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Edição: Out 2024
Nº Páginas: 120
Sinopse: O tempo, implacável e constante, define a perceção do mundo, revelando tanto a beleza quanto a dor da existência. É a consciência da finitude que impulsiona cada ação. É no tempo que se ancoram as maiores virtudes do Homem; é no tempo que reside a Justiça, é no tempo que experimenta a Ciência; é ele , o tempo, que tece a condição humana. Nós vamos, ele fica, ele continua. Neste ansiado livro, Pedro Freitas, o Poeta da Cidade, chegou sem tempo a perder, como todos nós. Aprendamos a saborear o que temos... antes que seja tarde demais.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
O passado português, como o de tantos outros países, é a história da conquista e da atrocidade, e eu diria que aquilo que de mais alto resta é a cultura, a obra imaterial que nos junta a todos, que nos faz pertencer uns aos outros. A partir de Os Lusíadas, de certa maneira, todos nós temos casa, temos esse espaço imaterial que expõe algo que nos implica de modo profundo. De nossos bravos feitos até nossos tremendos erros, o melhor passado que temos é o da poesia, o da arte, aquele que fez a sua memória na sofisticação da língua e dos talentos.. Este livro é uma maravilha inesgotável. Muito mais do que aquilo que conta. Como conta é que é a maravilha que jamais acabará. Valter Hugo Mãe, do Prefácio.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Além destes mitos enganosos, escondem-se contos de fuga e de cura, que lovelace tece ao longo desta poderosa seleção de poemas, embarcando numa viagem do mar às estrelas. Tentaram silenciá-la para sempre, mas a voz da sereia regressa neste livro.
Sinopse:
Quem és tu, quando estás só? Algumas emoções não cabem em palavras. Como a solidão, a tristeza, a saudade, o amor. Algumas imagens contam histórias, escavam fundo no coração, ilustram tudo o que não conseguimos exprimir. Quem me dera fazer parte do teu mundo. Para a artista coreana Henn Kim, a escrita nunca foi suficiente. Por isso criou este livro, feito de imagens com legendas sobre o trauma, a perda, encontros e separações. Não são poemas. É poesia visual.
Edição: Jun 2024
Nº Páginas: 90
Sinopse: Coisas Que Me Ensinaram a Calar, de Pedro Rapoula, parte de memórias familiares e de heranças invisíveis que atraves¬sam vários tempos. Ancorado numa infância marcada pela solidão, violência doméstica e ausência afetiva, este conjunto de poemas debruça-se sobre a ideia de casa, de pertença e de identidade, abordando também a história portuguesa recente, em que o peso da experiência colonial se transmite entre gerações e persiste no presente. Explorando a relação entre espiritualidade, escrita e possibilidade de redenção, Coisas Que Me Ensinaram a Calar fala-nos daquilo que herdamos e da tentativa de transformar essa herança em linguagem.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: O conjunto Cartas de Amor merecia uma edição revista e aumentada, que lhe foi garantida pela Colecção Pessoa dirigida por Jerónimo Pizarro, primeiro em português e agora numa edição integralmente em inglês tanto para os textos serem melhor enquadrados na vida e na obra de Fernando Pessoa, como para os editar criticamente, juntando novas pistas e documentos. Este livro vem afinar datas e leituras, mas vem também lembrar os objectos de amor trocados pelos namorados, juntar poemas que acompanharam o epistolário amoroso e incluir as cartas referentes à última paixão de Pessoa, que não foi Ofélia Queiroz, mas uma inglesa loira.