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Nº Páginas: 96
Sinopse:
Tendo como temática principal a nostalgia da "criança em ruínas", a obra reúne vários poemas de diferentes fases da vida do autor. A melancolia, os cenários de dor, os problemas existenciais e as inquietações estão presentes na maioria dos textos. A exorcização dos males do poeta surge precisamente pela escrita, pois o poema é "o último esconderijo da pureza". O mundo poético surge aqui definido como sendo aquele em que o poeta é o "imigrante dentro de uma estrela, de um parágrafo".
Nº Páginas: 88
Sinopse:
Nuno Júdice é hoje uma das vozes mais valorizadas e singulares da literatura contemporânea, pela sua permanente luta contra o indizível da palavra e da poesia.O mistério, a criação e a revelação do absoluto e do sagrado são explorados por Júdice nessa tão sua tentativa de modelar nas formas que a língua lhe colocou à disposição ou na "liberdade" que a linguagem lhe permite e "autoriza".
Nº Páginas: 142
Sinopse:
Eis a história de um artista que é capaz de criar vida, e não só arte. E que obedece a uma exigência de comunicação excessiva, louca, radical. Tudo escrito de uma forma límpida, fluida, capaz de tornar presentes os olhos do leitor. De facto, esta é uma versão ficcional que Sá-Carneiro nos oferece da feérie expressionista da sua poesia. E que, publicada em 1914, fica como a obra-prima da narrativa do tempo de Orpheu, ou até de todo o Modernismo português.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
A 20 de janeiro de 2021, Amanda Gorman tornou-se a sexta e mais jovem poeta a ler um poema na tomada de posse presidencial. Depois do discurso do 46.º presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, Amanda subiu ao palco e conquistou o país e o mundo. "A Colina Que Subimos - Um poema inaugural" pode agora ser lido e partilhado nesta edição bilingue, com tradução de Carla Fernandes. Um livro para oferecer, ler e reler, que celebra a promessa da América e afirma o poder da poesia.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
O conteúdo desta edição em língua portuguesa compreende duas obras de Tagore: "Stray Birds" (Pássaros Perdidos) e "Fireflies" (Pirilampos), que têm em comum o facto de estarem escritas num estilo literário que se expressa servindo-se de um número reduzido de palavras. Estamos, assim, no campo do aforismo, da epígrafe, do poema breve. A atmosfera onde este exercício literário se passa tem a ver com a natureza da acção do indivíduo neste mundo, sendo essa acção, na sua relação com o que está mais além da matéria, encarada segundo uma perspectiva unificada e unificadora suportada pelos pilares da paz, justiça e liberdade. Para falar das várias faces dessa relação, o autor vai servir-se da perene e humilde sabedoria, da frase simples mas profunda, da poesia rarefeita, do vulnerável silêncio, que às vezes se pressente espreitando por detrás do verbal e do escrito.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 120
Sinopse: O livro Borbolet(r)as e suas Metá(foras)morfoses procura explorar a metamorfose do existencialismo pelas asas da imaginação. Nele figuram várias personagens ou eus poéticos, surgindo em diálogos, monólogos e interpelações dirigidas a um colectivo imaginado. Em diferentes camadas temáticas convivem elementos naturais carvalhos (Quercus), insectos, animais, rios, etc. que compõem o cenário simbólico onde a principal vocalização se dirige à Borbolet(r)a. Trata-se de uma voz poética situada no limiar: entre a dor e o esplendor, entre a queda e o voar, entre a pergunta e a epifania, resultando em 71 textos poéticos profundamente espirituais, meditativos ou simbólicos, com imagens que remetem para a natureza, o inconsciente ou o sagrado.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Uma das principais peças de Molière, que denuncia a hipocrisia da sociedade e dos costumes da época sob o mote «castigat ridendo moris» («rindo se criticam os costumes»). O Misantropo, comédia em verso e em cinco atos, foi representada pela primeira vez em 1666. Alceste é o misantropo, ou, como o subtítulo desaparecido da peça indicava, o «atrabiliário amoroso». Odeia a sociedade do seu tempo e rejeita por completo todas as suas convenções - que considera hipócritas e cobardes -, o que faz com que viva tomado por um profundo pessimismo e se subtraia cada vez mais ao convívio humano, mesmo ao dos amigos. Porém, Alceste ama a jovem viúva Celimena, figura mundana, independente e galante, que quer viver a sua juventude e se recusa a segui-lo para uma vida de isolamento. Mas esta paixão - que se deixa ditar pelo desejo - compromete e perverte o equilíbrio da moral de Alceste, que prefere a coquette à prima dela, a sincera Eliante.
