1918 produtos
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1918 produtos
Edição: Set 2024
Nº Páginas: 504
Sinopse: areia, sal, ferro, cobre, petróleo e lítio: estas são as seis substâncias mais cruciais da história humana. transportaram-nos da idade das trevas para os nossos dias. a fibra ótica que espalha a world wide web pelo mundo, os cabos de cobre das redes elétricas, os chipes de silício e as baterias de lítio que fazem funcionar telefones e automóveis: embora possa parecer que vivemos num mundo de informacão desmaterializado ¿ a que ed conway chama «mundo etéreo» ¿ a vida no século xxi continua a depender do material. nesta obra, ed conway realiza numa viagem épica pelo globo terrestre, indo das entranhas da mina mais profunda da europa às imaculadas fábricas de chipes de silício da formosa e às misteriosas lagoas verdes de onde provém o lítio ¿ para revelar um mundo secreto que raramente é visto. mundo material é uma celebracão da humanidade e das redes humanas, dos processos milagrosos e das empresas quase desconhecidas que transformam os materiais em produtos de uma complexidade extraordinária numa época em que enfrentamos os efeitos das alteracões climáticas, as crises energéticas e a ameaca de um novo conflito global, conway mostra por que motivo estas substâncias são mais importantes do que nunca, e de que maneira a batalha secreta pelo seu controlo definirá o nosso futuro geopolítico.
Edição: Ago 2024
Nº Páginas: 392
Sinopse: as pesquisas do etnobotânico terence mckenna, relatadas em o pão dos deuses, versando a relacão ancestral dos seres humanos com as substâncias químicas, abrem uma porta para o divino e sugerem uma solucão para salvar o nosso mundo perturbado. mckenna procede a uma revisão do papel histórico das drogas nas culturas oriental e ocidental, desde os antigos comércios de especiarias, acúcar e rum até à marijuana, cocaína, drogas sintéticas e, até mesmo, a televisão - ilustrando o desejo humano de provar do «pão dos deuses», bem como as enormes potencialidades de substituir o abuso de drogas ilegais por um entendimento xamânico, numa insistência no comunitarismo, na reverência pela natureza e numa autoconsciência em expansão.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 144
Sinopse: da mente de uma das escritoras mais marcantes das últimas décadas, esta colecão de textos oferece um vislumbre iluminado das ideias, pensamentos e talentos da icónica joan didion. as abordagens da autora viajam das notícias dos jornais americanos até sessões com viciados em jogo; de ser rejeitada pela universidade de stanford até uma visita a nancy reagan; de ser mulher do governador da califórnia ¿ e de, por isso, ter uma equipa de televisão a filmar tudo o que fazia em casa ¿até um encontro com veteranos da segunda guerra mundial em las vegas. a colecão de textos inclui ainda um célebre artigo de 1976 publicado pelo new york times, intitulado porque escrevo, e pecas sobre hemingway e martha stewart escritas em 1998 e 2000. cada texto é didion no seu melhor: incisiva, surpreendentemente perspicaz. eterna.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 504
Sinopse: são 88 produtos que fazem parte da nossa vida e cuja história mostra como a globalizacão dos alimentos, dos sabores e da política é um corpo volátil, que tanto se explica como surpreende. o famoso «christmas pudding» inglês, por exemplo, é feito com rum jamaicano, passas da austrália, acúcar das índias ocidentais, canela do ceilão, cravo de zanzibar, especiarias da índia e aguardente do chipre. e se a popularidade do ramen não atinge ainda as proporcões do döner kebab ou do hambúrguer, já o azeite, a pizza, a pimenta, a margarina, o chá, o chili con carne, o sal, a vodca ou o acúcar e o champanhe fazem parte da história da humanidade como nós a conhecemos, a comer dim sum ou cuscuz, feijoada ou sardinhas de conserva, ostras ou corn flakes, mas também a beber gin ou whisky, laranjada ou cerveja. todas as primeiras frases de cada capítulo incluem uma data e um lugar: são o ponto de partida para fazer a história de cada um dos 88 produtos(molhos, bebidas, queijos, pratos tradicionais, ingredientes, frutos e sementes), que tempera, ilumina, alimenta ou satisfaz os apetites e as papilas de um mundo sem fronteiras, sempre desejoso de saborear e inventar. eis como mudámos o nosso mundo.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 328
Sinopse: Putin, Xi e Kim aprenderam bem a lição: quem controla o passado controla o futuro. A tendência para manipular a história com objectivos políticos não é uma característica exclusivamente autoritária. No entanto, em países como a Rússia, a China e a Coreia do Norte é cada vez mais difícil e perigoso contrariar a versão oficial. Este livro conta-nos como dirigentes autoritários e impiedosos cooptaram e manipulam o passado para o colocarem ao serviço das suas necessidades políticas. A história que os regimes no poder nestes países contam aos seus próprios povos gira, invariavelmente, em torno de mágoas históricas e vitórias mitificadas. Há sempre um inimigo estrangeiro a quem culpar pelas dificuldades nacionais. Assim justificam a necessidade de lideranças fortes para se defenderem. Assim esses líderes se perpetuam no poder.
