281 produtos
Ordenar por:
281 produtos
Edição: Fev 2017
Nº Páginas: 144
Sinopse:
As casas possuem uma simbologia complexa que vai da protecção e abrigo ao lúdico e ao recolhimento e contemplam uma riqueza semiótica que as torna ao mesmo tempo simples espaços de habitação prática e refúgios existenciais. A dimensão poética da casa fixa-se na ideia de "Morada", no sentido em que a morada por excelência é um lugar abstracto da alma. As casas assinalam assim nas nossas vidas a diáspora existencial e peregrina, através das etapas de uma aventura material e espiritual. É mais no sentido espiritual que aqui se fala de casas, pois é nesse sentido que as casas são o lugar privilegiado para o acolhimento ou seja para a visita e para a visitação. No sentido em que o homem habita o seu próprio "ethos" as casas não são mais do que a personificação material, mas simbólica, de um carácter e de um destino. É nas casas, pela sua complexa teia de significados e significações, que se realiza o "Encontro". Qual a natureza desse encontro, não se dirá explicitamente aqui, mas não repugna aceitar que a casa por todos os conceitos que mobiliza, realiza a expectação de alguma coisa a que se pode chamar o "Sagrado".
Nº Páginas: 144
Sinopse:
As casas possuem uma simbologia complexa que vai da protecção e abrigo ao lúdico e ao recolhimento e contemplam uma riqueza semiótica que as torna ao mesmo tempo simples espaços de habitação prática e refúgios existenciais. A dimensão poética da casa fixa-se na ideia de "Morada", no sentido em que a morada por excelência é um lugar abstracto da alma. As casas assinalam assim nas nossas vidas a diáspora existencial e peregrina, através das etapas de uma aventura material e espiritual. É mais no sentido espiritual que aqui se fala de casas, pois é nesse sentido que as casas são o lugar privilegiado para o acolhimento ou seja para a visita e para a visitação. No sentido em que o homem habita o seu próprio "ethos" as casas não são mais do que a personificação material, mas simbólica, de um carácter e de um destino. É nas casas, pela sua complexa teia de significados e significações, que se realiza o "Encontro". Qual a natureza desse encontro, não se dirá explicitamente aqui, mas não repugna aceitar que a casa por todos os conceitos que mobiliza, realiza a expectação de alguma coisa a que se pode chamar o "Sagrado".
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/memorias-da-casa-da-china-e-de-outras-visitas-de-manuel-afonso-costa-6079158');
});">
Edição: Out 2014
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1978, terra e infância impõem-se neste livro como mito de uma idade passada, memória doutro rio, sob a forma de poema em prosa. Como nos diz Fernando Guimarães, no prefácio a esta edição, ""Memória Doutro Rio", que foi publicado em 1978, recolhe 51 poemas em prosa. Note-se desde já que os poemas em prosa no caso deste livro podem ser mesmo considerados apenas como poemas, porque neles há uma intensificação expressiva, uma concentração de figuras, desde a imagem à metáfora, e um ritmo que dispensa essa distinção um pouco especiosa. Na obra do poeta aparece mais um livro com poemas em prosa, "Vertentes do Olhar", e um relativamente longo poema também em prosa no final de "Rente ao Dizer", o qual se intitula "Cântico". Os dois livros citados e este poema situam-se, na obra de Eugénio de Andrade, entre 1978 e 1992. No entanto, já num livro de 1950, "Os Amantes Sem Dinheiro", aparece como seu limiar um texto em prosa que ganha uma entonação memorialista, o que, como veremos, irá atingir uma maior amplitude mais tarde. Será sem dúvida no presente livro, isto é, cerca de trinta anos depois."
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1978, terra e infância impõem-se neste livro como mito de uma idade passada, memória doutro rio, sob a forma de poema em prosa. Como nos diz Fernando Guimarães, no prefácio a esta edição, ""Memória Doutro Rio", que foi publicado em 1978, recolhe 51 poemas em prosa. Note-se desde já que os poemas em prosa no caso deste livro podem ser mesmo considerados apenas como poemas, porque neles há uma intensificação expressiva, uma concentração de figuras, desde a imagem à metáfora, e um ritmo que dispensa essa distinção um pouco especiosa. Na obra do poeta aparece mais um livro com poemas em prosa, "Vertentes do Olhar", e um relativamente longo poema também em prosa no final de "Rente ao Dizer", o qual se intitula "Cântico". Os dois livros citados e este poema situam-se, na obra de Eugénio de Andrade, entre 1978 e 1992. No entanto, já num livro de 1950, "Os Amantes Sem Dinheiro", aparece como seu limiar um texto em prosa que ganha uma entonação memorialista, o que, como veremos, irá atingir uma maior amplitude mais tarde. Será sem dúvida no presente livro, isto é, cerca de trinta anos depois."
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/memoria-doutro-rio-de-eugenio-de-andrade-5423274');
});">
Edição: Mar 2015
Nº Páginas: 80
Sinopse:
"Discreto arredio dos palcos sociais, mas humanamente fiel e afim ao devir da natureza, mãe de efémeras metamorfoses; sem transcendências, dogmas ou mitos moralizadores, Eugénio de Andrade é um exemplo excepcional, "clássico" portanto, da melhor figura do criador — e esta obra, em pequeno livro, é disso uma muito feliz demonstração."
Nº Páginas: 80
Sinopse:
"Discreto arredio dos palcos sociais, mas humanamente fiel e afim ao devir da natureza, mãe de efémeras metamorfoses; sem transcendências, dogmas ou mitos moralizadores, Eugénio de Andrade é um exemplo excepcional, "clássico" portanto, da melhor figura do criador — e esta obra, em pequeno livro, é disso uma muito feliz demonstração."