Nº Páginas: 704
Sinopse:
Agora na sua 5.ª edição, com renovada capa, "O Medo" reúne toda a poesia de Al Berto. encosta-te à parede deixa o fluxo da dor circular por dentro das imagens febris — agarra o feixe de cordas de ar — vai pelo rastro das etéreas aves — chama-as ao jardim imaginado e dá-lhes a beber as visões de cinza quente chama a noite e lança dentro dela a águia dos mares — a flor escura do sangue transforma-a em navio rompendo a bruma deste inverno sem memória deixa o corpo viajar no desalento essa fonte do inesgotável canto — melancolia que os remédios não curam encosta-te à parede escuta a inesperada mudez do talento
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Chama-se "Livro de Horas" aos breviários (livro de orações usado pelos sacerdotes) destinados a leigos, contendo orações para determinados momentos do dia, como é notório, em registo poético, no primeiro livro deste volume de Rilke. Foram amplamente difundidos do século XII ao XVI e ainda hoje são conhecidos os livros de horas franceses especialmente ilustrados e ricamente adornados. Os outros dois livros deste volume do Autor apontam para a vida como peregrinação, enfrentando adversidades como a pobreza e a morte. [...] "O Livro de Horas" não só está na base da fama de Rilke enquanto poeta - foi o primeiro dos seus livros que se tornou muito conhecido - mas também marcou uma época na sua Obra. É o primeiro ciclo poético verdadeiramente acabado: não só por ter surgido de um triplo impulso inspirador investido de uma validade imediata, de tal modo que até a sequência da escrita pôde ser mantida como princípio ordenador, mas sobretudo porque no seu inventário de motivos, nas suas imagens e mitos, na sua estrutura formal e na sua fisionomia estilística projecta um modelo de mundo poético coeso. Deste modo alcançou o seu objectivo de «encontrar imagens para as minhas transformações» (SW III 699). Por isso "O Livro de Horas" marca o começo da sua obra poética da maturidade. [do Prefácio de Maria Teresa Dias Furtado]
Nº Páginas: 168
Sinopse:
Com o fim do romantismo e o início do realismo, Cesário Verde, dividido entre o comércio e a literatura, publica os seus versos em jornais. Só em 1887, já postumamente, é publicado o seu primeiro livro: O Livro de Cesário Verde. Muito influenciado por Charles Baudelaire, o poeta cria um estilo próprio e encontra em Lisboa, caótica e sinistra, a sua grande personagem. Afinal, há poesia no real, no concreto, nos objectos banais, nos gestos, no dia-a-dia. Desfilam novas personagens, que já não musas, mas engomadeiras, varinas e operários. Paralelamente ao binómio cidade-campo, surge a figura feminina, a da mulher citadina, frívola e calculista em confronto com a mulher campestre, doce e pura. Cesário Verde é um dos precursores do modernismo em Portugal. Inventa uma nova poesia quer na forma quer no conteúdo. É um discurso poético de ruptura. O poeta, muito atento ao pormenor, capta as impressões e invoca a realidade. É a poesia do quotidiano, dos sentidos. Outrora desprezado e ostracizado, o reconhecimento do seu valor literário só chega com a geração de Orpheu. Fernando Pessoa chama-lhe "mestre". É hoje reconhecido como um génio pelas suas composições, como "O sentimento dum ocidental", "Num bairro moderno", "Nós". Aceitemos o convite de Mário Cesariny e vamos "todos para casa ler Cesário Verde / que ainda há passeios ainda há poetas cá no país!" ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória · Obra poética integral de Cesário Verde · "Senhor Verde: empregado de comércio ou poeta?"
