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Nº Páginas: 344
Sinopse:
Arriving alongside hundreds of thousands of other - what we referred to ourselves as - expats, I realised that had I considered Portugal a decade or so earlier, I would¿ve regarded this country (¿) to be somewhere in Latin America. Rather than a nation whose history extended back a thousand years, and a people even further. But after three years of travelling from each corner, coastline, island volcano, vineyard, village and city of this country, I came to understand the essence of its grandeur, its pride, the reason why it was able to chip away at the statue of the world, and the world at it. Discovering the reason why my rent had skyrocketed, and what was pulling people from all parts of the world to make their lives here. This is a journey across a sun-kissed, battle-scarred, boat launch, wine-soaked nation through the eyes of a traveller seeking to understand its heart and soul. To discover the glory, tragedy, pitfalls and triumphs that are etched, sometimes secretly, into the land, its buildings and people.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Esta é uma longa viagem por uma nação beijada pelo sol, com cicatrizes de batalhas, barcos atracados e vinho a rodos, vista pelos olhos de um viajante que quer compreender o seu coração e a sua alma. Para descobrir a glória, a tragédia, as armadilhas e os triunfos que estão gravados, por vezes secretamente, na terra, nos seus edifícios e nas suas gentes.
Edição: Jun 2025
Nº Páginas: 328
Sinopse:
“Casos e casinhos” foi a expressão arremessada ao então primeiro-ministro António Costa para caracterizar uma série de escândalos verificados durante a sua governação. Poder-se-ia dizer o mesmo de todos os outros governos. Na verdade, no período após a Revolução, têm sido muitas as ocorrências que vão pondo em causa a política e os políticos portugueses. Quais, como e quanto afetam o nosso sistema? A resposta encontra-se em Isto é um escândalo, que resulta da larga experiência do investigador e ex-jornalista Bruno Paixão no estudo da temática. O livro põe a nu a relação entre políticos, media e Justiça, não descartando má conduta, subornos, fraudes, cunhas ou favores, mas também conspirações, segredos e intrigas dos bastidores do poder. Aqui se revelam os 100 principais escândalos dos 50 anos decorridos após Abril, para demonstrar que, sejam situações graves ou meros fait-divers, os casos constituem um risco para a saúde democrática nacional – ainda que se deixe claro que algo está podre numa democracia sem escândalos.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"Abril, dia 25, ano de 1974. Portugal saía de uma longa ditadura. Um País em entusiasmo, mas muito pouco preparado para os desafios que o esperavam. Verão Quente de 1975: Tudo Era Permitido, de Pedro Prostes da Fonseca, faz luz sobre a forma exaltada como se viveram 1974 e 1975, os dois primeiros anos após a Revolução dos Cravos. Foi um tempo pejado de episódios alucinantes: da «caça aos fascistas», fossem-no ou não, passando pelos mandados em branco que podiam ditar a prisão sem culpa formada, até ao famoso cerco à Assembleia da República. Houve delírios: um militar de Abril ia de chaimite tomar café; o herói da revolução, Otelo Saraiva de Carvalho, quase seria linchado por uma população confusa e em histeria; alunos a sanearem professores; soldados guedelhudos a espiolhar carros à procura de armas; livre acesso ao voyeurismo sexual em cinemas que passariam exclusivamente filmes pornográficos.. Mas também foi o tempo de realizações há muito adiadas. E de
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Durante séculos, fraudes, encobrimentos e distorções da verdade foram usados para manipular sociedades, justificar guerras e até reescrever o passado. Algumas dessas mentiras foram desmascaradas. Outras ainda estão por aí, escondidas sob a aparência de «factos históricos». Se acha que conhece a história do mundo… pense de novo. Este livro desmonta narrativas falsas, revela conspirações históricas e mostra que, às vezes, a verdade foi apagada, manipulada e reinventada. Desde a Roma Antiga até aos dias de hoje, de Júlio César a Chernobyl, das Cruzadas à Guerra Fria, descubra como a verdade foi manipulada para atender aos interesses dos mais fortes. Entre as histórias que vai poder conhecer neste livro, contam-se, por exemplo: - Um golpe medieval que fortaleceu o poder do Vaticano: