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Edição: Set 2017
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Aprende-se com ela como as trevas são claras e como tudo é excepcional." Do Prefácio de António Lobo Antunes
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Aprende-se com ela como as trevas são claras e como tudo é excepcional." Do Prefácio de António Lobo Antunes
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Edição: Jul 2004
Nº Páginas: 162
Sinopse:
"Após esta pequena digressão, voltemos aos contos publicados nos últimos anos da sua vida. No que diz respeito ao estilo, os críticos são unânimes no louvor. Mas algo há — a força, a novidade, a rebeldia — em Singularidades de Uma Rapariga Loira, que viria a desaparecer, quando Eça se pôs à procura da tal prosa que "ainda" não existia. Se aprecio o jornalismo de Eça tanto quanto os seus romances, já o mesmo não sucede com os contos, cuja qualidade é desigual. Por isso me pareceu interessante o exercício de seleccionar os melhores. Eles aqui ficam, em número de cinco." Do Prefácio de Maria Filomena Mónica
Nº Páginas: 162
Sinopse:
"Após esta pequena digressão, voltemos aos contos publicados nos últimos anos da sua vida. No que diz respeito ao estilo, os críticos são unânimes no louvor. Mas algo há — a força, a novidade, a rebeldia — em Singularidades de Uma Rapariga Loira, que viria a desaparecer, quando Eça se pôs à procura da tal prosa que "ainda" não existia. Se aprecio o jornalismo de Eça tanto quanto os seus romances, já o mesmo não sucede com os contos, cuja qualidade é desigual. Por isso me pareceu interessante o exercício de seleccionar os melhores. Eles aqui ficam, em número de cinco." Do Prefácio de Maria Filomena Mónica
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Edição: Set 2016
Nº Páginas: 512
Sinopse:
"Ao lermos Chesterton, somos dominados por uma extraordinária sensação de felicidade. A sua prosa é o oposto da prosa académica: é rejubilante. As palavras ressaltam e desencadeiam faíscas entre si, como se um brinquedo de corda ganhasse vida de repente, fazendo girar e disparar todos os botões do bom senso, o mais surpreendente dos prodígios." [Da Introdução de Alberto Manguel] >br> "Acredito que Chesterton é um dos principais escritores do nosso tempo, não só pela criatividade, imaginação visual e alegria infantil ou divina evidente na sua escrita, mas também pelo talento retórico e puro brilhantismo da sua arte (…). É desnecessário falar da magia e do brilho de Chesterton. Eu quero ponderar outras virtudes do famoso escritor: a sua admirável modéstia e a sua cortesia." [Jorge Luis Borges]
Nº Páginas: 512
Sinopse:
"Ao lermos Chesterton, somos dominados por uma extraordinária sensação de felicidade. A sua prosa é o oposto da prosa académica: é rejubilante. As palavras ressaltam e desencadeiam faíscas entre si, como se um brinquedo de corda ganhasse vida de repente, fazendo girar e disparar todos os botões do bom senso, o mais surpreendente dos prodígios." [Da Introdução de Alberto Manguel] >br> "Acredito que Chesterton é um dos principais escritores do nosso tempo, não só pela criatividade, imaginação visual e alegria infantil ou divina evidente na sua escrita, mas também pelo talento retórico e puro brilhantismo da sua arte (…). É desnecessário falar da magia e do brilho de Chesterton. Eu quero ponderar outras virtudes do famoso escritor: a sua admirável modéstia e a sua cortesia." [Jorge Luis Borges]
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Edição: Nov 2012
Nº Páginas: 800
Sinopse:
"Anna Karénina morre no mundo do romance; mas cada vez que lemos o livro ela ressuscita, e mesmo depois de o termos acabado adquire outra vida na nossa recordação. Em cada personagem literária existe algo da Fénix imortal. Através das vidas perduráveis dos seus personagens, a própria existência de Tolstoi teve a sua eternidade."Vladimir Nabokov
Nº Páginas: 800
Sinopse:
