a um jogo cada vez mais perigoso e com um final surpreendente. O alternar entre narração e reflexão, a vivacidade dos diálogos, o absurdo e a comicidade das personagens, fazem de "Os Prémios" um romance desconcertante e uma leitura ímpar, inevitável antecâmara de toda a obra subsequente de Cortázar.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
"Este mundo não presta, venha outro. Já por tempo de mais aqui andamos A fingir de razões suficientes. Sejamos cães do cão: sabemos tudo De morder os mais fracos se mandamos, E de lamber as mãos, se dependentes." Na primeira obra poética de José Saramago descobre-se uma poesia de liberdade, de fraternidade e de luta. Uma luta disfarçada, por dentro das palavras. Pelo interior labiríntico de respiração que habitam todos estes poemas, publicados pela primeira vez em 1966. Digamos que eram os "poemas possíveis" da altura, quando a censura espiava a alma dos escritores. E no entanto, as convicções profundas de Saramago já são bem visíveis em poemas como "Criação": "Deus não existe ainda, nem sei quando Sequer o esboço, a cor se afirmará No desenho confuso da passagem De gerações inúmeras nesta esfera. Nenhum gesto se perde, nenhum traço, Que o sentido da vida é este só: Fazer da Terra um Deus que nos mereça, E dar ao Universo o Deus que espera." "Diário de Notícias", 9 de outubro de 1998 Caligrafia da capa por ALMEIDA FARIA
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Há muitos livros sobre a pobreza: sobre as suas causas e sobre a forma de a combater. Alguns são certamente interessantes, mas não era sobre a pobreza em abstracto que a autora desejava escrever, mas sobre os pobres tais como ela os «descobrira», aos 16 anos, num bairro da lata onde as freiras do colégio que frequentava a levaram para que as meninas ricas, grupo a que pertencia, aprendessem a ser caritativas. O livro não se limita a falar dos pobres em Portugal. Outros países são referidos, tendo no final a autora concluído existirem quatro tradições no que a este problema diz respeito: a católica (Portugal), a jacobina (França), a aristocrática (Inglaterra) e a meritocrática (EUA). Apesar de baseada numa bibliografia longa, a obra tem um tom intimista, o que torna a sua leitura fascinante.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Em tempo de ditadura, reuniões secretas são um ato de coragem. Em democracia são um ato de cobardia.O clube mais poderoso do mundo alega total inocência e direito à privacidade.Mantém-se avesso a dar informações sobre os encontros que promove, mesmo quando para isso precisa do dinheiro dos contribuintes.Como atuam? O que os move? Que portugueses já passaram por lá? E com que implicações na sua vida pública e carreira?Saiba como Portugal se cruza com este corredor não oficial de poder. E como a História de Portugal poderia ter seguido um curso diferente se Bilderberg assim o entendesse.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Uma saga familiar de três gerações que acompanha a história da Islândia do século XX. Após receber uma estranha carta do seu pai, que o faz suspeitar de que este estará em fim de vida, Ari regressa à sua terra natal, em Keflavik, na Islândia. Nesta pequena cidade cercada por campos de lava negra, sede de uma base militar norte-americana, Ari é inundado pelas memórias da sua juventude nos anos 70 e 80, ouvindo Pink Floyd e Beatles, assaltando camiões de abastecimento americanos, e correndo atrás de raparigas. A par da história de Ari, há também a do seu próprio pai e a de seus avós, Oddur e Margret, de como estes se estabeleceram num lugar ancestral e elementar, dos mais inóspitos do mundo, e de como o mar, agora interdito à pesca, foi, para uns, destino, para outros, solidão e medo.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
