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Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 74
Sinopse: O que representa o dragão na mitologia chinesa O Dragão Chinês: Uma Enciclopédia tem como tema o «dragão» símbolo da nação, presente em toda a cultura tradicional chinesa , ajudando a desmitificar a imagem misteriosa do dragão e revelando os seus segredos sob todos os ângulos. Este livro começa por nos mostrar a origem do dragão, incluindo as suas espécies, linhagens e animais míticos relacionados, sem esquecer as lendas com mais de oito mil anos. Constrói-se, assim, um sistema de conhecimentos sobre o dragão que abrange a literatura, a história, a arquitectura, a arte, os festivais, o zodíaco ou o património cultural. Com conteúdo rigoroso, bem documentado e cuidadosamente seleccionado, O Dragão Chinês: Uma Enciclopédia concilia o encanto tradicional com o dinamismo moderno, mostrado através de ilustrações elegantes de cores suaves, e composições inovadoras e criativas. Esta é uma viagem encantada para quem deseje compreender o dragão, a cultura
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 592
Sinopse: Ao longo de mais de mil anos, Cristãos e Muçulmanos viveram lado a lado, às vezes em paz, às vezes em guerra. Quando os exércitos cristãos conquistaram Jerusalém em 1099, deram início ao período mais notório de conflito entre as duas religiões. Desde a prédica da Primeira Cruzada pelo papa Urbano II, em 1095, até à perda do último posto avançado cruzado no Levante em 1302-1303, e da tomada de Jerusalém em 1099 até à queda de Acre em 1291, este livro narra uma história banhada em sangue islâmico, cristão e judeu, povoada por personagens extraordinárias e caracterizada tanto por ambições modestas como por princípios elevados. As Cruzadas continuam a ser um grito de guerra até hoje, mas o seu papel no imaginário popular ignora a cooperação e a coexistência complexa que eram tão características desse tempo como era a guerra. Neste livro, Dan Jones apresenta os vários lados dessa história, traçando um caminho profundamente humano e assumidamente pluralista deste período da História.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Redescubra narrativas lendárias da mitologia antiga, centradas em histórias de mulheres, nesta ousada releitura feminista escrita pela especialista em estudos clássicos Mara Gold. Os rótulos atribuídos às mulheres da mitologia ecoam ao longo da História. Estes arquétipos, criados no Mundo Antigo, ainda hoje ressoam. Será que Circe era apenas uma sedutora? Seriam as Amazonas nada mais do que guerreiras sanguinárias? E seria realmente Atena o modelo de referência de que as mulheres da Antiguidade precisavam? Desde as histórias de deusas virgens como Ártemis, às representações contrastantes do dever conjugal em Clitemnestra e Penélope, e aos êxtases frenéticos das Ménades, de Equidna - a chamada mãe de todos os monstros - e da incompreendida Medusa, Mitos e Lendas da Antiguidade sem Homens revela um mundo em que as mulheres poderosas eram, simultaneamente, veneradas e temidas. Ricamente ilustrado e narrado com clareza e humor, este livro constitui uma leitura obrigatória para amantes de mitologia e para todos aqueles que queiram revisitar estas histórias sob uma nova perspetiva. Conheça as deusas, as guerreiras, as bruxas e os monstros que moldaram - e subverteram - a condição feminina desde os primórdios, descobrindo as verdadeiras histórias das mulheres da mitologia antiga e aquilo que elas nos podem ensinar sobre o que significa ser mulher atualmente. Porque estas mulheres nunca foram apenas personagens secundárias, está na altura de elas ocuparem o lugar que lhes é devido: o centro do palco.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Este livro reúne noventa e cinco artigos escritos por Javier Marías entre 3 de fevereiro de 2019 e 24 de janeiro de 2021. Javier Marías aborda com elegância, lucidez e por vezes também com exasperação alguns dos temas mais importantes da atualidade. Critica as arremetidas do politicamente correto contra a literatura e a liberdade de expressão, os atentados urbanísticos em Madrid ou Barcelona e verbera atitudes políticas e a hipocrisia tanto de partidos de esquerda como de direita.