"Anna Karénina morre no mundo do romance; mas cada vez que lemos o livro ela ressuscita, e mesmo depois de o termos acabado adquire outra vida na nossa recordação. Em cada personagem literária existe algo da Fénix imortal. Através das vidas perduráveis dos seus personagens, a própria existência de Tolstoi teve a sua eternidade."Vladimir Nabokov
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Edição: Jul 2005
Nº Páginas: 378
Sinopse:
"Amor, disse ela quando chegou o Carnaval e toda a gente partiu para a neve. Olha. Agora eles foram todos para a neve, e temos cinco dias só para nós. O seu amor tinha uns olhos grandes como lagos, e sorriu-lhe com tanta ternura que ela percebeu que toda a sua vida, e todo o seu trabalho, e todas as suas aventuras, e todas as suas alegrias e todas as suas dores, tudo o que estava para trás, e já era muito, se tinha destinado apenas a transportá-la até àquela porta, para dentro daquele sorriso que a envolvia num casulo de luz puríssima, macia, sedosa, perfeita. E então sorriu também, com uma cascata delicada de felicidade a deslizar-lhe devagarinho como um bálsamo sobre todos os sentidos. Ele estendeu-lhe a mão sem dizer nada, apertou-a suavemente em torno da sua, trouxe-a sem pressa para o lado de dentro da porta, e, quando a fechou, fechou o resto do mundo do lado de fora. Estava descalço." De "Cântico dos Cânticos"
Nº Páginas: 378
Sinopse:
"Amor, disse ela quando chegou o Carnaval e toda a gente partiu para a neve. Olha. Agora eles foram todos para a neve, e temos cinco dias só para nós. O seu amor tinha uns olhos grandes como lagos, e sorriu-lhe com tanta ternura que ela percebeu que toda a sua vida, e todo o seu trabalho, e todas as suas aventuras, e todas as suas alegrias e todas as suas dores, tudo o que estava para trás, e já era muito, se tinha destinado apenas a transportá-la até àquela porta, para dentro daquele sorriso que a envolvia num casulo de luz puríssima, macia, sedosa, perfeita. E então sorriu também, com uma cascata delicada de felicidade a deslizar-lhe devagarinho como um bálsamo sobre todos os sentidos. Ele estendeu-lhe a mão sem dizer nada, apertou-a suavemente em torno da sua, trouxe-a sem pressa para o lado de dentro da porta, e, quando a fechou, fechou o resto do mundo do lado de fora. Estava descalço." De "Cântico dos Cânticos"
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Edição: Mai 2019
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Amante de Gatos", de Kristen Roupenian, foi em 2017 um dos dois contos mais lidos de sempre, tanto online como em papel, na "The New Yorker". Tal sucesso deve-se, segundo o "Washington Post", ao facto de o conto dar voz não ao leitor comum da publicação, mas a uma geração mais jovem. Segundo a "The Atlantic", o conto capta o medo das jovens mulheres a viver em 2017, o que, entre outras coisas, implica uma desesperante necessidade de ser boa e simpática a todo o custo. "Tu Sabes Que Queres" é uma coletânea que inclui esse e outros contos, onde Roupenian explora as conexões complexas e por vezes sombrias de género, sexo e poder. "Tu Sabes Que Queres" será brevemente adaptado a série de televisão pela HBO.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Amante de Gatos", de Kristen Roupenian, foi em 2017 um dos dois contos mais lidos de sempre, tanto online como em papel, na "The New Yorker". Tal sucesso deve-se, segundo o "Washington Post", ao facto de o conto dar voz não ao leitor comum da publicação, mas a uma geração mais jovem. Segundo a "The Atlantic", o conto capta o medo das jovens mulheres a viver em 2017, o que, entre outras coisas, implica uma desesperante necessidade de ser boa e simpática a todo o custo. "Tu Sabes Que Queres" é uma coletânea que inclui esse e outros contos, onde Roupenian explora as conexões complexas e por vezes sombrias de género, sexo e poder. "Tu Sabes Que Queres" será brevemente adaptado a série de televisão pela HBO.
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Edição: Nov 2008
Nº Páginas: 248
Sinopse:
"Acredito que a nossa época vai ocupar-se do amor com um pouco mais de seriedade do que as anteriores..."
Nº Páginas: 248
Sinopse:
"Acredito que a nossa época vai ocupar-se do amor com um pouco mais de seriedade do que as anteriores..."
