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Nº Páginas: 176
Sinopse:
"Quem esperasse encontrar na Dissertação os reflexos da intensa e gloriosa vida pública de John C. Calhoun ficaria certamente desapontado depois da leitura da obra. A Dissertação é um escrito pleno de ressonâncias conceptuais universais e abstractas, servido por um estilo sóbrio e uma escrita caracterizada pela clareza, que a coloca, desde logo, como um candidato a um lugar na lista dos grandes tratados de filosofia política moderna. Calhoun procura nesta obra falar do que considera serem os elementos permanentes e essenciais da política como esfera fundamental da existência humana."
Nº Páginas: 416
Sinopse:
A história das informações militares é uma história de sucesso. Entre 1974 e 1997, a DINFO foi fundamental na preservação da segurança nacional, tendo realizado várias missões e operações extremamente sensíveis que todos nós ignorávamos. Até agora: Fernando Cavaleiro Ângelo, militar que desempenhou diversas funções ao mais alto nível nos serviços de informações, releva-nos em primeira-mão muitos dos segredos destas actividades que alguém disse serem a mão invisível do Estado: - A constituição da DINFO no pós-25 de Abril e a sua reformulação resultante das realidades políticas saídas do 11 de Março e do 25 de Novembro; - Como ameaças reais internas à soberania nacional fizeram com que a DINFO deixasse de ser um gabinete de análise profunda do estado do país e passasse a focar-se na pesquisa de informações relacionadas com terrorismo e espionagem; - A evolução nos agentes das ameaças: do terrorismo de grupos da extrema-esquerda e da extrema-direita no pós-25 de Abril para a espionagem de potências estrangeiras, nomeadamente a União Soviética; - A acção decisiva da Repartição E: Operações Búfalo, Albatroz e Tentilhão, todas contra a espionagem soviética, nomeadamente o KGB. Estes são alguns dos temas e episódios que encontramos neste livro, escrito após uma grande investigação e com recurso a entrevistas e testemunhos de vários elementos que fizeram parte da DINFO. Fernando Cavaleiro Ângelo dá-nos a conhecer um dos lados mais inacessíveis do Estado português.
Nº Páginas: 512
Sinopse:
O retrato da família que transformou o Império Romano para sempre Augusto • Tibério • Calígula • Cláudio • Nero Primeiro governada por reis, Roma tornar-se-ia uma república. Mas no fim, após conquistar o mundo, a república desmoronou-se. Roma afogou-se em sangue. As guerras civis foram tão terríveis, que o povo romano acolheu de bom grado o governo de um autocrata que lhes poderia dar a paz. "Augusto", o seu novo senhor, intitulava-se "O Divino Favorito". O fantástico esplendor da dinastia fundada por Augusto nunca esmoreceu. Nenhuma outra família se compara em fascínio com a sua galeria de personagens: Tibério, o grande general que acabou os seus dias como um recluso amargurado, célebre pelas suas perversões; Calígula, o mestre da crueldade e humilhação; Agripina, a mãe de Nero, cujas manobras levaram o filho ao poder, e que acabaria por morrer por ordem dele; Nero, que pontapeou a mulher grávida até à morte, que se casou com um eunuco, e que ergueu um palácio de prazer no centro dos escombros de uma Roma destruída pelo fogo.
