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Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: Sem Cartago, Roma não existiria Cartago foi a grande potência do Mediterrâneo ocidental durante quase seis séculos. Reino antigo do Norte de África, foi o lar de Aníbal e de Dido, dos elefantes de guerra, de enorme riqueza e poder e de grande beleza, até à sua destruição total por Roma em 146 A.E.C. A história dos cartagineses foi, assim, absorvida e apagada pelos seus conquistadores, e a verdade sobre Cartago perdeu-se para sempre. Ou quase Em Cartago O Império que desafiou Roma, a Dr.ª Eve MacDonald, uma das maiores especialistas mundiais sobre a civilização cartaginesa, reconstrói a trajetória deste império norte-africano a partir das mais recentes descobertas arqueológicas, linguísticas e científicas. Numa viagem que nos transporta do Levante Fenício da Idade do Ferro até ao Atlântico e ao longo de toda a costa de África, Cartago repõe a cidade e o seu império novamente no centro da história mediterrânica. Resgatada da perspetiva dos romanos, esta narrativa épica e rigorosa revela-nos a sofisticação política, económica e cultural de uma civilização injustamente esquecida, e mostra-nos que, sem Cartago, Roma não existiria. «Fascinante... MacDonald escreve com uma clareza e franqueza ímpares e apresenta uma introdução apelativa e de fácil leitura sobre Cartago.» Telegraph «O importante livro de Eve MacDonald coloca, finalmente, Cartago no centro da sua própria história. A narrativa que emerge é uma obra de profunda investigação histórica e, ao mesmo tempo, épica na sua abrangência uma resposta há muito aguardada ao monopólio romano sobre a história das suas conquistas.» Emily Hauser, autora de Míticas «Uma obra repleta de reflexões notáveis. Eve MacDonald mostra, de forma clara, como o Norte de África foi outrora um centro nevrálgico da civilização, como a cidade de Cartago constituía um sofisticado polo de poder político e como a supremacia de Roma não foi inevitável enquanto os cartagineses se mantiveram presentes.» Lloyd Llewellyn-Jones, autor de As Cleópatras e Os Persas «A delirante Dido, os elefantes de Aníbal, Sofonisba a beber o cálice envenenado que é o seu presente de casamento: estes episódios são apenas o início da épica história de Cartago escrita por Eve MacDonald. Pelo meio, ela conta-nos façanhas nos oceanos, batalhas navais com mais de trezentos navios, trombetas de guerra, dardos em chamas, populações inteiras escravizadas e o exame mais minucioso da sociedade, política e governo cartagineses. Mais de dois milénios após a sua destruição, Cartago tem agora a sua Ilíada. Martyn Rady, autor de Os Habsburgos
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Sombras e Luzes do Império, de Edgar Valles, contém pequenas histórias, tendo como pano de fundo Goa, Angola e Portugal no período anterior ao 25 de Abril. Nelas, o autor não é o herói nem a personagem central, é apenas o cronista que relata experiências vividas nas, então, colónias, mas também na chamada metrópole. Estas são histórias verdadeiras e bem-humoradas, como a do desembarque do primeiro-ministro Nehru numa praia de Benguela, que ali teria chegado de submarino e era procurado por tal infração. Ou a do lutador antifascista que se julga vigiado por um casal de agentes da PIDE a partir de um automóvel, quando, afinal, estes apenas estavam a utilizar o veículo para outros fins, por sinal atentatórios da moral dominante. E, claro, não podiam faltar histórias sobre as peripécias da luta política contra o regime...