Nº Páginas: 156
Sinopse:
A 21 de novembro de 2014, José Sócrates era detido no âmbito de uma investigação sobre corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Ao longo dos 10 meses em que esteve preso preventivamente na prisão de Évora, o ex-primeiro-ministro refletiu sobre o impacto da sua detenção na vida pessoal, mas também sobre os valores fundamentais num Estado de direito. Este livro é o fruto dessa reflexão. As comparações entre a operação marquês e a operação lava jato são inevitáveis. Na opinião do autor, a construção de biografias políticas a partir da justiça começa com discursos épicos e aventuras tumultuosas, mas, não raras vezes, termina na solidão do regresso ao real.
Nº Páginas: 341
Sinopse:
O deão dos historiadores da "Guerra Fria" apresenta-nos o relato definitivo do confronto global que dominou a segunda metade do século XX. Baseando-se em arquivos recentemente desclassificados e nas reminiscências dos principais atores, John Lewis Gaddis explica não apenas o que aconteceu, mas porque aconteceu — desde os meses em 1945 em que os Estados Unidos e a União Soviética passaram de aliados a antagonistas, até ao quase holocausto da Crise dos Mísseis Cubanos, passando pelas manobras de Nixon e de Mao, de Reagan e de Gorbachev. Brilhante, acessível, quase shakespearano, a "Guerra Fria" apresenta-se como a súmula da era que, mais do que qualquer outra, moldou o mundo em que vivemos.
Nº Páginas: 212
Sinopse:
A humanidade está a entrar numa fase inédita da sua evolução. Nunca como agora o seu passado lhe foi tão acessível, e nunca como agora o seu futuro foi tão insondável. Esta dupla mudança de perspetiva, com origem no início do século xxi, resulta ao mesmo tempo das revelações da paleogenética, da descoberta de novos fósseis e da revolução digital, num cenário de degradação do planeta e urbanização massiva. Conseguirá o Homo Sapiens adaptar-se às consequências fulgurantes do seu sucesso com 40 000 anos de história e à ampliação sem precedentes desse sucesso de há meio século para cá? Quanto mais bem-sucedida é uma espécie, mais a sua sobrevivência depende da forma como se adapta às consequências do seu sucesso. Ainda não há muito, várias espécies humanas habitavam a Terra, divididas em três grandes impérios: os Neandertais na Europa, os Denisovanos na Ásia e os Sapiens em África. Partilhavam técnicas e genes ? Hoje, a diversidade dos povos deve-se em parte aos genes perpetuados por múltiplas hibridações com espécies irmãs tão humanas como os Sapiens. Depois, populações de Sapiens mais recentes (a nossa espécie) partiram de África a pé e de barco à conquista do mundo, chegando à Austrália e às Américas, antes de expulsarem os Neandertais da Europa. É esta esplêndida aventura que é contada neste livro. Mas poderá a espantosa adaptabilidade dos homens valer-nos num mundo urbanizado, conectado, poluído e com os ecossistemas devastados? Eis a dimensão trágica desta história, porquanto o sucesso inigualável dos Sapiens tornou-o o único responsável pelo seu futuro: o Sapiens está só diante do Sapiens.