a «doação de Constantino», um documento fraudulento que mudou a história da Igreja. - Quando a imprensa ajudou a esconder genocídios: como a fome na Ucrânia foi abafada e ainda rendeu um Prémio Pulitzer ao jornalista que encobriu os factos. - As distorções que mancharam reputações: a imperatriz Wu Zetian foi realmente um monstro, ou a sua história foi manipulada para apagar o legado de uma mulher no poder? - As mentiras que ainda ecoam no presente: a experiência Tuskegee e como ajudou a alimentar desconfianças na ciência e na medicina até hoje. SE A HISTÓRIA É ESCRITA PELOS VENCEDORES… EM QUANTAS MENTIRAS A HUMANIDADE JÁ ACREDITOU? Este livro leva os leitores numa viagem global pela História humana, ao longo da qual a historiadora Natasha Tidd examina como as mentiras podem mudar o mundo ao nosso redor, desde a máquina de relações públicas enganosa de Júlio César até aos encobrimentos que causaram Chernobyl. Uma Breve História do Mundo em 50 Mentiras detalha o impacto profundo deste lado secreto da História e mostra que a verdade é realmente mais estranha - e muito mais perigosa - do que qualquer ficção.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Muitas das nossas crianças e jovens e, sejamos sinceros, muitos adultos, já não vivem sem ter um telemóvel, um tablet ou um comando na mão. Os dias passam-se a fazer um scroll ininterrupto, com adolescentes fechados nos quartos a viver nas redes sociais uma vida paralela para a qual não convidam os pais. As relações desgastam-se, a autoestima fica dependente dos likes e os fenómenos online destrutivos põem em causa a segurança de quem não tira os olhos do ecrã. Se esta realidade exige uma tomada de consciência - e mudanças urgentes -, a psicóloga Ivone Patrão, a grande referência na área da ciberpsicologia em Portugal, também garante que AINDA VAMOS A TEMPO de construir uma dinâmica saudável com a tecnologia, reforçando as relações entre pais e filhos, amigos, casais e colegas. Trazendo para o debate o impacto que o digital está a ter no desenvolvimento dos mais novos, este é o livro que nos mostra de forma clara a dimensão do problema que enfrentamos, mas que também nos ajuda - com propostas muito concretas para se mudar comportamentos no dia a dia - a encontrar as soluções e a ligarmo-nos mais uns aos outros no mundo real.
Nº Páginas: 276
Sinopse:
Nas suas histórias, os bons romancistas contam sempre com uma personagem que acaba por ter tanta importância quanto o protagonista: o espaço onde a ação acontece. Por isso, não há melhor guia para conhecer Havana do que Leonardo Padura, o autor que nunca deixou de a retratar em diferentes períodos e em cada um dos seus romances. Mas Ir a Havana é mais do que um livro sobre uma cidade. Sendo ela parte fundamental da identidade do escritor, muito do que tem sido a sua vida invade estas páginas. Assim, de Mantilla – onde nasceu – aos mais diversos recantos da capital cubana, o passeio complementa-se com as experiências do escritor, fotografias, histórias surpreendentes, e, como não podia deixar de ser, com os fragmentos dos seus romances que deram nova vida a estes espaços. Uma leitura incontornável para todos os que se têm deliciado com os casos investigados por Mario Conde ou com o passado evocado em tantos romances de Padura, com quem aprendemos a sentir esta cidade e a viajar nas suas memórias.
Nº Páginas: 244
Sinopse:
O FAROL DA LIBERDADE NO OCIDENTE RUIU. Com uma reeleição presidencial sustentada no “mito do homem forte”, na desinformação e em atropelos inéditos às instituições democráticas, mas também na incapacidade dos seus antecessores para responderem aos reais problemas do povo, Donald Trump parece querer dirigir os Estados Unidos da América rumo a uma autocracia. Com isso, parece também terminada a liderança dos EUA sobre os países que ainda vivem em democracias reais — até quando? Germano Almeida condensou quase três décadas de análise política norte-americana e internacional, visitou os EUA e conversou com especialistas conceituadas, como Daniela Melo e Ana Rita Guerra, para nos trazer o livro O Colapso da Verdade. Nele, aborda as razões que levaram Trump de novo à Casa Branca, a entourage que o rodeia — como Elon Musk e Steve Bannon — e avalia as principais medidas da nova administração e o impacto que já estão a ter no mundo. Teremos nós, ocidentais, tomado a liberdade e a democracia por garantidas? E, por causa disso, estará o nosso modo de vida em risco?