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 544
Sinopse: Por detrás das pesadas portas de madeira de um prédio discreto no coração de Santiago, Chile, esconde-se uma história sombria. A casa no n.º 38 da Rua de Londres abriga o legado de dois homens cujas histórias pessoais atravessam continentes, nacionalidades e décadas de atrocidades: Augusto Pinochet, presidente do Chile, e Walther Rauff, oficial nazi das SS. Fugindo da justiça no final da Segunda Guerra Mundial, Rauff atravessa o oceano rumo ao sul do Chile, onde se estabelece em Punta Arenas, na Patagónia, como administrador de uma fábrica de conservas. Mas correm rumores sobre o alemão discreto e seguro de si - boatos de uma segunda carreira no serviço secreto de Pinochet, a temida DINA. Em 1998, Pinochet viaja para Londres. Está a recuperar de uma operação numa clínica médica quando a polícia entra no seu quarto e o prende sob a acusação de crimes contra a humanidade e genocídio. Philippe Sands foi chamado para aconselhar o ex-chefe de Estado sobre a sua alegação de imunidade, mas optou por representar uma organização de direitos humanos contra ele. Com base em entrevistas, pesquisas de arquivo e relatos em primeira mão, Philippe Sands expõe as consequências duradouras de crimes históricos. Ao fazê-lo, revela uma história inédita e surpreendente do legado de criminalidade descontrolada e do caminho para a impunidade.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 720
Sinopse: (A habitação é um direito constitucional.) Uma sociedade que não garante habitação estável, acessível e digna não falhou apenas numa política pública. Falhou em quase todas as políticas públicas. E falhou na sua capacidade de estruturar o futuro. A habitação não é um setor: é a infraestrutura silenciosa de tudo o resto. Sem casa não há natalidade sustentável, nem saúde mental resiliente, nem mobilidade social, nem produtividade consistente, nem coesão territorial. Há apenas improviso, precariedade e exclusão. Tudo disfarçado de normalidade. Se esta obra cumprir o seu objetivo, não resolverá o problema da habitação em Portugal. Mas, para já, começará a elevar o debate e a integrá-lo em várias perspetivas. Num país onde se governa reagindo aos efeitos em vez de enfrentar as causas, isso, pensamos, já é um passo decisivo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 784
Sinopse: Uma história global focada na economia e na gestão de Portugal é uma obra necessária e oportuna. Hoje é indiscutível que Portugal, no dealbar da Modernidade, se tornou dos primeiros países construtores da globalização, tirando dessa situação um enorme proveito económico. Por detrás desta capacidade está um espírito empreendedor singular que nos catapultou para o palco mundo, criando redes e empórios comerciais particulares que abriram novos caminhos da liderança e da gestão. Esta obra procura sistematizar muito do que se pode hoje ainda considerar relevante daquilo que Portugal tem dado para a gestão e a sua influência na economia mundial. Partindo da nossa mundividência atual, em que prepondera o «economificação» nas relações globais e em que a gestão é cada vez mais relevante para tornar eficientes as diversas atividades humanas, este livro propõe uma «viagem» de conhecimento às diferentes épocas e estádios do nosso passado, até a um tempo em que o religioso e o político eram dominantes na organização da sociedade e na construção dos horizontes de sentido, mas em que o económico imperava na sua dependência.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 80
Sinopse: Albert Einstein tinha 47 anos e Sigmund Freud tinha 70 quando se encontraram pela primeira e última vez. O filho de Einstein, estudante de psicologia e admirador de Freud, foi quem marcou o encontro. Não se sabe ao certo acerca do que conversaram nesse dia, em 1927, em Berlim. Em 1931, o Instituto para a Cooperação Intelectual convidou Einstein, já então um físico reconhecido, para organizar um debate sobre natureza humana, política, guerra e paz com alguém cuja dimensão intelectual e cujo trabalho merecessem a admiração do próprio Einstein. Este, ainda que desconfiado da psicanálise, escolheu Sigmund Freud. O resultado está neste livro, que permite um lugar privilegiado para observar de perto o diálogo, os pensamentos e as argumentações de dois cérebros que marcaram a história e cujas ideias são ainda influentes no nosso tempo. Começa com uma inquietação de Einstein: «Existe alguma forma de livrar a Humanidade da ameaça da guerra?»