Edição: Out 2023
Nº Páginas: 1128
Sinopse: Um livro monumental e enciclopédico que se afigura imprescindível para compreender o pensamento, a arte e a cultura dominantes do século XX. Escrito como um romance com centenas de personagens, O Mundo Livre descreve e analisa as causas da afirmação dos Estados Unidos no panorama cultural do Ocidente, do final da Segunda Grande Guerra até ao desfecho da Guerra do Vietname, período que ficou conhecido como Guerra Fria. Da literatura, da música, das artes plásticas e performativas, das ciências ao cinema, de James Baldwin, John Cage, Andy Warhol, Elvis Presley, Susan Sontag e Hannah Arendt a Hollywood, nenhuma personagem ou tema, facto ou curiosidade escapam à narrativa lúcida e envolvente de Menand, neste livro saudado pela crítica internacional como «uma lufada de ar fresco» e uma obra «brilhante, absolutamente original e bem escrita» que oferece ao leitor o mosaico completo do pensamento e da arte do Ocidente no século XX.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Portugal adiado, de Arnaldo Madureira, analisa, de uma forma crítica e acessível, as estruturas políticas, económicas e culturais que moldaram a economia portuguesa ao longo do tempo, determinando o seu atraso em comparação com outros países. Longe de explicações simplistas ou fatalistas, a obra aborda como a ausência de uma visão estratégica, a gestão de curto prazo e a captura do Estado por interesses diversos comprometeram o desenvolvimento do país. Entre decisões adiadas, reformas incompletas e uma cultura política onde a expectativa frequentemente substituiu o planeamento, construiu-se um modelo de fragilidade persistente. A esta realidade juntaram-se condicionantes externas decisivas, com potências como a Espanha, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a influenciarem escolhas estratégicas fundamentais.
Edição: Out 2024
Nº Páginas: 432
Sinopse: Em 1941, o exército alemão marchava em direção a Moscovo, antecipando-se a iminente queda da União Soviética. No entanto, tal nunca chegou a acontecer e, em 1945, um Estaline triunfante assumia o papel do transformador de um país pobre numa superpotência vitoriosa. Ao longo desses quatro anos de guerra, por insistência de Churchill, Estaline aceitou que um grupo de jornalistas americanos e ingleses ficasse em Moscovo para cobrir a guerra na Frente Oriental. Hotel Vermelho, da autoria do jornalista Alan Philps, dá a conhecer a gaiola dourada que era o Hotel Metropol, onde o caviar não faltava e jovens mulheres serviam como tradutoras e companheiras de cama, mas também onde a intriga reinava: enquanto algumas tradutoras fizeram dos jornalistas meros transmissores da propaganda do Kremlin, outras eram dissidentes secretas que revelavam a dura realidade da vida soviética. Com recurso a informação inédita, o papel único das mulheres do Metropol é contado aqui pela primeira vez. Num claro sinal de que tudo se repete, a história do Metropol reflete as lutas da nossa era moderna, com o uso da desinformação como arma de guerra, a falsificação da história e a neutralização de Estados independentes.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 480
Sinopse: No seu auge, o Império Romano era o Estado mais rico e formidável que o mundo já tinha visto. Estendendo-se da Escócia à Arábia, geria os destinos de cerca de um quarto da humanidade. Começando no ano em que quatro Césares governaram sucessivamente o Império, e terminando cerca de sete décadas depois, com a morte de Adriano, Pax: Guerra e Paz na Idade de Ouro de Roma revela-nos a história deslumbrante de Roma no apogeu do seu poder. Tom Holland, reconhecido historiador e autor, apresenta um retrato vivo e entusiasmante dessa era de desenvolvimento: a Pax Romana - da destruição de Jerusalém e Pompeia, passando pela construção do Coliseu e da Muralha de Adriano e pelas conquistas de Trajano. E demonstra, ao mesmo tempo, como a paz romana foi fruto de uma violência militar sem precedentes.