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Vinte e cinco anos após a publicação do seu inovador primeiro livro, A Chave do Sucesso, Malcolm Gladwell regressa com um volume totalmente novo que reformula as suas lições à luz de novos e surpreendentes conhecimentos. Através de uma série de histórias fascinantes, Gladwell traça a ascensão de uma nova e preocupante forma de engenharia social. Leva-nos às ruas de Los Angeles para conhecer os assaltantes de bancos mais bem-sucedidos, redescobre um programa de televisão esquecido dos anos 1970 que mudou o mundo, visita o local de uma experiência histórica num pequeno beco sem saída no norte da Califórnia, e oferece uma história alternativa de duas das maiores epidemias da atualidade: a COVID e a crise dos opiáceos. A Vingança do Ponto de Viragem é o livro mais pessoal de Gladwell até à data. Com a sua mistura caraterística de narração de histórias com ciência social, oferece um guia para dar sentido aos contágios do mundo moderno. É altura de levarmos os pontos de viragem a sério.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
"Como olhar então para estes quase cinquenta anos de história dos media em Portugal? Como ver essa evolução associada a estes cinco grandes protagonistas da história portuguesa, supremos magistrados da nação, e como pensar essa história sob a influência e o exercício da sua ação política? Qual, ou quais deles, foram mais determinantes no impulso ou na inflexão do caminho para a consolidação do pluralismo e da diversidade da comunicação social, no reforço sustentado da opinião pública portuguesa e da sua literacia mediática?"
Nº Páginas: 568
Sinopse:
"Doce Amargura" é a história da Sena Sugar Estates e da aliança anglo-portuguesa entre John Peter Hornung (Pitt) e Laura de Paiva Raposo que lhe deu origem. John Peter Hornung, um ousado jovem inglês de origem húngara, introduziu, no final do século XIX, o cultivo comercial da cana-de-açúcar no Baixo Delta do Rio Zambeze, numa aventura pioneira de criação de várias plantações de açúcar, que se pautou pela introdução de maquinaria industrial, novas técnicas, investigação e modernização das práticas agrícolas, lançando as bases para aquela que acabou por se tornar não apenas na maior empresa açucareira de Moçambique, mas também numa das maiores do mundo. Numa história que cobre 100 anos da história de África e da Europa, a Sena Sugar Estates evoluiu ao longo de décadas alcançando vitórias e sofrendo contrariedades
Nº Páginas: 592
Sinopse:
Heinrich Himmler, o segundo homem mais poderoso da Alemanha nazi, estava convencido de que a ciência ignorava os feitos heróicos de uma raça primordial: os arianos. A convicção do líder das SS, povoada por homens e mulheres louros e de olhos azuis, não passava de pura fantasia - mas era inabalável. Em 1935, Himmler fundou um instituto de investigação no âmbito das SS destinado a produzir alegadas provas arqueológicas dessa e de outras ficções do III Reich: o Ahnenerbe. Para alcançar o objetivo, que mais não era do que reescrever a história da Humanidade, o arquiteto da Solução Final recrutou uma mistura bizarra de aventureiros, místicos e, também, mais de uma centena de respeitáveis cientistas e académicos alemães. As finalidades de tão excêntrica missão, que passaria por expedições a lugares como o Tibete, o Iraque ou a Finlândia, eram decididamente políticas - e, como não tardaria a verificar-se, teriam efeitos criminosos a uma escala até então impossível de conceber.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Miguel Pinto Luz, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais que disputou com Rui Rio a mais recente corrida à liderança do PSD, tem uma visão clara para Portugal. Acredita que os valores que defende, como a transparência e uma maior proximidade entre decisores e cidadãos, são a chave para devolver aos portugueses o interesse pela política. Já apelidado de moderado radical, este social-democrata convicto, sempre com os olhos postos no futuro, expõe neste livro as suas ideias para um País mais competitivo, equilibrado e justo.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