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/materia-solar-de-eugenio-de-andrade-5520391');
});">
Edição: Set 2013
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1958, na Guimarães Editores, este livro foi reeditado posteriormente em conjunto com No Tempo Dividido (1985, Edições Salamandra), tendo vindo posteriormente a ser publicado de novo em volume autónomo, na Caminho, em 2003. A presente edição, a 5.ª, mantém essa opção acrescentando um magnífico prefácio de Fernando J.B. Martinho. É mantida a antiga grafia.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1958, na Guimarães Editores, este livro foi reeditado posteriormente em conjunto com No Tempo Dividido (1985, Edições Salamandra), tendo vindo posteriormente a ser publicado de novo em volume autónomo, na Caminho, em 2003. A presente edição, a 5.ª, mantém essa opção acrescentando um magnífico prefácio de Fernando J.B. Martinho. É mantida a antiga grafia.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/mar-novo-de-sophia-de-mello-breyner-andresen-5163469');
});">
Edição: Mar 2019
Nº Páginas: 172
Sinopse:
SAUDADE quer dizer nostalgia, fiquei a saber, mas também nostalgia do que nunca foi. Mas não é a mesma coisa? Num café do Rio moscas coroam o meu copo. Como te terias deliciado com isto: o empregado a escurecer de suor a camisa de rede. Crianças a trotar de fatinho ou calção comprido arrastando brinquedos e toalhas rumo à praia. Falamos, ou falo eu, imagino a tua resposta, o calor a toldar-nos a vista. Aqui, outra vez, o desgosto vertido na sua mais cruel tradução: o meu tu imaginado é tudo o que me resta de ti
Nº Páginas: 172
Sinopse:
SAUDADE quer dizer nostalgia, fiquei a saber, mas também nostalgia do que nunca foi. Mas não é a mesma coisa? Num café do Rio moscas coroam o meu copo. Como te terias deliciado com isto: o empregado a escurecer de suor a camisa de rede. Crianças a trotar de fatinho ou calção comprido arrastando brinquedos e toalhas rumo à praia. Falamos, ou falo eu, imagino a tua resposta, o calor a toldar-nos a vista. Aqui, outra vez, o desgosto vertido na sua mais cruel tradução: o meu tu imaginado é tudo o que me resta de ti
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/mapas-de-john-freeman-6879924');
});">
Edição: Set 2017
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1956, «Manual de Prestidigitação» surge agora numa renovada edição, profundamente revista de acordo com as instruções deixadas pelo seu autor. Como disse em tempos Fernando J.B. Martinho, «[…] O livro é todo ele, com as suas cenas, os seus exercícios, os seus camarins, uma homenagem ao teatro, e a permanente lembrança de que a poesia é um arte de passes e passos mágicos, uma arte da prestidigitação, não importa se carecida ou não de manual. Só espanta que tenha levado tanto tempo que alguém se lembrasse de fazer a ligação, a correspondência. Outra coisa não pedia uma poesia que, de há muito, se nos oferecia como ritual, como espectáculo, como convite à iniciação na ars magna. Então não foi Cesariny que, um dia, celebrou Artaud e que, por via dele, nos prometeu o «acordar» para uma outra realidade, para lá do real que temos, susceptível ou não de reabilitação? E não ele também que saiu a dar-nos e aos actores as boas-vindas no castelo brumoso de um outro príncipe, expondo-nos, sem piedade, ao "metal fundente" que corre "entre nós e as palavras"?»
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1956, «Manual de Prestidigitação» surge agora numa renovada edição, profundamente revista de acordo com as instruções deixadas pelo seu autor. Como disse em tempos Fernando J.B. Martinho, «[…] O livro é todo ele, com as suas cenas, os seus exercícios, os seus camarins, uma homenagem ao teatro, e a permanente lembrança de que a poesia é um arte de passes e passos mágicos, uma arte da prestidigitação, não importa se carecida ou não de manual. Só espanta que tenha levado tanto tempo que alguém se lembrasse de fazer a ligação, a correspondência. Outra coisa não pedia uma poesia que, de há muito, se nos oferecia como ritual, como espectáculo, como convite à iniciação na ars magna. Então não foi Cesariny que, um dia, celebrou Artaud e que, por via dele, nos prometeu o «acordar» para uma outra realidade, para lá do real que temos, susceptível ou não de reabilitação? E não ele também que saiu a dar-nos e aos actores as boas-vindas no castelo brumoso de um outro príncipe, expondo-nos, sem piedade, ao "metal fundente" que corre "entre nós e as palavras"?»