Edição: Fev 2024
Nº Páginas: 232
Sinopse: «ESTE LIVRO VAI DEIXÁ-LO A PENSAR DURANTE MUITO TEMPO.» Frankfurter Rundschau 22 de abril de 1846. Lagos. Dia da execução de José Joaquim Grande, um assassino condenado à pena máxima. Será esta a última sentença de morte concretizada no país. Vinte e um anos depois, a 1 de julho de 1867, Portugal tornar-se-ia a primeira nação europeia a abolir a pena de morte. A abolição da pena de morte é um avanço civilizacional e um marco no processo da proteção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. Nos dias de hoje, não se pratica na Europa. Mas o debate mantém-se entre defensores desta medida e todos aqueles que se lhe opõem. As leis, os métodos de execução e a forma como se realizam mudaram. Mas terá também mudado a crença de que estamos a fazer algo «justo»? Uma Breve História da Pena de Morte descreve e documenta as múltiplas facetas da pena de morte, do carrasco romano à injeção letal nas cadeias americanas: a superstição, o temor de Deus, o poder do Estado, a fé na tecnologia, o espírito humanitário. Se tempos houve em que as execuções eram rituais sagrados e públicos ¿ uma reconciliação entre a alma daquele que morria e Deus ¿, hoje chega a ser um ritual coletivo de punição e limpeza transmitido por meios de comunicação. Em todos os tempos e em quase todas as sociedades humanas, a aplicação da pena capital ocorreu sempre sob o conceito da legitimação do Estado ¿ mesmo além dos campos de batalha. Mas, será legítimo o estado decidir a morte dos seus cidadãos? Afinal, quem pode decidir o fim da vida?
Edição: Out 2023
Nº Páginas: 728
Sinopse: Uma história nova e essencial da Europa Central, os territórios dos Reinos do Meio cujas desavenças tantas vezes estiveram no centro da história mundial. Martyn Rady escreveu a história definitiva da Europa Central, mostrando que esta região foi sempre mais do que a zona divisória entre o Ocidente e o Oriente. Aos centro-europeus devemos a Reforma e o Romantismo, o desenvolvimento da filosofia do Renascimento e do Iluminismo e a criação de alguns dos movimentos artísticos mais importantes do século XX. Baseada em toda uma vida de investigação e estudo, esta obra narra como nenhuma outra a história impressionante da Europa Central ao longo de dois mil anos e explica-nos o porquê da sua importância extraordinária para os assuntos globais.