Nº Páginas: 294
Sinopse:
Uma biografia reveladora da primeira mulher negra a candidatar-se a vice-presidente dos Estados Unidos da América, descrevendo como a filha de dois imigrantes na Califórnia segregada se tornou um dos atores políticos mais poderosos do país e a mulher que subiu mais alto na política norte-americana. Há muito pouco de convencional em Kamala Harris, e, no entanto, a sua história representa o melhor da América. Filha de dois imigrantes, Kamala foi criada pela mãe, depois da separação do casal quando esta tinha apenas 5 anos. A mãe, uma investigadora de sucesso na área do cancro, emigrara da Índia aos dezanove anos em busca de uma melhor educação. O pai, professor de economia, viera da Jamaica. De ambos herdou o sentido de justiça social. Neste livro, o jornalista Dan Morain descreve a carreira de Harris desde que, enquanto procuradora do Ministério Público, teve de lidar com casos de abusos de crianças e homicídios, até à sua recente eleição. Morain conduz-nos através dos anos de Harris na Procuradoria Distrital de São Francisco, explora o seu audacioso apoio ao então desconhecido Barack Obama e mostra como teve de conquistar a pulso um lugar no Senado dos EUA. Sem omitir nada sobre o relacionamento de Kamala com Willie Brown, presidente da Assembleia do estado da Califórnia, trinta anos mais velho, Morain analisa o seu fracasso como candidata presidencial e a campanha de bastidores que empreendeu para conseguir o lugar de vice-presidente. Pelo caminho, pinta um quadro vívido dos seus valores e prioridades.
Nº Páginas: 544
Sinopse:
No Dia de Todos os Santos, em 1755, um sismo abalou a terra, desde o fundo do oceano Atlântico até às costas ibérica e africana. No caminho estava Lisboa, então uma das cidades mais ricas do mundo e capital de um vasto império. Em minutos, parte da cidade transformou-se em ruínas. Mas isto foi apenas o começo. Meia hora depois, um maremoto originado pelo terramoto atingiu o litoral português, provocando uma enchente no rio Tejo, arrastando milhares de pessoas para o mar. No final do dia, ondas gigantes haviam feito vítimas em quatro continentes. Completando a destruição, uma tempestade de fogo engoliu quase tudo o que restava da cidade, atingindo os sobreviventes com temperaturas que excederam os 1000ºC. As chamas prolongaram-se por várias semanas. Tendo por base novas fontes, as últimas descobertas científicas e um profundo conhecimento da história da Europa, Mark Molesky dá-nos um relato do Grande Desastre de Lisboa e do seu impacto no Ocidente, em que se inclui a descrição do primeiro movimento de ajuda humanitária mundial, do aparecimento de uma ditadura em Portugal (que, apesar de tudo, serviu para modernizar o país) e do efeito da catástrofe no Iluminismo europeu. Muito mais do que uma crónica sobre destruição, "O Abismo de Fogo" é um emocionante drama humano onde surgem personagens inesquecíveis, como o marquês de Pombal, que encontra no caos o caminho para o poder, ou Gabriel Malagrida, o carismático jesuíta que acabou por ser morto devido à sua interpretação do terramoto como castigo divino. "As batalhas perenes da humanidade entre a fé e a razão sempre foram postas à prova nos momentos de calamidade. O terramoto de 1755 foi o primeiro e mais dramático desses momentos na era moderna, e aguardava pacientemente o seu historiador. Tem finalmente, em Mark Molesky, o seu brilhante analista." "Simon Schama"
Nº Páginas: 224
Sinopse:
?«Possuo os gostos mais simples», comentou certa vez Oscar Wilde, «fico sempre satisfeito com o melhor.» Neste livro, os leitores irão encontrar uma selecção de comentários de Oscar Wilde sobre arte, natureza humana, moral, sociedade, política, história e vários outros temas. Epigramas, aforismos e citações — retirados das várias peças de Wilde, dos seus ensaios, romances e ainda de conversas, artigos e cartas — configuram um pensamento sofisticado sob uma aparência paradoxal, divertida ou provocadora. Como escreveu J. L. Borges: «Lendo e relendo Wilde ao longo dos anos, reparo num facto de que os seus admiradores não parecem sequer ter suspeitado: o facto comprovado e elementar de que Wilde quase sempre tem razão (…) Oscar Wilde é um desses escritores privilegiados que existem sem necessitarem de aprovação dos críticos, nem sequer dos leitores. O prazer que retiramos da sua companhia é irresistível e constante.»