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/manual-de-prestidigitacao-de-mario-cesariny-4708090');
});">
Edição: Nov 2016
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Depois de anos de silêncio, o escritor Fernando Pinto do Amaral volta a publicar poesia. Em Manual de Cardiologia, o autor desce aos abismos do coração humano, em poemas de grande carga emocional, que nos oferecem uma intensa visão da experiência amorosa.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Depois de anos de silêncio, o escritor Fernando Pinto do Amaral volta a publicar poesia. Em Manual de Cardiologia, o autor desce aos abismos do coração humano, em poemas de grande carga emocional, que nos oferecem uma intensa visão da experiência amorosa.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/manual-de-cardiologia-de-fernando-pinto-do-amaral-5994594');
});">
Edição: Fev 2014
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. No início deste terceiro volume da Tetralogia Lusitana assistimos ao rapto dos jovens Marta e João Carlos, seguido pelos não menos surpreendentes acontecimentos que revolucionaram a sociedade portuguesa desde o domingo de Páscoa de mil novecentos e setenta e quatro ao domingo de Páscoa do ano seguinte. Ao longo desse ano eufórico para muitos, assustador para alguns, as personagens de "A Paixão e Cortes" dispersam-se dentro e fora do país e, antes da existência de telemóveis e "e-mails", comunicam sobretudo por cartas entre si. O que dá a esta agitada narrativa, ora dramática ora divertida, um tom de paródia a certos romances do século XVIII, epistolares e libertinos.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. No início deste terceiro volume da Tetralogia Lusitana assistimos ao rapto dos jovens Marta e João Carlos, seguido pelos não menos surpreendentes acontecimentos que revolucionaram a sociedade portuguesa desde o domingo de Páscoa de mil novecentos e setenta e quatro ao domingo de Páscoa do ano seguinte. Ao longo desse ano eufórico para muitos, assustador para alguns, as personagens de "A Paixão e Cortes" dispersam-se dentro e fora do país e, antes da existência de telemóveis e "e-mails", comunicam sobretudo por cartas entre si. O que dá a esta agitada narrativa, ora dramática ora divertida, um tom de paródia a certos romances do século XVIII, epistolares e libertinos.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/lusitania-de-almeida-faria-5272817');
});">
Edição: Set 2014
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Embora, cronologicamente, este seja o sétimo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, a autora optou por lhe chamar "Livro Sexto" para vincar a opção que tinha anteriormente tomado relativamente ao livro "O Cristo Cigano" - de facto, o seu sexto livro - retirando-o da sua obra poética. Uma opção que só abandonou já neste novo século. No seu prefácio a esta edição, Gustavo Rubim diz-nos que este livro "[…] tem assim essa particularidade de o seu título funcionar como uma data, uma data necessariamente poética. Sendo o sexto, ele distingue-se por não ser apenas mais um numa série de livros. Antes aquele que sai da série no momento em que a prolonga, como se o próprio livro logo no título definisse, como escreveu Carlos Mendes de Sousa, "um limiar, o anunciar de um momento de viragem no trajecto da poeta"." A presente edição respeita a fixação de texto resultante do trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, e mantém a antiga grafia.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Embora, cronologicamente, este seja o sétimo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, a autora optou por lhe chamar "Livro Sexto" para vincar a opção que tinha anteriormente tomado relativamente ao livro "O Cristo Cigano" - de facto, o seu sexto livro - retirando-o da sua obra poética. Uma opção que só abandonou já neste novo século. No seu prefácio a esta edição, Gustavo Rubim diz-nos que este livro "[…] tem assim essa particularidade de o seu título funcionar como uma data, uma data necessariamente poética. Sendo o sexto, ele distingue-se por não ser apenas mais um numa série de livros. Antes aquele que sai da série no momento em que a prolonga, como se o próprio livro logo no título definisse, como escreveu Carlos Mendes de Sousa, "um limiar, o anunciar de um momento de viragem no trajecto da poeta"." A presente edição respeita a fixação de texto resultante do trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, e mantém a antiga grafia.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/livro-sexto-de-sophia-de-mello-breyner-andresen-5401198');
});">
Edição: Out 2017
Nº Páginas: 144
Sinopse:
A popularidade de que Vinícius sempre gozou em todas as expressões artísticas que desenvolveu traduziu-se num reconhecimento entusiástico do seu génio e virtuosismo, em particular num formato tão clássico quanto sofisticado como o é o soneto. Um livro indispensável para amantes de poesia e admiradores de uma das vozes artísticas mais expressivas e sublimes do século XX brasileiro.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
A popularidade de que Vinícius sempre gozou em todas as expressões artísticas que desenvolveu traduziu-se num reconhecimento entusiástico do seu génio e virtuosismo, em particular num formato tão clássico quanto sofisticado como o é o soneto. Um livro indispensável para amantes de poesia e admiradores de uma das vozes artísticas mais expressivas e sublimes do século XX brasileiro.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/livro-de-sonetos-de-vinicius-de-moraes-6377958');
});">
Edição: Out 2014
Nº Páginas: 88
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. "Limiar dos Pássaros" foi publicado, pela primeira vez, em 1976, e divide-se em três partes: "Limiar dos Pássaros", "Verão sobre o Corpo" — um conjunto de textos em prosa — e "Rente à Fala". Estas partes estruturam o livro e estabelecem entre si uma continuidade que permite associá-las musicalmente a três andamentos de uma mesma obra. Por outro lado, os temas presentes neste livro estabelecem, também eles, uma continuidade com os livros anteriores, embora surja aqui uma tonalidade melancólica nova na sua obra. Como escreve Pedro Eiras, no seu prefácio a esta edição, este é um "Livro áspero, de paraísos perdidos. Cito, quase ao acaso. De "Limiar dos pássaros", primeiro andamento do livro — ou extenso poema ininterrupto: "A corrosiva música das vogais que te devora / o silêncio do muro / às vezes quase azul / o verão afinal onde o ar é mais duro". De "Verão sobre o corpo", segundo andamento, em prosa: "esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo". E de "Rente à fala", terceira e última parte, trinta breves poemas numerados: "2. Entre a memória e a ruína do olhar / em qualquer parte esquecido o sabor / da mão sobre o ombro vendo cintilar / a pedra o tempo só de arder / o vento a memória em ruína o olhar". Eis o paraíso perdido no tempo: corrosão, devoração, dureza das coisas, o cegar dos olhos (do outro? de si próprio, como Édipo?) e a "ruína do olhar". Não é fácil dizer qual barbárie gera, neste tempo, a mortalidade das coisas; e se estes poemas sugerem a existência de uma história pessoal, anterior ao texto, história amorosa ou filial, profundamente encriptada e secreta, disso nada saberemos, nem importa. Importam, sim, as ruínas do tempo, obsessivas: ruínas do paraíso."