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Edição: Abr 2018
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"A História de Job e da sua progenitura irrompe, de onde em onde, por entre lugares recônditos e as muitas personagens: o Porto, com a Ribeira, o Barredo, o Douro, desliza através do olhar de Lourença, das visões de Purinha, de Filipe e de uma memória que percorre gentes, pedras, cheiros, casas e se desdobra num pulsar profundo e secreto em luz, quase sempre coada, para que a cidade se nos descubra, em demora, como um palácio abandonado." [Do Prefácio]
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"A História de Job e da sua progenitura irrompe, de onde em onde, por entre lugares recônditos e as muitas personagens: o Porto, com a Ribeira, o Barredo, o Douro, desliza através do olhar de Lourença, das visões de Purinha, de Filipe e de uma memória que percorre gentes, pedras, cheiros, casas e se desdobra num pulsar profundo e secreto em luz, quase sempre coada, para que a cidade se nos descubra, em demora, como um palácio abandonado." [Do Prefácio]
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Edição: Nov 2012
Nº Páginas: 408
Sinopse:
"A Travessia" tem por cenário os ranchos do Sul dos EUA durante os anos que antecederam a II Guerra Mundial e narra as aventuras de Billy Parham, de dezasseis anos, e do seu irmão mais novo, Boyd.Fascinado por uma ardilosa loba que tem atacado a propriedade da família, Billy captura o animal. Mas, ao invés de o matar, parte em busca da sua origem — as montanhas do México — com o intuito de o devolver ao seu ambiente natural. No regresso, Billy depara-se com um mundo irreversivelmente mudado. A perda da sua inocência tem um preço e, mais uma vez, o horizonte brilha com a sua desoladora beleza e cruel promessa.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
"A Travessia" tem por cenário os ranchos do Sul dos EUA durante os anos que antecederam a II Guerra Mundial e narra as aventuras de Billy Parham, de dezasseis anos, e do seu irmão mais novo, Boyd.Fascinado por uma ardilosa loba que tem atacado a propriedade da família, Billy captura o animal. Mas, ao invés de o matar, parte em busca da sua origem — as montanhas do México — com o intuito de o devolver ao seu ambiente natural. No regresso, Billy depara-se com um mundo irreversivelmente mudado. A perda da sua inocência tem um preço e, mais uma vez, o horizonte brilha com a sua desoladora beleza e cruel promessa.
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Edição: Jul 2015
Nº Páginas: 264
Sinopse:
"A Solidão dos Números Primos" obteve o Prémio Strega em 2008 e o Prémio Campiello Opera Prima e foi traduzido em mais de quarenta línguas.A narrativa centra-se nas vidas de Alice e Mattia, ambos marcados por um episódio traumático sucedido na sua infância afinal parecem-se com aqueles números especiais, a que os matemáticos chamam "primos gémeos", que estão separados apenas por um número par, próximos mas incapazes de se tocarem realmente.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
"A Solidão dos Números Primos" obteve o Prémio Strega em 2008 e o Prémio Campiello Opera Prima e foi traduzido em mais de quarenta línguas.A narrativa centra-se nas vidas de Alice e Mattia, ambos marcados por um episódio traumático sucedido na sua infância afinal parecem-se com aqueles números especiais, a que os matemáticos chamam "primos gémeos", que estão separados apenas por um número par, próximos mas incapazes de se tocarem realmente.
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Edição: Abr 2019
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"A protagonista deste romance, Nel, é uma mulher que não é feliz do mesmo modo que os outros, homens e mulheres, mas que quer ser feliz, para o que terá de deixar de ser aquilo a que estava destinada. Há qualquer coisa de premonitório neste romance. Pelos costumes das pessoas, pelos sentimentos, pelas relações entre parentes e familiares, percebe-se que já muita coisa mudou ou está em mudança antes mesmo de a revolução acontecer. A revolução, aliás, é o coroar de um processo de mudança, mais do que o seu começo. Em algo de essencial, de fundamental, isto é, nos sentimentos, as coisas já eram diferentes antes de 1974." [Do Prefácio de António Barreto]
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"A protagonista deste romance, Nel, é uma mulher que não é feliz do mesmo modo que os outros, homens e mulheres, mas que quer ser feliz, para o que terá de deixar de ser aquilo a que estava destinada. Há qualquer coisa de premonitório neste romance. Pelos costumes das pessoas, pelos sentimentos, pelas relações entre parentes e familiares, percebe-se que já muita coisa mudou ou está em mudança antes mesmo de a revolução acontecer. A revolução, aliás, é o coroar de um processo de mudança, mais do que o seu começo. Em algo de essencial, de fundamental, isto é, nos sentimentos, as coisas já eram diferentes antes de 1974." [Do Prefácio de António Barreto]