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Violência: Seis Reflexões Laterais", de Slavoj Žižek, analisa as raízes ocultas da violência moderna, distinguindo a violência visível (subjetiva) da violência sistêmica (objetiva/estrutural) inerente à linguagem, economia e política. O autor argumenta que a nossa obsessão com a violência direta encobre as causas estruturais que geram conflitos no capitalismo global.
Nº Páginas: 544
Sinopse:
«Apesar de curto, o período abrangido por este volume foi surpreendente. Não pelo que já se esperava, a mudança de século e de milénio, mas, evidentemente, por ra~zões inesperadas. Sejam acontecimentos graves à escala mundial, como os atentados terroristas de Nova Iorque de Setembro de 2001 e a chamada guerra do Iraque de 2003, sejam factos inéditos à nossa dimensão, como a fuga de António Guterres e a estranga demissão do Governo em resultado das eleições municipais. A destruição de Timor pelos indonésios e o seu renascimento independente cabem por inteiro neste período. Tal como a derrota das esquerdas (...) e a correspondente vitória das direitas. A entrada em vigor definitiva do euro foi igualmente facto relevante. Assim como, por razões negativas, a sucessão e a duração de processos judicionais de excepcional impacto na opinião pública (...)»
Nº Páginas: 324
Sinopse:
"Livre Mente" de Fernando Savater é uma coletânea de artigos que funcionam como um "diário intelectual, ético e político" do autor, reunindo textos publicados ao longo de quatro anos. A obra reflete sobre temas da atualidade, cultura, política e sociedade, marcando o pensamento de Savater no período pós-ditadura e no contexto contemporâneo.
Nº Páginas: 146
Sinopse:
"Os Tarahumaras" (ou Viagem ao País dos Tarahumaras), de Antonin Artaud, é uma obra que relata a experiência mística e antropológica do autor no México em 1936. Artaud descreve o povo Tarahumara e o seu ritual do peiote como uma forma de "teatro em estado puro" e magia, buscando uma revolução interior e a cura para a civilização ocidental decadente.
Nº Páginas: 210
Sinopse:
Em A Casa Eterna, a reconstituição quase detectivesca de uma estranha morte dá ensejo a curiosas mini-histórias e flagrantes caracterizações conotativas dos narradores. Ficava mal naquele papel de morte, de anjo transmigrador, pensava Álvaro, porém era preciso ali alguém que lhe desse a passagem, que soprasse depois sobre o seu rasto para que os grãos de terra novamente poisassem, alisados, sem máculas do tempo. E, de qualquer maneira, as mulheres que encontrara nunca tinham servido inteiramente, estoiravam com os frágeis tecidos de desgraça em que as queria envolver, levantavam-se, obscenas, com a sua saúde e as suas lavagens, a rir, conciliadas com os dias.
Nº Páginas: 260
Sinopse:
“neste O Amor É, com o imprescindível suporte da comunicadora Inês Meneses, o médico psiquiatra Júlio Machado Vaz, o grande desconstrutor dos tabus em torno da sexualidade em Portugal, conduz o leitor pelos temas que a todos nos interessam e apaixonam: as paixões adolescentes, os amores adiados, os eficazes e os impossíveis, o alargamento da adolescência, a nostalgia da paixão, a inversão dos estereótipos culturais, a obsessão pela infância e pela morte, a omnipotência do teclado, as coisas das quais queremos livrar-nos porque nos trazem recordações amargas, a culpa judaico-cristã dos que querem partir mas ficam, os homens sós que antes não cozinhavam e hoje cozinham, a apologia do engate, a monogamia, as implicações da internet nas relações amorosas, as pessoas certas e as pessoas erradas (que por vezes se buscam), as separações e os divórcios, a ligação com os filhos, as compensações, os equilíbrios e as asneiras, a maturidade sexual dos homens, a disfunção eréctil, o pecado de ser mulher, a homossexualidade hoje e na Roma Antiga, a coabitação que não garante o amor, a casa própria que não o nega, os lutos das relações passadas, entre muitos outros. Um livro imperdível, sobre muito do que o amor é.”