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 480
Sinopse: As duas questões essenciais da filologia camoniana dizem respeito à autenticidade (autoria) e à constituição (estabelecimento) do texto crítico. A autenticidade apurase com base nas atribuições que se encontram na tradição, isto é, no conjunto dos testemunhos que transmitem um determinado texto, seja ele anónimo e/ou atribuído a um ou mais autores. A atribuição muitas vezes pode estar ausente, ou pode ser unânime, parcial, insuficiente, controversa ou contraditória. Esta edição enfrenta alguns dos problemas que têm vindo a ser colocados pela tradição dos sonetos camonianos para determinar o grau de autenticidade de cada um deles.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 736
Sinopse: Conheça os episódios marcantes e insólitos da História de Portugal com uma história por dia, ao longo de 52 semanas. Reviva guerras, revoluções, conspirações, intrigas de alcova, paixões proibidas e mistérios que atravessam séculos. Em poucos minutos diários, embarque numa viagem leve e curiosa por 365 dias com histórias da História de Portugal.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: Em Israel: O que correu mal com o meu país?, Bartov explora como o sionismo se transformou numa ideologia de Estado assente no etnonacionalismo e no domínio violento dos palestinianos. Como é que um Estado fundado em 1948, com amplo apoio internacional pós-1945, chega ao ponto de enfrentar acusações credíveis de crimes de guerra e de genocídio?
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 74
Sinopse: O que representa o dragão na mitologia chinesa O Dragão Chinês: Uma Enciclopédia tem como tema o «dragão» símbolo da nação, presente em toda a cultura tradicional chinesa , ajudando a desmitificar a imagem misteriosa do dragão e revelando os seus segredos sob todos os ângulos. Este livro começa por nos mostrar a origem do dragão, incluindo as suas espécies, linhagens e animais míticos relacionados, sem esquecer as lendas com mais de oito mil anos. Constrói-se, assim, um sistema de conhecimentos sobre o dragão que abrange a literatura, a história, a arquitectura, a arte, os festivais, o zodíaco ou o património cultural. Com conteúdo rigoroso, bem documentado e cuidadosamente seleccionado, O Dragão Chinês: Uma Enciclopédia concilia o encanto tradicional com o dinamismo moderno, mostrado através de ilustrações elegantes de cores suaves, e composições inovadoras e criativas. Esta é uma viagem encantada para quem deseje compreender o dragão, a cultura
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 592
Sinopse: Ao longo de mais de mil anos, Cristãos e Muçulmanos viveram lado a lado, às vezes em paz, às vezes em guerra. Quando os exércitos cristãos conquistaram Jerusalém em 1099, deram início ao período mais notório de conflito entre as duas religiões. Desde a prédica da Primeira Cruzada pelo papa Urbano II, em 1095, até à perda do último posto avançado cruzado no Levante em 1302-1303, e da tomada de Jerusalém em 1099 até à queda de Acre em 1291, este livro narra uma história banhada em sangue islâmico, cristão e judeu, povoada por personagens extraordinárias e caracterizada tanto por ambições modestas como por princípios elevados. As Cruzadas continuam a ser um grito de guerra até hoje, mas o seu papel no imaginário popular ignora a cooperação e a coexistência complexa que eram tão características desse tempo como era a guerra. Neste livro, Dan Jones apresenta os vários lados dessa história, traçando um caminho profundamente humano e assumidamente pluralista deste período da História.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Redescubra narrativas lendárias da mitologia antiga, centradas em histórias de mulheres, nesta ousada releitura feminista escrita pela especialista em estudos clássicos Mara Gold. Os rótulos atribuídos às mulheres da mitologia ecoam ao longo da História. Estes arquétipos, criados no Mundo Antigo, ainda hoje ressoam. Será que Circe era apenas uma sedutora? Seriam as Amazonas nada mais do que guerreiras sanguinárias? E seria realmente Atena o modelo de referência de que as mulheres da Antiguidade precisavam? Desde as histórias de deusas virgens como Ártemis, às representações contrastantes do dever conjugal em Clitemnestra e Penélope, e aos êxtases frenéticos das Ménades, de Equidna - a chamada mãe de todos os monstros - e da incompreendida Medusa, Mitos e Lendas da Antiguidade sem Homens revela um mundo em que as mulheres poderosas eram, simultaneamente, veneradas e temidas. Ricamente ilustrado e narrado com clareza e humor, este livro constitui uma leitura obrigatória para amantes de mitologia e para todos aqueles que queiram revisitar estas histórias sob uma nova perspetiva. Conheça as deusas, as guerreiras, as bruxas e os monstros que moldaram - e subverteram - a condição feminina desde os primórdios, descobrindo as verdadeiras histórias das mulheres da mitologia antiga e aquilo que elas nos podem ensinar sobre o que significa ser mulher atualmente. Porque estas mulheres nunca foram apenas personagens secundárias, está na altura de elas ocuparem o lugar que lhes é devido: o centro do palco.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Este livro reúne noventa e cinco artigos escritos por Javier Marías entre 3 de fevereiro de 2019 e 24 de janeiro de 2021. Javier Marías aborda com elegância, lucidez e por vezes também com exasperação alguns dos temas mais importantes da atualidade. Critica as arremetidas do politicamente correto contra a literatura e a liberdade de expressão, os atentados urbanísticos em Madrid ou Barcelona e verbera atitudes políticas e a hipocrisia tanto de partidos de esquerda como de direita.