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Uma das obras mais emblemáticas da literatura portuguesa. Publicado em 1934, Mensagem é a obra em que Fernando Pessoa transformou a história de Portugal numa poderosa visão poética sobre a identidade de um povo, carregada de um simbolismo que alimentou o imaginário de uma nação voltada para o mar. A obra percorre o caminho que vai das origens do reino à grande aventura dos Descobrimentos, evocando reis, heróis e navegadores que ajudaram a construir a história de Portugal. Nas mãos de Pessoa, estes episódios são mais do que memória: tornam-se símbolos de um destino maior. Portugal não termina no horizonte começa nele. No mar que abriu caminhos ao mundo, nasceu também uma visão que continua a atravessar o tempo. A história dá lugar ao mistério, à profecia e à ideia de um futuro ainda por cumprir, ligado ao mito do Quinto Império e à esperança de um renascimento espiritual de Portugal um império que não se mede em terras, mas em espírito.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Um século depois da primeira edição, "Clepsydra", de Camilo Pessanha, obra marcante do simbolismo português e fonte de inspiração para a geração de "Orpheu", ganha, nesta edição, um retorno à intenção de organização do autor, baseada numa lista, inédita, com a caligrafia de Pessanha que ordenaria a edição dos seus poemas. Esses poemas circularam em manuscrito entre os amigos e eram "muito conhecidos, e invariavelmente admirados, por toda Lisboa", como escreveu Pessoa. A publicação teve lugar em 1920, revelando, como jurou Jorge de Sena, "um dos mais extraordinários artistas que em nossa língua haja escrito". Da sua poesia, prossegue Sena, deve realçar-se "a natureza reticente e delicadíssima" ou "a transposição quase mallarmeana dos factos, aliada a uma quebrada melancolia do dizer, que só tem paralelo em Verlaine". Liberta de falsas emoções, ciente da passagem do tempo, aceitando lucidamente a realidade da vida e da morte, esquiva a todo o sentimentalismo, a sua poesia é, diz Sena, "um puro milagre de murmúrio rigorosamente verbal, cuja alada forma a língua portuguesa nunca tivera e não tornou ainda a ter".
Nº Páginas: 352
Sinopse:
As Bucólicas são, na linha do tempo, o primeiro grande poema de Vergílio e, na realidade, os mais intraduzíveis de todos os textos poéticos. A beleza do verso vergiliano (que, em latim, é música ao nível de Mozart) evapora-se por completo noutra língua. Além da beleza do texto - que se pode dizer que inventou o «latim poético» -, trata-se de poesia de primeira água, luminosa e fundadora de uma grande tradição ocidental de expressão poética.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
"Noite Virtuosa e Fiel" é a mais recente obra de Louise Glück, Nobel da Literatura de 2020. Foi distinguida com o National Book Award de Poesia em 2014.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
A gloriosa história de Ulisses do homem de mil façanhas e ardis, do herói que, depois do cerco, da tomada e do incêndio de Tróia, cidade célebre da Ásia Menor visitou as cidades mais diversas, conheceu gentes estranhas e enfeitiçou a alma de povos distantes. Num frágil navio, errou sobre as ondas incertas, cheio de angústia, consumido pela aflição, perseguido por monstros cruéis, abandonado de socorros. Tudo venceu. Ulisses resistiu aos piores perigos e aos maiores sofrimentos. E as suas aventuras foram tão surpreendentes e a sua coragem tão excepcional que o tornaram imortal na memória de gerações.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 88
Sinopse: Tu que tens a chave espreita pela ranhura dos meus dias e verás como no silêncio te aguardo.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 174
Sinopse: «Deve entrar-se nas páginas de um livro como se entra na casa de um amigo, com gentileza e cerimónia, aconselhava George Steiner. Foi com esse cuidado que iniciei a leitura de A Música do Amolador. Mas, ao chegar ao terceiro poema, percebi que o livro de Miguel Duarte dispensava esse cuidado. Este seu livro, o segundo, assaltou-me desde o primeiro ao último verso e surpreendeu-me pela finura e pela fertilidade da sua digressão poética. A torrente das imagens de recorte modernista, lembrando Dylan Thomas ou o pendor narrativo evocando Álvaro de Campos, e formulações originais que são só suas, anunciam o surgimento de uma grande voz a caminho. Ao que acresce uma filiação, provavelmente involuntária, no legado sulista de poetas como Ramos Rosa, Casimiro de Brito e Nuno Júdice. É impossível não saudar este jovem poeta e não lhe desejar que faça da poesia um destino mais do que uma carreira. Que A Música do Amolador lhe sele esse princípio, que num poeta é divin