Edição: Nov 2023
Nº Páginas: 544
Sinopse: Em novembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, decorria a batalha de Estalinegrado, cujo desfecho mudou o rumo do conflito e condenou a Alemanha à derrota. Os factos históricos são bem conhecidos e documentados, mas como se vive nas entrelinhas da História? Recorrendo a cartas, diários e livros de memórias de 39 pessoas - como uma refugiada de 12 anos em Xangai, um piloto norte-americano em Guadalcanal ou uma jovem da Resistência em Munique -, Peter Englund traça um retrato do quotidiano em tempo de guerra. Ao longo de trinta dias, acompanhamos a inquietação, a preocupação, a perda de convicções de quem procura a normalidade em circunstâncias excecionais. Com empatia e precisão, Englund recentra um dos momentos mais violentos do século XX na experiência individual, criando uma narrativa única e emocionante, que nos faz questionar os limites da condição humana. «Um feito extraordinário.» Antony Beevor, autor de Estalinegrado e A Segunda Guerra Mundial Este relato emocionante e empolgante [] recria a incerteza diária durante a guerra, tal como foi vivida por pessoas normais com informação limitada e poucos recursos. É uma obra de História monumental. Publishers Weekly Uma crónica meticulosa de pessoas comuns em circunstâncias de guerra extremas. Kirkus Reviews Peter Englund consegue transformar narrativa de guerra em literatura. Corriere della Sera
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Há muitos livros sobre a pobreza: sobre as suas causas e sobre a forma de a combater. Alguns são certamente interessantes, mas não era sobre a pobreza em abstracto que a autora desejava escrever, mas sobre os pobres tais como ela os «descobrira», aos 16 anos, num bairro da lata onde as freiras do colégio que frequentava a levaram para que as meninas ricas, grupo a que pertencia, aprendessem a ser caritativas. O livro não se limita a falar dos pobres em Portugal. Outros países são referidos, tendo no final a autora concluído existirem quatro tradições no que a este problema diz respeito: a católica (Portugal), a jacobina (França), a aristocrática (Inglaterra) e a meritocrática (EUA). Apesar de baseada numa bibliografia longa, a obra tem um tom intimista, o que torna a sua leitura fascinante.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Em tempo de ditadura, reuniões secretas são um ato de coragem. Em democracia são um ato de cobardia.O clube mais poderoso do mundo alega total inocência e direito à privacidade.Mantém-se avesso a dar informações sobre os encontros que promove, mesmo quando para isso precisa do dinheiro dos contribuintes.Como atuam? O que os move? Que portugueses já passaram por lá? E com que implicações na sua vida pública e carreira?Saiba como Portugal se cruza com este corredor não oficial de poder. E como a História de Portugal poderia ter seguido um curso diferente se Bilderberg assim o entendesse.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Uma luz nova e objetiva sobre a guerra de África: está aqui a verdadeira realidade dos números Com novos dados sobre a guerra de África (1961-1975), o tenente-coronel Pedro Marquês de Sousa dá-nos a realidade do que foi a mobilização dos militares portugueses e a dos movimentos independentistas, as baixas militares e civis, as despesas do Estado Português, a quantidade de armas, de aeronaves, de navios, de viaturas. Toda a logística dos três ramos das Forças Armadas, fruto de uma investigação ampla e rigorosa, enriquecida com tabelas, gráficos e mapas. O impacto que a guerra de África teve na sociedade, na economia e na história dos povos de quatro nações justifica esta obra, que regista a quantidade de seres humanos envolvidos militares, guerrilheiros e civis, os mortos, os feridos e os dados estatísticos sobre os combates, revelando a evolução das operações militares nas três frentes, Angola, Guiné e Moçambique.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