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Leitura recomendada para o 8.º ano de escolaridade. Em" O Livro de Cesário Verde" encontramos um dos universos poéticos mais estimulantes e complexos de toda a literatura portuguesa. A multiplicidade de influências que nele se cruzam não impede a sua afirmação como momento inaugural de um discurso poético de rutura, já verdadeiramente moderno. O carácter inovador desta poesia de finais de Oitocentos congrega pistas estéticas várias, que foram posteriormente trilhadas pela poesia portuguesa dos finais do século XIX e da primeira metade do século XX, revelando todas as suas potencialidades expressivas. Contrastando com a receção obtida aquando da sua publicação dispersa em vários jornais e revistas, o reconhecimento da importância desta obra na poesia portuguesa é atualmente unânime.
Nº Páginas: 104
Sinopse:
Ficcionista com uma carreira invulgar, reconhecida em Portugal e no estrangeiro, Lídia Jorge tem vindo a escrever poesia desde há muito tempo, porém não tinha publicado qualquer livro até ao presente. Desse vasto conjunto, a escritora seleccionou 50 poemas, os quais agrupou nas cinco partes em que se divide este "O Livro das Tréguas": "Com a Origem", "Com os Preceitos", "Com os Factos", "Com as Fábulas", "Com o Tempo". Escritos em datas diferentes, e em resultado de diferentes estados de espírito, foram aqui reunidos com uma unidade cronológica que corresponde, no dizer da própria Lídia Jorge, a "uma espécie de autobiografia consentida". Uma leitura do tempo e da vida, do início, dos percursos, dos limites e do futuro. Poesia de grande qualidade que revela uma nova voz poética e confirma uma enorme escritora
Nº Páginas: 64
Sinopse:
DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS três coisas não deves ignorar: o caminho das águias no céu o rasto dos répteis nos rochedos a distância entre mim e ti
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Nuno Júdice é hoje uma das vozes mais valorizadas e singulares da literatura contemporânea, pela sua permanente luta contra o indizível da palavra e da poesia. O mistério, a criação e a revelação do absoluto e do sagrado são explorados por Júdice nessa tão sua tentativa de modelar nas formas que a língua lhe colocou à disposição ou na "liberdade" que a linguagem lhe permite e "autoriza".Distinguido com os mais importantes prémios de poesia portugueses, entre eles, o Pen Clube (1985), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus, (1990), e o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1994).Em 2013 recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.
Nº Páginas: 424
Sinopse:
O poema haiku não inferioriza nem zomba, não se serve do intelecto, valoriza as coisas pequenas, valendo-se da surpresa e de um reduzido vocabulário, começa ainda antes da primeira letra da primeira estrofe e acaba muito depois da última sílaba da terceira estrofe. É poesia despersonalizada, já quase fora da linguagem comum, nasce no silêncio, atravessa, como um relâmpago, o olhar do contemplador e regressa ao silêncio; e enquanto existiu pareceu durar o tempo de um movimento respiratório. Resultante em grande parte da contemplação da beleza e comportamentos da natureza, este estilo poético assume-se como fenómeno que transcende o pessoal, é puro presente, é um momento suspenso, eterno em si mas que não volta a acontecer. Nele, desaparece a separação observador/observado, para dar lugar à ausência de ego, à manifestação do sublime. No final da breve leitura do poema, o leitor arrisca-se a ser percorrido por um calafrio que não poupará nenhuma célula do seu corpo; talvez o seu olhar se semicerre e se suspenda no seio de um horizonte para além do horizonte visível; talvez assome ao canto dos seus lábios o movimento de um sorriso somenteperceptível pelo olhar puro das crianças e dos animais. imóvel contemplo a lua e os outros pensam que sou cego
Nº Páginas: 56
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para a Formação de Adultos como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1961, encontramos neste livro uma expressiva influência que sobre ele teve João Cabral de Melo Neto, um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos e outra das vozes maiores da língua portuguesa. No prefácio de Rosa Maria Martelo a esta edição podemos ler que "[…] O Cristo Cigano é um livro absolutamente singular no conjunto da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, ao que não será alheio o facto de ter sido escrito sob o signo do encontro da autora com um poeta que também tinha a paixão da geometria e do concreto e a mesma solidariedade com o sofrimento humano." O AMOR Não há para mim outro amor nem tardes limpas A minha própria vida a desertei Só existe o teu rosto geometria Clara que sem descanso esculpirei. E noite onde sem fim me afundarei.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Nuno Júdice é hoje uma das vozes mais valorizadas e singulares da literatura contemporânea, pela sua permanente luta contra o indizível da palavra e da poesia. O mistério, a criação e a revelação do absoluto e do sagrado são explorados por Júdice nessa tão sua tentativa de modelar nas formas que a língua lhe colocou à disposição ou na "liberdade" que a linguagem lhe permite e "autoriza".