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Num acontecimento poético, Francisco Geraldes, juntou dois anos de poesia que culminam no lançamento de Cito, Longe, Tarde. Poemas de interrogação e procura, em que coloca questões fundamentais que o inquietam, pondo em causa o sentido de existência. Com Prefácio de Pilar del Rio.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 72
Sinopse: Treze anos após a sua publicação, Você Está Aqui regressa, convidando à releitura de uma cartografia de inquietações contemporâneas: o tempo e sua velocidade, a herança escatológica do século XX, a fragilidade humana diante do poder da linguagem, uma filosofia íntima e irónica do quotidiano que é, quase sempre, o lugar onde a verdade se esconde. Entre Partidas e Chegadas, os poemas atravessam museus, cidades, fronteiras, hotéis, mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas como se cada poema fosse um gesto ético, e cada objeto o pórtico para uma pequena interrogação metafísica. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha, nestes tempos, uma acuidade inesperada: Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente, e de que modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade. «Impressiona tanta memória e presença. É como se estivéssemos diante de uma radiografia do mundo.» Stefano Serri, no prefácio à edição italiana (Tu Sei Qui). «Em cada poema que escreve, a vida salva-se.» José Ángel Cilleruelo «O seu estilo suave, mas disciplinado, além da concentração no quotidiano, contribuem para o sucesso com que nos transmite o amor e a mágoa.» Landeg White, The Times Literary Supplement «Um trabalho oficinal quase sempre minucioso, feito verso a verso, com parêntesis que comentam e modulam e com fórmulas inesperadas.» Pedro Mexia
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 72
Sinopse: A Graça Magalhães é poeta. Na sua linguagem pensada, trabalhada, nas suas metáforas, subtis e delicadas, diretas e violentas, na convocação dos diferentes elementos da natureza, quer ao serviço da profunda componente visual da sua poesia, quer na exploração simbólica desses mesmos elementos de significado intemporal. A Graça Magalhães é poeta. Nos seus poemas, no seu intento da fixação do que é efémero, que toda a arte persegue.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Uma antologia que reúne um poema de cada um dos poetas publicados na Dom Quixote ao longo dos seus 60 anos de livros. Projectada no âmbito das comemorações do 60.º aniversário das Publicações Dom Quixote, a presente antologia não pretende ser outra coisa senão a demonstração viva de como, desde a sua fundação por Snu Abecassis, em 1965, até ao presente, a Editora tem permanentemente demonstrado um empenhamento sério na divulgação da poesia. No tempo de Snu (com a ajuda «invisível» de Fernando Assis Pacheco), os Cadernos de Poesia marcaram uma época da edição portuguesa, tendo neles sido publicados poetas como Carlos de Oliveira, Alexandre ONeill, Armando Silva Carvalho, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, Egito Gonçalves, Natália Correia, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner, Maria Teresa Horta, Herberto Helder, Gastão Cruz ou Nuno Júdice, com a particularidade de este último, com A Noção de Poema, ter aí feito a sua estreia poética. Mas mesmo depois, ao longo das sucessivas alterações de propriedade, nunca a Dom Quixote deixou de parte a poesia; pelo contrário, foi sempre enriquecendo o seu catálogo, que conta hoje, além de alguns clássicos, com «autores residentes» como Manuel Alegre, Fernando Pinto do Amaral ou Nuno Júdice. E com o nome deste último criou, em 2025, um Prémio de Poesia que homenageia um poeta que «nasceu» na casa e que, muitos anos depois, fez dela o seu definitivo «porto de abrigo».