É só fazer as contas. Em Portugal, 10% dos mais ricos detêm quase 60% de toda a riqueza do país. E continuam a enriquecer de ano para ano. Do outro lado da barricada, os pobres estão cada vez mais pobres e a classe média perdeu grande parte do seu poder de compra. Estamos a construir uma sociedade cada vez mais desigual, com tudo o que de negativo isso implica: aumento da tensão social à diminuição do crescimento económico. A crise agravou as desigualdades numa dimensão que escapa ao olhar distraído. Mas os números recolhidos pelo economista Eugénio Rosa são claros. O autor compilou e analisou, em várias áreas, mais de meio século de dados. E deu relevo aos anos da Troika - período em que a diferença entre ricos e pobres mais se extremou. As conclusões são chocantes. Ao analisar a riqueza sob diferentes ângulos, o autor descobre desigualdades escondidas. Se observarmos à lupa a mais-valia criada pelos trabalhadores, a propriedade financeira ou patrimonial, ou ainda quem paga ou não impostos, começamos a perceber melhor a real dimensão da desigualdade.Eugénio Rosa apresenta todos os números e analisa-os à luz do pensamento de economistas como Carlos Farinha, Joseph Stiglitz, Mark Blyth ou Thomas Piketty. E conclui que a desigualdade na distribuição de riqueza e rendimentos é um dos maiores travões ao nosso crescimento económico.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Uma visão única da Independência de Angola. Esta não é a visão de Luanda, é a visão do "outro lado". Onofre dos Santos foi um actor de primeira linha da Independência de Angola, do lado de Holden Roberto e Jonas Savimbi. Ministro da Justiça do governo que a FNLA e a UNITA formaram, roçou ombros com figuras decisivas, desenhou esperanças no atribulado governo a que pertenceu e viveu ameaças e situações extremas, a sombra da morte mesmo à porta. Porque a história só se escreve ao conhecermos a verdade daqueles que a constroem, Onofre dos Santos revela neste diário os acontecimentos que se sucederam àquele 11 de Novembro de 1975, retratando a realidade em que mergulhou e se afogou o ideal de uma geração. Esta é a história da Independência de Angola contada do "outro lado", longe de Luanda, ao lado da FNLA e da UNITA, de sul-africanos e portugueses que se bateram contra o MPLA, as tropas cubanas e os conselheiros soviéticos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Os Julgamentos de Nuremberga foram o mais importante processo internacional de todos os tempos. Tiveram início a 20 de novembro de 1945 e marcaram definitivamente o fim da Segunda Guerra Mundial. Os «crimes contra a Humanidade» ganharam novos contornos ao responsabilizar-se não só quem os praticou mas também aqueles que, pelos seus conselhos e influência, contribuíram para o deflagrar da guerra. Os alvos eram as mais altas personalidades do Terceiro Reich, civis e militares: Goering, Hess, Ribbentrop, Keitel ou Rosenberg. Hitler foi o grande ausente. Como se chegou a semelhante processo? Teriam os Aliados o direito de se arvorarem em juízes e carrascos de um país e de um regime vencidos? Seria o processo legítimo? E se a guerra tivesse sido ganha pelos nazis, teria o mundo assistido a um «Nuremberga» ao contrário? Estas são algumas das questões a que este livro procura dar resposta. Speer, um dos réus, declarará, ao reconhecer a culpabilidade do regime de Hitler: "Este processo é necessário. Mesmo sob uma ditadura, crimes tão abomináveis exigem uma responsabilidade comum. Seria uma desculpa inadmissível pretender escondermo-nos por detrás da obediência às ordens."
Nº Páginas: 387
Sinopse:
"Os Índios Potiguara: Memória, Asilo e Poder" é um livro que resulta de uma tese de doutoramento iniciada numa sorte de vertiginosa descida a um outro locus cultural. Por via dramática. Quando foi procurar estabelecer uma comunicação inicial com os índios Potiguara, ao chegar à reserva - formalmente interdita a "estranhos" - próximo à comunidade da Aldeia Galego, José Manuel Simões observou mais do aterrado um bimotor a despenhar-se, ignorando então que no seguimento desse acontecimento viria a realizar um documentário cinematográfico sobre esta comunidade, a doutorar-se no tema e a escrever este livro que engloba em interdisciplinaridade os campos da História, da Antropologia Cultural e das Teorias da Comunicação, acompanhando e refletindo em sede de metodologia tenho-histórica sobre um grupo cultural que se abriu ao exterior mas porfiando em manter traços, manifestações e representações culturais que apresenta como sendo ancestrais e singulares. Cruzando a documentação histórica, a cronística, a cartografia e um enorme arquivo cerzido por entrevistas a caciques, pajés e curandeiros, o autor foi percebendo a invenção da sua terra, do seu meio social e das suas manifestações e práticas culturais hoje. Este livro persegue um objetivo epistemológico: transformar a investigação empírica em contribuição para uma nova teoria da história da comunicação e da comunicação da própria investigação - a comunicação antropo-histórica entre comunidades ditas tradicionais e o ‘outro’ e a investigação em que o Mesmo, no sentido que lhe foi dado por Michel Foucault, incorpora e domina a invenção do Outro.