Nº Páginas: 88
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. "Limiar dos Pássaros" foi publicado, pela primeira vez, em 1976, e divide-se em três partes: "Limiar dos Pássaros", "Verão sobre o Corpo" — um conjunto de textos em prosa — e "Rente à Fala". Estas partes estruturam o livro e estabelecem entre si uma continuidade que permite associá-las musicalmente a três andamentos de uma mesma obra. Por outro lado, os temas presentes neste livro estabelecem, também eles, uma continuidade com os livros anteriores, embora surja aqui uma tonalidade melancólica nova na sua obra. Como escreve Pedro Eiras, no seu prefácio a esta edição, este é um "Livro áspero, de paraísos perdidos. Cito, quase ao acaso. De "Limiar dos pássaros", primeiro andamento do livro — ou extenso poema ininterrupto: "A corrosiva música das vogais que te devora / o silêncio do muro / às vezes quase azul / o verão afinal onde o ar é mais duro". De "Verão sobre o corpo", segundo andamento, em prosa: "esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo". E de "Rente à fala", terceira e última parte, trinta breves poemas numerados: "2. Entre a memória e a ruína do olhar / em qualquer parte esquecido o sabor / da mão sobre o ombro vendo cintilar / a pedra o tempo só de arder / o vento a memória em ruína o olhar". Eis o paraíso perdido no tempo: corrosão, devoração, dureza das coisas, o cegar dos olhos (do outro? de si próprio, como Édipo?) e a "ruína do olhar". Não é fácil dizer qual barbárie gera, neste tempo, a mortalidade das coisas; e se estes poemas sugerem a existência de uma história pessoal, anterior ao texto, história amorosa ou filial, profundamente encriptada e secreta, disso nada saberemos, nem importa. Importam, sim, as ruínas do tempo, obsessivas: ruínas do paraíso."
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/limiar-dos-passaros-de-eugenio-de-andrade-5423325');
});">
Edição: Jun 2018
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Labareda, de Alberto de Lacerda: a justa antologia de um poeta injustamente esquecido, na Colecção de Poesia dirigida por Pedro Mexia. Inclui poemas inéditos "Uma das notas mais originais da poesia de Alberto de Lacerda foi sempre a do seu dom de fundir num só os tons mais delicados da nossa memória poética, ficando apenas contemporâneo de si mesmo." —Eduardo Lourenço "Exílio é a palavra central no universo poético de Alberto de Lacerda. Ela visa definir o espaço vazio dos deuses, o tempo cindido, essa irrecuperável ruptura da totalidade, da ‘linha que religava / Homens deuses céu e terra’." —António Ramos Rosa "Toda a obra de Alberto de Lacerda é uma eloquente homenagem à profundidade transparente e elegante, ao horror desmedido à pedantaria e ao indecifrado mistério da simplicidade." —Eugénio Lisboa "Para quem o conheceu pessoalmente, Alberto de Lacerda correspondia em pleno à ideia que se tem de um poeta. O facto era indiscutível. […] Acima de tudo, mantinha-se disponível para o poema, e a poesia nunca o abandonou. Visitava-o nos momentos mais banais do dia a dia, na intensidade de tudo o que o arrebatava. Tudo tinha expressão poética no mundo íntimo de Alberto de Lacerda." —Luís Amorim de Sousa, Prefácio
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Labareda, de Alberto de Lacerda: a justa antologia de um poeta injustamente esquecido, na Colecção de Poesia dirigida por Pedro Mexia. Inclui poemas inéditos "Uma das notas mais originais da poesia de Alberto de Lacerda foi sempre a do seu dom de fundir num só os tons mais delicados da nossa memória poética, ficando apenas contemporâneo de si mesmo." —Eduardo Lourenço "Exílio é a palavra central no universo poético de Alberto de Lacerda. Ela visa definir o espaço vazio dos deuses, o tempo cindido, essa irrecuperável ruptura da totalidade, da ‘linha que religava / Homens deuses céu e terra’." —António Ramos Rosa "Toda a obra de Alberto de Lacerda é uma eloquente homenagem à profundidade transparente e elegante, ao horror desmedido à pedantaria e ao indecifrado mistério da simplicidade." —Eugénio Lisboa "Para quem o conheceu pessoalmente, Alberto de Lacerda correspondia em pleno à ideia que se tem de um poeta. O facto era indiscutível. […] Acima de tudo, mantinha-se disponível para o poema, e a poesia nunca o abandonou. Visitava-o nos momentos mais banais do dia a dia, na intensidade de tudo o que o arrebatava. Tudo tinha expressão poética no mundo íntimo de Alberto de Lacerda." —Luís Amorim de Sousa, Prefácio
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/labareda-de-alberto-de-lacerda-6623321');
});">
Edição: Set 2015
Nº Páginas: 64
Sinopse:
"L de Lisboa" é o primeiro livro de poesia a solo que Ana Marques Gastão publica na Assírio & Alvim, após a sua estreia no catálogo da editora em 2001 com o livro "Três Vezes Deus", em co-autoria com Armando Silva Carvalho e António Rego Chaves. E embora a cidade de Lisboa esteja aqui omnipresente este é um livro que transcende largamente essa unidade temática. Portugal, História e identidade, os tempos presentes, o impuro e a beleza. "Lisboa sim ou talvez não." TERRA VERTICAL Veio de continentes antigos a terra exígua em pé enxuto, da ventania sobrou o grão de farinha e as entranhas saíram de ondas comerciantes. Além da cobiça, do dinheiro, Portugal quer ser livro, inundação, efusão de um impossível bem; seu maior tributo jaz sob o fogo, a prática é fútil, mas em dias de desejo cabe-lhe a voz, o orvalho e o mel que vêm de alto para baixo a reconstruir o sonho de uma cidade talvez um dia vertical.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
"L de Lisboa" é o primeiro livro de poesia a solo que Ana Marques Gastão publica na Assírio & Alvim, após a sua estreia no catálogo da editora em 2001 com o livro "Três Vezes Deus", em co-autoria com Armando Silva Carvalho e António Rego Chaves. E embora a cidade de Lisboa esteja aqui omnipresente este é um livro que transcende largamente essa unidade temática. Portugal, História e identidade, os tempos presentes, o impuro e a beleza. "Lisboa sim ou talvez não." TERRA VERTICAL Veio de continentes antigos a terra exígua em pé enxuto, da ventania sobrou o grão de farinha e as entranhas saíram de ondas comerciantes. Além da cobiça, do dinheiro, Portugal quer ser livro, inundação, efusão de um impossível bem; seu maior tributo jaz sob o fogo, a prática é fútil, mas em dias de desejo cabe-lhe a voz, o orvalho e o mel que vêm de alto para baixo a reconstruir o sonho de uma cidade talvez um dia vertical.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/l-de-lisboa-de-ana-marques-gastao-5637699');