Nº Páginas: 230
Sinopse:
E de súbiro, nas noites da rádio, um programa falou de sexualidade de um modo terno e audacioso, rigoroso e divertido. E isso aconteceu tanto a propósito de um filme, da carta de um ouvinte, de um poema de Eugénio de Andrade ou de um romance de Kundera. Este livro recolhe uma série desses programas, acompanhada de novos textos do autor. Júlio Machado Vaz é psiquiatra e responsável pelo programa televisivo «Sexualidades».
Nº Páginas: 688
Sinopse:
UMA DAS OBRAS DE REFERÊNCIA SOBRE A 1.ª GUERRA MUNDIALEm 1914, a Europa mergulhava no primeiro ato de autossacrifício do século XX — a Grande Guerra, como ficou conhecida na altura. No seu centenário, Max Hastings explica simultaneamente como se desencadeou o conflito e o que aconteceu a milhões de homens e mulheres durante os primeiros meses da contenda. Desvenda ainda provas esmagadoras de que a Áustria e a Alemanha devem assumir as culpas principais pelo deflagrar da guerra. O que se seguiu foi uma tragédia de grandes proporções, com o autor a argumentar que era vital para a liberdade da Europa que a Alemanha do Kaiser fosse derrotada. A narração das primeiras batalhas irá surpreender aqueles que têm desta guerra uma simples imagem de lama, trincheiras e arame farpado.Hastings descreve em pormenor o dia mais sangrento de toda a guerra ocidental, 22 de agosto de 1914, quando pereceram 27 mil franceses, e relata as lutas brutais na Sérvia e na Prússia Oriental, onde, até ao Natal, alemães, austríacos, russos e sérvios infligiram entre si 3 milhões de baixas.O livro mostra o que aconteceu à Europa em 1914, através da abordagem detalhada mas acessível do historiador, que cruza testemunhos generais e estadistas, camponeses e donas de casa e soldados de sete nações. A sua narrativa desfaz mitos e fornece algumas opiniões surpreendentes e controversas. Um livro multipremiado, presente nas listas dos melhores do ano das mais prestigiadas publicações mundiais.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Quando os espetaculares avanços tecnológicos dos nossos dias nos facilitaram o acesso ao conhecimento como nunca antes, quando vivemos mais e melhor, quando o "terceiro mundo" se desenvolve... Quando, pela primeira vez, se poderia conduzir a humanidade a uma era de liberdade e progresso, o mundo parece seguir na direção oposta, rumo à destruição de tudo o que foi alcançado. Como chegámos aqui? Há alguns anos, Amin Maalouf disse que as nossas civilizações estão esgotadas e forneceu os motivos: desconfiança em relação ao "Outro", xenofobia, intolerância política e religiosa, populismo, individualismo e a insularidade do nacionalismo, racismo... Hoje em dia fala diretamente de "naufrágio iminente". Não há desejo de um passado melhor nas suas palavras, ele está apenas preocupado com o futuro desta "era desconcertante", o futuro das novas gerações, que possa desaparecer o que deu sentido à aventura humana. Tão-pouco se deixa levar pelo pessimismo ou prega o desânimo, apenas faz um apelo lúcido à responsabilidade coletiva, deixando a porta da esperança entreaberta para o mundo se reorientar, pois como escreveu: "Melhor enganar-se na esperança do que acertar no desespero". A América, embora ainda seja a única superpotência, está a perder toda a credibilidade moral. A Europa, que ofereceu ao seu povo e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e mais reconfortante do nosso tempo, está a fragmentar-se. O mundo árabe-muçulmano atravessa uma profunda crise que mergulha o seu povo no desespero e tem repercussões calamitosas em todo o mundo. Grandes nações "emergentes" ou "renascentes", como a China, a Índia ou a Rússia estão a surgir no cenário mundial num ambiente deletério, onde reina o cada um por si e a lei do mais forte. Uma nova corrida ao armamento parece inevitável. Sem mencionar as sérias ameaças (clima, meio ambiente, saúde) que estão a pesar no planeta e que