Nº Páginas: 72
Sinopse:
?- Não achas que podem ficar tristes, esses pirilampos dentro de uma gaiola que fica dentro do teu quintal? - Se estivessem tristes, acho que não brilhavam assim. - E se estiverem a brilhar de tristeza? - perguntou o Avô. - Não tinha pensado nisso. Perto da Floresta Grande vive um menino e o seu Avô. O menino gosta de cientistar coisas: Já inventou um aumentador de caminhos e um convidador de pirilampos. Fala em código Morse com eles.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
"Breviário de uma geração, O Canto e as Armas articula paciente, mas indesistivelmente, aquilo que o autor segreda ao ouvido de uma mítica destinatária, a quem interpela como "Penélope que bordas de saudade", e no "amor em que me prendes", e que "é Liberdade", "palavra clandestina em Portugal / que se escreve em todas as harpas do vento." Contrapondo a incandescência das "armas" a uma outra, e porventura utópica, a do "canto", esta voz remete-nos a um destino hegemónico que consagra os artefactos da alta poesia, os quais, publicados e apreendidos pela censura, mas circulando em cópias manuscritas e dactilografadas, e novamente apreendidas, e novamente publicadas, duram como se verifica quatro décadas mais tarde. Eis pois o que erige um poeta, e o que o assinala, para além de quanto ele for, e de quanto quiser assinalar. Calem-se definitivamente, ou quase, as armas multímodas, e até as que se guardarem no avesso do gabão para surgirem em solertes assaltos. Só nesse instante o canto, o de Manuel Alegre, e o nosso através dele, poderá escutar-se em perfeita serenidade." (do Prefácio de Mário Cláudio)
Nº Páginas: 138
Sinopse:
Com 22 desenhos de João Cutileiro e versão portuguesa de Eugénia de Vasconcellos, este é um livro de poemas eróticos, mas é mais do que um livro de poemas eróticos. Por causa deste livro, "O Bordel das Musas ou as nove donzelas putas", o seu autor, Claude Le Petit, foi queimado na fogueira, em Paris, no século XVII. À escandalosa ousadia e irreverências dos poemas, esta edição junta 22 desenhos originais do escultor João Cutileiro, feitos expressamente para este livro. Esta é uma edição bilingue. Os poemas de Claude Le Petit são publicados no francês original e na versão portuguesa de um poeta, Eugénia de Vasconcellos. Esta é uma edição única, com grande valor para coleccionadores e bibliófilos.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"As palavras não fazem o homem compreender, é preciso fazer-se homem para entender as palavras." Poema Zen, in O Bebedor Nocturno "Desde os anos 60 que se torna evidente o interesse de Herberto Helder por textos oriundos de determinadas culturas que vieram a sofrer grandes mutações, ou de culturas locais, primitivas e anónimas, e que vieram a ser objecto de colonização. Textos, portanto, onde a tradição está sempre presente e é particularmente preservada, mas também ameaçada. São poemas do Antigo Egipto, da Grécia, poemas Zen, arábico-andaluzes, poesia mexicana do ciclo nauatle, poemas esquimós, indochineses, mas também todo um ciclo de textos sagrados como os Salmos do Velho Testamento ou o Cântico dos Cânticos. Os mais recentes livros mostram o mesmo critério, embora o alarguem substancialmente: os textos vêm-nos da Índia, da Austrália, de África e das Américas. A maioria são textos maias e astecas e textos da tradição oral dos diferentes índios da América do Norte, Central e do Sul, como os Navajos e Comanches ou, no Brasil, os