});">
Edição: Abr 2018
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Ventos, cinza e alergias; gardénias entre os dois muros de granito e a clareira aberta depois dos aguaceiros; as famílias reunidas em passeios pela província, visitando monumentos que comovem pelo amor à pátria, antigo e fora de moda. Explicas aos teus filhos uma batalha perdida: há uma rara virtude desconhecida na derrota que depois se pode colorir; ou numa igreja abandonada a meio do planalto. A vida não muda, nem quando chove a meio do Outono — apenas regressas à luz do passado.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Ventos, cinza e alergias; gardénias entre os dois muros de granito e a clareira aberta depois dos aguaceiros; as famílias reunidas em passeios pela província, visitando monumentos que comovem pelo amor à pátria, antigo e fora de moda. Explicas aos teus filhos uma batalha perdida: há uma rara virtude desconhecida na derrota que depois se pode colorir; ou numa igreja abandonada a meio do planalto. A vida não muda, nem quando chove a meio do Outono — apenas regressas à luz do passado.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/juncos-a-beira-do-caminho-de-francisco-jose-viegas-6557197');
});">
Edição: Jan 2020
Nº Páginas: 164
Sinopse:
"Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: "Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar / para depois o transformarem em / homem e em assombro também". A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria. Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: "desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar."." por Valter Hugo Mãe, curador da coleção ""elogio da sombra""
Nº Páginas: 164
Sinopse:
"Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: "Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar / para depois o transformarem em / homem e em assombro também". A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria. Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: "desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar."." por Valter Hugo Mãe, curador da coleção ""elogio da sombra""
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/ja-nao-me-deito-em-pose-de-morrer-de-claudia-r-sampaio-7095908');
});">
Edição: Abr 2008
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Reúnem-se neste volume prosas dispersas de Alexandre O’Neill. O título foi encontrado no espólio do escritor, numa nota manuscrita datável de 1981: "JÁ CÁ NÃO ESTÁ QUEM FALOU / (título para um livro póstumo)". A seriação guia-se pelo critério cronológico, à excepção das recensões a livros. De cada texto, no caso de ocorrerem várias publicações, é escolhida a última, menos no caso dos textos "O Clube dos Talentosos" e "Histórias Quadradinhas", dos quais foi escolhida a primeira versão, por ser notavelmente mais extensa. São uniformizados os critérios ortográficos, como a utilização de itálicos em palavras estrangeiras, e corrigidas as gralhas, recorrendo às publicações existentes ou a dactiloscritos deixados pelo autor.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Reúnem-se neste volume prosas dispersas de Alexandre O’Neill. O título foi encontrado no espólio do escritor, numa nota manuscrita datável de 1981: "JÁ CÁ NÃO ESTÁ QUEM FALOU / (título para um livro póstumo)". A seriação guia-se pelo critério cronológico, à excepção das recensões a livros. De cada texto, no caso de ocorrerem várias publicações, é escolhida a última, menos no caso dos textos "O Clube dos Talentosos" e "Histórias Quadradinhas", dos quais foi escolhida a primeira versão, por ser notavelmente mais extensa. São uniformizados os critérios ortográficos, como a utilização de itálicos em palavras estrangeiras, e corrigidas as gralhas, recorrendo às publicações existentes ou a dactiloscritos deixados pelo autor.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/ja-ca-nao-esta-quem-falou-de-alexandre-o-neill-4708273');
});">
Edição: Out 2017
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Iluminações - Uma Cerveja no Inferno", é um dos casos especiais em que a poesia caminha por lugares muito elevados. Cesariny encontra, uma vez mais, Rimbaud, numa edição bilingue, a dois tons. A voz já se ouve atravessando o deserto e a floresta para além da Abissínia. 5.ª edição de um dos livros mais marcantes da poesia de todos os tempos.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Iluminações - Uma Cerveja no Inferno", é um dos casos especiais em que a poesia caminha por lugares muito elevados. Cesariny encontra, uma vez mais, Rimbaud, numa edição bilingue, a dois tons. A voz já se ouve atravessando o deserto e a floresta para além da Abissínia. 5.ª edição de um dos livros mais marcantes da poesia de todos os tempos.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/iluminacoes-uma-cerveja-no-inferno-de-jean-arthur-rimbaud-6372429');
});">
Edição: Mai 2019
Nº Páginas: 568
Sinopse:
A Ilíada é o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista, nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-la - nem mesmo a Odisseia. Lida hoje, no século xxi depois de Cristo, a Ilíada mantém inalterada a sua capacidade de comover e de perturbar. As civilizações passam, mas a cultura sobrevive? É nesse sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema épico, que decorre durante o décimo ano da guerra de Troia, tratando da ira, do heroísmo e das aventuras e desventuras de Aquiles (em luta contra Agamémnon), apresentando-nos personagens como Heitor, Eneias, Helena, Ájax e Menelau, bem como episódios que marcam toda a história da nossa civilização: nas palavras de Frederico Lourenço, é um "canto de sangue e lágrimas, em que os próprios deuses são feridos e os cavalos do maior herói choram".