Nº Páginas: 156
Sinopse:
A 21 de novembro de 2014, José Sócrates era detido no âmbito de uma investigação sobre corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Ao longo dos 10 meses em que esteve preso preventivamente na prisão de Évora, o ex-primeiro-ministro refletiu sobre o impacto da sua detenção na vida pessoal, mas também sobre os valores fundamentais num Estado de direito. Este livro é o fruto dessa reflexão. As comparações entre a operação marquês e a operação lava jato são inevitáveis. Na opinião do autor, a construção de biografias políticas a partir da justiça começa com discursos épicos e aventuras tumultuosas, mas, não raras vezes, termina na solidão do regresso ao real.
Nº Páginas: 341
Sinopse:
O deão dos historiadores da "Guerra Fria" apresenta-nos o relato definitivo do confronto global que dominou a segunda metade do século XX. Baseando-se em arquivos recentemente desclassificados e nas reminiscências dos principais atores, John Lewis Gaddis explica não apenas o que aconteceu, mas porque aconteceu — desde os meses em 1945 em que os Estados Unidos e a União Soviética passaram de aliados a antagonistas, até ao quase holocausto da Crise dos Mísseis Cubanos, passando pelas manobras de Nixon e de Mao, de Reagan e de Gorbachev. Brilhante, acessível, quase shakespearano, a "Guerra Fria" apresenta-se como a súmula da era que, mais do que qualquer outra, moldou o mundo em que vivemos.
Nº Páginas: 212
Sinopse:
A humanidade está a entrar numa fase inédita da sua evolução. Nunca como agora o seu passado lhe foi tão acessível, e nunca como agora o seu futuro foi tão insondável. Esta dupla mudança de perspetiva, com origem no início do século xxi, resulta ao mesmo tempo das revelações da paleogenética, da descoberta de novos fósseis e da revolução digital, num cenário de degradação do planeta e urbanização massiva. Conseguirá o Homo Sapiens adaptar-se às consequências fulgurantes do seu sucesso com 40 000 anos de história e à ampliação sem precedentes desse sucesso de há meio século para cá? Quanto mais bem-sucedida é uma espécie, mais a sua sobrevivência depende da forma como se adapta às consequências do seu sucesso. Ainda não há muito, várias espécies humanas habitavam a Terra, divididas em três grandes impérios: os Neandertais na Europa, os Denisovanos na Ásia e os Sapiens em África. Partilhavam técnicas e genes ? Hoje, a diversidade dos povos deve-se em parte aos genes perpetuados por múltiplas hibridações com espécies irmãs tão humanas como os Sapiens. Depois, populações de Sapiens mais recentes (a nossa espécie) partiram de África a pé e de barco à conquista do mundo, chegando à Austrália e às Américas, antes de expulsarem os Neandertais da Europa. É esta esplêndida aventura que é contada neste livro. Mas poderá a espantosa adaptabilidade dos homens valer-nos num mundo urbanizado, conectado, poluído e com os ecossistemas devastados? Eis a dimensão trágica desta história, porquanto o sucesso inigualável dos Sapiens tornou-o o único responsável pelo seu futuro: o Sapiens está só diante do Sapiens.