Nº Páginas: 472
Sinopse:
"Os impérios espanhol e português foram demasiadas vezes considerados aberrações, com base não na sua análise, mas nos seus estereótipos. Este livro pretende (re)construir a sua história, desmontando tais estereótipos da perspetiva da história das economias políticas desses impérios." A história de Espanha e Portugal está crivada de estereótipos, que são utilizados tanto para alimentar o triunfalismo como um pessimismo paralisante. Este livro compara as histórias de ambos os países e dos seus impérios na perspetiva do papel crucial que desempenharam na globalização inicial e do impacto que esta teve nas suas sociedades e na Europa em geral, assim como nas respetivas áreas de domínio em África, na Ásia e na América.
Nº Páginas: 550
Sinopse:
O fascínio pelo antigo Egito permanece intacto. Apesar de já terem passado mais de dois mil anos após o fim desta civilização, muitos são os mistérios sobre os seus costumes, política, religião ou cultura que continuam por desvendar. Quem fundou a monarquia egípcia? O que havia no túmulo de Tutankhamon? Os egípcios acreditavam no Além? O "Livro dos Mortos" era mesmo um livro? O que significa a maldição das múmias? Os egípcios faziam sacrifícios humanos? Porquê tantos escaravelhos? Onde estão os grandes palácios reais? Como eram os haréns faraónicos? Já havia pornografia no Antigo Egito? Porquê tantos túmulos em Tebas-Uaset? Quem assaltou os túmulos reais? Onde estão os túmulos de Alexandre e Cleópatra? Quem foi o maior faraó do Egito? Os egípcios eram mesmo negros? Quantos deuses tinham? Para que serviam os hieróglifos? Os escribas eram privilegiados? Como foram construídas as pirâmides? Quem venceu a batalha de Kadech? Estas são apenas algumas das perguntas a que o prestigiado egiptólogo Luís Manuel de Araújo responde neste livro ilustrado que resulta de uma profunda investigação e se revela essencial para melhor compreendermos uma civilização notável.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Desde as civilizações mais antigas, passando por continentes perdidos e lendários, até um passado mais recente, a História está repleta de grandes mistérios. O código dos Templários Hitler e o Obscurantismo O assassínio dos Médici As pirâmides secretas do Japão As respostas aos temas mais controversos e inquietantes da Humanidade estão neste livro, uma obra apaixonante e esclarecedora em que dezenas de segredos, profecias, mitos e acontecimentos sem explicação são de novo colocados debaixo dos holofotes de conceituados historiadores e explicados à luz do conhecimento atual. Para os leitores ávidos de conhecimento, este livro apresenta de forma concisa, rigorosa e muito abrangente, as respostas que há muito procuram.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Uma história fascinante de desastres naturais, do seu impacto na nossa cultura e das formas de pensar sobre os que estão por vir. Terramotos, inundações, tsunamis, furacões, vulcões, todos são consequência das mesmas forças que dão vida ao planeta. Quando estas forças excedem a nossa capacidade de lhes resistir, tornam-se grandes desastres. Moldam as nossas cidades, elevam líderes, e derrubam governos e influenciam a maneira como pensamos, sentimos, lutamos, nos unimos e rezamos. A história dos desastres naturais é a história da humanidade. A erupção vulcânica em Pompeia e o terramoto de 1755 em Lisboa desafiaram e reforçaram as visões predominantes da religião; o furacão Katrina e o tsunami de 2004 dizem-nos muito sobre governos e globalização. Com a população em regiões perigosas a crescer e o aumento global das temperaturas, os desastres naturais são cada vez mais inevitáveis. Mas as catástrofes humanas podem ser prevenidas!