A Grã-Bretanha está na iminência de declarar guerra à Alemanha. Harry Clifton, na esperança de fugir às consequências de um escândalo familiar e percebendo que nunca poderá casar com Emma Barrington, alista-se na marinha mercante. Quando um submarino alemão afunda o seu navio, Harry e um punhado de marinheiros, entre eles um americano chamado Tom Bradshaw, são salvos pelo Kansas Star. Nessa noite, quando Bradshaw morre, Harry aproveita a oportunidade para enterrar o seu passado e assume a identidade do morto. Em 1939, Tom Bradshaw é preso por homicídio qualificado. É acusado de matar o irmão. Quando Sefton Jelks, um advogado de renome de Manhattan, lhe oferece os seus serviços a troco de nada, não resta grande alternativa a Tom, que não tem dinheiro a não ser aceitar a sua garantia de uma sentença mais ligeira. Depois de julgado e condenado, Jelks desaparece e a única maneira que Tom tem de provar a sua inocência é revelando a sua verdadeira identidade, algo que ele jurou nunca fazer de forma a proteger a mulher que ama. Entretanto, a jovem em questão viaja até Nova Iorque, deixando para trás, em Inglaterra, o filho de ambos. Recusa-se a acreditar que o homem com quem ia casar tenha morrido no mar e está decidida a fazer o que for preciso para o encontrar. A única prova que tem é uma carta, que ficou por abrir numa cornija de lareira em Bristol durante mais de um ano. Jeffrey Archer dá, assim, seguimento à saga dos Clifton com este romance épico.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Aparentemente um livro de contos, histórias de enredos simples, mas romanticamente transcendentes, representam os passos de um homem em torno da sua existência, sem respostas paradigmáticas, num vazio que se procura transformar em matéria. Sobeja-lhe o corpo, divino, prodigioso e redentor, onde regressa sempre. "Talvez pudesse ouvir passos junto à porta do quarto, passos leves que estacariam enquanto a minha vida, toda a vida, ficaria suspensa. Eu existiria então vagamente, alimentado pela violência de uma esperança, preso à obscura respiração dessa pessoa parada. Os comboios passariam sempre. E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que se pode dizer quando a extrema solidão nos dá um talento inconcebível. O meu talento seria o máximo talento de um homem e devia reter, apenas pela sua força silenciosa, essa pessoa defronte da porta, a poucos metros, à distância de um simples movimento caloroso. Mas nesse instante ser-me-ia revelada a essencial crueldade do espírito. Penso que desejaria somente a presença incógnita e solitária dessa pessoa atrás da porta."
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Certa manhã, Daphne du Maurier observou um homem a trabalhar o campo, enquanto gaivotas sobrevoavam a sua cabeça. Nesse momento, foi-lhe sugerida a imagem que inspiraria a escrita de Os Pássaros: um bando de aves, extremamente esfomeadas e motivadas por um inexplicável fenómeno macabro, ataca a população da Cornualha. Foi esta capacidade de ampliar o lado sombrio de situações quotidianas que tanto fascinou Alfred Hitchcock, impelindo-o a adaptar ao cinema o génio da autora inglesa. A esta história reúnem-se ainda cinco outros contos tenebrosos, onde Veneza, Creta, o lar doméstico, ou um hospital de cidade se tornam palco da tragédia. A singularidade da escrita de du Maurier confirmou o seu lugar ao lado dos maiores nomes da literatura gótica, como Edgar Allan Poe, Bram Stoker ou Henry James.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Pedra Moura abrigou, por entre os pastos verdes e ventos secos, Diamantina e Mário. Ela foi a rapariga mais pura e bela que alguma vez aquela terra viu crescer. Tinha mais brilho que um diamante, era dotada como ninguém nas suas mãos de fada e no seu espírito imperturbável e astuto. Foi criada com Mário, que sempre considerou um irmão de alma, de apertos, um símbolo sempre presente, inquebrável, ao qual se segurava. No entanto, Mário, como tantos outros, sucumbiu àquela criatura que parecia ter vindo dos céus, amando-a cada dia, com um amor que sabia esperar, sofrer. Sabendo que Diamantina nunca olharia para ele senão com olhos de irmã, viveu toda a sua vida contentando-se em estar por perto. Das mãos dela saíam os mais belos pássaros de seda bordados em colchas que se tornaram famosas e tinham o dom de deixar boquiabertos quem quer que os visse. Depois de uma infância em Pedra Moura, a ouvir as histórias do tio Zebra e a apreciar os diversos manjares da mãe Margarida, seguiram- -se tempos conturbados e a vida de ambos seguiu rumos muito diferentes, mas Diamantina continuará a ser a protagonista da vida de Mário e, por isso, também deste livro, que ele escreve antes de morrer e lhe oferece.