Nº Páginas: 568
Sinopse:
A Ilíada é o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista, nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-la - nem mesmo a Odisseia. Lida hoje, no século xxi depois de Cristo, a Ilíada mantém inalterada a sua capacidade de comover e de perturbar. As civilizações passam, mas a cultura sobrevive? É nesse sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema épico, que decorre durante o décimo ano da guerra de Troia, tratando da ira, do heroísmo e das aventuras e desventuras de Aquiles (em luta contra Agamémnon), apresentando-nos personagens como Heitor, Eneias, Helena, Ájax e Menelau, bem como episódios que marcam toda a história da nossa civilização: nas palavras de Frederico Lourenço, é um "canto de sangue e lágrimas, em que os próprios deuses são feridos e os cavalos do maior herói choram".
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/iliada-de-homero-de-frederico-lourenco-6913571');
});">
Edição: Nov 2017
Nº Páginas: 80
Sinopse:
5.ª edição de Horto de Incêndio, o último livro de Al Berto, agora em magnífica edição encadernada com sobrecapa
Nº Páginas: 80
Sinopse:
5.ª edição de Horto de Incêndio, o último livro de Al Berto, agora em magnífica edição encadernada com sobrecapa
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/horto-de-incendio-de-al-berto-4708388');
});">
Edição: Jun 2018
Nº Páginas: 72
Sinopse:
antes que os lobos acabem os nossos restos há que encher as mãos de futuro e em nome do pão, em nosso nome entre os dentes e a voz que desafia fazer da estrada desfeita uma espécie de contrário uma nova poesia.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
antes que os lobos acabem os nossos restos há que encher as mãos de futuro e em nome do pão, em nosso nome entre os dentes e a voz que desafia fazer da estrada desfeita uma espécie de contrário uma nova poesia.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/ha-gente-em-casa-de-ondjaki-6612932');
});">
Edição: Abr 2019
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Giz Preto é a fulgurante estreia poética de Gonçalo Fernandes.EPIFANIA COMANECINas Olimpíadas realizadas em Montreal no ano de 1976 os júris das provas de ginástica em barras assimétricas e o resto do mundo (excepto os placards electrónicos) por várias ocasiões consideraram desprezáveis todas – mas todas! – as máculas naturais e terrenas de Nadia Comaneci O próprio Movimento sorriu pela primeira vez Metade do Tempo gelara de comoção na barra superior de punhos fechados sob uma intocável verticalidade quando o Tempo Restante efectuou a sua saída pela paralela sem mãos a voar Foi a última vez que o Movimento derramou uma lágrima e essa lágrima não era de ouro mas de água e sal como as lágrimas humanas Foi em 1976, nos Jogos Olímpicos de Montreal, Canadá Menos de um minuto de Nadia Comaneci a sós com duas barras paralelas assimétricas e o resto é paisagem –o século
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Giz Preto é a fulgurante estreia poética de Gonçalo Fernandes.EPIFANIA COMANECINas Olimpíadas realizadas em Montreal no ano de 1976 os júris das provas de ginástica em barras assimétricas e o resto do mundo (excepto os placards electrónicos) por várias ocasiões consideraram desprezáveis todas – mas todas! – as máculas naturais e terrenas de Nadia Comaneci O próprio Movimento sorriu pela primeira vez Metade do Tempo gelara de comoção na barra superior de punhos fechados sob uma intocável verticalidade quando o Tempo Restante efectuou a sua saída pela paralela sem mãos a voar Foi a última vez que o Movimento derramou uma lágrima e essa lágrima não era de ouro mas de água e sal como as lágrimas humanas Foi em 1976, nos Jogos Olímpicos de Montreal, Canadá Menos de um minuto de Nadia Comaneci a sós com duas barras paralelas assimétricas e o resto é paisagem –o século
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/giz-preto-de-goncalo-fernandes-6899126');
});">
Edição: Set 2014
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Oitavo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Geografia" foi publicado pela primeira vez em 1967, pelas Edições Ática. Deste livro fala-nos Frederico Lourenço, eloquentemente, no seu prefácio a esta edição: "Trata-se de um livro cujo carisma de perfeição tenho vindo a confirmar renovadamente através de sucessivas releituras ao longo de várias décadas: livro onde não encontro somente alguns dos momentos mais altos da obra da autora, porque nele se encontram alguns dos momentos mais extraordinários de toda a história da poesia em língua portuguesa. Digo mais: "Geografia" contém enunciados poéticos que disputam com famosos versos de Virgílio, de Racine e de Keats a palma do verso mais belo da literatura universal." A presente edição respeita a fixação de texto resultante do trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, e mantém a antiga grafia.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Oitavo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Geografia" foi publicado pela primeira vez em 1967, pelas Edições Ática. Deste livro fala-nos Frederico Lourenço, eloquentemente, no seu prefácio a esta edição: "Trata-se de um livro cujo carisma de perfeição tenho vindo a confirmar renovadamente através de sucessivas releituras ao longo de várias décadas: livro onde não encontro somente alguns dos momentos mais altos da obra da autora, porque nele se encontram alguns dos momentos mais extraordinários de toda a história da poesia em língua portuguesa. Digo mais: "Geografia" contém enunciados poéticos que disputam com famosos versos de Virgílio, de Racine e de Keats a palma do verso mais belo da literatura universal." A presente edição respeita a fixação de texto resultante do trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, e mantém a antiga grafia.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/geografia-de-sophia-de-mello-breyner-andresen-5401241');
});">
Edição: Set 2011
Nº Páginas: 88
Sinopse:
"Chovem pais e filhos sobre os campos, terrenos de árvores húmidas, outono. Os pais tentam sempre proteger os filhos, essa é a natureza que corre nas árvores, essa é a lei e esse é o sentido. É outono e não poderia ser outra estação, começou o frio e a fome, olho a força dos campos pela janela submersa deste último outono e compreendo por fim a minha idade: chovem pais e filhos de mãos dadas. Lá longe, sou pai. Lá longe, sou filho."