"A Amizade Leva-nos Mais Longe" é, como o título sugere, uma história sobre o poder incrível da amizade, sobre como os amigos são, efetivamente, o maior tesouro que podemos conquistar e preservar ao longo da vida. O autor e narrador deste livro, o norte-americano Kevan Chandler, sofre de uma doença rara e altamente incapacitante, que o obriga ao uso de uma cadeira de rodas. A doença limita drasticamente os seus movimentos e a sua liberdade. Condiciona-o a vários níveis e, apesar da sua alegria, bom humor e vitalidade admiráveis, impede-o de realizar muitos dos seus sonhos. Um deles era viajar. Contudo, este livro conta-nos como, com a ajuda de um grupo de amigos e da sua personalidade combativa, Kevan realizou o sonho de conhecer o mundo. Graças a uma espécie de mochila construída para o efeito, livrou-se da cadeira de rodas e visitou durante semanas vários países, como França, Inglaterra, Irlanda e até a China, transportado às costas dos seus amigos na odisseia incrível que resolveu contar neste livro.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
À medida que James Hawes avança no tempo, de César até ao Brexit, por entre conquistas, impérios e guerras, tece uma nova e profunda narrativa de Inglaterra. A ilha-fortaleza está dividida por uma linha que é anterior à invasão dos romanos
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Em 2015, um grupo de hackers russos invadiu o sistema de computadores da Comissão Nacional Democrática nos E.U.A. As fugas de informação provocadas por esse ataque mudaram o futuro da democracia americana para sempre. Mas o ataque não terminou aí: nesse mesmo ano, os russos não só invadiram as redes da Casa Branca, como também colocaram implantes na rede elétrica americana e nas centrais nucleares, capazes de deixar grandes áreas do país sem energia elétrica de um momento para o outro. Foi o culminar de uma década de escalada da sabotagem digital entre as grandes potências mundiais, em que os americanos se tornaram vítimas involuntárias das batalhas da China, do Irão, da Coreia do Norte e da Rússia no ciberespaço para se boicotarem entre si. "A Arma Perfeita" é a narrativa sobre como o aumento do uso de ciberarmas transformou a geopolítica de uma maneira que não acontecia desde a invenção da bomba atómica. Além de serem baratas, é fácil negar a responsabilidade pelo seu uso e são muito eficazes para alcançar uma série de finalidades maliciosas — de danificar infraestruturas a semear a discórdia e a dúvida. É por isso que atualmente as ciberarmas são os instrumentos preferidos tanto de democracias como de ditadores e terroristas.
Nº Páginas: 496
Sinopse:
O reinado de D. José (1750-1757) é dos poucos que escaparam ao geral esquecimento a que foi votada a maior parte dos factos e personagens mais remotos da história de Portugal. O terramoto de 1755, a reconstrução de Lisboa, os tiros que se dispararam contra a carruagem do rei e a repressão implacável que se lhes seguiu garantiram-lhe um lugar na memória de gerações futuras. No entanto, não é pelo nome do rei que esses anos são em regra conhecidos. O que deles se sabe é, quase sempre, pela interposta pessoa do seu ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, perpetuado na posteridade pelo título de Marquês de Pombal. Depois das figuras destacadas da expansão portuguesa dos séculos XV e XVI, raras personagens são recordadas por públicos amplos. A esse destino obscuro escapou o valido do rei, por força tanto das celebrações encomiásticas quanto das críticas enfáticas que conheceu, dentro e fora de Portugal, em vida como na morte. No cenário político do reinado, cuja ribalta foi exuberantemente ocupada por Pombal, qual o lugar que cabe ao D. José? Boa parte das páginas deste livro, agora revisto, centram-se nas relações entre o rei e o ministro, para explicar como se foram tecendo, mas também para apreender nos traços da personalidade e da vida do rei os rasgos que o fizeram enveredar pelo caminho que seguiu, na sombra do valido.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