Nº Páginas: 294
Sinopse:
Uma biografia reveladora da primeira mulher negra a candidatar-se a vice-presidente dos Estados Unidos da América, descrevendo como a filha de dois imigrantes na Califórnia segregada se tornou um dos atores políticos mais poderosos do país e a mulher que subiu mais alto na política norte-americana. Há muito pouco de convencional em Kamala Harris, e, no entanto, a sua história representa o melhor da América. Filha de dois imigrantes, Kamala foi criada pela mãe, depois da separação do casal quando esta tinha apenas 5 anos. A mãe, uma investigadora de sucesso na área do cancro, emigrara da Índia aos dezanove anos em busca de uma melhor educação. O pai, professor de economia, viera da Jamaica. De ambos herdou o sentido de justiça social. Neste livro, o jornalista Dan Morain descreve a carreira de Harris desde que, enquanto procuradora do Ministério Público, teve de lidar com casos de abusos de crianças e homicídios, até à sua recente eleição. Morain conduz-nos através dos anos de Harris na Procuradoria Distrital de São Francisco, explora o seu audacioso apoio ao então desconhecido Barack Obama e mostra como teve de conquistar a pulso um lugar no Senado dos EUA. Sem omitir nada sobre o relacionamento de Kamala com Willie Brown, presidente da Assembleia do estado da Califórnia, trinta anos mais velho, Morain analisa o seu fracasso como candidata presidencial e a campanha de bastidores que empreendeu para conseguir o lugar de vice-presidente. Pelo caminho, pinta um quadro vívido dos seus valores e prioridades.
Nº Páginas: 544
Sinopse:
No Dia de Todos os Santos, em 1755, um sismo abalou a terra, desde o fundo do oceano Atlântico até às costas ibérica e africana. No caminho estava Lisboa, então uma das cidades mais ricas do mundo e capital de um vasto império. Em minutos, parte da cidade transformou-se em ruínas. Mas isto foi apenas o começo. Meia hora depois, um maremoto originado pelo terramoto atingiu o litoral português, provocando uma enchente no rio Tejo, arrastando milhares de pessoas para o mar. No final do dia, ondas gigantes haviam feito vítimas em quatro continentes. Completando a destruição, uma tempestade de fogo engoliu quase tudo o que restava da cidade, atingindo os sobreviventes com temperaturas que excederam os 1000ºC. As chamas prolongaram-se por várias semanas. Tendo por base novas fontes, as últimas descobertas científicas e um profundo conhecimento da história da Europa, Mark Molesky dá-nos um relato do Grande Desastre de Lisboa e do seu impacto no Ocidente, em que se inclui a descrição do primeiro movimento de ajuda humanitária mundial, do aparecimento de uma ditadura em Portugal (que, apesar de tudo, serviu para modernizar o país) e do efeito da catástrofe no Iluminismo europeu. Muito mais do que uma crónica sobre destruição, "O Abismo de Fogo" é um emocionante drama humano onde surgem personagens inesquecíveis, como o marquês de Pombal, que encontra no caos o caminho para o poder, ou Gabriel Malagrida, o carismático jesuíta que acabou por ser morto devido à sua interpretação do terramoto como castigo divino. "As batalhas perenes da humanidade entre a fé e a razão sempre foram postas à prova nos momentos de calamidade. O terramoto de 1755 foi o primeiro e mais dramático desses momentos na era moderna, e aguardava pacientemente o seu historiador. Tem finalmente, em Mark Molesky, o seu brilhante analista." "Simon Schama"
Nº Páginas: 224
Sinopse:
?«Possuo os gostos mais simples», comentou certa vez Oscar Wilde, «fico sempre satisfeito com o melhor.» Neste livro, os leitores irão encontrar uma selecção de comentários de Oscar Wilde sobre arte, natureza humana, moral, sociedade, política, história e vários outros temas. Epigramas, aforismos e citações — retirados das várias peças de Wilde, dos seus ensaios, romances e ainda de conversas, artigos e cartas — configuram um pensamento sofisticado sob uma aparência paradoxal, divertida ou provocadora. Como escreveu J. L. Borges: «Lendo e relendo Wilde ao longo dos anos, reparo num facto de que os seus admiradores não parecem sequer ter suspeitado: o facto comprovado e elementar de que Wilde quase sempre tem razão (…) Oscar Wilde é um desses escritores privilegiados que existem sem necessitarem de aprovação dos críticos, nem sequer dos leitores. O prazer que retiramos da sua companhia é irresistível e constante.»
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Violência: Seis Reflexões Laterais", de Slavoj Žižek, analisa as raízes ocultas da violência moderna, distinguindo a violência visível (subjetiva) da violência sistêmica (objetiva/estrutural) inerente à linguagem, economia e política. O autor argumenta que a nossa obsessão com a violência direta encobre as causas estruturais que geram conflitos no capitalismo global.