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: Um livro para todos os apaixonados, para os amores perdidos, para os amores não correspondidos e para os amores de contos de fadas.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: O último livro de Nuno Júdice, o que o poeta tinha preparado para publicação no ano em que nos deixou. Conforme nos conta Manuela Júdice na introdução deste livro, Nuno Júdice morre em Março de 2024 deixando três pastas com poemas para o livro que dizia estar preparando. Saem dessas pastas os poemas para este livro, Primeiro Poema, o título que ele revelara ao Ricardo Marques. O trabalho de completar o «livro incompleto» foi feito pelo Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta e seu amigo, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda a vida. E, neste Primeiro Poema, voltamos a ouvir a voz de Nuno Júdice, os seus temas, a sua poesia.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Em Minha Querida Mamã, A Mãe de Fernando Pessoa, João Pedro George toca um ponto sensível: o papel de Maria Madalena na vida do filho Fernando Pessoa nem sempre tem sido tido em devida conta pelos especialistas na obra do poeta. Graças à descoberta de um conjunto de poemas da mãe de Pessoa, que sobreviveram inéditos durante perto de 100 anos, este livro (que inclui outros poemas e excertos de cartas nunca publicados) vem resgatá-la dos porões do esquecimento, lançando uma luz poderosa, impregnada de um tom sépia, sobre a mulher mais importante da vida do artista que se desdobrou em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou Bernardo Soares. Organizada e apresentada pelo autor de O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, esta obra abre uma janela sobre o passado mais longínquo do genial poeta português, permitindo ao leitor ver a família de Pessoa através dos olhos da mãe.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
"What’s in a Name" - A estranheza do inglês no título expressa a ambivalência da relação, de que sempre a poesia viveu, entre a coisa (nossa, do mundo) e a sua nomeação, apontando para a multiplicidade de sentidos que há neste livro. Nele se cruzam, em cumplicidade, o quotidiano e o cósmico, o poético e o político, a comoção e a ironia, o espanto e a indignação - em suma, a palavra e a vida.
Nº Páginas: 56
Sinopse:
Neste livro, originalmente publicado em 1992, Manuel Alegre homenageia o grande poeta da língua portuguesa que é também uma das suas grandes referências e permanente inspiração: Luís de Camões."Esta nação nasceu como poema.Teu canto e tu são nossa tromba de águasílaba longa sílaba brevesão nosso fogo de santelmo e consoantesnosso mapa tecido a azul e mágoasalso argento lenho levehaverá sempre em nós um nunca dantesamar e mar e nunca ter senãoBabilónia Sião rios que vão."
Nº Páginas: 88
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1973, "Véspera da Água" é um dos livros de Eugénio de Andrade onde, porventura, está mais presente o ofício da poesia e o exercício extremo da razão e da depuração da escrita. Disse Eugénio de si próprio não ser "[…] um poeta inspirado, o poema é em mim conquistado sílaba a sílaba." Como diz Carlo Vittorio Cattaneo, "Esta predisposição a racionalizar o processo criativo encontra um dos seus mais altos momentos em "Véspera da Água", uma obra dentre as mais complexas e homogéneas do poeta." O prefácio da presente edição é assinado por Federico Bertolazzi, que nos lança este repto: "O leitor que estiver disposto a abandonar o cais seguro das suas certezas poderá empreender a mais fascinante das navegações, num domínio para ele descortinado […]."
Nº Páginas: 84
Sinopse:
Novo título da colecção de Pedro Mexia. Uma das vozes mais promissoras e desconcertantes da nova poesia portuguesa.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
No seu mais recente livro de poesia Filipa Leal fala-nos, com uma voz muito própria, de problemas e sobressaltos, dos dramas da sua geração mas também dos tumultos por que passaram as anteriores. "Havemos de ir ao futuro e, no futuro, estará finalmente tudo como dantes." Desfia memórias e cartografa emoções, porque afinal "[…] buscamos no quotidiano uma estrada onde se repita o amor e a casa de algum Verão."