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Edição: Mai 2019
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"A propósito dos diálogos que agora se publicam, escritos por Agustina Bessa-Luís sob o título A Casa e oferecidos, com data de 2 de Setembro de 1981, "ao Manoel de Oliveira e à Maria Isabel, com um abraço" para integrar o filme Visita ou Memórias e Confissões, diz o realizador que não conhece "ninguém que tenha mudado tantas vezes de casa como a Agustina". E mais confidencia que "com respeito a casas" são muito diferentes: ele seria "muito mais o gato" e Agustina "muito mais o cão". Se o prodigioso diálogo criativo em que ambos se empenharam muitas vezes se pareceu, de facto, a um despique de cão e gato — colaborações de que resultaram, talvez por isso mesmo, algumas das mais notáveis realizações literárias e cinematográficas de um e doutro —, aqui convergem num idílico consenso. Agustina reconhece que este filme é um dos seus preferidos, como confirma que ao longo da sua vida mudou efetivamente dezanove vezes de casa." [Do Prefácio de António Preto]
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"A propósito dos diálogos que agora se publicam, escritos por Agustina Bessa-Luís sob o título A Casa e oferecidos, com data de 2 de Setembro de 1981, "ao Manoel de Oliveira e à Maria Isabel, com um abraço" para integrar o filme Visita ou Memórias e Confissões, diz o realizador que não conhece "ninguém que tenha mudado tantas vezes de casa como a Agustina". E mais confidencia que "com respeito a casas" são muito diferentes: ele seria "muito mais o gato" e Agustina "muito mais o cão". Se o prodigioso diálogo criativo em que ambos se empenharam muitas vezes se pareceu, de facto, a um despique de cão e gato — colaborações de que resultaram, talvez por isso mesmo, algumas das mais notáveis realizações literárias e cinematográficas de um e doutro —, aqui convergem num idílico consenso. Agustina reconhece que este filme é um dos seus preferidos, como confirma que ao longo da sua vida mudou efetivamente dezanove vezes de casa." [Do Prefácio de António Preto]
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Edição: Abr 2014
Nº Páginas: 520
Sinopse:
"A Nave dos Loucos", escrito ao longo de vinte anos, foi o primeiro e único romance de Katherine Anne Porter. Repleto de conflito, paixão e intriga política, conta-nos a viagem de um navio internacional de passageiros com destino à Alemanha, numa época em que a guerra estava iminente. Publicado pela primeira vez em 1962, "A Nave dos Loucos" alcançou um êxito imediato, depressa sendo adaptado ao cinema.
Nº Páginas: 520
Sinopse:
"A Nave dos Loucos", escrito ao longo de vinte anos, foi o primeiro e único romance de Katherine Anne Porter. Repleto de conflito, paixão e intriga política, conta-nos a viagem de um navio internacional de passageiros com destino à Alemanha, numa época em que a guerra estava iminente. Publicado pela primeira vez em 1962, "A Nave dos Loucos" alcançou um êxito imediato, depressa sendo adaptado ao cinema.
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Edição: Nov 2017
Nº Páginas: 96
Sinopse:
"A narrativa fala das incertezas de uma adolescente que tem a sua primeira experiência do amor físico, se lança na travessia dos sentidos, e procura a libertação do domínio da mãe e da asfixiante relação que esta tem com o filho mais velho. Esta paixão adolescente decorre num cenário exótico, perverso, num fundo de lentidão e meandros asiáticos. "
Nº Páginas: 96
Sinopse:
"A narrativa fala das incertezas de uma adolescente que tem a sua primeira experiência do amor físico, se lança na travessia dos sentidos, e procura a libertação do domínio da mãe e da asfixiante relação que esta tem com o filho mais velho. Esta paixão adolescente decorre num cenário exótico, perverso, num fundo de lentidão e meandros asiáticos. "
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Edição: Mai 2014
Nº Páginas: 278
Sinopse:
"A Morte de Virgílio" é um dos maiores romances do século XX, uma vasta meditação lírica que exprime inquietação sobre a morte, o sentido da vida e a possibilidade de conhecer o mundo. Construído com um monólogo interior em que se entrecruzam tempos e espaços, o livro tem um estilo em ruptura com as normas narrativas tradicionais. Foi a própria morte do poeta Virgílio que serviu de ponto de partida à elaboração desta obra de concepção sinfónica.
Nº Páginas: 278
Sinopse:
"A Morte de Virgílio" é um dos maiores romances do século XX, uma vasta meditação lírica que exprime inquietação sobre a morte, o sentido da vida e a possibilidade de conhecer o mundo. Construído com um monólogo interior em que se entrecruzam tempos e espaços, o livro tem um estilo em ruptura com as normas narrativas tradicionais. Foi a própria morte do poeta Virgílio que serviu de ponto de partida à elaboração desta obra de concepção sinfónica.