"São 13 histórias que se leem de um fôlego. Para que a memória não se apague e as tragédias não sejam esquecidas.» Teresa de Sousa «Numa escrita rápida, direta e eficaz, própria do jornalismo, Paulo Dentinho aborda os acontecimentos que testemunhou partindo dos bastidores das reportagens.» José Manuel Barata-Feyo «Sair da Estrada é um livro de descobertas." Mário Zambujal
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Com um talento raro para observar, ouvir e contar, a jornalista Daniela Santiago, que os portugueses conhecem pela vivacidade dos seus trabalhos enquanto correspondente da RTP em Espanha, faz neste livro uma peregrinação pelas causas do ressurgimento da extrema-direita na Península Ibérica. O fenómeno manifestou- se primeiro em Espanha, com a subida em flecha de popularidade do partido Vox, mas depressa se alastrou a Portugal, com a ascensão, ainda que menos fulgurante, do Chega. Daniela Santiago explora os contornos sociais e políticos deste vendaval protagonizado por Santiago Abascal e André Ventura, dois homens saídos da sombra de partidos da direita moderada que são hoje discípulos assumidos de Marine Le Pen, Matteo Salvini ou Viktor Orbán, além de parentes de uma família internacional que Bolsonaro e Trump também integram. Até onde poderão ir o Vox e o Chega, nos países que já foram governados com punho de ferro por Franco e Salazar, é a pergunta que fica neste livro apaixonante construído ao ritmo das melhores narrativas da não-ficção.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Numa madrugada de Novembro de 1967, a população da grande Lisboa, desde Estoril e Oeiras até Alenquer e Vila Franca de Xira, passando por Queluz, Loures ou Odivelas, acordou em sobressalto e deu de caras com a morte e a destruição. Em algumas horas, caiu a chuva equivalente à de um mês inteiro. O nível da água do Tejo subiu quatro metros. Os cursos de água em redor de Lisboa transbordaram. De um momento para o outro, centenas de rios e ribeiros invadiram as ruas da capital e arredores. Pessoas, animais, barracas, automóveis, mobílias e destroços diversos foram levados pela água e engrossaram caudais mortíferos que levavam tudo à sua frente, afogando homens e mulheres, arrancando árvores, demolindo habitações. Embora as estatísticas da época de pouco valham, mais de mil pessoas terão morrido nessa noite. As maiores vítimas foram os que residiam em construções precárias e em barracas. Apesar dos esforços do governo de Salazar para ocultar a dimensão da tragédia, as Grandes Cheias de 1967 revelaram o atraso e a miséria em que se vivia no país presépio apregoado pelo ditador. Este Dilúvio sem Deus despertou a consciência social e política de estudantes, católicos progressistas e muitos outros portugueses e funcionou como a espécie de antecâmara para o derrube da ditadora, escassos sete anos depois.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Neste relato pessoal, irónico e sempre sagaz, Arturo Pérez-Reverte conta a acidentada história do nosso país vizinho. Uma obra concebida, segundo o autor, como "um pretexto para olhar para trás desde os tempos remotos até ao presente, refletir um pouco sobre ele e contá-lo por escrito de uma forma pouco ortodoxa". Das origens de Espanha até ao final da transição para o regime democrático, os principais acontecimentos da história do nosso vizinho ibérico são narrados com um olhar único, construído com as doses certas de leituras, experiência e senso comum. "O olhar com que escrevo romances e artigos, não fui eu que o escolhi - diz o autor -, é, sim, o resultado de todas essas coisas: a visão, mais ácida do que doce, de quem, como diz um dos meus personagens, sabe que ser lúcido em Espanha acarreta sempre muita amargura, muita solidão e pouca esperança."