Nº Páginas: 88
Sinopse:
"Chovem pais e filhos sobre os campos, terrenos de árvores húmidas, outono. Os pais tentam sempre proteger os filhos, essa é a natureza que corre nas árvores, essa é a lei e esse é o sentido. É outono e não poderia ser outra estação, começou o frio e a fome, olho a força dos campos pela janela submersa deste último outono e compreendo por fim a minha idade: chovem pais e filhos de mãos dadas. Lá longe, sou pai. Lá longe, sou filho."
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/gaveta-de-papeis-de-jose-luis-peixoto-4785063');
});">
Edição: Nov 2019
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Novo livro do consagrado autor A.M. Pires Cabral na Colecção de Poesia dirigida por Pedro Mexia. Viola no saco Mil luzes acendi — e a radiosa escuridão prevaleceu intacta. Mil palavras disse — e o silêncio reboou nas longas arcadas sombrias. Mil passadas dei — e o que estava longe não ficou um milímetro mais perto. ... ... ... ... ... ... Conclusão: é tempo de meter, meu caro, a viola no saco.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Novo livro do consagrado autor A.M. Pires Cabral na Colecção de Poesia dirigida por Pedro Mexia. Viola no saco Mil luzes acendi — e a radiosa escuridão prevaleceu intacta. Mil palavras disse — e o silêncio reboou nas longas arcadas sombrias. Mil passadas dei — e o que estava longe não ficou um milímetro mais perto. ... ... ... ... ... ... Conclusão: é tempo de meter, meu caro, a viola no saco.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/frentes-de-fogo-de-a-m-pires-cabral-7072430');
});">
Edição: Mar 2019
Nº Páginas: 72
Sinopse:
Mulher a inventar o corpo, a bocacheia de vestígios de pântano, de heras, de lodo, de incomunicabilidade. Mulher segurando a máscara, preparando-se para o esconderijo, para a fácil loucura de já não ser real. Mulher de perfil, tão pendurada, tão sem olhos frontais, provocando-se a própria obra que a inclui, desmotivando-se de tudo o que não for matéria, soltando-se de todos os que a vêem bem. Mulher enchendo-se de bronze, tapando-se com a escultura que ela faráde si mesma.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
Mulher a inventar o corpo, a bocacheia de vestígios de pântano, de heras, de lodo, de incomunicabilidade. Mulher segurando a máscara, preparando-se para o esconderijo, para a fácil loucura de já não ser real. Mulher de perfil, tão pendurada, tão sem olhos frontais, provocando-se a própria obra que a inclui, desmotivando-se de tudo o que não for matéria, soltando-se de todos os que a vêem bem. Mulher enchendo-se de bronze, tapando-se com a escultura que ela faráde si mesma.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/fosforos-e-metal-sobre-imitacao-de-ser-humano-de-filipa-leal-6877883');
});">
Edição: Mar 2013
Nº Páginas: 64
Sinopse:
Este é o mais recente livro de poesia de Gastão Cruz, nome incontornável da poesia portuguesa contemporânea, reconhecido pelos leitores e pela crítica, como o prova a sua recente nomeação como finalista do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2012.TW, "Dragon Country"Acreditávamos no tempo quandoo país do dragão era um espectáculode fronteira inviolável, e a angústianão saía de dentro do cenário, e aemoção era um lugar fictício:acreditar notempo o erro mais terrível
Nº Páginas: 64
Sinopse:
Este é o mais recente livro de poesia de Gastão Cruz, nome incontornável da poesia portuguesa contemporânea, reconhecido pelos leitores e pela crítica, como o prova a sua recente nomeação como finalista do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2012.TW, "Dragon Country"Acreditávamos no tempo quandoo país do dragão era um espectáculode fronteira inviolável, e a angústianão saía de dentro do cenário, e aemoção era um lugar fictício:acreditar notempo o erro mais terrível
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/fogo-de-gastao-cruz-5064549');
});">
Edição: Dez 2010
Nº Páginas: 40
Sinopse:
Treze poemas em cada livro, treze poemas como treze luas, como os treze poemas do calendário lunar. A lua, esse ser cambiante que muda a sua face de espelho circular. Senhora das marés, astro da fecundidade. Ritmos lunares para dar medida ao tempo, ao tempo poético. Este livro convida-o a ler um poema por dia, ou por semana, ou mês lunar. Depois, pode deixá-lo a repousar numa estante, aberto na ilustração que quiser, que é, nem mais nem menos, a leitura que Joana Rêgo fez das palavras da poeta, para deleite dos nossos olhos e do nosso olhar mais pessoal.