Nº Páginas: 304
Sinopse:
"Os Flechas" conta a história pouco conhecida desta força paramilitar. Constituída por bosquímanos que, perseguidos e escravizados ao longo de séculos pelos povos Banto, se aliaram aos portugueses no contexto da Guerra Colonial, os Flechas foram alargando progressivamente o seu espectro de acção, não só sob a alçada da PIDE, mas também em apoio às operações das Forças Armadas. Os seus conhecimentos do terreno e das populações autóctones, as suas qualidades como pisteiros e a sua grande resistência às condições ambientais locais foram de grande utilidade ao esforço de guerra português.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Este volume narra a história de umas bodas de sangue, legitimadas por um razoável contrato de agregação, seguido, ao longo de sessenta anos, por frequentes episódios de violência doméstica. O contrato de agregação, aprovado pelas Cortes de Tomar, garantia formalmente a Portugal a continuidade das suas instituições, das suas leis gerais, mas retirava-lhe a independência, proporcionada por um "rei nacional". A política, a paz e a guerra passaram a ser traçadas em Madrid. E o contrato de agregação não era entre parceiros iguais. Basta um apontamento para que não restem dúvidas. Os titulares de Castela dialogavam com o rei de chapéu na cabeça, mas os duques de Bragança, de Aveiro, os titulares e fidalgos portugueses tinham de tirar o chapéu ou o barrete. A agregação dos Estados e territórios da Península sob a coroa dos Filipes não seguiu um ideal de união de iguais nem assentava num sentimento dominante de identidade hispânica. Materializava a ambição de juntar mais território, mais soldados, mais riqueza para manter e ampliar a posição dominante e prosseguir a cruzada utópica de restabelecer, sobre a Europa luterana e calvinista, a monarquia universal católica e de a alargar aos povos dos outros continentes, com as armadas de comércio, de guerra, e a pregação dos soldados de Cristo.
Nº Páginas: 242
Sinopse:
Até 1945, os seus pais eram heróis. Depois da derrota alemã, o mundo passou a chamar-lhes carrascos. Gudrun, Edda, Niklas, entre outros, são filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss, Speer e Mengele, apelidos que são sinónimos do terror nazi. Estas crianças alemãs passaram a II Guerra Mundial no meio do luxo, acarinhados por pais afectuosos, que ao fim do dia regressavam a casa após uma jornada de morte. Para eles, o fim do III Reich foi um desastre. Inocentes, tiveram de lidar com os crimes perpetrados pelos pais: uns condenaram--nos, outros continuaram a reverenciá-los. Crianças assombradas por uma herança que não puderam repudiar. Que ligações mantiveram com os seus pais? Como se vive com um nome diabolizado pela História e pela Humanidade? Sentir-se-ão responsáveis pelas atrocidades nazis? Setenta anos depois, quando a memória se começa a perder, este é um documento perturbador, um documento apaixonante, um documento essencial.
Nº Páginas: 242
Sinopse:
Até 1945, os seus pais eram heróis. Depois da derrota alemã, o mundo passou a chamar-lhes carrascos. Gudrun, Edda, Niklas, entre outros, são filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss, Speer e Mengele, apelidos que são sinónimos do terror nazi. Estas crianças alemãs passaram a II Guerra Mundial no meio do luxo, acarinhados por pais afectuosos, que ao fim do dia regressavam a casa após uma jornada de morte. Para eles, o fim do III Reich foi um desastre. Inocentes, tiveram de lidar com os crimes perpetrados pelos pais: uns condenaram-nos, outros continuaram a reverenciá-los. Crianças assombradas por uma herança que não puderam repudiar. Que ligações mantiveram com os seus pais? Como se vive com um nome diabolizado pela História e pela Humanidade? Sentir-se-ão responsáveis pelas atrocidades nazis?