Nº Páginas: 528
Sinopse:
Como puderam os nazis cometer os crimes que cometeram? Por que razão comandantes de campos de concentração e de morte levaram a cabo com frequência - e, muitas vezes, entusiasticamente - assassínios em massa? Como puderam os alemães comuns tolerar as atrocidades que se perpetravam? Neste livro, o autor bestseller Laurence Rees combina testemunhos inéditos de ex-nazis e daqueles que cresceram no sistema nazi com a mais recente investigação psicológica em obediência e autoridade, para ajudar a responder a algumas das questões mais perturbadoras relativas à Segunda Guerra Mundial e ao Holocausto. Da política das franjas da década de 1920 ao triunfo eleitoral e à mobilização em massa da década de 1930, passando pelo Holocausto e pelo eventual desaparecimento do regime, Laurence Rees traça a ascensão e queda das mentalidades nazis - incluindo as condições que permitiram o florescimento de uma ideologia tão violenta e o sofisticado esforço de propaganda que a sustentou - pela lente de 12 Avisos, destacando os sinais a que devemos estar atentos nos atuais líderes.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Ser cidadão de um Estado moderno, hoje, significa usufruir de vantagens extraordinárias, mas também enfrentar desafios de uma complexidade profunda. O paradoxo que emerge da experiência da cidadania é inescapável: será o Estado que ajudámos a construir, para nossa segurança, a nossa salvação, ou a nossa desgraça? Poderá ser ambas? Todas as ideias aqui exploradas em capítulos independentes giram em torno da noção de Estado, contribuindo para explicar as suas origens e a forma como se relaciona com muitos dos dilemas e desafios que enfrentamos. O que podem ensinar-nos as noções de Samuel Butler sobre a estranha forma como escolhemos organizar sociedades? Como conseguiu Frederick Douglass expor o horror da escravatura e liderar o movimento que a aboliria? O que predizia Nietzsche para o futuro dos homens? E qual o impacto das suas ideias na nossa conceção atual de igualdade, justiça e revolução? De Rousseau a Rawls, do fascismo ao feminismo, do prazer à anarquia, a história das ideias constitui uma introdução brilhante à modernidade.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Jaime Nogueira Pinto percorre dois mil e quinhentos anos de história, arte, literatura e ciência para nos contar como têm vivido e morrido as pessoas em tempos de epidemia. É uma viagem marcada por sofrimento, carestia, doença e morte, e por grandes agitações nas sociedades, com convulsões políticas, miséria material, degradação dos costumes e desorientação espiritual. Recorrendo a fontes históricas tão diversas quanto O Livro do Apocalipse, a peça Édipo Rei, os estudos médicos de Galeno, a pintura Danças Macabras de Bernt Notke, o poema Nós, de Cesário Verde, ou o filme Philadelphia, com Tom Hanks, Contágios estabelece uma cronologia das principais epidemias que afectaram a humanidade e faz o balanço histórico das suas consequências políticas, sociais e culturais. Relato fascinante das epidemias tradicionais e das que surgiram recentemente - como o Ébola, a SIDA ou a Covid-19 - Contágios é o livro que nos ajuda a pensar sobre os fantasmas que nos assombram.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Cada família tem a sua história. No caso da família dos Santos é uma história extraordinária, em que entram um pai autoritário, uma filha milionária, um filho presidiário, um general ameaçador e um número enorme de intriguistas. O cenário é Angola, onde a grande maioria da população vive com menos de dois dólares por dia, e em particular a sua capital, Luanda, conhecida durante muito tempo como a Dubai de África. Depois de ter chegado ao poder quase por acaso, o patriarca distribui os recursos do país entre os seus próximos ao longo de trinta e oito anos. Com isto torna-se o todo-poderoso de um clã que em pouco tempo se tornou muito rico. Os seus membros são intocáveis e o seu reino anuncia-se eterno. Até ao dia em que é forçado a passar o testemunho. O novo homem forte, que, no entanto, faz parte da mesma família política, quer mudar as coisas. O seu alvo é o sistema dos Santos. Reviravoltas, golpes baixos e manipulação são os ingredientes de uma saga familiar de tirar a respiração. Uma história em que, infelizmente, tudo é verdade.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Quem foram os Lusitanos? Como se desenrolou a Batalha de Aljubarrota? Por onde navegaram os marinheiros portugueses? Quem foi o Marquês de Pombal? Como foi a implantação da República? O que foi o 25 de Abril de 1974? Descobre os acontecimentos e as personagens mais importantes da História de Portugal desde os antecedentes da fundação da nacionalidade até à adesão de Portugal à União Europeia, numa obra de grande rigor científico e enriquecida com as mais recentes investigações. É uma história inesquecível que já conta com mais de 850 anos.