só poderíamos enfrentar com uma solidariedade global que precisamente nos falta. Há mais de meio século que o autor observa o mundo e o percorre. Estava em Saigão no final da Guerra do Vietname, em Teerão durante o advento da República Islâmica. Neste livro poderoso e abrangente, faz de espectador engajado e pensador, misturando histórias e reflexões, às vezes contando grandes eventos de que foi uma das poucas testemunhas oculares, e depois elevando-se ao papel de historiador acima da sua própria experiência para nos explicar por que sucessivos desvios a humanidade passou para se encontrar assim no limiar do naufrágio.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Porque estamos aqui?O que ocorre após a morte? Por que razão alguns indivíduos sofrem mais do que outros durante a vida? Milhares de milhões de pessoas em todo o mundo encontram respostas a essas perguntas na religião. Mas quais são as ideias que sustentam tais convicções e como se desenvolveram ao longo dos séculos?Numa linguagem simples e acessível, "O Livro das Religiões" traz explicações breves mas precisas sobre os diversos tipos de fé, esquemas que explicam conceitos essenciais e ilustrações espirituosas que desafiam a nossa compreensão sobre o tema. Seja qual for o seu entendimento sobre a diversidade das religiões e das noções que as unem, neste livro encontrará informações intrigantes que esclarecerão as suas dúvidas mais profundas.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Poderá um enfarte do miocárdio seguido de paragem cardíaca e intervenção cirúrgica de urgência, ser narrado, ao mesmo tempo, com objectividade médica e na perspectiva intimista do doente, conservando ainda espaço para uma descrição irónica das atribulações passadas nos serviços de saúde? Escrita por um médico, "Coração Independente" é uma absorvente crónica de um ataque cardíaco, narrada na primeira pessoa e iluminada pela celebração da vida que a doença pode revelar. Nascido no Porto em 1953, Pedro Serrano é médico, especialista em Saúde Pública, área em que tem publicado vários trabalhos de investigação, alguns dos quais premiados. Na Relógio D’Água (colecção Ciência) publicou, em 1996, "Redacção e Apresentação de Trabalhos Científicos", livro adoptado desde então como texto de referência por várias instituições universitárias e de formação pós-graduada. Em 1997 a Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos atribuiu-lhe o prémio "Revelação Ficção" pelo livro Discreta Serenata Rural. Em 1998 a sua colectânea de poemas Por Atalho Foi-se recebeu o prémio "Revelação Poesia" da mesma Sociedade.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Os acontecimentos que levaram Voltaire a escrever o seu "Tratado Sobre a Tolerância" poderiam ter passado quase despercebidos aos seus contemporâneos. Tratava-se de um abuso judicial de uma extrema crueldade, mas nada de muito estranho aos hábitos da monarquia absoluta do Século das Luzes. Há um jovem huguenote que se suicida e uma multidão que se dispõe a linchar o pai, que acusa de ter assassinado o filho porque este se tornara católico. Não há provas nem indícios nesse sentido. Pelo contrário, Jean Calas é considerado um bom pai e tolerante em relação à orientação religiosa do filho. Mas o poder judicial cede ao fanatismo popular e Jean Calas é executado. O génio de Voltaire consegue extrair do episódio ilações cuja validade permanece até aos nossos dias.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Oliver Sacks é conhecido como um explorador da mente humana. No entanto, é também membro da American Fern Society, revelando desde a sua infância fascínio por estas plantas primitivas e pela sua adaptação a climas distintos. Em "Diário de Oaxaca", Sacks conta-nos a viagem que realizou com alguns colegas desta sociedade a Oaxaca, uma província no México.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