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Varanda de Inverno é o livro de estreia de Marta Chaves no catálogo da Assírio & Alvim. Deixamos um poema: FRUTOS DO ACASO Tal como tudo o cheiro do lápis acabado de afiar vai-se embora. No cinzeiro a ponta do cigarro que arde desperta o cedro. Tal como tu o cheiro regressa.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
"O que João Gesta escreve é eminentemente resistência, uma natureza avessa, coisa da contracultura que não se apazigua, não se disciplina. O seu efeito não é atinente ao arrumado pelas classificações comuns, sua poética é apoética ou disfarçada de parangona, protesto de parede, boato nada dissimulado. A obra discreta de João Gesta representa um dos casos mais genuínos de coerência na corrosão do politicamente correcto. A ironização profunda da realidade, incluindo-se nas figuras sempre falhas e de que o mundo se faz, o seu tom impiedoso é sobretudo uma forma de terna desconstrução. Seu humor é sem violência, muito ao contrário, aqueles a que alude mais quer dominar sexualmente do que eliminar da face da terra. A sexualidade sinuosa, meio a prometer em cada verso, é fundamental para se entender quanto sua intenção é tanto um modo de desmascarar quanto de sedução e, nesse sentido, verdadeiramente não há opostos, proscritos ou santos. Tudo converge e pode participar, todos convergem e podem participar e ser amados. A mundividência de João Gesta não admite preconceitos como, desde logo, não aceita pudores entre a erudição e a coloquialidade. Da política à música, da espiritualidade à poesia, a vida pousa toda no livro de Gesta sem tretas. Na tradição de O'Neil ou César Monteiro, a espaços, acompanhado por Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Habitualmente, Regina Guimarães ou Nuno Moura. João Gesta é mestre da mais séria cerimónia, a que lida com seus convidados a nu." Valter Hugo Mãe
Nº Páginas: 440
Sinopse:
"Esta antologia é panorâmica e representativa, embora pessoal. A poesia chinesa é uma massa gigantesca: tem aqui uma gota de água, um breve leque para podermos ver-lhe a grandeza. Optamos por escolher poetas mas também poemas, embora não se tivesseme xplorado áreas que só recentemente no Ocidente foram mais trabalhadas (referimo-nos à poesia posterior ao século XVII). […] Partindo do Livro dos Cantares e terminando com um dos últimos grandes poetas da China, Nara Singde [Nalan Xingde], a antologia cobre os principais géneros, autores e modos. Excluíram-se nomeadamente o fu e o poema longo (li sao) por questões de espaço. Figuram vários poemas anónimos e canções populares, que são um dos tesouros mais vivos desta poesia. A decisão de terminar com Nalan Xingde poderá parecer controversa. Ela deve-se, no entanto, a uma opção. É que, e embora conheça a poesia deste período relativamente mal, ela entra efectivamente em declínio, passando a vitalidade desta cultura para a pintura, um Shitao (1641-c.1710 ou 1720) por exemplo, para o romance, Shitouji (A História da Pedra), mais conhecido por o Sonho do Pavilhão Encarnado (Hongloumeng), ou para a historiografia, caso de Zhang Xuesheng (1738-1801). Além de que o poeta manchu é um digno fecho, e um certo romantismo seu anuncia aquele outro que a Europa, em breve, veria. Mas este encontro fica para outra vez." Gil de Carvalho
Nº Páginas: 56
Sinopse:
Como o próprio título diz, "Um Teatro às Escuras" é um conjunto de poemas a várias vozes, como se de uma peça de teatro se tratasse. Uma peça que se desenrola na escuridão de um teatro onde Ele e Ela são as personagens principais, protagonistas de uma ruptura que adivinhamos, mas onde o Público, o Contra-regra, o Encenador, o Electricista, e até Haydn, o autor da música têm uma palavra a dizer. O escritor Pedro Tamen foi o vencedor de 2011 do prémio literário Casino da Póvoa atribuído na 12ª edição do Correntes d"Escritas.