Nº Páginas: 40
Sinopse:
Treze poemas em cada livro, treze poemas como treze luas, como os treze poemas do calendário lunar. A lua, esse ser cambiante que muda a sua face de espelho circular. Senhora das marés, astro da fecundidade. Ritmos lunares para dar medida ao tempo, ao tempo poético. Este livro convida-o a ler um poema por dia, ou por semana, ou mês lunar. Depois, pode deixá-lo a repousar numa estante, aberto na ilustração que quiser, que é, nem mais nem menos, a leitura que Joana Rêgo fez das palavras da poeta, para deleite dos nossos olhos e do nosso olhar mais pessoal.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/florbela-espanca-antologia-poetica-4606614');
});">
Edição: Out 2018
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Os poemas que Pessoa publicou em revistas e jornais durante a sua vida, aqui integralmente reunidos, constituem um livro de singularidade absoluta no quadro da modernidade poética.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Os poemas que Pessoa publicou em revistas e jornais durante a sua vida, aqui integralmente reunidos, constituem um livro de singularidade absoluta no quadro da modernidade poética.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/ficcoes-do-interludio-de-fernando-pessoa-6775330');
});">
Edição: Dez 2009
Nº Páginas: 72
Sinopse:
"Fernando Pessoa - antologia poética" é uma abordagem à obra de um dos mais singulares autores do século passado. Pessoa e os seus heterónimos - que surgem da sua tendência "para a despersonalização e para a simulação", segundo ele próprio - constroem um universo rico em imagens poéticas, começando por uma categórica declaração de intenções: "O poeta é um fingidor". Da sua admiração pelas vanguardas, destacam-se poemas como "Hora absurda" ou "Chuva oblíqua", que vão beber ao intersecionismo, que tanto marcou a sua produção literária. Esta antologia poética completa-se com composições assinadas por Álvaro de Campos, de tipo futurista; Ricardo Reis, de estilo neoclássico; e ainda com o cunho neopaganista que caracteriza Alberto Caeiro, o primeiro dos heterónimos e mestre dos demais. Cada um conta com a sua biografia, rosto, gestos e, inclusivamente, com o seu próprio horóscopo. Estes poemas complementam-se com as "colagens geométricas" de Pedro Proença que, adotando o papel intersecionista do poeta, combina aleatoriamente fundos de cores sobre os quais traça desenhos, tipografias e recortes de revistas da época.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
"Fernando Pessoa - antologia poética" é uma abordagem à obra de um dos mais singulares autores do século passado. Pessoa e os seus heterónimos - que surgem da sua tendência "para a despersonalização e para a simulação", segundo ele próprio - constroem um universo rico em imagens poéticas, começando por uma categórica declaração de intenções: "O poeta é um fingidor". Da sua admiração pelas vanguardas, destacam-se poemas como "Hora absurda" ou "Chuva oblíqua", que vão beber ao intersecionismo, que tanto marcou a sua produção literária. Esta antologia poética completa-se com composições assinadas por Álvaro de Campos, de tipo futurista; Ricardo Reis, de estilo neoclássico; e ainda com o cunho neopaganista que caracteriza Alberto Caeiro, o primeiro dos heterónimos e mestre dos demais. Cada um conta com a sua biografia, rosto, gestos e, inclusivamente, com o seu próprio horóscopo. Estes poemas complementam-se com as "colagens geométricas" de Pedro Proença que, adotando o papel intersecionista do poeta, combina aleatoriamente fundos de cores sobre os quais traça desenhos, tipografias e recortes de revistas da época.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/fernando-pessoa-antologia-poetica-4370234');
});">
Edição: Abr 2018
Nº Páginas: 576
Sinopse:
A PRIMEIRA NOVA EDIÇÃO DO FAUSTO EM 30 ANOS: uma edição crítica que revisita o génio literário de Fernando Pessoa. Uma parte crucial do teatro de Pessoa é a reinvenção da lenda do Fausto, que agora chega à sua primeira edição com aparato crítico, em novo volume da colecção dirigida por Jerónimo Pizarro. Revisitando e propondo datações para as centenas de manuscritos que compõem o Fausto, esta nova edição foi feita a partir do arquivo do poeta: - discute-se a atribuição de cada texto, incluindo-se poemas, fragmentos, planos e listas; - o corpus é apresentado por ordem cronológica, com dezenas de imagens do espólio de Pessoa e vários inéditos em português e em inglês. Fausto é um ser humano lendário que busca um conhecimento quiçá impossível. Mas a verdade é que o Fausto pessoano pode ser entendido de maneiras diversas: como drama inacabado em cinco actos, ou uma obra inacabável e não-linear. Esta nova edição liberta o Fausto da pretensão de uma unidade não atingida, e a obra ressurge enquanto "novo" livro de poemas sobre a busca incessante do conhecimento e seus abismos.
Nº Páginas: 576
Sinopse:
A PRIMEIRA NOVA EDIÇÃO DO FAUSTO EM 30 ANOS: uma edição crítica que revisita o génio literário de Fernando Pessoa. Uma parte crucial do teatro de Pessoa é a reinvenção da lenda do Fausto, que agora chega à sua primeira edição com aparato crítico, em novo volume da colecção dirigida por Jerónimo Pizarro. Revisitando e propondo datações para as centenas de manuscritos que compõem o Fausto, esta nova edição foi feita a partir do arquivo do poeta: - discute-se a atribuição de cada texto, incluindo-se poemas, fragmentos, planos e listas; - o corpus é apresentado por ordem cronológica, com dezenas de imagens do espólio de Pessoa e vários inéditos em português e em inglês. Fausto é um ser humano lendário que busca um conhecimento quiçá impossível. Mas a verdade é que o Fausto pessoano pode ser entendido de maneiras diversas: como drama inacabado em cinco actos, ou uma obra inacabável e não-linear. Esta nova edição liberta o Fausto da pretensão de uma unidade não atingida, e a obra ressurge enquanto "novo" livro de poemas sobre a busca incessante do conhecimento e seus abismos.
{
Alpine.store('xUpdateVariantQuanity').updateQuantity('template--27869115384074__product-grid', '/products/fausto-de-fernando-pessoa-6555196');
});">