Caxinauás e os Guaranis. […] O interesse de Herberto Helder por estas tradições primitivas, não europeias, advém da maneira peculiar como também ele olha o mundo, nele se insere e convive com a linguagem. Nessas tradições, ele encontra a mesma linguagem ritualística, uma vontade de expressão simbólica semelhante e os mesmos valores humanos inseridos numa cosmogonia poética; também a unidade original de todos os elementos da natureza e a ideia de uma metamorfose contínua (nomeadamente por acção do fogo, através de todas as suas manifestações), assim como a imagem do poeta como mago, possuído por uma força animista da linguagem. Todos estes aspectos estão presentes tanto nos textos a traduzir como na poesia própria." Maria Etelvina Santos
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Causa certa estranheza a ideia de que um banqueiro possa ser anarquista, imaginando-se talvez que seja um anarquista não praticante, ou que o seja na teoria, mas não na prática. O banqueiro retratado por Pessoa, contudo, considera toda a sua vida exemplificativa do verdadeiro anarquismo descrevendo como, desde jovem, foi resolvendo diversas contradições e dúvidas até chegar à "técnica do anarquista". Concluirá o banqueiro que todos devem trabalhar para um mesmo fim, mas separados, de forma a não sucumbirem à pressão social, podendo tornar-se livres do dinheiro, da sua influência e força, através da aquisição da maior soma possível. O Banqueiro Anarquista, conto de uma actualidade surpreendente, publicado no n.º 1 da revista Contemporânea, tem conhecido um conjunto apreciável de edições e reedições ao longo dos últimos setenta anos, orgulhando-se a Assírio e Alvim da presente edição, organizada por Manuela Parreira da Silva, na qual se apresenta o texto de 1922, inserindo-se em apêndice os rascunhos deixados por Pessoa, de forma a que o leitor possa conhecer o texto na íntegra.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
"A poesia de Adonis tem a força expressiva que pude admirar nas leituras que o ouvi fazer dos seus poemas, mas se esse aspecto associado à vertente oral da poesia árabe se perde inevitavelmente em qualquer tradução, o que permanece é o pensamento que nela se transmite e também uma forma por vezes narrativa, decorrente da sua inscrição quer na linha ocidental que vem de Baudelaire a Perse, por um lado, e de Rimbaud ao surrealismo, por outro lado, quer numa corrente esotérica que o leva a interrogar a própria língua e os conceitos profundos do ser humano." (da introdução de Nuno Júdice) Adonis foi o principal renovador da poesia árabe e é, ainda hoje, uma das vozes fundamentais dessa cultura, na qual se destaca pela constante insubmissão à dominante religiosa. Na sua poesia, mais do que a polifonia das várias vozes, encontramos o politeísmo das múltiplas verdades. Contra a certeza de um Deus, a verdade plural das musas. Não por acaso, adoptou o nome de um deus pagão para assinar seus poemas. Não se trata somente de um posicionamento poético, mas, sobretudo, político.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"O Anjo Mudo" reúne quase todos os textos do autor publicados em revistas, catálogos de exposições de pintura e de fotografia, e ainda alguns inéditos - assim como uma boa parte dos textos que foram lidos em público e agora, pela primeira vez, se publicam. O arrumo dos textos não teve em conta nenhuma cronologia; e, nalguns casos, não surgem aqui no grupo a que inicialmente pertenciam.