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Edição: Mai 2016
Nº Páginas: 336
Sinopse:
"A história da relação entre Constance Chatterley e Mellors, o guarda de caça do seu marido inválido, é o romance mais controverso de Lawrence e talvez o seu texto mais comovente sobre o amor."
Nº Páginas: 336
Sinopse:
"A história da relação entre Constance Chatterley e Mellors, o guarda de caça do seu marido inválido, é o romance mais controverso de Lawrence e talvez o seu texto mais comovente sobre o amor."
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Edição: Abr 2014
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"A generalidade dos estudiosos concorda que a fonte principal de inspiração de Shakespeare para "Bem Está O Que Bem Acaba" foi a história de Giletta di Narbona, que constitui a nona novela do Terceiro Dia do Decameron, da autoria do italiano Giovanni Boccaccio (1313-1375). É improvável que o dramaturgo inglês tenha lido essa história no original italiano, e, por isso, têm sido aventadas duas hipóteses sobre o texto a que ele terá tido acesso: uns entendem que Shakespeare leu a história numa versão inglesa publicada em "The Palace of Pleasure de William Painter" (1540?-1594), cujo primeiro volume veio a público em 1566; outros defendem que o seu contacto com a história de Giletta lhe foi proporcionado pela leitura da versão francesa — é sabido que Shakespeare tinha alguns conhecimentos de francês —, da responsabilidade de Antoine le Maçon, publicada em Paris em 1584. G. K. Hunter, na excelente introdução à sua edição de "All’s Well That Ends Well", desenvolve esta questão com alguma profundidade, apresentando alguns dos argumentos que têm sido invocados, quer a favor da hipótese Painter quer da hipótese Le Maçon, mas não se decide por qualquer delas. (…) O que Shakespeare foi capaz de fazer melhor do que ninguém foi levar-nos a reflectir — através dos comportamentos das personagens que adoptou e da forma como aproveitou histórias conhecidas — sobre a vida, o homem (com as suas virtudes e os seus defeitos), a natureza, a religião, etc., através da utilização de uma linguagem inovadora e incomparavelmente vigorosa, criativa e poética." Da Introdução de M. Gomes da Torre
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"A generalidade dos estudiosos concorda que a fonte principal de inspiração de Shakespeare para "Bem Está O Que Bem Acaba" foi a história de Giletta di Narbona, que constitui a nona novela do Terceiro Dia do Decameron, da autoria do italiano Giovanni Boccaccio (1313-1375). É improvável que o dramaturgo inglês tenha lido essa história no original italiano, e, por isso, têm sido aventadas duas hipóteses sobre o texto a que ele terá tido acesso: uns entendem que Shakespeare leu a história numa versão inglesa publicada em "The Palace of Pleasure de William Painter" (1540?-1594), cujo primeiro volume veio a público em 1566; outros defendem que o seu contacto com a história de Giletta lhe foi proporcionado pela leitura da versão francesa — é sabido que Shakespeare tinha alguns conhecimentos de francês —, da responsabilidade de Antoine le Maçon, publicada em Paris em 1584. G. K. Hunter, na excelente introdução à sua edição de "All’s Well That Ends Well", desenvolve esta questão com alguma profundidade, apresentando alguns dos argumentos que têm sido invocados, quer a favor da hipótese Painter quer da hipótese Le Maçon, mas não se decide por qualquer delas. (…) O que Shakespeare foi capaz de fazer melhor do que ninguém foi levar-nos a reflectir — através dos comportamentos das personagens que adoptou e da forma como aproveitou histórias conhecidas — sobre a vida, o homem (com as suas virtudes e os seus defeitos), a natureza, a religião, etc., através da utilização de uma linguagem inovadora e incomparavelmente vigorosa, criativa e poética." Da Introdução de M. Gomes da Torre
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Edição: Abr 1998
Nº Páginas: 322
Sinopse:
"A Gaia Ciência" (1882) é uma obra que acolhe em si todo o percurso nietzschiano anterior e que prepara, de maneira decisiva, tudo aquilo que virá em seguida. É possível encontrar no livro, implícita ou explicitamente, as formulações mais decisivas de todas essas expressões com as quais nos acostumamos a associar a obra filosófica de Nietzsche: a noção de corpo, a morte de Deus, as sombras de Deus, o eterno retorno do mesmo, a crítica à moral, o ressentimento, a vontade de poder, etc. Um clássico da literatura universal.