Nº Páginas: 544
Sinopse:
«Apesar de curto, o período abrangido por este volume foi surpreendente. Não pelo que já se esperava, a mudança de século e de milénio, mas, evidentemente, por ra~zões inesperadas. Sejam acontecimentos graves à escala mundial, como os atentados terroristas de Nova Iorque de Setembro de 2001 e a chamada guerra do Iraque de 2003, sejam factos inéditos à nossa dimensão, como a fuga de António Guterres e a estranga demissão do Governo em resultado das eleições municipais. A destruição de Timor pelos indonésios e o seu renascimento independente cabem por inteiro neste período. Tal como a derrota das esquerdas (...) e a correspondente vitória das direitas. A entrada em vigor definitiva do euro foi igualmente facto relevante. Assim como, por razões negativas, a sucessão e a duração de processos judicionais de excepcional impacto na opinião pública (...)»
Nº Páginas: 324
Sinopse:
"Livre Mente" de Fernando Savater é uma coletânea de artigos que funcionam como um "diário intelectual, ético e político" do autor, reunindo textos publicados ao longo de quatro anos. A obra reflete sobre temas da atualidade, cultura, política e sociedade, marcando o pensamento de Savater no período pós-ditadura e no contexto contemporâneo.
Nº Páginas: 146
Sinopse:
"Os Tarahumaras" (ou Viagem ao País dos Tarahumaras), de Antonin Artaud, é uma obra que relata a experiência mística e antropológica do autor no México em 1936. Artaud descreve o povo Tarahumara e o seu ritual do peiote como uma forma de "teatro em estado puro" e magia, buscando uma revolução interior e a cura para a civilização ocidental decadente.
Nº Páginas: 210
Sinopse:
Em A Casa Eterna, a reconstituição quase detectivesca de uma estranha morte dá ensejo a curiosas mini-histórias e flagrantes caracterizações conotativas dos narradores. Ficava mal naquele papel de morte, de anjo transmigrador, pensava Álvaro, porém era preciso ali alguém que lhe desse a passagem, que soprasse depois sobre o seu rasto para que os grãos de terra novamente poisassem, alisados, sem máculas do tempo. E, de qualquer maneira, as mulheres que encontrara nunca tinham servido inteiramente, estoiravam com os frágeis tecidos de desgraça em que as queria envolver, levantavam-se, obscenas, com a sua saúde e as suas lavagens, a rir, conciliadas com os dias.
Nº Páginas: 260
Sinopse:
“neste O Amor É, com o imprescindível suporte da comunicadora Inês Meneses, o médico psiquiatra Júlio Machado Vaz, o grande desconstrutor dos tabus em torno da sexualidade em Portugal, conduz o leitor pelos temas que a todos nos interessam e apaixonam: as paixões adolescentes, os amores adiados, os eficazes e os impossíveis, o alargamento da adolescência, a nostalgia da paixão, a inversão dos estereótipos culturais, a obsessão pela infância e pela morte, a omnipotência do teclado, as coisas das quais queremos livrar-nos porque nos trazem recordações amargas, a culpa judaico-cristã dos que querem partir mas ficam, os homens sós que antes não cozinhavam e hoje cozinham, a apologia do engate, a monogamia, as implicações da internet nas relações amorosas, as pessoas certas e as pessoas erradas (que por vezes se buscam), as separações e os divórcios, a ligação com os filhos, as compensações, os equilíbrios e as asneiras, a maturidade sexual dos homens, a disfunção eréctil, o pecado de ser mulher, a homossexualidade hoje e na Roma Antiga, a coabitação que não garante o amor, a casa própria que não o nega, os lutos das relações passadas, entre muitos outros. Um livro imperdível, sobre muito do que o amor é.”
Nº Páginas: 230
Sinopse:
E de súbiro, nas noites da rádio, um programa falou de sexualidade de um modo terno e audacioso, rigoroso e divertido. E isso aconteceu tanto a propósito de um filme, da carta de um ouvinte, de um poema de Eugénio de Andrade ou de um romance de Kundera. Este livro recolhe uma série desses programas, acompanhada de novos textos do autor. Júlio Machado Vaz é psiquiatra e responsável pelo programa televisivo «Sexualidades».