Nº Páginas: 104
Sinopse:
A "Noção de Poema" e "Crítica Doméstica dos Paralelepípedos", os primeiros livros de Nuno Júdice, foram publicados na colecção "Cadernos de Poesia" da Dom Quixote em Março de 1972 e em Junho de 1973, respectivamente. Nestas obras o jovem poeta, estudante de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, afirmou-se como uma voz singular de grande qualidade, antevendo o sucesso que tem sido a sua carreira literária.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Estes poemas datam de 1945 e 46. Foram os primeiros escritos e os últimos incluídos na presente edição de "Obras de Cesariny". "Era no tempo da busca de uma voz", explicou-nos Cesariny. "Sabia que queria cantar. Não sabia o quê. Mas queria cantar, encontrar uma voz..." Será o primeiro livro em que procurava o tom exacto para cantar, e as conotações musicais não serão por acaso. Mas é, principalmente, o livro mais divertido e "impiedoso" de Cesariny.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1954, na Guimarães Editores, "No Tempo Dividido" é o quarto livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen. Foi publicado em conjunto com "Mar Novo" nas Edições Salamandra, em 1985, por se considerar que ambos os livros pertencem ao mesmo ciclo poético. Não obstante, foi posteriormente reeditado em volume autónomo, na Caminho, em 2003. A presente edição, a 5.ª, mantém essa opção acrescentando um magnífico prefácio de Federico Bertolazzi. É mantida a antiga grafia.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
No preâmbulo a uma entrevista feita a Daniel Jonas, publicada no suplemento Ípsilon do jornal Público a 08.01.2014, escrevia António Guerreiro que "[¿] a poesia de Daniel Jonas atravessa tempos diversos: o clássico, o romântico, o moderno, numa apoteose de rastos e linhagens que comparecem subtilmente. Nela encontramos, no mais alto grau, a ideia da linguagem poética como concentração e densidade. Ela é hábil nos jogos retóricos e de palavras, mas nunca deixa que isso se torne um exercício fútil e gratuito." Tudo isto é confirmado por "Nó", um livro de sonetos e o primeiro de Daniel Jonas a ser publicado pela Assírio & Alvim. Do ventre da baleia ergui meu grito: Senhor! (dizer teu nome só é bom), Em fé, em fé o digo, mesmo com Um coração pesado e contrito Que és de tudo verdade e não mito, O coração do amor, de todo o dom, Conquanto seja raro o bem e o bom E toda a luz aqui me falhe, és grito Que chama toda a chama de esperança E acorda a luz que resta à réstia eterna, Conquanto viva o mártir na espelunca Da vida (quem espera amiúde alcança): Possa o nazireu preso na cisterna Sofrer de ser só tarde mas não nunca.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1983 pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, a presente edição de "Navegações" é a primeira na Assírio & Alvim. A antiga ortografia é mantida e é seguida a fixação de texto conduzida por Carlos Mendes de Sousa e Maria Andresen Sousa Tavares. Conta ainda com um prefácio de Eucanaã Ferraz, que deste livro certeiramente nos diz que "[…] mais uma vez a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen caminha de mãos dadas com o mar, presença fundamental em toda a sua obra. E, outra vez, a natureza confunde-se com a sua historicidade. Aqui, os poemas trazem à cena a gesta ultramarina empreendida pelos portugueses ao longo do que se convencionou chamar expansão marítima, mas também a própria experiência de Sophia como viajante, e de modo mais ou menos explícito, as andanças de outras personagens arrancadas de tempos e situações diversas, como o mítico Preste João, o célebre nauta Bartolomeu Dias e os poetas Luís de Camões, Jorge de Sena e Fernando Pessoa. Assim, os poemas de Navegações formam, de um modo muito livre, uma narrativa de viagem, ou de viagens." IV Ele porém dobrou o cabo e não achou a Índia E o mar o devorou com o instinto de destino que há no mar
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Nuno Júdice é hoje uma das vozes mais valorizadas e singulares da literatura contemporânea, pela sua permanente luta contra o indizível da palavra e da poesia. O mistério, a criação e a revelação do absoluto e do sagrado são explorados por Júdice nessa tão sua tentativa de modelar nas formas que a língua lhe colocou à disposição ou na "liberdade" que a linguagem lhe permite e "autoriza". Distinguido com os mais importantes prémios de poesia portugueses, entre eles, o Pen Clube (1985), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus, (1990), e o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1994). Em 2013 recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.