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Tudo começou com um "e-mail": "Sou um alto funcionário dos serviços secretos…" O que se seguiu transformou-se na mais impressionante fuga de informação alguma vez testemunhada pelo mundo moderno. As consequências abalaram líderes de inúmeras nações: de Obama a Cameron, aos presidentes do Brasil, França e Indonésia, passando pela chanceler alemã. Edward Snowden, um jovem génio informático a trabalhar para a Agência de Segurança Nacional americana (NSA), ousou tornar público o programa secreto de espionagem mundial. Levado a cabo com o beneplácito do governo dos Estados Unidos da América, esse plano é defendido como sendo essencial à vigilância de eventuais atos terroristas. No entanto, para o cidadão comum trata-se de um feroz atentado à privacidade. Desde logo, urgia pensar nas motivações de Snowden e nas consequências que a sua revelação teria a nível mundial. Este trabalho, apresentado pelo premiado jornalista do "The Guardian", Luke Harding, dá a conhecer todos os pormenores do caso Snowden: o dia em que este abandona a namorada no Havai e parte para Hong Kong com quatro computadores carregados de informações secretas, as semanas posteriores à divulgação do programa da NSA e a procura incessante de asilo político. Agora, em Moscovo, Edward Snowden enfrenta as acusações de espionagem por parte dos Estados Unidos da América e um futuro incerto no exílio.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
A história de como Salazar, resolutamente e com grande secretismo, apoiou os independentistas do Biafra na sangrenta Guerra Civil da Nigéria (1967-1970). Das razões da comunidade internacional se ter dividido entre o apoio ao governo nigeriano dado pelos ingleses (ex-colonizadores), americanos e soviéticos, e o apoio à causa biafrense prestado pelos portugueses, franceses e pelo Vaticano. Da bravura de um grupo de aviadores portugueses - "os Falcões do Biafra" -, que cruzou o céu africano para entregar ao povo biafrense cercado alimentos e medicamentos, armas e munições. E de como a PIDE o seguiu à distância e registou as suas movimentações em Lisboa, Faro, Bissau e São Tomé e Príncipe.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Em meados de Abril de 1975, Kenneth Kaunda visitou Washington e encontrou-se com Gerald Ford e Henry Kissinger. A viagem, que tinha sido combinada meses antes, devia ser rotineira, não se esperando que tivesse qualquer resultado importante, pretendendo, à partida, servir apenas como uma cortesia para com um dos pioneiros da luta pela independência em África. Porém, o almoço de 19 de Abril na Casa Branca entre o presidente da Zâmbia, o seu homólogo norte-americano e o secretário de Estado Kissinger acabou por se constituir como o momento de viragem na política dos EUA para Angola e mesmo para o continente africano. Kaunda convenceu Ford de que a URSS estava a intervir em Angola com conselheiros militares e armamento, o que podia ajudar o MPLA a tomar o poder, devendo os Estados Unidos opor-se a tal acção em defesa dos vizinhos daquele país. No fundo, a mensagem que o presidente zambiano trazia era que a intervenção de Moscovo tinha ultrapassado os limites aceitáveis para os Estados Unidos."