Nº Páginas: 322
Sinopse:
"A Gaia Ciência" (1882) é uma obra que acolhe em si todo o percurso nietzschiano anterior e que prepara, de maneira decisiva, tudo aquilo que virá em seguida. É possível encontrar no livro, implícita ou explicitamente, as formulações mais decisivas de todas essas expressões com as quais nos acostumamos a associar a obra filosófica de Nietzsche: a noção de corpo, a morte de Deus, as sombras de Deus, o eterno retorno do mesmo, a crítica à moral, o ressentimento, a vontade de poder, etc. Um clássico da literatura universal.
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Edição: Mar 2015
Nº Páginas: 56
Sinopse:
"A Carta de Lorde Chandos", publicada em 1902, é uma missiva ficcionada a Francis Bacon, em que Lorde Chandos, atravessado por uma crise literária e filosófica, explica porque não é capaz de continuar a escrever. O texto corresponde a uma crise do seu autor. Em 1901, Hofmannsthal renunciara à carreira universitária, reviu a sua obra poética, casou com Gerty Schlesinger e foi viver para uma pequena povoação próximo de Viena. Debate-se com a falta de sentido da expressão poética e literária e com o absurdo dos conceitos abstractos, e pensa que um novo começo só pode surgir de uma atitude, a decência de ficar calado.
Nº Páginas: 56
Sinopse:
"A Carta de Lorde Chandos", publicada em 1902, é uma missiva ficcionada a Francis Bacon, em que Lorde Chandos, atravessado por uma crise literária e filosófica, explica porque não é capaz de continuar a escrever. O texto corresponde a uma crise do seu autor. Em 1901, Hofmannsthal renunciara à carreira universitária, reviu a sua obra poética, casou com Gerty Schlesinger e foi viver para uma pequena povoação próximo de Viena. Debate-se com a falta de sentido da expressão poética e literária e com o absurdo dos conceitos abstractos, e pensa que um novo começo só pode surgir de uma atitude, a decência de ficar calado.
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Edição: Nov 2016
Nº Páginas: 368
Sinopse:
"A 23 de Outubro de 1869, [Eça de Queiroz] com o seu amigo, o conde de Resende, partia, em grande estilo, rumo a Alexandria. Em Gibraltar, tomaram o paquete inglês Delly, da rota da Índia. A 5 de Novembro, estavam em Alexandria e dois dias depois chegavam ao Cairo. Regiamente instalados no Hotel Shepheard’s, visitaram os monumentos da praxe. Do Prefácio
Nº Páginas: 368
Sinopse:
"A 23 de Outubro de 1869, [Eça de Queiroz] com o seu amigo, o conde de Resende, partia, em grande estilo, rumo a Alexandria. Em Gibraltar, tomaram o paquete inglês Delly, da rota da Índia. A 5 de Novembro, estavam em Alexandria e dois dias depois chegavam ao Cairo. Regiamente instalados no Hotel Shepheard’s, visitaram os monumentos da praxe. Do Prefácio
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Edição: Out 2016
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"28 DE AGOSTO. Agora, no momento em que escrevo isto, não sabes nada, nada do que te espera, do mundo a que vais chegar. E eu nada sei de ti. Vi uma imagem na ecografia, e pus uma mão sobre o ventre em que estás, é tudo."
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"28 DE AGOSTO. Agora, no momento em que escrevo isto, não sabes nada, nada do que te espera, do mundo a que vais chegar. E eu nada sei de ti. Vi uma imagem na ecografia, e pus uma mão sobre o ventre em que estás, é tudo."
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Edição: Nov 2015
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"1. Um homem que gostava de ouvir música às escuras mas com uma lanterna na mão. Quando ligava a lanterna, não a apontava para o aparelho técnico de onde saíam os sons, mas sim para o espaço por on-de a música se espalhava. Queria localizar os sons como se localiza um objecto." Esta é uma das "Breves Notas Sobre Música" de Gonçalo M. Tavares.
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"1. Um homem que gostava de ouvir música às escuras mas com uma lanterna na mão. Quando ligava a lanterna, não a apontava para o aparelho técnico de onde saíam os sons, mas sim para o espaço por on-de a música se espalhava. Queria localizar os sons como se localiza um objecto." Esta é uma das "Breves Notas Sobre Música" de Gonçalo M. Tavares.