Edição: Jul 2023
Nº Páginas: 224
Sinopse: ... E Porque É Que É Mesmo Preciso Lavar a Loiça
Edição: Jun 2023
Nº Páginas: 552
Sinopse: mais de 170 pequenas biografias dos heróis e vilões que fizeram a história do nosso mundo, pela mão do prestigiado autor simon sebag montefiore. rainhas, imperatrizes e atrizes, reis, sultões e conquistadores, profetas, artistas, cortesãs, psicopatas e exploradores. as suas vidas fizeram-se de dramas surpreendentes, de coragem e aventura, de libertinagem e matanca, de virtude e crime, de heroísmo e traicão. atravessando mais de 3 mil anos de história, esta obra comeca com ramsés ii, um dos maiores imperadores do egito, e chega até aos nossos dias, com vilões como saddam hussein e osama bin laden. pelo meio, sebag montefiore convida-nos a descobrir mais sobre personalidades extraordinárias e intrigantes como buda, genghis khan, nero, winston churchill; catarina,a grande, anne frank, martin luther king; mozart, mao, jesus cristo, shakespeare, einstein, elvis presley, entre tantos outros. através das suas extraordinárias vidas, o premiado historiador reconta
Edição: Jun 2023
Nº Páginas: 280
Sinopse: NOVA EDIÇÃO, EM FORMATO DE BOLSO, DE UM LIVRO INCONTORNÁVEL SOBRE UM DOS TEMAS MAIS ABORDADOS E INESGOTÁVEIS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE: A GUERRA CIVIL DE ESPANHA
Edição: Mai 2023
Nº Páginas: 272
Sinopse: O LIVRO QUE LEVANTA O VÉU SOBRE A HISTÓRIA SILENCIADA DO MOVIMENTO NEGRO QUE A PARTIR DE 1911 JÁ COMBATIA O RACISMO EM PORTUGAL
Edição: Abr 2023
Nº Páginas: 248
Sinopse: O que aconteceu em Portugal nos três meses que antecederam a revolução de 1974? Os autores consultaram centenas de documentos de arquivos nacionais e estrangeiros para traçar um quadro detalhado dos acontecimentos que levaram à queda da ditadura. Neste livro, podemos ver que, a poucos meses do 25 de Abril, Portugal procurava desesperadamente comprar armas para manter o conflito em África. Na frente interna, os militares conspiravam contra o Governo, e o livro Portugal e o Futuro, escrito pelo general Spínola e publicado em Fevereiro de 1974, provocava um verdadeiro terramoto político, ao denunciar a falência do regime na solução do problema do Ultramar. Quando as tropas de Salgueiro Maia chegaram ao quartel do Carmo, no dia 25 de Abril, não foi preciso esperar muito para que o golpe se consumasse e Marcello Caetano entregasse o poder nas mãos do general Spínola.
Edição: Mar 2023
Nº Páginas: 256
Sinopse: Todos estamos implicados na luta pelas livrarias, pelas bibliotecas e pelos livros ¿ e contra os algoritmos globais.
Edição: Mar 2023
Nº Páginas: 592
Sinopse: Um detalhado trabalho histórico que revela o papel do Império Otomano no nascimento da Europa moderna
Edição: Jan 2023
Nº Páginas: 304
Sinopse: Nas últimas décadas, passámos de um mercado livre e competitivo para uma economia em que poucas empresas dominam indústrias-chave. Vivemos na ilusão da escolha, mas, para a maioria das decisões cruciais, como a internet de alta velocidade, os seguros de saúde, as redes sociais ou até os bens de consumo, contamos apenas com uma ou duas empresas. Diariamente, os trabalhadores transferem um pouco do seu salário para monopólios e oligopólios que não cessam de crescer. A solução para esta tragédia é a aplicação de legislação de concorrência rigorosa que devolva aos mercados a competitividade que gera crescimento económico, postos de trabalho, melhores salários e igualdade de condições para todos. Numa sociedade cada vez mais desigual, com um crescimento económico anémico e os trabalhadores envolvidos numa guerra de poder desigual, O Mito do Capitalismo é um livro fundamental para compreender os riscos de uma economia dominada pela minoria.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 376
Sinopse: NUM FUTURO MUITO PRÓXIMO, QUEM ESTIVER FORA DO METAVERSO FICARÁ FORA DO MUNDO. O termo Metaverso está, de repente, por toda a parte, dos media à Internet, das últimas tendências da tecnologia aos discursos dos CEO das empresas mais poderosas da Terra. A construção do Metaverso está a moldar as plataformas políticas de vários governos, nomeadamente nos EUA, na União Europeia e na China.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 672
Sinopse: O livro que tem em mãos é uma visão de conjunto ¿ uma explicação para a existência de Portugal ao longo da História. Privilegiando um olhar que apreende um sentido global, apresenta um enquadramento da história do país no mundo, demonstrando também como a História está à vista de todos e não apenas na inacessibilidade da erudição académica.