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Há cinquenta anos, em setembro de 1968, quando Marcello Caetano substituiu António Oliveira Salazar, o programa de governo escorava-se em políticas de desenvolvimento económico, na liberalização económica regulada e num forte programa de investimento público e privado permitido pelas exportações, investimento e remessas dos emigrantes. Foram lançados vários projetos industriais como a criação de um polo em Sines, três novas fábricas de cerveja, quatro novas empresas de celulose, duas novas fábricas de cimento; bem como a construção da barragem do Alqueva, do novo aeroporto de Lisboa e de uma rede de quase 400 quilómetros de auto-estradas. O sopro de liberalização e o pacote de investimentos atiçou o conflito entre grupos económicos, tensões entre estes e o Estado numa guerra de baixa intensidade permanente como revelam as trocas de correspondência entre Marcello Caetano e empresários, gestores e advogados. Lutas e guerras pelo controlo de bancos, com a Bolsa em alta, a criação de novos impérios químicos e da energia, a compra desenfreada de jornais, as multinacionais a cimentarem a sua presença, depois de décadas a serem hostilizadas. Os "plutocratas", como lhe chamava Marcello Caetano, ou "grandes monopolistas", como os denominava o PCP, digladiavam-se. Miguel Quina desafia Marcello Caetano contra Jorge de Brito e o Grupo Mello, António Champalimaud, foragido entre 1968 e 1973, provoca e guerreia Marcello Caetano quando tentava comprar bancos à sua revelia, manifestava-se contra a concorrência nos cimentos em favor de Manuel Queirós Pereira, familiar de Marcello Caetano. Por sua vez, Artur Cupertino de Miranda estava no centro de conflitos de negócio com António Champalimaud, João Rocha e Lúcio Tomé Feteira.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Os Donos Angolanos de Portugal foi publicado pela primeira vez em 2014. Descreveu então detalhadamente os circuitos de enriquecimento, de corrupção e de cumplicidade entre capitais angolanos e portugueses e, em particular, a forma como os círculos do poder, organizados em torno da família e aliados de José Eduardo dos Santos, pilhavam Angola e reciclavam os seus rendimentos através de Portugal. O livro registou os principais articuladores desse investimento em Portugal: Isabel dos Santos, Manuel Vicente, José Leitão, Kopelipa. Contámos ainda a história do BES em Angola, dos seus contactos chineses e russos e da turbulenta aliança com o regime de Luanda. No início de 2020, a revelação dos Luanda Leaks pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação trouxe novos dados sobre o modo de operação de Isabel dos Santos, os seus financiamentos, as suas transferências de capital e outras operações. Na sequência destas revelações e da ação de autoridades judiciais em Angola e de reguladores em Portugal, tardia que fosse, uma parte das suas propriedades portuguesas foi posta à venda. Esta edição revista e aumentada inclui a análise do fim do império do BES, bem como do caso Isabel dos Santos.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
O que têm em comum os dias 22 de Abril de 1500, 1 de Dezembro de 1640, 25 de Abril de 1974 e 10 de Julho de 2016? Foram dias em que os Portugueses experimentaram uma genuína sensação de felicidade! Em 1500 descobriram o Brasil, em 1640 reconquistaram a independência, em 1974 voltaram a saborear a liberdade, e no Verão de 2016 foram campeões da Europa de futebol. Foram dias que trouxeram orgulho à história de Portugal. Este é o livro desses momentos em que os Portugueses foram grandes, generosos e iluminaram o resto da humanidade. De Janeiro a Dezembro, ao longo do ano, descubra ou recorde os momentos mais exaltantes da nossa história. Descubra no passado as razões pelas quais Portugal tem futuro.
Nº Páginas: 152
Sinopse:
As cosmogonias são textos antigos presentes em todas as civilizações. Estes textos pretendem explicar a origem do mundo, com a intervenção ou não de deuses, em escritos que podem ser mais ou menos mitológicos e filosóficos. São textos muito antigos que descrevem tempos históricos incertos nas civilizações às quais pertencem. O presente livro é uma pequena coleção de textos cosmogónicos que cobrem um período de tempo de quatro mil anos, desde a Suméria até aos Evangelhos, passando pelas cosmogonias gregas e pelo canto da criação védico. O nosso objetivo é oferecer ao leitor português a possibilidade de poder ter num só livro um conjunto de cosmogonias diversas, umas menos conhecidas e outras mais. Os textos foram traduzidos das línguas originais pelo autor.