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Edição: Nov 2018
Nº Páginas: 56
Sinopse:
"[…] o que finalmente temos é uma longa, lenta, amorosa e perspicaz divagação sobre as vidas que se cruzavam com ela [a autora] nas estações de caminho-de-ferro e nos comboios, designadamente na linha do Douro, a que vai ou, antes, ia de São Bento e de Campanhã, no Porto, até Barca d’Alva, antes de entrar por Espanha adentro." [Do Prefácio de António Barreto]
Nº Páginas: 56
Sinopse:
"[…] o que finalmente temos é uma longa, lenta, amorosa e perspicaz divagação sobre as vidas que se cruzavam com ela [a autora] nas estações de caminho-de-ferro e nos comboios, designadamente na linha do Douro, a que vai ou, antes, ia de São Bento e de Campanhã, no Porto, até Barca d’Alva, antes de entrar por Espanha adentro." [Do Prefácio de António Barreto]
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Edição: Fev 2012
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"(...) H. L. Mencken compara os dois textos deste livro às composições musicais de Johannes Sebastian Bach." - J. L. Borges
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"(...) H. L. Mencken compara os dois textos deste livro às composições musicais de Johannes Sebastian Bach." - J. L. Borges
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Edição: Mai 2015
Nº Páginas: 336
Sinopse:
""Tolstoi ou Dostoievski" procura mostrar que a estatura destes dois romancistas é inseparável do seu compromisso teológico. Se "Anna Karénina" é, como Henry James viu, uma "coisa tão maior" até mesmo que "Madame Bovary", se "Os Irmãos Karamázov" supera tão formidavelmente Balzac ou Dickens, a razão é a centralidade para Tolstoi e Dostoievski da questão de Deus. Por sua vez, o que faz legitimar as afinidades de Tolstoi com Homero e as de Dostoievski com Shakespeare é uma comunicação partilhada das realidades, individuais e colectivas, físicas e históricas, além do alcance do empírico. Para ambos os mestres russos, como para Pasternak e para Soljenítsin depois deles, o pressuposto de D. H. Lawrence de que, para ser um escritor ou artista maior, há que enfrentar "nu os fogos de Deus" (ou o não-ser de Deus) era por si mesmo evidente. O constante recurso de Tolstoi ao mistério da ressurreição, as figurações de Dostoievski de um niilismo apocalíptico, são simultaneamente actos incomparáveis de realização narrativa-dramática e de pensamento religioso. Este livro invoca as afinidades profundas que se encontram entre a realização russa e a do cenário teológico em Hawthorne e Melville." Do Prefácio
Nº Páginas: 336
Sinopse:
""Tolstoi ou Dostoievski" procura mostrar que a estatura destes dois romancistas é inseparável do seu compromisso teológico. Se "Anna Karénina" é, como Henry James viu, uma "coisa tão maior" até mesmo que "Madame Bovary", se "Os Irmãos Karamázov" supera tão formidavelmente Balzac ou Dickens, a razão é a centralidade para Tolstoi e Dostoievski da questão de Deus. Por sua vez, o que faz legitimar as afinidades de Tolstoi com Homero e as de Dostoievski com Shakespeare é uma comunicação partilhada das realidades, individuais e colectivas, físicas e históricas, além do alcance do empírico. Para ambos os mestres russos, como para Pasternak e para Soljenítsin depois deles, o pressuposto de D. H. Lawrence de que, para ser um escritor ou artista maior, há que enfrentar "nu os fogos de Deus" (ou o não-ser de Deus) era por si mesmo evidente. O constante recurso de Tolstoi ao mistério da ressurreição, as figurações de Dostoievski de um niilismo apocalíptico, são simultaneamente actos incomparáveis de realização narrativa-dramática e de pensamento religioso. Este livro invoca as afinidades profundas que se encontram entre a realização russa e a do cenário teológico em Hawthorne e Melville." Do Prefácio
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Edição: Jul 2016
Nº Páginas: 272
Sinopse:
""Pais e Filhos" não só é o melhor romance de Turguéniev, mas também um dos maiores romances do século XIX."Do Posfácio de Vladimir Nabokov
Nº Páginas: 272
Sinopse:
""Pais e Filhos" não só é o melhor romance de Turguéniev, mas também um dos maiores romances do século XIX."Do Posfácio de Vladimir Nabokov
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Edição: Out 2017
Nº Páginas: 480
Sinopse:
""Ou—Ou. Um Fragmento de Vida" é uma obra ímpar dentro da literatura e da filosofia ocidentais, a todos os níveis e vista de todos os ângulos; não fosse a circunstância de, na Europa de então, como na actual, a língua dinamarquesa ficar submersa por outros idiomas dominantes, e certamente que teria sido reconhecida universalmente como um clássico da literatura e da filosofia, na geração seguinte ao seu aparecimento."