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Não é só a escrita de Rita Ferro que é imprevisível, a sua vida é um constante renovar de cenários e de forças. Quando a imaginávamos a viver serenamente na casa onde escreveu os diários anteriores, "Veneza Pode Esperar" e "Só Se Morre Uma Vez", troca as voltas ao destino e desafia-se de novo: vende o apartamento, faz as malas e regressa ao campo, desta vez ao berço dos seus bisavós maternos. Aparentemente, perde tudo o que tinha conseguido: a proximidade da família, dos amigos, dos programas culturais, dos desafios profissionais e dos apoios urbanos. O que perde e ganha? Quanto vale agora, sem os expedientes e as distracções da cidade? Tem 65 anos e vive sozinha - conseguirá manter a chama, a alegria, o arroubo criador? E como ficou a sua relação com o amor? A par dos romances que tem publicado, a escritora mantém a tradição de partilhar com os leitores a sua cronologia pessoal, através de diários que são também a sua forma de analisar os avanços e retrocessos do seu trajecto, as pulsões e contradições da sua alma. "Os Pássaros Cantam em Grego" é o terceiro volume do seu diário.
Nº Páginas: 576
Sinopse:
Numa tarde de novembro de 1985, um grupo de amigos reúne-se em Chicago. Bebem cubas-libres ao som de "Fly Me to the Moon" num ambiente de celebração forçada. Pois Nico morreu. Nico era brilhante e belo. Flores e lágrimas não lhe farão justiça. A missa fúnebre decorre numa igreja a trinta quilómetros de distância. Apenas a família - que o abandonara anos antes - está presente. É uma cerimónia breve marcada pelo constrangimento. Jovem e gay, Nico é uma das primeiras vítimas que o vírus da SIDA faz no seu círculo de amigos. Um dos mais próximos, Yale Tishman, acompanhou-o até ao fim e vive agora entre o medo da doença e a urgência de construir um futuro. Mas enquanto a sua carreira floresce, a sua vida pessoal vai ficando cada vez mais limitada. Um a um, Tishman vê os amigos perderem a vida. Até restar apenas Fiona, irmã mais nova de Nico. Trinta anos mais tarde, reencontramos Fiona, agora em Paris. Alojada em casa de um velho amigo, Richard Campo, um fotógrafo que documentou de perto a epidemia de Chicago, Fiona relembra a sua juventude. A sua capacidade de amar - a filha que entretanto teve, o marido que abandonou, os amigos que sobreviveram - foi modelada por esses anos. Todos se afastaram, deixando-a só para enfrentar as consequências de três décadas ensombradas pela perda.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Uma luz nova e objetiva sobre a guerra de África: está aqui a verdadeira realidade dos números Com novos dados sobre a guerra de África (1961-1975), o tenente-coronel Pedro Marquês de Sousa dá-nos a realidade do que foi a mobilização dos militares portugueses e a dos movimentos independentistas, as baixas militares e civis, as despesas do Estado Português, a quantidade de armas, de aeronaves, de navios, de viaturas. Toda a logística dos três ramos das Forças Armadas, fruto de uma investigação ampla e rigorosa, enriquecida com tabelas, gráficos e mapas. O impacto que a guerra de África teve na sociedade, na economia e na história dos povos de quatro nações justifica esta obra, que regista a quantidade de seres humanos envolvidos militares, guerrilheiros e civis, os mortos, os feridos e os dados estatísticos sobre os combates, revelando a evolução das operações militares nas três frentes, Angola, Guiné e Moçambique.