Nº Páginas: 688
Sinopse:
UMA DAS OBRAS DE REFERÊNCIA SOBRE A 1.ª GUERRA MUNDIALEm 1914, a Europa mergulhava no primeiro ato de autossacrifício do século XX — a Grande Guerra, como ficou conhecida na altura. No seu centenário, Max Hastings explica simultaneamente como se desencadeou o conflito e o que aconteceu a milhões de homens e mulheres durante os primeiros meses da contenda. Desvenda ainda provas esmagadoras de que a Áustria e a Alemanha devem assumir as culpas principais pelo deflagrar da guerra. O que se seguiu foi uma tragédia de grandes proporções, com o autor a argumentar que era vital para a liberdade da Europa que a Alemanha do Kaiser fosse derrotada. A narração das primeiras batalhas irá surpreender aqueles que têm desta guerra uma simples imagem de lama, trincheiras e arame farpado.Hastings descreve em pormenor o dia mais sangrento de toda a guerra ocidental, 22 de agosto de 1914, quando pereceram 27 mil franceses, e relata as lutas brutais na Sérvia e na Prússia Oriental, onde, até ao Natal, alemães, austríacos, russos e sérvios infligiram entre si 3 milhões de baixas.O livro mostra o que aconteceu à Europa em 1914, através da abordagem detalhada mas acessível do historiador, que cruza testemunhos generais e estadistas, camponeses e donas de casa e soldados de sete nações. A sua narrativa desfaz mitos e fornece algumas opiniões surpreendentes e controversas. Um livro multipremiado, presente nas listas dos melhores do ano das mais prestigiadas publicações mundiais.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Quando os espetaculares avanços tecnológicos dos nossos dias nos facilitaram o acesso ao conhecimento como nunca antes, quando vivemos mais e melhor, quando o "terceiro mundo" se desenvolve... Quando, pela primeira vez, se poderia conduzir a humanidade a uma era de liberdade e progresso, o mundo parece seguir na direção oposta, rumo à destruição de tudo o que foi alcançado. Como chegámos aqui? Há alguns anos, Amin Maalouf disse que as nossas civilizações estão esgotadas e forneceu os motivos: desconfiança em relação ao "Outro", xenofobia, intolerância política e religiosa, populismo, individualismo e a insularidade do nacionalismo, racismo... Hoje em dia fala diretamente de "naufrágio iminente". Não há desejo de um passado melhor nas suas palavras, ele está apenas preocupado com o futuro desta "era desconcertante", o futuro das novas gerações, que possa desaparecer o que deu sentido à aventura humana. Tão-pouco se deixa levar pelo pessimismo ou prega o desânimo, apenas faz um apelo lúcido à responsabilidade coletiva, deixando a porta da esperança entreaberta para o mundo se reorientar, pois como escreveu: "Melhor enganar-se na esperança do que acertar no desespero". A América, embora ainda seja a única superpotência, está a perder toda a credibilidade moral. A Europa, que ofereceu ao seu povo e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e mais reconfortante do nosso tempo, está a fragmentar-se. O mundo árabe-muçulmano atravessa uma profunda crise que mergulha o seu povo no desespero e tem repercussões calamitosas em todo o mundo. Grandes nações "emergentes" ou "renascentes", como a China, a Índia ou a Rússia estão a surgir no cenário mundial num ambiente deletério, onde reina o cada um por si e a lei do mais forte. Uma nova corrida ao armamento parece inevitável. Sem mencionar as sérias ameaças (clima, meio ambiente, saúde) que estão a pesar no planeta e que só poderíamos enfrentar com uma solidariedade global que precisamente nos falta. Há mais de meio século que o autor observa o mundo e o percorre. Estava em Saigão no final da Guerra do Vietname, em Teerão durante o advento da República Islâmica. Neste livro poderoso e abrangente, faz de espectador engajado e pensador, misturando histórias e reflexões, às vezes contando grandes eventos de que foi uma das poucas testemunhas oculares, e depois elevando-se ao papel de historiador acima da sua própria experiência para nos explicar por que sucessivos desvios a humanidade passou para se encontrar assim no limiar do naufrágio.