Nº Páginas: 480
Sinopse:
""Ou—Ou. Um Fragmento de Vida" é uma obra ímpar dentro da literatura e da filosofia ocidentais, a todos os níveis e vista de todos os ângulos; não fosse a circunstância de, na Europa de então, como na actual, a língua dinamarquesa ficar submersa por outros idiomas dominantes, e certamente que teria sido reconhecida universalmente como um clássico da literatura e da filosofia, na geração seguinte ao seu aparecimento."
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Edição: Jan 2012
Nº Páginas: 800
Sinopse:
""Os Irmãos Karamázov" é o romance mais magistral que alguma vez se escreveu, e nunca seremos capazes de apreciar devidamente o episódio do Grande Inquisidor, que é uma das maiores realizações da literatura mundial." Do posfácio de Sigmund Freud
Nº Páginas: 800
Sinopse:
""Os Irmãos Karamázov" é o romance mais magistral que alguma vez se escreveu, e nunca seremos capazes de apreciar devidamente o episódio do Grande Inquisidor, que é uma das maiores realizações da literatura mundial." Do posfácio de Sigmund Freud
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Edição: Mar 2016
Nº Páginas: 200
Sinopse:
""O Grande Gatsby" talvez seja, como alguns afirmaram, o único romance perfeito. T. S. Eliot julgou-o o único grande passo no romance americano desde a morte de Henry James."Anthony Burgess"Não sou minimamente influenciado pela observação que faz sobre mim, quando digo que me interessou e estimulou mais do que qualquer novo romance, inglês ou americano, dos últimos anos."T. S. Eliot
Nº Páginas: 200
Sinopse:
""O Grande Gatsby" talvez seja, como alguns afirmaram, o único romance perfeito. T. S. Eliot julgou-o o único grande passo no romance americano desde a morte de Henry James."Anthony Burgess"Não sou minimamente influenciado pela observação que faz sobre mim, quando digo que me interessou e estimulou mais do que qualquer novo romance, inglês ou americano, dos últimos anos."T. S. Eliot
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Edição: Nov 2017
Nº Páginas: 160
Sinopse:
""Nós devemos escrever sobre aquilo que conhecemos", foi sempre o conselho dado por Agustina aos que se iniciavam na escrita. e foi por onde também começou — pelo mundo rural que tão bem conhecia, a Casa do Paço, em Travanca, aquele mundo fechado que frequentara em criança e adolescente, onde o convívio com as tias Maria e Amélia, sobretudo Amélia (a Sibila), fora o exemplo para a sua vida, um legado de sabedoria transmitido como uma profecia. As duas últimas páginas d’A Sibila testemunham, numa linguagem oracular, como num transe arrepiante e comovente, pela revelação do profundo, a transmissão de um destino, que ela, Agustina, terá de continuar a cumprir, depois da morte da Sibila. "Deuses de Barro, se por um lado é um esboço para a descoberta dos mundos fechados que integram estes três romances iniciais, por outro, representa já um grito de liberdade, ousadia, revolta e desafio contra os deuses de barro que nos vigiam, nos tolhem, com quem somos obrigados a conviver e a venerar." Do Prefácio Escrito aos 19 anos por Agustina Bessa-Luís, Deuses de Barro permaneceu inédito até hoje.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
""Nós devemos escrever sobre aquilo que conhecemos", foi sempre o conselho dado por Agustina aos que se iniciavam na escrita. e foi por onde também começou — pelo mundo rural que tão bem conhecia, a Casa do Paço, em Travanca, aquele mundo fechado que frequentara em criança e adolescente, onde o convívio com as tias Maria e Amélia, sobretudo Amélia (a Sibila), fora o exemplo para a sua vida, um legado de sabedoria transmitido como uma profecia. As duas últimas páginas d’A Sibila testemunham, numa linguagem oracular, como num transe arrepiante e comovente, pela revelação do profundo, a transmissão de um destino, que ela, Agustina, terá de continuar a cumprir, depois da morte da Sibila. "Deuses de Barro, se por um lado é um esboço para a descoberta dos mundos fechados que integram estes três romances iniciais, por outro, representa já um grito de liberdade, ousadia, revolta e desafio contra os deuses de barro que nos vigiam, nos tolhem, com quem somos obrigados a conviver e a venerar." Do Prefácio Escrito aos 19 anos por Agustina Bessa-Luís, Deuses de Barro permaneceu inédito até hoje.
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