Edição: Out 2022
Nº Páginas: 192
Sinopse: Xi Jinping está prestes a ser re-entronizado, já sem limitação de mandatos, à frente do país mais populoso do mundo. Concentra hoje mais poder do que qualquer um dos seus antecessores recentes. Num país oficialmente marxista ¿ onde, paradoxalmente, impera um capitalismo desenfreado ¿ o exemplo do descalabro do império soviético está bem presente. Xi Jinping, a quem chegaram a chamar o `Gorbachov chinês¿, é afinal o `anti-Gorbachov¿. Conjugando maoísmo, nacionalismo e confucionismo, é agora ¿ com mão de ferro ¿ o novo imperador de uma dinastia milenar. Revisto e actualizado pelo autor, este livro tem ainda um capítulo adicional escrito propositadamente para esta edição.
Edição: Ago 2022
Nº Páginas: 336
Sinopse: Um crime desvendado ao fim de cinco séculos
Edição: Jun 2022
Nº Páginas: 432
Sinopse: Afropeu é uma viagem pelos locais do Velho Continente onde os europeus de ascendência africana jogam com obediências múltiplas e constroem novas identidades.
Edição: Fev 2022
Nº Páginas: 224
Sinopse: Os EUA foram responsáveis pelos ataques do 11 de Setembro. As vacinas são uma forma de manipulação. A chegada à Lua nunca aconteceu. No mundo atual, as teorias da conspiração parecem proliferar.
Edição: Jan 2022
Nº Páginas: 320
Sinopse: Será que os tempos duros tornam as pessoas mais duras? Conseguirá a humanidade lidar com o poder das suas armas sem se autodestruir? Será que as capacidades humanas, o conhecimento e a tecnologia podem regredir? Correremos o risco de o nosso mundo se transformar numa ruína que os arqueólogos do futuro irão desenterrar e estudar?
Edição: Dez 2021
Nº Páginas: 516
Sinopse: A História da Filosofia é uma viagem pelas mentes mais desafiantes da humanidade: Platão, Sócrates, Aristóteles, Francis Bacon, Espinosa, Descartes, Voltaire, Rousseau, Immanuel Kant, Hegel, Arthur Schopenhauer, Herbert Spencer, Friedrich Nietzsche...
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: Se, a 25 de Abril de 1974, começou em Portugal uma revolução socialista, terá, a 25 de Novembro de 1975, começado a contrarrevolução que a derrotou? Que ideologia, que classes comemoram, no dia 25 de Novembro, a contrarrevolução? Como relacionar a ascensão do neofascismo em Portugal na forma do partido Chega e de bandos a ele ligados, com as comemorações oficiais desta data no Parlamento? Que papel tem a memória? E que é da verdade? Que é dela, nestes tempos de barbárie social? Os canais oficiais dizem que, se 25 de Abril foi a libertação da ditadura, só a 25 de Novembro o «regime democrático» ficou consagrado. Será verdade? E entre as duas datas, que se passou ao certo no tal PREC, sobre o qual desce um véu de silêncio? Mas também isto ¿ isto sobretudo: no meio do nevoeiro que os novos comemoradores aspergem sobre a história da revolução operária e socialista portuguesa e da contrarrevolução, que papel, em tão decisivos eventos, desempenharam as direcções do PCP e do PS, os dois partidos maioritários? Esta obra não segue a narrativa oficial das comemorações do 25 de Novembro. Narra, sim, a revolução e a contrarrevolução do ponto de vista dos trabalhadores que fizeram a primeira ¿ e sofreram a segunda.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 128