O que há de novo sobre a forma como os jovens comunicam através de plataformas como o Facebook, Twitter ou Instagram? De que modo as redes sociais afectam a sua qualidade de vida?Neste livro a especialista em cultura jovem e tecnologias Danah Boyd desmistifica os principais mitos relativos ao uso das redes sociais pelos jovens.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
O Ocidente está a presenciar uma enorme reviravolta política. Como que da noite para o dia, episódios como o Brexit, a vitória de Donald J. Trump ou o crescimento da direita francesa parecem comprovar que o populismo não é um fenómeno do passado. Pelo contrário, urge compreender todas as suas facetas, desde as raízes no século XIX às novas ocorrências que testemunhamos todos os dias. O populismo, transversal à esquerda e à direita, caracteriza-se pela preponderância do povo contra o status quo, pela escolha de temas em que há um forte consenso entre as elites, como a imigração e o aquecimento global, e alimenta-se de um descontentamento geral e indefinido que se impõe cada vez mais. "A Explosão do Populismo", descrito pelo New York Times como um livro fundamental para conhecer as linhas condutoras deste fenómeno sociopolítico global, é fruto da profunda investigação de John B. Judis, um dos politólogos norte-americanos mais influentes da atualidade.
Nº Páginas: 388
Sinopse:
O jornalista Carlos Vaz Marques tem de há uns anos a esta parte vindo a fazer um programa diário, de segunda a sexta-feira, ao final da tarde (com repetição à 1 da madrugada), de entrevistas a cantores, cineastas, escritores, coreógrafos, actores, encenadores, enfim, gente ligada à arte os às ciências, com quem conversa durante cerca de meia hora. Certamente já ouviu algumas destas entrevistas no regresso a casa, ou pela noite dentro. Também poderá ter perdido algumas. Felizmente, CVM reúne agora em livro uma selecção dessas entrevistas a "gente que fala sem cartilha". Gente como os cantores Adriana Calcanhotto ou Caetano Veloso, os escritores como Salman Rushdie ou Vargas Llosa, entre muitos. Uma óptima forma de compreender o mundo que nos rodeia, através de conversas muito vivas e agradáveis. O prefácio é de Pedro Rolo Duarte.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Noam Chomsky empreende uma incisiva e profunda análise à influência atual dos centros de poder. Focando-se em particular no papel dos Estados Unidos da América, bem como da China, Estados do Médio Oriente e da Europa, Chomsky mais do que limitar-se a analisar a conjuntura mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial, mostra como se distribuem os poderes no mundo, expondo-os do ponto de vista político, económico e militar. Impetuoso, claro, arrebatador e meticulosamente bem documentado, este livro proporciona um entendimento indispensável aos temas centrais do nosso tempo.
Nº Páginas: 397
Sinopse:
Nick Cave é um dos mais influentes cantores e compositores de letras da era do pós-punk. Como vocalista de grupos, The Birthday Party e, desde 1983, The Bad Seeds, Nick Cave conseguiu criar visões obsessivas e líricas à margem dos gostos ou modas dominantes. Trabalhando com um grupo de músicos altamente inovadores, Cave esforçou-se cons-tantemente por criar músicas de expressão livre numa indústria preocupada com a conformidade. Mas Nick Cave nunca se quis restringir aos limites da música popular. As suas outras criações incluiram o romance — And the Ass saw the Angel — e colaborações com realizadores como Wim Wenders e John Hillcoat. Em Bad Seed, Ian Johnston oferece-nos uma visão do percurso de Nick Cave. Com entrevistas exclusivas e extensas dos seus companheiros músicos, amigos e colegas, entre eles Blixa Bargeld (Einsturzende Neubauten), Lydia Lunch e Shane MacGowan (The Pogues), Johnston dá-nos um retrato de um artista errante cujas canções, segundo a Rolling Stone, possuem a "autoridade da mais primordial espécie de mito".