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Desde o seu nascimento, em 1984, que a vida de Kim Jong Un tem estado rodeada de mitos e propaganda, desde os mais inusitados (alegadamente era capaz de conduzir um automóvel aos três anos de idade) às histórias lugubremente sangrentas de familiares que morreram por ordem sua. Anna Fifield reconstrói nesta biografia o passado e o presente do líder norte-coreano com base no acesso exclusivo a fontes próximas do líder e dá o seu contributo para tentar explicar a missão dinástica da família Kim na Coreia do Norte. Poucas pessoas terão pensado que um jovem fanático de basquetebol, inexperiente, pouco saudável e educado na Suíça podia suster a unidade de um país que devia ter sucumbido há muitos anos, durante o despótico governo familiar da dinastia Kim. Mas Kim Jong Un não só sobreviveu, como prosperou, estimulado pela aprovação de Donald Trump e pelo mais estranho afeto da diplomacia. Numa perspetiva cética, mas aprofundada, Anna Fifield desenha um retrato fascinante do regime político mais bizarro e secreto do mundo, um país isolado, mas internacionalmente relevante, falido, mas detentor de armas nucleares, e do seu dirigente, o autoproclamado Líder Amado e Respeitado, Kim Jong Un.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
“É pior, muito pior do que pensa”, alerta-nos David Wallace-Wells. O premiado jornalista sabe do que fala, há décadas que recolhe histórias sobre alterações climáticas. Algumas delas, no início, pareciam-lhe quase fábulas – como a dos cientistas que ficaram isolados numa ilha de gelo rodeados por ursos polares. Com o tempo, porém, deixou de ver nelas qualquer sentido alegórico. A realidade começou a fornecer-lhe material de reflexão cada vez mais sombrio. Os desastres climáticos sucedem-se agora a uma velocidade e a uma escala sem precedentes na história da humanidade. Ao mesmo tempo, todos os estudos científicos sobre a transformação em curso do nosso planeta apontam num único sentido – o fim do mundo tal como o conhecemos. É pois a partir dos factos observáveis, e das previsões possíveis sobre o modo como vamos viver, que este livro se constrói. Com um enorme sentido de urgência, e num tom que evoca a reportagem de guerra, o autor dá-nos, resumida e analisada, a informação mais relevante de que hoje dispomos. E o que todas as projeções antecipam é um cenário de horror bíblico: morte por hipertermia, por afogamento, por inanição, por falta de água potável, por desastres naturais e epidemias. E não estamos a falar de dezenas de pessoas, mas de milhões. E não estamos a falar no horizonte remoto de 2050 ou de 2100, mas daquilo que espera a nossa geração.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Esta é a história da ascensão e queda de uma Corte iluminada pela presença de mulheres leitoras, amantes de livros, apaixonadas pela improvisação poética, cantoras afeiçoadas aos bailes, exímias dançarinas, mulheres cuja vida se compreende entre os reinados de Manuel I e Sebastião (1495-1578). Mulheres escritoras, rodopiando em salas, tocando alaúde, improvisando versos, dando conselhos a ministros e embaixadores, argumentando diante dos doutores, organizando a biblioteca das rainhas e princesas. Influenciadas pela Itália renascentista, combateram a favor de uma religião do espírito, colocando no centro do debate a ascensão da mulher e a crítica do poder, o raciocínio sobre o amor e o desejo. Durante vinte anos, os salões animaram-se com os apaixonados, desesperados perante o comando feminino da literatura. Os poetas rastejaram, perderam olhos e braços, entraram para conventos, fugiram para a Ásia, soçobraram perante os desafios do amor, enquanto as mulheres envelheciam, condenadas a uma solidão imposta, fechando a mente e o corpo em salas cobertas de luto. Mas enquanto a Corte das Mulheres existiu, brilharam a erudição de Joana Vaz, Públia Hortênsia de Castro e Luísa Sigeia, a música de Paula Vicente, o comportamento irónico e provocador de Francisca de Aragão e Guiomar de Blaesvelt, assim como os versos de Camões, Jorge de Montemor e Francisco de Morais, lidos por Cervantes, Lope de Vega e Shakespeare. Naquele tempo, os livros de amor gravitaram em torno da infanta Maria e da princesa Joana de Áustria, num exuberante mundo feminino prestes a nascer. O que aconteceu a esse século de ouro?