Sinopse: Através de um relato arrepiante de tirar o fôlego, Giuliano da Empoli abre-nos a porta para os meandros do exercício do poder - de Nova Iorque a Riad, da ONU à suíte de Mohammed bin Salman no Ritz-Carlton. Uma viagem ao outro lado do espelho, onde o poder é conquistado através de acções irreflectidas e ruidosas, em que os autocratas aguardam o momento certo para aproveitar o caos máximo, e os oligarcas digitais parecem já habitar numa galáxia onde a Inteligência Artificial é incontrolável... A hora dos predadores soou, e já todos obedecemos ao seu compasso... Neste seu livro corajoso e desassombrado, o autor do bestseller O Mago do Kremlin enfrenta os detentores dos novos poderes com a dignidade de um homem justo e a lucidez de um Maquiavel.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 400
Sinopse: Quando arqueólogos vitorianos escavaram uma colina no Iraque, fizeram uma descoberta extraordinária: uma das mais antigas coleções de conhecimento alguma vez vistas ¿ a biblioteca do rei assírio Assurbanípal, governante do império mesopotâmico no século VII a.C. Após a sua morte, rivais vingativos reduziram a biblioteca a cinzas; no entanto, os textos, gravados em tabuinhas de argila, foram cozidos e preservados pelo calor das chamas. Enterradas durante milénios, estas tabuinhas estavam cinzeladas em cuneiforme: a primeira linguagem escrita do mundo. Mais de metade da História da Humanidade está redigida em cuneiforme, mas, atualmente, apenas algumas centenas de pessoas conseguem lê-lo. Neste livro fascinante, a assirióloga Selena Wisnom conduz-nos numa viagem por esta extraordinária biblioteca, dando vida à antiga Mesopotâmia e ao seu povo.
Edição: Abr 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: Novo livro de Rui Tavares: O QUE SÃO, AFINAL, AS GUERRAS CULTURAIS? E COMO É QUE A SUA HISTÓRIA NOS AJUDA A COMPREENDER O PRESENTE E O FUTURO? De Martinho Lutero a Donald Trump, da invenção da imprensa às redes sociais, o historiador Rui Tavares transforma em livro cinco aulas sobre guerras culturais. Não é possível entender o presente sem entender as guerras culturais ¿ fenómenos de polarização extrema em torno de identidades, valores e narrativas, com grande intensidade emocional, que fazem de nós e dos outros meio humanos e meio bichos. Só que, ao contrário das grandes certezas dos teóricos ¿ da economia à geopolítica ¿ as guerras culturais não nos dão explicações simplistas. É que não é possível falar de guerras culturais sem falar de cultura, sem assumir que a cultura é a esfera primária em que os humanos vivem, um mundo de labirintos e asteriscos. O passado das guerras culturais ensina-nos a olhar para o nosso futuro imediato ¿ e diz-nos que precisamos de novas palavras para entender novos monstros. «Precisamos de novos monstros. Os antigos tinham os ciclopes, com apenas um olho enorme no meio da testa, ou as górgonas de cabelo de serpente, para explicar os medos dos seus tempos. Mas os monstros antigos não chegam. Precisamos de novas palavras também. As que usamos estão gastas. Considerem, por exemplo, hipocrisia. É para muitos o crime político supremo, mas então que dizer disto? Dois dias antes da sua tomada de posse como presidente dos EUA, Donald Trump lançou uma nova criptomoeda, $TRUMP, que não tem nenhum valor intrínseco e serve apenas como forma de especulação para, claro, tornar Trump ainda mais rico. O que isto quer dizer, essencialmente, é que qualquer poder económico ou governo que queira corromper Donald Trump e família nem precisa de se preocupar em estabelecer canais indiretos. Se isto não é hipocrisia, por ser tão despudoradamente escancarado por parte de quem prometia «drenar o pântano» da corrupção, teremos então de inventar novas palavras: é hipocrisérrima. Com a sua hipocriptomoeda, Donald Trump é um hipocritão, um monstro gigantesco feito de metal dourado, com um enorme botão vermelho na testa a dizer: corrompa-me agora.»
